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25 de abril de 2011

O Cordeiro que liberta e salva


Em todas as missas, antes da comunhão, rezamos ao 
"Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" 
expressão tirada do evangelho da liturgia deste segundo domingo do tempo comum Jo1,29-34.
 Essa oração, repetida três ou mais vezes, indica que quem se une a Cristo por meio da comunhão reconhece e assume também a condição de cordeiro sacrifical disposto a se empenhar pela eliminação dos pecados da humanidade.


A exemplo dos cordeiros imolados no Egito, cujo sangue salvava a família do massacre do "exterminador", Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados que oprimem as pessoas. Em outras palavras, ele é o Cordeiro que salva e conduz para a vida plena e feliz. 
Seu sacrifício traz luz, salvação e paz para a humanidade.


João não conhecia o Messias, mas aos poucos foi percebendo quem era. 
Este é o caminho de todo catecúmeno, ou seja, daquele que se propõe seguir o Mestre: convivendo com os irmãos na fé e aprendendo com a leitura dos evangelhos, com o estudo sobre ele, com os ensinamentos da Igreja, ir conhecendo quem ele é. 
O conhecimento de Jesus se dá aos poucos, é algo progressivo. 
Com o tempo, João descobre a presença do Espírito de Deus em Jesus e a partir daí vai percebendo que Jesus é mais do que o ungido por excelência - o Messias -, éo Filho amado e querido de Deus.


Mediante a missão do seu Filho, Deus se propõe eliminar a opressão que pesa sobre a humanidade. Com sua morte, Jesus será o libertador e o alimento dos seus seguidores. Participando da plenitude que ele possui, seus discípulos também nascerão do Espírito e receberão "a força de vida-amor que os libertará da opressão do pecado".


Fonte: Pe. Nilo Luza, ssp

20 de abril de 2011

Transladação do Santíssimo

A transladação do Santíssimo tem notícias históricas desde o século II. Mas o rito da adoração, na quinta-feira santa entrou na Igreja a partir do século XIII e foi difundindo-se até o século XV.


O que mais impulsionou foi a devoção ao Santíssimo Sacramento, a partir da segunda metade do século XIII, época em que o Papa Urbano IV decretou a festa de Corpus Christi para toda a Igreja (em 11 de agosto de 1264).


Foi, portanto, a prática devocional da eucaristia a principal responsável para a adoração ao Santíssimo na quinta-feira santa, após a missa da Ceia do Senhor.


O rito atual é muito simples e tem o seguinte significado: após a oração depois da comunhão, o Santíssimo é transladado solenemente em procissão para uma capela lateral ou para um dos altares laterais da igreja, devidamente preparado para receber o santíssimo.


Antes da transladação, o sacerdote prepara o turíbulo e incensa o Santíssimo três vezes. Depois, realiza-se uma pequena procissão dentro da igreja, que é precedida pelo cruciferário (pessoa que leva a cruz processional), velas e incenso.


Durante a procissão, canta-se o "Pange Lingua", traduzido em português, "Vamos todos...", exceto as duas últimas estrofes, "tantum ergo" (tão sublime sacramento...) que são cantadas depois da chegada da procissão na capela lateral, onde ficará o Santíssimo.


Após a transladação, a comunidade é convidada a permanecer em adoração solene até um horário conveniente. O significado é de ação de graças pela eucaristia e pela salvação que celebramos nestes dias do Tríduo Pascal.

Ceia do Senhor - Lava-Pés

 Um momento solene
No 13º capítulo do seu Evangelho, João fala sobre     Jesus fraco, pequeno, que terminará sendo condenado e morto na cruz como um blasfemador, um fora da lei ou um criminoso. Até então, Jesus parecia tão forte, havia feito tantos milagres, curado doentes, ordenado que o mar e o vento se acalmassem e falado com autoridade para os escribas e os fariseus.


Ele parecia ser um grande profeta, quem sabe até o Messias. 
O Deus do poder estava com Ele. 
Mais e mais pessoas estavam começando a segui-lo, esperavam que Ele os libertasse dos romanos, resgatando assim, a dignidade do povo escolhido. O tempo da páscoa estava próximo.
A multidão e os amigos dele pensavam:
 "Será que Ele vai se revelar na páscoa? Então, todos acreditarão nele." 
Todos esperavam que algo extraordinário acontecesse. No entanto, em vez de fazer algo fantástico, Jesus tomou o caminho oposto, o da fraqueza, o da humilhação, deixando que os outros o vencessem. 
Este processo de humilhação teve início quando o Verbo se fez carne no seio da Virgem Maria, e continuou visível para os discípulos no lava-pés.
Terminará com a agonia, paixão, crucifixão e morte.


O começo deste capítulo é muito solene:


 "Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado aos seus, que estavam no mundo, amou-os até ao extremo. Começada a ceia, tendo já o demônio posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a determinação de o entregar, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto, e apegando uma toalha cingiu-se com ela." (Jo 13,1-4).


Estas palavras são muito fortes: 


"Jesus, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto..." 
Então, Ele se ajoelhou diante de cada um de seus discípulos e começou a lavar-lhes os pés, em uma atitude de humilhação, fraqueza, súplica e submissão. 
De joelhos ninguém pode se mover com facilidade nem se defender.
João Batista havia dito que ele não era digno nem de desatar as sandálias de Jesus (Mc 1,7). No entanto, Jesus se ajoelha em frente a cada um de seus discípulos.


Os primeiros cristãos devem ter cantado o mistério de Jesus, que se desfez da sua glória e se fez fraco, como encontramos nas palavras de S. Paulo aos Filipenses: 
"O qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido por condição como homem. 
Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,6-8)


Nós estamos frente a um Deus que se torna pequeno e pobre, que desce na escala da promoção humana, que escolhe o último, que assume o lugar de servo ou escravo. De acordo com a tradição judia, o escravo lavava os pés do senhor, e algumas vezes as esposas lavavam os pés do marido ou os filhos lavavam os do pai.


Fonte: Comunidade Shalom

Quinta-feira Santa - Instituição da Eucaristia

Na véspera da festa da Páscoa, como Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 12, 1).


Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus para com a humanidade iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando antecipadamente a manhã da Ressurreição.
Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.


- Ficou, sabendo como O receberiam os homens... e como O recebes tu.
- Ficou, para que O comas, para que O visites e Lhe contes as tuas coisas e, chegando junto do Sacrário e na recepção do Sacramento te enamores mais de dia para dia, e faças com que outras almas - muitas! - sigam o mesmo caminho.


Menino bom: como os amantes da terra beijam as flores, a carta, a recordação dos que amam!...
E tu? Poderás esquecer-te alguma vez de que O tens a teu lado..., a Ele!? - Esquecerás... que O podes comer?


- Senhor, que eu não torne a voar colado à terra!, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol - Cristo - na Eucaristia!, que o meu vôo não se interrompa enquanto não alcançar o descanso do teu Coração!


Santo Rosário, Apêndice, 5º mistério da luz


Comecemos desde já a pedir ao Espírito Santo que nos prepare para podermos entender cada expressão e cada gesto de Jesus Cristo: porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se dar a cada um de nós em alimento da alma, e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.


A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: Nós acreditamos e sabemos que tu és o Cristo, o Filho de Deus. E é essa mesma fé, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João, a aproximar-nos de Jesus e a reclinar a cabeça no peito do Mestre , que amava ardentemente os seus e, como acabamos de ouvir, iria amá-los até o fim.


Tenhamos em mente a experiência tão humana da despedida de duas pessoas que se amam. Desejariam permanecer sempre juntas, mas o dever - seja ele qual for - obriga?as a afastar?se uma da outra. Não podem continuar sem se separarem, como gostariam. Nessas situações, o amor humano, que, por maior que seja, é sempre limitado, recorre a um símbolo: as pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, possivelmente uma fotografia, com uma dedicatória tão ardente que é de admirar que o papel não se queime. Mas não conseguem muito mais, pois o poder das criaturas não vai tão longe quanto o seu querer.
Porém, o Senhor pode o que nós não podemos. Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não nos deixa um símbolo, mas a própria realidade: fica Ele mesmo. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Não nos deixará um simples presente que nos lembre a sua memória, uma imagem que se dilua com o tempo, como a fotografia que em breve se esvai, amarelece e perde sentido para os que não tenham sido protagonistas daquele momento amoroso. Sob as espécies do pão e do vinho encontra-se o próprio Cristo, realmente presente com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade.


É Cristo que passa.


Fonte: texto de São José Maria

Quinta - feira Santa - Benção dos Santos Óleos

Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.


Sempre que houver celebração com óleo, deve estar à disposição do ministro uma jarra com água, bacia, sabonete e toalha para as mãos.
Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.


Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.


O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:


Óleo do Crisma


Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo".
É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. 
Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. 
A cor que representa esse óleo é o branco ouro.


Óleo dos Catecúmenos


Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. 
Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.


Óleo dos Enfermos 


É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como "extrema-unção". 
Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. 
Sua cor é roxa.


Fonte: Diácono Nelsinho Corrêa

Quarta - feira Santa


Procissão do Encontro - Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores


Dentro da Semana Santa, também chamada de “A Grande Semana”, em muitas paróquias, especialmente no interior, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores.


Os homens saem de uma igreja com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres saem de outra igreja com Nossa Senhora das Dores. Acontece então o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre, então, proclama o célebre Sermão das Sete Palavras, que na verdade são sete frases:


1. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34 a);
2. Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43);
3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe. (Jo 19,26-27);
4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! (Mc 15,34);
5. Tenho sede. (Jo 19,28 b);
6. Tudo está consumado. (Jo 19,30 a);
7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23,46 b).


O sacerdote, diante das imagens, faz uma reflexão com estas frases, chamando o povo à conversão e à penitência. O silêncio é grande, já que a imagem de Nosso Senhor dos Passos mostra-o com a cruz às costas.


A expressão dos rostos das imagens é de dor e sofrimento. Algumas imagens de Nossa Senhora das Dores mostram-na abraçada a uma espada, lembrando certamente a profecia de Simeão: “Uma espada de dor te traspassará a alma”.


Quando estive na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, fiquei muito emocionado quando vi a imagem de Nossa Senhora das Dores.
No local onde, segundo a tradição, foi colocado Jesus crucificado, tem um buraco no chão. Onde foi colocada a cruz de Jesus, está embaixo um altar. A gente precisa ajoelhar-se para colocar a mão lá dentro. Imagine a emoção...


Só que antes de chegar a este lugar santo, a gente passa em frente à imagem de Nossa Senhora das Dores. Belíssima... Quem a fez conseguiu como que umedecer o seu rosto, e é como se ela estivesse chorando, mas com o rosto sereno. Sofrido, mas sereno. Chorei muito ao contemplá-la.


É tudo isso que vivemos neste tempo de profunda reflexão.
Nossa fé é pascal, passa pelo sofrimento, morte e ressurreição do Senhor.


Sigamos os passos de Jesus, sempre com Maria.


Fonte: Diácono Nelsinho Corrêa

17 de abril de 2011

Nossas Diretrizes


Todos os nossos artigos, opiniões, crônicas, etc., seguem os fundamentos bíblicos.
 Em função disto tudo, cremos nas seguintes diretrizes:


01 - A Bíblia Sagrada é a revelação divina, verbalmente inspirada pelo Espírito Santo.


02 - Há um só Deus eterno, poderoso e perfeito, distinto em sua trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.


03 - Jesus Cristo, nasceu do Espírito Santo e da Virgem Maria, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; é o único mediador entre Deus e o homem; somente Ele foi perfeito em natureza, ensino e obediência.


04 - Que Jesus, um homem genuíno, viveu nesta terra por trinta e três anos e meio para tornar Deus Pai conhecido aos homens.


05 - Que Jesus Cristo, depois de sepultado por três dias, ressuscitou dos mortos, e que, em ressurreição, tornou-se o Espírito que dá vida para transmitir a Si mesmo para dentro de nós como nossa vida e tudo para nós.


06 - Que após sua ressurreição, Cristo ascendeu aos céus e Deus O fez Senhor de todas as coisas. Derramou o Espírito Santo para batizar seus membros escolhidos, e está se movendo na terra para convencer pecadores, regenerar, habitar e edificar o povo escolhido por Deus.


07 - Que no fim desta era, Cristo voltará para arrebatar os cristãos vencedores, julgar o mundo, tomar posse da terra e estabelecer o Seu reino eterno.


08 - A tarefa da igreja é ensinar a todas as nações, fazendo que o Evangelho produza frutos em cada aspecto da vida e do pensamento, e da salvação das almas.


09 - Que os cristãos vencedores reinarão com Cristo no milênio e que todos os cristãos participarão das bênçãos divinas na Nova Jerusalém, no novo céu e nova terra, pela eternidade.

16 de abril de 2011

Domingo de Ramos - os mesmos que o aclamaram, foram os mesmos que o crucificaram!

 O Domingo de Ramos é a festa litúrgica que celebra a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. É também a abertura da Semana Santa. 
Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. 
Segundo os Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os(discípulos). 
Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho - o simbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel.
 A multidão o aclamava: 
"Hosana ao Filho de Davi!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.


História


A procissão do Domingo de Ramos surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, lembrando os momentos da Semana Santa. 
O costume passou a ser utilizado gradualmente por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos ritos da Semana Santa.


O Rito


A celebração do Domingo de Ramos começa em uma capela ou igreja afastada de onde será rezada a Missa. 
Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. 
Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja principal ou matriz.
Em algumas cidades históricas como: Ouro Preto, Pirenópolis, Resende Costa e São João Del Rei, esta procissão é acompanhada de Banda de Música.
Durante a procissão, os fiéis entoam a antífona:
"Hosana ao Filho de Davi!
Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Rei de Israel, Hosana nas alturas!"
Ao chegar onde será celebrada a missa solene, a festa muda de caráter, passando a celebrar a Paixão de Cristo. 
É narrado o Evangelho da Paixão, e segue a Liturgia Eucarística como de costume.
O sentido da festa do Domingo de Ramos tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intrinsicamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no Domingo, é cruficidado sob o pedido da mesma multidão na Sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa, e também sua solene abertura.

11 de abril de 2011

Os dons do Espírito Santo

Vamos passar à explicação dos sete Dons: 
Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. É preciso compreender cada conceito e o seu significado.


- A Sabedoria é o dom que faz o cristão perceber, intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais. Diz o salmo que o temor de Deus é o princípio da sabedoria.


- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas. O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas. Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: "Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes". Este dom é utilizado unicamente para o bem do penitente.


- O dom do Conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade. O dom do conselho que é dado pelo Espírito Santo não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal mas aconselha somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.


- O dom da Fortaleza é também uma virtude. A virtude é um bem e um dom dado pelo Espírito Santo que diz "não" ao pecado, a uma boa proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher. O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pela pressão do grupo social ou de amigos onde está inserido. Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.


- O dom da Ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia-a-dia a presença e a linguagem de Deus.


Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas. Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o autor da criação, louva o Criador.


- O dom da Piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e gosto de estar com Deus, gosto em rezar e em falar com Deus através da oração.


O dom da piedade faz com que a pessoa não se canse de rezar e se sinta bem a rezar. Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem.


A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas a nível espiritual. Aquele que não reza não percebe, não entende e não vê porque não lhe é permitido ver.


Há pessoas que dizem: "Mas padre, eu rezo tanto!" e eu pergunto: "Como reza?". Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas vossas almas.


É lindo rezar bem. A pessoa sente na alma uma grande paz, suavidade, gozo e alegria.


- O dom do Temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder Quem amamos - o nosso Deus. Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na Sua presença, não quero pecar.


O temor de Deus é um grande dom pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o Seu amor e a Sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.


Desta forma falamos sobre o significado de cada dom e de cada fruto do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de invocarmos e suplicarmos ao Espírito Santo que aumente em nós os Seus dons e frutos, perseverando-nos neles até à morte.


Fonte:Padre Manuel Sabino, Fundador dos Servos do Bom Pastor

O que é o Ramadan?

“Atyab at-tihani bimunasabat hulul shahru Ramadan al-Mubarak. (Árabe)
“As mais preciosas congratulações por ocasião da vinda do Ramadan.” Cumprimento muçulmano.


Ramadan é um mês especial para mais de um bilhão de muçulmanos por todo mundo. É um período para reflexão, devoção a Alá, e auto-controle. Do nascer do sol ao ocaso, cada dia, por 30 dias eles se abstem de comida, bebida, fumo e sexo. A tradição também ordena abstenção de calúnias e fofocas, de usar perfume e até mesmo de ficar irritado ou olhar para alguma coisa ilegal.


O nome Ramadan é derivado da palavra de orígem árabe ramida ou ar-ramad, que denota um calor causticante, aridez, especialmente no solo. Da mesma raiz vem ramdaa, que significa “areia cozida pelo sol” como no famoso provérbio : “Kal Mustajeer minar ramadaa binnar” – “saltar da frigideira para o fogo“. Alguns dizem que é assim chamado porque Ramadan incinera os pecados com as boas obras como o sol queima o solo.


O jejum voluntário é uma recomendação feita aos muçulmanos, mas durante o Ramadan tornou-se uma obrigação. Como o quarto pilar da fé, o Ramadan é provavelmente a mais amplamente praticada de todas as formas muçulmanas de adoração. Todos os muçulmanos que sejam saudáveis e já alcançaram a puberdade são obrigados a jejuar. Para cada dia negligenciado, ou que não possa ser observado devido a doença, viagem, gravidez ou ciclo menstrual , o muçulmano é obrigado a compensar, seja fazendo um outro dia, ou alimentando os pobres. Algumas vezes os ricos pagam para outros jejuarem em seu lugar. Os velhos que estejam fracos ou doentes e aqueles portadores de doença mental não são obrigados a jejuar.


Uma refeição (sahur) é compartilhada na madrugada de preferência o mais perto do amanhecer, e, de igual modo, depois do pôr do sol (iftar), na quebra do jejum. A oração é feita minutos após o ocaso. Por causa do aspecto de que o Ramadan enfatiza aspectos comunitários, é comum entre os muçulmanos tomar o iftar juntos na mesquita da vizinhança e convidar amigos, parentes e vizinhos para as festas do Iftar que acabam tornando-se grandes banquetes.


Durante o Ramadan os muçulmanos são conclamados a fazer orações especiais à noite, chamadas tarawih. Consiste numa seqüência de vinte orações, geralmente feita coletivamente com o recitar do Alcorão completo o mês todo. Os últimos dez dias são considerados os mais importantes especialmente na vigésima sétima noite, Laylat al-Qadr – Noite do Poder ou das Revelações, durante a qual segundo a tradição, ocorreu a primeira revelação do Alcorão a Maomé. Para muitos muçulmanos devotos este período é marcado por uma intensidade espiritual elevada, e eles passam estas noites orando e recitando o Alcorão.


O Ramadan é o nono mês do calendário lunar muçulmano. O começo do mês é baseado numa combinação de observações da lua, e cálculos astronômicos. A prática varia de local para local, de modo que alguns povos baseiam-se totalmente nas observações e outros nos cálculos. O calendário islâmico, sendo onze ou doze dias a menos que o gregoriano, migra entre as estações. O ciclo completo leva em torno de 35 anos. Em 2008 o Ramadan teve inicio no dia 2 de Setembro indo até o dia 2 de outubro.


No final do Ramadan existem três dias de celebração, chamado Eid-ul-Fitr, Festival da Quebra do Jejum.


Todos os anos intercedemos pelos povos muçulmanos ao redor do mundo durante a campanha de 31 dias de oração pelo mundo Muçulmano. No Brasil, a Jocum coordena a campanha através do Projeto Ismael no Rio de Janeiro. Um manual pode ser adquirido, contendo informações e dados para quem deseja saber especificamente sobe o que ora

História do Islamismo

Maomé , História da religião islâmica, doutrinas , Alcorão, Expansão do Império Islâmico, preceitos religiosos,
Festas e lugares sagrados , Divisões do Islamismo, império árabe.


Caaba na cidade de Meca: local sagrado dos muçulmanos


Introdução


A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. A religião muçulmana é monoteísta, ou seja, tem apenas um Deus: Alá.
Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.


Vida do profeta Maomé


Muhammad (Maomé) nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais.
Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.
Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica.
Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.


Livros Sagrados e doutrinas religiosas


O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão.
Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.
A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.


Preceitos religiosos


A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao comportamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve seguir cinco princípios:


- Aceitar Deus como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta;
- Dar esmola (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados;
- Fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, desde que para isso possua recursos;
- Realização diária das orações;
- Jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.


Locais sagrados


Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.


Divisões do Islamismo


Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.

A Maçonaria instituição religiosa?

Citando a Enciclopédia Maçônica:


"Afirmo sem nenhuma hesitação que a Maçonaria é, em todo o sentido da palavra, exceto em uma pelo menos filosófica, eminentemente uma instituição religiosa... Olhe os pontos de referência antigos - cerimônias sublimes, símbolos profundos e alegorias - todos apontando doutrina religiosa, ordenando observância religiosa e ensinando verdades religiosas. E quem pode negar que seja eminentemente religiosa?"
- A maçonaria é uma religião, e é impossível negar isto. O Cristianismo é a única religião verdadeira, e se provarmos que ela não está de acordo com o Cristianismo teremos provado que ela é uma religião falsa e diabólica. A Enciclopédia Maçônica na página 619 diz: "a religião da maçonaria não é o Cristianismo", texto que mostra o Cristianismo como a única religião verdadeira, e que todos os outros fundadores de religiões são "ladrões e salteadores" (João 10,7-10).


II. A Maçonaria classifica o cristianismo como religião fanática


A maçonaria classifica o cristianismo como religião fanática, enquanto gaba-se de sua própria "Universalidade".


O Dr. Alva McLain faz a pertinente pergunta: "Pode um cristão pertencer ou sustentar uma religião que não seja o Cristianismo?"


Ele responde citando Gal. 1,8-9, dizendo que a maldição de Deus é contra qualquer religião que não seja o cristianismo.


"A religião da Maçonaria não é fanática. Ela admite homens de todas as crenças no seu meio hospitaleiro, não rejeitando nem aprovando nenhum por sua fé peculiar. Não é judaísmo, nem cristianismo..." (p. 619).


"Não se mete com crenças fanáticas ou doutrinas, mas ensina a verdade da religião fundamental" (p. 618).


"Se a maçonaria fosse simplesmente uma instituição religiosa, o judeu e o muçulmano, o brâmane e o budista não poderiam conscienciosamente participar de sua iluminação, mas a universalidade é a sua exaltação. Em seu altar homens de todas as religiões podem ajoelhar-se. Na sua crença, discípulos de qualquer fé podem alistar-se" (p.439).


- Nesta citações a Maçonaria coloca-se acima do Cristianismo e de todas a religiões, como a única que tem a verdade universal, além disso coloca o Cristianismo lado a lado com as outras religiões e Cristo lado a lado com o falsos profetas que as fundaram. Isto é uma blasfêmia. Cristo é o Salvador, o Salvador Universal, e o Cristianismo é a verdade fundamental e eterna. (v.: Dn. 7,13-14; Jo. 1,29; 12,32; IJo. 2,2; Fp. 2,9-11).


III. A Maçonaria não confessa a Jesus Cristo como Salvador e Deus


Portanto o deus da Maçonaria não é o Deus Verdadeiro!


O dr. Alva McLain afirma: "A Maçonaria tem um Deus - você não pode ter uma religião sem um deus - e este deus tem um nome. Repetidas vezes na Enciclopédia Maçônica encontram-se as iniciais 'G.A.D.U.'; este é o deus que os maçons adoram no altar deles. Algumas vezes outros nomes são aplicados a ele, mas de acordo com Mackey, 'G.A.D.U.' é o nome técnico maçônico" (p. 310 da Enciclopédia Maçônica).


- Três declarações sobre o Deus Verdadeiro e Seu Cristo:


Há somente um Deus Verdadeiro. Este Único Deus Verdadeiro existe em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, não há três deuses. Há somente um Deus.


Este Único Deus Verdadeiro veio ao mundo em carne e não há outro Salvador além de Jesus Cristo (Jo. 1,1.14; IJo. 5,20; At. 4,12).


O Único Deus não pode ser confessado, honrado, conhecido e adorado sem que isto seja por intermédio de Jesus Cristo (IJo. 2,23; Jo. 5,23).


- Se um homem recusa a confessar e a adorar a Jesus Cristo como Deus, ele está negando ao Deus verdadeiro, é um anticristo (IJo. 4,3).


A Enciclopédia Maçônica diz: "Não há nada nela (Maçonaria) para ofender um judeu" (p. 619).


- O que ofende aos judeus, que por isto tem o cristianismo como blasfemo, é a declaração deste Cristianismo de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Deus (Jo. 10,30-33).


- Portanto, a Maçonaria não confessa o Deus verdadeiro nem o seu Divino Cristo, por isto, podemos declarar à luz da Bíblia que ela nada mais é do que uma Religião Pagã e idólatra. Não há lugar nela para um verdadeiro cristão.


IV. A Maçonaria é uma religião idolátrica, sincretista e pagã
[...]


- Princípio Bíblico: toda adoração e confissão a qualquer deus além do Deus triúno é idolatria (IJo. 5,20-21; ICor. 6,9-10).


A Enciclopédia Maçônica diz: "O germe e núcleo de toda a maçonaria está em ser fundar nos três graus primitivos" (p. 753).


- Aqui cito o livro: "O Que É A Maçonaria" de Curtis Masil. É um livro que tenho em minha biblioteca pessoal, cujas citações são diretamente dele:


"Os 33 graus da maçonaria (segundo o Rito Escocês, o mesmo que domina a maçonaria inglesa, francesa e latino-americana, aonde está incluída a brasileira) são:




Aprendiz
Companheiro
Mestre
Mestre Secreto
Mestre Perfeito
Secretário Íntimo
Intendente Dos Edifícios
Mestre Em Israel
Eleito Dos Nove
Ilustre Eleito Dos Quinze
Sublime Cavalheiro Eleito
Grão Mestre Arquiteto
Real Arco
Grande Eleito
Cavaleiro Do Oriente
Grande Conselheiro (Príncipe De Jerusalém)
Cavalheiro Do Oriente e Do Ocidente
Soberano Príncipe Rosa-Cruz
Grande Pontífice
Venerável Grão Mestre
Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
Cavaleiro Real Machado ou Príncipe Do Líbano
Chefe Do Tabernáculo
Príncipe Do Tabernáculo
Cavaleiro Da Serpente De Bronze
Escocês Trinitário ou Príncipe De Mercy
Grande Comendador Do Templo
Cavaleiro Do Sol ou Sublime Eleito Da Verdade
Grande Escocês De Santo André Da Escócia, ou Grão Mestre Da Luz
Grande Inquisitor, Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro Da Águia Branca E Negra
Grande Juiz Comendador ou Inspetor Comendador
Sublime Príncipe Do Real Segredo
Soberano Grande Inspetor-Geral"




- Nos três primeiros graus, nos quais a Enciclopédia Maçônica está fundada, a própria Maçonaria, tendo neles o seu germe e núcleo, exclui totalmente a pessoa de Cristo.


O Ritual de iniciação na Maçonaria: " Entra-se para uma dessas lojas mediante um rito de iniciação, loja essa que possui, no mínimo, sete membros: o venerável mestre, dois vigilantes, o orador, o secretário, o companheiro e o aprendiz.


O noviço, para torna-se aprendiz, tem de submeter-se a certas provas e meditações, além de responder a certas perguntas e redigir um testamento. Depois, de olhos vendados, é admitido no templo; presta juramento, recebe o avental e um par de luvas.


Um ano depois, pode aspirar a ser eleito companheiro, depois o de mestre, assim em diante." (livro: "O Que é a Maçonaria" - p. 21).


- Toda reunião da Maçonaria começa e termina com oração, só que nenhuma oração pode ser feita em nome de Jesus Cristo, e até as leituras bíblicas são feitas sem mencionar o nome de Cristo, para não melindrar membros de outras religiões não cristãs.


- O nome de Cristo é tirado não só dos três primeiros degraus, como só é permitido a Cristãos se reunirem para falar de Cristo em lugar reservado, no mesmo pé de igualdade com os budistas, maometanos, espíritas, e isto após ter passado pelos 3 primeiros degraus. Isto vai contra a preeminência devida só a Cristo (Col. 1,18).


V. A Maçonaria mutila a Bíblia quando faz citação da mesma


A Enciclopédia Maçônica na p. 271, faz citação de IPed. 2,5: "As passagens da Escritura aqui selecionadas são particularmente apropriadas para esses graus... as passagens feitas com indiferença, mas modificações necessárias do segundo capítulo da primeira epístola de Pedro..."


- Além de dizer que as passagens são citadas com indiferença, ainda fala claramente que foram feitas modificações necessárias. Que modificações foram feitas? Quando a citação é feita por eles, percebemos claramente a ausência do nome de Jesus Cristo, que está naquela passagem, mas que eles apagaram ou não colocaram. Acham que podem ir ao Grande Arquiteto Do Universo sem Cristo (Jo. 14,6).


VI. Para se tornar membro da Maçonaria o fiel tem que desobedecer a Cristo


O juramento exigido pela Maçonaria de ocultar e nunca revelar os segredos da Maçonaria é condenado na Bíblia (Mat. 5,34,35; Tg. 5,12). Os três ritos abaixo estão no livro: "Seitas e Heresias...", de Rdo. F. de Oliv:


O Juramento Do Rito Escocês: "Eu, Fulano de Tal, juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, sem constrangimento ou coação, sob minha honra e segundo os preceitos de minha religião, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus, e perante esta assembléia de maçons... solene e sinceramente jamais revelar os mistérios, símbolos ou alegorias que me forem explicados e que forem confiados, senão a um maçom regular... se eu faltar a este juramento, ainda mesmo com medo da morte, desde o momento em que cometa tal crime, seja declarado infame sacrílego para com Deus e desonrado para com os homens. Amém - Amém."


O Juramento Do Rito Adoniramita: "Neste rito, no momento em que o profano vai prestar o juramento, bebe o gole da taça sagrada: 'Juro guardar o silêncio mais profundo sobre todas a provas a que for exposta minha coragem. Se eu for perjuro e trair meus deveres, consinto que a doçura desta bebida se converta em amargor e o seu efeito salutar em mortal veneno."


O Juramento Rito Francês: "Juro e prometo sobre os estatutos gerais da ordem e sobre esta espada, símbolo de honra, etc. Consinto, se eu vier a perjurar, que o pescoço me seja cortado, o coração e as entranhas arrancadas, o meu corpo queimado, reduzido a cinzas, e minhas cinzas lançadas ao vento, e que minha memória fique em execração entre todos os maçons. O Grande Arquiteto do Universo me ajude!"


A Enciclopédia Maçônica diz: "A obrigação de todo maçom é obedecer ao mandato do mestre" (Obs.: não Cristo e sim, o mestre da loja maçônica).


Deus exige obediência irrestrita e exclusiva a Cristo (Jo. 14,15; IJo. 2,3; At. 5,29).


O rito de iniciação exige indiretamente que o crente renegue a sua fé. Senão vejamos, esta citação do Jornal "O Batista Regular": "Iniciação do Aprendiz:


- (Após umas batidas regulares na porta do templo, diz o guarda do templo ao venerável mestre): 'profanamente batem à porta do templo, Venerável Mestre'.
- (Diz o Venerável): 'Verificai quem é o temerário que ousa interromper nossas meditações...'.
- (Então o maçom que o acompanha, o Experto, responde): 'Suspendei vossa espada, irmão Guarda do Templo, pois ninguém ousaria entrar neste recinto sem vossa permissão'.
- 'Desejoso de ver a luz, este profano vem humildemente buscá-la'".
- Como poderia um crente se chamar a si mesmo de profano e sem luz depois de ter encontrada a Luz de Cristo. Isto implica numa apostasia e negação da fé.


VII. O Caminho de Salvação ensinado pela Maçonaria não é Jesus Cristo


O caminho de Salvação por obras ensinado pela Maçonaria é representado pela escada. Assim diz a Enciclopédia Maçônica: 
"Esta escada é um símbolo de progresso... Seus três primeiros degraus - 
a fé, a esperança e a caridade - mostram-nos os meios como avançamos da terra para o céu, da morte para a vida, do mortal para o imortal. Portanto, seu pé é colocado no andar térreo da loja maçônica, a qual é o tipo do mundo e seu cume a loja, a qual é símbolo do céu" (p. 361).


- A fé, a esperança e a caridade da maçonaria não estão baseadas em Cristo e sim em obras humanas, que jamais poderiam purificar-nos (Ef. 2,8,9; Ap. 1,5,6).


VIII. A Maçonaria é uma grande força ecumênica e ecumenizante


Citação de um trabalho feito pelo Pr. Manoel Moraes e apresentando da AIBREB: "O desenho do templo e das lojas são para representarem o Templo de Salomão. Segundo eles, foi o unificador de todas as religiões... Nas lojas maçônicas cristãs haverá a Bíblia; nas judaicas, haverá o Velho Testamento; nas maometanas, haverá o Alcorão; nas budistas, o Tripitaca etc."


- O "Grande Arquiteto do Universo" é a expressão mais ecumênica que pode existir. afirmam que todas as religiões têm pontos em comum... tanto Hermes, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo e Maomé; todos foram mensageiros da verdade única, e através de suas mensagens puderam dar um evangelho de união, de fraternidade para que amando o próximo a alma se religue entre si e o o Supremo.


- Este ecumenismo da maçonaria é semelhante ao que dará origem a Grande Igreja Apóstata do Fim dos Tempos, chamada de a Grande Meretriz (Apoc. 17,18)[sic!]. A ordem para maçons que se convertem é está: "...retirais-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices dos seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos" (Apoc. 18,4).


Conclusão


Não tratamos de todos os assuntos acerca da Maçonaria, pois alguns julgamos de menor magnitude, tais como: o seu aspecto histórico, muito cercado de lendas e folclore; o seu aspecto filantrópico, que beneficia quase que exclusivamente os seus próprios membros; a sua norma de não permitir a entrada de mulheres, se bem que já existe maçonaria só para mulheres; a descrição e explicações de todos os seus símbolos e sinais herdados do paganismo Egípcio e Babilônico; a sua predição pelo esoterismo e coisas do oriente.


No Entanto o que aqui ficou registrado é suficiente para nos deixar indesculpáveis:


É nosso dever estar preparados a responder com mansidão a razão da nossa fé, especialmente aqueles que a contradizem (IPed. 3,15).


Muitos se deixarão enganar pelo brilho reluzente do falso anjo de luz, comandante dos falsos ministros de justiça, fundadores e seguidores de falsas religiões (IICor. 11,13-14).


Muitos estão na dúvida se a maçonaria é ou não um lugar para cristãos. Acredito que este estudo ajudá-los-á a sair da dúvida. É o nosso desejo e oração (Jud. 22,23).


Depois do exposto temos certeza que ficamos livres do sangue de toda aquele que se tornar cúmplice dos pecados da maçonaria e participante dos seus flagelos (Esd. 3,19-21).


Fontes de pesquisas usadas neste estudo:
- A Bíblia Sagrada;
- Resumos, análises e aplicações do estudo: "A Maçonaria Livre e a Cristandade", do dr. Alva J. Mclain. O dr. Alva Maclain deixa que a Maçonaria seja justificada ou condenada por suas próprias palavras conforme Mat. 12,37. Cita trechos da Enciclopédia Maçônica por Albert G. Mackey (tido como a maior e mais conceituada autoridade sobre Maçonaria, sendo inclusive maçom no 32º grau, escritor de muitos livros sobre a maçonaria, sendo a enciclopédia de mil páginas a sua obra prima, a qual dedicou 30 anos de sua vida).
- O livro: "Haja Luz" - tradução de Mário Amaral Novais. Com vários testemunhos de importantes homens de Deus sobre a Maçonaria.
- O livro: "O Que É A Maçonaria" - autor: Curtis Masil (Adepto da maçonaria).
- O livro: "Seitas E Heresias, Um Sinal Dos Tempos" - autor: Raimundo F. de Oliveira.
- O livro: "Religiões, Seitas E Heresias" - autor: J. Cabral.

Usaremos em grande medida o método do Dr. Alva J. Mclain: Deixar a Maçonaria falar e depois mostrar como a Bíblia a contraria, não deixando para o autêntico cristão outra alternativa a não ser não ter nada com ela e ainda denunciar os seus erros. 


O Que é Maçonaria?


A Maçonaria, Ordem Universal, é constituída por homens de todas as raças e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para o aperfeiçoamento da Sociedade Humana. 
É fundada no Amor Fraternal e na esperança de que, com amor a Deus, à pátria, à família e ao próximo, com tolerância e sabedoria, com a constante e livre investigação da Verdade, com a evolução do conhecimento humano pela filosofia, ciências e artes, sob a tríade da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e dentro dos Princípios da Moral, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a felicidade geral e a paz universal.




Desse enunciado deduz-se que:


I - a Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo;


II - a Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância;


III - a Maçonaria é acessível aos homens de todas as raças, classes e crenças, quer religiosas quer políticas, excetuando as que privem o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional;


IV - a Maçonaria Simbólica compõe-se de três Graus universalmente reconhecidos e adotados: Aprendiz, Companheiro e Mestre;


V - a Maçonaria adota a Lenda do Terceiro Grau;


VI - a Maçonaria, além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa:


a) obedecer às leis democráticas do País;
b) viver segundo os ditames da honra;
c) praticar justiça;
d) amar o próximo;
d) trabalhar pelo progresso do homem.


VII - a Maçonaria proíbe discussão político-partídaria e religioso-sectária em seus Templos;


VIII - a Maçonaria adota o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso, considerados como suas Três Luzes Emblemáticas, que deverão estar sobre o Altar dos Juramentos.
A par dessa definição e da declaração formal da aceitação dos "Landmarks", codificados por Albert Gallatin Mackey, proclama, também, os seguintes princípios:


I - amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;


II - praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;


III - praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas, fortalecendo os laços de fraternidade;


IV - defender os direitos e as garantias individuais;


V - considerar o trabalho lícito e digno como dever do homem;


VI - exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;


VII - exigir tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;


VIII - lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos;


IX - combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.
Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos.


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