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22 de janeiro de 2011

Arranjadores de Igreja



É muito bom entrar numa igreja e encontrá-la bem enfeitada.
Parece simples tratar desse tema, mas o problema todo reside no " bem enfeitada ".
O que se entende por "bem enfeitada"? Não é fácil responder essa pergunta, mesmo porque diz um antigo provérbio latino: 
"de gustibus et coloribus, non disputandum esse". traduzindo: " gostos e cores, não se discutem".
Se sobre cores e gosots dificilmente se chegará a um denominador comum, torna-se ainda mais complicado dizer o que está bonito, o que está bem enfeitado e o que é agradável numa igreja. Tudo depende.
Dependendo do tamanho da igreja, do espaço disponível para colocar determinados arranjos, do bom gosto do arranjador... depende e depende.... de tantas e tantas coisas.
De modo geral, nossos arranjadores não conhecem de liturgia. Muitos trabalham em floriculturas e, sem nenhum critério, vão colocando vasos e arranjos em tudo que é lugar e espaço.
Há determinados locais que não compotam nenhum tipo de arranjo. 
- O altar é o primeiro deles;  altar não é prateleira de flores, nem de papéis; destrói-se o simbolismo liturgico do altar, que é o de ser presença de Cristo, oferta e oferente.
 - O Ambão ou Mesa da Palavra. A igreja tem um ambão, que se destaca como local da proclamação da Palavra. Fazer do ambão um pedestal de arranjo de flores é outra prova de mau gosto e de ignorância litúrgica.
Nem a Mesa Eucarística - o Altar - nem a Mesa da Palavra - o Ambão; são locais que devem ser apagados pelos arranjos.
Não se deve usar arranjos sobre eles, nem diante deles. Eles falam por si.
O espaço litúrgico precisa ser funcional para que os celebrantes se movimentem facilmente no exercício de ritos e liturgias( Instruções Gerais do Missal Romano).      

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