.

.

14 de junho de 2015

Papa: não à concepção redutiva do matrimónio, promover a família


"Promover a família, dom de Deus para a realização do homem e da mulher, e célula fundamental da sociedade", diante de uma "concepção redutora" do matrimónio que causa mesmo entre os cristãos "uma facilidade em recorrer ao divórcio ou à separação de facto" – foi esta uma das recomendações do Papa no seu discurso entregue esta manhã aos bispos da Letónia e da Estónia, recebidos em "visita ad Limina”

"A família, lugar onde se aprende a conviver na diversa", deve ser promovida. É a firme convicção expressa pelo Papa aos bispos da Letónia e da Estónia, que operam  "numa sociedade por muito tempo oprimida  por ideologias contrárias à dignidade e à liberdade humana" e hoje  confrontada  com "outras insídias  perigosas, como o secularismo e o relativismo": a família - explicou Francisco - é "dom de Deus para a realização do homem e da mulher, criados à sua imagem e"célula fundamental da sociedade”

Hoje, observa o Santo Padre, o matrimónio é muitas vezes considerado uma forma de gratificação afectiva que pode ser constituído de qualquer forma e modificar segundo a sensibilidade de cada um; "esta concepção redutora - destaca o Papa – afecta também a mentalidade dos cristãos, causando uma facilidade em recorrer ao divórcio ou à separação de facto". Daí o convite aos bispos a questionar-se quanto à preparação dos jovens namorados e a cuidar destas situações, "para que os filhos não se tornem as primeiras vítimas das mesmas e os cônjuges não se sintam excluídos da misericórdia de Deus”.

O Papa pede atenção pastoral também em relação às tantas famílias monoparentais presentes na Letónia e Estónia por causa de uma crise económica que tem vindo a  incentivar a emigração. "A ausência do pai ou da mãe - disse Francisco aos bispos – comporta para o outro cônjuge um esforço maior, em todos os sentidos, para o crescimento dos filhos".  Os bispos não estão sozinhos nesta tarefa: o Papa indicou os sacerdotes que estão ao seu lado, necessitados também eles de formação "no plano da preparação teológica e humana". Também preciosa é a presença dos consagrados: "não os apreciamos apenas pelo serviço que fazem - observa o Santo Padre -  mas antes ainda  pela sua presença que difunde entre o povo de Deus, o perfume de Cristo”

Igualmente indispensável o envolvimento dos leigos "chamados a assumir responsabilidades" na Igreja e na sociedade e a aprofundar o conhecimento da doutrina social da Igreja.
"Os fiéis leigos - disse o Papa a concluir- são o elo de ligação entre aquilo que os pastores pregam e os diferentes ambientes sociais. Sintam, pois, perto de si o coração da Igreja!”. (BS)



Papa Francisco ao CSM: justiça feita de valores, reprimir mas também educar


O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã deste sábado 13 de junho, os membros do Conselho Superior da Magistratura, um organismo da política italiana,  a quem o Papa, no seu discurso, felicitou antes de tudo pelo encargo atribuído a cada um deles aquando da renovação do Conselho, encargo que – sublinhou o Papa - é ponto fundamental de equilíbrio e estabilidade para o exercício da função judicial.

Francisco prosseguiu dizendo que a  jurisdição tem hoje uma complexidade crescente, dada a variedade dos casos concretos que requerem ser postos em confronto. E citou o caso da globalização que traz consigo, disse, também aspectos de confusão e desorientação:

“ … quando ela se torna  veículo para a introdução de costumes, concepções, e até mesmo normas estranhas a um determinado tecido social resultando na deterioração das raízes culturais de realidades que, pelo contrário, deveriam ser respeitadas; e isto, como resultado de tendências pertencentes a outras culturas  economicamente desenvolvidas mas eticamente enfraquecidas”.

Neste contexto de choque profundo das raízes culturais, é importante que as autoridades públicas, e entre elas também as autoridades jurisdicionais, usem o espaço que lhes é concedido para dar estabilidade e tornar mais sólidas as bases da convivência humana pela recuperação dos valores fundamentais, reiterou Francisco  que para o cristianismo, o fundamento de tais valores está no amor de Deus, que é inseparável do amor ao próximo.

A partir destas bases, mesmo fenómenos como a expansão do crime, nas suas expressões económicas e financeiras, e o flagelo da corrupção, que também afectam as democracias mais desenvolvidas, podem encontrar uma barreira eficaz, disse Francisco que também acrescentou:

“É necessário intervir não apenas no momento da repressão, mas também na educação, orientada de modo particular às novas gerações, oferecendo uma antropologia e um modelo de vida capazes de responder às altas e profundas  inspirações do espírito humano”

Neste trabalho de construção contribuem  também todos aqueles que exercem uma função judicial, disse Francisco que também observou que neste tempo se coloca maior ênfase no tema dos direitos humanos, núcleo fundamental do reconhecimento da dignidade essencial do homem, mas isto deve ser feito sem abusar dessa categoria querendo fazer entrar nela  práticas e comportamentos que, em vez de promover e garantir a dignidade da pessoa humana, na verdade, a ameaçam ou mesmo violam.

E acrescentou:

“Não se faz a justiça em abstracto, mas sim considerando sempre o homem no seu valor real, como ser criado à imagem de Deus e chamado a realizar, aqui na terra, a sua  semelhança”.

A terminar o Papa recordou a figura de Vittorio Bachelet, Vice-Presidente do Conselho Superior da Magistratura, assassinado há trinta e cinco anos. Que o seu testemunho  de homem, cristão e jurista continue a animar o vosso empenho ao serviço da justiça e do bem comum, concluiu Francisco invocando a bênção de Deus sobre todos e sobre o seu trabalho. (BS)


Papa Francisco no Angelus: o amor de Deus faz crescer a semente do bem e da paz


 “A semente do bem e da paz brota e cresce, porque a faz amadurecer o amor misericordioso de Deus”: foi o que recordou o Papa Francisco nas suas palavras antes de rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a Oração do Angelus. O Santo Padre comentou que o Evangelho de hoje tem duas parábolas muito curtas: a da semente que germina e cresce por si mesma, e a do grão de mostarda. Através destas imagens do mundo rural, - disse o Papa - Jesus apresenta a eficácia da Palavra de Deus e as exigências do seu Reino, mostrando as razões da nossa esperança e do nosso compromisso na história.

Nesta ótica, sublinhou: “o nosso fraco trabalho, aparentemente pequeno, diante da complexidade dos problemas do mundo, se inserido na obra de Deus não tem medo das dificuldades”, porque a “vitória do Senhor é certa: o seu amor fará brotar e crescer cada semente de bem presente na terra”.

Isso – exortou - nos abre à confiança e ao otimismo, apesar dos dramas, injustiças e sofrimentos que nos deparamos. “Rezemos tanto que venha o Teu Reino, é ele que o faz crescer”, explicou recordando que a semente é “a Palavra de Deus, Palavra criadora, destinada a se tornar o grão cheio na espiga”.

“Esta Palavra se for acolhida, dá certamente os seus frutos, porque o próprio Deus a faz germinar e a amadurecer através de caminhos que nem sempre podemos verificar, e de uma forma que não sabemos”. Tudo isso nos faz entender que é sempre Deus que faz crescer o seu Reino, o homem é o seu humilde colaborador, que contempla e se alegra pela ação criadora divina e espera pacientemente pelos frutos.

“Gostaria de recordar a todos vocês mais uma vez – disse o Papa concluindo -, a importância de ter o Evangelho, a Bíblia ao alcance da mão, um Evangelho pequeno no bolso, na bolsa, e ler todos os dias: é esta a força que faz germinar”.

Papa Francisco aos jovens: seguir o exemplo dos doadores de sangue


 Após a Oração mariana do Angelus neste domingo (14), na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu o seu pensamento aos doadores de sangue:

“Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Doadores de Sangue, milhões de pessoas que contribuem, de modo silencioso, para ajudar os nossos irmãos em dificuldade. A todos os doadores manifesto o meu apreço e convido especialmente os jovens a seguirem o seu exemplo”.

“Saúdo – disse ainda – o grupo que recorda todas as pessoas desaparecidas e asseguro a minha oração. Estou também próximo, - concluiu - a todos os trabalhadores que defendem de maneira unida o direito ao trabalho, que – reafirmou – ‘é um direito à dignidade’”.

No ano de 2004 a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 14 de junho como o Dia Mundial do Doador de Sangue. O objetivo é homenagear e agradecer a todos os doadores que ajudam a salvar vidas diariamente. Na data comemora-se também o aniversário de Karl Landsteiner, Prêmio Nobel pela descoberta do sistema de grupos de sangue ABO.

O tema da campanha deste ano é “Obrigado por salvar minha vida”. A campanha está focada no agradecimento aos doadores de sangue que salvam vidas todos os dias através de suas doações e encorajam mais pessoas em todo o mundo a doar sangue voluntaria e periodicamente, com o slogan “Doe voluntariamente, doe frequentemente. Doar sangue é importante.”

O tema deste ano visa resgatar histórias de pessoas cujas vidas foram salvas através da doação de sangue, como forma de motivar doadores regulares de sangue a continuar a doar e motivar pessoas saudáveis que nunca doaram a começar a fazê-lo. (SP)



Papa Francisco: a Encíclica sobre a criação é dirigida a todos


“Como foi anunciado, na próxima quinta-feira será publicada uma Carta Encíclica sobre o cuidado da criação". Convido – disse o Papa durante o Angelus deste domingo (14) a acompanhar este evento com uma renovada atenção à situação de degradação ambiental, mas também de recuperação, nos próprios territórios:

“Esta encíclica é dirigida a todos: rezemos para que todos possam receber a sua mensagem e crescer na responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”.

“Laudato si, sobre o cuidado da Terra”.  Este é o título da Encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia que será apresentada no próximo dia 18, às 11h locais, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano.

Um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, ressalta que o documento será ilustrado pelo Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, pelo Metropolita de Pérgamo, John Zizioulas, representante do Patriarcado Ecumênico e da Igreja Ortodoxa, e pelo Prof. John Schellnhuber, fundador e diretor do Potsdam Institute for Climate Impact Research.

A encíclica estará disponível em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português. (SP-MJ)



Deputado católico se pronuncia em plenário sobre desrespeito aos cristãos em Parada LGBT


Deputados cristãos se manifestaram em plenário na quarta-feira, 10, contra a ofensa a símbolos sagrados durante a 19ª Parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em São Paulo, no domingo, 7. Unidos, os parlamentares rezaram o Pai Nosso após entrarem no local dizendo palavras como “respeito” e “família”. Ao fim da oração, bradaram “Viva Jesus Cristo”. Representante da Igreja Católica na Câmara, Eros Biondini (PTB-MG), exigiu respeito e defendeu uma cultura de paz.

Representantes da bancada cristã se pronunciaram manifestando a indignação diante do ocorrido, em especial, citando uma transexual que desfilou seminua no trio elétrico, pregada a uma cruz, simulando a crucificação de Cristo.

“O Brasil está indignado com aquilo que aconteceu na marcha gay, em São Paulo, no último domingo. Essa indignação traz a cada um de nós, os 513 parlamentares que representamos a totalidade do nosso povo, o compromisso de nos manifestarmos aqui também”, declarou o Deputado Biondini.

O parlamentar classificou como zombaria o que fizeram com a cruz de Cristo, lembrando que este é um símbolo precioso dos cristãos. “Nós, que temos buscado a cultura da paz, estamos vendo se instalar no Brasil uma cultura de ódio, uma cultura de intolerância, uma cultura de afronta com aquilo que temos de mais precioso, que é a nossa fé”.

O deputado mostrou ainda que a indignação se abateu não apenas sobre os cristãos. Ele contou ter recebido manifestações de muçulmanos, judeus e até mesmo de homossexuais que declararam não ser representados pelos praticantes dos atos ofensivos. Por isso, considerou aqueles fatos como uma afronta à sociedade brasileira.

“Nós temos que ter limite mesmo na democracia para fazermos nossas colocações. E, quando queremos respeito, não é desrespeitando profundamente a fé, a moral e os princípios do outro que nós vamos conquistar alguma coisa. Nós queremos a cultura da paz, do amor, da tolerância. Nós queremos um Brasil que seja pacífico e não é com essa mensagem como a de domingo que vamos conseguir tudo isso”, expressou.

Discurso de Eros Biondini no plenário da Câmara sobre a ofensa a símbolos religiosos por grupos LGBT pode ser visto em: https://www.youtube.com/watch?v=eeIcMv0Xz5E

Graças ao Papa Francisco 50 indigentes peregrinarão a Turim para rezar diante do Santo Sudário


O Papa Francisco não quer que os mais pobres fiquem sem visitar o Santo Sudário que está na cidade de Turim, localizada no norte da Itália, e financiou uma peregrinação de vários dias, para umas 50 pessoas indigentes e doentes da Diocese de Roma, com o objetivo de que todos tenham um momento de recolhimento e oração diante desta relíquia de Jesus Cristo.

A visita ao Santo Sudário foi realizada no dia 4 de junho e foi possível graças ao Elimosineiro Pontifício, Mons. Konrad Krajewski.

Os indigentes foram acolhidos em Cotolengo de Turim no dia 3 de junho e foram acompanhados pelo Pe. Antonio Nicolai, pároco da Igreja Santa Luzia em Roma, na qual normalmente centenas de migrantes e italianos indigentes recebem alimento e assistência médica.

“O Papa Francisco ofereceu esta viagem a nossos irmãos indigentes porque soube desta peregrinação através do Esmoleiro Pontifício e quis doar uma contribuição para que estas pessoas que vivem em condições precárias e que têm a convicção de que, da mesma maneira que o Sudário, eles representam o rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo que sofre”, explicou o Pe. Nicolai, em declarações ao jornal italiano ‘Mi-Lorenteggio’.

“Aqui hospedamos pessoas indigentes durante a temporada do inverno e acolhemos também aos nossos irmãos para que vivam uma experiência de alegria em comunidade, através da qual todos os doentes e hóspedes se sintam acolhidos e únicos, cada um com um valor inumerável, conforme os ensinamentos de São José Cotolengo, e como demonstra a mensagem do maior amor que podemos contemplar no Sudário”, declarou a religiosa Josefina Fornoni, do Cotolengo em Turim ao jornal ‘Mi-Lorenteggio’.

O Santo Sudário é o manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo depois da sua Paixão e Crucificação.

Até o momento a ciência não pôde explicar a origem desta impressão, nem imitá-la. Além disto, alguns restos de pólen coincidem com a espécie utilizada nos unguentos usados para envolver os cadáveres dos sepulcros judeus durante o século I da era cristã.

A relíquia do Santo Sudário não costuma estar exposta ao público e foi aberta extraordinariamente neste ano com motivo da celebração do Bicentenário do nascimento de São João Bosco. Esta exposição está sendo realizada entre os dias 20 de abril até o dia 24 de junho na cidade de Turim.

Os primeiros cristãos levaram consigo o Santo Sudário com o fim de preserva-lo da perseguição. De Jerusalém e ao longo dos séculos, a relíquia passou por Edesa, Constantinopla, Atenas, Lirey, Chambery e finalmente, chegou a Turim. Foi objeto de numerosas investigações e encontraram que este percurso descrito pela história da Igreja, coincide com a procedência dos 57 tipos de pólen que aparecem incrustados no tecido.

Durante sua permanência na França, no ano 1632, o Santo Sudário foi resgatado de ser consumido durante um incêndio. Este fato impede que atualmente os cientistas saibam com segurança a sua origem, pois as mudanças químicas que foram produzidas em uma reação química como a combustão, falsificam os resultados da prova de datação com Carbono 14.



Por que a Igreja não pode mudar a doutrina sobre a Eucaristia e o divórcio? O Cardeal Antonelli oferece respostas


O Cardeal Ennio Antonelli, Presidente Emérito do Pontifício Conselho para a Família no Vaticano, publicou um folheto titulado “Crise do matrimônio e Eucaristia”, no qual oferece sua contribuição ao próximo Sínodo dos Bispos, a ser realizado no mês de outubro e analisará diferentes temas, tal como a comunhão aos divorciados em nova união.

Esta é a reposta do Cardeal diante da proposta de alguns cardeais, como por exemplo o alemão Walter Kasper, ele não foi mencionado no texto, mas há algum tempo promove esta postura.

O texto é apresentado pelo Cardeal Elio Sgreccia, Presidente Emérito da Pontifícia Academia para a Vida, que acredita que “estas reflexões conseguem confirmar e conjugar a exímia dignidade do matrimônio cristão, tal como é vivido na Igreja Católica e evidencia que o tesouro de dignidade e de graça que foi encomendado à Igreja precisa ser reforçado e ilustrado, inclusive para benefício daqueles que atualmente estão em situações críticas ou de fragilidade”.

No texto que está dividido em nove capítulos, o Cardeal Antonelli recorda primeiramente: “O matrimônio sacramental, rato e consumado, é indissolúvel por vontade de Jesus Cristo. A separação dos cônjuges é contrária à vontade de Deus”.

“A nova união de um cônjuge separado é ilegítima e constitui uma grave desordem moral permanente; cria uma situação que contradiz objetivamente a aliança nupcial de Cristo com a Igreja, que tem seu significado e atuação na Eucaristia. Por isso, as pessoas divorciadas que se casaram novamente no civil não podem receber a comunhão eucarística, principalmente por um motivo teológico e também por um motivo de ordem pastoral”.

O Cardeal italiano recorda que “a exclusão da comunhão eucarística permanece durante o tempo que dura a convivência conjugal ilegítima” e explica ainda que “esta exclusão não discrimina os divorciados que se casaram novamente no civil com relação a outras situações de grave desordem objetivo e de escândalo público”.

“Quem tem o costume de blasfemar deve esforçar-se cuidadosamente em corrigir-se; quem cometeu um roubo deve devolver; quem danificou ao próximo material ou moralmente, deve reparar. Sem um esforço concreto de conversão, não existirá absolvição sacramental e admissão da Eucaristia. Não devem ser admitidos todos os que ‘perseveram com obstinação em um pecado grave manifestado’ (CIC, 915). Não existe possibilidade de fazer uma exceção para as pessoas divorciadas e casadas novamente no civil que não se comprometam em mudar a sua forma de vida, isto é, separando-se ou renunciando a ter relações sexuais”.

O Cardeal posteriormente explicou: “Para a participação da mesa eucarística dos divorciados que se casaram novamente pelo civil e das pessoas que convivem juntas é necessária uma separação entre misericórdia e conversão, que não parece estar em sintonia com o Evangelho”.

“Este seria o único caso de perdão sem conversão. A misericórdia de Deus obra a conversão dos pecadores, não somente os libera da pena, mas também os perdoa da culpa; isto não tem nada a ver com a tolerância. Deus sempre concede o perdão; mas somente o recebe quem é humilde, reconhecendo-se pecador e se esforça por mudar de vida”.

Em seguida, o Cardeal do Pontifício Conselho para a Família prossegue: “Pelo contrário, o clima de relativismo e de subjetivismo ético-religioso, que vivemos atualmente, favorece a auto justificação, particularmente no âmbito afetivo e sexual. O bem é aquilo que sentimos como gratificante e que responde aos próprios desejos instintivos. Honestidade e integridade de ânimo são considerados como autenticidade, entendendo-a como espontaneidade. Além disso, a tendência é diminuir a responsabilidade pessoal, atribuindo os eventuais fracassos aos condicionamentos sociais”.

“Difunde-se –continua o Cardeal– a opinião de que se os matrimônios fracassam a responsabilidade principal não é dos próprios cônjuges, mas das condições econômicas e do trabalho, da mobilidade profissional, das exigências da carreira e em resumo da sociedade”.

Sem mencionar o Cardeal Kasper ou a outros com uma postura parecida, o Cardeal Antonelli afirma: “Aqueles que estão a favor da comunhão eucarística dos divorciados que se casaram novamente pelo civil e das pessoas que convivem juntas, normalmente afirmam que não está em discussão a indissolubilidade do matrimônio. Mas, além de suas intenções, sabendo-se da incoerência doutrinal entre a admissão destas pessoas à Comunhão eucarística e a indissolubilidade do matrimônio, acabará negando-se a prática concreta do que estamos afirmando teoricamente desde o princípio, correndo o risco de reduzir o matrimônio indissolúvel a um mero ideal, possivelmente lindo, mas fatível somente para alguns felizardos”.

O Cardeal recorda: “A importante contribuição do Concílio Vaticano II, que desde sua perspectiva afirma que o matrimônio não pode ser reduzido a um simples contrato jurídico; nem como uma sintonia afetiva espontânea sem vínculos. O matrimônio claramente é reconhecido como uma forma de vida comum, constituído pelo amor conjugal, e que desde a sua origem está ordenado à procriação e à educação da prole e, por conseguinte leva a uma intimidade sexual e a doação recíproca total, fiel e indissolúvel”.

“A abertura aos filhos e a intimidade sexual caracterizam o amor conjugal com respeito a outro tipo de amor. Este amor inclui a amizade, a colaboração e a convivência com suas múltiplas dimensões, mas tudo está orientado e organizado com relação à geração e educação da prole”.

O Presidente Emérito do Pontifício Conselho para a Família ressalta: “Deste modo o vínculo conjugal indissolúvel, que nenhum divórcio pode dissolver, está personificado nos filhos. Por consequência surge o vínculo moral e jurídico da indissolubilidade. Precisamente porque estão chamados viveram unidos para sempre na pessoa do filho como pai e mãe, os cônjuges são chamados a permanecerem unidos acima de tudo como marido e mulher”.

Nesta perspectiva, sublinha: “Compreende-se porquê a aliança conjugal estabelecida através do consentimento, é aperfeiçoada definitivamente por meio da relação sexual”.

O Cardeal Antonelli faz menção aos desafios da secularização, que afastou a muitas pessoas da fé e destaca também: “A Igreja está chamada por Jesus Cristo, único salvador de todos os homens, a cooperar com Ele para a salvação tanto dos cristãos que estão em plena comunhão espiritual e visível, como também dos cristãos que estão em comunhão parcial, tanto dos fiéis que pertencem às religiões não cristãs, como daqueles que somente têm uma orientação implícita com Deus”.

“Para desenvolver eficazmente tal missão de Salvação, embora o número de fiéis tenha importância, sem dúvida é mais importante e necessária a autenticidade da comunhão eclesiástica na verdade e no amor”.

“É necessário acolher todos e chegar a todos, mas de modo específico; é necessário valorizar com convicção e perseverança a religiosidade popular, mas ainda é mais urgente formar cristãos e famílias cristãs exemplares, como afirmei inicialmente. Para iluminar e dar calor, o primeiro a ser feito é acender o fogo”, concluiu o Cardeal Ennio Antonelli.



Bispos brasileiros alertam contra inserção da ideologia de gênero em Planos Municipais de Educação


Termina no próximo dia 24 de junho o prazo para que todos os municípios do Brasil aprovem o seu Plano Municipal de Educação (PME). A data foi estabelecida pela lei 13.005/2014, que sanciona o Plano Nacional de Educação (PNE), que tem validade de dez anos. Atenta a todas as possíveis falhas do Plano, bispos brasileiros mostraram preocupação com a possibilidade de que seja implementada na educação pública e privada a ideologia de gênero.

Em recente artigo, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, alertou a sociedade sobre essa questão, lembrando que a mesma ideologia foi banida do PNE no ano passado “graças a ingentes esforços das mais variadas forças vivas de nosso país, que interpretaram e respeitaram o pensamento do povo brasileiro”. Segundo ele, “também houve posicionamento de diversos Bispos e outras lideranças civis e religiosas” a respeito.

No texto, o Arcebispo explica o que é a ideologia de gênero e por que os católicos devem se articular para impedir a sua aprovação. “Deseja ela que se ensine – na teoria e na prática – aos alunos que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido que, obviamente, definiria com o tempo, se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas”, esclarece.

Caso a ideologia venha a ser introduzida, diversas outras mudanças se seguiriam. Entre elas, o Cardeal elencou: possibilidade de pais e professores serem punidos pelo Estado caso tratassem as crianças como menino e menina, pois seria opressão, “uma vez que eles ainda não teriam decidido o que serão”; a destruição da família, que “já não deveria ser mais um núcleo natural formado por um homem e uma mulher (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2201-2203), mas, sim, ‘qualquer aglomerado de pessoas’”; e afrontas ao matrimônio, que é “união natural e, para nós que cremos, também querida por Deus e elevada a Sacramento”.

Essas implicações da aprovação da ideologia de gênero nos Planos Municipais de Educação foram abordadas também pelos bispos do Regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que corresponde ao estado de Tocantins e norte de Goiás. Em nota explicativa, eles citam o Papa emérito Bento XVI, segundo quem, a ideologia de gênero “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (...) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. (...) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (...). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (...) Se não há (...) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. (...) E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem”.

Já referindo-se ao Papa Francisco, os bispos lembram que o Pontífice afirmou recentemente que “a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O Papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de ‘colonização ideológica’, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem ‘Herodes’ modernos que ‘destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação’”.

Da mesma forma, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, lançou uma nota sobre esse tema, na segunda-feira, 8. No texto, ele defende o direito dos pais sobre a educação de seus filhos. “As consequências de tal distorção antropológica na educação poderão ser graves. Os legisladores têm o dever de buscar em tudo o bem comum, de acordo com critérios de verdade e respeito pela natureza e dignidade da pessoa humana, evitando a indevida ingerência do Estado no direito e dever dos pais e das famílias de escolherem o tipo de educação dos filhos, segundo sua consciência”, pontua.

Diante de tudo isso, em seu artigo, o Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, lança também um apelo aos cristãos para que fiscalizem a tramitação dos Planos Municipais de Educação em suas respectivas cidades. “Apelamos, pois, muito cordialmente, a todos os irmãos no santo Batismo e demais homens e mulheres de boa vontade para que fiscalizem as votações do PME em seu município, e tudo façam, ordeira e pacificamente, para impedir que a absurda e antinatural ideologia de gênero penetre em nossas escolas. Eis um dever de consciência decorrente da fé que professamos e que não pode ser traído em momentos como este, no qual somos, especialmente, convocados a ser sal da terra e luz do mundo (cf.Mt 5,13-14)”.



Bispos do Regional Sul 1 da CNBB pedem que ideologia de gênero não seja incluída nos PME


Os Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que engloba o estado de São Paulo, publicaram uma nota sobre a ideologia de gênero na educação. No texto, ressaltam que “as consequências da introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas contradiz frontalmente a configuração antropológica de família, transmitida há milênios em todas as culturas”.

Na quinta-feira, 11, ao término da 78ª Assembleia Episcopal Regional, ocorrida em Aparecida (SP), os Bispos divulgaram a mensagem que aborda a questão dos Planos Municipais de Educação (PME) a serem aprovados pelos municípios brasileiros até o dia 24 de junho. Nela, atestam o “apreço ao empenho dos Conselhos Municipais de Educação” na aprovação deste plano que norteará a prática educativa nos próximos dez anos. Mas, alertam para a possibilidade de inserção da ideologia de gênero neste documento.

Atentando sobre as ameaças aos valores familiares que acarretariam da aprovação da ideologia de gênero, os Bispos dizem esperar dos “governantes do Legislativo e Executivo uma tomada de posição que garanta para as novas gerações uma escola que promova a família, tal como a entendem a Constituição Federal (artigo 226) e a tradição cristã, que moldou a cultura brasileira”.

Por fim, também pedem a inclusão no PME do “ensino religioso, em sintonia com a confissão religiosa da família, que tem filhos na escola”.

Confira a seguir, na íntegra, a nota dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB:

NOTA DO REGIONAL SUL 1/CNBB SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO

Aos Srs. Prefeitos, Presidentes e Vereadores dos Municípios, educadores e pais no Estado de São Paulo;

Nós, Bispos católicos do Estado de São Paulo (Regional Sul 1 da CNBB), no exercício de nossa missão de Pastores, queremos manifestar nosso apreço ao empenho dos Conselhos Municipais de Educação na elaboração dos Planos Municipais de Educação para o próximo decênio, a serem votados nas Câmaras Municipais. Destacamos nesses projetos, além da universalização do ensino, o empenho em colocar, como eixo orientador da educação, a inclusão social, para que uma geração nova de homens e mulheres possa se tornar construtora de uma sociedade onde todas as pessoas, grupos sociais e etnias sejam respeitados e possam participar e se beneficiar da produção dos bens materiais e culturais, numa nação cada vez mais próspera e justa. Consideramos, entretanto, oportuno e necessário esclarecer o que segue, no que se refere à ideologia de gênero, nos Planos Municipais de Educação:

A discussão dos Planos Municipais de Educação, deveria ser orientada pelo Plano Nacional de Educação (PNE), votado no Congresso Nacional e sancionado em 2014 pela Presidente da República, do qual já foram retiradas as expressões da ideologia de gênero.

Os projetos enviados aos Legislativos Municipais incluíram novamente, em suas propostas, a ideologia de gênero, como norteadora da educação, tanto como matéria de ensino, como em outras práticas destinadas a relativizar a natural diferença sexual.

A ideologia de gênero, com que se procura justificar esta “revolução cultural”, pretende que a identidade sexual seja uma construção exclusivamente cultural e subjetiva e que, consequentemente, haja outras formas igualmente legítimas de manifestação da sexualidade, devendo todas integrar o processo educacional com o objetivo de combater a discriminação das pessoas em razão de sua orientação sexual.

A ideologia de gênero subverte o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher, ensinando que a união homossexual é igualmente núcleo fundante da instituição familiar.

As consequências da introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas contradiz frontalmente a configuração antropológica de família, transmitida há milênios em todas as culturas. Isso submeteria as crianças e jovens a um processo de esvaziamento de valores cultivados na família, fundamento insubstituível para a construção da sociedade.

Diante dessa grave ameaça aos valores da família, esperamos dos governantes do Legislativo e Executivo uma tomada de posição que garanta para as novas gerações uma escola que promova a família, tal como a entendem a Constituição Federal (artigo 226) e a tradição cristã, que moldou a cultura brasileira.

Pedimos ainda que seja cumprido o que dispôs o Conselho Nacional de Educação, através da Câmara de Educação Básica, que, dispõe que o ensino religioso integra a base nacional comum da Educação Básica (na resolução número 4, de 13/07/2010, em seu artigo 14, § 1, letra F).

Seja, pois, incluído nos Planos Municipais de Educação o ensino religioso, em sintonia com a confissão religiosa da família, que tem filhos na escola.

Queremos também solidarizar-nos com todos os que sofrem discriminação na sociedade. Que as escolas ofereçam uma educação que valorize a família e a prática das virtudes, acolhendo bem a todos, seja qual for a orientação sexual.

Deus abençoe a todos que trabalham na educação das crianças, adolescentes e jovens.



Aparecida, 11 de junho de 2015.

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB



Dom Moacir Silva

Vice-Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB



Dom Tarcísio Scaramussa

Secretário do Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB




“Sejam pastores com a ternura de Deus”: Homilia do Papa no retiro mundial de sacerdotes


Ternura, foi o que pediu o Papa Francisco aos sacerdotes, durante homilia na Missa desta sexta-feira, 12, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. O Pontífice presidiu a Celebração, na Basílica de São João de Latrão, em Roma, no Retiro Mundial dos Sacerdotes.

“É isso que eu peço a vocês: sejam pastores com a ternura de Deus. Deixem o peso na sacristia e sejam pastores com ternura”, disse.

O Santo Padre destacou que as leituras deste dia mostram como Deus é ternura e amor. Segundo o portal Canção Nova, o Papa sublinhou que a primeira leitura em especial é um texto que se deve meditar na solidão e ouvir o que Deus tem a dizer por meio dele.

O texto do profeta Oséias diz: “Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles”.

Francisco manifestou o quanto é bonito ouvir que o próprio Deus ensina a caminhar. “O Deus onipotente vem até mim e me ensina a caminhar. Quando vimos um Deus tão próximo ao povo? Essa ternura de Deus me ensinou a caminhar, sem ela eu não poderia caminhar no Espírito”, afirmou. Para o Papa, “cada um de nós pode ver nesta leitura, sua própria história”.

Em seguida, o Santo Padre recordou a ternura do Bom Pastor, que não bateu nem gritou com a ovelha, ao contrário, colocou-a sobre os ombros e levou-a para casa. Então, perguntou aos sacerdotes como agem com os fiéis.

 “Quando um fiel falta, você o procura ou já nos acostumamos a ser uma Igreja de uma só ovelha e deixamos que as 99 fiquem perdidas nas montanhas? Sou pastor de ovelhas ou me tornei tosquiador de uma só ovelha? Você se esqueceu de como se dá a ternura?”, questionou

Por fim, o Santo Padre destacou que “o coração de Cristo é a ternura de Deus”, pedindo aos sacerdotes que tratem os pequenos com a mesma atenção e ternura de Cristo. “É isso que nos diz o coração de Cristo, hoje. É isso que peço a vocês nesta Missa, hoje”.


Sacerdotes vivam o amor de Jesus em seus ministérios, pede o Papa em retiro internacional



Por ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Papa Francisco participou nesta sexta-feira, 12, do 3º Retiro Mundial de Sacerdotes, em Roma. O Pontífice proferiu uma meditação sobre o tema “Transformados pelo amor e por amor”, na qual incentivou os padres a serem apaixonados por Cristo.

O Retiro teve início na quarta-feira, 10, na Basílica de São João de Latrão, e segue até o domingo, 14, tendo por tema “Chamados à santidade para a nova evangelização”. O mesmo é promovido pelo Serviço Internacional da Renovação Carismática e pela Fraternidade Católica.

Participaram da meditação do Papa nesta sexta mais de mil sacerdotes provenientes de diversos países, além de religiosas e seminaristas. Aos presentes, o Pontífice falou por cerca de duas horas, dividindo seu tema em cinco partes: “reunidos, reconciliados, transformados, fortificados e enviados”, baseado em citações bíblicas e na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium.

 “O sacerdote, à medida que vai andando no amor com Jesus, sente o carinho de seu Mestre de maneira distinta. E o busca, o comunica e o ama com carícias renovadas. Amem, deixem-se amar, abram o coração a Ele”, exortou.

Francisco lembrou que o chamado de Deus ao sacerdote é de amor e deve ser respondido da mesma forma. Segundo ele, da mesma forma que um casal apaixonado não deixa de falar de sua paixão, também o padre apaixonado por Cristo demonstrar isso. “Quando um sacerdote é apaixonado por Jesus se nota, se reconhece, se vê esse amor que é transmitido constantemente”, observou.

E mesmo em momentos de dificuldade, ressaltou o Pontífice, o sacerdote se aproxima do sacrário e dialoga, com amor, com seu Senhor. E é isso que o anima em sua missão e ministério. “Nos piores momentos, quando estiverem zangados ou tiverem sido infiéis ao Senhor, não tenham medo, aproximem-se do sacrário”, animou.

Para o Papa Francisco, o amor recebido de Jesus é o primeiro motivo que leva um sacerdote a evangelizar. “É a experiência de sermos salvos por Ele que nos incentiva e encoraja a amar sempre mais. Todo sacerdote tem suas debilidades, não obstante, Jesus o coloca a serviço do seu povo”.

Referindo-se ainda à realidade do sacerdote, Francisco abordou questões como a homilia e o Batismo. Sobre a primeira, reforçou suas preocupações com a importância das homilias, propondo uma “linguagem positiva e não tanto proibitiva”. E alertou ainda que os fiéis querem ouvir dos padres palavras que falem aos seus corações.

“Existem homilias que são ótimas aulas de teologia, mas não chegam ao coração. Não se esqueçam que a homilia não é uma conferência, uma lição de catequese, é um sacramental. É colocar o melhor de mim para que o Espírito Santo fale, para que toque o coração”.

Sobre o Batismo, o Santo Padre defendeu que este não seja recusado a recém-nascidos filhos de mães solteiras ou de pais que voltaram a casar. “O Batismo não pode ser negado a ninguém. Por favor, que isso fique marcado em seus corações. Não aterrorizem o povo de Deus, não os façam fugir. Ninguém me contou isso, eu vi (…). Por favor, uma Igreja sem Jesus e sem misericórdia, não”, pediu.

Ao final de sua meditação, Papa Francisco respondeu a perguntas de alguns sacerdotes presentes. Em responda a um dos questionamentos, o Santo Padre anunciou que visitará a África em novembro. Em sua primeira passagem pelo continente, irá a República Centro-Africana e Uganda.

“Se Deus quiser, estarei na África no mês de novembro, primeiro na República Centro-Africana e depois em Uganda. Ainda é uma possibilidade, mas não é certo porque há problemas para a organização, o Quênia”, contou.


13 dicas de encontros para um namoro católico


Construindo a santidade a dois

Ter um namoro santo é uma tarefa difícil, é preciso que o casal saiba como “namorar”. Uma parte extremamente importante em um namoro são os encontros. Por esta razão, este artigo mostrará algumas dicas de encontros para os casais de namorados que procuram viver a santidade no namoro.

1)  Família/Amigos

Os namorados não devem se fechar aos outros; ao contrário, devem manter os relacionamentos com a família e com os amigos. Não podem esquecer dos melhores amigos, eles são tesouros dados por Deus (Eclo 6,14). A família é essência e base, nunca podemos deixá-la de lado (Mc 3,25).

Dicas:

Visitar a família e amigos.

Sair com a família e amigos - ex: missa, grupo de jovens, shopping, sorveteria, etc.

2) Bíblia

Ler a Bíblia é um dever para toda pessoa que se diz católica, é essencial para todo cristão. A palavra de Deus tem poder para curar, confortar, converter, saciar, acalmar, iluminar, endireitar, transformar [...]. Seu poder é sem limites para todo aquele que a acolhe com fé e disposição interior. A palavra de Deus é alimento, - de fato, Jesus é a Palavra Viva do Pai, que se faz alimento para nós na Eucaristia - e direção (Mt 4,4; 7,24). Quantos bons frutos não amadurecem na vida do casal que lê, partilha e põe em prática a palavra de Deus?

Dicas:

Escolher um livro da Bíblia e ler um capítulo por dia, cada um pode ler em sua própria casa. Partilhar a leitura um com o outro no final do dia – pode ser por telefone mesmo - ou fazer anotações importantes sobre cada dia e partilhar tudo no final da semana quando o casal se encontrar, ou ainda, estipular um período para a partilha que não passe de quinze dias.

3) Rezar

É muito importante que os namorados rezem juntos, a oração é um costume que deve ser desenvolvido pelo casal ainda no namoro. Rezar é falar com Deus, o diálogo entre namorados é importante, porém nunca deve-se esquecer ou diminuir o diálogo que cada um precisa ter com Deus (Ts 5,17).

Dicas:

Rezar antes de um encontro pedindo para que Espírito Santo conduza cada palavra, gesto, olhar e pensamento, não permitindo que nada contrária a vontade de Deus possa acontecer.

Rezar durante um encontro nos momentos de tentações.

Rezar depois de um encontro agradecendo pelos momentos bons e pedindo perdão pelos momentos ruins.

Rezar antes das refeições. Não deixem de rezar mesmo se estiverem em um local público, será até uma oportunidade de testemunhar a fé (II Tm 1,8).

Rezar o terço pedindo que a Virgem Maria interceda pelo namoro. Recomenda-se rezar o terço pelo menos uma vez ao mês.

Participar de grupos de oração.

4) Adoração

Quão lindo é o casal de namorados que adoram a Jesus Cristo juntos, os momentos passados diante de Jesus Eucarístico são incomparáveis, repletos de graças e bençãos. Adorar, contemplar, pedir, suplicar, render graças. Diante do Rei dos Reis todo joelho se dobre (Rm 14,11), todo coração se abra e toda alma queime de amor. Os namorados só conseguirão viver um amor verdadeiro se voltarem-se para o Verdadeiro Amor de suas vidas: Jesus Cristo.

Dicas:

Fazer um momento de adoração diante de Jesus Eucarístico pelo menos uma vez ao mês .

Geralmente as paróquias e comunidades possuem um dia específico para adoração, seria interessante procurar informações para ver a possibilidade de estar participando também nesses dias.

5) Confissão

Cristo conferiu aos apóstolos o poder de perdoar os pecados (Jo 20,21-13). Na confissão é o próprio Cristo que perdoa na pessoa do sacerdote, ou seja, nela o pecador arrependido se encontra com o Cristo misericordioso, e é purificado de todos seus pecados. A confissão também concede ao pecador força para resistir as futuras tentações. Este sacramento é muito importante para o casal que quer viver a santidade, devendo ser buscado sempre que o casal – ou um dos namorados – comete um pecado mortal. Contudo, a confissão dos pecados veniais também é aconselhada. Não tenha medo de recomeçar, alegre-se, pois Deus sempre acolhe o pecador de braços abertos (Sl 32,1).



13 de junho de 2015

Por que Maria?



Por que tanto fervor por Maria? Isso não é um exagero?

Muitas pessoas perguntam por que existe devoção a Nossa Senhora; por que rezar a Ela, fazer imagens em sua representação, construir capelas e igrejas em sua honra. Por que tanto fervor por Maria? Isso não é um exagero?

Além do mais, se já temos Jesus - que é Deus - a quem rezar, por que pedir graças a Ela, que não é Deus, mas apenas criatura? Isso não é desviar a atenção do Filho de Deus, que se encarnou para salvar os homens? Por que então, Maria?

Para encontrar a resposta, não precisamos buscar em muitos lugares. Não é necessário ir aos livros, nem fazer grandes pesquisas. Se quisermos saber quem deu início a esta prática, quem é o "culpado", por assim dizer, da imensa e secular devoção que todos os povos, de todas as raças e de todas as línguas têem a Maria, vamos encontrar apenas um nome: JESUS CRISTO.

Sim, Ele foi o primeiro devoto da VirgemMaria. E um sacerdote de nossos tempos, o Pe. Pinard De La Boullaye, S.J., diz que "a devoção à Santíssima Virgem Maria começou na gruta de Belém, no primeiro sorriso que teve o Menino-Deus, respondendo ao sorriso de sua queridíssima e perfeitíssima Mãe, e não parou de crescer até o último minuto de sua morte na cruz!"

E se alguém quiser ainda mais provas de como a devoção a Maria é querida pelo próprio Deus, e não é uma invenção dos homens, recorramos aos evangelhos. Sim, ali encontraremos muitas passagens que nos indicam a necessidade da devoção a Maria.

Vemos o arcanjo Gabriel chamar-lhe de "cheia de graça" (Lc 1,28). Ora, para que um anjo conceda a alguém esse título, qual não é a imensidão de graças que deve possuir essa pessoa? Logo a seguir vemos o mesmo anjo anunciar a Maria que Ela daria à luz um filho que se chamaria "filho de Deus". Ou seja, o próprio Deus escolheu Maria para n'Ela habitar durante todo o tempo da gestação, como em um sacrário puríssimo. Podemos achar pouco isso?

Se lermos mais um pouco do evangelho de São Lucas, ainda veremos mais um prodígio realizado pela intercessão de Maria: ao visitar a sua prima Santa Isabel, o simples efeito de sua voz, ao atingir os ouvidos de sua parente, faz um bebê com apenas seis meses de gestação pular de alegria, e ali mesmo receber todas as graças da justificação. Era a primeira graça que o Verbo encarando concedia no Novo Testamento, e quis fazê-lo através de sua Mãe. Eis o efeito da voz de Maria.

E temos mais: São João (Jo 2,1) nos conta que, estando Jesus num casamento, na cidade de Caná, falta o vinho necessário para a festa. E pela iniciativa de Maria, e por sua intercessão junto a seu Divino Filho, é realizado o primeiro de inúmeros milagres da vida pública do Salvador. Quantas maravilhas fez Jesus por causa de sua Mãe!

E se queremos que os santos nos ensinem como a devoção a Maria foi instituída pelo próprio Deus, ouçamos São Luis Maria Grignion de Montfort:"Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar. Reuniu todas as graças e chamou-as Maria". E São Bernardo: "A Virgem Maria foi escolhida especialmente por Deus, antes de todos os séculos, para ser guardada pelos anjos e prometida pelos profetas para ser a Mãe de Deus e nossa Mãe".

E se queremos saber como deve ser a nossa devoção particular a Maria, os santos assim nos ensinam: "Tudo quanto a Virgem Santíssima pede em favor dos homens, obtém, com certeza, de Deus", diz Santo Afonso Maria de Ligório; São Germano nos anima a confiar sempre na intercessão de Maria, pois "Jesus não pode deixar de ouvir Maria em todas as suas preces, pois quer obedecê-la em tudo, como um bom filho obedece a sua mãe".

Por fim, São Bernardo exorta-nos a invocá-la em nossas necessidades: "nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de seus lábios, jamais abandone teu coração. Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

"Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, nunca te cansarás; se Ela te ajuda, chegarás ao fim".

Não tenhamos, pois, receio em amar a Maria, e sermos devotos seus de todo o coração e de toda alma. Pois nos diz ainda o Pe. Pinard que "Jesus quis ser nosso modelo em tudo, quis ser também modelo da piedade mariana. E se queremos nos perguntar qual é o limite que deve existir para a devoção mariana, ei-la: amai Maria, se puderdes, tanto quanto Jesus A amou. Sim, o modelo de piedade mariana é o próprio Filho de Deus!".


Alessandro Scherma Schurig



Oração dos primeiros cristãos a Nossa Senhora


São Cirilo de Alexandria deixou-nos o mais célebre louvor mariano da Antiguidade

São Cirilo de Alexandria, por ocasião do final do Concílio de Éfeso, no ano 431 (no qual se proclamou a maternidade divina de Maria), deixou-nos o mais célebre louvor mariano da Antiguidade:

“Nós Vos saudamos, ó Maria, Mãe de Deus,
venerável tesouro de toda a terra,
lâmpada inextinguível, coroa da virgindade,
cetro da verdadeira doutrina, templo indestrutível,
morada d’Aquele que nenhum lugar pode conter,
Mãe e Virgem, por meio da qual nos santos Evangelhos
é chamado bendito O que vem em nome do Senhor.

Nós vos saudamos, ó Maria, que trouxestes
no Vosso seio virginal Aquele que é imenso e infinito.
Por Vós, a Santa Trindade é glorificada e adorada.
Por Vós, a Cruz preciosa é adorada no mundo inteiro.
Por Vós, o Céu exulta.
Por Vós, se alegram os anjos e os Arcanjos.
Por Vós, o diabo tentador foi precipitado no inferno.
Por Vós, a criatura do gênero humano, sujeito à insensatez da idolatria,
chega ao conhecimento da verdade.
Por Vós, o santo batismo purifica os que creem.
Por Vós, nos vem o óleo da alegria.
Por Vós, os povos são conduzidos à penitência.



Inédito na história: mesquita síria é dedicada a ninguém menos que Maria


 A Mãe de Jesus pode ser a mediadora entre islã e cristianismo para uma convivência de paz

A Agência de Notícias Árabe Síria (SANA) informou que foi inaugurada no último sábado, 6 de junho, uma mesquita sem precedentes no mundo islâmico: situada na cidade litorânea de Tartous, na Síria, ela é dedicada a ninguém menos que a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo.

Segundo Mohammad Abdul-Sattar al-Sayyed, o ministro sírio dos Bens Religiosos, esta novidade representa o real sentido de uma mesquita: convidar os fiéis à fraternidade.

O Patriarcado Maronita em Tartous e Lattakia elogiou a iniciativa e declarou que ela destaca o compartilhamento de uma mensagem sublime de amor e de paz por parte de cristãos e muçulmanos.

Maria é reconhecida pelo islã como a mãe do profeta Jesus e seu nome aparece 34 vezes no alcorão, mais do qualquer membro da família do profeta Maomé. Além disso, ela é a única mulher que dá nome a uma sura (capítulo) do alcorão: a sura 19 se chama Maryam, Maria em árabe.

Como tantas vezes ao longo da história, que Maria seja mediadora entre os homens para, finalmente, chegarmos à paz!



Cinco características da verdadeira devoção a Maria



A verdadeira devoção a Maria tem de ser: interior, terna, santa, constante e desinteressada. Veja os detalhes de cada uma


A devoção refere-se diretamente a Deus e só indiretamente aos Santos, pelo que eles têm de Deus. Nossa Senhora ocupa um lugar intermediário entre Deus e os Santos, o que dá origem a um culto próprio, portanto único, e especial: muito inferior ao de Deus, mas muito superior ao dos Santos.

O culto de hiperdulia é reservado a Nossa Senhora por sua singular dignidade de Mãe de Deus. É muito inferior ao de Deus porque difere especificamente ao culto de latria (devido só a Deus). Nós veneramos a Nossa Senhora mas não A adoramos; há portanto, um abismo infinito entre as duas espécies de culto. É muito superior ao culto de dulia (devido aos Santos) porque difere deste especificamente pelo motivo da dignidade da maternidade divina, esta dignidade coloca Nossa Senhora numa ordem à parte, que está mil vezes por cima, e é também especificamente distinto da ordem da graça e da glória em que se encontram todos os Santos.

A verdadeira devoção a Maria tem de ser interior, tenra, santa, constante e desinteressada:


* Devoção interior: Isto é, nasce do espirito e do coração e provêm da estima que se tem da Santíssima Virgem, da alta ideia que se forma a respeito da grandeza dela e do amor que se lhe professa.

* Devoção terna: Isto quer dizer que é cheia de confiança em Nossa Senhora, como um menino tem em sua carinhosa mãe. A devoção terna faz que a alma recorra a Maria em todas suas necessidades de corpo e de espírito, com muita simplicidade, confiança e ternura; que implore a ajuda de sua celestial Mãe em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as coisas: em suas dúvidas, para que as mesmas possam ser esclarecidas; em seus desvios, para voltar ao bom caminho; em suas tentações, para que Maria a sustenha; em suas debilidades, para que a fortifique; em suas quedas, para que a levante; em seus desânimos, para que lhe infunda animo; em seus escrúpulos, para que a livre deles; em suas cruzes, trabalhos e contratempos da vida, para que a console. Por último, em todos seus males de corpo e de espírito, Nossa Senhora é seu ordinário (no sentido de habitual) recurso, sem receio de importunar a esta terna Mãe e desagradar a Jesus Cristo.


* Devoção santa: É santa porque faz com que a alma evite o pecado e imite as virtudes da Santíssima Virgem; sobretudo de um modo mais particular sua humildade profunda, sua fé viva, sua obediência cega, sua oração contínua, sua mortificação total, sua pureza divina, sua caridade ardente, sua paciência heroica, sua doçura angelical e sua sabedoria divina, que são as dez principais virtudes da Santíssima Virgem.

* Devoção constante: Quer dizer que consolida a alma no bem e faz com que não abandone facilmente suas práticas de devoção, lhe dá ânimo para que se oponha ao mundo em suas modas e em suas máximas; à carne, em seus tédios e embates de suas paixões, e ao demônio em suas tentações; de maneira que uma pessoa verdadeiramente devota da Virgem não é inconstante, melancólica, escrupulosa, nem tímida. Isto não quer dizer que não caia nem experimente alguma mudança no que tange à sensibilidade de sua devoção; senão que, se cai, volta-se a levantar esticando a mão à sua bondosa Mãe, e, se carece de gosto e de devoção sensível, não se desanima por isso; porque o justo e devoto fiel de Maria vive da fé de Jesus e de Maria e não dos sentimentos do corpo.

* Devoção desinteressada: Finalmente, é desinteressada porque inspira à alma que não se procure a si própria, senão somente a Deus em sua Santíssima Mãe. O verdadeiro devoto de Maria não serve a esta augusta Rainha por espírito de lucro ou de interesse, nem por seu bem, ainda que temporal ou eterno, de corpo ou de alma, senão unicamente porque Ela merece ser servida, e Deus n'Ela. Se ama a Maria, não é pelos favores que esta lhe concede ou pelos que d'Ela espera receber, senão unicamente porque Ela é amável (merece ser amada). Eis aqui o porque a ama e a serve com a mesma fidelidade em seus contratempos e aridezes que em suas doçuras e fervores sensíveis; e igual amor lhe professa no Calvário e nas bodas de Caná.

Ah, quão agradável e precioso aos olhos de Deus e de sua Santíssima Mãe é o devoto de Maria que não se procura a si mesmo em nenhum dos serviços que lhe presta! Mas, quão raro é hoje em dia encontrar um devoto assim!


Por Padre Hernán Luis Cosp Bareiro, EP



Devoção ao Sagrado Coração de Jesus: como tudo começou


A história, as promessas e a poderosa consagração ao Sagrado Coração

O Coração de Jesus é o foco do amor. A devoção ao Sagrado Coração é a devoção que vem do amor como princípio, que se dirige ao amor como fim, que emprega o amor como meio. Celebrando este grande Amor de Deus por nós, somos convidados a renovar nossa devoção a Jesus, manifestado concretamente na vivência deste amor na família, na Igreja Doméstica, na partilha do pão, na alegria de celebrar em comunidade a Eucaristia, Vida de Jesus entregue por nós.

Celebrar o Coração de Jesus torna-se uma importante ocasião pastoral para que toda a comunidade cristã novamente se sensibilize para fazer deste admirável Sacrifício e Sacramento o coração da própria vida.

Origem da Devoção


A devoção ao Sagrado Coração tem sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus por você. Este amor chega a seu ponto alto com a vinda de Jesus.

A devoção ao Sagrado Coração aparece em dois acontecimentos fortes do evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Estes dois exemplos do evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus, feito em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque:
"Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças...

Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares.

E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada."

O papa João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentivava a todos que desejassem crescer na amizade com Jesus.

O Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria Alacoque


O Sagrado Coração de Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no coração humano e divino do Verbo Encarnado. O Culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve, a partir de então, grande impulso e espalhou-se por toda a Igreja.

Santa Margarida Maria, que recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens, foi incompreendida e perseguida, até que a Providência colocou em seu caminho o jesuíta São Cláudio La Colombière, que lhe deu orientação segura e conseguiu fazer com que sua mensagem começasse a ser vista com outros olhos. Canonizada em 1920, sua festa é celebrada no dia 16 de outubro.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Maria Alacoque


* Eu lhes darei todas as graças necessárias para seu estado. 

* Eu darei paz às suas famílias. 

* Eu as consolarei em todas as suas aflições.

* Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida, e sobretudo na hora da morte. 

* Eu lançarei abundantes bênçãos sobre todas as sua empresas. 

* Os pecadores acharão, em meu coração, a fonte e o oceano infinito de misericórdia. 

* As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas. 

* As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição. 

* Eu mesmo abençoarei as casas onde se achar exposta e honrada a imagem do meu coração. 


* Eu darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos. 

* As pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre seu nome inscrito no meu coração. 

* Darei a graça da penitência final e dos últimos sacramentos, aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

Pensamentos de Santa Margarida Maria


“Nunca desconfieis da misericórdia do Sagrado Coração, que é infinitamente maior que todas as nossas misérias”.

“O Sagrado Coração quer reinar no coração do mundo inteiro porque todos lhe foram dados por herança”.

“O maior testemunho de amor que podemos dar ao Sagrado Coração e a melhor reparação que lhe podemos oferecer é unirmo-nos a Ele, muitas vezes, pela comunhão sacramental e desejarmos ardentemente essa união pela comunhão espiritual”.

“Todos podemos ser apóstolos do Sagrado Coração, porque temos corpos capazes de sofrer e trabalhar, e corações para amar e orar”.

*Do livro “O Coração de Jesus, segundo a doutrina de santa Margarida Maria Alacoque”

CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS

- Eu (diga seu nome), Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos,para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar.
- É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.
- Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconstância, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.
- Sede, o Coração de bondade, minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim Sua justa cólera.
- Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero em Vossa bondade!
- Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.
- Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós.
- Suplico, por todas as Vossas finezas, que meu nome seja escrito em Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém. (Santa Margarida Maria)


 Pe. Alberto Gamberini





Um grande testemunho sobre a Eucaristia


Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.

O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas.

Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.

Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).

A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.

Este ato de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela.

Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.

A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida.

Uma sugestão…

ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO – ( São Tomás de Aquino)

Ó DEUS eterno e todo poderoso, eis que me aproximo do Sacramento de Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade, pobre e indigente, ao Senhor do Céu e da terra. 

Imploro pois a abundância de Vossa imensa liberalidade para que Vos digneis curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, e vestir minha nudez.

Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, com o respeito e a humildade, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação de minha alma.

Dai-me receber não só o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também Seu efeito e sua força.

Ó Deus de mansidão, dai-me acolher com tais disposições o corpo que Vosso Filho único, Nosso Senhor JESUS CRISTO, recebeu da Virgem Maria, que eu seja incorporado a Seu corpo místico e contado entre seus membros.

Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o Vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-lo face a face. Ele que Convosco vive e reina na unidade do ESPIRITO SANTO. Amém.


Ave Verum Corpus: um hino eucarístico de 700 anos, em versão musicada por Mozart


Breve e belíssimo louvor ao Corpo Eucarístico de Cristo, filho de Maria!

Jesus EucaristiaApostolado Sagrado Coração de Jesus
O "Ave Verum Corpus" é um breve hino eucarístico do século XIV, atribuído ao papa Inocêncio VI. Ao longo da história, vários compositores lhe deram música, incluindo Mozart e Gounod. Significando "Salve, Verdadeiro Corpo", este hino reconhece a presença real de Jesus na Eucaristia.

No vídeo a seguir, você o aprecia em uma interpretação de abril de 1990, na igreja de Waldsassen, na Alemanha. Trata-se da versão de Mozart, regida pelo maestro Leonard Bernstein, que faleceu seis meses depois deste concerto.



Letra em latim:

Ave verum corpus, natum de Maria Virgine,
vere passum, immolatum in cruce pro homine.
Cuius latus perforatum fluxit aqua et sanguine:
esto nobis praegustatum in mortis examine.
O Iesu dulcis, O Iesu pie, O Iesu, fili Mariae.

Tradução:

Salve, verdadeiro Corpo nascido da Virgem Maria,
verdadeiramente atormentado, imolado na cruz pelos homens,
de cujo lado perfurado fluíram água e sangue;
sê para nós uma antecipação [do banquete celeste] na provação da morte.
Ó Jesus doce, ó Jesus piedoso, ó Jesus, filho de Maria!


Paquistão ordena que ONG deixe o país


Policial monta guarda na entrada da se...
Autoridades do Paquistão fecharam na noite desta sexta-feira os escritórios da ONG Save the Children em Islamabad, acusando a organização de "agir contra os interesses" paquistaneses, e deram a seus funcionários um prazo de 15 dias para deixarem o país.

A Save The Children estava desde 2012 sob vigilância, depois que um relatório dos serviços de inteligência vinculou a ONG com Shakeel Afridi, o médico paquistanês que ajudou a CIA a encontrar Osama Bin Laden.

As autoridades não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto, mas um funcionário do ministério do Interior explicou à AFP sob condição de anonimato que a ONG "estava envolvida em atividades antipaquistanesas".

A Save The Children, que trabalha em projetos de educação, saúde e alimentação, sempre negou estas acusações.
Desde a incursão clandestina das forças especiais americanas que mataram Bin Laden em 2011 em Abbottabad (norte), o Paquistão limitou a liberdade de movimento das ONGs estrangeiras consideradas por seus serviços de inteligência suspeitas de colaborar com os governos de outros países.


Emocionante reação de um chefe de Estado ao ver uma Hóstia cair


Um gesto simples e impressionante no país que receberá a próxima JMJ

Este vídeo fala bem do país que acolherá a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada em Cracóvia: enquanto participava de uma missa ao ar livre em Varsóvia, o presidente polonês eleito, Andrzej Duda, viu uma Hóstia cair no momento da comunhão.

Sem hesitar e com grande simplicidade, ele correu para pegá-la e protegê-la, e imediatamente a levou ao celebrante, o cardeal Nyczowi: um magnífico testemunho de fé por parte desse ex-deputado europeu, católico fervoroso, que, além de tudo, foi eleito no dia de Pentecostes, em 24 de maio de 2015!



Oração de cura por uma criança doente

Uma poderosa súplica ao Senhor que tanto ama as crianças

"Ele voltou, pois, a Caná da Galileia, onde transformara água em vinho. Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes... Pediu-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa." (João 4, 46-53)

(Um momento de silêncio para que a Palavra de Deus com seu poder penetre em seu coração e encha você de fé: Deus pode fazer esta cura novamente!)

Oração

Amado Senhor,
Tu conheces o coração dos teus filhos
e não ficas indiferente diante do pobre que te suplica.
Venho hoje, como o oficial do rei do Evangelho,
para pedir-te que desças e cures nossa criança doente, ........ (nome da criança).

Mesmo com toda a preocupação, com a dor e o desconcerto,
sabemos que esta doença está dentro do que Tu permites
e aceitamos este momento como oportunidade de purificação,
de abandono em tuas mãos,
de oferecimento generoso das nossas vidas.
Com este sofrimento, nós nos unimos às dores de Cristo
pela salvação do mundo.

Pelo poder do mistério da tua infância
e da tua vida oculta no lar de Nazaré,
nós te pedimos, Senhor, que cures .............. (nome da criança),
a quem Tu conheces e amas.
Cuida do seu corpo e da sua alma.
Restabelece sua saúde, segundo a tua vontade.

Tu, que recebeste os cuidados amorosos de Maria e José,
consola e fortalece seu pai e sua mãe,
não permitas que caiam no desespero,
na dúvida, na depressão.
Que, em sua dor, eles saibam recorrer a Ti
como fonte de verdadeira, plena e duradoura
cura do corpo e da alma.

Nós te apresentamos o lugar em que esta criança está:
reveste esse espaço com tua força e graça.
Afasta dele tudo o que, material ou espiritualmente,
possa ser um obstáculo para a recuperação da saúde.

Nós te apresentamos os profissionais de saúde
que atendem esta criança: reveste-os com a tua sabedoria,
ilumina-os, para que possam acertar no diagnóstico e no tratamento.
Que sejam instrumentos da tua cura.

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
tu que cuidaste de Jesus com esmero e constância,
alcança a graça da confiança para a mãe de ........... (nome da criança),
para que ela, como tu, possa ver seu filho crescer
em estatura, idade e graça diante de Deus e dos homens.

Querido São José, que foste protetor da Sagrada Família
e a defendeste de todos os perigos,
intercede diante de Jesus pelo pai de ............ (nome da criança),
para que consiga manter-se forte em meio à dor e à preocupação.

Senhor, Tu nos disseste que devemos crer que
já obtivemos a graça que te pedimos com fé na oração;
agora elevo minha voz e meus braços para dar-te graças
pela saúde que ........... (nome da criança) receberá,
pelo poder do teu amor que escuta esta oração confiante.

Reconhecemos que já estás agindo e curando, Senhor.
E te louvamos com fé.
Tu és o Senhor e Salvador das nossas vidas.
Nós te amamos e reconhecemos tua grandeza.
A ti toda glória, agora e sempre.
Amém.

(Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória)


Ato de consagração ao Imaculado Coração de Maria



Porque Maria é o caminho mais eficaz para chegar a Jesus

Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Estes relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, uni-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus. Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima – Portugal- no ano de 1917, de tal forma espalharam a devoção ao Coração de Maria, que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima ? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.
(Fonte: Liturgia Diária)

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Ó Rainha do Santíssimo Rosário, auxilio dos cristãos, refugio do gênero humano, vencedora de todas as batalhas de Deus!

Ante vosso Trono nos prostramos suplicantes, seguros de impetrar misericórdia e de alcançar graça e oportuno auxilio e defesa nas presentes calamidades, não por nossos méritos, mas sim unicamente pela imensa bondade de vosso maternal Coração.

Nesta hora trágica da história humana, a Vós, a vosso Imaculado Coração, nos entregamos e nos consagramos, não apenas em união com a Santa Igreja, corpo místico de vosso Filho Jesus, que sofre e sangra em tantas partes e de tantos modos atribulada, mas sim também com todo o mundo dilacerado por atrozes discórdias, abrasado em um incêndio de ódio, vítima de suas próprias iniquidades.

Que vos comovam tantas ruínas materiais e morais, tantas dores, tantas angustias de pais e mães, de esposos, de irmãos, de crianças inocentes;

Tantas vidas cortadas em flor, tantos corpos despedaçados na horrenda carnificina, tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de perderem-se eternamente.

Vós, Oh! Mãe de misericórdia, consegui-nos de Deus a paz; e, ante tudo, as graças que podem converter-se em um momento os humanos corações, as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Rainha da paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos, a paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas, para que na tranqüilidade da ordem se dilate o reino de Deus.
Concedei vossa proteção aos infiéis e a quantos jazem ainda nas sombras da morte; concedeis a paz e fazei que brilhe para eles o sol da verdade e possam repetir com nós ante o único Salvador do mundo: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia, especialmente a aqueles que vos professam singular devoção e nos quais não havia casa onde não se achasse honrada vossa venerada imagem (hoje quiçá oculta e retirada para melhores tempos), e fazei que retornem ao único redil de Cristo sob o único verdadeiro Pastor.

Obtende paz e liberdade completa para a Igreja Santa de Deus; contei o dilúvio inundante do neopaganismo, fomentai nos fiéis o amor à pureza, a prática da vida cristã e do zelo apostólico, a fim de que aumente em méritos e em número o povo dos que servem a Deus.

Finalmente, assim como foram consagrados ao Coração de vosso Filho Jesus a Igreja e todo o gênero humano, para que, postas nele todas as esperanças, fosse para eles sinal e prenda de vitória e de salvação;

De igual maneira, Oh! Mãe nossa e Rainha do Mundo, também nos consagramos para sempre a Vós, a vosso Imaculado Coração, para que vosso amor e patrocínio acelerem o triunfo do Reino de Deus, e todas as gentes, pacificadas entre si e com Deus, Vos proclamem bem-aventurada e entoem convosco, de um extremo a outro da terra, o eterno Magníficat de glória , de amor, de reconhecimento ao Coração de Jesus, no qual apenas se podem achar a Verdade, a Vida e a Paz.

Amém.



Hillary Clinton declara abertamente uma guerra contra a religião



A democrata afirma que o governo deve usar “recursos coercitivos para redefinir os dogmas”

“Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam mudar. Os governos devem empregar seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais”.

Esta declaração ditatorial foi feita pela candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante uma conferência sobre feminismo no Lincoln Center de Manhattan, conforme publicado pelo jornal espanhol La Gaceta.

A candidata, que defende o reconhecimento do aborto como “um direito da mulher”, afirmou que as objeções de consciência fundamentadas em crenças religiosas estão por trás da discriminação de mulheres e homossexuais e, portanto, devem ser eliminadas. “Os direitos devem existir na prática, não só no papel. As leis têm de ser sustentadas com recursos reais”, disse Hillary.

Depois de defender a “saúde sexual e reprodutiva” (eufemismo para aborto) e o financiamento governamental de associações como a Planned Parenthood (a maior rede de clínicas abortistas dos Estados Unidos), Hillary Clinton criticou aqueles que “se erigem como líderes e preferem deixar a Planned Parenthood sem fundos”. Esta não é a primeira vez que a candidata democrata deixa clara a sua guerra particular contra a religião. Em 2011, durante uma conferência em Gênova, a então secretaria de Estado norte-americana declarou que um dos principais problemas sociais é o apelo a convicções religiosas para “limitar os direitos humanos do coletivo LGBT”.

Bill Donohue, representante da Liga Católica dos Estados Unidos, disse que nunca antes um candidato à presidência do país tinha declarado de forma pública e notória uma guerra contra a religião. “Candidatar-se à presidência dos Estados Unidos prometendo usar recursos públicos para acabar com as crenças religiosas é, provavelmente, o slogan progressista mais sincero da história”, ironizou Ed Morrissey no site HotAir.com. “Insinuar que uma nação construída sobre o pilar da liberdade religiosa vai empregar a força do Estado para mudar as práticas religiosas é uma declaração sem precedentes”, resumem os analistas.


Hipocrisia feminista: uma mulher questiona a mentira de que o feminismo lute por igualdade



Ela foi vítima do ódio feminista - e continua se recusando a ser feminista

Lauren Southern, ativista libertária que já foi hostilizada por criticar o feminismo, explica por que continua se recusando a ser feminista e mostra alguns dados ignorados pelas pessoas adeptas desse movimento ideológico.

Igreja denuncia ação de falsos padres na Venezuela


Eles semeiam a confusão entre os fiéis ao se passarem por membros do clero católico

A Igreja católica na Venezuela vem sofrendo uma série de ataques que pretendem fragmentá-la e dividi-la. Grupos de ex-sacerdotes e ex-seminaristas estão tentando criar igrejas “nacionais”, “reformadas” ou “apostólicas” com base na liberdade de culto reconhecida pela constituição bolivariana e contando com o apoio do governo do país.

Em comunicado divulgado no dia 1º de junho, o bispo católico dom Gustavo García Naranjo se dirige aos fiéis abordando a situação:

“Com muita prudência e com o devido respeito à liberdade de culto, quero enfatizar que se trata de uma série de pessoas cujos líderes foram sacerdotes, que, por diversas circunstâncias, deixaram o ministério sacerdotal, ou seminaristas que, por diversas razões, foram convidados a não levar a término o seu processo de formação”.

Párocos, diáconos, catequistas e fiéis foram alertados sobre a presença de falsos padres católicos, pertencentes a “novas igrejas” que vêm oferecendo seus “serviços” em diversas dioceses venezuelanas. Esses grupos estão usando indevidamente os paramentos e ritos próprios da Igreja católica, o que o Código Penal Venezuelano tipifica como “usurpação de funções”.
Os falsos padres oferecem catequese, com preparação muito deficiente, para batismo, primeira comunhão e confirmação, além de celebrações eucarísticas e missas de exéquias.

Dom Gustavo prossegue:

“Sendo bispo que age como Cristo Bom Pastor para defender as suas ovelhas e estando em plena comunhão com o papa e com a Igreja, quero destacar que se trata de pessoas que optaram pela ruptura com a Igreja católica e que não têm nenhum reconhecimento da hierarquia eclesiástica. Sua ação não deve ser seguida nem aplaudida por nenhum batizado católico. Tanto eles quanto aqueles que os seguem conscientemente rompem com a unidade da Igreja e devem levar em conta o que diz o cânon 1364 do Código de Direito Canônico: ‘O apóstata da fé, o herege e o cismático incorrem na excomunhão latae sententiae’”.

O bispo pede que os párocos fiquem atentos e “alertem os fiéis com prudência e caridade evangélica, sem condenar ninguém, convidando quem tiver dado esse passo, através de um diálogo amistoso, a um sério processo de conversão e de reconciliação com Deus e com a Igreja católica”.

Em março de 2014, o bispo de San Cristóbal, dom Mario Moronta, tinha denunciado a presença de uma certa “Igreja Apostólica da Venezuela” na região norte de Táchira: “É um grupo que fez uma opção de ruptura com a Igreja católica e que, portanto, pode ser definido como cismático”.

Ainda antes, em março de 2008, o cardeal Jorge Urosa Savino já prevenia os fiéis quanto à criação de uma “Igreja Católica Reformada”, composta por “dissidentes de várias igrejas históricas” e por sacerdotes católicos envolvidos em uma ação cismática dentro da Igreja. Na ocasião, ele destacou:

“Jesus Cristo, nosso Senhor, é o único fundador da Igreja de Deus, que subsiste na Santa Igreja católica, apostólica e romana, unida em torno ao bispo de Roma, que é o papa”.



Ratings and Recommendations by outbrain