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30 de agosto de 2010

A função litúrgica do comentarista


A Instrução o chama de “comentador” (comentarista) no número 105b: “Incumbido de fazer aos fiéis, se for oportuno, breves explicações e admonições, a fim de os introduzir na celebração e os dispor a compreendê-la melhor". E adverte: "As admonições do comentador devem ser cuidadosamente preparadas e muito sóbrias. No desempenho da sua função, o comentador deve colocar-se em lugar adequado, à frente dos fiéis, mas não no ambão”.


Essa função é dispensável em grande parte das assembleias que já estão bastante familiarizadas com a Missa atual. Explicações, neste caso, tornam-se inoportunas.


A Instrução indica apenas as admonições que competem ao sacerdote: a admonição inicial, após o sinal da cruz e a saudação; antes da Oração dos fiéis e antes do Pai-nosso. A análise atenta mostra ainda mais: alguns "comentários" quebram o ritmo normal da Liturgia, por exemplo, no caso citado da admonição inicial, quando o comentarista faz seu "comentário" (às vezes mini-homilias) e logo em seguida o padre também faz esta admonição inicial, que lhe compete, repetindo e cansando os fiéis.


Os lugares costumeiros de se ouvir "comentários" são no início da celebração, antes da Liturgia da Palavra e antes da Liturgia Eucarística. Outros incham ainda mais a celebração colocando "comentários" antes de cada leitura e evangelho e antes da comunhão. Vejamos como são de fato estas passagens na Instrução Geral do Missal Romano (da admonição inicial já falamos acima):


- Antes da Liturgia da Palavra:"128. Terminada a oração coleta, todos se sentam. O sacerdote pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na liturgia da palavra".


- Entre as leituras: Não há esta referência. "Pode então observar-se, se for oportuno, um breve espaço de silêncio, para que todos meditem brevemente no que ouviram". Antes do Evangelho também não há espaço: "131. Depois (da leitura) todos se levantam e canta-se o Aleluia".


- Antes das preces: "138. Terminado o Símbolo (Creio), o sacerdote, de pé junto da cadeira, de mãos juntas, convida os fiéis à oração universal com uma breve admonição".


- Antes da Liturgia Eucarística: Não há espaço. "139. Terminada a oração universal, todos se sentam, e começa o cântico do ofertório".


- Antes do Pai-nosso: "152. Terminada a Oração eucarística, o sacerdote, de mãos juntas, diz a admonição que antecede a oração dominical".


- Antes da Comunhão: Não há comentário, sequer espaço de silêncio. "159. Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, começa-se o canto da Comunhão".


Vemos assim que a função litúrgica do animador hoje estaria reduzida talvez a ler as intenções particulares antes da Missa e, quem sabe, dizer os avisos e convites após a Missa. Algumas grandes celebrações, principalmente campais, podem carecer de algumas intervenções de um animador. Foi muito importante, sem dúvida, nos tempos imediatamente posteriores à reforma litúrgica da década de 60, em que o povo certamente estranharia uma nova forma de celebrar se não tivesse a ajuda de alguns comentários. Hoje, porém, os tempos são outros
A Dança Litúrgica


Jesus nos deu uma ordem: "Ide e pregai o evangelho", é para isto que devemos usar as nossas habilidades.
A dança é para expressar, louvar e adorar a Deus e impactar o mundo com nossa expressão corporal chamando-o para o reino.
"Porque fostes comprados por alto preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo". (I Coríntios 6:20).
Dançar é definido como uma manifestação instintiva do ser humano. Antes de polir a pedra e construir abrigos, os homens já se movimentavam ritmicamente para se aquecer e comunicar.
Considerada a mais antiga das artes, a dança é também a única que dispensa materiais e ferramentas. Ela só depende do corpo e da vitalidade humana para cumprir sua função
Dança, em sentido geral, é a arte de mover o corpo seguindo uma certa relação entre tempo e espaço, estabelecida graças a um ritmo e a uma composição coreográfica.
Toda vez que nos colocamos perante a igreja para ministrar com dança, é como se nosso coração tivesse uma expectativa de saber como Deus irá receber o nosso louvor. Cada vez que entramos na presença do Senhor, tudo parece novo e sua presença sempre nos traz coisas novas.
Devemos lembrar também que há um grande mover de Deus nas artes nesses últimos tempos, com a restauração da espontaneidade e expressividade no meio da Igreja. A expressão do nosso coração nos dá a oportunidade de chegarmos a Deus com todo o nosso ser, com tudo o que temos e o que somos, afinal somos livres pela graça de Jesus!
Uma condição essencial e obrigatória para o ato da adoração é a santidade. Não há nada que agrade tanto o coração do Pai do que uma adoração sincera, verdadeira e pura. A dança também pode expressar este tipo de adoração
Muitas vezes não entendemos que Deus criou todas as coisas, e não "só algumas" e todas as coisas são para o reino Dele. Às vezes costumamos limitar a presença de Deus em nosso meio achando que Ele se manifesta da maneira como pensamos ou queremos. Assim impomos situações e criamos preconceitos, sem saber que Deus pode receber o nosso louvor independente da arte que está sendo utilizada (música, dança, mímica, teatro etc).
A dança é uma possibilidade de linguagem. Na Bíblia podemos encontrar inúmeras citações sobre a dança usada para o louvor e nos momentos de celebrações. O povo de Deus, no Antigo Testamento, por exemplo, dançava em suas festas com expressão de júbilo e agradecimento diante do Senhor. No livro de Samuel podemos observar que Davi adorava a Deus com todas as suas "forças" e é assim que temos que adorar a Deus, com todas as nossas forças. Foi o mesmo Davi que dançou e saltitou alegremente quando a Arca chegava em Jerusalém.

MÚSICA LITÚRGICA


Quando uma música é litúrgica ou não? Quem nos responde é o próprio Concílio Vaticano II, em 1963. Há 40 anos, portanto. No capítulo VI da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, dedicado à música sacra, o Concílio nos ensina o seguinte: "A música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados" (n.º 112). Como se vê, o Concílio diz que a música sacra será tanto mais santa, isto é, litúrgica, "quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica".


Este é o critério fundamental para discernir se uma música é litúrgica ou não. Em outras palavras, ela (a música) é litúrgica quando está a serviço do mistério de Deus que se celebra na liturgia. Vamos repetir: a música é litúrgica na medida em que estiver intimamente ligada à ação litúrgica. E, no caso da missa, o que é uma ação litúrgica? São as diferentes ações que se realizam para celebrar o mistério de Deus em Cristo: procissões (entrada, ofertório, comunhão), ritos iniciais, proclamação da Palavra, proclamação da Oração Eucarística, comunhão, despedida, etc.


Então, uma música é litúrgica na medida em que expressar o mistério de Deus celebrado em cada uma dessas ações, sem esquecer também do tempo em que estamos (Advento, Natal, Quaresma, Tempo Pascal, Tempo Comum, Festa especial do Senhor, de Maria ou outro santo). Por exemplo, qual é o mistério de Deus que celebramos no momento de iniciar a celebração? É o mistério do Deus que nos acolhe em sua casa, nos reúne em comunidade (em assembléia) para nos comunicar sua Boa Nova e sua Vida, na Palavra proclamada e na Eucaristia celebrada.


A música deve expressar, de alguma maneira, o mistério deste Deus e a nossa oração a este Deus "hospitaleiro"; nos ritos iniciais, a música deve expressar o Deus que nos reúne e nos prepara para ouvir a sua Palavra e participar da sua Ceia. Na liturgia da Palavra, a música deve expressar o mistério de Deus que fala ao seu povo reunido, e da assembléia que fala para Deus. No ofertório, a música que acompanha a ação litúrgica deve expressar, de alguma maneira, o mistério de Deus que nos reúne em torno à sua mesa para celebrar a Eucaristia e, ao mesmo tempo, o mistério da assembléia que se coloca como oferta para Deus.


Na comunhão, a música deve expressar o mistério de Deus que entra em comunhão conosco, para entrarmos também nós em comunhão uns com os outros, em favor da vida. E assim por diante... Assim sendo, com base nesses critérios emanados pela Igreja na Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II, aponto a seguir, para os músicos de nossas comunidades, algumas orientações práticas importantes.


ORIENTAÇÕES PRÁTICAS


Em primeiro lugar, os músicos devem ter sempre em mente que são parte da assembléia. Por isso, não devem tocar nem cantar "para" a assembléia, mas "com" a assembléia. Seu papel (isto é, tocando e cantando "com" o povo presente) é dar apoio à assembléia centrada naquilo que se celebra na liturgia. O centro (no caso da missa) é a mesa da Palavra e o altar, a Palavra proclamada e o sacrifício de Cristo. Por isso, junto com a assembléia, os músicos celebrem (tocando e cantando) aquilo que acontece na mesa da Palavra e no altar do Senhor. E não outra coisa!


Conseqüentemente, que os músicos toquem e cantem (como a assembléia faz) com a atenção voltada para a Palavra e para o altar. Por isso, fiquem mais voltados para este centro de atenção, e não simplesmente "de frente" para a assembléia (como se estivessem tocando e cantando "para" o povo). Importantíssimo: os músicos tomem muito cuidado para não "roubar a cena" do mistério que se celebra na mesa da Palavra e na mesa da Eucaristia. Sua atuação deve antes "convergir" e levar a "convergir" para este centro. O estilo show "rouba a cena" (tira a atenção!) daquilo que é central na celebração. Isso não deve acontecer.


O mistério de Deus é o mais importante. E mais: cantem e toquem músicas que "batem" realmente com a ação litúrgica que se realiza e com o momento (e época) da celebração. Não é qualquer música, só porque é "bonita"... Como diz o Concílio, tem que ser música que esteja "intimamente ligada com a ação que se realiza". E ainda: dentro do princípio de que a música deve estar intimamente ligada à ação litúrgica, quando termina a ação, cessa também a música. Finda a procissão de entrada, ou de ofertório, ou de comunhão, pára também a música. Nada de "espichar" o canto com as restantes estrofes que sobram.


Pois a finalidade da música sacra é acompanhar (solenizar) a ação litúrgica, celebrando o mistério. Outra coisa muito importante: evitem fazer muito barulho! Já está mais que provado: o mistério de Deus, a gente o sente é na suavidade, na calma, na serenidade, no silêncio. Por isso, os músicos - na arte de tocar e cantar - devem deixar, em primeiro lugar, o mistério de Deus "aparecer"! E é no silêncio que ele se manifesta. Por isso, privilegiem a maneira suave e silenciosa de tocar e cantar. Enfim, uma última sugestão: a música litúrgica deve ter sempre um caráter orante. Por isso, os músicos devem cantar e tocar na liturgia com espírito de oração. Orando! Sua música deve ser oração em forma de sons e acordes. Canto, sons, e acordes, tudo oração.
Santo Agostinho - 28 agosto

Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.


Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.


Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.


O seu processo de conversão recebeu um "empurrão" quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: "Toma e lê", e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:"...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo...não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências".


Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de "perder" sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.




Santo Agostinho, rogai por nós!

27 de agosto de 2010

Santa Mônica - Viúva

Comemoração: 27 de agosto



Sabemos pouco sobre a infância de Santa Mônica; muito do que nos chegou sobre sua vida foi através das "Confissões" de Santo Agostinho, seu filho. Ela nasceu em Tagaste, Algéria, em 332. Casou-se cedo com Patrício; ele era pagão e tinha um temperamento violento. A vida de casada de Mônica era muito difícil, seu marido se aborrecia com suas orações. Muitas mulheres de Tagaste tinham problemas em casa e Mônica, com sua doçura e paciência, era um exemplo para elas.


O casal teve três filhos: Agostinho, Navigius e Perpétua. Nenhum deles foi batizado enquanto pequeno. Agostinho lhe dava muitos problemas e foi mandado para Madaura para estudar. Ela teve uma compensação: a conversão de seu marido, que morreu logo depois. Santa Mônica decidiu não se casar novamente. Nesse ínterim, Agostinho foi seguir seus estudos em Cartago, onde aderiu à seita dos maniqueus.


De volta em casa, Agostinho levanta proposições heréticas e sua mãe o expulsa, mas ela volta atrás. Santa Mônica vai se aconselhar com um bispo, que a ajuda a perceber que o tempo da conversão de Agostinho ainda não tinha chegado.


Agostinho viaja escondido para Roma e sua mãe o segue. Quando ela chega, ele já tinha partido para Milão e ela continua em seu percalço; chegando, ela conhece o bispo de Milão, Santo Ambrósio, que contribui para a conversão de Santo Agostinho em 386. Agostinho é batizado no ano seguinte, na igreja de São João Batista, em Milão. Ainda em 387 resolvem voltar à África e Santa Mônica morre na viagem, em Ostia, perto de Roma, onde é enterrrada.


Santa Mônica fica como esquecida durante anos até que, no século XIII, seu culto começa a se espalhar e, no calendário da Igreja, foi marcado o dia 4 de maio, véspera da conversão de seu filho, para se realizarem festas em sua homenagem. Em 1430, o Papa Martinho V ordenou que suas relíquias fossem levadas para Roma e muitos milagres aconteceram no caminho, consolidando o culto da santa. O arcebispo de Rouen, Cardeal d'Estouteville, construiu uma igreja em Roma em honra a Santo Agostinho e depositou as relíquias de sua mãe em uma capela à esquerda do altar principal. O Ofício de Santa Mônica só entrou no Breviário Romano no século XVI.


Em 1850 foi criada na Notre Dame de Sion, em Paris, uma associação de mães cristãs com o patronato de Santa Mônica, com o objetivo de fazer orações mútuas por maridos e filhos. Esta associação foi elevada a arquiconfraria em 1856 e se espalhou rapidamente pelo mundo católico, com filiais em Dublin, Londres, Liverpool, Sidney e Buenos Aires.


Oração:


(para pedir a conversão de um filho)


Ó Santa Mônica, que pela oração e pelas lágrimas, alcançastes de Deus a conversão de vosso filho transviado, depois santo, Santo Agostinho, olhai para o meu coração, amargurado pelo comportamento do meu filho desobediente, rebelde e inconformado, que tantos dissabores causou ao meu coração e a toda a família. Que vossas orações se juntem com as minhas, para comover o bom Deus, a fim de que ele faça meu filho entrar em si e voltar ao bom caminho.


Santa Mônica, fazei que o Pai do Céu chame de volta à casa paterna o filho pródigo. Dai-me esta alegria e eu serei sempre agradecido(a).


Santo Agostinho, rogai por nós. Santa Mônica, atendei-me. Amén.

25 de agosto de 2010

Espaço Liturgico

Antigamente o Altar que era um só,  e começa a se multiplicar em Altares laterais para Santos de acordo com cada devoção.
No 1º Milênio celebrava a Eucarístia.
No 2º Milênio não Celebrava, não Commungavam, apenas Adoravam a Eucarístia, pois tiraram a comunhão.
As grandes procissões do Santíssimo foram tiradas dessa època.
Com essa Tipologia de Espaço é que fomos colonizados.
Igrejas de Missas são bonitas, mas não são próprias para celebração pois têm muitas divisões.
O Concilium Vaticano II vem recuperar a Celebração do Memorial Mistério Pascal e Assembléia toda Reunida.
A construção da Igreja deve ser conforme sua Época!
Cristo está Presente: - na comunidade - na palavra.

- É menos conveniente que usem o Ambão:

- O Comentarista,o cantor ou o diregente do coral.
- No Ambão são proferidas Leituras, Salmo, Preconio Pascal, se for conveniente a Homilia e a Oração Universal.
- O mais correto seria olhar para o Leitor.

- O Comentarista: não deve tentar explicar nem Celebração.
- Os Símbolos falam tudo.
- O lugar dos fíéis: é lugar da comunidade, lugar comodo, de forma que estejam unidos, pois todos são co-celebrantes.
- Vestes Nobre: pelo corte e pelo tecido foram copiadas de roupas de teatro do 1º Milênio; Não precisa tanto símbolo!
- Roupa dos Ministros da Eucaristia: Não deve ser jaleco, nem precisa do Cálice bordado na roupa, isso tudo é demais!
- Epécies do Pão e do Vinho são muito forte dentro de um Único Cálice é de um mesmo Pão que Comungamos.
- A Hóstia deveria se parecer com Pão!
- Sobre o Altar deve haver ´so Pão e Vinho.É a mesa do Senhor, Centro da Ação de Graças.
- O Altar deve ser Fixo e afastado da parede a fim de ser facilmente Circundado e nele se possa Celebrar para Frente do povo.
- O Santissimo deve ficar numa Capela, que ofereça Oração Particular.
- É errado Comungar e ir para o Santissimo, pois já está com Jesus dentro de você, a porta do sacrário está aberta e não tem mais nada ali, é que questão de racíocinio, a caixa está Aberta e Vazia.
- É errado não Consagrar a Hóstia que iremos comungar na Hora ( buscam no sacrário ).
- O Cordeiro é para a Hora de Partir o Pão.
- Altar: nada de mármore, fórmica deve ser de Pedra.
- Altar  deve ser Ungido, Incensado, Vestido mesmo fora da celebração o Altar deve-se manter o respeito com altar.
- As monjas preparam o altar na hora.
- O Padre na Celebração é Cristo ele ocupa um lugar que não é de honra nem pretigio é Presidente, de Servo.
- A cadeira tem  que combinar com o Ambão com o Altar tem que ser do mesmo material.
- Fonte Batismal: A Fonte recebe a Benção, a água lembra: morre com Cristo e nasce com Cristo.
- Iconografia: Imagens; não haja mais de uma imagem do mesmo Santo, na Justa ordem: 1º Cristo; 2º Maria; Santos.
- As imagens de Santos que se colocam na comunidade consentiu.
- A igreja deve ser pintada da cor que combina com o que vai dentro dela.   



  

22 de agosto de 2010

A  Importância da Santa Missa

Dizia São Bernardo:


"Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece assistir devotamente uma só Missa (na igreja), do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a Terra".


Também disse São Tomás de Aquino:


"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece à Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor.A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor."


E São João Maria Vianney disse:


"Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por Ter nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da divina misericórdia.A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade; de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece."


Dizia Santo Agostinho:


"Na hora da morte, as Missas à que houveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa, é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor.Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.Diminui o império de satanás sobre ti mesmo. Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte.Será ratificada no Céu a bênção que do Sacerdote recebes na Santa Missa."


E São Francisco de Assis dizia:


"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Eucaristia e deslumbrado por essa clemência tão caridosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta , para quem, podendo assistir a uma Missa, não o faz."


Também disse São Boaventura:


"A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz."


São Lourenço disse:


"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa."


E São Jerônimo dizia:


"Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário.Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória."


Também Santa Matilde:


"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade."


E afirmava São João Crisóstomo:


"Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos."


Então como devemos ASSISTIR a Santa Missa?


Padre Pio de Pietrelcina responde:


"Como assistiam no Calvário Nossa Senhora e São João, renovando a fé, meditando na Vítima que se oferece para nós.Nunca deixa o altar sem derramar lágrimas de arrependimento e amor a Jesus.Escutem a Virgem que vos fala e vos acompanhará"


É errado rezar o Santo Rosário durante a Santa Missa?Isso impede de ouvirmos com fruto a Santa Missa?

Responde o Papa São Pio X:


"A recitação destas orações não impede ouvir com fruto a Missa, desde que haja um esforço possível de seguir as cerimônias do Santo Sacrifício".E "É coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos" (CATECISMO MAIOR DE SÃO PIO X - Terceiro Catecismo Da Doutrina Cristã; nº 667 - 668)

20 de agosto de 2010


Jesus, a verdade que nos liberta



“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” Jo 14, 6a


Quero partilhar com vocês uma Palavra que recebemos do Senhor já por duas vezes, uma vez em momento de oração com a liderança dos estados num dos encontros regionais, a outra vez quando intercessores oravam pela Renovação de todo o Brasil. Esta Palavra encontra-se no livro do Apocalipse, capítulo três, versículos dezessete e dezoito: “Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios,de nada necessito – e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico;roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a tua nudez; e um colírio para ungir os olhos para que possas ver claro.” Esta passagem parece descrever a situação em que muitos de nós ou aqueles que amamos se encontram, ou seja, cegados pela ilusão deste mundo, cegados pelas mentiras de Satanás e, portanto, cegos para a Verdade que pode nos libertar.


Jesus que disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” também disse que conheceríamos a verdade e ela nos libertaria. A moção que recebemos ao orar com essa passagem do livro do Apocalipse, foi de pedirmos a Jesus para nos libertar na sua Verdade, pois talvez tenhamos nos desviado do caminho que conduz à vida e, por esse motivo, enfrentamos tantas dificuldades, problemas, conflitos. Sentimos a moção de dizer a seguinte jaculatória diante de doenças, de vidas perdidas nas drogas, ou no pecado, ou diante de problemas de relacionamento, ou de situações de injustiça, ou de medo, ou de desânimo: “JESUS, LIBERTA-NOS NA TUA VERDADE!”. A Verdade é Jesus, ao clamar pela sua verdade estamos dizendo que aquela situação ou pessoa está sob o Senhorio de Jesus, está lavada no seu sangue, está redimida por Ele e será liberta por Ele. Ao clamar pela Verdade, que é Jesus, estamos pedindo ao Senhor para desmascarar toda mentira, dissimulação e engano que o inimigo de Deus e nosso está sempre querendo semear na nossa vida. Ao clamar pela Verdade, estamos pedindo a Jesus, a verdadeira luz que ilumina todo homem, que venha iluminar a nossa vida ou a vida daqueles por quem estamos clamando.


A Palavra, no livro do Apocalipse, diz que podemos receber de Deus uma unção para enxergarmos claro, uma unção que permite identificar os erros, os enganos, as ilusões nas nossas vidas. Ao clamarmos: “Jesus, liberta-nos na tua verdade!”, estamos pedindo para o Senhor nos dar essa unção e podermos, assim, ser libertos, nós mesmos ou aqueles por quem orarmos.


Peçamos também a Deus que venha nos assistir com a sua graça para que tenhamos a coragem de mudar e nos convertermos nos pecados e erros que sua verdade vai desmascarar
Quando precisamos de paz



“A palavra de Deus faz calar o vento,
Só com o seu pensar apazigua o abismo” (Eclo 43, 25)


Quando precisamos de paz

Muitas vezes nos encontramos em situações que nos roubam a paz: problemas na família, problemas de relacionamento, conflitos, desavenças, problemas de consciência porque agimos mal, problemas financeiros, problemas no trabalho e muitas outras situações difíceis.


Diante da dificuldade e sempre que o nosso coração estiver angustiado, temos dois caminhos a seguir. Um deles é clamar a Deus para que Ele entre no nosso coração e o restaure com a sua paz e nos dê forças, o outro caminho é entrar na murmuração, ou na condenação dos outros, ou a autopiedade e veremos o desânimo e a tristeza se instalarem definitivamente em nossa vida.


Se nos voltamos para o Senhor, clamando por sua misericórdia e o seu perdão, se nos colocamos humildemente na sua presença, reconhecendo nossa fraqueza, então o Senhor nos ajuda. É como diz o texto do Eclesiástico citado acima, com o seu pensamento Deus pode apaziguar o abismo e a sua palavra faz calar o vento. Se diante das dificuldades nós enxergarmos uma oportunidade para nos convertermos, nos voltarmos mais para o Senhor, entramos na sua paz, entramos na sua presença e somos apaziguados, somos confortados, os ventos e as tempestades interiores que são a angústia, o desespero, a tristeza, a mágoa, o ressentimento, todos desaparecem. Podemos sempre orar para que o Senhor mude as situações que não estão bem e arranque todo o mal da nossa vida.


Um dia, em março de 2009, orávamos para que o Senhor acolhesse nossas angústias e nos desse a sua paz. Assim falou o Senhor em profecia como resposta à nossa oração: “Quereis paz para as vossas vidas, por isso vos digo: fazei a renúncia de toda impiedade que existe em vossos corações, colocando todos os vossos maus desejos e maus pensamentos e todos os julgamentos aos pés da minha cruz. Fazei o que tendes para fazer com alegria, com louvor no coração e Eu estarei junto convosco, auxiliando-os em tudo. Estaremos juntos em tudo o que fizerdes com amor e com perdão no coração, pensando em mim, fazendo o bem. Defendei uns aos outros para estardes comigo que sou o advogado de defesa e nunca vos acuseis mutuamente para não ficardes à mercê do acusador que vos roubará a paz. Vos dou um direcionamento: Nada fazei que deixe peso na alma. Sede bons e leais. Assim tereis a paz.”


Enquanto reescrevo essa profecia sinto que ela pode ser resumida no direcionamento indicado: “NADA FAZEI QUE DEIXE PESO NA ALMA, SEDE BONS E LEAIS. ASSIM TEREIS A PAZ.”

O Dever do Descanso

                                              
É pecar contra a lei de Deus não descansar!


O grande Santo Agostinho, visualizando a experiência do Paraíso, disse que na eternidade haverá louvor, oração, amor e descanso (“laudabimus, orabimus, amabimus, vacabimus”). Feitos para glorificar a Deus, no louvor e na oração, desde já nos realizamos como pessoas. E cantar, ensina o mesmo santo, é próprio de quem ama. Quem louva, reza e ama a Deus e ao próximo é feliz. E daí encontra as condições para o adequado descanso. Para os cristãos, o dia do Senhor, chamado Domingo, é dedicado a celebrar o mistério pascal de Cristo, ao descanso, à família e à solidariedade. Neste dia, de modo especial, queremos antecipar as realidades esperadas para a eternidade, dentre elas o descanso. E outras ocasiões, especialmente as justas merecidas férias, são oportunidades preciosas para um adequado repouso, que nos dê condições para rezar melhor, louvar a Deus e querer e fazer o bem, no amor ao próximo. É sabido que pessoas agitadas e cansadas acabam dando guarida em seu interior a sentimentos destinados a transformá-las em presenças agressivas em suas famílias e na sociedade.


"A ligação entre o dia do Senhor e o dia do descanso na sociedade civil tem uma importância e um significado que ultrapassam o horizonte propriamente cristão. De fato, a alternância de trabalho e descanso, inscrita na natureza humana, foi querida pelo próprio Deus, como se deduz do texto da criação no livro do Gênesis (cf. 2,2-3; Ex 20,8-11): o repouso é coisa sagrada, constituindo a condição necessária para o homem se subtrair ao ciclo, por vezes excessivamente absorvente, dos afazeres terrenos e retomar consciência de que tudo é obra de Deus. O poder sobre a criação, que Deus concede ao homem, é tão prodigioso que este corre o risco de esquecer-se que Deus é o Criador, de quem tudo depende. Este reconhecimento é ainda mais urgente na nossa época, porque a ciência e a técnica aumentaram incrivelmente o poder que o homem exerce através do seu trabalho. Importa não perder de vista que o trabalho é, ainda no nosso tempo, uma dura escravidão para muitos, seja por causa das condições miseráveis em que é efetuado e dos horários impostos, especialmente nas regiões mais pobres do mundo, seja por subsistirem, mesmo nas sociedades economicamente mais desenvolvidas, demasiados casos de injustiça e exploração do homem pelo homem.


Quando a Igreja, ao longo dos séculos, legislou sobre o descanso dominical, teve em consideração sobretudo o trabalho dos operários, certamente não porque este fosse um trabalho menos digno relativamente às exigências espirituais da prática dominical, mas porque mais carente duma regulamentação que aliviasse o seu peso e permitisse a todos santificarem o dia do Senhor. Nesta linha, Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum apontava o descanso festivo como um direito do trabalhador, que o Estado deve garantir" (João Paulo II, Carta Apostólica Dies Domini n. 65-66).


Muitos de nós falham com os próprios deveres quando não vivem o domingo em suas diversas dimensões e quando não se dedicam ao necessário descanso. Sim, é pecar contra a lei de Deus não descansar! Queremos entrar numa escola de repouso, descanso, férias! Outros não sabem descansar. O descanso, para não se tornar vazio nem fonte de tédio, deve gerar enriquecimento espiritual, maior liberdade, possibilidade de contemplação e comunhão fraterna. Os fiéis hão de escolher, de entre os meios da cultura humana e as diversões que a sociedade proporciona, aqueles que estão mais de acordo com uma vida segundo os preceitos do Evangelho (Cf. Dies Domini 68).


A volta para casa, num final de domingo, assim como o retorno de um período de férias em nossas magníficas praias nunca sejam marcados pelo remorso suscitado pela entrega aos vícios, nem pelos acidentes de trânsito, mas cheios de alegria e disposição. Há uma grande tarefa a ser vivida pelos cristãos e pela Igreja, no meio da sociedade, onde nos cabe defender o primado absoluto de Deus e também a primazia e a dignidade da pessoa humana sobre as exigências da vida social e econômica, antecipando de certo modo os novos céus e a nova terra, onde a liberdade será definitiva e total (Cf. Dies Domini 68), na oração, no louvor, no amor e no descanso.


Dom Alberto Taveira
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
Por que acumular riquezas?

A virtude da partilha é fruto de prática fraterna e cristã

A vida deve ser marcada por opções firmes e cumuladas de segurança verdadeira. Isso supõe constantes revisões no atual modo de pensar e de agir. A segurança não pode se apoiar apenas em bens de cunho material. Numa cultura eminentemente capitalista e consumista, não é fácil o despojamento do que é desnecessário, a qual favorece um acúmulo desregrado e sem função social.


A virtude da partilha é fruto de prática fraterna e cristã.




O desapego conduz a uma sadia liberdade e a atitudes de sabedoria divina. A vida não depende da abundância dos bens materiais. Ela pode até ser sacrificada na sua identidade por opções insensatas e pelo acúmulo desnecessário.




A fortuna da pessoa não está nos bens puramente materiais, mas na qualidade da sua vida, sem ilusão e segura no que lhe dá verdadeira firmeza. Isso vai além de si mesma na abertura para ajudar os totalmente desprovidos.




Há um texto bíblico que diz: “Ainda nesta noite, tua vida te será tirada. E para quem ficará o que acumulaste?” (Lc 12, 20). O importante, na verdade, é tornar-se rico diante de Deus.




A verdadeira riqueza tem dimensão espiritual, de partilha, de comunhão e de solidariedade. A vida tem uma transitoriedade, mas com possibilidade de transcendência, concretizada no amor eterno.


Desapego das coisas da terra não significa ter uma vida alienada, sem compromisso temporal, mas preocupada com a justiça social. É assumir os valores reais que causam verdadeira felicidade.




Somos chamados a uma nova maneira de pensar e de agir, especialmente nos libertando da ganância incontrolada. Temos de nos acercar dos bens terrenos, necessários para a vida, mas com sabedoria.


Tudo deve estar a serviço da humanidade. É contrassenso ser escravo das riquezas terrenas. A economia tem sentido quando colocada a serviço da vida. Do contrário, ela causa exclusão e pobreza. Somos insensatos ou sábios? Assumimos um humanismo novo, ao encontro de nós mesmos, com valores superiores de amor e de amizade? Só assim poderemos passar de condições menos humanas para mais humanas.




Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
Presença de Cristo Salvador na Liturgia


Deus, que “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tim 2,4), “tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos profetas” (Hebr 1,1), quando chegou à plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho, Verbo feito carne, ungido pelo Espírito Santo, a evangelizar os pobres, curar os contritos de coração (Cfr. Is 61,1; Lc 4,18), como médico da carne e do espírito (S. Inácio de Antioquia aos Efésios, 7,8: F.X. Funk, Patres Apostolici, I, Tubinga, 1901, p.218), mediador entre Deus e os homens (Cfr. I Tim 2,5).


A sua humanidade foi, na unidade da pessoa do Verbo, o instrumento da nossa salvação. Por isso, em Cristo “se realizou plenamente a nossa reconciliação e se nos deu a plenitude do culto divino” (Sacramentário de Verona, ed. C. Mohlberg, Roma, 1956, nº1265, p.162).


Esta obra da redenção dos homens e da glorificação perfeita de Deus, prefigurada pelas suas grandes obras no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão, em que “morrendo destruiu a nossa morte e ressurgindo restaurou a nossa vida” (Missal Romano, Prefácio Pascal).


Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o sacramento admirável de toda a Igreja (Cfr. S. Agostinho, Enarr. In Ps. CXXXVIII, 2: Corpus Christianorum XL, Tournai, 1956, p.1991; e a oração depois da segunda leitura de Sábado Santo antes da reforma da Semana Santa, no Missal Romano).


Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para que, pregando o Evangelho a toda a criatura (Cfr. Mc 16,15), anunciassem que o Filho de Deus, pela sua morte e Ressurreição, nos libertara do poder de Satanás (Cfr. At 26,18) e da morte e nos introduzira no Reino do Pai, mas também para que realizassem a obra de salvação que anunciavam, mediante o sacrifício e os sacramentos, à volta dos quais gira toda a vida litúrgica.


Pelo Batismo são os homens enxertados no mistério pascal de Cristo: mortos com Ele, sepultados com Ele, com Ele ressuscitados (Cfr. Rom 6,4; Ef 2,6; Col 3,1; 2 Tim 2,11); recebem o espírito de adoção filial que “nos faz clamar: Abba, Pai” (Rom 8,15), transformando-se assim nos verdadeiros adoradores que o Pai procura (Cfr. Jo 4,23). E sempre que comem a Ceia do Senhor, anunciam igualmente a sua morte até Ele vir (Cfr. 1 Cor 11,26).


Por isso foram batizados no próprio dia de Pentecostes, em que a Igreja se manifestou ao mundo, os que receberam a palavra de Pedro. E “mantinham-se fiéis à doutrina dos Apóstolos, à participação na fração do pão e nas orações... louvando a Deus e sendo bem vistos pelo povo” (At 2, 41-47).


Desde então, nunca mais a Igreja deixou de se reunir em assembléia para celebrar o mistério pascal: lendo “ o que se referia a Ele em todas as Escrituras” (Lc 24,27), celebrando a Eucaristia, na qual “se torna presente o triunfo e a vitória da sua morte” (Conc. Trento, Sess. XIII, 11 Out. 1551), e dando graças “a Deus pelo Seu dom inefável (2 Cor 9,15) em Cristo Jesus, “para louvor da sua Glória” (Ef 1,12), pela virtude do Espírito Santo.


Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – “O que oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que ofereceu na Cruz” (Conc. Trento, Sess. XXII, 17 Set. 1562)– quer, e sobretudo, sob as espécies eucarísticas.


Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza (Cfr. S. Agostinho, in Joannis Evangelium Tractatus VI). Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt 18,20).


Em tão grande obra, que permite que Deus seja perfeitamente glorificado e que os homens se santifiquem, Cristo associa sempre a si a Igreja, sua esposa muito amada, a qual invoca o seu Senhor e por meio dele rende culto ao Eterno Pai.


Com razão se considera a Liturgia como o exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela, os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens; nela, o Corpo Místico de Jesus Cristo – cabeça e membros – presta a Deus o culto público integral.


Portanto, qualquer celebração litúrgica é, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, ação sagrada por excelência, cuja eficácia, com o mesmo título e no mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra ação na Igreja.

O fim dos tempos

O fim dos tempos nada mais é do que a renovação do mundo, os "Céus novos e terra nova" aos quais se referem as Escrituras, a volta gloriosa de Jesus, como Rei do universo.


Quando será:


A Santa Igreja, a quem o próprio Jesus delegou infalibilidade em matéria de fé diz que já estamos "na última hora.".
Não se desespere, pois estamos à espera de Jesus desde a Sua Ascenção. 
A renovação do mundo está definitivamente decretada e a volta de Jesus é cada vez mais próxima.
É por isso que a Igreja insiste tanto em dizer que é tempo de conversão, pois temos pouco tempo. Tudo o que sabemos é que Ele virá "como um ladrão na noite". Ou seja, ninguém sabe quando. Pode ser amanhã, pode ser hoje à noite, pode ser daqui a um ano, ou dois, ou dez...


O interessante é que ninguém deve ser bobo de esperar para ver pois, quando Ele voltar em Sua glória, não haverá mais tempo para conversão e choros.
A Igreja reconhece que, antes da volta de Cristo, ela deverá "passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes." Ela, como esposa do Cordeiro, deverá sofrer o mesmo caminho de Cristo, sendo crucificada e, posteriormente, glorificada (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 675).


Diz o Catecismo da Igreja:


"Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o "mistério de iniquidade (perversidão)" sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia (negação) da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne."
Repare que a expressão "isto é" indica explicação. Assim, o Anticristo já está definido pela Igreja.


Alguns "sites não católicos" falam demais:


A Santa Igreja é a "coluna da verdade e o sustentáculo da fé" (Apóstolo Paulo).


Se lermos Mateus, capítulo 16, versículos 18 a 19 e João, capítulo 21, versículos 15 a 17 veremos que a Igreja é infalível em matéria de fé e que jamais o demônio irá vencê-la.

No Catecismo da Igreja Católica, da Editora Vozes, documento aprovado pelo próprio Papa João Paulo II e pelo Cardeal Hatzinger, o Papa diz: "Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência seguro e autêntico para o ensino da doutrina Católica." Assim sendo, tudo o que for veiculado seja por Internet, rádio, TV, jornais, revistas, panfletos, etc, que vá contra o conteúdo deste livro não é verdade.
Há alguns sites mancionando o dia da vinda de Cristo, o que exatamente acontecerá, como exatamente será, etc. Ora, esses dados nem a Igreja possui. Aliás Jesus foi bem claro ao dizer que "ninguém sabe nem o dia e nem a hora."


Além disso, se a Igreja corresse algum risco em suas crenças o Papa poderia hoje mesmo declarar algum dogma de fé "ex catedra", ou seja, uma verdade que pode ser proclamada por um Papa sem um Concílio e que jamais pode ser derrubada.
Cardeais como Hatzinger, da Sagrada Doutrina da Fé, têm difundido através de inúmeros documentos a verdadeira fé Católica, batendo de frente contra movimentos como a própria Nova Era. Tomemos como exemplo a Declaração "Dominus Iesus." O documento têm sido amplamente criticado por sua radicalidade na doutrina. Isso porque o Cardeal nada mais fez do que reunir num só documento os dogmas de diversos Concílios.


Devemos buscar informações oficiais, sob o risco de vivernos num pânico sem motivo e na falta de responsabilidade quanto às obrigações materiais de nossa família.
Há várias aparições da Virgem Maria no mundo. Muitas são reais, mas muitas são irreais. Enquanto a Igreja não aprová-las devemos crer que não são reais.
Maria não faz nada por si só. Ela precisa do consentimento de Deus para aparecer. 
A Igreja é a "cátedra da verdade." Assim, como poderia Deus enviar Maria para dizer algo que vai contra a doutrina daquela a quem o próprio Cristo deu as chaves do Céu? 
É um paradoxo.
Portanto, irmão, confia na tua Igreja, segue seus mandamentos e você só terá lucros
Os perigos de uma leitura superficial


As etapas para o entendimento bíblico


“Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras” (Salmo 118,17).


Segundo o documento da Comissão Pontifícia Bíblica: A interpretação da Bíblia na Igreja ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas, a Palavra de Deus.


E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo. Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual. Mas também é preciso tomar certos cuidados e ter critérios na leitura e na interpretação desses textos, para que não haja o risco de uma interpretação desvinculada e sem compromisso com a Tradição e com o Magistério da Igreja, pois ambos garantem um entendimento seguro das Sagradas Escrituras ao longo da história de fé do Povo de Deus.


Para isso, torna-se necessário tratar de algumas questões ligadas à exegese e à hermenêutica bíblicas. Mas não é preciso espanto, pois essas palavras [exegese e hermenêutica] estão mais presentes na prática bíblica do que se possa imaginar. E também não se trata aqui de um estudo científico, pois o uso dessa linguagem é para mostrar as etapas necessárias para um correto entendimento da Bíblia.


Comecemos, então, pela definição desses termos: “Exegese” é uma palavra que vem do grego e significa “explicação ou explanação”. É a arte de expor, de trazer para fora o sentido de um determinado texto. É um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para entender e descobrir o significado de um texto. “Hermenêutica” já diz respeito à interpretação do que está escrito. É a apropriação que se faz do entendimento do texto para aplicá-lo no dia a dia.


Mas existe no meio do caminho entre a exegese e a hermenêutica um filtro. E que filtro é esse? A Doutrina da Igreja apresentada através do Catecismo da Igreja Católica. Esse procedimento de filtrar o estudo bíblico serve basicamente para duas coisas: não permitir os exageros e também para ampliar a interpretação quando esta é muito limitada. E, em geral, ele amplia muito mais do que reduz as interpretações, uma vez que são apresentadas outras possibilidades de entendimento do texto que talvez não tenham sido contempladas no estudo.


É como o antigo filtro de barro muito usado, especialmente, nas cidades pequenas e nas zonas rurais. Esse utensílio doméstico não é feito para reter a água, mas para purificá-la. Do mesmo modo, o “filtro” da Doutrina da Igreja não retém a nossa leitura bíblica, mas a deixa livre de impurezas que porventura possam ter surgido durante o momento de estudo [da Palavra de Deus]. Além disso, o filtro de barro possui a capacidade de deixar a água sempre fresca e pronta para ser consumida. Igualmente faz o “filtro” da Doutrina atualizando para nossos dias aquilo que lemos e interpretamos nas Sagradas Escrituras e deixando a mensagem bíblica pronta para saborearmos e utilizarmos no cotidiano.


Que se sigam essas três etapas para o entendimento bíblico: estudar com atenção, trazendo à tona o máximo de informações possíveis para um conhecimento mais aprofundado do texto bíblico – passar esse conteúdo pelo “filtro” da Doutrina a fim de purificar e atualizar o conteúdo – e aplicar a Palavra de Deus na própria vida.


Ler superficialmente o texto das Sagradas Escrituras, sem um mínimo de contextualização e sem consultar a Igreja, nos faz correr o risco de uma aplicação equivocada dele, podendo causar danos a nós mesmos e àqueles a quem o transmitimos. Daí a importância desses três momentos: estudo mais cuidadoso (exegese) – filtro da Doutrina (Catecismo) – interpretação e aplicação no dia a dia (hermenêutica).

Nossa Senhora do Carmo - comemora-se 16 de julho




A história de Nossa Senhora do Carmo é maravilhosa e seu nome deve-se ao Monte Carmelo, situado no atual Estado de Israel, junto ao Mar Mediterrâneo e vizinho da cidade de Nazaré. Foi em Nazaré que a Santíssima Virgem recebeu a visita do Arcanjo Gabriel, o qual lhe anunciou a Encarnação do Verbo, fato mais importante da história do universo.


O Monte Carmelo é uma célebre cadeia montanhosa do norte da Palestina. Esta montanha foi o cenário de importantes acontecimentos na história do Antigo Testamento. A história do Carmelo se identifica quase exclusivamente com as vicissitudes dos profetas Elias e Eliseu. À palavra Carmelo, é atribuído por vários estudiosos o significado de “vinha, jardim de Deus”.


A sensibilidade vivaz e poética dos autores bíblicos usa a imagem do Carmelo para evocar a idéia da beleza e da fecundidade. Por sua rica vegetação, pelo verde de suas árvores e arbustos, pela grande variedade da flora e da fauna, o Carmelo é considerado na Bíblia como terra de uma grande e rara formosura. Os profetas a utilizaram repetidamente nesta perspectiva.


E a Igreja canta a formosura da Virgem Maria com essas imagens bíblicas. O título mariano da Ordem, portanto, a invocação – Nossa Senhora do Carmo – está intimamente relacionado com a dedicação do primeiro oratório no Monte Carmelo a Nossa Senhora, pelos carmelitas.


A partir do século XII, eremitas ergueram mosteiros nessa colina marcada pelos acontecimentos sagrados, dando origem à ordem do Carmo.


A ordem do Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e triunfos, na sua vida interior e espiritual. Que Nossa Senhora do Carmo abençoe a todos nós e nos ensine a sermos autênticos discípulos-missionários de Jesus Cristo.



O Sete Dons do Espirito Santo 




“Brotará um ramo da raiz de Jessé, uma flor nascerá desta raiz e descansará nela o Espírito de Sabedoria e de Entendimento, o Espírito de Conselho e Fortaleza, o Espírito de Ciência e de Piedade e a encherá o Espírito do Temor do Senhor.”


O que Isaías chama “espíritos” é o que a técnica teológica chama “dons”.


Assim, Isaías enumera sete DONS. O número sete, na Bíblia, sempre significou plenitude. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é um manancial infinito de dons. Ele habita em nós e dirige, de maneira magistral, nossa vida espiritual.
Ele quer estabelecer nas diferentes partes do complicadíssimo ser humano estes receptores que são os seus dons, pelos quais Ele se comunica conosco e pode influir em todas e em cada uma de nossas faculdades humanas. Acima de todas as nossas faculdades, está o entendimento.


É a faculdade mais alta, a mais nobre que possuímos, a que nos torna semelhantes aos anjos, a que põe em nossas almas um traço da imagem de Deus. Nessa faculdade altíssima, o Espírito Santo colocou quatro dons: Sabedoria, Entendimento, Ciência e Conselho, que correspondem aos diferentes hábitos intelectuais que os filósofos dizem que temos em nosso entendimento.


Pelo dom do Entendimento, penetramos nas verdades divinas e, para julgar destas verdades, temos três dons: o da Sabedoria, que julga as coisas divinas; o da Ciência, que julga as criaturas; o do Conselho, que regula e dispõe os nossos atos.


Na vontade, que é a faculdade que segue, em categoria e nobreza, a nossa inteligência, há um dom: o dom da Piedade, que tem por objetivo regular e dispor nossas relações com os demais. Para dominar a parte inferior do nosso ser, há dois dons: o de Fortaleza e o de Temor de Deus.


O de Fortaleza, para tirar-nos o temor do perigo: o do Temor de Deus, para moderar os ímpetos desordenados de nossa natureza humana. A palavra temor, aqui, não significa medo, mas respeito, consciência de que estamos na presença de Deus.


Assim, desde o ápice do nosso espírito, que é a inteligência, até a porção inferior do nosso ser, o Espírito Santo tem os seus dons para comunicar-se com este mundo que trazemos em nós, para poder inspirar e mover os nossos atos.


Por este conjunto de dons, o Espírito Santo possui por completo a nossa alma e estes dons têm entre si relações estreitas. Isaias os coloca aos pares: Espírito de Sabedoria e Entendimento; Espírito de Conselho e Fortaleza; Espírito de Ciência e Piedade; Espírito de Temor de Deus.


Com esses dons, lembrando que, entre eles há uma infinidade de nuances, era para o ser humano se aproximar cada vez mais da perfeição. Só que Deus não quer nos fazer prontinhos e perfeitos. Ele quer que nós participemos da construção de um ser humano que seja realmente uma criatura divina. Ele é democrático. Ele arrisca porque acredita na nossa capacidade. É preciso que abramos nosso coração inteiramente confiante no amor do Pai e peçamos a Ele que o encha e que, por meio dos seus dons, preciosos instrumentos da sua atividade influam em nós, mova-nos e nos conduza através de todas as circunstâncias da vida, para que, por nossa vontade e com a Sua ajuda, conquistemos a pátria celeste já aqui no mundo – que podemos melhorar, trazendo-lhe paz e justiça – e, depois, na eternidade.
Despertar, acolher, orientar vocações



É tradição no mês de agosto chama-lo de mês vocacional. Convém refletir sobre o chamado que Deus nos fez. E como podemos ajudar adolescentes e jovens a despertar e acolher a vocação.


A vocação é dom que o Senhor faz à sua Igreja. Se tantos lamentam a escassez de vocações não é porque Deus abandonou o seu povo. Tampouco porque faltam pessoas imbuídas de nobres ideais. Talvez seja porque nós mesmos não vivemos o que idealizávamos nem praticamos o que prometemos. Falta-nos encantamento e entusiasmo.

A Diocese conta com uma boa equipe no Serviço de Animação Vocacional. A essas pessoas disponíveis e serviçais temos muito a agradecer. Porém, despertar, acolher e orientar vocacionáveis é tarefa de cada um de nós. Pois todos somos responsáveis pelo bem geral de nossa Igreja Particular. Não podemos nos fechar em nossa paróquia, como se fosse um gueto!

Muitos adolescentes e jovens podem nos procurar por motivos interesseiros, materialistas: O padre leva vida boa, ganha bem, tem carro e casa. Pode acontecer que é esse o exemplo que alguns de nós dão. Mas não deveria ser esse o nosso estilo. Temos que atrair pelo testemunho de entrega a Deus, pela dedicação ao ministério sacerdotal, pela acolhida fraterna às pessoas, especialmente aos pobres e fracos. Numa palavra, carecemos de constante conversão...


É preciso despertar para as outras vocações: para a vida familiar, religiosa, missionária e laical-ministerial. Porém, como afirmava o Papa ao longo do Ano Sacerdotal, o sacerdote é imprescindível na Igreja. O seu múnus dificilmente pode ser exercido por outras pessoas. Portanto, cada presbítero seja acolhedor e receptivo para com aqueles a cujo coração Deus confia o dom da vocação.


Somos todos também co-responsáveis pelo acompanhamento dos formandos, sobretudo aqueles que acolhem seminaristas, nos finais de semana ou nas férias. Os que perseverarem serão nossos irmãos de caminhada. É preciso tratá-los bem, desde o inicio.


Contudo, o mais importante é a oração de súplica ao Pai para que envie operários para a sua messe. A uma comunidade orante Deus jamais deixará sem bons servidores. A todos irmãos Presbíteros, votos de paz e plena realização pelo “Dia do Padre”!

A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).

Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.


Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .

Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.

OVOS DE PÁSCOA

De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.

Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.


Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

COELHO

O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

CORDEIRO

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

CÍRIO PASCAL

É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".

Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.

O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.

GIRASSOL

O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.

O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.

PÃO E VINHO

O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.

Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.

A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].

A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.

Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.

Colomba Pascal

O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.

SINO

Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.

O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.

Quaresma

Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

Óleos Santos

Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.

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