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15 de fevereiro de 2011

O Poder da Intercessão




Interceder é colocar-se entre Deus e os homens, lutando em favor destes e assumindo parte na batalha espiritual iniciada. É opor-se a satanás e lutar em favor da causa do povo. Também o CIC nos define como: uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus.
A bíblia está cheia de exemplos de intercessores que se colocaram entre Deus e os homens para pleitear suas causas. Deus sabe daquilo que nós necessitamos e pode até mesmo interferir em nossa vida a qualquer momento, mas escolheu falar e agir através de homens para nos revelar seu poder e sua vontade. A intercessão é também uma resposta do homem a Deus, como prova de compromisso com ele, pois quando intercedemos nos colocamos em situações de imensa batalha, do qual podemos até “perder” para que outros venham a ganhar.
Vejamos por exemplo: declarada uma guerra, serão selecionados alguns pra defender a Nação. Estes homens estão sendo preparados para isso, e sabem que quando entrarem nesta guerra poderão perder as suas vidas em favor não apenas de suas famílias ou de seus bens, mas, em favor de todo um povo. Quem intercede, não luta por causa própria, mas pela causa de muitos. “Na intercessão, aquele que ora não procura seus próprios interesses, mas pensa, sobretudo nos dos outros" (Fl 2,4) e reza por aqueles que lhe fazem mal. (CIC 2635)
Eis alguns pontos que nos ajudam a compreender a intercessão como combate espiritual:
É batalha intensa: Toda Oração é um combate, pois ela não parte de Deus e sim de nós. A oração é uma necessidade que deve partir do homem, pois é o desejo deste de se encontrar com seu Deus e ter sua vida restaurada a partir deste encontro. Por isso temos dificuldades em orar, em ter um momento fixo com o Senhor, pois a nossa carne não deseja por Deus, e esta é uma luta constante para que o desejo da nossa alma, que anseia por Deus, supere o desejo da carne. Moisés foi um grande intercessor e este em tudo consultava o Senhor. Durante toda a sua vida, Moisés esteve em constante batalha. Não foi apenas uma vez que o povo retirado do Egito pela sua ousadia murmurou. Em alguns momentos Moisés como líder, escutando as murmurações, se colocou entre Deus e o povo, para que o Senhor pudesse realizar sua graça. Vejamos:
Moisés intercede mesmo diante da ingratidão do povo: Ex 14, 11 – Quando o povo se deparou com o Mar vermelho, Moisés confiante no Senhor declara a vitória (vs 13) dizendo: Não temais!
Após terem atravessado, Moisés se depara com outra insatisfação do povo: Não tinha água potável para beber. No vs 25, Moisés mais uma vez clama ao Senhor e Ele o atende. Logo após mais um conflito: Estavam com fome. E Deus faz cair Maná do deserto (Ex 16).
Concluímos que em nossa vida, vamos nos deparar com várias situações em que devemos estar atentos não apenas em nossa necessidade, mas para pedir pelo outro. Se Deus te chama a ser um intercessor, peça a graça de amar as pessoas, para que tua oração supere as batalhas.
Jesus se alegra coma atitude de quem se dispõe a interceder – Em Mc 2, 1- 12 o evangelista nos narra a cura de um paralítico em Cafarnaum. Jesus entrou em uma casa e toda a multidão ficou em volta dele, enquanto um aglomerado de pessoas ficou do lado de fora para escutá-lo. No vs 3 Narra que quatro pessoas levaram um paralítico para Jesus curar. Como a multidão era imensa e eles não podiam se aproximar, então foram por cima da casa descobrindo o teto e colocando diante de Jesus o paralítico.
Jesus ao perdoar os seus pecados, realiza uma cura não somente física. Porém, não é a cura que quero abordar aqui e sim o esforço daqueles homens que conduziram o paralítico. Aqui está uma das maiores provas do intercessor. Apresentar as pessoas a Jesus para que ele realize a sua vontade. Estes quatros homens que a bíblia não cita quem é ou de onde são, mas traz o essencial. Estes intercessores foram responsáveis pela cura do paralítico. Não mediram esforços. E no vs 5 Jesus reconhece a fé destes homens, “Jesus,vendo-lhes a fé disse ao paralítico: Filho, perdoados te são teus pecados”.
O Senhor se alegra com a fé daqueles que intercedem. Se coloque como estes homens.
Deus pode mudar a sua sentença pela intercessão - Em II Rs 20 relata que Ezequias foi atingido por uma enfermidade mortal, tanto que o profeta Jesséas foi ao seu encontro justamente dizer que a sua enfermidade não tinha jeito, deveria se preparar para a morte. No vs 2 Ezequias ao receber as palavras do profeta se derrama na presença de Deus, com abundantes lágrimas. Antes de Jesséas deixar o lugar, Deus falou a ele que deveria voltar e falar a Ezequias que Ele havia escutado a sua oração e visto suas lágrimas, por isso acrescentou 15 anos aos dias de sua vida, dando-lhe muitas vitórias.
Observe que o profeta Jesséas apenas relata aquilo que Deus lhe revela. Porque Deus não respondeu diretamente a Ezequias já que ele era um homem justo? Deus quis usar o profeta Jesséas para dar também a resposta da sua oração. O intercessor é aquele que tem a sensibilidade para revelar a resposta de Deus aqueles que precisam. Deus não deixa o justo sem resposta e é capaz de mudar a sentença por meio de uma oração sincera.
Jesus Cristo, nosso único intercessor diante de Deus - CIC 2634 - Ele é o único Intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, dos pecadores, sobretudo. Ele é "capaz de salvar de modo definitivo aqueles que por meio dEle se aproximam de Deus, visto que Ele vive para sempre para interceder por eles" (Hb 7,25). O próprio Espírito Santo "intercede por nós... pois é segundo Deus que ele intercede pelos santos" (Rm 8,26-27).

Ministério de Intercessão


O que é a intercessão


Intercessão é a expressão de uma grande fé que nos faz acreditar que Deus nos ama a ponto de nada querer fazer sem nós, mesmo quando se trata da obra da salvação. E isso inclui todas as circunstâncias da vida do homem.


Jesus realizou, por sua Paixão, Morte e Ressurreição, a verdadeira intercessão entre Deus e os homens. Nós hoje vivemos no tempo da graça em que, através da oração, e principalmente da oração de intercessão, colocamo-nos ao lado de Jesus, unidos à Maria Santíssima, aos anjos e santos, para interceder por todos os cristãos e suplicar as graças que ainda estão em tempo de ser recebidas.


A intercessão é um chamado a todo fiel, assim como a Adoração e o testemunho. O demônio procura convencer as pessoas que esse tipo de oração é para especialistas, mas todos somos chamados a “ficar na brecha” uns pelos outros, em qualquer situação em que nos encontremos.




Grupo de Intercessão


É um grupo menor, formado por participantes do grupo de oração que se reúnem para interceder pelas necessidades e pelos pedidos efetuados no grupo de oração, geralmente recolhidos em uma caixa ou cestinha ao final de cada encontro.




Como Funciona


O número de pessoas do grupo/equipe de intercessão depende do tamanho do grupo de oração. Um desses deverá ser o representante, a ligação entre o Núcleo e a Intercessão – e uma referência para qualquer comunicação.


As pessoas do grupo de intercessão deverão tomar parte na vida do grupo de oração, assim como em retiros e aprofundamentos, seminários e congressos da RCC. Deverão buscar crescer no Espírito e em seu ministério.


As reuniões do grupo de intercessão são realizadas semanalmente, sempre em dias e horários diferentes dos do grupo de oração. O local também deve ser outro, podendo ser numa capela, na casa de um dos intercessores ou numa sala da paróquia.




A Conduta do intercessor


O intercessor precisa ser firme naquilo em que acredita! Deve ser submisso à vontade de Deus, ser confiante e ser testemunha da justiça.


Quem é o intercessor


O intercessor “fica na brecha” suplicando e clamando a Deus em favor de alguém. Sofre a dor do irmão por quem intercede.


O intercessor fala a Deus em nome dos homens da mesma forma que o profeta fala aos homens em nome de Deus; e precisa estar disponível para que o Espírito Santo nele interceda quando quiser.


Como intercessores ficamos entre o Senhor e aqueles por quem estamos orando, pedindo que Ele lhes mostre a Sua misericórdia e lhes dê a Sua bênção.


Ezequiel usa a expressão “ficar na brecha” entre Deus e os outros para pedir a compaixão de deus e evitar o julgamento.


Sabemos que o verdadeiro intercessor por toda a humanidade é o próprio Jesus. Ele é aquele que “fechou a brecha”. Ele é aquele que fica entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.


O chamado à intercessão não é apenas um dever para nós, cristãos, mas um privilégio de partilhar a própria obra do Senhor. Para responder a esse chamado, precisamos moldar a nossa vida à Palavra de Deus.





13 de fevereiro de 2011

O GRUPO DE ORAÇÃO

O Grupo de Oração é o principal serviço e expressão da RCC. Deve promover a experiência de Pentecostes, ou facilitar esta experiência para o fiel, e acompanhá-lo no caminhar espiritual. Daí ser o instrumento principal da RCC na promoção da experiência pentecostal na Igreja que chamamos de Batismo no Espírito Santo.


O Grupo de Oração é o lugar onde o povo vai se encontrar com Deus. Sua finalidade, então, é anunciar o Querigma, isto é, fazer o primeiro anúncio - o anúncio da Boa Nova -, tendo em vista o Batismo no Espírito Santo e a formação das Comunidades de Renovação. Não há medidas para o Batismo no Espírito Santo e os Grupos de Oração existem para levar as pessoas a esse Batismo. Cheias do Espírito de Deus, consequentemente as pessoas se abrem ao louvor e vivenciam que, quando louvamos a Deus com o coração, Ele nos devolve esse louvor transformado em bênçãos e graças. Bênçãos de cura, de libertação. Bênçãos que vêm de encontro às nossas carências.


O elemento mais importante de um Grupo de Oração é o POVO. O Grupo acontece em torno das pessoas que o freqüentam. As perguntas de discernimento para a preparação do Grupo de Oração devem partir da necessidade dessas pessoas. Quem são essas pessoas? Como elas estão? O que elas buscam no Grupo de Oração? O que precisam? Como levá-las ao Batismo no Espírito Santo? O que Deus quer falar a elas?


As pessoas que vão ao Grupo de Oração têm a dignidade da filiação divina e cabe ao Grupo resgatar essa riqueza que talvez nem elas próprias conheçam. Daí a necessidade de terem um tratamento personalizado, carinhoso, especial. Muitas dessas pessoas estão decepcionadas, tristes, depressivas, amarguradas, magoadas, fechadas pela sua timidez, revoltadas, muitas delas não têm formação cristã e não têm nenhuma orientação, trazem dentro de si uma fé que não responde às suas ansiedades. Também as pessoas que, apesar das dificuldades, se sentem bem, alegres, felizes, estão presentes no Grupo para louvar e bendizer o Senhor pelos Seus feitos em suas vidas.


Assim, os participantes dos Grupos de Oração são de diversos tipos, a exemplo da multidão presente no dia de Pentecostes: curiosos, necessitados, ociosos, perseverantes. Mas todos amados por Deus.


A carência maior em todos os que vão ao Grupo de Oração é o amor. Por isso, é apresentado o Deus vivo e atuante, que não dorme nem cochila (cf. Sal 120). Como diz Sofonias 3,15.17-18: “Iahweh, o rei de Israel, está no meio de ti, não verás mais a desgraça. Iahweh, o teu Deus, está no meio de ti como o herói que salva! Ele exulta de alegria por tua causa, renovar-te-á por Seu amor, Ele se regozija por tua causa com gritos de alegria, como nos dias de festa”.


Os apóstolos de Jesus reunidos no Cenáculo, com Maria, como Jesus havia pedido, experimentam o derramamento do Espírito Santo e são transformados pelas “línguas de fogo” que pairavam sobre eles. A multidão que se ajunta em frente ao Cenáculo vê a transformação dos apóstolos, vê a manifestação dos carismas e os experimenta, é evangelizada, sente seu coração compungido, deseja e é batizada, pois, “para vós é a promessa, assim como para os vossos filhos e para todos aqueles que estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus chamar” (At 2,39).


Proporcionar às pessoas dos Grupos de Oração a experiência do amor de Deus que está no meio de nós é levá-las à experiência de Pentecostes, é levá-las a experimentar o que aquela multidão experimentou. Tal experiência deve produzir no coração dessas pessoas o desejo de uma maior conversão para serem perseverantes e, assim, crescerem na vida de oração, na Eucaristia, na doutrina e na fraternidade. Por isso, devem essas pessoas buscar um Grupo de Perseverança, a fim de que tenha continuidade o seu processo de conversão, o seu crescimento na vida nova trazida pelo Espírito Santo.


“Se confessares com tua boca que Jesus é Senhor e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois quem crê obtém a justiça, e quem confessa com a boca, a salvação. (...) Porque todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo” (Rom 10,9-10.13). *
Fonte: RCC brasil 

6 de fevereiro de 2011

Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz.

O início de um Novo Ano alegra os nossos corações e renova a esperança de que tempos melhores serão alcançados.
No “Filho que nos foi dado”, como celebramos no Natal, dom do amor de Deus – Deus Conosco, acolhido e amado, está a fonte da paz e da verdadeira felicidade. Os cumprimentos de Feliz Ano Novo, acompanhados de votos de paz e de prosperidade precisam passar da formalidade para o reconhecimento da dignidade do outro como irmão e companheiro de caminhada. Dom e Tarefa que para além dos desafios atuais exigem decisão corajosa, sobretudo dos discípulos de Jesus Cristo. É a cultura da vida que precisa ser acreditada e impulsionada. Cultura da vida e Paz são irmãs inseparáveis.
A reflexão do Papa Bento XVI para o XLIV DIA MUNDIAL DA PAZ do ano de 2011, trata da delicada questão da LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ. Em muitas partes do mundo, os cristãos que desejam praticar livremente a sua fé, estão sendo perseguidos. Em sua mensagem o Papa é incisivo ao dizer que negar ou por obstáculo à liberdade religiosa significa compreender de modo redutivo a pessoa nas relações: consigo mesma, com outro e com Deus. Ressalta que a partir da religião a pessoa compreende sua identidade, o sentido e o fim de sua vida. Não permitir exercício público da religião é uma forma grave de injustiça que retarda a concretização da paz, para a família e para toda a sociedade. “Deus nos criou livres para amá-lo de todo coração, de toda alma e de todo entendimento” (Mt 22,37).
É constitutivo do ser humano a abertura ao transcendente, ao Espiritual. Sem essa abertura não pode responder aos desafios cotidianos e nem mesmo compreender sua dignidade e liberdade. O mistério que ultrapassa o ser humano, homem e mulher, imagem de Deus, está além do que dele tudo se possa dizer. É o que recitamos no Salmo n.o 8. Ao dizer que Deus se ocupa dele, o salmista reafirma a liberdade, a verdade e o reconhecimento de sua dignidade que se explicitam no bem. Quando se abre ao seu criador, torna-se verdadeiramente homem e pode usufruir de todos os seus direitos sem deixar-se intimidar por nada.
O Papa lembra a importância do testemunho da Família, fundada no matrimônio, expressão de união íntima e de complementariedade entre um homem e uma mulher na transmissão do patrimônio da fé aos filhos. Negar o patrimônio familiar, impedir de professar a religião ou de viver de acordo com a própria fé, “ofende a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apóiam sobre a reta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem”.
O Santo Padre insiste ainda na contribuição da religião para a socialização das pessoas e da sociedade. A prática religiosa está de certo modo sempre associada à dimensão ética do serviço às pessoas, grupos e instituições. A integração e a solidariedade envolvem os que partilham crenças diferentes ou não possuem nenhum vínculo religioso quando se trata, sobretudo, da defesa da vida. Quanto ao propalado discurso sobre a importância da laicidade em nossos dias, é preciso lembrar que “as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma, mas devem ser comensuradas através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao de ser pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito”. Se o Estado é laico, a nação é religiosa e este é um dado antropológico, social e cultural. O que o Estado não pode tolerar é o fanatismo religioso que nega a própria essência da religião, gerando violência, ódio e divisão. Saibam os nossos governantes que devem garantir a liberdade religiosa.
Quanto à Igreja, seu papel fundamental é anunciar Jesus Cristo – Caminho, Verdade e Vida, nunca excluindo o diálogo, o respeito à identidade de cada religião e a busca do bem comum a partir da verdade. O Papa insiste que “a defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas” e que os líderes das grandes religiões do mundo garantam a defesa das minorias religiosas com a qual será possível o mútuo enriquecimento cultural. Quanto às comunidades que sofrem perseguições, discriminações, atos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Oriente Médio e de modo especial na Terra Santa, não desanimem com as atuais adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição.
Se a paz é dom de Deus e ao mesmo tempo projeto humano sempre a ser alcançado, não tenhamos medo de buscar na religião ou em tantas formas de crer, o caminho para que a dignidade humana seja plenamente respeitada. Agradecemos ao Papa Bento XVI a longa e profunda reflexão que nos ajuda a começar o ano na certeza de que na liberdade religiosa podemos fazer a experiência da paz.



4 de fevereiro de 2011

Ordem de São Francisco

História

Após os primeiros anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial muitos europeus evadiram-se de seus países de origem para se estabelecerem nas Américas. Nos Estados Unidos da América era cada vez maior o número de imigrantes lituanos.


Como o movimento migratório cresceu significativamente, houve a necessidade de criação de núcleos comunitários, que ajudassem a manter as tradições e a fé cristã, como também, trabalhar para a preservação da herança cultural daquele povo.


Houve nesta época a criação de paróquias e de escolas paroquiais, porém necessitava-se de mais religiosas para dirigir escolas, para a catequese e para serem presença evangelizadora no meio do povo, que estava recomeçando a vida no novo continente.


Algumas Irmãs de origem lituana, residentes nos Estados Unidos, lançaram o olhar sobre os seus compatriotas lituanos e percebendo as suas grandes necessidades sentiram um forte apelo de Deus para trabalhar com eles.


Para realizar tal missão, tomaram a decisão de deixar a congregação de origem, a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para se dedicarem ao apostolado junto às famílias daqueles imigrantes.


Portanto, sob a proteção de Deus, que é Providência, a nossa Congregação foi fundada no dia 12 de março de 1922, na Diocese de Pittsburgh, Pensilvânia, nos Estados Unidos.


As pioneiras, ao deixarem sua congregação de origem, foram acolhidas pelas Irmãs Franciscanas de Millvale, Pittsburgh, com quem permaneceram por um período de seis anos, onde continuaram sua formação e missão, até se tornarem uma congregação autônoma.


As fundadoras, apoiadas e auxiliadas pelo Bispo de Pittsburgh, D. Hugh C. Boyle, por Monsenhor M. L. Krusas e pelos padres A. J. Sutkaites e M. Kazenas conseguiram vencer os enormes desafios existentes nos primeiros anos de fundação, quanto ao estabelecimento da nova missão, falta de recursos materiais e outras tantas dificuldades. Há depoimentos sobre os dez primeiros anos da Congregação, que afirmam o quanto as Irmãs foram corajosas, pobres, simples e ousadas para que a obra iniciada pudesse crescer e produzir frutos. As fundadoras e os co-fundadores testemunharam que, ao longo da trajetória de vida da Congregação, o que os sustentava era Deus, que na sua Providência, dava-lhes coragem e indicava novos caminhos a serem percorridos. Firmes no seguimento de Jesus Cristo e inspiradas na vida e nos ensinamentos de São Francisco de Assis, as primeiras Irmãs iniciaram o seu trabalho voltado, prioritariamente, para a educação de crianças e de jovens, mas visava, também, o cuidado aos doentes e assistência aos necessitados.


Depois de 16 anos de fundação, fomos agraciadas mais uma vez. Cinco Irmãs atravessaram os mares e chegaram ao Brasil no dia 27 de agosto de 1938, em reposta à solicitação da Igreja local, para atenderem às necessidades das famílias lituanas em Vila Zelina, São Paulo.


Nos primeiros anos o nosso trabalho missionário, inclusive no Brasil, foi direcionado para beneficiar o povo lituano. Porém, com o decorrer do tempo e com as mudanças profundas na sociedade a nossa missão foi sendo redimensionada através das áreas de Educação nos Colégios, nas Obras Sociais Promocionais, na Saúde, na Formação, nas Paróquias em Comunidades inseridas nos meios populares e na Administração de outros serviços da Congregação.


Temos duas Províncias em:

Pittsbugh, USA e no Brasil. Nossa Sede Provincial brasileira está situada em São Paulo. Nesta capital marcamos presença em três Colégios e duas Obras Sociais.
No estado de São Paulo, estamos em Nova Veneza e na Cidade de São Pedro, em Santana de Parnaíba. Temos comunidades em Guajará-Mirim, Rondônia e Maceió, Alagoas, onde atuamos na área da saúde e na pastoral inserida nos meios populares. No início de 2005 foi aberta uma missão em Guanay, Bolívia. Há alguns anos temos a presença de Irmãs Americanas na Lituânia.

Ordem de Santa Clara


 História

O convento foi mandado edificar por D. Afonso Sanches (filho bastardo de D. Dinis), e de sua esposa, D. Teresa Martins.


Do património edificado ao longo dos séculos, restam a bela igreja gótica, a imponente área residencial (noutros tempos chamada «dormitórios novos»), que é setecentista, os arcos do antigo claustro com o seu chafariz e o extenso aqueduto, em parte destruído.


Na igreja encontram-se alguns importantes túmulos: o de D. Beatriz, filha do Beato Nuno Álvares Pereira, o dos Condes de Cantanhede e os dos Fundadores.


Como qualquer outra instituição, este convento teve momentos de esplendor e momentos de menos brilho. Um dos momentos mais notáveis, deveu-o à abadessa D. Isabel de Castro (1518-1543). A reedificação de 1777 em gosto neopalladino é do mestre pedreiro Henrique Ventura Lobo, que trabalhou na Cadeia da Relação do Porto.


A Lenda da Abadessa Berengária e a Lenda da Menina do Merendeiro - originárias do convento - testemunham, da parte das monjas da casa, anseios duma vivência cristã muito depurada.




Igreja de Santa Clara de Vila do Conde, em estilo gótico.Após o decreto liberal de extinção das ordens religiosas, a vida no convento foi-se apagando lentamente, até chegar ao seu termo, em 1892, com a morte da última freira. Em 1902 o antigo convento recebeu a Casa de Detenção e Correcção do Porto, depois Reformatório de Vila do Conde e Escola Profissional de Santa Clara, sendo hoje conhecido como Centro Educativo de Santa Clara, estabelecimento de tutela de menores que ainda se encontra em funcionamento.


Em Setembro de 2008 foi assinado o contrato entre o Turismo de Portugal e o Grupo Pestana com vista à sua transformação em Pousada de Portugal.


 A Lenda da Berengária
Conta-se que a certa altura da história do Convento de Santa Clara de Vila do Conde havia bastante relaxamento na vida religiosa das monjas. Orgulhosas, recusavam os trabalhos, davam-se a falatórios inconvenientes e eram pouco zelosas em acorrer à reza das horas canónicas.


Mas havia uma excepção, a irmã Berengária. Humilde, cumpridora, imitava os melhores exemplos das passadas Clarissas, não se furtando às tarefas mais humildes, que executava com alegria e sentido fraterno.


Aconteceu entretanto que a abadessa morreu e foi preciso eleger a sucessora. Havia muitas interessadas no cargo, que dava autoridade e visibilidade social. Quem não pensava nisso era sem dúvida a solícita Berengária.


Na hora da eleição, cada uma das eleitoras, para que as amigas não acedessem ao abadessado, votou do modo que menos pudesse prestar – na Brengária – pensando assim protelar a decisão, ao entregar o voto a uma incapaz.


Mas, quando a irmã Berengária verificou que tinha sido eleita segundo todas as regras, decidiu aceitar o lugar. Não o tinha pedido, mas não o recusava.


As outras monjas mofavam e recusavam-se a obedecer-lhe: que a votação não fora a sério.


Perante a rebeldia manifestada, a nova abadessa foi firme e ousada: mandou que as suas antecessoras, que ali jaziam sepultadas, viessem prestar-lhe a homenagem de obediência que as freiras vivas recusavam.


Eis então que as antigas abadessas se erguem das sepulturas e ali se mostram em atitude respeitosa.


O resultado não podia ser outro: as monjas arrependem-se da sua soberba e acatam a autoridade da nova abadessa.


A Abadessa Berengária é uma figura histórica. Esteve à frente do convento de 1384 a 1406. O milagre que lhe é atribuído, esse é lendário, naturalmente. A narrativa, se bem se repara, é edificante, ao valorizar virtudes indispensáveis à vida em comunidade, como a dedicação ao trabalho, a oração e sobretudo a obediência.


Em 1625, Fr. Luís dos Anjos já recolheu esta lenda no seu Jardim de Portugal, remetendo até para uma versão anterior em latim. No Convento de Santa Clara ela é evocada numa tábua, por escrito, e numa tela, ambas da segunda parte de Seiscentos.

História da Ordem de São Bento


A "Regula Benedicti" foi composta em 529 para a abadia de Montecassino, por Bento de Núrsia (480-543).
Ela preceituava a pobreza, a castidade, a obediência, a oração e o trabalho, bem como a obrigação de hospedar peregrinos e viajantes em seus mosteiros, dar assistência aos pobres e promover o ensino. Por este último motivo, ao lado dos seus mosteiros, havia sempre uma escola, razão pela qual ainda, a ordem tornou-se em um dos centros culturais da Idade Média, com as suas bibliotecas reunindo o que restara das obras e ensinamentos da Antiguidade.


Embora a fundação da ordem seja anterior a ele, considera-se que terá verdadeiramente tomado impulso a partir da reunião de vários mosteiros que professavam a regra por ele escrita, e isso muito após a sua morte. Mais tarde os monges desta ordem passaram a ser conhecidos como beneditinos.


Hoje em dia, a Ordem está espalhada por todo o mundo, com mosteiros masculinos e femininos.


Seguindo o seu exemplo e inspiração, diversos fundadores de ordens religiosas têm baseado as normas e regras de seus mosteiros na "Regra" deixada por Bento, cujo princípio fundamental é Ora et labora, o que quer dizer "Reza e trabalha."


Os mosteiros beneditinos são sempre dirigidos por um superior que, dependendo da categoria do mosteiro, pode chamar-se de prior ou abade que é escolhido pelo restante da comunidade. O ritmo de vida beneditino tem como eixo principal o Oficio Divino, também chamado de Liturgia das Horas, que se reza sete vezes ao dia, tal como São Bento havia ordenado. Junto com a intensa vida de piedade e oração, em cada mosteiro se trabalha arduamente em diversas atividades manuais, agrícolas, etc. para o sustento e o auto-abastecimento da comunidade.


Reformas da Ordem Beneditina

Durante o transcurso da sua história, a Ordem Beneditina sofreu numerosas reformas, devido à eventual decadência da disciplina no interior dos mosteiros. A primeira reforma importante foi levada a cabo por São Juan De Perez Lloma no século X; esta reforma, chamada cluniacense (nome proveniente de Cluny, lugar da França onde se fundou o primeiro mosteiro desta reforma), chegou a tomar um grande impulso, até tal ponto que durante grande parte da Idade Média praticamente todos os mosteiros beneditinos estavam sob o domínio de Cluny.


Os cluniacenses adquiriram grande poder econômico e político, e os abades mais importantes chegaram a fazer parte das cortes imperiais e papais.
Vários pontífices romanos foram beneditinos provenientes dos mosteiros cluniacenses (Alexandre II, 1061-73; S. Gregório VII, 1073-85; beato Vitor III, 1086-87; beato Urbano II, 1088-99; Pascoal II, 1099-1118; Gelásio II, 1118-19; et cétera).


Tanto poder adquirido levou à decadência da reforma cluniacense, que encontrou uma importante contraparte na reforma cisterciense, palavra proveniente de Cister (Cîteaux, em francês), na França onde se fundou o primeiro mosteiro desta reforma. São Roberto de Molesmes, S. Estevão Harding e S. Roberto de Chaise-Dieu foram os fundadores da Abadia de Cîteaux em 1098. Buscavam afastar-se do estilo cluniacense, que caíra na indisciplina e o relaxamento da vida monástica. O principal objetivo dos fundadores de Cister foi impor a prática estrita da Regra de São Benito e o regresso à vida contemplativa.


O principal impulsionador desta reforma foi S. Bernardo de Claraval (1090-1153), quem foi discípulo dos fundadores de Cîteaux, tendo ingressado ali por volta de 1108. Foi-lhe encarregada a fundação da Abadia de Claraval (Clairvaux em francês), da qual foi abade durante uns 38 anos, até sua morte. Bernardo de Claraval converteu-se no principal conselheiro dos papas, e vários dos seus monges chegaram igualmente a ocupar a Sede Pontifícia. Bernardo predicou também a Segunda Cruzada. Ao falecer levava fundados 68 mosteiros da sua ordem.


A reforma cisterciense subsiste até hoje como ordem beneditina independente, dividida igualmente em duos ramos: a Ordem Cisterciense da Comum Observância (O. Cist.) e a Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO), também conhecidos como Trapenses. São chamados também "beneditinos brancos", devido à cor do seu hábito, em contraste com os demais monges da Ordem de São Bento, chamados de "beneditinos negros".


Durante a Idade Média surgiram outras reformas importantes da Ordem Beneditina. A de S. Romualdo (†1027), quem deu começo à reforma Camaldulense. Esta reforma subsiste até hoje em dois ramos: a primeira faz parte de Confederação Beneditina (beneditinos negros); a segunda é independente, mas rege-se igualmente pela Regra de São Benito. Outra reforma importante foi a empreendida por são Juan Gualberto (†1073), quem fundou os Beneditinos de Valle Umbrosa, pelo lugar na Itália em que se construiu o primeiro mosteiro desta reforma; é igualmente hoje em dia uma congregação da Confederação Beneditina. A reforma de S. Silvestre (1177-1267), fundador dos Beneditinos de Montefano, que subsiste também hoje como congregação associada à Confederação Beneditina. A reforma do beato Bernardo Tolomei (1272-1348), que deu origem aos Beneditinos de Monte Oliveto, hoje também parte integrante da Confederação Beneditina.


Após agitados períodos da história, como a Reforma na Alemanha e os Países Baixos, a expulsão ou execução de religiosos católicos por Henrique VIII em Inglaterra, seguido do período revolucionário na França, bem como também a decadência da disciplina nos mosteiros, levou a que se dizimara a população de monges. Depois da Revolução Francesa, foi Dom Prosper Guéranger quem fez renascer a ordem beneditina em Solesmes a partir de 1833, na França.


Hábito

Na Idade Media os monges beneditinos usavam camisa de lã e escapulário. O hábito ou vestidura superior é preto, pelo qual foram chamados de monges negros, em oposição aos cistercienses, que usam túnica e escapulário branco, denominados os monges brancos.

2 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora dos Navegantes - comemora-se 2de fevereiro



Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. 
Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. 
É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. 
Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis,disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal.
As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.


Nas cidades de Balneário Arroio do Silva, Laguna, Balneário Barra do Sul, Ouro, Mondaí, Bombinhas e Navegantes, a devoção à Senhora dos Navegantes é tão expressiva que, por decreto, foram instituídos feriados nestes municípios catarinenses.


Destacando-se a cidade de Navegantes que, primitivamente, pertencia à Itajaí, então habitada por índios carijós. A demarcação de uma sesmaria na praia de Itajaí deu-se por ordem do Conde Resende, Vice-Rei. Foi em 1795 que José Ferreira de Mendonça efetuou a demarcação da Real Fazenda. A comunidade de Navegantes, canonicamente, pertencia à Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Em 23 de janeiro de 1896 a "Camara Episcopal de Corytiba" concedia "licença para que no lado esquerdo do Rio grande de Itajahy se possa erigir uma capela sob a invocação de Nª Sª dos Navegantes, de S. Sebastião e de S. Amaro". O Padre Antônio Eising, então Vigário da Paróquia de Itajaí foi quem fez a solicitação. Recebendo a promulgação oficial, iniciou a construção da Capela, que ficou pronta em 1907 sendo sua inauguração comemorada com três dias de festas: 7, 8 e 9 de setembro daquele ano. Navegantes só foi elevado à categoria de município em 30 de maio de 1962 e, consequentemente a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi elevada a Paróquia. Por ocasião dos festejos comemorativos aos 25 anos da Paróquia criada, a 19 de julho de 1987, o então Bispo Auxiliar (hoje Arcebispo Metropolitano) da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, fez a dedicação do Altar e da igreja Matriz. Em 1996, por Decreto da Cúria Metropolitana, a igreja Matriz foi elevada a Santuário Arquidiocesano, sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.


REFLEXÕES


A festa presente, qual ramalhete de flores, apresenta-nos virtudes de quantidade, cada qual mais bela e encantadora. É lamentável a ocorrência simultânea, especialmente no Brasil, de festividade pagã comemorada também no Ano Novo, mediante oferendas, tributos e homenagens à "Iemanjá", cognominada por umbandistas e macumbeiros como "rainha do mar", esteja tão arraigada no País como variação da devoção afro-brasileira. Prática terrível e blasfematória é a comparação dessa figura à Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe dos homens. Especialmente quando a devoção foge às raias da cultura do povo humilde e ignorante, sendo incorporada ao discurso das classes intelectuais mais elevadas, por motivos meramente políticos e pessoais. Aí sim, a feição torna-se muito mais perigosa, pois que propalada por pessoas, em tese, com discernimento religioso mais acentuado. É o que podemos chamar de exploração intelectual do povo para promoção pessoal. Tanto a estes, quanto aqueles, o Senhor Adverte nas Escrituras:


"O servo que, havendo conhecido a vontade do amo, não se preparou, nem agiu conforme essa vontade, receberá grande número de açoites. Mas, aquele que a desconhece e tiver feito algo que mereça castigo, levará poucos açoites. Porque, a quem muito se tiver dado, muito lhe será exigido; quanto mais se confia a alguém, mais dele se exigirá. (Lc 12, 47-48)
Ainda neste propósito, lembremos que as Escrituras revelam o sério papel de Maria, tanto no primeiro livro (Gênesis), quanto no último (Apocalipse):


1. No Gênesis:


"Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Ela (própria) te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gen. 3,15 - diálogo de Deus com a Serpente, a quem Maria foi incumbida de esmagar a cabeça)


2. No Apocalipse:


E o dragão, depois que se viu precitado na terra, começou a perseguir a Mulher que havia dado à luz o filho varão; E foram dadas, à mulher, duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, longe da presença da serpente. Esta lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que fosse arrebatada pela correnteza. Porém, a terra ajudou a mulher, abrindo a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha vomitado da sua goela. O dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. E ele (o Demônio) deixou-se estar sobre a areia do mar. (Apoc 12, 13 - 18)


Oração à Nossa Senhora dos Navegantes


Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima Filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens.


Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas não pertubem a minha embarcação e que nenhuma criatura nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso na minha viagem ou me desviem da rota traçada.


Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero.


Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer torna a me fortalecer. 
 Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.

Ordem do Carmo

A Ordem do Carmo
 (originalmente chamada Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo) é uma ordem religiosa católica que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo (uma cadeia de colinas, próxima à actual cidade de Haifa, antiga Porfíria, no actual Estado de Israel).
A palavra "carmelo" significa jardim. Conta a tradição que o profeta Elias se estabeleceu numa gruta, no Monte Carmelo, seguindo uma vida eremítica de oração e silêncio. Mais tarde, a Regra do Carmo foi sistematizada e proposta por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, e aprovada pelo Papa Honório III em 1226. No século XIII migrou para o Ocidente, fugindo das invasões sarracenas.
No século XVI, na Espanha, Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz conduziram um processo de renovação (ou reforma) do carisma da Ordem do Carmo. Deste processo histórico e místico surgiu um novo ramo: o ramo dos carmelitas descalços.
Os ramos da Ordem do Carmo


Carmelitas da Antiga Observância


Brasão da Ordem do Carmo (Antiga Observância) e da Ordem Terceira do Carmo.


Uma religiosa carmelita na solidão da sua cela, a rezar e a meditar a Bíblia.
A Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância (ou Carmelitas Calçados) são o ramo mais antigo e originário da Ordem do Carmo.
Ordem Terceira do Carmo
Ver artigo principal: Ordem Terceira do Carmo
A Venerável Ordem Terceira do Carmo (ou, simplesmente, Terceiros Carmelitas) é um ramo da Ordem do Carmo composto pelo grupo de membros leigos dos Carmelitas da Antiga Observância, os quais encontram-se sempre unidos em comunhão fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa. Este ramo baseia-se, por norma, no carisma carmelita original, ainda que partilhe a riqueza espiritual do ramo reformado por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.
A instituição da Ordem Terceira do Carmo, depois também chamada de Venerável devido ao fato de se tratar da maior ordem religiosa mariana), remonta ao tempo de São Simão Stock que, além de ter sido um importante empreendedor na constituição da Ordem do Carmo, foi quem recebeu das mãos de Nossa Senhora o Seu famoso Escapulário, sob a promessa de divinas graças que seriam concedidas aos seus confrades que o usassem com devoção. É considerado, contudo, como fundador das Irmãs Carmelitas de clausura e da própria Ordem Terceira do Carmo, o Beato João Soreth. Na realidade, tal deve-se ao facto de que, em meados do século XV, apesar dessas comunidades religiosas já existirem, estas viviam sem Regra definida e foi ele quem deu-lhes a devida forma canónica. Foi o Beato João Soreth quem, na primeira pessoa, empreendeu todos os esforços necessários e obteve do Papa a aprovação dos estatutos legais e o reconhecimento da Ordem das Irmãs Carmelitas de clausura e da Ordem Terceira do Carmo (sendo esta última composta maioritariamente por homens e mulheres leigos, mas que estão ligados espiritualmente, de modo bastante particular, aos restantes membros da Ordem do Carmo).


Ordem Terceira da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo;
 Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmelo; 
Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; 
Venerável Ordem Terceira do Carmo;
 Ordem Terceira do Carmo; Ordem dos Terceiros Carmelitas; 
Terceiros Carmelitas.


Carmelitas Descalços


A Ordem dos Carmelitas Descalços (ou, simplesmente, Carmelitas Descalços) é um ramo da Ordem do Carmo, formado em 1593, que resulta de uma reforma feita ao carisma carmelita elaborada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.
 Este ramo divide-se em três diferentes tipos de família carmelita: os padres ou frades, as freiras de clausura e os leigos.
No século XVI, Santa Teresa de Ávila iniciou um processo de reforma ao carisma carmelita. Fez um voto de que haveria de seguir sempre o caminho da perfeição, e resolveu mantê-lo o mais próximo possível daquilo que a Regra do Carmo permitia.
Numa noite do mês de Setembro de 1560, Teresa de Ávila decidiu reunir um grupo de freiras na sua cela e, tomando a inspiração primitiva da Ordem do Carmo e a reforma descalça de São Pedro de Alcântara, propôs-lhes a fundação de um mosteiro de tipo eremítico. Em 1562 é, então, fundado um novo mosteiro (que foi especialmente dedicado a São José). Por seu lado, em Duruelo, São João da Cruz e António de Jesus fundaram também um novo e primeiro convento masculino destinado aos frades Carmelitas Descalços. 
Em 1593, o Papa Clemente VIII concedeu total autonomia ao ramo dos Carmelitas Descalços (separando o seu carisma do carisma do ramo dos Carmelitas da Antiga Observância, desde então também chamados de Carmelitas Calçados para que melhor se pudesse estabelecer a diferença).

Freiras

 significa : Religiosa professa; soror, monja; mulher que pertence a uma ordem religiosa e que dedica sua vida aos objetivos da comunidade. 
Diversas religiões, incluindo o budismo, o cristianismo e o taoísmo, têm ordens de freiras. 
A Igreja Católica tem mais ordens de freiras do que qualquer outra denominação cristã.

- Freira - é a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.
As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos.
Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. 
As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.
- Ordens Religiosas

As ordens religiosas são a forma mais comum da vida consagrada em várias confissõescristãs, mas mais especialmente na Igreja Católica. Pelo menos segundo a hierarquia católica, os monges ou frades (que compõem a maior parte dos membros das ordens religiosas) podem ser leigos ou clérigos consagrados. Eles vivem em comunidades fechadas (mas muitas vezes não isoladas), afastadas do mundo, e seguem uma regra religiosa.
Basicamente, existem quatro tipos de ordens religiosas:
  • as monásticas: são formadas por monges (de sexo masculino ou feminino), que vivem enclausurados num mosteiro. Exemplos: Cistercienses, Beneditinos, Cartuxos eTrapistas.
  • as mendicantes: são formadas por frades ou freiras, que vivem em conventos. Eles não são tão isolados como os monges, tendo por isso um apostolado mais activo no mundo secular (ex: obras de caridade, serviço aos pobres, pregação e evangelização). A sua sobrevivência depende das esmolas e dádivas dos outros, porque eles renunciaram a posse de quaisquer bens, compromentendo-se em viver radicalmente na pobreza. Exemplos: Franciscanos, Dominicanos, Agostinianos e Carmelitas.
  • as regrantes: são formadas exclusivamente por cónegos regrantes. Exemplos: Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e Ordem Premonstratense.
  • as de clérigos regulares: são formados exclusivamente por clérigos regulares ou consagrados (os cónegos são excluídos). Eles não vivem uma vida comunitária tão enclausurada e austera como os monges ou como os frades, tornando-se por isso muito mais disponíveis para o apostolado. Com isto, eles ajudam grandemente o clero secularem áreas como a liturgia, a administração dos sacramentos, a educação e a evangelização. Exemplos: Teatinos, Jesuítas e Escolápios.
As ordens religiosas são diferentes das congregações religiosas, porque as últimas professam somente a versão simples dos votos evangélicos, enquanto que as primeiras professam a versão solene e mais autera (ou radical) destes mesmos votos. 
Os seus estilos de vida também os diferenciam.


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