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29 de julho de 2012

Casamento no campo? Na fazenda? Na praia? Sai fora católico! É furada!

" Via de regra a Igreja Católica Apostólica Romana não permite matrimônios fora de uma igreja ou capela devidamente provisionados."                                        

Então você aceitou o pedido do(a) noivo(a) e enfim vai se casar… Que lindo! Preparem-se: Vem ai uma maratona que vai tirar você do sério! Roupa, convites, padrinhos, doces, festa, salão, decoração, igreja, celebrante… Só de lembrar a maratona que travamos para realizar nosso casamento já me sinto cansado!

É bem verdade que minha esposa correu mais do que eu. Dizem que as mulheres se envolvem mais do que os homens, e no meu caso isso foi bem real! Porém você que é católico apostólico romano e deseja se casar dentro das normas da Igreja Católica Apostólica Romana fique atento:

Casamento feito dentro da Igreja Católica Apostólica Romana não pode ser realizado fora de uma Igreja Católica Apostólica Romana (estou repetindo várias vezes para reforçar que essa observação é para membros da nossa igreja). Se você é membro da Igreja Católica Apostólica Romana e sempre sonhou casar em um belo jardim, ou em uma praia, ou no topo de uma montanha me desculpe, mas este tipo de casamento em geral não é permitido! Se o padre com quem você conversou disse que você pode casar a vontade, ele está errado. Das duas uma:

Ou ele não é um Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, ou ele está em desobediência a Igreja. Na minha opinião, padres desobedientes precisam ser denunciados! Segundo as normas da Igreja, (Cân. 1118, § 1 do Direito Canônico):

O Sacramento do Matrimônio deve ser celebrado na própria Igreja Paroquial de um dos Noivos, ou em outra Igreja ou Oratório provisionado pelo Bispo para a celebração do Culto Religioso. Trata-se, de fato, de um Sacramento, ato religioso solene, que faz parte da vida da Igreja. Por isso o Direito Canônico sublinha a importância de celebração num lugar sagrado, onde se manifesta principalmente a vida de fé e de oração do Povo cristão. Portanto:

O matrimônio deve ser celebrado somente nas Matrizes e Capelas provisionadas.
É proibido em clubes, hotéis, sítios, chácaras, fazendas e locais de lazer ou recepção. Caso você deseje casar em um local fora da Igreja, e tenha um bom motivo para isso (e é preciso um excelente motivo), você tem uma possibilidade muito, mas muito pequena. Para isso, você deve solicitar ao bispo da sua diocese essa possibilidade e é bom ter “o” motivo, porque em geral 99,9% dos pedidos são recusados. Se ele liberar seu casamento fora da Igreja então tudo bem. Agora se o bispo fizer o trivial rejeitando seu pedido em casar fora de uma igreja, e ainda assim o padre, ligado a Igreja Católica Apostólica Romana desobedecer ao bispo diocesano, veja o que pode ocorrer com ele:


O Sacerdote, ou Diácono, que assistir o casamento, ou der bênção nupcial ou qualquer outra bênção que possa criar interpretação de casamento em locais impróprios, pode ser suspenso de Ordem, isto é, fica proibido de exercer seu ministério sagrado. E quem fizer isso por dinheiro, incorre no reato de Simonia, pelo qual pode ser punido com Interdito ou com Suspensão de Ordem, à norma do Cânon 1380 do Direito Canônico. E o Sacerdote, ou Diácono, que sugerir essas práticas de casamento a Leigos, também incorre na mesma pena. E o que a Igreja quer fazer com isto? Ela quer preservar o sacramento. Sim caríssimos, o matrimônio é um sacramento que precisa ser respeitado!


O Matrimônio não é uma festinha legal de uns amigos que resolveram “juntar os trapos”. É um sacramento indissolúvel! E para tal, deve acontecer dentro de uma Igreja ou capela, na qual acontecem celebrações litúrgicas (missas). É algo que é selado por Deus e precisa acontecer na Casa de Deus! Por isso você que é católico apostólico romano e vai casar, fique atento com esses “padres” que querem fazer seu casamento fora das nossas igrejas.


Repito:

Se aparecer algum padre maluco querendo realizar seu casamento fora da Igreja, denuncie! Lembrando ainda que casamentos feitos por “padres” da Igreja Católica Apostólica BRASILEIRA, Igreja Católica Apostólica CARISMÁTICA e outras do tipo não são reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana.

É sempre bom checar se o “padre” que vai realizar seu casamento é de fato ligado a Igreja Católica Apostólica Romana. Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

A você que vai casar, desejo muito sucesso e felicidades! É uma
decisão para todo sempre! Mas reitero: Cuidado com esses sonhos malucos.

O que torna um casamento inesquecível não é o lugar onde ele é celebrado, mas o amor que os noivos tem um pelo outro e a fé que ambos tem no Senhor Jesus!

Casamento você encontra em várias igrejas e lugares. Matrimônio como um sacramento somente na Igreja Católica Apostólica Romana em uma igreja onde se celebra missas. Entendeu ou quer que eu desenhe?


Fonte: Dominus Vobiscum

Ele multiplicou o pão…(Jo 6,1-15)

Naquele tempo, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho. Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente? Jesus disse: Fazei sentar as pessoas. Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer. Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo! Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

 Comentário feito por Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja

No deserto, Nosso Senhor multiplicou o pão e em Caná transformou a água em vinho. Deste modo, habituou a boca dos Seus discípulos ao Seu pão e ao Seu vinho, até à altura em que lhes daria o Seu corpo e o Seu sangue. Fez-lhes provar um pão e um vinho transitórios para fazer nascer neles o desejo do Seu corpo e do Seu sangue vivificantes. Deu-lhes estas pequenas coisas generosamente para que eles soubessem que a Sua dádiva suprema seria gratuita. Deu-lhas gratuitamente embora eles tivessem podido comprar-Lhas, para que ficassem a saber que não lhes pediria que pagassem uma coisa inestimável: porque, embora eles pudessem pagar o preço do pão e do vinho, não poderiam pagar o Seu corpo e o Seu sangue.

Não só nos ofereceu gratuitamente as Suas dádivas, como ainda nos tratou com afeição. Porque nos deu estas pequenas coisas gratuitamente para nos atrair, para irmos até Ele e recebermos gratuitamente o enorme bem que é a Eucaristia. Estas pequenas porções de pão e de vinho que ofereceu eram agradáveis à boca, mas a dádiva do Seu corpo e do Seu sangue é útil ao espírito. Ele atraiu-nos através daqueles alimentos agradáveis ao paladar, a fim de nos chamar para aquilo que dá vida à nossa alma. [...]

A obra do Senhor abarca tudo: num abrir e fechar de olhos, multiplicou um pedaço de pão.
O que os homens fazem e transformam em dez meses de trabalho, fazem os Seus dez dedos num instante. [...] De uma pequena quantidade de pão nasceu uma quantidade enorme de pães; foi como na primeira bênção: crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra (Gn 1,28). Fonte: Dominus Vobiscum

28 de julho de 2012

Os Arquivos Secretos do Vaticano

O Arquivo Secreto Vaticano realiza sua tarefa específica de guarda e valorização dos atos e documentos relativos ao governo da Igreja universal, prestando um serviço principalmente para o Romano Pontífice e da Santa Sé e, secundariamente, para estudiosos, independentemente da país e da religião.

O nome atual "Arquivo Secreto Vaticano" é atestada para o primeiro semestre de 600 e agora como então qualifica o arquivo privado ( Secretum ) o papa, que atua em primeira mão a jurisdição suprema e exclusiva.

O patrimônio documental preservada em seus vastos depósitos cobre um período de tempo de cerca de 12 séculos (secc. VIII-XX), é composto por mais de 600 acervos arquivísticos e se estende até 85 km lineares de prateleiras colocado, inter alia, na Bunker , sala em dois andares, alojados no porão da Cortile della Pigna dos Museus do Vaticano.
Desde o Papa Leão XIII, de volta em 1881, que abriu suas portas para os estudiosos, o Arquivo Secreto Vaticano tornou-se um centro para a pesquisa histórica das mais importante e famosa do mundo.

De acordo com a prática normal em 1924, o Papa concede acesso livre aos documentos "para o limite pontificados" consultability cronológica atual é definido no final do pontificado de Pio XI (fevereiro 1939). No entanto, como uma exceção a esse costume, Paulo VI, desde o fechamento do conselho de empresa em 1965, tornado acessível aos estudiosos dos Arquivos do Concílio Vaticano II (1962-1965), e, mais recentemente, João Paulo II abriu a consulta sobre fundo do Gabinete de Informação do Vaticano, Prisioneiros de Guerra (1939-1947).

Durante os 400 anos desde a fundação da Secreto Vaticano 100 documentos originais a partir dos arquivos papal referente a um período cronológico entre o oitavo e do século XX, será oferecido pela primeira vez em ver o público em geral em Roma Museu Capitolino, em caso de exposição "Lux em arcana - O Arquivo Secreto Vaticano revela,". que vai abrir em fevereiro de 2012.

Para todas as informações sobre a exposição visite www.luxinarcana.org.

Fonte: Santa Sé

25 de julho de 2012

Como se perde a Fé em Deus?

É só você seguir o "Jesus" falso que muitas "igrejas" dizem pregar,Pregam um Jesus sem dor, um Jesus que faz tudo que você pede, um Jesus que se você der um determinado valor ou preço R$ vai responder a suas preces, pregam um Jesus que caminha pelo caminho largo e ainda mais negam os Santos e a Virgem Maria!.

É desse modo que se perde a crença, a fé em Deus!, porque uma pessoa desesperada e oprimida, chegando nessas "igrejas" espera receber aquilo que pede, começa a ficar ansiosa, não espera as demoras de Deus, o tempo de Deus e o que acontece? se decepciona!
Mas se decepciona com quem?
- com Deus, é claro!
Por isso a Igreja Católica prega um Cristo verdadeiro, um Cristo que sofreu e morreu numa cruz por causa de nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e confiou em Pedro o Seu rebanho, que Hoje não é apenas 12 apóstolos,e sim mais de bilhões que vivem uma só Fé !
O caminho não é fácil;
É muito difícil, quantos morreram por Cristo? quantos até hoje são perseguidos?

Assim disse nosso Senhor Jesus :

"Entrem pela porta estreita porque a porta larga, o caminho fácil leva para o inferno,e há muitas pessoas que andam por esse caminho.
A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida e vida eterna, e poucas pessoas encontram esse caminho" Mateus 7.13-14.

Fonte: Paraclitus

O que é ser Santo?

Escreve São Pedro Apóstolo:

 “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1, 15. 16).

Santo Agostinho de Hipona na homilia para a festa de todos os santos, assim declarou: “Se eles e elas chegaram a ser santos, porque não posso eu também?”.

Santa Teresinha do Menino Jesus desde menina sonhava “em ser santa e uma grande santa”, e o foi.

Realmente, Santa Teresinha é de fato e de verdade uma grande santa, conhecida no mundo inteiro. Ela é queridíssima e sapientíssima Doutora da Igreja, padroeira das missões, dos floristas e aviadores.

Deixou-nos o seu testamento espiritual no livro autobiográfico: História de uma alma. Este é um dos livros mais lido depois da Bíblia Sagrada.

Ela disse: “Quero passar meu céu fazendo o bem sobre a terra”.

A primeira santa da Índia, santa Alfonsa da Imaculada Conceição dizia desde criança: “Quero ser santa como santa Teresinha do Menino Jesus”.

Santa Alfonsa foi canonizada no dia 12 de outubro de 2008, pelo Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Seu lema era: “Consumir-se como uma vela para iluminar os outros”.

AFINAL O QUE É SER SANTO?

.É aquele que ama a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mt 22, 37-39).

.É aquele que guarda os mandamentos do bom Deus (Mt 19, 17).

.É aquele que tem a alma lavada no sangue de Jesus Cristo (2 Cor 7, 1; 1 Jo 1, 7. 9).

.É aquele que vive separado das coisas mundanas e vive unido pela graça para o serviço do Reino de Deus (Lc 9, 57-62; 1 Jo 2, 15-17).

A santidade está na dimensão do amor. Deus é amor. Grandes companheiros da santidade: o amor, a fé, a esperança, a verdade, o perdão e a graça.

No amor, tudo é dinâmico na novidade do Espírito Santo e tudo é novo para o progresso da santidade. As coisas velhas, as trevas e o passado de morte, ficaram apagados para sempre.

Caminhamos na luz de Cristo para cidade da luz eterna (Ap 22, 5). Desde o nosso batismo brilha a nossa veste branca, a nossa vela e a nossa vida. Pelo batismo e em Cristo nós somos santificados (Rm 6, 1-4; 1 Cor 1, 2).

São Maximiliano Kolbe afirmou: “O santo vai sempre para frente, sem ligar para o próprio estado de saúde ou a idade; pelo contrário, as doenças e as aflições se tornam para ele uma escada para uma maior perfeição; no seu fogo ele se purifica como o ouro”.

Ser santo é viver a fortaleza do corpo, da alma e do espírito no alimento do Pão Eucarístico.

Ser Santo é amar o Cristo, A Igreja, o Céu, o pecador e o diferente.

Não pode haver maior desejo no coração do cristão do que o de ser santo.

O método mais eficaz para evangelização e a resposta radical para o mundo em franca decadência é a nossa santificação.

A santidade é a maior pregação e o maior testemunho da vida cristã. Não existe refutação para essas duas práticas.

Ser santo é ser feliz. A meta do santo é contemplar para sempre a face do bom Deus.

Sabemos que o século XXI, será o século abissal dos eremitas, dos místicos e dos santos. O meu desejo é que esse artigo faça com que o amado leitor esteja dentro desse maravilhoso contexto.

Fonte: Pe. Inácio José do Vale

Cura dos relacionamentos entre casais

Quanto mais amor, menos cobrança

Todos nós sempre temos algum problema de relacionamento com alguém. Pedro e Paulo brigaram. Durante o caminho os apóstolos discutiam quem seria o maior.

Jesus é o Mestre dos relacionamentos. Muitas vezes, temos a imagem equivocada da pessoa que está ao nosso lado, por isso, há os desentendimentos.

Todo cônjuge faz a promessa de não abandonar o outro sob nehuma condição. Lembremos que Pedro também disse que estaria pronto para ir com o Senhor, tanto para a prisão como para a morte. No entanto, ele O negou! Ele não foi desonesto quando disse que morreria por Jesus.

Essa pessoa que casou com você, também fez juras de amor e não estava mentindo. Mas você pode até dizer: “Cadê a sua palavra? Você é homem ou não?”

Talvez você tenha visto aquele sacerdote ardoroso abandonando o sacerdócio e muitos dizem: “Eu não acredito mais em padre”. Por que isso acontece? Porque somos de barro; essa é a realidade.

Reflita: Como é seu olhar para aquele que o traiu? É olhar de condenação? Ou olhar de acolhimento? São Paulo diz: “Quem julga que está de pé cuidado para não cair”.
Jesus escolheu Pedro para ficar no seu lugar a fim de dizer: “Vocês que caminham atrás dele são como ele”. Somos de barro, por isso que Cristo não se apavora.

Que maravilhava se o casal dissesse diante da traição: “Assim como você caiu eu posso cair”. Mas dizem: “Eu nunca te traí”. Pode até ser que o homem não tenha arrumado outra mulher; nem a mulher, outro homem, mas e nos outros sentidos da vida?

“Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. Saiu dali e chorou amargamente” (Lucas 22, 61-62).

Jesus olhou para Pedro e, graças a esse olhar, este chorou amargamente. Esse olhar o salvou. Como é seu olhar para aquele que o traiu? É olhar de condenação? Ou olhar de acolhimento? Cristo diz que com a mesma medida com que medirmos os outros, seremos medidos. Por isso precisamos exercer essa misericórdia. O Senhor disse, através do Seu olhar, para o apóstolo: “Eu sei quem tu és”.

Na vida de casado, o ato sexual é o fechamento do amor total. O amor começa em âmbito espiritual, no interior da pessoa, na sua interioridade e se expande para o psiquismo, onde entra o esforço de ir ao encontro do outro sem cobrar. No entanto, o que mais se vê entre os casais é cobrança, já se casa cobrando o outro. Atitude de amor é atitude de querer o bem do outro. Não é só querer o bem ao outro, mas do outro. Se eu o amo, eu tenho força interior para querer o bem do outro; no momento em que entra a cobrança não é amor.

O amor começa em âmbito espiritual. O homem começa a sentir atração por uma mulher e vice-versa, eles começam a sentir o impulso na mente de ir ao encontro do outro para querer o bem. O namoro é a etapa em que o casal começa a ter comunhão de pessoa. Ao se olharem reciprocamente começam a perceber o que está no interior do outro; é uma fase de conhecimento. “Como você viveu?” “Quais os traumas você teve?” “Como é sua família?” Vão se conhecendo e vai havendo a comunhão entre ambos. Depois dessa comunhão eles vão co-habitar no matrimônio e se tornam uma só carne.

Quanto mais amor, menos cobrança. Quanto mais cobrança, menos amor. Se você que é casado decide viver essa realidade [de não cobrar o outro], seu casamento vai dar certo.

Nenhum casal deve tirar a aliança para que sempre se lembre de que fez uma aliança não para cobrar, mas para se doar. Como viver isso? Vejam como vocês cuidam dos filhos, tudo é de graça, vocês não exigem nada deles, só se consomem por eles. Amor total, cobrança zero!

Por que muitas mulheres amam mais os filhos que o marido? Porque os ama gratuitamente. Você mulher, você homem, pense nisso: “Vou fazer para meu cônjuge o que faço para meu filho”. E você vai ver como o relacionamento vai mudar.

Aqui está a cura dos relacionamentos: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gênesis 2, 24); e no Evangelho de São Marcos, Jesus completa: “Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Marcos 10,7).

Deixar não é só sair de casa, é ir deixando para trás as marcas, as feridas que cada um recebeu de sua casa. Muitas mulheres não se dão bem no casamento porque tiveram um pai alcoólatra, mulherengo, por isso a receita é “deixará” (cf. Mc 10,7), para que você vá se curando das feridas que você trouxe de sua casa.

O amor que vocês sentiram não é uma farsa, mas algo que Deus lhes deu. É deixar tudo que receberam de negativo, é todo um caminho, um processo, para que dia após dia vocês procurem recordar as feridas recebidas de casa, de forma as deixarem para trás.


Fonte: Padre Alir Sanagiotto, SCJ

Como lutar contra os pecados

É grande orgulho não aceitar a própria miséria

O tempo da Quaresma é uma ocasião especial para a luta contra o pecado, a pior realidade para o homem, para a Igreja e para o mundo. Mas essa luta exige sabedoria.

É preciso ter paciência consigo, especialmente nas quedas e nos pecados.

Calma e paciência e nada de ficar pisoteando a própria alma, demonstrando um orgulho escondido e refinado de quem não aceita a própria fraqueza. Somos fracos mesmo.
Por isso Jesus nos deixou o maravilhoso sacramento da confissão.

É grande orgulho não aceitar a própria miséria. Deus é paciente conosco, como, então, não teríamos paciência com nós mesmos? Até quando, meu Deus, aguentarei os meus pecados?

São Francisco de Sales ensinava: “Considerai os vossos defeitos com mais dó do que indignação, com mais humildade do que severidade, e conservai o coração cheio de um amor brando, sossegado e terno”.

Nunca podemos nos desesperar ou desanimar, mesmo que nossos pecados sejam numerosos. Não podemos permitir que, depois do pecado, entre o desespero em nosso coração. À mulher adúltera, Cristo perguntou: “Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vá e não peques mais”.

Depois do pecado, o demônio do desespero corre para nos dizer: “Tua alma está morta, está perdida, não incomodes mais o Mestre...” (Mc 5, 35-43).

Nesta hora temos de dizer como Jó: “Ainda que o Senhor me tirasse a vida, ainda assim esperaria n\Ele”.

Apesar dos nossos pecados, Jesus nos ama com um amor infinito. Santa Terezinha garante que “quanto mais pobre e miserável é nossa alma, tanto mais apta está para as operações do Amor que consome e transforma”.

Talvez você seja uma mãe que chore por seu filho estar na perdição deste mundo; não se desespere, confie e espere no Senhor. A viúva de Naim não podia imaginar que Jesus fosse aparecer quando o seu filho já estava morto e o devolvesse vivo...

Dizia São Martinho de Tours que “a intervenção da Providência Divina é tanto mais certa quanto menos prováveis os recursos humanos”. Quando tudo falha... Deus age.

Santa Mônica rezou longos 20 anos pela conversão do seu querido Agostinho, mas teve a alegria de vê-lo um dia convertido, e muito mais: sacerdote, bispo, santo, doutor da Igreja, um dos homens mais importantes que o mundo já viu. Tudo porque ela não desanimou de rezar.

São Francisco de Sales dizia que “a Providência Divina demora o seu socorro para provocar nossa confiança”. Deus firma a nossa confiança provando-a. Não tem outro jeito. Portanto, não se aflija durante a boa prova da confiança. Seja corajoso. Os méritos serão muito maiores.

Santa Terezinha gostava de lembrar que “a nossa desconfiança é o que mais fere o Coração de Jesus”. Na mesma linha de pensamento, São Bernardo, o grande santo doutor, afirmava: “Possuireis todas as coisas sobre as quais se estender a vossa confiança. Se esperais muito de Deus, Ele fará muito por vós. Se esperais pouco, Ele fará pouco”.

Portanto, alma querida, confia muito, espera bastante, e não tenha receio de pedir muito; isso não é falsa humildade.

O autor da obra “A Imitação de Cristo” ensina que o “que o homem não pode emendar em si ou nos outros, deve sofrê-lo com paciência, até que Deus disponha de outro modo.”

Caiu? Levante-se! Peça a Deus o perdão. Perdoe a si mesmo e continue a caminhada. Não é porque perdemos uma batalha que vamos perder a guerra contra o pecado.

As tentações não nos afastam de Deus quando não cedemos a elas, mas nos aproximam ainda mais do Senhor. Muitos santos foram tentados horrivelmente. Sentir não é pecado, pecado é consentir. Enquanto você não for conivente com o erro, não pecou, mesmo que tenha de conviver com ele.

As tentações contra a pureza nos tornam mais castos quando as superamos; as tentações contra a ira nos tornam mais mansos; as tentações da gula nos tornam mais fortes na temperança. O combate contra a tentações nos fazem mais fortes e mais vigilantes.

Em meio à tentação parece que o inferno está contra nós; muitas vezes, vem o desânimo, o desejo de blasfemar, de desesperar, de se revoltar contra Deus... Calma, paciência, fé e abandono em Deus são necessários.

Santa Catarina de Sena, uma das três doutoras da Igreja, depois de uma fortíssima tentação, perguntou a Jesus: “Onde estavas, meu Jesus, durante esta tempestade?” E Jesus lhe respondeu: “No meio do teu coração.”

Muitos santos sofreram tentações de fé terríveis: Santa Terezinha, São Vicente, Santa Margarida. A esta última Jesus disse: “Serás perseguida pelo demônio, pelo mundo, e por ti mesma; as tuas três cruzes.”

Santa Terezinha, na luta contra as tentações da fé, dizia: “Pronunciei mais atos de fé no espaço de um ano do que em toda a minha vida passada.”

“A cada nova ocasião de combater quando o inimigo me quer provocar, procedo com valor. Como sei que o duelo é covardia, não enfrento o adversário, dou-lhe sempre as costas e corro, pressurosa para Jesus... É tão doce servir o bom Deus na noite na prova! Só temos esta vida para viver de fé” (idem).

Conhecemos bem a história do paralítico cujos bons amigos o fizeram chegar até Jesus, descendo-o pelo teto da casa; por isso, quando os pecados nos impedirem de chegar a Jesus, deixemos que os bons amigos, o sofrimento, o confessor e a confissão nos levem até Ele.

Talvez nem Santo Agostinho, nem Santa Maria Madalena, nem muitos outros santos se tivessem santificado se não tivessem caído. Foram grandes no pecado e grandes na santidade. Tiveram de tocar o chão duro para experimentar a misericórdia de Deus.

Nossas faltas fazem-nos conhecer experimentalmente e tocar com os dedos a nossa miséria e impotência e nos dá a humildade. As quedas nos ajudam a desprezar-nos e a confiar em Deus. São remédios contra o nosso orgulho, contra o amor-próprio, a presunção, etc. Por isso, ao cair, não podemos ficar pisoteando a alma, sem querer aceitar, por refinado orgulho, a própria queda, mas, ao contrário, dizer como ensina São Francisco de Sales: “Ó minha alma, pobre alma, levante, é grande a misericórdia de Deus”.

O grande santo também afirmava que “entre a Misericórdia e a miséria há uma ligação grande que uma não pode se exercer sem a outra.”

A nossa miséria nos confere um direito sagrado de confiar na Misericórdia. Ou me salvo, confiando na Misericórdia, ou me condeno desesperado, sem ela.

Não é à toa que Jesus mandou Santa Faustina escrever no quadro da Misericórdia: “Jesus, eu confio em Vós!”

Diante de Deus tem mais direito quem mais necessita. Entre muitos doentes, qual deles é atendido primeiro? É o mais enfermo. Foi para socorrer a nossa miséria que a Misericórdia baixou à terra.

Santo Agostinho dizia que até os nossos pecados contribuem para a nossa santificação quando os aproveitamos bem. Portanto, coragem e confiança, alma humana, que vive a cair!


Fonte: Felipe Aquino


24 de julho de 2012

O QUE QUERIA LUTERO?

Chegados ao limiar do quinto século de existência da Reforma Protestante, cabe-nos a pergunta, se o estado das divisões e redivisões das comunidades evangélicas corresponde aos desejos iniciais do magno reformador Lutero.

Podemos afirmar, com garantia, que o seu desejo era reformar a Igreja Católica, e não dividi-la. O estado atual permanente de formar novas comunidades deve ser considerado um fracasso repetitivo.

Essa situação proveio da inabilidade dos católicos e da afoiteza dos reformadores. A túnica de Cristo é inconsútil, feita de uma costura única. Os soldados disseram: “Não vamos repartir a túnica” (Jo 19, 24). Não podemos dividir a Igreja de Cristo. Sua herança (a Igreja), deve ser objeto de esforços por parte de todos, para reformá-la, segundo o evangelho. Essa foi a idéia inicial, e que precisa ser retomada. (Ver Pannenberg “Reformation und Einheit der Kirche”).

O que está acontecendo no Brasil é totalmente inaceitável. Os membros da Igreja Católica são considerados os “doadores universais” de todas as religiões, das comunidades evangélicas, e das seitas. Por sua falta de formação doutrinária, é fácil fazer a cabeça dos católicos. É o tentador proselitismo, totalmente contra o espírito do evangelho.

Muitos “pregadores” aliciam suas vítimas, e até as seduzem com falsos milagres. Como podemos classificar essa migração dos fiéis, esse abandono puro e simples da fé, na qual foram batizados? Antes de tudo devemos considerar que, em si, isso pode ser considerado uma apostasia da fé. Portanto, pecado grave, cuja absolvição deve ser buscada na Confissão. “Nós somos o seu povo e seu rebanho” (Sl 100, 3).

Essa leviandade de abandonar a fé, pode provir de um desentendimento ocasional com o Padre (as outras religiões também tem líderes nervosos); pode ter origem num falso milagre (pura sugestão); ou de um sentimento de culpa provindo de falsas acusações.
Mas eu tenho para mim, que a maioria dos que abandonam a graça do seu Batismo, são possuídos de boa fé.
Portanto induzidos ao erro, sem culpa. Não é o mesmo o que penso sobre os proselitistas, os que iludem, acusam e prometem o que não podem. São Paulo os esconjura: “Cuidai com os que provocam divisões contra a doutrina que aprendestes” (Rom 16, 17).

Fonte: Exmo. e Revmo. Sr. Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ

LUTERO, OS REFORMADORES, E NOSSA SENHORA

O protestantismo atual se mostra intolerante com a Virgem Santíssima, no entanto, Martinho Lutero, Calvino, Zwinglio, e os reformadores do Séc. XVI tinham uma estima e reverência profundas a Nossa Senhora, como poderemos ver abaixo.

 Algumas denominações protestantes estão redescobrindo isso. Por exemplo, Madre Basiléia Schlink, luterana, prega a recuperação da veneração à Virgem Mãe de Deus.

Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a "doce Mãe de Deus". E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: "Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat... Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém. ("Comentário do Magnificat").

Como então os protestantes, os seguidores de Lutero, não aceitam a intercessão de Nossa Senhora? É bom recordar também que Lutero implorou a intercessão de Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, quando quase foi atingido por um raio.

Lutero disse ainda: "Ela [Maria] nos ensina corno devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro­curar nele o nosso interesse... Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre corno o da Virgem." ("Maria Mãe dos homens", Edições Paulinas, SP, p. 561).

"Maria - escreve Lutero - não se orgulha da sua dig­nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra... Ela não exaltou nem a vir­gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (...) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus". (idem)

Lutero mostra que Nossa Senhora não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus: "... Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, dei­xando que a obra seja inteiramente de Deus" (idem pp.574-575).

Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem”.

Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê:

Madre Basiléia, é da Sociedade das Irmãs de Darmtadt, fundada na Alemanha e presente no Brasil, luterana; no entanto, as irmãs dessa Comunidade acrescentam no seu nome de Batismo o de Maria, como acontece em algumas Congregações católicas. M. Basiléia escreveu o livro “Maria – Der Weg der Mutter des Herrn”, sobre o “Caminho de Maria”, publicado em Português, em Curitiba (1982), onde cita algumas coisas que Lutero escreveu da Virgem Maria, que transcrevemos da Revista Pergunte e Responderemos, n. 429, 1998 – Lutero e Maria Santíssima, pp. 81-86).

“O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.

“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: “Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano”. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria”.

“Esta única palavra “mãe de Deus” contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exalta-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser mãe de Deus, é preciso pesar e avaliar esta palavra no coração”. (Explicação do Magníficat)

Depois de citar essas palavras de Lutero, M. Basiléia ainda escreve: “Ao ler essas palavras de Martinho Lutero, que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo).

E M.Basiléia explica porque escreveu este livro para os evangélicos: “Minha intenção ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus... Minha sincera intenção ao escrever esse livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as Palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador”.

Continua M. Basiléia: “A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor; receando com isso reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que aconteceu é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua Mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado”... “É também intenção nossa – como Imaculada de Maria – contribuir em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: “Bem-aventurada a que creu”!

João Calvino, o reformador protestante de Genebra, aceitou o título de “Mãe de Deus” (Théotokos) definido pelo Concílio de Éfeso, no ano 431, quando foi condenada a heresia de Nestório. Ele sustenta a Virgindade de Maria, afirmando que os irmãos de Jesus citados em Mt 13, 55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da Sagrada Escritura”. (Revista PR, n. 429, p. 34, 1998)

Calvino disse: "Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

"Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra." ("Corpus Reformatorum")

Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)

John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: "Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada."

Ora, se os fundadores do protestantismo veneravam e amavam tanto a Virgem Maria, por que, então, hoje, observamos uma repugnância à Mãe de Deus? Nossos irmãos separados devem com urgência rever esta questão, como pede a luterana M. Basiléia. Não queremos afrontar esses nossos irmãos, ao contrário, queremos apenas convidá-las a juntos louvarmos e honrarmos Aquela que nos deu o Salvador.

Fonte: Felipe Aquino

Matheus 12,46-50 Querer somente o que Deus quer


Querer somente o que Deus quer (Mt 12,46-50)
Aquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, apareceram sua mãe e seus irmãos, que, do lado de fora, procuravam falar-lhe. Disse-lhe alguém:

 “A tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e querem falar-te”. Jesus respondeu ao que lhe falara:
“Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?”. E, indicando com a mão os discípulos, acrescentou:
“Aí estão minha mãe e meus irmãos; pois, todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Mt 12,46-50)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol

Querer somente o que Deus quer é lógico para quem está verdadeiramente apaixonado por Ele. Fora dos Seus desejos, nós nada desejamos, e se desejássemos, era apenas o que é conforme à Sua vontade; se assim não fosse, a nossa vontade não estaria unida à Sua. Mas, se estivermos verdadeiramente unidos, por amor, à Sua vontade, não desejaremos nada que Ele não deseje, não amaremos nada que Ele não ame e, abandonados à Sua vontade, ser-nos-á indiferente o que Ele nos envie ou onde nos coloque. Tudo o que Ele quiser de nós ser-nos-á, não apenas indiferente mas, mais do que isso, agradável.
Não sei se me engano em tudo o que digo; submeto-me em tudo Àquele que entende estas coisas; digo somente o que sinto. Na verdade, não desejo mais nada a não ser amá-Lo e tudo o resto entrego nas Suas mãos. Faça-se a Sua vontade! A cada dia me sinto mais feliz, no meu completo abandono nas Suas mãos.

Fonte: Dominus Vobiscum

A Mulher e a Igreja - parte II


Continuando com o Tema:

O grito feminista por liberdade, como vimos, ultrapassou a esfera daquilo que foi predisposto por Deus para elas, entrando na esfera do inconformismo, da rebeldia.
O que as reportagens vindas dos EUA deixam transparecer é mais ou menos como se as freiras americanas dissessem assim: bom, na política nós já somos vereadoras, prefeitas, deputadas e até presidentas e primeiras ministras.

Na economia dirigimos e construímos escolas e hospitais e dominamos sobre cadeias de lojas e corporações, então que espaço nos falta conquistar?
Se até na guerra lutamos ao lado do homem, então falta apenas crescer na hierarquia e dominar a Igreja Católica, onde somos maioria!

De fato, já somos nós coroinhas, somos ministras extraordinárias, comandamos a liturgia, então quem tem moral na Igreja para nos impedir de avançar?
Sim, sacerdotisas, por que não?
Bispas, pois os evangélicos já as têm! Papisas, ótimo, mais um degrau para mostrar nossa supremacia sobre os homens.

Sim é na Igreja Católica, onde agora explode este cancro pestífero. No artigo anterior, citei o caso da batalha que está acontecendo nos Estados Unidos, entre os bispos e a LCWR - Conferência de Liderança da Mulher Religiosa – quase uma espécie de CNBB das freiras – que concentra 70% das mais de 57 mil freiras americanas.
Por ordem do Vaticano, os bispos se viram forçados a agir de forma mais dura, as chamando à realidade:
ou seguem ciosamente a Doutrina de Pedro, ou o Vaticano terá que tomar duras medidas contra elas.
Na verdade, o Vaticano estava tentando há tempos resolver a questão delicada, de uma forma sigilosa, mas agora estourou o confronto.
O primeiro “round” causou um choque e até certa perplexidade, porque tudo parecia ir tão bem com elas!


Eu li diversas reportagens falando sobre a questão destas freiras, e inicialmente tive dificuldade de entender o que estava por trás da questão.
Afinal, sob a direção eficiente das freiras católicas, estão milhares de creches, escolas, hospitais, e orfanatos que elas não somente constroem como administram na parte humana, prestando assim um serviço excepcional, por todo aquele país.
É inegável a contribuição social dada por estas mulheres, e por isso mesmo, por todo o país se levantaram imediatamente milhares de vozes em defesa delas, contra os bispos. Inclusive um dos mais destacados e influentes jesuítas do país veio em defesa da entidade e disse: estou com elas e não abro!
O que significa dizer: estou contra os bispos e contra o Papa. Portanto, contra Jesus!

Falamos em bispos americanos, e todos devem ter lido e sabido sobre a quantidade avassaladora de escândalos que aconteceram com os padres daquele país, muitas vezes sob a vista grossa dos príncipes da Igreja.
Bilhões de dólares em gastos para pagar indenizações, centenas de Igrejas vendidas para cobrir estes diabólicos desmandos.
Mas o que está acontecendo então?
- Ponto um: o que se verifica é um questionamento sibilante da autoridade dos bispos, como se as freiras dissessem: vocês não têm moral alguma para nos chamar a atenção, diante de tudo o que vocês deixaram passar!
- Ponto dois: verifica-se uma centelha de rebeldia, como se dissessem, nós mandamos em todas estas coisas, nós tocamos sozinhas todas estas obras, então nós também devemos ter autoridade para tocar a Igreja como nós achamos que deve ser! Opa! Aqui entrou um elemento extremamente perigoso.
Temos aqui o mesmo grito de Lúcifer! E agora coletivo porque se trata de uma Associação!

Mas qual o gatilho do germe da desobediência de tais freiras americanas?
Qual a heresia que pregavam, ou que erro elas cometiam?
Sim, elas estavam assumindo posições totalmente antagônicas com a Doutrina da Igreja.
Em síntese a aceitação e a defesa da política abortista e pró causa gay do governo Obama, um dos mais abomináveis que aquela nação já teve a desgraça de construir.
Sim, aceitando aplicar em seus estabelecimentos. Não somente a política abortista, mas também a defesa do pecado do homossexualismo praticante, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, algo que a Igreja de Pedro jamais irá aceitar.
Chegavam a exigir não mais a celebração da santa Missa por um sacerdote, em suas reuniões, mas queriam uma mulher celebrante. É neste ponto que a coisa chegou!

Então elas resolveram participar da ação política daquele maligno governo, aplicando nas creches, escolas, hospitais e outras dependências católicas por elas dirigidas, os princípios nefandos de um governo pagão, totalmente contrário aos ditames do Evangelho de Jesus, e completamente divorciado dos mandamentos da Lei de Deus e da Igreja.
Como se dissessem:
- se os bispos sem moral não aceitam, eles não mandam mais em nós. Vamos então fazer do nosso jeito. Quem nos poderá proibir?
- Terrível isso! Mas elas esquecem que sua obediência maior deve ser com o Vaticano, com o Papa, e este tem sim moral para exigir que elas mudem imediatamente de comportamento. Terão se que se submeter a uma revisão dos estatutos, e a novas regras determinadas por uma comissão do Vaticano.

Mas ó, desgraça, quando a comunidade americana se levanta em defesa das religiosas, não o faz por causa das obras da fé que elas executam, mas pelas obras do mundo, que os beneficiam.
Eles não estão preocupados com a situação da Igreja Católica, nem com a moral e a doutrina, mas com o fato de terem 57 mil funcionárias, e trabalhando muitas delas gratuitamente, até em funções que outras pessoas nem sendo muito bem pagas executam.
Mesmo que trabalhem em hospitais, e mesmo que o façam gratuitamente, esta não é uma função primordial das ordens religiosas femininas – nem masculinas – porque elas deveriam estar voltadas primordialmente para a boa, santa e indispensável catequese.
Elas deveriam receber a doutrina do Santo Padre, seu Catecismo, e com fidelidade absoluta ensinarem e formarem os bons católicos de que o mundo precisa.
De fato, se os Estados Unidos tivessem ao invés de 57 mil enfermeiras e professoras, e sim 57 mil santas, obedientes e fiéis catequistas, com toda a certeza aquele país não estaria num estado espiritual tão lamentável, e os católicos ali já seriam a maioria.

Hoje nós vivemos talvez a parte mais sombria da história humana, na realidade seu capítulo mais negro.
E mais uma vez quem escreve este capítulo é a mulher.
No momento em que ela aceitou do diabo a ideia de que ela é dona do seu corpo, um corpo que gera vida, e que, portanto ela não somente pode dispor deste corpo como bem lhe apetece, como também pode decidir sobre a vida que nela é gerada, a mulher não somente dá um grito de liberdade contra o homem, mas lança um desafio terrível contra seu Criador.

Nós jamais poderemos falar somente em nazismo com seus seis milhões de assassinados, jamais poderemos abominar somente o comunismo, por seus mais de 100 milhões de crimes, jamais poderemos criticar o genocídio dos negros e dos índios, nem o martírio romano, SE ANTES não tomarmos ciência e não colocarmos no topo desta tenebrosa lista assassina, a chaga mundial do aborto, que, sozinho, disparadamente cometeu dezenas de vezes mais crimes, do que todos estes outros genocídios juntos.
Como é que alguém pode sequer pensar em aprovar algo tão sinistro?
A Igreja de Pedro, jamais aceitará isso!

Não só cometeu como continua cometendo, e agora sob o beneplácito de leis humanas.
Leis desafiadoras e rebeldes que não somente lançam um grito de independência contra o Autor da Vida, como lhe atiram aos pés, todos os dias, em torno de 180 mil cadáveres de crianças em formação.
Sob uma infinidade de argumentos satânicos, matam-se as crianças nos ventres sob as mais hediondas formas de tortura, interrompendo o ciclo normal da vida, e mudando a face da humanidade.

Na natureza a ação pérfida, maléfica e destruidora do homem tem quebrado todos os ciclos vitais, de modo que ela agora se volta contra ele mesmo, e acabará por devorar mais de 2/3 partes da humanidade – basta que o Deus que é agora desafiado pelas feministas solte as rédeas dos quatro anjos do Apocalipse, e os sete anjos com as taças da divina ira – da mesma forma a natureza humana está quebrando seu ciclo vital, em vista da morte de milhares de cientistas que são assassinados nos ventres maternos.

Volto à mulher, e ao plano de Deus!
O Capítulo 26 do livro do Eclesiástico trás algumas constatações sobre as maldades e as virtudes da mulher. Esqueçamos as primeiras e vamos às virtudes:

- 18 É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada.
- 19 A mulher santa e honesta é uma graça inestimável;
- 20 não há peso para pesar o valor de uma alma casta.
- 21 Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa.
- 22 Como a lâmpada que brilha no candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto na idade madura.
Ou seja, esta deve ser a meta da mulher, esta criatura extraordinária que é chamada a ser a alegria, não somente do homem, mas do mundo.
Porque ela faz sua própria felicidade no amor de Deus, na felicidade do seu esposo, dos filhos, da comunidade e da Igreja.

Mas há um versículo deste capítulo, que engloba tudo aquilo que estou tentando falar, e diz assim:
- 24 Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim são os preceitos divinos no coração de uma mulher santa.
É neste verso que se concentra os desejos de Deus para a missão da mulher neste planeta. Ou seja: assim deve ser! Sim é isso que faz a mulher santa! Foi no coração dela que Deus plantou seus preceitos divinos, numa aposta ímpar, mesmo com a traição de Eva, mesmo assim pos nela os fundamentos da Lei, os princípios do amor, os primórdios da doçura e da ternura, para transformarem o mundo, de uma pedra rija em um coração de carne.
Sem a mulher divinamente santa, e sustentáculo da moral, o mundo seria frio e vazio, e não só isso, seria – como está se tornando – um antro putrefato de imoralidade. Até porque está no mesmo livro: toda a malícia do homem vem da mulher!

Mais que isso, está se tornando num espectro de morte, porque uma vez que a mulher perdeu o pudor, o recato, a candura uma vez que ela resolveu desfazer-se dos apetrechos morais que Deus lhe colocou no coração, resolveu expor seu corpo como carne de consumo, aceitando participar de um maligno jogo de seduções, isso mais uma vez leva a mulher a trair o plano divino.
Como já uma vez foi aceito por Eva. Então, tudo o que tenho tentado dizer neste texto nos leva a perceber que duas gigantescas forças caminham hoje para a destruição da Igreja Católica.

De dentro da Igreja os homens maus que aceitaram do demônio o convite de se tornarem servos do anticristo, defendendo uma doutrina diabólica e pervertida, como se fosse verdade.
E neste momento se junta o grito rebelde da mulher, que resolveu imperar também dentro da Igreja, e é quando comete a mais louca de todas as suas decisões.
Antes se podiam ver algumas mulheres isoladas reivindicando estes “direitos”, o que vemos agora é um grito coletivo.

O que aconteceria se a Igreja abrisse espaço para a ascensão das mulheres subindo escalas na hierarquia? Dar-se-ia exatamente a mesma coisa que num casamento e com seu esposo, e numa família. Jamais soube de um lar onde a mulher mandasse que houvesse perfeita harmonia.
Certa vez escrevi um artigo que chocou algumas pessoas, quando afirmei que, quem mais discrimina o negro, é exatamente o próprio negro.
A mesma coisa nós podemos afirmar em relação à mulher: quem mais discrimina a mulher é ela mesma, mais julga, mais observa, mais critica e menos obedece. Você pode eleger a presidenta de uma nação, mas jamais conseguirá eleger uma autoridade por efeito de dom, apenas obedecerá a uma imposição por efeito de lei. Vou ser bem claro: presidenta é ridículo! É uma capitulação humana! E isso tanto da parte do homem, como principalmente da mulher.

A imensa maioria das mulheres a irá discriminar duramente, salvo uma pequena minoria destas gritadoras e infelizes libertárias que se sentirá exultante, mas estas riem como as hienas, com o esgar de satanás. Entre os homens ela obterá um crédito por mera benevolência, no mais, só críticas acintosas e charges irreverentes! Errado de ambas as partes, mas..
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O grande problema é que a mulher é tremendamente visada. Se ela aparece no presbitério duas vezes com o mesmo vestido, logo dizem: uma relaxada! Se aparece cada dia com vestido diferente, logo dizem: exibida! Se ela pinta o cabelo, dizem: quer aparecer! Se ela se veste sem recado, dizem: uma assanhada!
Se ela é velha, dizem: uma chata e cocota! Se ela é mais nova, dizem: uma franguinha! Ou seja, nada satisfaz as pessoas.
A começar pelas próprias mulheres.

O interessante – e a diferença – é que se um homem for o ano inteiro, com a mesma roupa, o ano inteiro, ninguém nota. Vejam que a própria Nossa Senhora, já naquele tempo, se obrigava a ter dois vestidos, um branco e um cinza, porque embora sua roupa nunca sujasse, se ela aparecesse todos os dias com a mesma roupa, já a criticavam.
E assim, a decadência das religiosas, em todo mundo, começou com o abandono do hábito, que as imunizava de muitos ataques do maligno. E quando você observa a foto das líderes americanas, de cabelinhos curtos e vestidos de marca, percebemos que o feminismo nefasto fez ali seus estragos.
A desgraça se completa – quanto à vestimenta da mulher – se ela se apresentar com calças colantes e transparências. Eis a máquina de sacrilégios!

Alguém achará duro demais?
Acaso seria machismo da parte de Deus?
Acaso machismo de São Paulo que as quer servindo a Igreja com orações, e como ouvintes atentas?
E agora perguntamos seriamente: Que seria da Igreja se ela introduzisse e aceitasse o sacerdócio feminino? Respondo com outra pergunta: que aconteceu com a ordenação de mulheres entre os protestantes?
Alguém já mediu a extensão do desastre?
Respondo agora com um desafio: encontrem-me dentre todas as civilizações do passado, uma só delas, que tenha introduzido sacerdotisas em seus cultos, que tenha subsistido por muito tempo – sim as vestais de Roma, que também caiu – sem afundar na orgia devassa até desaparecer da face da terra!
Sem dúvida, este seria o princípio do fim da Igreja!
Eis porque nunca acontecerá!
A Igreja jamais será destruída, portanto jamais entrará nela o sacerdócio feminino.

Finalizando, é terrível perceber que na atitude das freiras americanas se esconde um germe pavoroso de rebeldia coletiva, uma amostra da apostasia antes não perceptível, e mais do que isso, uma realidade nefasta que causará um grande desastre na Igreja.
Nos desejos do falso profeta, seu catecismo negro, segundo consta, levantar a bandeira do sacerdócio feminino, e abrir espaço para o casamento dos sacerdotes.
Façam uma pesquisa entre os sacerdotes, de hoje perguntando quantos deles se casariam imediatamente se a Igreja permitisse!

Pesquisem entre as mulheres libertárias quantas aceitariam serem sacerdotisas para comandar na Igreja. Tenha certeza, o número é muito maior do que se possa imaginar.
Há um fermento mortal levedando a massa da apostasia, e é questão de pouco tempo para explodir em caos. As mulheres libertárias acabam de acionar o segundo gatilho, dando um grito uníssono.
O terceiro e último virá com a saída do santo padre e depois da entrada do falso profeta ou antipapa.

De fato, até agora tudo nos dizia que a pressão pelo sacerdócio feminino vinha de alguns dos próprios padres - para fazer média com as mulheres - tendo em vista a redução do número das vocações e da falta de sacerdotes apara atender o povo santo.
Mas no momento em que um imenso grupo de mulheres encampa a ideia, e não somente isso, rebela-se contra decisões dos bispos, e do Santo Padre, abre-se mais uma brecha nas fileiras da Igreja, aumenta o rombo da apostasia e escancara-se o cisma.
Se este grito libertário ecoar pelo mundo inteiro, podemos ter certeza de que o exército fiel ficou menor.
Mas se fosse aprovado o sacerdócio feminino, haveria um dilúvio de sacerdotisas, junto com um dilúvio de problemas.

Entretanto se quisermos ter uma explosão de vocações ao sacerdócio masculino, basta que as mulheres, as catequistas de Deus, cumpram com humildade e fidelidade a função para a qual foram criadas e os eduquem. Sim, porque o filho sacerdote começa sem dúvida em casa, pela catequese da mãe e o exemplo de firmeza moral do pai, embora se complete no exemplo indispensável dos sacerdotes santos.
Terrível e em estado de morte espiritual toda a paróquia que não tem nenhum dos dois: nem famílias santas, nem padres santos.
É destas comunidades que nascem as mulheres libertárias, descontentes, inconformadas, fautoras de divisão, de discórdia e de destruição.

Último parágrafo! Termino dizendo que no Brasil estas ideias também campeiam entre muitas mulheres! Entre elas temos freiras hereges e não são poucas, dando seus malignos cursos de deformação católica.
E há mulheres “pregadoras”, que mesmo não sendo religiosas, querem alçar voos ao papado criando doutrina.
Eis a pérola que recebi ontem, vinda de uma destas pregadoras que atua no triangulo mineiro.
Disse ela: a redenção não deve ser creditada a Jesus, mas sim a Maria Madalena!
Quem deveria estar nos sacrários seria ela. Só o inferno poderia ter-lhe ensinado.
Que Jesus venha logo acabar com tais descalabros, antes que as freiras americanas encampem esta nova “redentora”.

Está no Eclesiástico 25, 30: Se a mulher tiver o mando, ela se erguerá contra o marido... E contra a Igreja!
A força da mulher é tremenda! Vem Jesus, antes que esta “força” acabe com Tua Igreja!

A Mulher e a Igreja

Dias atrás escrevi um artigo sobre um grande “cisma” que está acontecendo com a Igreja Católica, onde foi possível perceber que estamos na proximidade de um tremendo cataclismo espiritual, e isso em todas as nações onde a Igreja está presente.
Jesus nasceu e veio ao mundo, para dar sua vida pela nossa salvação.
Para dar continuidade ao Seu projeto, depois de Sua morte na Cruz, ele fundou sua única Igreja, nos deixou como caminhos de salvação os sete Sacramentos, com ápice na Sagrada Eucaristia, através da qual Ele prometeu estar presente conosco, até o fim dos tempos.
Sua ordem mais profunda para nós católicos, certamente foi esta: sejam um só, como o Pai e Eu, somos um. Peço para Nossa Senhora que me ajude neste texto espinhoso: a relação entre a Igreja a mulher... E o homem!

Na realidade, grande parte da tarefa de manter esta Igreja viva e unida foi legada para a Grande Mulher, Maria, e para todas as mulheres que a seguem.
A Igreja cresceu e floresceu nos primeiros anos simplesmente sobre os joelhos de Maria, ela é que em última palavra apoiava e ajudava a solucionar as primeiras grandes questões da Igreja nascente.
A mulher nunca esteve fora da Igreja, como se pode pensar, e ao exemplo de Maria Santíssima, jamais esteve fadada a um lugar subalterno nela, bem ao contrário, Deus lhe confiou um lugar de destaque, exatamente na catequese. Enquanto a mulher se mantiver ativa, a Igreja estará viva e salva, porém se rejeitar a proposta de Deus, e tentar subverter a ordem das disposições divinas, a mulher colocará em risco a unidade da Santa Igreja, mormente se empreender uma rebelião coletiva. De fato, nossa Igreja não está mais una, exatamente por causa da rebelião da mulher. Um germe nocivo do feminismo satânico está aos poucos atacando a Igreja, e o estrago já está grande!

Sim, há mais um fator de divisão no ar! Após Jesus, nos dois milênios que seguiram, na realidade perfeita, nós jamais cumprimos os desejos de unidade do Pai. Desde a Igreja nascente, até os nossos dias, o inimigo de Deus e das nossas almas, este infiltrado em nosso meio, provocando a heresia, a divisão, a discórdia, a perseguição e a guerra. Milhares de hereges e heresias foram suscitados no decorrer dos tempos, e contra elas a parte fiel do rebanho lutou tenazmente, e venceu sempre, uma após outra, tremendas batalhas. Houve muitos heresiarcas homens, e também Santas mulheres foram suscitadas por Deus para combatê-los.
Muito sangue regou a terra, sangue santo, milhões de mártires deram a vida pela Igreja, pela fé, pela doutrina, pela Eucaristia, e pela unidade, por tudo aquilo que temos de divino e sagrado, tesouros infinitos. Tesouros de eternidade!
A frase de Jesus para nossa Igreja foi esta: o inferno jamais prevalecerá contra ela! Mas e se a heresiarcas forem certas modernas mulheres rebeldes, como agir?

No artigo em questão eu levantei uma série de pontos que nos mostram a divisão, a separação já visível de dois grupos que se digladiam ferozmente:
- com Pedro, e contra Pedro! A Santa Igreja do Céu é UNA, contra a já não santa e falsa igreja do mundo. A Igreja de Jesus, contra a seita dos homens! Uma mentira gigantesca que quer colocar para fora a verdade que encontra cada vez menos adeptos. Aquilo que é imutável e eterno, contra aquilo que é mutante, mas dizem ser moderno. Eis o satânico modernismo!
Os Santos Padres definiram esta desgraça com a raiz de todos os males que hoje dilaceram a Igreja de Jesus. Ambos os lados agem dentro dela, cada um deles se dizendo a verdade, quando são absolutamente antagônicos.
A Igreja verdade é UMA só e deve procurar o Céu como meta – porque nosso reino não é aqui – mas há uma falsa, a corrupta igreja degenerada que procura o mundo, a igreja do homem. Já não é Jesus o centro, mas o homem e a mulher, pois são eles quem se divinizam, se priorizam e se adoram.

Que palavra poderia definir com precisão este estado de coisas: inconformismo, esta a palavra chave.
O homem, diante do progresso da ciência, do avanço dos conhecimentos, vendo a possibilidade do clone, vendo o homem pisando em astros distantes, criando imensos e destruidores exércitos e acumulando riquezas sem fim, passou a colocar em si mesmo a fonte dos poderes, e com isso acendeu na alma a mesma centelha de Lúcifer que os anjos maus acenderam um dia:
- a fogueira da rebeldia, que leva à desobediência, que produz a divisão e a discórdia. Iluminado pelas falsas luzes do inimigo, o homem achou que poderia dispensar Deus, que não precisa mais Dele, porque já tem maturidade, forças e poderes suficientes para reger seus destinos.
O homem – e agora também a mulher – querem se libertar dos mandamentos de Deus, para erigirem outra igreja, humana e separada do Criador.

Sim, o inconformismo! Vejam a humanidade de hoje! Narcisistas ao extremo, imensas são as levas de povos não se conformam com o que são pessoalmente e nem com o que possuem.
Na área do ter, com a rapidez furiosa dos meios de produção e a criação de novidades, a disputa por possuir o aparelho da moda – o top de linha – faz com que milhões de tolos alucinados gastem o que não possuem, para gozar alguns minutos da “felicidade” de ter o “melhor”, o mais rápido, o mais bonito, o mais versátil.
E formam-se diariamente montanhas assombrosas de lixos eletrônicos, de sucatas, tantas vezes com materiais de perfeito uso, apenas não mais da moda, ou do topo da linha. E assim vai com o automóvel, com a roupa, com o calçado e o vestido, num desperdício infame, parte de um criminoso processo de disputas insanas. Quando na rapidez das trocas, há tecnologias novas de minuto a minuto!

Na área do ser, os corpos pintados, cheios de tatuagens, enfiados em milhares de ferros, brincos, colares, e até com mutilações asquerosas, repugnantes e aterradoras, fazem daqueles que deveriam ser seres humanos, em nada mais que aberrantes espantalhos em plantações de alpiste.
As mulheres em suas plásticas sem conta, uma atrás da outra, hora aumentam, ora diminuem os seios, ora aumentam ora diminuem as nádegas, ora acrescentam ora repuxam as peles do corpo, sempre eternamente inconformadas com as perfeições sem conta que Deus nelas colocou, para serem as mais belas representantes da maravilhosa criação divina.
Tudo isso caminha para um desastre aterrador, porque o homem tem tocado em partes que não lhe competem, e quebrando o ciclo da perfeição, resta o caos.

Vamos adiante com a mulher e a Igreja de Cristo.
Quero antes de tudo levar uma palavra de louvor para as santas mulheres deste mundo, heroínas verdadeiras e joias finas do melhor quilate.
Refiro-me às santas mulheres dos seus lares, às donas de casa, esposas presentes de fato, mães de família presentes, mães ciosas junto de seus filhos e presentes, momento a momento, desde o dia da feliz concepção até o tremendo momento da morte.
Mães nos moldes pretendidos por Deus! Mães geradoras da vida, e formadoras das personalidades.
Mães que são o sustentáculo moral dos lares, e valentes mantenedoras da fé.
Mães que não trocam jamais a missão divina que lhes compete, em troca da disputa por cargos com os homens, em troca da independência financeira, da falsa liberdade que o mundo lhes promete, mas mente. Mães humildes, que não acham de forma alguma degradante a missão de cuidar das lides domésticas, esposo e filhos porque sabem que dali mesmo elas cuidam do mundo. E o comandam!

Nós sabemos que o inimigo odeia de morte todas as mulheres, mas acima de tudo às Mulheres maiúsculas que apontei acima.
Sabemos que ele faz de tudo para depreciá-las, rebaixá-las e mesmo destruí-las, porque as considera inferiores, e porque têm em Maria o seu modelo.
Ora a mais perfeita de todas as criaturas jamais criadas por Deus foi uma Mulher, e Sua obra de perfeição não poderia extinguir-se naquela que foi feita Mãe de Deus, se não se estendesse a todas as mulheres da terra.
Fantástica aposta de Deus: por uma mulher entrou o pecado no mundo, por outra Mulher virá o Salvador. Pode-se dizer que missão mais sublime e mais necessária dentro do plano de resgate das almas foi confiada à mulher, como discípula de Maria. Não existe então poder humano, nem homem algum que a poderá suplantar em perfeição. Nem existe, homem ou demônio que a poderá destruir! Quem então, dentre os seres criados pode destruir este ser tão cheio de dons? Somente ela mesma, por livre decisão! Por livre arbítrio!

Pois neste momento eu pergunto, para que cada um possa discernir:
- qual é mais terrível, o fato de o mundo rebaixar a mulher, ou o fato de ela rebaixar-se a si mesma?
A culpa é do mundo que comercializa a mulher que é vendida como produto de consumo, e abundante – portanto depreciado e cada vez com menos valor – ou é culpa da própria mulher que aceita e gosta disso? Sim da mulher que se vende pelos atrativos físicos, se prostitui com seus trajes provocantes, se apresenta como fêmea e não mais como sustentáculo da moral cristã, e que cada vez mais aceita justificativas mundanas para mais se expor como mercadoria comum e barata!
É por acaso o demônio o culpado deste desastre?
É o homem que a rebaixa?
Infelizmente a resposta é, que grande parte das mulheres aceitou o jogo do diabo, que hoje as odeia, mais ainda e acima de tudo, porque elas tendo tudo para alçarem o topo, deixaram-se enganar, reduzindo-se ao mínimo. Em nome de uma falsa liberdade, que as tornou escravas de três turnos!

Deus criou o homem e dele tirou a mulher, carne de sua carne, sangue de seu sangue.
Eva foi tirada de Adão e esta não é uma linguagem figurativa, mas real, física e proposital. Deus não os criou para serem um superior ao outro, mas para os dois serem um só, em igualdade de direitos, sim, resguardados os dons particulares e as condições e físicas de cada um, ambos perfeitos para o fim maior: crescei e multiplica-vos e enchei a terra!

O dilema acima, sobre quem é culpado pela deturpação cada vez mais acintosa dos relacionamentos humanos, jamais foi resolvido. Baseado na maior força, muitas vezes o homem impôs sua vontade, mesmo estando errado, submetendo a mulher tantas vezes ao regime de verdadeira escrava. Ninguém poderá negar isso! E ainda hoje, são milhares as mulheres que levam vida de semiescravidão, dominadas por brutamontes insensíveis. Rios de sofrimento surgem destes relacionamentos. Não foi para isto que Deus as criou. Não se faça Deus culpado da situação desoladora da mulher de hoje!

Sim, tudo foi muito mal, durante os milênios. Até que começou a piorar, de forma cada vez mais violenta. Foi quando surgiu o feminismo, esta pseudocorrente de libertação da mulher, que as levou a cometer um sem fim de desatinos.

Na realidade, não foi o homem que afrouxou as rédeas para que elas se “emancipassem”, mas sim, ele apenas soltou a corda para que elas se enforcassem.
Ao pretexto de levar vida independente o primeiro erro delas foi desejar não ser mais um só com o homem – tal como Deus havia determinado – mas passarem a querer ocupar o lugar do homem, ser como o homem, competir com o homem, ganhar mais do que o homem, vestirem-se como os homens, para poderem esmagar o homem, ocupar o mesmo espaço, fazer as mesmas coisas, inclusive as erradas – fumar na rua, beber em público, sentar de pernas arreganhadas – enfim, dominar sobre eles, tal como, pelos séculos, elas haviam sido esmagadas por eles. No fundo, há uma espécie de vingança nestes relacionamentos, onde todos perdem! Perdem os maridos e perdem os filhos, mas, sobretudo perdem as mulheres, que em sua ânsia de se libertarem do plano divino, passam para a escravidão do maligno. E perdem as famílias, e perde a Igreja!

Temos aí então, milhões de mulheres liberadas, independentes, e mais do que isso, ocupando lugares de mando, nos domínios da economia, da política, do comércio e a indústria, e até na guerra, pilotando tanques e aviões de combate, portando metralhadoras e fuzis automáticos. E vestindo calças de homem! Felizes? Acaso elas podem cumprir com eficácia seu papel e até superar os homens em combate? Quem sabe!
Mas vou fazer um comparativo, que fiz outro dia quando comentávamos sobre este assunto, que pode não agradar a todas.

Numa trincheira, soldados homens e mulheres, na hora da necessidade fisiológica, o homem abre a braguilha e faz seu xixi sossegado, E a mulher? Bem você já sabe! Humilhante? Não! E mais, enquanto o homem pinta a cara de preto para não ser reconhecido, a mulher tira o espelho para realçar o batom... E ao lampejo do reflexo pode ser localiza pelo inimigo.

Deus fez tudo perfeito, cada um no seu lugar, e a mulher não foi feita nem para a guerra, nem para a economia e política, nem para o governo do mundo, porque não foi a ela que o Criador deu autoridade e sim o dom do amor.

E é o amor que deve governar. Um não vive sem o outro, a mulher não pode ser hermafrodita, nem o homem nascer de chocadeira. Numa roseira, o caule espinhoso é o homem, duro, resistente, agressivo!
A mulher é a flor, perfumosa, delicada, perfeita e sensível. A mulher é amor, é coração, é ternura, é afeto, é carinho, é doçura! Mas para gerar a vida ela precisa do homem, mais razão, força, rigidez e autoridade. Mulheres sejam submissas a vossos maridos, assim como convém ao Senhor!

Quer a mulher queira ou não, a perfeição do Criador determinou que ela fosse submissa ao seu esposo, não como escrava, mas respeitando a última palavra que é do homem – por causa da maior responsabilidade – sem que a subjugue, sem que a escravize, mas que a ame como a si mesmo, como convém ao Senhor. Partindo os dois para o conflito, a parte mais fraca é sempre a mulher. Sem dúvida é ela que sofrerá mais.

Vamos buscar mais algumas palavras da Bíblia, para acertar alguns detalhes.
Jesus disse: sem Mim, nada podeis fazer! Disse também ide fazer discípulos Meus e batizai-os!
Disse ainda: ide com um cajado, um par de sandálias, uma veste só, o que fala de que humildade, tudo voltado de forma prioritária para a salvação das almas. Isso quer dizer que construir escolas e creches, orfanatos, hospitais e universidades, não é, nunca foi e nunca será a missão primordial da Igreja.
Tudo isso é como subversão do plano divino.

A Igreja, porque bem formada, pode colaborar com a comunidade, pode ajudar e alavancar os projetos sociais tendo em vista um mundo mais justo, mas daí a ela estar na frente para comandar, e construir, ou lucrar com isso vai um abismo.
E isso serve para bispos, sacerdotes, também para os religiosos e as religiosas.
Nem mesmo a construção das Igrejas, das capelas, mosteiros e conventos deve estar ao encargo dos religiosos, isso deve ser feito pela comunidade organizada, como católicos leigos.
O mais não conta como obras da fé.
Aos sacerdotes e consagrados, só uma missão: evangelizar, catequizar, salvar!

É isso, caros amigos! Aqui eu faço mais uma pergunta que não quer calar, e tem a ver com o mesmo confronto que fiz no início:
- são culpados os homens que largaram o presbitério, as funções de ministros, até de acólitos, ou foram as mulheres que forçaram a barra tomando seus lugares?
Sim porque elas caminham no sentido de subverter mais uma vez o plano divino, e descumprir a Palavra de Deus que diz por São Paulo: mulheres fora do presbitério!
Fica difícil obter a resposta porque o leque é amplo de possibilidades, mas minha intuição diz que na realidade a segunda hipótese é a verdadeira.
E o que vemos hoje é que em milhares de comunidades, praticamente tudo é liderado pelas mulheres, e tantas delas se tornam quase donas da igreja e do padre.
Se o sacerdote celebra “in persona Christi” como poderia uma mulher celebrar Nele e por Ele?
Como poderia consagrar? Jesus é Sacerdote homem!

Mesmo que – desgraçadamente – os homens sejam hoje apenas 30% da participação na Igreja, nos movimentos, nos grupos de oração e na catequese, importa saber que os 70% das mulheres entram apenas naquele campo magnífico da catequese:
- a mulher é a catequista da Igreja, como Maria foi catequista de Jesus! Somente por milagre sairá um sacerdote de uma mãe não santa! A lei é de Jesus, do Filho do Homem o ensino desta lei é competência maior da mulher!
Onde?
- A partir do lar, da educação dos filhos, e também da catequese na Igreja!
Como catequistas, porém jamais como sacerdotisas!
Elas deveriam formar os acólitos e futuros seminaristas, e os padres santos, também incentivar os filhos e maridos a serem ministros extraordinários se preciso for, não ocuparem elas estas funções exclusivamente masculinas. Por questão de ordem e de seguimento do disposto por Jesus! Não deveriam forçar!

Sim, é parte inerente da mulher, a catequese, a formação dos homens, aplicando a Lei de Deus.
Sim, o correto é o sacerdócio ordenado, sempre masculino e jamais feminino, sendo o padre o primeiro responsável na Paróquia, porque Jesus escolheu 12 homens como os seus apóstolos, e nem mesmo sua Mãe estava entre eles.

Certo é que Maria foi a primeira ministra da Comunhão, mas sem dúvida ela exerceu seu papel no silêncio humilde da obediência, jamais no rompante da supremacia.
No orgulho de querer galgar o púlpito! Maria foi peça chave na compilação dos Evangelhos, mas atuou no silêncio da formação.
Deus colocou o homem no púlpito da Igreja, e para a mulher deu o púlpito do lar.
É isso que as torna superiores!

Assim como a Mulher, Maria preparou Jesus para a sua fantástica missão, compete à mulher, mãe de verdade, comandar o mundo, de dentro de seu lar, o que ela faz formando os filhos, os grandes homens, para comandarem a política, a economia, e a Igreja.
Eis porque se diz que “por trás de todo grande homem existe uma grande mulher”.
Verdadeira esposa, mãe... E catequista!

Fonte: Recados do Aarão

21 de julho de 2012

Profetas no meio da juventude - Padre Fábio de Melo

Hoje, queremos pedir ao Senhor que Sua Palavra seja como uma lança em nosso coração, e que elas possam produzir os frutos que precisamos.

Estou muito feliz de estar, pela primeira vez, no PHN! Convido você a abrir a Sagrada Escritura, na Carta de São Paulo a Timóteo (2 Tm 2,1-13).

Esta é escrita de um amigo para outro; porque São Paulo ama Timóteo, ele diz algumas palavras para que este seja santo, feliz. É isto que queremos fazer agora. Coloco-me como São Paulo e convido você a se colocar no papel de Timóteo.

Afirma a carta: de São Paulo a Timóteo (2 Tm 2,1-13).

“Então, meu filho, fortalece-te na graça do Cristo Jesus. O que ouviste de mim na presença de numerosas testemunhas, transmite-o a pessoas de confiança, que sejam capazes de ensinar a outros. Como bom soldado do Cristo Jesus, assume a tua parte de sofrimento.

Ninguém que esteja engajado no serviço das armas se embaraça nos negócios da vida civil, se deseja agradar a quem o alistou. Igualmente o atleta, na luta esportiva, só recebe a coroa, se lutar segundo as regras. O agricultor, que enfrenta o trabalho duro, deve ser o primeiro a participar dos frutos. Entende bem o que estou dizendo.”

Continua São Paulo: “Aliás, o Senhor te fará entender tudo isso. Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho.
Por ele, eu tenho sofrido até ser acorrentado como um malfeitor.

Mas a palavra de Deus não está acorrentada. Portanto, é por isto que tudo suporto, por causa dos eleitos, para que eles também alcancem a salvação que está no Cristo Jesus com a glória eterna.
É digna de fé esta palavra: Se já morremos com ele, também com ele viveremos; se resistimos com ele, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele também nos negará, se lhe somos infiéis, ele, no entanto, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.”

O verdadeiro amigo é aquele que olha para o outro e nunca o nivela por baixo. É capaz de olhar dentro do nosso coração e enxergar um jardim que estava obstruído pelas ervas daninhas. Só quem é amigo verdadeiro consegue ver o santo que há no outro, mesmo que este esteja caído, apedrejado pelo pecado; como Jesus fez com Maria Madalena.

A palavra de quem nos ama, muitas vezes, vai nos ferir, mas também nos fará crescer. Semelhante àquele que pratica musculação, porque precisa “ferir” o músculo a partir da disciplina certa, do esforço certo, a fim de que ele cresça.

A palavra de quem nos ama vai nos ferir por dentro para provocar em nós o desejo de sair de nossa zona de conforto. O homem forte já existe em nós, mas ele precisa ser “ferido” para que cresça.

Você, hoje, precisa descobrir este homem forte, para que consiga ver os jardins que há dentro de você.

Nosso trabalho, como evangelizadores, é mostrar ao mundo uma postura diferente a partir de Jesus. Foi isso que São Paulo disse a Timóteo.

Enquanto o mundo quer nos apresentar algumas soluções fáceis, a Palavra de Deus vem nos apresentar uma vida real, que requer esforço, e, principalmente, a graça do Senhor para nosso caminhar rumo à felicidade.

Quais são as razões que o privam de ser “feridos” pelo Senhor? O que tem sido, em sua vida, empecilho para a graça de Deus?


O mundo nos trata como objeto. Muitos têm sido privado da felicidade por causa da prostituição social, das drogas, do álcool. Não se engane, porque o diabo nos tenta a partir de pequenas concessões.

Quando menos esperamos, estamos vivendo escravos do prazer temporário e privados de nossa liberdade. Meus irmãos, não se enganem; a felicidade que o Senhor nos propõe se faz por meio do sofrimento, porém ela é verdadeira, real, concreta. São Paulo sabia que Timóteo era jovem e ofereceu a ele a disciplina como meio de alcançar a vitória.

Estamos às vésperas das Olimpíadas. Vamos ver muitos no pódio, porém, para chegar lá o atleta sabe que precisa de vitórias diárias, deve reconhecer seus limites com humildade e esforçar-se. Se você se empenha em buscar coisas boas, colherá coisas boas, mas se se esforçar para alcançar coisas ruins, colherá coisas ruins.

O desafio de São Paulo a Timóteo é um convite ao testemunho. Ele deseja que seu discípulo vá anunciar, pelo mundo, a felicidade longe da escravidão do pecado. Aquele que deixa seus vícios, que aprende o segredo da felicidade, imediatamente é chamado a anunciar aos seus amigos a Boa Nova.

Se você veio ao PHN, é porque alguém o influenciou, apresentando-lhe este lugar. A influência é o lugar que Deus age, mas o inimigo também. Pergunto a você: "Quem, realmente, está tendo influência sobre você? Quem move os seus sentimentos? Atrás de quem você anda? Quem você escuta?".

São Paulo diz a Timóteo: “Aliás, o Senhor te fará entender tudo isso. Lembra-te de que Jesus Cristo”.
Quem é discípulo de Cristo se lembra sempre d'Ele, por isso é livre, não se prostitui socialmente, não vive escravizado nas drogas e no álcool, mas assume que é um projeto vitorioso nas mãos do Senhor.

Portanto, meus irmãos, depois que jogamos fora todas as ervas daninhas que há em nós, após realmente assumirmos que, no Senhor, está o caminho da nossa felicidade, mas, por ventura, alguém quiser roubar novamente nosso caminho, é preciso que tenhamos a coragem de “ascender as luzes”, que investiguemos, novamente, em cada local, nossa história. Para Timóteo foi muito bom ter recebido a carta de São Paulo, pois esta foi, na vida dele, um instrumento de coragem, porque ninguém é “forte” sozinho. Tenha a ousadia de ser um amigo que leve o outro para o céu.

Coragem! Caminhe na luz, pois ninguém é feliz na escuridão. Deus o ama. Você não está só; Ele cuida de você e, hoje, lhe diz: "Coragem. Que a força do Altíssimo seja derramada em você". Ele o espera, jovem, para que seja profeta, testemunha do céu entre seus amigos. Assuma a força do céu que há em você!

Deus o ama. Você não está só. Ele cuida de você e lhe diz: Coragem!

"Deus espera por você, jovem, para que você seja profeta", afirma padre Fábio de Melo

Fonte: Canção nova - PHN 2012

15 de julho de 2012

Nossa Senhora do Carmo comemora-se dia 16/07

A história de Nossa Senhora do Carmo está ligada a de um grupo monges eremitas que habitavam o Monte Carmelo, no Séc XIII. Eles foram expulsos para Europa pelos sarracenos.

O superior da Ordem era São Simão Stock, que possuía grande devoção à NSRA. Este pediu a ela que os protegesse e recebeu dela um escapulário (espécie de capinha marrom que cobria os ombros, as escápulas, cuja palavra significa escudo, proteção) com a frase:

"Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo".
A Ordem Carmelita é primordialmente orante. Rezam sem cessar por todo o mundo e pelas almas dos mortos. Este é seu principal carisma. Veneram santo Elias e NSRA.

Adoram Nosso Senhor Jesus Cristo como toda a Igreja Católica. São monges e monjas enclausurados, extraordinários em sua missão. Grandes santos de nossa Igreja provém do Carmelo, como Santa Tereza D'Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz e inúmeros outros. Existe grande literatura oriunda dos escritos destes santos do Carmelo. Vale procurar e ler.
É fonte inesgotável de pura espiritualidade Cristã.

Quanto ao escapulário, com o tempo passou a ser usado por leigos ligados ao Carmelo. Mais tarde por todos os leigos católicos que o desejem. Tornou-se menor, com dois fios ou fitas ligando a imagem de Nossa Senhora do Carmo e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O escapulário deve ser imposto a primeira vez por um Padre, seguido das orações recomendadas e significa nossa devoção à Nossa Senhora e nossa fé Cristã. Não é uma mágica e jamais deve ser usado como adorno "da moda" apenas.
 O simbolismo dele é o de um hábito religioso. Garante a salvação eterna apenas a quem o usa com fé, seguindo Jesus Cristo.

*Vinha do senhor é o significado da palavra Carmelo.

Escapulário

1 - Surgimento do Escapulário

Foi na madrugada do dia 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora apareceu ao santo carmelita inglês, São Simão Stock, e entregou-lhe o miraculoso Escapulário do Carmo.
São Simão Stock era, naqueles tempos, Superior Geral da Ordem dos Carmelitas. Ele se encontrava numa situação aflitiva, pois sua Ordem passava por dificuldades muito sérias, sendo desprezadas, perseguida e até ameaçada de extinção.
Homem de uma fé viva, São Simão não cessava de implorar socorro à Santíssima Virgem, e pedia também um sinal sensível de que seria atendido.
Comovida pelas súplicas angustiantes deste seu fervoroso filho, Nossa Senhora lhe trouxe do Céu o santo Escapulário e dirigiu-lhe estas palavras:

"Recebe, filho diletíssimo, o Escapulário de tua Ordem, sinal de minha confraternidade, privilégio para ti e para todos os Carmelitas".

"Todos os que morrerem revestidos deste Escapulário não padecerão o fogo do inferno. É um sinal de salvação, refúgio nos perigos, aliança de paz e pacto para sempre".

A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem carmelita refloresceu em todo o mundo! E o Escapulário passou a percorrer sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com os Carmelitas e com toda a humanidade.
Setenta anos mais tarde, Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII e lhe fez nova promessa, considerada como complemento da primeira:
"Eu, como tema Mãe dos Carmelitas, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois de sua morte e os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna."
Essa segunda promessa de Nossa Senhora deu origem à célebre Bula Sabatina do Papa João XXII, publicada em 03 de março de 1322, confirmada posteriormente por vários Sumos Pontífices como Alexandre V, Clemente VII e Paulo III.
De início, o Escapulário era de usa exclusivo dos religiosos Carmelitas. Mais tarde, a Igreja, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais desse uso a todos os católicos, simplificou seu tamanho e autorizou que sua recepção ficasse ao alcance de todos.

2 - Privilégios do Escapulário

"Não, não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça nossa predestinação tão certa..."
(São Cláudio de la Colombière, S.J.)
1. É um sinal de aliança com Nossa Senhora. Por seu uso, exprimimos nossa consagração a Ela;
2. É um sinal de salvação. Quem morrer com ele não padecerá o fogo do inferno;
3. A Santíssima Virgem livrará do purgatório, no primeiro sábado depois da morte, todos os que o portarem;
4. É um sinal de proteção em todos os perigos.

3 - Consagração a Nossa Senhora

O Escapulário do Carmo, enquanto dádiva da Santíssima Virgem, é símbolo de uma consagração. Foi a própria Mãe de Deus que aludiu a essa consagração, quando disse a São Simão Stock, na gloriosa madrugada de 16 de julho de 1251:
"...é um pacto de paz e amizade que faço contigo e todos os carmelitas...".
É como se dissesse: quero que este pacto que faço convosco, fundamentado em eterna amizade,seja expresso pelo meu Escapulário, como símbolo da consagração que fazeis a mim ao recebê-lo.

4 - A voz da Igreja

Destacam-se entre os Papas devotos do Escapulário Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII, que com bulas apostólicas aprovaram os seus privilégios, e cumularam de favores as Confrarias do Carmo.
As declarações dos Papas, são expressões as mais autorizadas do autêntico pensar da Igreja. Eles não têm apenas dado o exemplo, usando o hábito do Carmo. Eles estimularam e aconselharam a usá-lo e premiaram esta devoção.
Podemos citar entre os nomes dos santos que usaram o Escapulário, os de S. Afonso, S. Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Salles, S. João Vianney, B. Batista Mantovano, S. Pompilio Pirrotti, S. João Bosco, Sta. Teresa, Sta. Terezinha, S. João da Cruz, Sta. Maria de Jesus, Edith Stein...

5 - Imposição do Escapulário

O Escapulário do Carmo compõe-se de duas peças, entre si.
Somente o primeiro Escapulário precisa ser bento e imposto por um sacerdote.
Tanto essa bênção como a imposição valem para todos os outros Escapulários que substituírem o primeiro.
Uma vez tendo-o recebido, devemos usá-lo sempre e continuamente.
Imposição

O sacerdote abençoa o Escapulário e o impõe, dizendo:

"Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna."

Nossa Senhora do Carmo...Rogai por nós!

“APRENDER A FAZER ORAÇÃO”


INTRODUÇÃO:

“Senhor, ensina-nos a rezar”” (Lucas 11,1), disseram um dia os Apóstolos a Jesus. E Jesus lhes ensinou o Pai Nosso.
A nós acontece a mesma coisas, e muitas vezes sentimos a vontade de dizer a Jesus: Ensina-me a orar!; e isto acontece porque é preciso aprender a rezar.
Normalmente, o cristão aprende a rezar com a família, que é a “Igreja doméstica”; desde muito pequenos, aos filhos são ensinadas as primeiras orações com as quais se dirigem a Deus, a Jesus, à Santíssima Virgem, aos anjos e aos santos. São orações simples e que se entranham na vida e na mente, e que são conservadas e transmitidas de pais para filhos.
Esta realidade vivida em família, vive-se também particularmente na Igreja, que é “comunidade de oração!; se vivemos como bons filhos, esta boa mãe que é a Igreja nos ensinará a fazer oração e nos ajudará para que consigamos ser almas de oração.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. As fontes principais da oração
A voz que Deus quer ouvir é a nossa voz, a de cada um de seus filhos e filhas, saída de dentro do coração que ora; mas quer também reconhecer nela o timbre de sua própria palavra. Por isso dizemos que a fonte principal da oração é a Palavra de Deus. Na Sagrada Escritura, é Deus quem nos fala – Cristo nos fala – e nos ensina a orar. Aquele que lê a Sagrada Escritura aprende a orar.

Também a Liturgia da Igreja, que anuncia, atualiza e comunica o mistério da salvação é oração. Agora, é a Igreja que nos ensina a rezar, e ora em nós e conosco.

As virtudes teologais: fé, esperança e caridade, que se referem diretamente a Deus e nos comunicam com Deus quando vividas, tornam-se oração em nós...

Finalmente, os acontecimentos de cada dia: o trabalho, a vida de família, a amizade, o descanso..., são fontes de oração, ocasião de encontro com Cristo porque, como confessa o bem aventurado Josemaria Escrivá, “o tema de minha oração é o tema da minha vida”.

2. A quem se dirige a oração
A oração litúrgica ou oração pública da Igreja, dirige-se normalmente a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, o Filho, na unidade do Espírito Santo. A Trindade, portanto, na identidade de natureza e distinção das pessoas, é o término da oração da Igreja. A referência a Deus Pai é clara, posto que – como princípio sem princípio – é a fonte de toda graça e de todo bem. A mediação única de Jesus Cristo, por sua Santíssima Humanidade nós a aprendemos de sua própria missão e das palavras de São Paulo. E a intervenção do Espírito Santo vem demonstrada pelo fato de dizer-nos que “o mesmo Espírito vem em ajuda de nossa fraqueza, porque nós não sabemos pedir o que nos convém; mas o mesmo Espírito advoga por nós com gemidos inefáveis” (Romanos 8,26).

Desta forma, a oração da Igreja serve como orientação para a oração pessoal, para que aconteça por este sulco verdadeiro da comunicação com Deus uno e trino; quer dizer que, a oração do cristão se dirige a Deus Pai por meio de Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Vai dirigida a Deus e só a Deus.

Mas, dada a nossa condição humana – e Deus assim o quer porque participou a bondade da causalidade a suas criaturas – , para chegar a Deus mais facilmente interpôs-nos os anjos e os santos – e de modo singular a Mãe de Deus e São José – para que apresentem nossas necessidades ante Deus. Contando sempre com que são mediadores secundários, que nos ajudam ir a Deus.

3. Rezar em comunhão com a Santa Mãe de Deus
Desde o episódio de Cana: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5), a Virgem atua sempre da mesma forma, levando-nos a Jesus. Por isso, ainda que a mediação de Cristo é única – Ele é o Mediador - , Deus quis associar Nossa Senhora a si, a sua obra redentora de um modo muito estreito. Como conseqüência, rezamos a Deus e oramos a Cristo, mas Maria é também – por seu exemplo e por sua atuação – um caminho seguro de oração. O canto de Nossa Senhora, no Evangelho de São Lucas, é um modelo de oração – desde a humildade – para agradecer as maravilhas que Deus nela operou; e nós, com Ela, louvamos a Deus. Além de rezar com Maria, acudimos a Ela para confiar-lhe nossas súplicas e louvores, sendo verdade que podemos orar com Maria e a Maria. Também nisto anda junto com seu Filho, e a silhueta da Virgem ajusta-se à de Cristo, de quem comenta Santo Agostinho: “Pede por nós, como nosso sacerdote; ora em nós como que se fosse nossa cabeça; a Ele dirigimos nossas súplicas, como a nosso Deus”.

4. A Ave Maria, a melhor oração à Virgem
Por ser Mãe de Deus e nossa Mãe, a Virgem intercede continuamente perante seu Filho, Jesus Cristo, por cada um de nós. Por isso acudimos a Ela com filial confiança, e podemos fazer-lo de muitas maneiras, ainda que a melhor forma seja a de rezar a Ave Maria, que recorda a saudação do Arcanjo, ao anunciar-lhe o mistério da Encarnação: “Ave, Maria, tu és cheia de graça, o Senhor está contigo”, junto com o louvor de Isabel: “Bendita és tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre” (Lucas 1, 28; 42). A Igreja completou estes louvores com a oração: “Santa Maria, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”.

Mesmo sabendo que o centro da clemência está no sacratíssimo e misericordioso Coração de Jesus e no dulcíssimo Coração de Maria, muitas vezes recorremos à intercessão dos anjos e dos santos, que já contemplam e louvam a Deus e tem o encargo providencial de cuidar de nós enquanto peregrinamos para o céu.

E como a Ave Maria é tão bonita – foi composta por Deus – e pensamos que nossa Mães está presente em tudo, também aos anjos e santos os invocamos com a Ave Maria e o Pai Nosso.

5. A escola da piedade
A família cristã é a escola natural para educar os filhos na oração; mas a piedade se vê favorecida e completada pela pedagogia do sacerdote, das religiosas, dos catequistas, na catequese, nos grupos de oração e na direção espiritual.

6. Onde fazer oração
Podemos falar com Deus sempre e em todo lugar, porque Ele vê tudo, ouve tudo e está em todas as partes; sem dúvida, o lugar mais apropriado para orar é a Igreja, onde Deus está presente de maneira singular. No sacrário está Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, com seu corpo, sangue, alma e divindade; o mesmo que nasceu em Belém, viveu em Nazaré e morreu na cruz. Além disso, lá é celebrada a Santa Missa, que é a oração mais sublime e eficaz, porque é a oração de Cristo e da Igreja inteira unida a Ele, que é nossa Cabeça.

Temos de amar muito a Santa Missa, e participar dela sempre que possível, porque é o momento no qual Cristo se oferece em adoração e ação de graças infinita, expiando os pecados e pedindo pelas necessidades de toda a humanidade.

7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
· Meditar a Ave Maria para compreender melhor o que se reza.
· Viver bem os detalhes de carinho e respeito quando se está na Igreja: uso da água benta, genuflexão perante o sacrário, inclinação de cabeça ante o Crucifixo e a imagem da Virgem, silêncio, modo de vestir-se, etc....


Fonte: Paraclitus

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