A caminhada de formação de um Frade menor tem sua inspiração direta na figura de São Francisco de Assis. Com o coração profundamente enamorado, ele pôs-se num caminho de seguimento de Jesus Cristo até as últimas conseqüências. Fez do Evangelho a “forma de vida”(1) que se tornou luz para toda a Igreja e despertou no coração de incontáveis homens e mulheres o desejo de imitá-lo (2). É esta mesma paixão que move e dá sentido àquilo que os frades menores são e fazem.
Seguindo essa inspiração, a formação franciscana vai ser o instrumento capaz de levar cada indivíduo a “centrar-se naquilo que para ele deve ser tudo: o bem, todo o bem, o sumo bem (3). Por isso, ter o coração voltado para o Senhor (4) deve ser a prioridade das prioridades de cada frade menor.
Afastar todo o impedimento ou colocar de lado qualquer preocupação para poder servir, amar e honrar o Senhor Deus, com o coração limpo e com a mente pura (5), eis o grande desafio de todo o Frade menor, de todo o seguidor de Jesus.” (6)
A formação franciscana, portanto, não se refere a um período determinado de aprendizado de conteúdos necessários à realização de uma tarefa. Trata-se de um processo que envolve toda a vida de um frade menor (7).
Por isso, a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, desde sua fundação e restauração, atenta aos sinais dos tempos, preocupou-se em proporcionar uma sólida formação a seus membros (espiritual, intelectual e prática), criando e mantendo centros para esse fim e desenvolvendo programas e estruturas que atendessem aos desafios de cada época.
Hoje, da mesma forma, a Província se empenha por garantir uma formação que melhor qualifique o frade para um testemunho autêntico e profético num mundo que desafia por sua constante transformação. Esse caminho formativo realiza-se no espírito de oração e devoção, na comunhão de vida em fraternidade, no testemunho de penitência e minoridade, pobreza e solidariedade, e, como Igreja, partindo em missão.
Dentro de sua estrutura, a Província dispõe de um Secretariado para a Formação e os Estudos com a missão de assessorar o Ministro Provincial e seu Definitório na promoção e coordenação de todo esse serviço. O Secretariado atua através de cinco Departamentos: Formação Permanente, Serviço de Animação Vocacional, Formação Inicial, Professores e Frades Estudantes.
Fonte: Frei César Külkamp, ofm,
Secretário de Formação e Estudos
14 de janeiro de 2011
12 de janeiro de 2011
Epifania do Senhor
Epifania é uma palavra de origem grega: epijaneia, que significa “manifestação externa, aparecimento ostensivo” e era aplicada a visitas ou acontecimentos envolvendo imperadores ou reis.
São Mateus a utiliza para a manifestação do recém-nascido Jesus aos magos do Oriente, os quais simbolizam o mundo todo.
A epifania é a primeira manifestação de Jesus libertador. A celebração desta data deve nos lembrar que o projeto de Deus é o homem, a quem Ele decidiu salvar e ao qual quis revelar-se. É preciso, no entanto, que o homem não se canse de procurar a Deus: Jesus nasceu para ser procurado, encontrado e adorado por todos, sem distinção de raças e credos. Deus é Senhor para todos. Seu plano universal é a unidade de todos, como seus filhos pela fé em Jesus.
O menino Jesus nasce. Os magos, guiados por uma estrela, encontram a criança com Maria, prestam-lhe homenagem e presenteiam-na com ouro, incenso e mirra. Todos nós, cristãos, devemos render graças a Deus Pai pela manifestação de seu Filho Jesus, que trouxe a salvação para todos os povos.
O que os magos adoraram em Belém não foi simplesmente uma manifestação de Deus. Essa manifestação é o próprio Deus se mostrando, se revelando “ao vivo”. Se todos nós tivéssemos mais fé nessas manifestações de Deus, a violência, a injustiça, a exploração, a fome e a tortura diminuiriam.
A manifestação de Jesus ao mundo ensina que nada deve impedir nossa caminhada ao encontro dEle. Celebrar a epifania significa proclamar que Ele esta no meio de nós e pode ser encontrado por todos os que O procuram. Com quem você quer se parecer no Evangelho da Epifania: com os magos que adoraram a Jesus? Com os sacerdotes da antiga Lei que o ignoraram? Ou com o sanguinário Herodes que queria matá-lo?
Que a manifestação de Jesus aos magos e a todos os homens e mulheres de boa vontade nos ajude a reavivar a nossa pertença a Jesus adorando-o em espírito e em verdade, ou seja, numa dimensão maior de discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Batismo do Senhor
Pelos evangelhos, constata-se que o ministério público de Jesus tem início a partir de seu batismo, ministrado pelo precursor, São João Batista, daí a importância de João Batista no projeto de Deus.
Jesus, reconhecendo a autenticidade do anúncio do Batista, abandona a sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia e vai ao encontro dele na região do além-Jordão, para receber o batismo.
João Batista anunciava a conversão à prática da justiça como caminho para remover o pecado do mundo. A aspiração a uma realidade de justiça e paz já está presente em alguns textos do Antigo Testamento, quando o povo vivia oprimido e explorado, primeiro pelas cortes reais e, depois, pelas elites religiosas que dirigiam o Templo de Jerusalém.
Ao pedir o batismo de João, Jesus diz que “é assim que devemos cumprir toda a justiça!” Depois de ser batizado, o seu gesto é confirmado pelo Espírito Santo e pelo Pai, com a proclamação: “Este é o meu Filho amado; nEle está meu pleno agrado”. Jesus, assumindo e renovando a mensagem de João Batista, declara a conversão com a prática efetiva da justiça como vontade do Pai e como bem-aventurança pela qual se entra em comunhão de vida eterna com Deus. Mais tarde, Pedro, fiel ao Mestre, afirma ainda, em casa de Cornélio: “Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas”. Pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. Esta é a verdadeira perspectiva universalista, em que todo aquele que se empenha na luta pela justiça, cultivando a vida, é agradável a Deus e entra em comunhão com Ele, em qualquer época, povo ou nação.
O Batismo nos mergulha no coração do mundo e nos faz irmãos de cada ser humano, à semelhança de Deus. O Espírito Santo que em nós foi derramado no dia de nosso batismo arde e nos aquece, tornando-nos capazes de assumir todas as esperanças humanas.
O Batismo é um símbolo da identidade de Jesus por meio de sua missão, assim como nosso próprio Batismo é também o símbolo de nossa identidade cristã. O cristão enfrenta, em condições humanas, desafios e lutas, além do pecado. E o fato de ser cristão não o preservará de qualquer miséria, dor ou tentação. Mais do que isso, ele deve estar sempre cheio de esperança para poder inspirar os outros e criar um mundo melhor.
Precisamos estar sempre conscientes de que, pelo Batismo, temos o Espírito Santo em nossa companhia e precisamos nos esforçar por agir com justiça e solidariedade, a fim de fazermos jus a sua presença entre nós. E a grande novidade que o Batismo traz é que todos nós temos a responsabilidade, como discípulos-missionários, de anunciar Jesus Cristo ao mundo.
Jesus, reconhecendo a autenticidade do anúncio do Batista, abandona a sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia e vai ao encontro dele na região do além-Jordão, para receber o batismo.
João Batista anunciava a conversão à prática da justiça como caminho para remover o pecado do mundo. A aspiração a uma realidade de justiça e paz já está presente em alguns textos do Antigo Testamento, quando o povo vivia oprimido e explorado, primeiro pelas cortes reais e, depois, pelas elites religiosas que dirigiam o Templo de Jerusalém.
Ao pedir o batismo de João, Jesus diz que “é assim que devemos cumprir toda a justiça!” Depois de ser batizado, o seu gesto é confirmado pelo Espírito Santo e pelo Pai, com a proclamação: “Este é o meu Filho amado; nEle está meu pleno agrado”. Jesus, assumindo e renovando a mensagem de João Batista, declara a conversão com a prática efetiva da justiça como vontade do Pai e como bem-aventurança pela qual se entra em comunhão de vida eterna com Deus. Mais tarde, Pedro, fiel ao Mestre, afirma ainda, em casa de Cornélio: “Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas”. Pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. Esta é a verdadeira perspectiva universalista, em que todo aquele que se empenha na luta pela justiça, cultivando a vida, é agradável a Deus e entra em comunhão com Ele, em qualquer época, povo ou nação.
O Batismo nos mergulha no coração do mundo e nos faz irmãos de cada ser humano, à semelhança de Deus. O Espírito Santo que em nós foi derramado no dia de nosso batismo arde e nos aquece, tornando-nos capazes de assumir todas as esperanças humanas.
O Batismo é um símbolo da identidade de Jesus por meio de sua missão, assim como nosso próprio Batismo é também o símbolo de nossa identidade cristã. O cristão enfrenta, em condições humanas, desafios e lutas, além do pecado. E o fato de ser cristão não o preservará de qualquer miséria, dor ou tentação. Mais do que isso, ele deve estar sempre cheio de esperança para poder inspirar os outros e criar um mundo melhor.
Precisamos estar sempre conscientes de que, pelo Batismo, temos o Espírito Santo em nossa companhia e precisamos nos esforçar por agir com justiça e solidariedade, a fim de fazermos jus a sua presença entre nós. E a grande novidade que o Batismo traz é que todos nós temos a responsabilidade, como discípulos-missionários, de anunciar Jesus Cristo ao mundo.
11 de janeiro de 2011
Familia e Catequese
Ao criar o homem a sua imagem e semelhança e dar-lhe a mulher por companheira, Deus quis constituir a família como célula primeira e vital da sociedade. Porém, as famílias estão se deteriorando progressivamente, ameaçadas pela crise de valores que temos testemunhado em nossos dias. A família não é mais um celeiro de santidade, mas um criadouro de caricaturas humanas sem espaço para a vivência dos valores evangélicos.
Muito se ouve falar sobre evangelização das e nas famílias. Mas esta continua sendo um grande desafio. Não sabemos como envolver as famílias, sobretudo, no processo de catequização dos filhos. É sabido que os pais devem ser os primeiros catequistas de seus rebentos. Entretanto, a realidade é bem diferente. Muitas crianças chegam aos encontros de catequese e não sabem sequer fazer o sinal da cruz. Toda a responsabilidade é repassada ao catequista, e não deve ser assim.
A iniciação cristã tem que começar em casa. A Bíblia Sagrada nos mostra o exemplo de Timóteo, o qual foi educado na fé por sua avó e sua mãe: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Tim 1,5). Infelizmente isto é raro hoje em dia. Mas graças a Deus ainda existem famílias que conservam vivos os valores cristãos.
Entretanto, o que se vê, geralmente, são pais que simplesmente mandam ou deixam seus filhos na porta da Igreja e voltam para buscá-los horas depois. Parece não haver nenhuma preocupação com a evangelização da criança ou do adolescente. Muitos nem ao menos conhecem o catequista do filho, nunca o procuram para saber o que acontece nos encontros de catequese. A preocupação maior é com a cerimônia do dia em que o catequizando receberá o sacramento. Tanto é que quando procuram o catequista não é para saber o que o filho está aprendendo, mas como será a roupa que irá vestir no dia celebração.
Na tentativa de envolver as famílias, em muitas paróquias tem-se o costume de celebrar “missas da catequese”. No entanto, quase sempre quem participa são apenas os catequistas e os catequizandos.
O que fazer diante dessa realidade? Na paróquia de Sant’Ana, em Belém do Pará, algumas experiências têm dado certo. O ENCONTRÃO DAS FAMÍLIAS, por exemplo. A cada dois meses realizamos um encontro para as famílias dos catequizandos, não apenas para os pais, mas para todos os membros da família, no qual os próprios catequizandos apresentam, em forma de arte (teatro, dança, música, etc.), o conteúdo trabalhado durante os encontros de catequese. Ao final as famílias se confraternizam, partilhando o lanche que cada uma traz.
Outra experiência bem sucedida é a MISSÃO CATEQUÉTICA. Trata-se de visitas às famílias dos catequizandos. Cada catequista, juntamente com seus catequizandos, realizam visitas regulares às famílias para conhecerem a realidade de cada uma e juntos rezarem e partilharem suas experiências de fé e vida.
Nossas reuniões com os catequistas acontecem sempre na casa da família de um catequizando. O objetivo é partilhar com a família nossas alegrias e tristezas, nossas preocupações e nossas conquistas e assim envolvê-la na missão evangelizadora.
Muitas outras experiências por este Brasil a fora têm conseguido envolver as famílias e, portanto, devem ser incentivadas. É evidente que os resultados não são imediatos. Mas convém lembrar que a manifestação de Deus acontece em doses homeopáticas. Por isso, é preciso paciência e não desanimar diante das adversidades. Deus testa nossa perseverança e nem sempre suportamos, porque vivemos numa cultura do imediatismo. Todavia, o cristão não pode ser assim.
É urgente que nossas famílias voltem a ser celeiros de santidade. Para isso, a catequese deve ser um canal da graça de Deus, principalmente para aquelas famílias que se encontram desestruturadas. É indispensável fazer ecoar nesses lares a palavra de Deus. Logo, não podemos ficar parados de braços cruzados esperando que venham até nós, e sim somos nós que temos que ir ao encontro dessas famílias, cumprindo desta forma o mandato missional de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações...” (Mt 28, 19). Portanto, nossa maior alegria deve ser testemunhar o amor de Deus.
O Sacramento do Matrimônio
A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, ordenada ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos, foi elevada, entre os que são batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor.
Diz Jesus em Mt 19,6: "De modo que já não são dois, mas uma só carne". Isso mostra uma unidade profunda de duas vidas, confirmadas pelo pacto conjugal, ou seja, o consentimento pessoal irrevogável.
O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja.
Concede aos esposos a graça de se amarem com o mesmo amor com que Cristo amou a sua Igreja.
A graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna.
Se os cônjuges separam-se, divorciam-se, separam algo que Deus uniu.
O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus, que Cristo nos ensinou.
Eles não estão separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Levarão vida cristã principalmente educando seus filhos na fé.
O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de "Igreja doméstica", comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã.
É preciso lembrar, ainda, que há certas situações que invalidam o matrimônio, ou seja, os noivos se casam à vista de todos, mas na verdade o casamento não valeu. Esses casos são resolvidos pelo chamado "Tribunal Eclesiástico" das Províncias Eclesiásticas. Exemplo: dois primos em primeiro grau somente podem casar-se com a autorização do bispo ou dos padres autorizados por ele. Se os noivos-primos se casam sem essa autorização (sem a devida dispensa), o casamento não valeu, está nulo.
Finalmente é bom lembrar que até para o Matrimônio é necessário ter vocação, sem ela muitos casamentos fracassam
A catequese: direito e dever da Igreja
É manifesto, antes de mais nada, que a catequese, para a Igreja, foi sempre um dever sagrado e um direito imprescritível.
Por um lado, é patente tratar-se de um dever, originado numa ordem do Senhor e que incumbe sobretudo àqueles que, na Nova Aliança, recebem o chamamento para o ministério de Pastores.
Por outro lado, pode-se falar igualmente de um direito: do ponto de vista teológico, todos os baptizados, pelo próprio facto do seu Batismo, têm direito a receber da Igreja um ensino e uma formação que lhes permita levar verdadeira vida cristã; na perspectiva dos direitos do homem, toda a pessoa humana tem direito a procurar a verdade religiosa e a ela aderir livremente, isto é, sem
«qualquer coacção, quer da parte de indivíduos, de grupos sociais ou de qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém pode ser forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma consciência» .
É por isso que a actividade catequética tem de poder realizar-se em circunstâncias favoráveis de tempo e de lugar, ter acesso aos meios de comunicação social e poder dispor de instrumentos de trabalho apropriados, sem discriminações em relação aos pais, aos catequizandos e aos catequistas.
Atualmente este direito é cada vez mais reconhecido, ao menos no plano dos grandes princípios, como o atestam as declarações ou convenções internacionais; nestas — sejam quais forem as suas limitações — pode-se reconhecer a voz da consciência de uma grande parte dos homens de hoje .
Mas este direito é violado por numerosos Estados, a ponto de o dar, mandar ministrar a catequese, ou o recebê-la, ser tido por delito passível de sanções.
É com vigor que, em união com os Padres do Sínodo, eu levanto a voz contra todas as discriminações no domínio da catequese; e uma vez mais, faço veemente apelo aos responsáveis, para que cessem totalmente tais constrangimentos, que pesam sobre a liberdade humana em geral, e sobre a liberdade religiosa em particular.
A catequese nos tempos apostólicos
Os Apóstolos não tardaram em fazer com que outros compartilhassem o seu mistério do apostolado.
O seu múnus de ensinar transmitem-no aos seus sucessores.
Confiam igualmente esse múnus a diáconos, desde a sua instituição: Estêvão, «cheio de graça e de fortaleza», não cessa de ensinar, movido pela sabedoria do Espírito .
Depois, associaram a si «muitos outros» discípulos nesse múnus de ensinar; e mesmo simples cristãos, dispersos pela perseguição, andavam de terra em terra a anunciar a palavra da Boa Nova».
São Paulo é o arauto por excelência de tal anúncio, de Antioquia até Roma.
A última imagem que nós temos dele, nos Actos dos Apóstolos, apresenta-no-lo como um homem «pregando o reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com toda a franqueza e sem impedimento».
As suas numerosas Cartas prolongam e aprofundam o seu ensino.
E de modo semelhante as Cartas de São Pedro, de São João, de São Tiago e de São Judas são outros tantos testemunhos da catequese dos tempos apostólicos.
Os Evangelhos foram também, antes de serem escritos, expressão de um ensinamento oral, transmitido às comunidades cristãs, e reflectem mais ou menos claramente uma estrutura catequética.
Porventura a narração de São Mateus não foi já chamada o Evangelho do catequista e a de São Marcos o Evangelho do catecúmeno?
O seu múnus de ensinar transmitem-no aos seus sucessores.
Confiam igualmente esse múnus a diáconos, desde a sua instituição: Estêvão, «cheio de graça e de fortaleza», não cessa de ensinar, movido pela sabedoria do Espírito .
Depois, associaram a si «muitos outros» discípulos nesse múnus de ensinar; e mesmo simples cristãos, dispersos pela perseguição, andavam de terra em terra a anunciar a palavra da Boa Nova».
São Paulo é o arauto por excelência de tal anúncio, de Antioquia até Roma.
A última imagem que nós temos dele, nos Actos dos Apóstolos, apresenta-no-lo como um homem «pregando o reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com toda a franqueza e sem impedimento».
As suas numerosas Cartas prolongam e aprofundam o seu ensino.
E de modo semelhante as Cartas de São Pedro, de São João, de São Tiago e de São Judas são outros tantos testemunhos da catequese dos tempos apostólicos.
Os Evangelhos foram também, antes de serem escritos, expressão de um ensinamento oral, transmitido às comunidades cristãs, e reflectem mais ou menos claramente uma estrutura catequética.
Porventura a narração de São Mateus não foi já chamada o Evangelho do catequista e a de São Marcos o Evangelho do catecúmeno?
A Missão dos Apóstolos
A imagem de Cristo a ensinar tinha-se imprimido no espírito dos Doze e dos primeiros discípulos; e a ordem —
«Ide... ensinai todas as gentes» — orientou toda a sua vida. São João dá testemunho disso no seu Evangelho, quando refere as palavras de Jesus:
«Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamei-vos amigos, porque vos manifestei tudo o que ouvi de meu Pai» .
Não foram eles que escolheram seguir Jesus; foi o próprio Jesus que os escolheu, os conservou consigo e os constituiu, já antes da sua Páscoa, para que fossem e produzissem fruto e para que o seu fruto fosse duradouro .
Foi por tudo isto que, após a ressurreição, Ele lhes confiou de maneira formal a missão de irem fazer discípulos de todas as nações.
No seu conjunto, o livro dos Atos dos Apóstolos testemunha que eles foram fiéis à sua vocação e à missão recebida. Os membros da primeira comunidade cristã aparecem aí «perseverantes no ensino dos Apóstolos, na união, na fracção do pão e nas orações» Encontra-se aqui, sem dúvida alguma, a imagem permanente de uma Igreja que, graças ao ensino dos Apóstolos, nasce e se alimenta continuamente da Palavra do Senhor, a celebra no Sacrifício eucarístico e dela dá testemunho ao mundo sob o signo da caridade.
Quando os adversários começaram a ter como suspeita a actividade dos Apóstolos, foi precisamente porque estavam «indignados por eles estarem a ensinar o povo» .
E a ordem que então lhes deram foi de não continuarem a ensinar em nome de Jesus .
Sabemos, no entanto, que os Apóstolos quanto a este ponto, consideraram justo obedecer antes a Deus do que aos homens
Transmitir a doutrina de Cristo na Catequese
O cristocentrismo na catequese significa também que, mediante ela, se deseja transmitir, não já cada um a sua própria doutrina ou então a de um mestre qualquer, mas os ensinamentos de Jesus Cristo, a Verdade que Ele comunica, ou, mais exactamente, a Verdade que Ele é .
Tem que se dizer, portanto, que;
Na catequese é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado - e tudo o resto sempre em relação com Ele; e que somente Cristo ensina; qualquer outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar pela sua boca.
A preocupação constante de todo o catequista, seja qual for o nível das suas responsabilidades na Igreja, deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo da comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo.
Assim, há-de procurar que a atenção e a adesão da inteligência e do coração daqueles que catequiza não se detenha em si mesmo, nas suas opiniões e atitudes pessoais; e sobretudo não há-de procurar inculcar as suas opiniões e opções pessoais, como se elas exprimissem a doutrina e as lições de vida de Jesus Cristo. Todos os catequistas deveriam poder aplicar a si próprios a misteriosa palavra de Jesus: «A minha doutrina não é minha mas d'Aquele que me enviou. É isso que faz São Paulo, ao tratar de um assunto de grande importância: «Eu aprendi do Senhor isto, que por minha vez vos transmiti.
Que frequente e assíduo contacto com a Palavra de Deu transmitida pelo Magistério da Igreja, que familiaridade profunda com Cristo e com o Pai, que espírito de oração e que desprendimento de si mesmo deve ter um catequista, para poder dizer:
A minha doutrina não é minha!
5 de janeiro de 2011
Letra Hino da Campanha Fraternidade 2011
1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)
Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!
2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.
3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!
4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro...
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.
5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!
6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!
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