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27 de maio de 2012

O Cordeiro entregue à morte pelos pecados do povo

 No Livro do Êxodo abundam as figuras que nos aproximam da Eucaristia.
Encontramo-las, sobretudo, na ceia pascal, prescrita em suas minúcias pelo próprio Deus a Moisés, na qual deveriam os israelitas imolar um cordeiro sem defeito e comê-lo com pães ázimos ao cair da tarde.
A este respeito, ensina o Doutor Angélico:
"Neste Sacramento podemos considerar três aspectos: o que é o sinal sacramental, ou seja, o pão e o vinho; o que é realidade e sinal sacramental, ou seja, o verdadeiro Corpo de Cristo; e o que é só realidade, a saber, o efeito deste Sacramento. [...] O cordeiro pascal prefigurava este Sacramento sob os três aspectos.
Quanto ao primeiro, porque era comido com pães ázimos, conforme a prescrição:
‘Comerão a carne com pães sem fermento'.
Quanto ao segundo, porque era imolado no décimo quarto dia do mês por toda a multidão dos filhos de Israel: nisto era figura da Paixão de Cristo que por Sua inocência é chamado de cordeiro.
Quanto ao efeito, porque pelo sangue do cordeiro pascal os filhos de Israel foram protegidos do anjo devastador e libertos da escravidão do Egito".5
O pão sem fermento, com o qual deviam os judeus comer a carne do cordeiro, representava também a integridade do Corpo de Cristo, concebido no seio puríssimo de Maria, sem mancha alguma de pecado, e que, após a morte, não experimentou a corrupção do sepulcro, como anunciara Davi:
"Não permitireis que Vosso Santo conheça a corrupção" (Sl 15, 10). Por isso o Salvador escolheu a noite da Páscoa, principal das festas judaicas, para deixar à humanidade Seu legado de amor, dando a entender que Ele mesmo é o Cordeiro imaculado, entregue à morte para tirar os pecados do mundo, por cujo sangue seria afastada a sentença de condenação que sobre nós pesava desde a queda de Adão e Eva.
Aquela oferenda que os israelitas, reunidos em Jerusalém, imolavam sob as sombras de uma figura profética, o Senhor, rodeado de um punhado de discípulos, levava à perfeição, no exíguo ambiente do Cenáculo. Entretanto, aquilo que as circunstâncias obrigavam Jesus a realizar na escuridão, os Apóstolos deveriam, no momento propício, dizer às claras e publicar de cima dos telhados (cf. Mt 10, 27), de maneira que o Sacrifício da Nova Aliança substituísse definitivamente os antigos sacrifícios e fosse celebrado diariamente sobre todos os altares da terra. Cumprir-se-ia assim a palavra do Espírito Santo pronunciada pela boca de Malaquias:
"Do nascente ao poente, Meu nome é grande entre as nações e em todo lugar se oferecem ao Meu nome o incenso, sacrifícios e oblações puras" (Ml 1, 11).
A respeito desta passagem profética, assim comenta Alastruey:
"Estes, são, pois, os caracteres do novo culto vaticinados por Malaquias: universalidade absoluta de tempos e lugares; pureza objetiva da vítima em si, incapaz de ser manchada por indignidade alguma do ofertante; excelência insigne, da qual resultará uma grande glorificação de Deus entre os povos".6


Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa

 A Eucaristia é o maior e o mais sublime de todos os Sacramentos. Embora o Batismo, sob certo ponto de vista, mereça o primeiro lugar por nos introduzir na vida divina, tornando- nos filhos de Deus e participantes de Sua natureza, a Eucaristia supera- o quanto à substância, pois tratase do verdadeiro Corpo, Sangue Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
O próprio momento e as circunstâncias solenes em que foi instituído indicam sua importância e a veneração que Cristo queria infundir nas almas de seus discípulos por este admirável Sacramento.
Para isto reservou Ele as últimas horas que Lhe restavam de convívio com os Apóstolos antes de caminhar para a morte, pois "as últimas ações e palavras que fazem e dizem os amigos no momento de se separar, gravam- se mais profundamente na memória e imprimem-se mais fortemente na alma".3
Naqueles instantes - poder-se-ia afirmar - Seu adorável Coração pulsava com santa pressa de realizar, no tempo, aquilo que desde toda a eternidade contemplara em Sua ciência divina. Suas palavras "desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer" (Lc 22, 15), deixam transparecer claramente os inefáveis anseios de amor do Deus Encarnado por todos os homens, a "multidão de irmãos" (Rm 8, 29), pelos quais iria oferecer-Se naquela mesma noite.
O desejo do Divino Mestre era de que o mistério de Seu Corpo e Sangue se perpetuasse pelos séculos futuros: "Fazei isto em memória de Mim" (Lc 22, 19). Entretanto, devemos considerar que já bem antes da Encarnação havia a Divina Providência multiplicado os símbolos e as figuras que permitiriam aos homens melhor compreender e amar este Sacramento.
A este respeito, diz São Tomás de Aquino:
"Este Sacramento é especialmente um memorial da Paixão de Cristo; e convinha que a Paixão de Cristo, pela qual Ele nos redimiu, fosse préfigurada para que a Fé dos antigos se encaminhasse ao Redentor".4

 Melquisedec: símbolo e prenúncio do Supremo Sacerdote

Um dos sinais mais remotos da Eucaristia aparece no capítulo 14 do Gênesis, naquele personagem fascinante e misterioso que saiu ao encontro de Abraão quando este voltava de sua vitória contra os reis, e o abençoou, oferecendo pão e vinho. Melquisedec, "rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo" (Gn 14, 18), reunia em si as glórias da realeza, a santidade sacerdotal e o carisma profético.
A Eucaristia é o mais alto ícone da Beleza de Deus revelada em Cristo, porque é a presença real do "mais belo entre os filhos dos homens", a verdadeira beleza em pessoa.
(D. Antonio Augusto dos Santos Marto, Bispo Leiria-Fátima) Ele é bem o símbolo dAquele que mais tarde proclamaria diante de Pilatos:
"Eu sou Rei" (Jo 18, 37) e a propósito do qual todos comentavam: "um grande profeta surgiu entre nós" (Lc 7, 16). Mas naquilo em que Melquisedec mostrou-se mais plenamente imagem de Cristo, foi na posse de um sacerdócio superior ao de Aarão, como está escrito na Carta aos Hebreus:
"Se a perfeição tivesse sido realizada pelo sacerdócio levítico, [...] que necessidade havia ainda de que surgisse outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedec, e não segundo a ordem de Aarão?
Isto se torna ainda mais evidente se se tem em conta que este outro sacerdote, que surge à semelhança de Melquisedec, foi constituído não por prescrição de uma lei humana, mas pela sua imortalidade.
Porque está escrito:
‘Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedec'" (Hb 7, 11. 15-17). Jesus Cristo, porém, ao descer à terra, não mais oferece pão e vinho, como outrora Melquisedec, mas sim a oblação pura de Seu Corpo e Sangue:
"Não Vos comprazeis em nenhum sacrifício, em nenhuma oferenda, mas formastes-Me um corpo: não desejais holocausto nem vítima de expiação.
Então Eu disse: ‘Eis que venho'" (Sl 39, 7-8).
Assim Ele levou à plenitude aquilo que Melquisedec apenas prenunciara.

A Eucaristia passa a ser o centro da vida cristã

 A partir desse momento, a devoção eucarística desabrochou com maior vigor entre os fiéis: os hinos e antífonas compostos por São Tomás de Aquino para a ocasião - entre os quais o Lauda Sion, verdadeiro compêndio da teologia do Santíssimo Sacramento, chamado por alguns o credo da Eucaristia - passaram a ocupar lugar de destaque dentro do tesouro litúrgico da Igreja.
No transcurso dos séculos, sob o sopro do Espírito Santo, a piedade popular e a sabedoria do Magistério infalível aliaram-se na constituição dos costumes, usos, privilégios e honras que hoje acompanham o Serviço do Altar, formando uma rica tradição eucarística. Ainda no século XIII, surgiram as grandes procissões conduzindo o Santíssimo Sacramento pelas ruas, primeiro dentro de uma âmbula coberta, e mais tarde exposto no ostensório.
Também neste ponto o fervor e o senso artístico das várias nações esmeraram-se na elaboração de custódias que rivalizavam em beleza e esplendor, na confecção de ornamentos apropriados e na colocação de imensos tapetes florais ao longo do caminho a ser percorrido pelo cortejo.
Os Papas Martinho V (1417-1431) e Eugênio IV (1431-1447) concederam generosas indulgências a quem participasse das procissões. Mais tarde, o Concílio de Trento - no seu Decreto sobre a Eucaristia, de 1551 - sublinharia o valor dessas demonstrações de Fé:
"O santo Sínodo declara que é piedoso e religioso o costume, introduzido na Igreja de Deus, de celebrar todos os anos com singular veneração e solenidade, em dia festivo e peculiar, este excelso e venerável Sacramento, levando-O em procissões por vias e locais públicos com reverência e honra".1
O amor eucarístico do povo fiel não se restringiu, porém, a manifestações externas; pelo contrário, elas eram a expressão de um sentimento profundo posto pelo Espírito Santo nas almas, no sentido de valorizar o precioso dom da presença sacramental de Jesus entre os homens, conforme Suas próprias palavras:
"Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28, 20).
O mistério de amor de um Deus que não só Se fez semelhante a nós para resgatar-nos da morte do pecado, mas quis, num extremo de ternura, permanecer entre os Seus, ouvindo seus pedidos e fortalecendo- os em suas tribulações, passou a ser o centro da vida cristã, o alimento dos fortes, a paixão dos santos.
«Ao levar a Eucaristia pelas ruas e as praças, queremos submergir o Pão descido do céu no cotidiano de nossa vida; queremos que Jesus caminhe onde nós caminhamos, que viva onde vivemos» (Papa Bento XVI - Angelus 18-6-2006) São Pedro Julião Eymard, ardoroso devoto e apóstolo da Eucaristia, exprimiu em termos cheios de unção esta celestial "loucura" do Salvador ao permanecer como Sacramento de vida para nós:
"Compreende-se que o Filho de Deus, levado por Seu amor ao homem, tenha-Se feito homem como ele, pois era natural que o Criador tivesse interesse na reparação da obra saída de Suas mãos.
Que, por um excesso de amor, o Homem-Deus morresse sobre a Cruz, compreende-se também.
Mas o que já não se compreende, aquilo que espanta os débeis na Fé e escandaliza os incrédulos, é que Jesus Cristo glorioso e triunfante, depois de ter terminado Sua missão na terra, queira ainda permanecer conosco, num estado mais humilhante e aniquilado do que em Belém e no Calvário".2


Origem da festa de "Corpus Christi"

 Vários motivos haviam conduzido a Sé Apostólica a dar esse novo impulso à piedade eucarística, estendendo a toda a Igreja uma devoção que já se praticava em certas regiões da Bélgica, Alemanha e Polônia.
O primeiro deles remonta à época em que Urbano IV, então membro do clero de Liège, na Bélgica, analisou de perto o conteúdo das revelações com as quais o Senhor se dignara favorecer uma jovem religiosa do mosteiro agostiniano de Mont Cornillon, próximo a essa cidade.

Em 1208, quando contava apenas 16 anos, Juliana fora objeto de uma singular visão: um refulgente disco branco, semelhante à lua cheia, tendo um dos seus lados obscurecido por uma mancha.
Após alguns anos de intensa oração, fora-lhe revelado o significado daquela luminosa "lua incompleta": ela simbolizava a Liturgia da Igreja, à qual faltava uma solenidade em louvor ao Santíssimo Sacramento.
Santa Juliana de Mont Cornillon fora por Deus escolhida para comunicar ao mundo esse desejo celeste.

Mais de vinte anos se passaram até que a piedosa monja, dominando a repugnância proveniente de sua profunda humildade, se decidisse a cumprir sua missão, relatando a mensagem que recebera.
A pedido seu, foram consultados vários teólogos, entre o quais o padre Jacques Pantaléon - futuro Bispo de Verdun e Patriarca de Jerusalém -, e este mostrou- se entusiasta das revelações de Juliana. Transcorridas algumas décadas, e já após a morte da santa vidente, quis a Divina Providência que ele fosse elevado ao Sólio Pontifício, em 1261, tomando o nome de Urbano IV.

Que seria a Igreja sem a Eucaristia?

Seria um museu dotado de coisas antigas e preciosas,mas sem vida. (...) Por isso Jesus Cristo na Eucaristia é o coração da Igreja. (...) (D. Antonio Augusto dos Santos,Marto, Bispo Leiria-Fátima) Encontrava-se esse Papa em Orvieto, no verão de 1264, quando chegou a notícia de que, a pouca distância dali, na cidade de Bolsena, durante uma Missa na Igreja de Santa Cristina, o celebrante - que passava por provações quanto à presença real de Cristo na Eucaristia - vira transformar- se em suas próprias mãos a Sagrada Hóstia em um pedaço de carne, que derramava abundante sangue sobre os corporais.
A notícia do milagre espalhou-se rapidamente pela região. Informado de todos os detalhes, o Papa mandou trazer as relíquias para Orvieto, com a reverência e a solenidade devidas.

E ele mesmo, acompanhado de numerosos Cardeais e Bispos, saiu ao encontro da procissão formada para conduzi-las à catedral. Pouco depois, em 11 de agosto do mesmo ano, Urbano IV emitia a bula Transiturus de hoc mundo, pela qual determinava a solene celebração da festa de Corpus Christi em toda a Igreja.
Uma afirmação contida no texto do documento deixava entrever ainda um terceiro motivo que contribuíra para a promulgação da mencionada festa no calendário litúrgico:

"Ainda que renovemos todos os dias na Missa a memória da instituição desse Sacramento, estimamos todavia, conveniente que seja celebrada mais solenemente pelo menos uma vez ao ano para confundir particularmente os hereges; pois, na Quinta-Feira Santa a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério".

Assim, a solenidade do Santíssimo Corpo de Cristo nascia também para contrarrestar a perniciosa influência de certas ideias heréticas que se alastravam entre o povo, em detrimento da verdadeira Fé.
Já no século XI, Berengário de Tours se opusera abertamente ao Mistério do Altar, negando a transubstanciação e a presença real de Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade nas sagradas espécies. Segundo ele, a Eucaristia não passava de um pão bento, dotado de um simbolismo especial.
E em inícios do século XII, o heresiarca Tanquelmo espalhara seus erros em Flandres, principalmente na cidade de Antuérpia, afirmando que os Sacramentos, e sobretudo, a Santíssima Eucaristia, não possuíam valor algum.

Embora todas essas falsas doutrinas já estivessem condenadas pela Igreja, algo de seus ecos nefandos ainda se faziam sentir pela Europa cristã.
Assim, Urbano IV não julgou supérfluo censurá-las publicamente, de modo a tirar-lhes todo prestígio e penetração.


Ave-Maria, passo a passo - catequese infantil


A importância da formação religiosa na família


No mundo de hoje não se passa um dia sem que se tenha acesso, seja pelos jornais, pela televisão ou pelo rádio, a relatos de violência, corrupção e devassidão mo­ral.
Tudo isso, sem sombra de dúvida, é fruto da falta da presença de Deus na vida das pessoas.
A Sagrada Família, modelo para todas as famílias Aparentemente, nada nos falta.
Temos recursos tec­nológicos jamais sonhados por nossos pais, avan­ços fantásticos em todas as ciências, na genética, nas pes­quisas espaciais, na produção de alimentos, na ve­lo­ci­dade da informação e das comunicações.
Com tantos e tão extraordinários recursos, deve­ríamos estar vivendo num mundo onde imperassem a paz, a justiça, a solidariedade.
Mas o que vemos é injustiça, egoísmo, na forma de ataques terroristas bru­tais, crimes, seqüestros, guerras, fome, doenças devastadoras, destruição ambiental.
Na sociedade, o consumismo desenfreado, a corrupção, a permissividade, a libertinagem são acei­tos, e em alguns casos até louvados, como padrão nor­mal de comportamento.
Na televisão, que entra no recesso dos lares, as novelas, os programas de auditório de baixíssimo nível moral e cultural são prestigiados e copiados, por proporcionarem audiência e lucro financeiro.
O que ensinam às crianças e adolescentes, na maior parte do tempo entregues à sua nefasta influência? Nada que possa fazê-los crescer espiritual, intelectual ou culturalmente.
Ao contrá­rio, estão destruindo a família e seus valores, apresentando como normais, e dignos de serem imitados, padrões de comportamento em que a fidelida­de, a honestidade, o pudor estão fora de moda, o ca­samento de nada vale, o que vale é a satisfação dos sentidos, e aquilo que o povo apelidou de "lei de Gérson", ou seja, "levar vantagem em tudo".
O que podemos concluir daí?
Simplesmente que, preocupadas em satisfazer seu egoísmo, em procurar o prazer acima de tudo, em cultuar o corpo e a beleza física, o sucesso e o di­nheiro, as pessoas se esqueceram de que esta vida transitória nos foi dada por Deus para ser­vir como ponte para uma outra vida, esta sim, definitiva.
E o passaporte de entrada para o Reino de Deus não será baseado em conquistas materiais, no sucesso pro­fis­sional ou in­telectual, no po­der que exer­ce­mos neste mun­do. Será fundamentado no Bem que tivermos espalhado ao nosso redor, no serviço de­sinteressado ao próximo, na Ver­da­de e na Be­leza de nossas atitudes. Como poderemos conseguir isso? Através de uma sólida e autêntica for­mação moral, de uma prá­tica re­ligiosa cons­tan­te, do exercício da carida­de, ali­cer­çados no amor a Deus e na devoção a Maria Santíssima. É isso que devemos proporcionar a nossos fi­lhos, através do exemplo de uma vivência autenti­camente cristã. Um dos valores hoje mais bem-conceituados é a liberdade do indivíduo.
Mas o que em geral é esquecido é que a liberdade de cada um implica no respeito à liberdade do outro. Afirma São Tomás de Aqui­no que o homem tem toda a liberdade para a prática do bem, mas não, evidentemente, do mal.
Nos lares em que esses ensinamentos são pas­sa­dos dos pais para os filhos é muito difícil que es­tes procurem a fuga enganosa pelas vias das dro­gas, da promiscuidade sexual ou do individualismo egoís­ta.
Se desde cedo forem ensinados, não só por pa­la­vras, mas pelo exemplo, a manifestarem seu amor a Deus através do respeito ao próximo, da compaixão, da solidariedade, do senso de justiça, enfim, de tudo o que Jesus nos ensina em seu Evangelho, suas vidas seguirão nesse caminho.
O grande desafio proposto a nós, cristãos, no mundo de hoje, é propagar o Evangelho de Jesus a todos, começando por dentro de casa. Não devemos nos intimidar com o que os outros vão achar, nem esmorecer na defesa dos ensinamentos de Cristo.
Não importa se formos rotulados de carolas, ultrapassados.
Temos de lutar contra o mal que se espa­lhou pelo mundo.
Do ponto de vista pessoal, tivemos, meu marido e eu, a grande felicidade de receber de nossos pais essa formação moral e religiosa. Por ela pau­­tamos toda a nossa vida e a transmitimos a nossos três fi­lhos. Sabemos que eles a passarão a nossos netos.
E como bênção maior de Deus, tivemos a graça de co­nhecer os Arautos do Evangelho e vir a fazer par­te des­sa Associação em que recebemos a cada dia no­vos meios de aprofundar na vida espiritual, atra­vés da oração fervorosa e constante, de atitudes con­cretas de apostolado, do exercício da ca­ridade, da beleza da música e da so­lenidade nas cerimônias religiosas.
O conví­vio nessa comunidade nos en­che de alegria e de paz, aumenta cada vez mais em nós o amor a Deus e à sua Mãe Santíssima, além de tornar mais fácil a missão de evangelização a que fomos cha­mados.
É como um perfume que se espalha no ar: acaba atingindo também nossos familiares e amigos, atra­in­do-os para o mesmo ideal, numa reação em ca­deia.
Assim será contagiado um nú­me­ro cada vez maior de pessoas, que, por sua vez, irão propagar também a de­voção a Nossa Senhora como for­ma de chegar a Jesus.
A célula dessa expansão é a família, mais unida quanto mais fiel for à doutrina de Cristo.
Se con­seguirmos que muitas sejam assim, esse mundo será um dia uma antevisão do Céu que nos espe­ra, um mundo on­de Maria reinará soberana e triunfal, conforme prometeu em Fátima.

Fonte: Eliana de M. L.Vasselluccie

25 de maio de 2012

O que é ser católico?


Católico: totalmente discípulo, missionário; totalmente cristão!

Um jovem me fez essa pergunta.
Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas.
Em uma delas, ao se confessar católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia.
Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20.
“É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: “TODO”.
Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento d’Ele na certeza de que estará todos os dias conosco. Essa ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos.
Em grego a expressão “de acordo com o todo” pode ser traduzida por “Kat-holon”.
Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός).
Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”.
As duas palavras eram utilizadas indistintamente.
Ser católico já significava “ser plenamente cristão”.
O Catolicismo, portanto, é o Cristianismo na sua “totalidade”.
É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai.
O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”.
Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário.
Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!
Ao que tudo indica o termo “católico” se tornou mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João), pelo ano 110 d.C.
Pode significar tanto a “universalidade” da Igreja como a sua “autenticidade”.
Quase na mesma época, São Policarpo utilizava o termo “católico” também nesses dois sentidos.
São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia:
“A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes” (“Catechesis” 18:23).
Veja que já estão bem claros os dois sentidos de “católico” como “universal e ortodoxo”.
Durante mil anos os dois significados estiveram unidos.
Mas por volta do ano 1000 aconteceu um grande cisma, que dividiu a Igreja em “Ocidental e Oriental”.
A Igreja do Ocidente continuou a ser denominada “católica” e a Igreja do Oriente adotou o adjetivo de “ortodoxa”.
Na raiz as duas palavras remetem ao significado original de Igreja: “autêntica”.
A Igreja católica reconhece que cristãos de outras Igrejas podem ter o batismo válido e possuir sementes da verdade em sua fé.
Porém, sabe que apenas ela conserva e ensina, sem corrupção, TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.
Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica favorecendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca a ordem do Mestre, que disse:
“Fazei isso em memória de mim!”
A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a Ave-Maria, mas, por ser evangélico, não conseguia.
Perguntei por quê?
Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o “Magnificat” em que a Santíssima Virgem proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… E se questionava sobre o porquê de sua geração tão evangélica não fazer parte desta geração que proclama Bem-aventurada a Mãe do Salvador! Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

Fonte: Padre Joãozinho, SCJ

Pentecostes


Esta é a semana em que a Igreja encerra o tempo pascal com a festa do Espírito Santo que, por acontecer cinqüenta dias depois da Páscoa, se denomina “Pentecostes”.
Foi no 1º Concílio Ecumênico de Constantinopla em 381 que a Igreja consagrou a fórmula de fé, usada ainda hoje na liturgia latina.
Nela nós professamos que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho e por isso deve ser adorado e glorificado em igualdade com as duas outras Pessoas divinas.
É a Pessoa do Amor na Trindade, como o Filho é o Verbo, isto é, o pensamento do Pai.
Quem inspira a Igreja de Cristo é o Espírito Santo, que desceu em forma de línguas de fogo sobre os apóstolos para iluminá-los e ascender neles a quentura do amor.
É o divino Espírito, terceira pessoa divina, que anima, inspira, santifica e dirige a Igreja de Jesus.
A catequese, que sem esmorecimento a Igreja prega, vem sempre inspirada pelo Espírito divino, que anima a Igreja de Jesus e é por isso que se diz que Ele é “alma” da Igreja.
O que a alma faz no ser humano, o Espírito Santo faz na Igreja.
Por ser a alma da Igreja é Ele o princípio da unidade eclesial presente em todo o orbe terrestre.
E a assistência divina prometida à Igreja de Cristo se deve à atuação misteriosa do Espírito Santo, que se invoca sempre nos momentos mais significativos da vida eclesial, como na eleição do Papa, na sagração de um bispo, nas reuniões conciliares e em tantos outros momentos.
Nestas ocasiões sempre se canta o belíssimo hino “Veni, Creator Espiritus”, no qual se Lhe pede ascender o fogo do amor divino nos nossos sentidos e fortificar a fraqueza humana com a força sobrenatural. Mais ainda: pede-se o distanciamento, para longe, do inimigo de nossa vida para gozarmos a paz e assim fugir do que é nocivo. 
As festas litúrgicas de nossa Igreja são ocasiões de nos aproximarmos mais de Deus, de enriquecer-nos com sua graça e fixarmos nossos corações no que é do alto.
Nesta semana de Pentecostes, o homem de fé se abre para que a presença do Espírito Santo em nós seja luz que nos ilumine os passos e fogo que acalente o nosso amor.

 Fonte:Dom Benedicto de Ulhoa Vieira Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Uberaba/MG.

A Missa explicada por padre Pio


Do sinal da cruz inicial até o ofertório, é preciso encontrar Jesus Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar.
Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na missa.
Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia:
"Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada
Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917).
Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da  Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão.
Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo.
Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.
Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado.
É preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem, nem mal.
E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente.
O Ofertório:
É a prisão, chegou a hora...
O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".
Desde o início da oração Eucarística até a Consagração:
Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.
A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor.
E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.
Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.
"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus:
"Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai.
Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos.
É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos:
"Pai Nosso..."
A fração da hóstia indica a Morte de Jesus... A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar.
A Benção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!
Pe Jean Derobert. Palavras do padre Pio Jesus me consolou.
Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa:
"Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças.
Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram.
Não eram mais dois que batiam, mas um só.
Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar...
- Padre Pio chorava de alegria.
- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suportá-lo sem chorar..." Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert. Confidências a seus filhos espirituais
"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus.
Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.
"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".
"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?"
"A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?".
- Da consagração à comunhão."
"Durante o ofertório?.
- É neste momento que a alma é separada das coisas profanas."
 "A consagração?"
- É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação." "A Comunhão?
 Na comunhão, sofreis a morte?
- Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor?
- Por uma e outra: mas mais por amor." "Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?" - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana.
- E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz." "Como nós devemos ouvir a Santa Missa?"
- Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres.
Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz ".


Fonte:  Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.

Jesus a direita do Pai:: Toda honra, glória e poder a Cristo Jesus


A partir de agora, Cristo está sentado à direita do Pai:
“Por direita do Pai entendemos a glória e a honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos como Deus e consubstancial ao Pai se sentou corporalmente depois de encarnar-se e de sua carne ser glorificada” (CIC§663) Ele sempre esteve a direita do Pai.
Depois de sua ascensão, Ele – O Filho de Deus – retornou ao seu lugar que era de direito. Importante para nós saber, que partir deste momento Jesus inaugurou do Reino do Messias. O profeta Daniel há muito tempo atrás já havia falado sobre isso:
“A Ele foram outorgados o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno que jamais passará, e seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14).
Não há outro que tenha tamanho poder. Não há ninguém, nunca houve e nem haverá quem tenha essa glória. A Jesus foram dados todos os povos, raças e nações.
Cristo é o Senhor e nós devemos anunciar essa verdade. Assim como os apóstolos tornaram-se testemunhas do ressuscitado, agora é a nossa vez: Somos chamados a anunciar o Senhor Jesus a todas as pessoas. E quem é apóstolo sabe que para falar de Cristo não há hora e nem lugar. Comigo é assim. Embora não seja, posso me considerar um evangelizador. Onde chego, se vejo uma brecha na conversa, já começo a falar de Deus para a pessoa. Já começo mostrando que ela tem traços do criador.
Não podemos perder tempo em anunciar para as pessoas àquele que pode transformar suas vidas.
As pessoas precisam saber que: Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo. (CIC§667) Acredito que todos os seres humanos precisam conhecer desta verdade.
E se você concorda comigo, entre conosco nessa luta.
Vamos juntos anunciar o Cristo, o único quem tem poder e divindade para nós levar ao céu!

Fonte: Dominus Vobiscum

24 de maio de 2012

MARIA NO LIVRO DO APOCALIPSE12


Todo o livro do Apocalipse é repleto de uma linguagem de muitas imagens e números.
Numa primeira vista, parece que o livro é enigmático, assustador e cheio de mistérios.
Mas, apesar de usar uma linguagem "não muito clara", o autor quer reforçar a fé e a esperança dos cristãos frente às perseguições de dificuldades que na qual se encontrava a Igreja primitiva.
O uso deste tipo de linguagem (Gênero literário) é bem simples de se explicar:
João está preso.
Ele manda cartas para os cristãos. Usa linguagem simbólica que só os cristãos entendiam. Caso contrário, as correspondências não chegariam ao seu destino.
Portanto, cada imagem, cada número, cada ação...tem o seu significado. Mas nós vamos nos ater somente naquelas passagens que podem fazer referência à pessoa de Maria. Neste caso, o capítulo 12, principalmente porque tem algumas referências sobre uma "mulher vestida de sol".
O Capítulo pode muito bem ser dividido em três partes que apresentam três cenas com os seguintes personagens:
 1)
1ª cena (Ap 12, 1-6): a mulher, o dragão e a criança. 2)
2ª cena (Ap 12, 7-12): a guerra entre as forças de Deus (Miguel) e do mal (Satanás)
 3)
3ª cena: (Ap 12, 13-17): a mulher perseguida pelo dragão que é vencido.
Vamos analisar estas três cenas...
1ª Cena : Ap 12, 1-6 1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
Este "grande sinal" significa a importância do acontecimento; " Céu", mais que morada de Deus, simboliza o lugar onde estão as forças transcendentais que interferem na história humana; "Mulher vestida de sol" numa primeira leitura não se refere a Maria (Maria não apareceu no céu, não deu à luz no céu e muito menos o menino foi levado para junto de Deus.
Foi exatamente o contrário...Ele veio de Junto de Deus, no mistério da encarnação) faz alusão à glória de Deus que reveste o seu povo.
O sol que ilumina;
"Tem a lua debaixo de seus pés" significa o domínio sobre as coisas temporais; "Coroa de doze estrelas" lembra as doze tribos de Israel, bem como os doze Apóstolos recompensados no final dos tempos; "Dores de parto" recorda todo o sofrimento vivido pelo povo do Antigo Testamento, bem como as perseguições da comunidade do Novo Testamento que quer continuar gerando Jesuspara a humanidade através do seu testemunho;
"Dragão de sete cabeças e dez chifres" representa o poder político e dominador da época.
As "sete cabeças" simboliza a plenitude (o número sete significa a plenitude, a totalidade) de poder.
Os "dez chifres" representam os dez governadores senatorias do Império Romano; O "diadema" sobre cada uma das cabeças, referem-se à linhagem nobre de cada um dos governadores.
Tanto a Mulher como o Dragão são colocados juntos e em contraposição, simbolizando que as forças do bem e do mal travam um conflito constante na história; A Mulher "deu à luz a um filho, um varão que irá reger todas as nações com um cetro de ferro".
Este versículo lembra o Salmo 2, 7b-9 (Tu és meu Filho, hoje te gerei.
8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão.
9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. ).
Não se refere ao nascimento de Jesus em Belém, mas sim na Paixão, quando então sairá vitorioso pela Ressurreição;
O "deserto" tanto significa o lugar da tentação (Jesus foi tentado no deserto durante 40 dias e 40 noites) com também o lugar da proteção de Deus;
2ª Cena: Ap 12, 7-12 7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, 8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.
9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.
10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia:
Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.
11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.
12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. Entram em cena novos personagens: Miguel e seus anjos.
A luta que começa no céu desce à terra.
Nesta cena não aparece mais a figura da "mulher" e sim "Miguel e o Dragão".
O Dragão é descrito como a "antiga serpente".
Faz lembrar Gn 3,15 ( Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar) que já foi vencida.
Conforme o texto, esta vitória sobre a serpente se deu "pelo sangue do cordeiro" (sacrifício deJesus).
3ª Cena: Ap 12, 13-17: 13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. 17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.
18 E o dragão parou sobre a areia do mar.
Esta cena tem como cenário, a terra.
Os personagens são: o dragão e a mulher e sua descendência. Já que o dragão perdeu a batalha para Miguel e seus anjos, ele volta-se contra a mulher, que, por sua vez, consegue escapar pela proteção de Deus.
Assim, a descendência da mulher (A Igreja), "os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus", são continuamente ameaçados pelas forças do mal (serpente).
Mas Deus aparece sempre com sua força protetora encorajando os filhos para a vitória final.

OS QUE CONFIAM NO SENHOR VOARÃO


... Aconteça o que acontecer, haja o que houver: não perca a fé!
 Confia em Deus! "Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão." (Isaías 40,31) Todos nós passamos em nossa vida por momentos difíceis, por problemas, situações desagradáveis e coisas que tiram a nossa paz.
Essas situações nos levam a buscar uma solução, um socorro que possa nos trazer alívio, paz e vitória.
As pessoas costumam procurar em diversos lugares esse socorro. Buscam por pessoas ou coisas que possam socorrê-las, mas quase sempre não o encontram, pois o socorro verdadeiro não existe onde estão procurando. O socorro eficaz está em Deus. Mas existem razões para crer que Deus me socorrerá?
 Razão 1
 -  O meu socorro está em Deus. O salmista, que certamente passava por alguma situação difícil, busca o socorro em Deus. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” (Sl 121,1).
Os “montes” citados nesse texto era o local onde ficava o templo que, naquela época, representava àquele povo a presença viva de Deus no meio deles. O salmista buscava encontrar a presença de Deus, pois sabia que o seu socorro estava em Deus.
 Razão 2
 – O socorro de Deus é certo. “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” (Sl 121,2). Não há qualquer dúvida de que Deus viria socorrer o salmista. O salmista poderia ter dito: “o meu socorro, eu acho que vem do Senhor”, ou: “o meu socorro talvez venha do Senhor”; mas ele foi enfático e creu em Deus: “O meu socorro vem do Senhor”.
 Razão 3
– Deus é soberano sobre todas as coisas. “Ele não permitirá que os teus pés vacilem…” (Sl 121,3). Tudo está debaixo da permissão de Deus. Nada pode acontecer sem a permissão Dele. Todos os meus problemas estão sob Sua autoridade. Se creio nisso, descanso e encontro paz.
 Razão 4
– Deus está alerta ao que acontece em minha vida. “É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.” (Sl 121,4). Não há perigo de Deus se esquecer de mim, pois Ele não cochila, nem dorme; está sempre alerta, é onisciente, onipresente, onipotente. É um guarda perfeito, que vigia a todo instante os Seus tesouros!
 Razão 5
 – Deus está próximo de mim. “o SENHOR é a tua sombra à tua direita.” (Sl 121,5). Deus acompanha os seus servos, não os deixa, não os desampara. A minha sombra nunca desgruda de mim, assim Deus também não. Ele está totalmente próximo, participando da minha vida de perto, inclusive quando passo por dificuldades.
 Razão 6
– Deus está me conduzindo em todos os momentos. “De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua.” (Sl 121,6). O Senhor sempre me socorrerá nas intempéries da vida.
 Razão 7
– O Senhor me protege. “O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.” (Sl 121,7). Deus me esconde debaixo de Sua proteção. Passo pelas dificuldades, mas sou guardado pelo cuidadoso Pai, assim como o pássaro guarda os seus filhotes no ninho salvos do perigo. Razão 8 – O cuidado de Deus é em todos os lugares e momentos.
“O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.” (Sl 121,8).
Os meus passos estão debaixo da supervisão e cuidados de Deus.
Vale a pena confiar em Deus! Sempre...

18 de maio de 2012

A Importância do Coroinha Segundo João Paulo II


O trabalho realizado pelos coroinhas durante a celebração é de muita importância, pois ajuda no andamento da celebração e para que tudo saia dentro do planejado.
O Papa João Paulo II escreveu uma carta dedicada aos coroinhas, veja: João Paulo II pede para que se dedique maior atenção aos coroinhas

 João Paulo II pediu às comunidades paroquiais e aos sacerdotes que dediquem maior atenção aos coroinhas, meninos e jovens que ajudam no serviço ao altar, pois constituem um "viveiro de vocações sacerdotais”.

O pontífice lança seu pedido na tradicional Carta que envia aos sacerdotes do mundo com motivo da Quinta-feira Santa, na qual presta particular atenção à oração e ao compromisso da Igreja para suscitar vocações à vida consagrada.

"Cuidai especialmente dos coroinhas, que são como um “viveiro” de vocações sacerdotais", explica o Papa na carta que escreve há 25 anos aos presbíteros do mundo nesta data, na qual se celebra os momentos em que Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio na última Ceia.

"O grupo de acólitos, bem acompanhado por vós no âmbito da comunidade paroquial, pode percorrer um válido caminho de crescimento cristão, formando quase uma espécie de pré-seminário", declara. "Recorrendo à cooperação de famílias mais sensíveis e dos catequistas segui, com solícita atenção, o grupo dos acólitos para que, através do serviço do altar, cada um deles aprenda a amar cada vez mais o Senhor Jesus, reconheça-O realmente presente na Eucaristia e saboreie a beleza da liturgia", sugere o Santo Padre. "Todas as iniciativas para os acólitos, organizadas a nível diocesano e por zonas pastorais, devem ser promovidas e estimuladas, tendo sempre em conta as diversas faixas etárias", sublinha.
O Papa Karol Wojtyla se remete à sua experiência de arcebispo de Cracóvia, quando pôde apreciar, segundo revela, "quão proveitoso é dedicar-se à sua formação humana, espiritual e litúrgica".

 "Quando crianças e adolescentes realizam o serviço do altar com alegria e entusiasmo, oferecem aos da sua idade um testemunho eloqüente da importância e da beleza da Eucaristia", declara. "Graças à acentuada sensibilidade imaginativa, que caracteriza a sua idade, e com as explicações e o exemplo dos sacerdotes e dos colegas mais velhos, também os miúdos podem crescer na fé e apaixonar-se pelas realidades espirituais", assegura o Santo Padre. 

"Nas regulares celebrações dominicais e feriais, os acólitos encontram-vos a vós, nas vossas mãos vêem “fazer-se” a Eucaristia, no vosso rosto lêem o reflexo do Mistério, no vosso coração intuem a chamada a um amor maior", diz o Papa em sua carta aos sacerdotes.

 "Sede para eles pais, mestres e testemunhas de piedade eucarística e santidade de vida", conclui.Ao apresentar esta terça-feira à imprensa a Carta do Papa aos sacerdotes, o cardeal Darío Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação para o Clero, disse que na promoção de vocações ao sacerdócio a atenção aos coroinhas é decisiva.

"Se as crianças e os jovens vêem no sacerdote a alegria de ser ministros de Cristo e depositários dos mistérios divinos, a generosidade para administrar os sacramentos, em particular a Reconciliação e a Eucaristia, então se perguntarão se não pode ser esta" "a opção mais cheia de felicidade para suas vidas", afirmou o purpurado colombiano.

Cidade do Vaticano, 7/4/2004 

Restauração de nossa vida em Cristo


 São Paulo, na sua carta aos Efésios 2,4-10, mostra dois modos contrastantes de ser e de viver:
Primeiro – sem Cristo; segundo - Viver em Cristo Jesus.
Paulo afirma que os destinatários da carta viveram, no passado, longe de Cristo.
É uma referência ao mundo pagão, a um tipo de sociedade marcada pela desigualdade e pela injustiça.
O autor também fez essa experiência definida por ele como situação de morte; “estávamos mortos pelos pecados”. Mas, o que marca esse texto é a novidade de Deus trazida por Jesus.
E o Apóstolo Paulo salienta que essa obra é fruto do Deus rico em misericórdia, amoroso, gratuito e doador da graça. A riqueza da misericórdia e amor de Deus é explicada pelo texto:

“levado pelo grande amor com que nos amou, nos fez reviver juntamente com Cristo... com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus, em Cristo Jesus”.

 A morte e ressurreição de Jesus são a passagem da vida sem Cristo para a vida com Cristo.
E o texto salienta duas vezes que isso é fruto da graça de Deus e não o resultado dos méritos das pessoas. Em Cristo, o cristão vive já uma situação de ressuscitado, salvo e glorificado (“nos fez sentar nos céus”). Nós possuímos, desde já, a salvação e a glorificação.
Mas ainda não se manifestou plenamente o que seremos de fato, no futuro, em Deus.
A fé é o compromisso que brota espontâneo em quem se descobre salvo e glorificado:

“Mediante a fé, vocês são salvos pela graça”.

 Portanto, tarefa do cristão é viver entre o já e o ainda não, entre o que Deus fez por nós em Cristo, e o que nós devemos fazer, na fé, para os outros.
A fé é nossa resposta ao amor misericordioso de Deus, e esta gera novas relações de vida nova e de esperanças renovadas.
Podemos concretizar essa renovação procurando compreender a mensagem de Cristo, Palavra do Pai, e, compreendendo-a, vivê-la em plenitude.
São Paulo nos dá o exemplo de que isto é possível.
Ele era um soldado romano perseguidor dos cristãos, até que, um dia, quando ia boicotar uma reunião deles, encontrou-se com Cristo, conheceu e digeriu a sua mensagem e se tornou o apóstolo das gentes.


Fonte: Por: Padre Wagner Augusto Portugal

Acabou a devoção ao Coração de Jesus?


Desde o Concílio esta piedade católica parece ter entrado em penumbra.
Os Padres Conciliares falaram muito, mas muito mesmo, de Jesus. Mas não entraram na linguagem devocional e mística, que dominou vários séculos.
Essa devoção cresceu por influência de santos místicos como Santa Gertrudes, e os contemplativos da escola francesa.
A expressão “Sagrado Coração”, no entanto, está ausente dos documentos conciliares e também do Catecismo da Igreja Católica.
Estaria extinta a piedade que nos trouxe tantos santos e santas?
Ficaram sem chão o Apostolado da Oração, que dá uma base de espiritualidade a inúmeras pessoas das nossas Paróquias?
Ficaram sem essência motivadora tantas Congregações, cujo carisma tem vínculo estreito com o “Coração de Jesus”?
O que teria levado o Concílio a não fazer uso dessa rica linguagem contemplativa?
Quer nos parecer que o Concílio evitou entrar em terrenos de quaisquer devoções, desenvolvidas por certas escolas de piedade, por mais ricas que fossem.
Era preciso usar um linguajar que fosse entendido pelos outros cristãos, não católicos. Convinha evitar equívocos sobre a identidade de Jesus que, nas mentes confusas, já correspondia a duas pessoas quando se falava de Jesus e de seu Coração.
Também era necessário retomar um vocabulário estritamente bíblico, que propiciasse o entendimento entre os seguidores de todas as escolas de piedade. Mas ninguém pense que a devoção ao Coração de Jesus não tenha raízes bíblicas.
Ela está profundamente arraigada no cerne das Escrituras. Essa devoção quer dizer que Jesus se distingue pela sua misericórdia, e não pela severidade.

“Tenho compaixão desse povo, porque há três dias me acompanha” (Mc 8, 2). Contemplando esse Coração, aprendemos a amar o semelhante, e adorar o Pai Celeste.

A devoção é imorredoura, exatamente porque está visceralmente radicada nas Escrituras, e acerta em cheio a essência de Jesus. Talvez vamos diminuir o uso da palavra Coração, mas não deixaremos de sentir que Jesus é um Ser amoroso.

É impossível deixar de sentir a bondade divina quando na Eucaristia repetimos as suas santas palavras:

“Isto é o meu Corpo, entregue por vós” (Lc 22, 19).

Essa devoção é como o Espírito Divino: está suposto, embora dele não falemos.


 Fonte:DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG

O poder sobre a doença


Ao redor de nós, os olhos de milhões de brasileiros não vêem a felicidade, cabendo-lhes dias e noites, semanas, meses e anos de sofrimento e decepção.
Jesus nos ensina a celebrar e a viver a partir das dores do povo.
Tomando os doentes pela mão e ajudando-os a se levantar, estaremos libertando as pessoas e possibilitando-lhes servir, na liberdade, à causa do Reino.
Marcos indica que Jesus abandona a sinagoga e seu ministério se dá em um novo espaço, na casa.
É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão.
A presença de Deus, agora, não está aprisionada, no único templo em Jerusalém, nem nos espaços de culto das sinagogas que acompanhavam os judeus no interior da Judeia, ou dispersos fora dela.
Com Jesus, Deus está presente no coração da vida, na casa, onde se reúne a Família e que é o centro de produção artesanal ou agrícola para as trocas necessárias para a sobrevivência.
A casa é lugar de encontro vital, de iniciativas, de irradiação e comunhão de vida, em qualquer região, em qualquer povo.
A comunicação da vida plena, por Jesus, se dá no convívio diário, nas relações fraternas cheias de amor, seja no ambiente familiar, seja em uma comunidade mais abrangente.
O evangelista, ao insistir em muitas curas e exorcismos, tem a intenção de remover do leitor à visão de Jesus como um milagreiro.
O leitor começa a perceber, nas narrativas de milagres, o seu sentido simbólico.
Em sua essência, elas indicam o contraste maior entre a proposta libertadora e vivificante de Jesus e a proposta opressora e excludente da sinagoga e da tradição do Templo, em um contexto de carências e sofrimentos do povo. O povo acorre a Jesus que, depois de atendê-lo, retira-se de madrugada para orar. Jesus quer nos mostrar que Deus tem o poder sobre a doença e que, tendo fé n’Ele, saberemos enfrentar todos os males que possam se abater sobre nós.

Fonte: Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA,

Mês de maio - Mês de Maria.


“Neste mês de Maria,
Tão lindo mês de flores,
Queremos de Maria Celebrar os louvores”

Assim cantavam as crianças, na sua pureza quase angelical, nas noites frias de maio, coroando a imagem da Virgem Maria, como a coroou seu Filho na unidade da Trindade Santíssima.
Os tempos e os costumes mudaram e, com eles, também nós, a nossa cultura, a nossa sociedade e já não ouvimos, senão talvez no interior e nas pequenas comunidades, ressoar aquela melodia, aquelas vozes e a coreografia que lembravam a corte celeste com seus anjos louvando e reverenciando a Mãe de Deus.
De uma sociedade quase estática em que vivíamos até a metade do século passado, passamos por crescimento populacional vertiginoso, um desenvolvimento científico e tecnológico que somos praticamente incapazes de acompanhar e, sobretudo, de analisar e colocar sob a égide do humano.
A filosofia e a teologia se confundem no julgamento do que surge e que penetra profundamente em nossas vidas. Inquietos, questionadores e independentes buscamos, nesta evolução natural da nossa condição humana, embora cheia de acidentes, encontrar o rumo dos valores humanos e eternos.
Para nós, cristãos, esta busca passa pelas mãos de Maria, como é certo que, no mistério da redenção, quando o Pai Celeste quis dela o assentimento, o “sim”, pelo qual se tornou Co-Redentora –“Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim a tua vontade”, antecipando, em segundos,no tempo, o Filho que ao entrar no mundo disse: “eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade.” Em toda a história da Igreja, Maria se faz presente.
Presença delicada, silenciosa, como nas Bodas de Caná da Galiléia –“Meu Filho, eles não têm vinho” - como no segredo da encarnação do Verbo, como junto à cruz.
Na Grécia, como em Roma, quando a Igreja, saída das perseguições pagãs, teve de enfrentar novo perigo, o das heresias na formulação da fé, no Concílio de Éfeso, São Cirilo de Alexandria, após a definição dogmática, pôde saúda-la e invocar:
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!” Nas ruas de Roma, invadida pelos bárbaros, nas esquinas, onde ainda se podem ver as imagens de Nossa Senhora, o povo a invocava, a ”Salvação do Povo Romano”, rezando como ainda o fazemos: “Sob vossa proteção nos refugiamos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis nossas súplicas em nossa necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, o Virgem gloriosa e bendita.”
Na Idade Média, as catedrais góticas atestam a devoção a Maria e a gratidão do povo nas calamidades daquele tempo, enquanto Domingos de Gusmão empunhava o rosário contra a heresia dos albigenses e Simão Stoc colocava o escapulário do Carmo, presente de Nossa Senhora para aqueles que recorrem à sua proteção, inclusive para passarem do purgatório para o céu, como vemos representado em nossa Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, na lateral do seu altar.
Nos dias de hoje, em Lourdes e em Fátima, mensageira do Evangelho eterno, nos lembra que saímos de Deus e a ele devemos voltar pelo batismo e, por uma vida santa, aguardar o seu advento glorioso.
O simbolismo de cavar a terra e dela surgir a água, em Lourdes, faz-nos meditar sobre a criação e as águas que nos renovam na graça, enquanto em Fátima, na aridez da paisagem e no milagre do sol, nos relembra o fim último com a glória do Cordeiro.
Maria está presente em nosso tempo.
Talvez não tanto mais na simplicidade dos anjinhos do mês de maio que evocamos, mas sobretudo na certeza de que nos dá da sua assistência neste vale de lágrimas, às vezes semeado de alguma alegria.
A Ela invocamos, a seus santuários acorrem multidões nas suas necessidades e lá depositam os ex-votos de gratidão.
Um devoto de Maria não se perde, ensina Santo Afonso e Bernardo de Claraval nos orienta para, em todas os momentos, de alegria e de angústia, de dificuldade e incerteza, olharmos a Estrela, chamar por Maria – Respice Stellam. Voca Mariam.
Ela está diante de seu Filho a interceder por nós, para que sejamos dignos de herdar as suas promessas, de vermos a Deus face a face, no resplendor do seu Unigênito e no amor eterno do seu Espírito.

Fonte:  DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

Mãe de Deus e Nossa Mãe


""Se MARIA não faz diferença para você, lamento ter que dizer que está na religião errada, andou lendo a Bíblia errada e ouvindo pregadores errados.
No cristianismo que eu conheço, mãe é importante.
Ou admiramos e respeitamos a mãe de um filho como Jesus ou ofendemos o Filho.
Depois de Jesus, nunca ninguém orou mais bonito do que Maria.
O motivo é mais do que óbvio.
Ninguém o carregou no ventre, nem passou tanto tempo ao lado dele!…
Nossos amigos protestantes tem mania de dizer que Maria não é nada diante de Deus,
Mas meu irmão protestante, você não é Deus!
Você não olha Maria de cima para baixo,
Esse lugar aí pertence a Deus,
Quem é você, para dizer que aquela que foi a mais perfeita das criaturas, é um nada?!
Diante de Deus ela é uma simples criatura, mas a partir de você, de nós, Ela é Grandiosa,
Por isso desça do trono do Altíssimo não te pertence,
Quer olhar para Maria, olhe a partir do seu lugar, de baixo, para cima,
Assim você verá quão alta está a Mãe de Deus e nossa Mãe!

Fonte: Padre Paulo Ricardo e Padre Zazinho





14 de maio de 2012

CAMINHO DA HUMILDADE, DA CONFIANÇA E DO ABANDONO FILIAL

"Sou a Mãe do Verbo encarnado. Com o meu "sim" ofereci ao Pai a minha colaboração ao seu plano redentor.
Do seio do Pai, o Verbo veio ao meu seio materno, para assumir a natureza humana. Tornei-Me verdadeira Mãe de Jesus.

O "sim" à vontade do Pai irrompeu da minha alma após longa e silenciosa preparação. Eis o caminho que a vossa Mãe percorreu, para chegar a este inefável momento: o caminho da humildade, da confiança, do abandono filial, do silêncio e da íntima e profunda união com Deus.

 Desde a infância Me ofereci inteiramente ao Senhor, entregando-Me ao seu serviço qual escrava, na perfeita virgindade, no recolhimento e na oração.

A minha alma se abriu, para receber maior luz, e vivi desprendida de toda a criatura, para amar com perfeição o meu Senhor, cumprindo a sua vontade e ouvindo a sua Palavra.
Eu Me formei no gosto de procurar, de acolher e guardar a Palavra de Deus.
Quando o Pai resolveu depor o seu Verbo em meu seio virginal, encontrou a vossa Mãe preparada para O acolher com amor e alegria, com o único intento de cumprir inteiramente seu divino Beneplácito.

 (Mensagens de Nossa Senhora ao padre Gobbi)

Os meios para um apostolado efetivo – contra o naturalismo moderno

Tratando do zelo pela conversão das almas no apostolado, o Pe. Tanquerey tem algumas considerações bem valiosas sobre os meios mais eficazes para conseguir o fim intentado; considerações essas que esbarram no apostolado praticamente naturalista que hoje vemos nas paróquias, apostolados sem vida interior, uma total “heresia das obras”.
“A primeira coisa a lembrar é que os meios empregados na prática do zelo diferem em efetividade e importância; existe entre eles uma hierarquia, sendo oração e sacrifícios os mais efetivos.
O exemplo segue logo depois na ordem, palavras e ação tendo o último lugar.
O exemplo de Nosso Senhor é bastante para nos convencer disso. Toda sua vida foi uma contínua oração e um contínuo sacrifício.
Ele começou praticando o que ensinou aos outros, levando uma vida escondida por trinta anos antes de se dedicar a um ministério de apenas três anos de duração.
Levemos em consideração o caminho tomado pelos apóstolos, que delegaram aos diáconos várias obras de caridade para que pudessem se dedicar mais amplamente à oração e à pregação do Evangelho “Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra” (Atos, VI, 4; caveat: Bíblia Ave Maria). Deixemos as palavras de São Paulo ecoarem em nossos ouvidos:
 “Assim, nem o que planta é alguma coisa nem o que rega, mas só Deus, que faz crescer” (I Cor III, 7; caveat: Bíblia Ave Maria).

 Fonte: Publicado por Alexandre Pinheiro em 02/10/2009

13 de maio de 2012

Vias Concretas de Conversão e Entrega


Não podia ser de outro modo, se Fátima nos recorda o essencial da mensagem evangélica, que é a necessidade de tomar a sério o amor com que Deus nos cria e nos salva, tem de mostrar os caminhos para chegar a ele, tem de conter referencias aos espaços de encontro dos homens com esse amor.
Ora, tais espaços são fundamentais a Igreja, com a doutrina e os sacramentos que nela deixou o amor eterno do pai, revelando-se no Filho, pelo Espírito santo.
Mantemos o esquema trinitário da eclesiologia do Vaticano II e compreendermos mais uma vez o sentido daquela oração ensinada pelo Anjo aos videntes, na Eucaristia, o sacramento dos sacramentos, que faz a Igreja e é feita pela Igreja, como diria um grande teólogo dos nossos dias.
Por isso ela ocupa um lugar central na prática cristã para que aponta a vida dos pastorinhos, sobretudo após a terceira aparição do anjo, mas também antes, basta pensarmos nas enternecedoras conversas acerca da comunhão e do Jesus escondido.
 Alguns objetarão que na mensagem de Fátima há poucas referencias e ainda assim, apenas indiretas, à Eucaristia como celebração é, sobretudo a presença real e o intimismo da adoração e da comunhão sacramental que entra na perspectiva dos videntes e dos seus primeiros intérpretes.
A isso respondemos dizendo, antes de mais nada, que se trata de um dos aspectos sobre os quais o estudo da documentação poderia lançar alguma luz.
No entanto, não deixa de ser importante realçar o significado da acentuação antecipada de uma perspectiva que os exageros da leitura parcial de alguns textos do Magistério ameaçaram apagar por completo. Mas o que talvez seja mais digno de nota é como também em Fátima se pode ver a pedagogia divina, concretamente neste pormenor, como poderiam aquelas crianças entender uma linguagem que cinco décadas mais tarde alguns Pastores e teólogos entenderam tal mal? Seja como for, a piedade eucarística dos videntes, sobretudo nos anos de que falam as Memórias da Irmã Lúcia, faz parte integrante da mensagem de Fátima e como tal tem de ser estudada, ela apresenta-se como resposta total da pessoa ao amor eterno de Deus, presente na Igreja e em tudo o que nela é celebração do ministério de cristo...
Da palavra aos sacramentos, passando pelas ânsias de salvar o mundo, que encontramos na evangelização e no apostolado pessoal.
Todos estes temas aparecem na oração do Anjo, que será um dos textos sobre que terão de se debruçar demoradamente àqueles que quiserem estudar a teologia da mensagem de Fátima.
Falamos dos anos que se referem às Memórias e que vão da Primavera de 1916 - primeira aparição do Anjo - à primavera de 1922 - morte de jacinta, pensamos que eles constituem o essencial da mensagem de Fátima, não só pelo que durante eles aconteceu, mas, sobretudo porque a eles se terá de voltar sempre para compreender o resto.
É por isso que, em nosso entender, as especulações à volta do SEGREDO particularmente da chamada terceira parte e do que poderia dizer-nos a vidente ainda viva, serão perigosas tentações, porque ameaçam permanentemente fazer-nos esquecer o que nos dizem as palavras e a vida das crianças, que é onde teremos sempre de ir procurar o significado do resto.
A não ser que queiramos transformar Fátima noutra coisa qualquer, que, boa ou má, não seria nunca a que Deus quis para a humanidade deste século.
Eucaristia - adoração, comunhão reparadora (O coração Imaculado de Maria é o caminho mais curto para, através da Igreja, chegar à profundidade do amor de Deus) - o Papa, a Igreja, a Santíssima Trindade, que o vaticano II quis ver refletida no mistério do Corpo Místico de Cristo.
Não se percebe como foi possível chegar ao septuagésimo quinto aniversário das Aparições sem ter extraído delas toda a riqueza que aí se encontra, a não ser pelo fato de cairmos tantas vezes na tentação referida, de irmos à procura do sensacional, do que só uma desenfreada especulação pode descobrir em certos por menores, que perdem sentido fora do conjunto.
O que Fátima nos diz é o mundo irá de mal a pior, se não se volta para Deus, que era o que diziam já os profetas, quando viam os responsáveis pela vida de Israel à procura de remédios para seus males, sem se inquietarem com as indenidades individuais e coletivas à Aliança.
E diz-nos ainda Fátima que não temos outro caminho para regressar a Deus senão aprofundado a relação com ele, criada a partir do batismo e que depende da nossa vida eclesial.Por outras palavras, depois da Encarnação, não se vai a Deus sem a mediação da Igreja.
Enquanto não pudermos dispor de uma edição crítica dos documentos, será sempre arriscado dizer em que medida, por exemplo, revelações posteriores, ainda não reconhecidas pela autoridade competente, estão incluídas no que sabemos da época das Aparições e anos imediatos, continuamos a considerar o limite da morte de Jacinta.
É o que acontece, por exemplo, com a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Se bem que seja para nós um gesto profundamente significativo à consagração realizada pelos Papas, sobretudo a que João Paulo II levou a efeito, a 24 de março de 1984. Mas, seguindo precisamente a teologia da consagração exposta pelo mesmo Sumo Pontífice em Fátima, a 13 de Maio de 1982, damo-nos conta de que a Virgem Santíssima, a primeira coisa que pede aos pastorinhos, em 1917,é uma consagração, uma entrega total a Deus, por intermédio de Sua e nossa Mãe.
E esta entrega era o que anunciava a Anjo, quando lhes dizia que os corações de Jesus e Maria tinham sobre eles desígnios de misericórdia.
Entrega que as três crianças realizaram conscientemente, em plena liberdade, naquele pronto, sem hesitações, pronunciado como resposta ao pedido sa senhora:
Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-nos, em ato de reparação pelos pecados com que ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?
- Sim queremos.
- Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
(Memórias da irmã Lúcia, 6o edição, pág. 65/66.) Não vale a pena procurar em Fátima qualquer solução mágica, que nos dispense de realizar a passagem pela porta estreita de que fala o Evangelho:
Maria, no alto da serra de Aire, é o caminho de Deus recordando-nos a necessidade da conversão, Que terá de passar pela obscuridade da fé... Ele claro, mas também nos meios que nos deixou para chegar a ele, como é a Igreja.
Depois, esse carinho, que providencialmente quer ser materna, num mundo em que se desprestigia cada vez mais maternidade, fala de entregar-se generosamente ao serviço da conversão dos outros, que será igualmente uma fora de aprofundar a própria conversão, é uma constante da história da espiritualidade, ninguém que tenha encontrado Deus descansa enquanto souber que há pessoas que o não conhecem e todo aquele que se dá de alma e coração ao cuidado de aproximar os outros de Deus, está cada vez mais profundamente mergulhado nele.
Para compreendermos o que se passa com aquelas duas crianças que pouco a pouco se transformaram em hóstias vivas, imolando-se ao amor de Deus, para desagravar e salvar, não podemos esquecer a seriedade do seu encontro com esse amor, do qual brota todo o mistério das relações pessoais intra-divinas, fonte da nossa comunhão com a Trindade e de que as nossas relações intra-mundanas são um reflexo.
Algumas pessoas escandalizam-se com as penitencias a que se sujeitaram os videntes e parece-lhes que, vista do angulo das crianças, a mensagem de Fátima é demasiado triste:
Pensamos que este escândalo só se explica pela superficialidade com que nós próprios vivemos as grandes realidades da nossa vida humana, sempre os corações medíocres se chocaram com os exageros dos apaixonados.
E quando se trata, não já de uma paixão horizontal, apenas à medida do homem, mas incendiada em amor sobrenatural, com deus como fonte e objeto, as coisas entram no âmbito do mistério, só quem for igualmente santo e apaixonado poderá compreender as loucuras dos grandes santos.
Afinal, não se trata de compreender tudo quando se passa na visa dos pastorinhos, que são, em qualquer dos casos, objeto de um chamamento especial, nem todos os carismas são comuns,ainda que todos devam reverter para o bem da comunidade, recorda-nos São Paulo.(cfr. 1C 12,7) O que essa vida nos diz, como uma força raramente encontrada noutras revelações particulares,é que o pecado é algo muito sério porque tentando afastar Deus do mundo a que ele dá o ser e o sentido, desordena esse mundo, corrompe as vontades e torna infelizes aqueles que foram criados para serem felizes.
E que a felicidade não está em ter e gozar, mas o crescimento do ser, que só se verifica na lógica do amor, que é doação e entrega, sem cálculo nem medida.
E estamos em crer que nenhuma espiritualidade poderá considerar-se inspirada em Fátima e na sua mensagem, se não põe no centro de sua dinâmica está reflexão sobre o pecado e o amor, iluminada pela vida das crianças que viram Nossa Senhora.

Dia das Mães


Dia das Mães Talvez a definição mais difícil - ou a mais fácil - de se dar
seja a respeito das mães. 
Mãe consegue ser mãe, pai e irmã ao mesmo tempo, 
com excelente desempenho em todos os papéis. 


Mãe é babá, pediatra, enfermeira, catequista e educadora, 
com perfeita e ampla competência, 
títulos vários de especialização e doutorado. 


Mãe é nutricionista, cabeleireira, professora, psicóloga,
 motorista e pedagoga, com desenvoltura, 
ótima organização e experiência comprovada. 


Mãe conhece a linguagem dos cegos, dos surdos e dos mudos, 
tem bola de cristal, domina a telepatia, 
vai mais longe que a Internet. 


Mãe conjuga todos os melhores verbos 
com tenacidade incomparável:amar, cuidar, olhar, sorrir, perceber, 
entender, acolher, fazer, velar, curar, perdoar, limpar, amamentar, levantar, ensinar, acompanhar... 


Mãe abraça melhor do que ninguém; dá de 10 a 0 em qualquer especialista 
em criança, adolescente 
e adultos (basta que sejam filhos); luta e defende como o mais destemido guerreiro; 
sacrifica-se e entrega-se com serena discrição e não pede o aplauso público. 


Mãe olha de um jeito que atravessa a alma,aquece o coração, enxuga lágrima, cura dor, consola fracasso, sustenta a coragem, afasta o medo. 


 Mãe ama com requintes de perfeição:
imensamente, incondicionalmente, pacientemente, ternamente, intensamente, 
profundamente, constantemente... 


E seu amor é o mais próximo possível, neste universo peregrino e incerto, 
do amor do próprio Deus.

9 de maio de 2012

TRIUNFO DE MARIA


Maria - Triunfo de Maria

 Segue artigo tratando da relação que existe entre o terceiro segredo de Fátima e a Consagração a Jesus, por Maria. Devemos lembrar que o triunfo de Maria, se dará pelo triunfo da Eucaristia.
Quando Jesus for reconhecido universalmente como Pão da Vida Eterna Maria será reconhecida Mãe, por todos os povos. Sem o triunfo de Jesus, não vem o de Maria.
Lembro a todos que o Terceiro Segredo ainda nao foi divulgado na íntegra, porque a síntese dele mostra a segunda besta do Apocalipse, dentro da Igreja, a maçonaria eclesiástica.
É por isso que os papas aind anao conseguiram divulgar o segredo na íntegra, e o cardeal Sodano tentou enganar os católicos com aquele pouquinho. Consta que o segredo esté escrito em 33 folhas de papel caderno, e apenas tres foram divulgadas.
Bento XVI o divulgará na íntegra, em breve... Quando isso for feito, o caos tomará conta da Igreja..
A estreita relação profética entre Fátima e o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de S. Luis Maria Grignion de Montfort Há um estreito e providencial elo de ligação entre a profecia de Fátima e o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, conforme propõe S. Luis Maria Grignion de Montfort.
 Na introdução do Tratado, diz S. Luis Maria:

“Foi por meio da Santíssima Virgem que Jesus Cristo veio ao mundo e por meio dela que Ele deve reinar no mundo" (T.V.D. – 1).
Todos sabemos que Jesus Cristo reinará no mundo, conforme Ele próprio assegurou, contudo, o “Reinado de Maria” será o meio pelo qual se dará o “Reinado de Jesus”.
E é exatamente em Fátima, a profecia do Céu para os nossos tempos, onde a Santíssima Virgem confirma claramente a profecia de S. Luis Maria quando afirma:

“Por fim Meu Imaculado Coração triunfará”.
E mais: a Mãe do Senhor indica claramente o meio pelo qual a Providência Divina estabeleceu para que aconteça este Triunfo:

 “Meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

 Recapitulando as maternais solicitações da Santíssima Virgem em Fátima Antes, porém, de nos aprofundarmos no sentido dessa "devoção" ao Imaculado Coração, que Jesus "quer estabelecer em todo o mundo", recordemos o que Nossa Senhora nos pediu em Fátima.

Suas maternais solicitações foram as seguintes:

 Rezar pelo menos um Terço todos os dias para obtenção da paz nas famílias e no mundo -lembrando que o Santo Rosário nos leva a contemplar os mistérios da vida, missão, morte e ressurreição de Nosso Senhor; Usar o Escapulário castanho como sinal de prometida proteção contra as forças do mal que laboram para perder nossas almas;
Oferecer a Deus os nossos deveres de cada dia, como um ato de sacrifício e voluntária adesão pessoal ao supremo sacrifício de Cristo para a conversão dos pecadores;
Fazer os Cinco Primeiros Sábados, em reparação das ofensas cometidas contra o Seu Imaculado Coração, e assim, termos em mente que os nossos pecados ofendem gravemente a Deus;
Pediu também que o Santo Padre, em união com todos os Bispos do mundo, fizesse a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado coração, prometendo que, deste modo, a Rússia se converteria e que seria concedido ao mundo algum tempo de Paz.
Sabemos que a consagração da Rússia não foi feita conforme a solicitação da Virgem (com o Papa unido a todos os Bispos do mundo) e muito menos a Rússia se converteu.
[ Cf. 35.-O misterioso encobrimento do terceiro segredo ].
"Esse tempo (do Triunfo-Reinado de Maria) chegará quando se conhecer e praticar a devoção que eu ensino" Em sua recente visita a Fátima, o Santo Padre deixou bem claro que o Terceiro Segredo continua em curso, falou sobre o "terrível pecado" dentro da Igreja e reafirmou que a Fé corre o perigo de se apagar no mundo. Exatamente como o Terceiro Segredo sugere.
Por outro lado, o Santo Padre falou da esperança que a mesma profecia propõe e da confiança que deseperta em todo cristão, ao convidar-nos à conversão, à oração e à penitência e, assim capacitando-nos verdadeiramente a vivermos com mais empenho a nossa vocação de testemunhas do Evangelho da verdade, nosso compromisso de batizados em Cristo.
Por tudo isso, fica muito claro que a devoção que Nosso Senhor quer que se estabeleça ao Imaculado Coração de Sua Mãe Santíssima não deve ser uma devoção qualquer, mas a perfeita devoção, a Total Consagração ou Santa Escravidão de Amor, tal como ensina S.
Luis Maria Grignion de Montfort, implicitamente contida na profecia de Fátima:
"Esse tempo (do Triunfo-Reinado de Maria) chegará quando se conhecer e praticar a devoção que eu ensino" (T.V.D. 217).
O ocultamento do Tratado da Verdadeira Devoção e o ocultamento do Terceiro Segredo de Fátima Como vemos, os desígnios de Deus são claros e muito simples:
O Reino de Cristo se estabelece pelo Reino de Maria e o Reino de Maria, pela propagação da Total Consagração à Santíssima Virgem, ensinada por S. Luis Maria de Montfort no Tratado da Verdadeira Devoção. Com isso em mente, compreende-se a razão que levou o Inimigo de Deus a ter tamanho ódio deste pequeno livro (o Tratado da Verdadeira Devoção) e a escondê-lo durante 130 anos (1712-1842), conforme o próprio santo previra.
Também a partir desse contexto compreende-se o ocultamento do Terceiro Segredo, por parte da alta hierarquia da Igreja, desde que deveria ter sido revelado em 1960 por solicitação do Alto.
Mas a hierarquia vendo-se pressionada —e, em alguns aspectos, seduzida pelas doutrinas dos fautores da Nova Ordem Mundial— resolveu apostar no aggiornamento e deixar a Barca de Pedro ser levada pelos ventos modernistas-progessistas do humanismo maçônico.
E assim, como tantas vezes o povo hebreu cedera, os homens da Igreja de Cristo fizeram também ouvidos moucos ao mandato do Céu, anunciado pela voz profética das três frágeis crianças de além-mar.
Desde então, a maioria dos representantes de Cristo na terra horizontalizou sua atenção para a temporariedade e a transitoriedade do mundo.
Procurando agradar o homem lamentavelmente deixam de lado a seiva das milenares devoções e o inadiável apelo profético que implicam diretamente na salvação das almas.
Salvação que é justamente confiada a estes mesmos homens da Igreja. Muitos deles tão ocupados com as coisas da terra que já não mais voltam seus olhares para as verdades do Céu.
Enquanto isso, os fiéis católicos, mornos e apáticos em seu testemunho de Fé, já não mais se diferenciam em pensamento e conduta dos inimigos de Cristo. Eis a "relevância" aterrorizante da mensagem de Fátima, de acordo com Bento XVI. Mas, ainda assim, a última palavra na história é a bondade de Deus.
Para ser louvado com um espírito de penitência e de conversão. Maria leva Seus consagrados a viverem com mais intensidade e fidelidade o seu próprio carisma e compromisso batismal Sendo assim, é urgente e necessário que todos (independentemente de grupos, movimentos e comunidades a que participem) conheçam, façam, vivam e propaguem a Total Consagração a Jesus através de Nossa Senhora, pois esta Total Consagração à Santíssima Virgem, patrimônio da Igreja Católica, não atrapalha a vivência de nenhum carisma particular.
 Muito pelo contrário:
quando alguém se consagra totalmente a Nossa Senhora, Ela mesma, como Mãe e educadora que formou Jesus Menino, leva Seus consagrados a viverem com mais intensidade e fidelidade o seu próprio carisma e compromisso batismal.
Ao sermos guiados pela Mãe do Senhor, aprendemos a verdadeiramente assumir nossa condição de cristãos e a renunciar as imposturas da engenharia social disseminada tão habilmente pelos fautores da Nova Ordem Mundial, que têm subvertido milhões de consciências, destruído os valores cristãos, feito perder tantas almas e, sobretudo, ofendido profundamente a Nosso Senhor.
A missão que Jesus deu a Nossa Senhora foi a de formar verdadeiros adoradores de Deus Quando na cruz Jesus nos entregou Sua própria Mãe, Ele o fez como último gesto de amor e misericórdia, como quem entrega o bem mais precioso, em caráter de testamento final. Juntamente com Sua vida, Jesus nos entregava Sua própria Mãe. E, com isso, a missão que Jesus dava a Nossa Senhora era a de formar verdadeiros adoradores de Deus.
Estude-se a história do ocidente e ali se encontrará a presença da Mãe do Senhor entrelaçada na história dos povos, no surgimento das grandes cidades e pequenas aldeias, na edificação de suas pequeninas capelas e majestosos santuários, nas devoções familiares e na tecitura da própria cultura - uma Mãe presente que nos acompanha ao longo desses dois mil anos, a oferecer-nos amorosamente em Seus braços o próprio Deus, na pessoa de Seu Filho.
E é exatamente tudo isso que a NOM quer destruir para poder implantar a governança global sem Deus. Por tudo isso, constatamos que são interligados e indissolúveis os fundamentos proféticos de Fátima e da Verdadeira Devoção.
Quando ocorrer o triunfo do Imaculado Coração, inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, tornar-se-ão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Cristo Assim, nesses últimos tempos em que se intensifica a batalha espiritual entre a Santíssima Virgem e o inimigo, sejamos apóstolos da Total Consagração para que venha logo o Triunfo de Maria e o Reinado de Jesus.
“Quando virá esse tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana nos corações, para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus?
Quando chegará o dia em que as almas respirarão Maria, como o corpo respira o ar?
Então, coisas maravilhosas acontecerão neste nosso mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, a elas descerá abundantemente, enchendo-as de seus dons, particularmente do dom da sabedoria, a fim de operar maravilhas de graça.
Meu caro irmão, quando chegará esse tempo feliz, esse século de Maria, em que inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Cristo?
Esse tempo só chegará quando se conhecer e praticar a devoção que ensino: “Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae”. (T.V.D.n.217).

 Fonte: Recados do Aarão

O DOGMA DA VIRGINDADE DE MARIA


Maria - Dogma da Virgindade

1. INTRODUÇÃO

Todos nós estamos habituados a falar da mãe de Jesus como “A Virgem Maria”.

Ela é invocada com esse nome em ambientes cristão-católicos e, pelo menos aqui no Brasil, por boa parte da população, ainda que inconscientemente.
Alguns estudos da língua portuguesa mostram a influência da invocação à “Virgem Maria” em expressões comuns da linguagem, por exemplo, o popular “Víxi Maria”1 .
Contudo, falar da virgindade perpétua de Maria não é uma tarefa muito simples aos ouvidos modernos.
O teólogo C. I.
Gonzáles nos lembra que “o fato de Maria ter concebido virginalmente em seu seio o Filho de Deus e ter permanecido virgem até o fim de sua vida em total entrega ao serviço da obra messiânica de seu Filho é uma verdade que pertence à integridade da confissão de nossa fé cristã”2 .
E por “integridade” considera:
1) que essa verdade não é fundamental, mas está a serviço de outra mais alta: a encarnação do Filho de Deus;
2) que essa verdade não pode ser prescindida da confissão de fé sem o risco de não sermos fiéis à totalidade do mistério salvífico de Deus para com a humanidade. Contudo, se já é difícil para nossa cultura confessar integralmente o conteúdo da fé cristã, quanto mais difícil será a aceitação desse dogma mariano em particular.
Vejamos algumas razões para as dificuldades em explicar a virgindade de Maria:

a) A supervalorização das ciências impede pensar qualquer intervenção gratuita e livre de Deus na história real. Essa dificuldade não é estritamente mariológica, mas afeta todo o campo da história da salvação. Com o avanço das pesquisas científicas, o ser humano parece ter a pretensão de ter alcançado as chaves de explicação dos mistérios do universo e da própria salvação.
b) Com a afirmação desse dogma, a Igreja é acusada de menosprezar a dignidade do matrimônio.
c) Não só o matrimonio é colocado em questão. Para outros, que consideram a sexualidade uma dimensão importante da existência, “soa como se a Igreja tivesse criado o dogma para manter a repressão sexual”3. d) Há ainda a desvalorização da castidade e da virgindade numa cultura que considera o sexo como valor indiscutível e produto do mercado.
e) O movimento influenciado pela teologia liberal do século passado também contribuiu para essa desconfiança, uma vez que procurou reduzir a mensagem bíblica aos mitos e expressões literárias dos povos antigos, como os gregos, os egípcios e as religiões médio-orientais.
Para esse movimento “a verdade” está sobretudo na mensagem que os escritores bíblicos tentaram transmitir, e não no fato narrado em si.
f) Há ainda aqueles que viram na concepção virginal de Jesus a “expressão simbólica de uma verdade transcendente”4 .
A historicidade da afirmação de fé não é negada, mas considerada secundária. Diante desse quadro de desconfiança, que vai desde a cultura moderna que valoriza o sexo como produto do mercado, passando pela crítica científica e chegando inclusive a alguns ambientes da teologia e da pastoral, não é sem importância perguntar:

o dogma da virgindade de Maria tem alguma coisa a dizer aos homens e mulheres de hoje?
Se conseguirmos apontar alguns caminhos para responder afirmativamente a essa questão, então teremos alcançado o objetivo deste trabalho.

2. A VIRGINDADE DE MARIA NA ESCRITURA

A conceição virginal de Jesus não é um fato tranqüilamente aceito pelos biblistas. “Os textos do NT que falam diretamente de Maria são escassos e controvertidos do ponto de vista exegético”5.
O texto de Paulo que se refere ao nascimento de Jesus (“nascido de mulher” - Gl 4,4) não contêm uma referência explicita ao tema da virgindade. Marcos refere-se a Jesus como “o filho de Maria” (Mc 6,3).
O Evangelho segundo João traz em 1,13 uma expressão complicada: “eles, que não foram gerados nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus”. A leitura no singular nos leva a pensar em Jesus, nascido segundo Deus. Contudo a Bíblia de Jerusalém nos mostra em nota que “a leitura no plural é atestada pela maioria dos manuscritos gregos”6.
As afirmações diretas sobre a virgindade de Maria cabem a Mateus e Lucas. Mt 1,18 diz que Maria, antes de coabitar com José, “achou-se grávida pelo Espírito Santo”. No versículo 25 afirma ainda que José “não a conheceu até o dia em que ela deu à Luz um filho”7. Também em Lucas a concepção virginal é envolta no mistério do Espírito Santo. À Maria, que não conhece homem algum (cf 1,34) é anunciado:

“O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus” (1,35).
O que podemos afirmar dessas narrações evangélicas? Segundo A. Murad, “embora tenham muitos elementos simbólicos, os evangelhos da infância de Jesus (Mt 1-2 e Lc 1-2) não são lendas ou mitos, mas uma reflexão que parte de acontecimentos verdadeiros.
A concepção virginal não seria uma invenção piedosa, mas algo real em que a comunidade cristã crê”8.
Da mesma forma argumenta L. Boff, segundo o qual tanto Mateus como Lucas partem da fé da comunidade. Sua intenção com relação às narrativas evangélicas é preponderantemente teológica, ou melhor, cristológicas:

 “querem enfatizar uma relação única de Jesus (sua existência e seu destino) para com Deus e visam enfatizar o novo começo da humanidade iniciado com Ele”9. Mas seria esse o único objetivo dos autores sagrados? Segundo o teólogo, a resposta é não. “Tanto Lucas como Mateus não fazem especulações sobre a virgindade de Maria. Tomam-na como um pressuposto, um fato aceito sem discussão, servindo de ocasião para fazerem uma reflexão cristológica.
Os texto de Mt 1,18 e Lc 1,35 que se referem à conceição virginal de Jesus, diretamente, apontam para Jesus, mas, indiretamente, apontam também para Maria”10. Por fim, a contribuição de das teólogas I. Gebara e M. C. Bingemer sobre os dados do NT:

 “Com toda a certeza os Evangelhos não querem nos dar uma detalhada descrição para saciar nossa curiosidade malsã, sobre as particularidades genéticas e biológicas que cercaram a concepção e o nascimento de Jesus. Querem, sim, em consonância com todo o conjunto de seus relatos, nos pôr diante dos olhos um sinal que interpela nossa fé, escapando à nossa compreensão.
Sinal esse que, assim como os milagres que Jesus realizava quando andava pelo mundo, não têm sua medida em si mesmo, mas aponta para algo maior, para as maravilhas que Deus opera em favor daqueles e daquelas que ama”11.
Assim os testemunhos da fé em favor da virgindade de Maria no NT ganham clareza, a não ser rebaixando-os ao plano do mito, como o fazem os “desmitologizadores” modernizantes12.
É com tal clareza que a Tradição eclesial do período pós-apostólico toma o dado bíblico para proclamar a sua doutrina sobre a virgindade de Maria.

3. A VIRGINDADE DE MARIA NA TRADIÇÃO DA IGREJA E A FORMULAÇÃO DO DOGMA

É confissão de fé de toda a Igreja, testemunhada pelos Padres sem exceção, a doutrina revelada pela Palavra de Deus segundo a qual Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no seio da virgem Maria, e por isso mesmo pertence ao depósito da fé13. Contudo, é preciso uma observação prévia.
O Vaticano segundo nos fala de uma “hierarquia das verdades” (UR 11).
Assim, é preciso primeiro perguntar, no que concerne à doutrina da virgindade de Maria, “pelos diferentes graus de comprometimento de uma reflexão teológica que, em termos formais, deveria ser medida em sua fundamentação nos escritos bíblicos e na expressividade de seu testemunho nos documentos da tradição doutrinária da Igreja, e, sob a perspectiva de seu conteúdo, em sua importância para a confissão das centrais convicções de fé”14.
Tendo em vista esse contexto, é importante perceber que nem a pergunta pela virgindade de Maria antes do parto, nem a pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto foi objeto de uma definição magisterial direta por parte de um concílio ecumênico de toda a Igreja.
“Manifestações nesse sentido aparecem, muito antes, de modo acidental, em texto conciliares ou sinodais, ou são – como se deveria constatar sobretudo com vistas à pergunta por um nascimento extraordinário de Jesus, no qual a virgindade de Maria foi preservada intacta – (apenas) doutrina de um concílio particular”15, a saber, o sínodo de Latrão, de 64916.
Esse fato atesta que os teólogos da Igreja antiga, em seu empenho pela formação da confissão de fé da Igreja nascente, se referiram à linguagem e a enunciados bíblicos, nos quais a maternidade virginal de Maria está claramente testemunhada, como vimos acima.
A elaboração teológica dos primeiros séculos avança gradualmente no sentido de consolidar a aquisição teológica da virgindade de Maria. Enquanto o Símbolo de Nicéia (325) ainda confessa, sem especificação a “encarnação e humanação do Filho de Deus”, já o Credo de Constantinopla (381) amplia o enunciado e formula que o Logos “encarnou-se, pelo Espírito Santo, na Virgem Maria”17.
O concílio de Éfeso decreta que Maria deve ser chamada de “progenitora (theotokos) de Deus”, visto que “a santa virgem” teria “gerado segundo a carne a Palavra que vem de Deus e se fez carne”18.
Em Calcedônia (451) temos a seguinte afirmação:

 “Ensinamos todos unanimemente que nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito na divindade, perfeito na humanidade, Deus verdadeiro e homem verdadeiro; (...) gerado pelo Pai segundo a divindade antes de todos os séculos, nos últimos dias por nós, os homens, e por nossa salvação (foi gerado) da Virgem Maria, Mãe de Deus, no que diz respeito a sua humanidade”19. Já o Concílio Constantinopolitano II (553) introduz a referência explícita à virgindade perpétua:
“Encarnou-se da gloriosa Theotókos e sempre virgem Maria”20.
Com maior clareza ainda formula depois um cânone do Sínodo de Latrão, de 649, citado acima:
“Quem não confessa, de acordo com os santos padres, no sentido genuíno e verdadeiro, a santa, permanente virgem e imaculada Maria como progenitora de Deus, visto que concebeu e deu à luz, de modo incólume, nos últimos tempos, sem sêmen, do Espírito Santo, no sentido genuíno e verdadeiro, ao próprio Deus, a Palavra, nascida, antes de todos os tempos, de Deus, o Pai, sendo que sua virgindade também permaneceu incólume depois de seu nascimento, seja anátema” 21.
Por fim, a Constituição Cum quorumdam hominum, de Paulo IV, em que condena a heresia dos unitários (antitrinitários) e socinianos (7 de agosto de 1555):
 “Nós, com a autoridade apostólica e de parte de Deus onipotente, Pai, Filho e Espírito Santo, requeremos e admoestamos aqueles que afirmaram (...) que nosso Senhor não é o verdadeiro Deus e da mesma substância em tudo igual ao Pai e ao Espírito Santo; ou que não fosse concebido segundo a carne no útero da beatíssima e sempre virgem Maria, pelo Espírito Santo, mas que nasceu do sêmem de José como todo ser humano; (...) ou que a mesma beatíssima Virgem Maria não permaneceu sempre na integridade virginal, antes, durante e depois do parto”22 .
Pelo que vimos, o desenvolvimento teológico da mariologia patrística percorre uma trajetória incialmente determinada mais por motivos cristológico-histórico-salvíficos, até um interesse expresso na pessoa e no destino da própria Maria.
Por uma voz mais autorizada, concluímos essa seção:
“Influenciado pela veneração de mártires e santos, que assumia paulatinamente formas litúrgicas definidas, e sob a influência de tendências ascéticas, o artigo de fé “nascido da Virgem Maria”, que, originariamente, tematizou sobretudo a conceição do Filho de Deus do Espírito Santo, se transformou, em termos de conteúdo, em discurso da virgindade de Maria antes, durante e depois do nascimento de Jesus (virginitas ante partum, in partu, post partum).
Enquanto o título theotokos (progenitora de Deus) ainda se encontra no contexto da discussão cristológica, a designação de Maria como a aeiparthenos (sempre virgem) reflete a situação modificada” 23. 4.

SENTIDO TEOLÓGICO E ANTROPOLÓGICO DA VIRGINDADE

Ao tentarmos encontrar um sentido teológico e antropológico da virgindade é preciso sempre tentar recuperar o seu “sentido originário”, ou seja, o sentido dado pela “Maria dos Evangelhos”, uma vez que – vimos – há grandes dificuldades para se compreender e aceitar a virgindade como valor nos dias hodiernos. A primeira distinção a ser feita aqui é entre a “virgindade fecunda” de Maria, ou seja, o fato de Ela, permanecendo virgem, conceber e dar à luz, e o carisma-opção da virgindade, entendida como estado de vida24.
O dogma mariano naturalmente se encontra na primeira afirmação, ainda que essa experiência de Maria tenha inspirado um grande número de discípulos a seguir seu exemplo, assumindo a virgindade como estado de vida. Ligada a isso está a diferenciação de uma virgindade vivida como “virtude moral”.
Para o estoicismo, a virgindade era o meio para o homem alcançar um controle perfeito das próprias emoções e desejos da alma sobre o corpo.
Assim, livre das paixões carnais, elevar-se até a divindade. Esse modo de viver a virgindade “pode articular um grande ideal bem como ocultar uma soberba que rebaixa as raízes corporais do homem”25.
Há ainda a virgindade entendida a partir do culto.
As vestais da tradição greco-romana “deviam servir à sua deusa Vesta pelo menos 30 anos após a sua consagração, em perfeita virgindade”26.
Essa virgens tinham, ademais, um status dos mais prestigiosos: “Elas prestavam ao Estado o serviço considerado como o mais elevado: manter sempre aceso o fogo sagrado, símbolo vivo da grande família pátria, renovando-o em todo 1º. de março, início do novo ano”27.

4.1 Virgindade como dom de si a Deus

A virgindade de Maria diferencia-se radicalmente dessas três concepções acima enumeradas: a virgindade entendida como estado de vida, virtude moral e serviço cúltico.
Para entendê-la, há que situar sua virgindade no ambiente do judaísmo do AT, do qual Maria é filha dileta. Nesse mundo cultural, a virgindade é vista como maldição para toda mulher.
A esterilidade provocava o desprezo da comunidade e era sinal de que Deus não estava com aquela mulher (cf. Jz 11,37-40).
É impensável a algum judeu (ou judaíta) de verdade, seja mulher ou homem, que viva nesse mundo cultural assumir um voto celibatário. Os que assim, como Jeremias, o fizeram, foi como sinal profético de denúncia e desolação para o povo (cf. Jr 16,1-4). Por isso a virgindade de Maria se faz empobrecimento desprezado pelos seus contemporâneos. Maria não canta sua virgindade, mas as grandes coisas que o Senhor fez nela (cf. Lc 1,59).
“A virgindade biológica de Maria pertence à estrutura da kénose (humilhação) da qual participou também seu Filho. Não supõe nenhum valor proclamado pela sociedade e pela religião. Maria fez desta sua situação de “baixeza” caminho de humildade, de serena entrega e de confiança ilimitada em Deus.
Na pretende nada. Apenas coloca-se na total disponibilidade.
Foi esta atitude que permitiu Deus nascer em Maria, primeiro em seu coração, depois em seu seio puríssimo”28.
Do que foi dito percebemos que a virgindade de Maria não possuía nenhum valor em si. Era meio para que a vontade de Deus se pudesse realizar em sua vida e na vida de seu povo.

4.2 Virgindade como Nova Criação

À pergunta sobre a necessidade de Deus escolher nascer de uma virgem para realizar o seu plano salvífico, algumas respostas são evocadas e precisam de uma consideração clara. A primeira consideração é que não há nenhuma necessidade a priori para Jesus não ter nascido de pai biológico. Essa posição é defendida, por exemplo, por Joseph Ratzinger, segundo o qual “a condição de Jesus como Filho de Deus (...) não (se baseia), de acordo com a fé da Igreja, no fato de Jesus não ter conhecido pai biológico; a doutrina da divindade de Jesus não seria atingida, se Jesus tivesse nascido de um matrimônio humano normal. Pois a condição de Filho de Deus, da qual fala a fé, não é um fato biológico, e, sim, ontológico”29.
Assim sendo, o nascimento virginal em termos fisiológico-biológicos (no sentido da ausência do esperma masculino) não é nenhuma necessidade indispensável para a confissão de fé em Jesus como verdadeiro Filho de Deus. Também não há nenhuma visão negativa para com o sexo.
Antes, a procriação era sinal de benção para o judaísmo, ao contrário da virgindade, vista como esterilidade maldita.
Uma terceira razão sobre o qual nos alerta L. Boff é a de que “devemos abandonar definitivamente a concepção de muitos santos Padres que achavam ser o nascimento virginal de Jesus uma condição necessária para não ser contaminado pelo pecado original”30.
Com o avanço da crítica literária e histórica o fator biológico do pecado original não mais se sustenta hoje. Assim, as razões para a concepção virginal devem ser buscadas na cristologia além da mariologia: com essa criança, com Jesus de Nazaré, o próprio Deus estabelece um novo início salvífico na história da humanidade. Um novo começo da graça salvífica, que independe da ação humana, mas se deve somente à iniciativa de Deus, a seu Espírito criador.
E nas palavras de L. Boff:
“A virgindade biológica de Maria está a serviço da realização deste desígnio divino que, somente após a sua realização, se torna de certa forma compreensível na fé (...). O biológico é suporte, expressão e sinal de outra realidade: a eclosão de uma nova humanidade. A virgindade, como transparece, não está a serviço de sua própria exaltação, mas totalmente a serviço de Cristo e de seu significado universal”31.

4.3 Virgindade de Maria como modelo de sociedade integrada

Clodovis Boff faz alguma considerações valiosas a respeito da virgindade de Maria para o campo social, especialmente num mundo marcado pelo individualismo que gera exclusão e morte.
Nesse mundo, a virgindade de Maria aparece como paradigma de vida e liberdade para todos.

4.3.1 A virgindade e autonomia

Analisando os textos bíblicos, C. Boff reconhece uma Maria que viveu a corajosa experiência de assumir “a seus riscos e perigos” o desafio que a conceição “sob o Espírito Santo” se lhe colocava à frente. Sob essa luz “podemos dizer que virgindade é a afirmação da autonomia da liberdade e da autodisciposição. Virgem é quem se move a partir de dentro e não a partir de fora. (...)
É definir-se a partir do próprio eu, e não pelas reações do outro ou pelas relações com o outro. Virgem é a figura de quem se possui, é dono de si e se contém. Donde o sentido originário de ‘continência’” . Autonomia é, contudo, o primeiro momento do ser-virgem.
A etapa posterior é a abertura e livre auto-entrega. “Eis aqui a serva do Senhor”, diz Maria. “Por isso mesmo virgindade não é renuncia ao amor, mas tão-somente ao amor narcisista, dependente e possessivo. É antes expressão do amor que é senhor de si e que se dá, não por carência, mas por generosidade e plenitude”33.

4.3.2 A virgindade e fecundidade

Virgindade não é só autonomia e abertura. É essencialmente geração de vida, fecundidade. Por isso é sempre materna:
“Isso aparece claro nessa forma particular de virgindade que é o celibato presbiteral, potencialmente rico de fecundidade apostólica. Também do ponto de vista estritamente social, a virgindade possui sua potencialidade.
É capacidade de produzir frutos nos mais diversos campos: filosófico, científico, social, político e religioso”34. Há ainda um outro exemplo de fecundidade que podemos contemplar na Mãe de Jesus e que é modelo para a sociedade de hoje, tão marcada pela auto-suficiência.
A virgindade no AT e mesmo no tempo de Maria é expressão da pobreza do povo. E Maria é, biblicamente, o tipo do povo pobre, impotente e sem futuro35.
E é justamente nessa pobreza que Deus age para gerar o seu Filho, aquele que veio para que “todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Assim, a virgindade “mariana” aparece como uma fecundidade capaz de gerar vida nova, para si e para o seu povo.
É Deus agindo para tirar da impotência a Vida, pois para Ele “nada é impossível” (Lc 1,37). Concluímos essa seção com as palavras do próprio Clodovis:

 “A essa altura calha bem uma aplicação social. Semelhantemente à Virgem, também o povo pobre e fraco pode ser fecundado pelo Espírito de Deus e gerar vida e libertação. O santo Pneuma, que faz o deserto florescer (cf. Is 32,15), que tira água do rochedo (cf. Sl 105,41; 114,8), que faz os mortos ressurgirem (cf. Rm 4,17; Hb 11,19), é o mesmo que faz a Virgem conceber e dar á luz.
Ele pode igualmente fecundar o povo pobre e fraco a fim de gerar libertação e paz”36.

 5. CONCLUSÃO

 Cabe reconhecer que as propostas de compreensão do dogma da virgindade perpétua de Maria apresentadas pelo Magistério e pela teologia aqui sintetizadas não são simples nem óbvias.
Os questionamentos apresentados na introdução continuam válidos depois de percorrido esse breve trajeto. É fato também que a teologia e a pregação nem sempre souberam apresentar os valores da castidade e da virgindade em seu aspecto positivo, mas demasiadas vezes apenas do pondo de vista do pecado37. Contudo, muita coisa positiva tem sido feita “dentro” e “fora” da Igreja, no que diz respeito a uma experiência radical de vivência do Evangelho, o que nos dá motivos de esperança.
Como dissemos ao longo desse trabalho, é o Deus que consegue fazer brotar vida de onde só existe miséria.
E é por isso que o dogma da virgindade perpétua de Maria tem muito a ensinar aos homens e mulheres de hoje.
Oxalá todos nós, ao contemplarmos a Virgem Maria, coloquemos nossos dons a serviço da geração da vida e da liberdade do mundo, na humildade, na doação de si e na solicitude pelo outro.
Sempre sabendo, porém, que onde nossas possibilidades humanas parecem perder a força e a vitalidade, ali a graça transformadora de Deus pode gerar vida nova e libertação.



“A virgindade de Maria nos diz quem é o ser humano diante do Senhor. Somos como a terra virgem e inexplorada, cheia de viço e com potencial imenso para sermos fecundados pelas sementes do amor de Deus.
Tudo pode acontecer quando a gente se entrega a ele. Uns se tornam fecundos cultivando o amor com seu companheiro ou companheira, gerando e educando filhos. 
E também dando frutos bons na Igreja, no lugar de trabalho, no local de moradia, na sociedade. Outros se tornam fecundos entregando-se a Deus, em comunidade, através da consagração religiosa e da dedicação exclusiva à evangelização”38 .



6. BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Jerusalém. Nova edição, revista e ampliada. Paulus, 2003.
BOFF, Clodovis. Mariologia social, Paulus, 2006.
BOFF, Leonardo. O Rosto Materno de Deus, Vozes, 1995.
GEBARA, Ivone, BINGEMER, Maria C.. Maria Mãe de Deus e Mãe dos Pobres, Vozes, 1987.
GONZÁLES, Carlos I.. Maria Evangelizada e Evangelizadora, Loyola, 1990
http://ciberduvidas.sapo.pt/diversidades/index.html
MEO, Salvatore, DE FIORES, Stefano. Dicionário de mariologia. Trad.: Álvaro A. Cunha et al. São Paulo, Paulus, 1995.
MURAD, Afonso. Maria, Toda de Deus e tão humana. São Paulo, Paulinas, 2004.
SCHNEIDER, Theodor (Org). Manual de Dogmática, Vol. II, 2ª. Ed. Petrópolis, Vozes, 2002.
  
1“Desde "Desde a pregação dos jesuítas, somos um povo que adquiriu muito do linguajar católico. Quando ocorre um infortúnio qualquer, é quase instintivo apelarmos para santos, anjos, o próprio Deus, etc. Uma das santas mais requisitadas é Maria, mãe do Homem, considerada virgem. Daí o apelo à "Virgem Maria!". Essa invocação é feita há séculos, mas foi se desconstruindo com as corruptelas naturais da língua, até chegar ao ponto em que chegou. Se um sujeito perde um ônibus e diz "xíííí", ou "ííííííí", na verdade está clamando por Virgem Maria. Acompanhe as sucessivas desconstruções que levaram à versão mínima da expressão da Santa: "Virgem Maria!" - "Virgem!" - "Virgi!" - "Vígi!" - "Víxi!" - "Íxi!" - "Xi!" - "Iíííí" - "Chhhh". Construções mistas também são usuais, como "Vixi Maria" ou "Íxi Maria"". In: http://ciberduvidas.sapo.pt/diversidades/index.html. Uma rápida pesquisa no sistema de busca da Internet sob o título "Vixi Maria" pode trazer dezenas de exemplos nesse sentido.
2Maria Evangelizada e Evangelizadora, Loyola, 1990, p. 239.
3A. MURAD. Maria, Toda de Deus e tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004.
4C. I. GONZÁLES, op. cit., p. 242.
5I. GEBARA, M. C. BINGEMER, Maria Mãe de Deus e Mãe dos Pobres, Vozes, 1987, p. 121
6Nova edição, revista e ampliada, Nota c.
7"O texto não considera o período ulterior e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria, mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem". Ibid., nota h.
8op. cit., p, 113.
9O Rosto Materno de Deus, Vozes, 1995, p. 148.
10Ibid., p. 148.
11op. cit., p. 121.
12Cf. C. BOFF, Mariologia social, Paulus, 2006, p. 476.
13Cf. C. I. GONZÁLES, op. cit., p. 243.
14A. MÜLLER e D. SATTLER, "Mariologia". In: T. SCHNEIDER (Org), Manual de Dogmática, Vol. II, Vozes, 2002, p. 164.
15Ibid., p. 164.
16Conforme formulação logo abaixo.
17Ibid., p. 155.
18Ibid., p. 155.
19C. I. GONZÁLES, op. cit., pp. 244.
20I. GEBARA, M. C. BINGEMER, op. cit., p. 122.
21A. MÜLLER e D. SATTLER, op. cit., p. 156.
22C. I. GONZÁLES, op. cit., pp. 246.
23A. MÜLLER e D. SATTLER, op. cit., p. 156.
24Cf. C. BOFF, op. cit., p. 475.
25L. BOFF, op. cit., p. 150.
26Ibid., p. 149.
27C. BOFF, op. cit., p. 491.
28L. BOFF, op. cit., p. 151.
29Citado em A. MÜLLER e D. SATTLER, op. cit., p. 165.
30L. BOFF, op. cit., p. 154.
31Ibid., p. 155.
32C. BOFF, op. cit., p. 481.
33Ibid., p. 481.
34Ibid., p. 483.
35Cf. Ibid., p. 484.
36Ibid., p. 485.
37Cf. C. I. GONZÁLES, op. cit., p. 242.
38op. cit., p. 116.


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