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9 de dezembro de 2014

Evangelho do dia: Refletindo Evangelho de São Mateus 8,12-14


Deus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
Que vos parece?
Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas,para procurar aquela que se perdeu?
Em verdade vos digo, se ele a encontrar,
ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam.
Do mesmo modo, o Pai que está nos céus
não deseja que se perca nenhum desses pequeninos. Palavra da Salvação.

Reflexão

Os tempos messiânicos são os tempos de misericórdia de Deus, de restauração da união entre o céu e a terra, tempos em que todos os que não estão participando ativamente do Reino de Deus são convidados a voltar e a viver a vida de amizade e intimidade com Deus. A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do Deus que ama todas as pessoas e vem ao seu encontro. Se a partir do pecado nos afastamos de Deus e do seu amor, a misericórdia de Deus vem ao nosso encontro de modo que, restaurados pela graça, não nos percamos, mas participemos da plenitude da vida divina.



3 de dezembro de 2014

Nossa Senhora do Bom Sucesso alertou á respeito da corrupção sacerdotal, impureza do mundo, castigo mundial e restauração por meio Dela


A Santíssima Virgem apareceu pela primeira vez à então Priora das Concepcionistas na capital equatoriana em 2 de fevereiro de 1594.

Nascida na Espanha, na Província de Viscaya, no ano do Senhor de 1563, Madre Mariana de Jesus Torres bem cedo sentiu a vocação religiosa.
Aos 13 anos de idade, com permisão do Rei Filipe II, abandonou seu país, juntamente com sua tia, Madre Maria de Jesus Talvada, e partiu para Quito, cidade situada em terras de colonização espanhola na América do Sul, a fim de ali estabelecer o primeiro mosteiro nas Américas em honra da Imaculada Conceição

As profecias de Maria Santíssima à Irmã Mariana de Jesus impressionam pela precisão

Aparições de Nosso Senhor, de Sua Santa Mãe Santíssima, de Santos e de demônios, eram-lhe freqüentes. A essa filha de Santa Beatriz Silva foi desvendado o futuro como a poucos, sobretudo com referências espantosas aos nossos dias. Tais profecias impressionam pela precisão, riqueza de detalhes e semelhança com as de Fátima.

Em certa ocasião, Madre Mariana encontrava-se com a fronte em terra, com lágrimas e suspiros, suplicando ao Altíssimo algum remédio para os muitos males que afligiam aquela colônia e seu convento.

Foi então que ouviu uma voz celestial que a chamava pelo nome. À sua frente viu Nossa Senhora resplandecendo em meio a imensa claridade. Trazia o Menino Jesus no braço esquerdo, e um báculo de ouro na mão direita.

 Ao tomar o Menino Jesus nos braços, sentiu o inconcebível desejo místico de partilhar da Paixão do Senhor

 
Visão de Madre Mariana de Jesus


Como sempre faz ao referir-Se à Sua pessoa, a Santíssima Virgem logo Se apresentou à filha escolhida, evitando deixar qualquer sombra de dúvida quanto à Sua identidade e, também, sob qual invocação desejaria ser venerada:

— "Sou Maria do Bom Sucesso, Rainha dos Céus e da Terra. Tuas orações, lágrimas e penitências são muito agradáveis a nosso Pai celestial. Quero que fortaleças teu coração e que o sofrimento não te abata. Tua vida será longa para glória de Deus e de sua Mãe, que te fala. Meu Filho Santíssimo te presenteia com a dor em todas as suas formas. E, para infundir-te o valor que necessitas, toma-O de meus braços nos teus".

Ao tomar o Menino Jesus nos braços, sentiu o inconcebíbel desejo místico de partilhar da paixão do Senhor e, assim, mais sofrer como vítima voluntária para aplacar a Justiça Divina.

Naquele instante, Madre Mariana assumia sua condição de alma vítima, unindo seus sofrimentos aos sofrimentos de Seu amado Esposo para a redenção da humanidade.

"Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade"


Na noite de 16 de janeiro de 1599, Nossa Senhora deu-lhe conhecimento de vários fatos futuros, declarando ainda um dos principais objetivos de Sua vinda:

“É vontade de meu Filho Santíssimo que tu mesma mandes executar uma estátua minha, tal como me vês e a coloques sobre a cátedra da Priora. Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Colocarás em minha mão esquerda o meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Convento”.

Com essa afirmação, a Mãe de Jesus revela o zêlo e o respaldo celestial que Seu Divino Filho conserva para com todos aqueles que, por amor a Ele e ao Reino dos Céus a tudo renunciam, através de uma vida radicalmente dedicada à Sua Igreja e à humanidade.

Escultura sobrenatural


Durante os anos seguintes, Madre Mariana suportou grandes sofrimentos e somente a 5 de fevereiro de 1610 que o escultor Francisco del Castilho, espanhol de nobre linhagem, foi chamado para elaborar a escultura solicitada por Maria Santíssima.

Castilho era um homem íntegro e religioso. Vivia santamente em Quito com a esposa e três filhos. Recebeu a encomenda como uma graça do Céu e a 9 de janeiro seguinte declarou que a imagem estava praticamente pronta. Mas ainda faltava a última demão de pintura. Ele iria procurar as melhores tintas existentes na Colônia, e voltaria no dia 16 para concluir o trabalho.

Nessa época, era costume oferecer sempre o que havia de melhor para Deus e a Igreja.

Mas naquela madrugada, quando as religiosas se dirigiram ao coro para rezar o Ofício, encontraram-no todo iluminado por luz sobrenatural, e ouviram vozes angélicas que cantavam o "Salve Sancta Parens".

Sobrenaturalmente, todas as irmãs presenciaram que da imagem inacabada saíam raios vivíssimos. A pintura-base aplicada por Del Castilho caía ao solo junto com aparas de madeira, enquanto os traços da imagem aos poucos, como que por mãos invisíveis, tornavam-se mais suaves e a fisionomia da Virgem mais celeste.

Somente Madre Mariana, em êxtase, via que, conforme pedira ao céu, quem esculpia e finalizava o acabamento artístico eram São Francisco e os três Arcanjos Miguel, Grabriel e Rafael.

Ao ver o resultado surpreendente, Francisco del Castilho disse que a imagem não era obra sua, mas de anjos. Lavrou um documento no qual repetia tal afirmação sob juramento, declarando ainda que encontrara a escultura terminada de maneira diferente da que deixara. Entregou o documento às religiosas para perpetuar a prova do milagre.

Por vontade de Maria Santíssima, as profecias em Quito seriam reveladas apenas "quando a corrupção de costumes estivesse quase geral e a luz preciosa da Fé quase extinta"


"As profecias da Virgem, bem como sua vida como irmã contemplativa, só seriam revelados no século XX, por causa da "muita decadência da fé"

Madre Mariana contou pessoalmente os detalhes do ocorrido ao Bispo de Quito.

É interessante que a escolhida de Maria Santíssima acrescentou ao Bispo algo que diz respeito diretamente aos nossos dias atuais: as profecias da Virgem, bem como sua vida como irmã contemplativa, só seriam reveladas no século XX, por causa da "muita decadência da fé" (II, 41) e do papel que deveria ter então essa invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso nesses difíceis tempos.

O desfecho dessas profecias que se cumpririam (e ainda continuam a se cumprir) são a prova incontestável dessa intervenção sobrenatural do Céu ocorrida no Equador, através da Santíssima Virgem.

Assim dissera-lhe Nossa Senhora em outra ocasião:

"É vontade de Deus reservar esta invocação e tua vida para aquele século, quando a corrupção de costumes será quase geral e a luz preciosa da Fé estará quase extinta" (II, 193)

O papel dos santuários marianos como verdadeiras resistências de Fé nos tempos da indiferença para com Deus

A 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra assim profetizou a Madre Mariana:

"O meu culto sob a consoladora invocação do Bom Sucesso (...) será a sustentação e salvaguarda da Fé na quase total corrupção do século XX" (II, 190).

E com essa afirmação a Senhora deixa claro o papel que todos os santuários marianos exercem em seus países como verdadeiras resistências de Fé nos tormentosos tempos que atravessamos de indiferença para com Deus.

A Igreja avalia a credibilidade de previsões feitas por uma pessoa, abarcando épocas diferentes, considerando se algumas já se cumpriram e de que modo. É historicamente comprovado que no caso de Madre Mariana de Jesus Torres, a maior parte das revelações que Nossa Senhora lhe fez já se cumpriram. E com tanta exatidão, que não seria prudente pôr em dúvida o que ainda está por se realizar.

 Necessidade de almas heróicas

Entre essas várias revelações, citamos, por exemplo, a mensagem da aparição de 16 de janeiro de 1599:

"A pátria em que vives deixará de ser Colônia e será República livre, conhecida pelo nome de Equador. Então necessitará de almas heróicas para sustentar-se através de tantas calamidades públicas e privadas" (I, 67)).

Em mais de uma profecia a Virgem proclama a vinda do heróico presidente equatoriano Garcia Moreno, prevendo com extraordinária exatidão seu martírio, exaltando-lhe sua firmeza espiritual e conduta verdadeiramente cristã. Na mesma aparição afirmou:

"No século XIX haverá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter, a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu convento. Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão aziagos para a Igreja" (Id).

O assassinato do presidente Gabriel Garcia Moreno foi vaticinado e exaltado por Maria Santíssima como mártir ao defender os princípios cristãos em seu pais

É oportuno fazer uma retrospectiva histórica desta extraordinária profecia de Maria Santíssima quando se refere ao presidente Garcia Moreno, historicamente rotulado como conservador. E também deixar quais foram os "crimes" que cometeu para ser assassinado tão brutalmente como foi.

Quando ocorreu a invasão dos Estados Pontifícios em 1870, Garcia Moreno foi o único governante no mundo a elevar sua voz, enviando ao ministro das Relações Exteriores da Itália uma nota de protesto contra o esbulho sofrido pelo Soberano Pontífice, e denunciando a usurpação que realizava o governo italiano.

O Papa, agradecido, concedeu-lhe a condecoração de primeira classe da Ordem de Pio IX, com um Breve de recomendação datado de 27 de março de 1871.
 
“Como manifestação de solidariedade à Santa Sé, [Garcia Moreno] decretou, em 1873, que se enviasse ao Sumo Pontífice dez por cento dos dízimos que correspondiam ao Estado”. (“El Nacional”, n° 300, 10 de outubro de 1873, apud Ricardo Pattée, op. cit., p. 294.)

 Garcia Moreno consagra República do Equador ao Sagrado Coração de Jesus, ato previsto dois séculos antes por Maria Santíssima

“Reconheço a fé do povo equatoriano, e essa fé me impõe o sagrado dever de conservar intacto o seu depósito”, afirmou o presidente nessa ocasião. (José Félix Herédia, La Consagración de la República del Ecuador al Sagrado Corazón de Jesús, Quito, Editorial Ecuatoriana, 1935, p. 198; apud Ricardo Pattée, op. cit. p. 295.)

Já em 1861 um decreto da Convenção havia declarado a Virgem das Mercês Padroeira da nação equatoriana.

Seu firme gesto espiritual cristão foi a gota d´água que faltava. Até onde iria chegar esse governo em seu fervor religioso? Agindo sob o véu do segredo, nos mesmos princípios dos fariseus de outrora, as lojas maçônicas começaram a planejar seu extermínio.

Numa carta a Pio IX, como que antevendo seu fim, Garcia Moreno escreveu:

“Que riqueza para mim, Santíssimo Padre, ser odiado e caluniado por meu amor ao nosso Divino Redentor! Que felicidade, se vossa bênção obtiver para mim do Céu a graça de derramar meu sangue por Ele, que, sendo Deus, quis derramar Seu sangue por nós na cruz!” (The Catholic Encyclopedia, Online Edition.)

Enquanto agonizava, conseguiu molhar o dedo no próprio sangue e escrever no chão: “Dios no muere”

Vieram avisar-lhe que alguém precisava falar com ele com toda urgência. Quando subia as escadarias do palácio, um celerado chamado Rayo, aos gritos de “morte ao tirano”, atingiu-o na nuca com um facão, e quase decepou-lhe os braços com os quais procurava proteger-se, enquanto três cúmplices disparavam-lhe tiros no peito.

Garcia Moreno, moribundo, foi jogado na praça, onde Rayo deu-lhe várias facadas na cabeça. Enquanto agonizava, conseguiu molhar o dedo no próprio sangue e escrever no chão: “Dios no muere”.

Levado às pressas para a catedral ainda com vida, recebeu a extrema-unção antes de expirar.

Vítima pelo zelo em desejar manter a Religião e a piedade em toda a sua nação

Em audíência pública em Roma, o Papa Pio IX lamentou a morte de Garcia Moreno, demostrando francamente sua indignação contra os "conselhos das trevas organizados pelas seitas".

Ao saber da dolorosa notícia, o Sumo Pontífice declarou que o Equador “distinguiu-se milagrosamente pelo espírito de justiça e pela fé inabalável de seu Presidente, que mostrou-se sempre o filho submisso da Igreja, cheio de devoção para com a Santa Sé, e de zelo para manter a Religião e a piedade em toda a sua nação [...].
Então, nos conselhos das trevas organizados pelas seitas, esses vilões decretaram o assassinato do ilustre Presidente. Ele caiu sob o aço de um assassino como uma vítima de sua fé e de sua caridade cristã”. (Palavras do Papa Pio IX numa audiência pública em Roma, em 20 de setembro de 1875; apud Gary Potter, Garcia Moreno, Stateman and Martyr, http.www.catholicism.org/bookstore/private/Housetops.htm).

A Virgem vem lembrar no Equador as palavras de Jesus: “tudo o que ligares na Terra será ligado no céu”

Mas voltemos ainda às mensagens proféticas da Virgem no Equador.

Deixando absolutamente claro a promessa feita por Jesus aos apóstolos quando afirmou que “tudo o que ligares na Terra será ligado no céu” (Mt 18, 15-20), na aparição de 2 de fevereiro de 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso entregou o Menino Jesus a Madre Mariana.

Em seus braços, o Menino revelou-lhe o que a Igreja realizaria duzentos anos depois:

"O dogma de fé da Imaculada Conceição de Minha Mãe será proclamado quando mais combatida estiver a Igreja e encontrar-se cativo meu Vigário. Do mesmo modo [será proclamado] o Dogma de fé do Trânsito e Assunção em corpo e alma aos Céus de minha Mãe Santíssima" (II, 87).

Realmente, nessa época, com a invasão do Vaticano pelas tropas revolucionárias, Pio IX teve que se refugiar em Gaeta, de 1848 a 1850.

O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado em 8 de Dezembro de 1854, em Roma.

"A Bondade Divina prepara agraciar aqueles séculos com um modelo exemplar de sacerdócio abnegado"

Entretanto, essa volta do sucessor de Pedro para Roma não significou que o ódio e as maquinações contra o Papa tivessem cessado. Muito pelo contrário (vide Historia de la Iglesia Católica, Bernardino Llorca S.J., Ricardo Garcia Villoslada S.J., vol. IV, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1951).

Por ocasião da última aparição à Sua fiel serva, em 8 de dezembro de 1634, ao falar da decadência do Clero no século XX, Nossa Senhora anunciou também a presença de um grande sacerdote de Cristo que posteriormente seria conhecido como Cura D’Ars, nos seguintes termos:

"Os sacerdotes, a partir do século XIX, deverão amar com toda a alma João Maria Vianney, um servo meu que a Bondade Divina prepara para com ele agraciar aqueles séculos como modelo exemplar do sacerdote abnegado" (II, 191).

Com grande precisão para uma profecia de quase cinco séculos atrás, Maria Santíssima ainda indicou o agente desencadeador da crise tão catastrófica que descreve em Suas profecias referindo-Se aos séculos XIX e XX. Nossa Senhora do Bom Sucesso aponta como sendo a causa principal as heresias em geral e as seitas, ou simplesmente “a seita”.

"A seita" estenderia suas garras desde o recinto sagrado do templo até o lar, influenciando perniciosamente todos os campos da atividade humana

Essas heresias ou seitas chegariam a tal ponto que se infiltrariam em todos os lugares, estendendo suas garras desde o recinto sagrado do templo até o lar, influenciando perniciosamente todos os campos da atividade humana.

"(...) Extravasarão as paixões e haverá total corrupção dos costumes por quase reinar satanás (...), o qual visará principalmente a infância a fim de manter com isto a corrupção geral. Ai dos meninos desse tempo! Dificilmente receberão o Sacramento do Batismo e o da Confirmação" (II, 5).

A “seita”, havendo-se apoderado de todas as classes sociais, "possuirá sutileza para introduzir-se nos ambientes domésticos, que perderão as crianças. Nesse tempo infausto mal se encontrará a inocência infantil. Desta forma perder-se-ão as vocações para o sacerdócio e será uma verdadeira calamidade" (II, 135).

"A atmosfera saturada do espírito de impureza que, à maneira de um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos... Quase não haverá almas virgens no mundo. A delicada flor da virgindade, tímida e ameaçada de completa destruição, luzirá de longe" (II, 135).

Atualmente, com raras exceções, nossa juventude agoniza moralmente no charco dos vícios, do edonismo e das paixões desenfreadas.

Dessa devassidão estariam abertas as portas para o divórcio, concubinato, filhos ilegítimos, aborto, educação laica

E como resultante dessa devassidão, estariam abertas as portas para o divórcio, concubinato, filhos ilegítimos, aborto, educação laica e mesmo antiteísta...

"Quanto ao Sacramento do Matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. .... Impor-se-ão leis iníquas com o objetivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos viverem mal, propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão”.

Desprezo aos sacramentos da Igreja, que são instrumentos de misericórdia e salvação, instituídos pelo próprio Cristo

Voltando as costas para Deus, o homem passaria a conduzir-se por si mesmo, desprezando as leis divinas:

"Apagar-se-á a luz da Fé até se chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas" (II,6 e 7).

O respeito e a fé aos Sacramentos da Igreja, que são instrumentos de misericórdia e salvação, instituídos pelo próprio Cristo, seriam desprezados:

"Nesse tempo o Sacramento da Extrema Unção, posto que faltará nesta pobre Pátria o espírito cristão, será pouco considerado. Muitas pessoas morrerão sem recebê-lo por descuido das famílias...

"O mesmo sucederá com a Sagrada Comunhão. Mas, ai! quanto sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos de profanação da Sagrada Eucaristia. .... Meu Filho Santíssimo ver-Se-á jogado ao chão e pisoteado por pés imundos".

Assim como repetiria duzentos anos depois, em La Sallete, a Virgem advertiu sobre a vida desregrada dos ministros de Deus de nossos tempos:

"Saiba ainda que a Justiça Divina costuma descarregar castigos terríveis sobre nações inteiras, não tanto pelos pecados do povo quanto pelos dos Sacerdotes e religiosos, porque estes últimos são chamados, pela perfeição de seu estado, a ser o sal da Terra, os mestres da verdade e os pára-raios da Ira Divina" (II, 186).

Um pequeno grupo restaria para guardar os tesouros da virtude e da verdadeira Fé

Após graves advertências sobre a conduta execrável de sacerdotes e religiosos do futuro, a Mãe do Senhor descreve detalhadamente a situação caótica espiritual da qual todos somos testemunhas, sem falar nos dias piores que ainda sobrevirão.

Mas um pequeno grupo restaria para guardar os tesouros da virtude e da verdadeira Fé:

"O pequeno número de almas que guardará o tesouro da Fé e das virtudes sofrerá um cruel, indizível e prolongado martírio. Muitas delas descerão ao túmulo pela violência do sofrimento e serão contadas como mártires que se sacrificaram pela Igreja e pela Pátria".

A fé e a confiança dos justos seria provada com fogo, frente a terrível oposição funesta proveniente das doutrinas do mal

Exorta no sentido de que a fé e a confiança dos justos seria provada com fogo, frente a terrível oposição funesta proveniente das doutrinas do mal, levando a crer que tudo estará perdido:

"Para a libertação da escravidão dessas heresias, aqueles a quem o amor misericordioso de meu Filho Santíssimo destinará para esta restauração, necessitarão de grande força de vontade, constância, valor e muita confiança em Deus. Para pôr à prova esta Fé e confiança dos justos, haverá ocasiões em que tudo parecerá perdido e paralisado. Será, então, o feliz princípio da restauração completa" (II, 134).

"A Igreja, qual terna menina, ressurgirá alegre e triunfante"

Mesmo assim, logo após suas advertências sobre a prevaricação verificada nas fileiras do clero, a apostasia generalizada da humanidade, a Virgem Santíssima fala do triunfo da Igreja, e menciona um filho eleito, um Prelado querido, que surgirá quando o mal parecer triunfante e "a autoridade" prevaricar:

"Mas quando parecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder cometendo injustiças e oprimindo os débeis, próxima está sua ruína, cairão por terra estatelados”.

 E como em Fátima, anuncia a derradeira vitória, também anunciada por Jesus e pelos antigos profetas:

"E a Igreja, qual terna menina, ressurgirá alegre e triunfante, e adormecerá brandamente, embalada em mãos de hábil coração maternal do meu filho eleito, muito querido, daqueles tempos. Fá-lo-emos grande na Terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso. Porque, sem temor dos homens, combateu pela verdade e defendeu impertérrito os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar mártir".

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Entendo a Profecia:

"A lâmpada que arde diante do amor prisioneiro, que vistes apagar, tem muito significado. Em primeiro lugar: no fim do século XIX e por boa parte do século XX, estas terras serão então repúblicas e entregues a heresias. E reinando nela, se apagará a luz preciosa da Fé nas almas por uma quase total corrupção dos costumes. Neste tempo haverá grandes calamidades físicas e morais, públicas e privadas."

Aqui se fala fim do século XIX corretamente: nesse tempo começa a se articular as seitas para derrubar o império austro-húngaro, para derrubar a Igreja. O movimento infiltrado, chamado "modernismo", é condenado por São Pio X. A "boa parte do século XX" quer dizer no mínimo mais da metade dele. O pontificado de Pio XII (iniciado em 1939), e o avanço da corrupção dos costumes na época deste Papa. Assim, "boa parte" significaria desde mais ou menos 1939.

Alguns podem alegar contra o exposto, dizendo que tem ordem cronológica, mas não é necessariamente assim, e até em outros artigos mostramos que Nossa Senhora fala da "quase total corrupção do século XX". Ainda pode se objetar que não houve corrupção nos costumes no fim do século XIX: Neste caso particular, falava-se das repúblicas e heresias instaladas primeiros, das quais uma notável foi a revolução na Itália para unificá-la e o modernismo. Depois, com elas "reinando", se "apagará a fé...". Ou seja, há uma sucessão, mas não necessariamente uma sucessão de "x logo depois de y". O único requisito é o "reinar" para o próximo suceder.

Outros podem ainda argumentar que não poderia ser esse tempo dos Papas porque ele passa o século XX para o seguinte. Ora, se ela não disse que chega, então não chega? Do mesmo modo posso pensar que se ela não disse que não chega, então chega. Acreditamos que virá no século XXI o Castigo que ela profetizou envolvendo um Papa, por isso não se disse nada.

"Estas terras" é o mundo em geral. As calamidades várias citadas são parte do Grande Castigo, que vem acontecendo em graus caminhando ao auge.

"O pequeno número de almas em que se conservará o culto da Fé e da virtude, sofrerá um cruel e indizível padecimento, ao par de um prolongado martírio. Muitas delas descerão ao sepulcro por violência e sofrimento e serão consideradas como mártires por terem se sacrificado pela Igreja e pela pátria."

"Para libertar da escravidão destas heresias, necessitam de grandes forças, constância, valor, muita confiança em Deus, aqueles a quem destinará para esta restauração o amor misericordioso de meu Filho Santíssimo. Para pôr à prova os justos nesta Fé e confiança, fará [que cheguem] momentos nos quais tudo parecerá perdido e paralisado, e então será o feliz princípio da restauração completa."

Poucos guardarão a fé, mas no mundo atual não se acha isso do ponto de vista progressista, dado que a maioria dos católicos são dessa linha. Assim, não pode estar correto esse ponto de vista, há de ser uma minoria os que guardam a fé, que atribuímos aos tradicionalistas. A profecia reconforta os fiés com a restauração quando tudo parecer estar perdido.

"Segundo motivo porque a lâmpada se apagou: que esta minha comunidade, estando em reduzido número de pessoas, será submergido em um mar sem fundo de indizíveis amarguras e parecerá afogar-se nessas águas de tribulações. Quantas vocações verdadeiras perecerão por falta de direção, tino, prudência das mestras de noviças que deveriam ser almas de oração e conhecedoras dos diversos caminhos do espírito."

"O terceiro motivo pelo qual se apagou a lamparina é porque nesses tempos estará a atmosfera saturada de impureza, que a maneira de uma mar imundo correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa."

"Quase não haverá almas virgens no mundo. A delicada flor da virgindade, tímida e ameaçada de completa destruição, luzirá longe. Refugiando-se nos claustros, encontrará terreno adequado para crescer.(...)Sem a virgindade seria preciso, para purificar estas terras, que chovesse fogo do Céu" (...).

Profecias da impureza no mundo, tal como acontece atualmente como nunca antes.

"Quarto motivo porque a lâmpada se apagou, é que havendo as sociedades secretas infiltrado em todas as classes sociais, terá tanta sutileza para introduzir-se nos lares domésticos, que perdendo a infância se gloriará o demônio de alimentar-se com esse precioso alimento dos corações das crianças nesses aziagos tempos."

"Nesses tempos infaustos mal se encontrará a inocência infantil. Desta forma perder-se-ão as vocações para o sacerdócio, e será uma verdadeira calamidade."

"Restarão as Comunidades religiosas para sustentar a Igreja e trabalhar com valoroso, desinteressado empenho na salvação das almas. Porque nesse período a observância da Regra resplandecerá nas Comunidades, haverá santos ministros do Altar, almas ocultas e belas, nas quais meu Filho Santíssimo e Eu nos deleitaremos, considerando as excelentes flores e frutos da santidade heroica. Contra eles a impiedade fará dura guerra, cumulando-os de vitupérios, calúnias e vexações, para impedir-lhes o cumprimento do Ministério. Mas eles, como firmíssimas colunas, permanecerão inabaláveis e enfrentarão a tudo com esse espírito de humildade e sacrifício com que serão revestidos." (...)

"No clero secular haverá, nessa época, muito que desejar, porque os Sacerdotes se descuidarão do seu sagrado dever. Perdendo a bússola divina, desviar-se-ão do caminho traçado por Deus para o ministério sacerdotal e apegar-se-ão ao dinheiro, em cuja obtenção porão demasiado empenho."

Profecia clara da corrupção e desleixo dos sacerdotes.

"E, como então padecerá esta Igreja a noite escura pela falta de um prelado e pai, que zele com amor e com suavidade, fortaleza, tino e prudência, muitos deles perderão o seu espírito pondo em grande perigo as almas."

Aqui se fala da corrupção do prelado, ou seja, dos altos cargos eclesiásticos. E também do prelado e pai primeiro, o Papa. Em outras palavras, estes não serão zelosos.

"Ora com instância, clama sem cessar e chora com lágrimas amargas no segredo do teu coração ao nosso Pai Celestial, que por amor ao Coração Eucarístico de meu Filho Santíssimo, por este precioso Sangue vertido com tanta generosidade e por essas profundas amarguras das dores da Paixão e Morte, que se compadeça de seus ministros, e ponha quanto antes fim a tão aziagos tempos, enviando a esta Igreja o prelado que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes, a esse filho meu muito querido a quem amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com o amor predileto, porque lhe dotaremos de capacidade pura, de humildade de coração, de docilidade nas diversas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja, de coração terno para que, como outro Cristo, atenda ao grande e ao pequeno, sem desprezar ao mais infeliz que lhe vai pedir luz e conselho em suas dúvidas e amarguras, e que com suavidade divina guie as almas consagradas ao serviço divino nos claustros, sem fazer pesado o jugo do Senhor que Ele mesmo disse:  meu jogo é suave e ligeiro."

E para dissipar essas negras nuvens, nuvens que impedem o claro dia da liberdade da Igreja, haverá então uma guerra formidável e espantosa, onde correrá sangue próprio e alheio, de sacerdotes e seculares, e regulares e também de religiosas. Esta noite será horrorosíssima, porque ao parecer humano será triunfante a maldade.

"Então é chegada a minha hora, na qual de uma maneira assombrosa Eu destronarei o soberbo satanás, pondo-o debaixo de meus pés e encadeando-o no abismo infernal e deixando por fim livre a Igreja e a Pátria de sua cruel tirania."

O Castigo e então a Restauração, o Reino de Maria. Satanás será encadeado no inferno, como no livro do Apocalipse, para não seduzir mais as nações por mil anos, que denota um grande espaço de tempo tão somente. "Esta noite" indica os três dias de trevas.

"O quinto motivo porque se apagou a lâmpada é porque o descuido das pessoas que possuindo grandes quantias de riquezas, verão com indiferença oprimida a Santa Igreja, perseguida a virtude, triunfante a maldade sem empregar santamente suas riquezas na destruição do mal e na restauração da Fé, e por essa indiferença do povo em deixar que pouco a pouco se apague o nome de Deus, adquirindo-se o espírito do mal, entregando-se com liberdade a todos os vícios e paixões."

"Ah! querida filha, se fosse permitido viver nesses aziagos tempos, tu morrerias de dor a ver realizado tudo que a ti é manifesto e tanto é o amor que meu Filho Santíssimo temos a estas terras que são herança nossa, que queremos desde agora, pedimos desde agora a aplicação de teus sacrifícios e orações para diminuir este tempo, a duração desse tempo de tão terrível catástrofe." [1].

Materialismo é a ideologia da sociedade. É notável como existem cinco motivos para a lamparina apagar, numerologicamente isto concorda com a quinta era, tempo destas tribulações, tempo que se encerra com a vinda deste grande prelado.


Sob o altar de uma capela interior do Monastério da Imaculada Conceição, em Quito, Equador, conservam-se quatro dos corpos incorruptos de suas madres fundadoras. Um desses corpos é o da Madre Maria de Jesús Torres, alma eleita pela misericórdia de Deus para deixar mais uma importante mensagem de Maria Santíssima dirigida à nossa pobre civilização angustiada, violenta e sem identidade.


Madre Maria de Jesús Torres, cujo corpo incorrupto se encontra no Monastério da Imaculada Conceição, em Quito, Equador



2 de dezembro de 2014

Fim dos Tempos - A vida dupla dos padres, de noite orgias e baladas, de dia, missa, confissão e oração!


Livro escandaliza ao expor com provas, a rotina de sacerdotes que frequentam festas e saunas, engravidam mulheres e patrocinam abortos.

De noite, orgias, festas e bebedeiras. De dia, missa, confessionário e oração. De noite, jeans, pele bronzeada à mostra e gel no cabelo. De dia, batina, estola e ascetismo. É assim a rotina de um sem-número de padres católicos que vivem uma vida dupla nas grandes capitais do mundo, Roma inclusive.

Pelo menos é isso que garante, com vídeos, fotos e descrições dolorosamente ricas, um dossiê em forma de livro e site lançado em abril, na Europa. Batizado de “Sex and the Vatican”, uma alusão ao seriado “Sex and the City” – que conta as aventuras sexuais de quatro mulheres em Nova York –, a obra detalha orgias entre sacerdotes gays e seus amantes e conta histórias de religiosos que engravidam mulheres, compram, com dinheiro da Igreja, o silêncio das mães e, em alguns casos, até bancam seus abortos.

Já em sua segunda edição na Itália e na França, “Sex and the Vatican – Viaggio Segreto Nel Regno Dei Casti” (Ed. Piemme) (“Sexo e o Vaticano – uma viagem secreta no reino dos castos”, sem tradução no Brasil) está em via de ser publicado em inglês enquanto versões em espanhol e português são negociadas. “Não faço campanha contra a Igreja”, justifica Carmelo Abbate, jornalista e autor da obra. “Ela é que se complica quando se recusa a admitir que coisas comso essas acontecem dentro da instituição”, explica.

Abatte resolveu escrever o livro depois do sucesso de uma matéria que publicou em julho de 2010 na revista “Panorama”, a semanal de maior prestígio da Itália. Nela, o foco eram os padres homossexuais. Detalhes inéditos dessa apuração abrem o primeiro capítulo do livro. Mas o grosso da obra mergulha em um submundo que revela desvios do sacerdócio bem mais chocantes do que a homossexualidade. Na Índia, por exemplo, o autor descobriu o caso de um padre que estuprava, sistematicamente, as freiras de sua missão.

Muitas ficaram grávidas, algumas abortaram por pressão do religioso e da missão e outras morreram durante processos toscos para interromper a gravidez. As missionárias que reclamavam eram transferidas para obras em outros países. Histórias semelhantes foram ouvidas pelo jornalista nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Irlanda.

“O fenômeno é mundial e inclui o Brasil”, garante ele, que ainda não descobriu nenhum caso com provas irrefutáveis no País.
Esse tipo de comportamento é tão comum que existem associações para dar auxílio às amantes e aos filhos de padres em diversos países. Abbate, por exemplo, arrolou nove delas em seu livro. Uma é a Bethany, coordenada pelo ex-padre irlandês Pat Buckley. A instituição, sediada em Dublin, dá assistência a pelo menos 120 mulheres que são não só amantes de sacerdotes como também mães de seus filhos. Há casos de mulheres com mais de dez crianças, muitas criadas com ajuda financeira dada secretamente pelas paróquias dos padres pais. Nos atendimentos a essas pessoas, Buckley descobriu que houve até uma excursão coordenada por padres com o objetivo de levar suas amantes grávidas até Londres para que elas fizessem abortos, proibidos na Irlanda. “São muitos casos como esses, mas, como tudo acontece escondido, é difícil quantificar”, admite.
“A Igreja se dispõe a aceitar muita coisa se houver chances de o assunto não virar escândalo”, diz o jornalista.


O caso das orgias gays em Roma, porém, é forte candidato a se tornar um escândalo incendiário.

- Primeiro, porque foi filmado e as imagens são fortes e reveladoras.

- Segundo, porque os mesmos padres flagrados em festas bebendo e mantendo relações sexuais com outros homens dizem ter rezado missas em lugares como a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e encontrado pessoalmente o papa Bento XVI.

- Terceiro, porque a população tende a ser menos tolerante com padres homossexuais do que com heterossexuais – o pecado, no caso dos gays, seria duplo. “Ninguém imagina um padre em uma boate gay ”, diz a psicóloga Maria Luiza Macedo de Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana (Sbrash). “Lugar de sacerdote é na igreja e o contraste entre o que é pregado e o que é feito é que choca.” Se depender do Vaticano, porém, o caso, deve passar despercebido. Questionado sobre o lançamento do livro, o órgão se limitou a dizer, por meio de porta-voz, que “não pode reagir a todos os livros que falam mal da instituição”.
No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que “não tinha conhecimento do livro e por isso não poderia comentar os temas citados”.

Assista ao vídeo em que o jornalista João Loes fala sobre sua reportagem a respeito da sexualidade de padres da Igreja Católica. Confira também cenas reais em que os sacerdotes são flagrados em baladas e orgias.

http:noticias.terra.com.br/istoe/videos/livro-traz-detalhes-de-orgias-de-padres-em-roma,366135.html


Fonte: revista istoé

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Em La Salette - França, 1846, Aparição também reconhecida pela Santa Sé...




Disse a Mãe de DEUS:

“Os sacerdotes, ministros de Meu Filho, por sua má vida, por suas irreverências e por sua impiedade em celebrar os santos Mistérios, por seu amor ao dinheiro, às honras e aos prazeres, se converteram em cloacas de impurezas” - (isso em 1846, imaginem agora) Que com suas infidelidades e sua má vida crucificam de novo ao Meu Filho!”

O Santo Padre Pio resume numa frase estes maus servidores: "O Sacerdote, ou é um Santo, ou é um demônio. Ou santifica, ou arruína"

Diz na Sagrada Escritura:

"Um filho inteligente segue a instrução; quem convive com os devassos, torna-se a vergonha de seu pai." (Provérbios 28, 7)

“No entanto, ninguém seja processado, ninguém repreendido: é contra ti, ó sacerdote, que Eu vou mover o processo. Tu tropeçarás em pleno dia, de noite também o profeta tropeçará contigo, e Eu farei desaparecer a tua mãe. O meu povo morre por falta de instrução. Porque tu abandonaste a instrução, Eu te rejeitarei de meu sacerdócio.” (Os 4, 4-6)

“... e sabereis que Sou Javé, cujos mandamentos não seguistes, cujas leis não praticastes, mas caminhastes conforme os costumes dos povos que vos rodeiam.” (Ez 11, 12)

“E depois procuram curar a ferida do meu povo assim à ligeira, dizendo: está bem, está bem! Quando de fato nada está bem! Corarão pelos seus horríveis crimes? Mas não sentem vergonha, são incapazes de corar. Por isso cairão com os que caem, tombarão no tempo do castigo, diz JAVÉ.” (Jr 6, 14)

"Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir". (Lc 12,48)

Nossa Senhora já havia também profetizado em Fátima....



Jacinta, uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima , em suas últimas palavras, comunicadas à sua madrinha, madre Maria da Purificação Godinho, disse:

"Minha madrinha, peça muito pelos pecadores! Peça muito pelos padres! Peça muito pelos religiosos! Os padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja . Eles devem ser puros. Os pecados que levam mais almas para o inferno são os da carne.

"Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele". (Romanos, 8,7-9)


Penitência é a mortificação do corpo


Com o intuito de fazer penitência por nossos pecados, de melhor nos dispor para a oração e de estar unidos aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja nos pede, nos tempos de penitência, que ofereçamos jejum e abstinência a Deus.

O JEJUM - PENITÊNCIA É A MORTIFICAÇÃO DO CORPO

A Igreja convida todos os fiéis à corresponderem ao preceito divino da penitência que, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana, pede alguns atos de mortificação também do corpo ... A Igreja quer indicar na Tríade Tradicional "ORAÇÃO, JEJUM, CARIDADE" os modos fundamentais para obedecer ao preceito divino da penitência. Ela defendeu a ora­ção e as obras de caridade, também, e com insistência, a abstinência de carne e o jejum.

Praticado desde toda a Antiguidade pelo povo eleito, como sinal de arrependimento, praticado por Nosso Senhor Jesus Cristo e por todos os santos, recomendado pela Santa Igreja como instrumento de santificação da alma, de controle do corpo e equilíbrio emocional, o jejum obrigatório foi sendo reduzido ao longo dos séculos.

Na prática do dia-a-dia há muitas formas de fazer penitência, devemos aproveitar por exemplo, silenciando algo que sabemos de alguém. Deixar de olhar televisão. Suportar os defeitos de alguém. Viver sem reclamar. Ter coragem de falar sempre bem do próximo. Cumprimentar sempre e, principalmente, aqueles que não nos são simpáticos. Dobrar os joelhos enquanto rezamos. Fazer o sinal da Cruz quando passamos diante de uma Igreja. Deixar de comer algum alimento que gostamos em determinados dias da semana. Agradecer com humildade todos os sofrimentos que ocorrem no dia a dia. Enfim, a penitência nos eleva, nos conduz à viver às 24 horas do dia na graça. Sejamos fortes fazendo penitência.

A ORAÇÃO E O JEJUM REPRESENTAM, EM CERTO SENTIDO, DOIS PILARES DA NOSSA FÉ

O jejum constitui um dos princípios fundamentais da vida cristã; ele torna o devoto capaz de viver de acordo com a vontade de Deus; em todas as circunstâncias.Mediante a prática do jejum, a vontade de Deus poderá ser reconhecida mais facilmente, e raramente será perdida de vista. Como a respiração é função fundamental da vida física, assim o jejum e a oração representam as funções fundamentais da vida espiritual.

Nossa Senhora, em Medjugorje, nos pediu a volta à prática do jejum e nos disse que a melhor forma de jejuar é aquela a pão e água. Então constatamos que pão e água não representam a única maneira de jejuar, mas é a melhor maneira segundo a afirmação da Virgem.
O pão é o alimento fundamental do povo de Deus e, ao mesmo tempo simboliza a vida. A água é insubstituível em nossa vida; ela simboliza a purificação espiritual.

O jejum alimenta a oração e o impulso para Deus, para a paz e a reconciliação: eco fiel do Evangelho. Põe o corpo em sintonia com a alma e transforma-se em fonte de uma outra reconciliação, a interior.

QUANDO DEVEMOS JEJUAR POR OBRIGAÇÃO ?

- Na Quarta-feira de cinzas, abertura da Quaresma

- Na Sexta-feira Santa, dia da morte de Nosso Senhor.

No entanto, todos os católicos devem ter a mortificação e o jejum presentes em suas vidas ao longo do ano, principalmente durante o Advento, a Quaresma e nas Quatro Têmporas, tendo sempre o espírito mortificado, fugindo do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecendo alguns sacrifícios a Deus, seja no comer, no beber, nas diversões (televisão principal­men­te), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo.

Assim sendo, mesmo não sendo obrigatório, continua sendo recomendado o jejum nas Quartas e Sextas da Quaresma e do Advento, guardando-se sempre o espírito pronto para as pequenas mortificações também nos demais dias.

QUEM DEVE JEJUAR ?

As pessoas maiores de 21 anos são obrigadas. Mas é evidente que os adolescentes podem muito bem oferecer esse sacrifício sem prejuízo para a saúde.

Quanto às crianças menores, mesmo alimentando-se bem, devem ser orientadas no sentido de oferecer pequenos sacrifícios, e acompanhar a frugalidade das refeições. As pessoas doentes podem ser dispensadas (é sempre bom pedir a permissão ao padre). As pessoas com mais de sessenta anos não têm obrigação de jejuar, mas podem fazê-lo se não houver perigo para a saúde.

COMO JEJUAR NOS DIAS DE JEJUM OBRIGATÓRIO ?

- Café da manhã mais simples que de hábito: uma xícara de café puro, um pedaço de pão, uma fruta.
- Almoço normal, mas sem carne (peixe pode), sem doces e sobremesas mais apetitosas, sem bebidas alcoólicas ou refrigerantes.
- No jantar, um copo de leite ou um prato de sopa, um pedaço de pão, uma fruta.

- O ideal é jejuar a pão e água. (desde o amanhecer até o anoitecer se tiver fome comer pão, se tiver sede tomar água. Não devemos comer pão e tomar água ao mesmo tempo, pois leva a dor de cabeça. Devemos comer pão calmamente em pequenas porções segurando na boca mastigando bem de modo que se dissolva com a saliva. Para beber água é bom dar um tempo após comer pão, também tomar a água calmamente como fez com o pão, segurar na boca um tempo para se misturar à saliva. Diz-se que devemos tomar o pão e mastigar a água). Pode tomar e comer quantas vezes for necessário durante o dia, em que sentir fome e sede.)

São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas poucas referências:

- II Reis XII,16
- Tobias XII,8
- Daniel I, 6-16
- S. Mateus IV,1
- S. Mateus VI, 17
- S. Mateus XVII,20
- Atos XIV,22
- II Coríntios VI,5

A ABSTINÊNCIA DE CARNE

Dentro do mesmo espírito de mortificação, pede-nos a Santa Madre Igreja a mortificação de não comer carne às sextas-feiras, o ano todo, de modo a honrar e adorar a santa morte de Nosso Senhor. (ficam excluídas as sextas-feiras das grandes festas, segundo a orientação do padre).
A abstinência ainda é praticada e, diferente do jejum, começa desde a adolescência, a partir dos quatorze anos.

Nas sextas-feiras do ano, e mais ainda durante os tempos de penitência, saibamos oferecer esse pequeno sacrifício a Nosso Senhor. Se vamos a um restaurante, peçamos peixe (muitos restaurantes ainda hoje servem pratos de peixe nas sextas-feiras).

O JEJUM EUCARÍSTICO

O jejum eucarístico é o fato de se comungar sem nenhum alimento comum no estômago, em honra à Santíssima Eucaristia.
O espírito do jejum eucarístico é de receber a Santa Comunhão como primeiro alimento do dia. Quando o Papa Pio XII modificou a disciplina do jejum eucarístico, devido à guerra, salientou que todos os que podiam deviam praticar esse jejum, chamado natural: só tomar alimento depois da comunhão. Quem assiste à Santa Missa cedo pode, muitas vezes, praticar esse jejum.

Apesar da lei eclesiástica em vigor determinar apenas uma hora antes da comunhão para o jejum eucarístico, todos os padres sérios pedem a seus fiéis quese esforcem para deixar três horas, visto que uma hora não chega a ser nem mesmo um sacrifício.

Caso as crianças ou pessoas debilitadas precisarem tomar algo antes da comunhão, com menos de três horas, procurem, ao menos, tomar apenas líquido, um copo de leite, por exemplo.

Porém, tendo se alimentado com menos de uma hora antes da hora da comunhão,não se deve, de modo algum, se aproximar da Sagrada Mesa.

O JEJUM, A ABSTINÊNCIA E O CONFESSIONÁRIO

Como o jejum e a abstinência fazem parte dos mandamentos da Igreja, devemos nos empenhar para praticá-los por amor à Deus. Caso haja alguma negligência ou fraqueza da nossa vontade que nos leve a quebrar o santo jejum ou a abstinência, devemos nos arrepender por não termos obedecido ao que nos ordena nossa Santa Madre Igreja, confessando-nos por termos assim ofendido a Deus.

Nos casos de esquecimento, devemos substituir essa obra por outra equivalente, como fazer o jejum em outro dia, rezar um terço, etc.
É sempre bom lembrar que a água pura não quebra o jejum.

As pessoas inclinadas à mortificação e ao jejum não devem nunca determinar um aumento de penitência sem o consentimento explícito do sacerdote responsável.
O demônio usa muito o excesso de penitência corporal para enfraquecer a alma.



1 de dezembro de 2014

Cardeal Tauran no Irã: humanidade aguarda os frutos do diálogo islâmico-cristão

“Não podemos permanecer em silêncio ou indiferentes diante da extrema, desumana e multiforme violência sofrida pelos cristãos e yazidis” no Iraque. Foi o que afirmou o Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean Louis Tauran, na abertura de um encontro na capital do Irã cujo tema é: “cristãos e muçulmanos em diálogo construtivo para o bem da sociedade”

O Cardeal Tauran afirmou ainda que muitas destas pessoas sujeitas a perseguições “preferiram a morte ao invés de renunciar a sua fé”. E que o sacrifício destes “verdadeiros mártires”, expulsos de suas casas muitas vezes só com as roupas do corpo, não deve ser esquecido. “Invocar a religião para justificar estes crimes é um crime contra a própria religião”, destacou.
Ao concluir seu discurso, o cardeal lembrou que “cristãos e muçulmanos - e toda a humanidade - têm necessidade de abundantes e concretos frutos deste diálogo”.

Por outro lado, observa o Presidente do Pontifício Conselho, todos nós temos consciência sobre a necessidade do diálogo entre estudiosos, e deveríamos ser conscientes sobre o quanto seja importante levar os frutos deste encontro que se realiza em Teerã a todos os âmbitos em que muçulmanos e cristãos, fiéis de outras religiões e ateus vivem, trabalham e estudam juntos.
O evento é promovido pelo Centro para o Diálogo Inter-religioso (CID) da Organização da Cultura Islâmica e Relações e pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, e vai até esta quarta-feira.

Os sub-temas são “Espiritualidade: sua natureza, papel e significados da sua promoção” e “As mídias: seu papel na promoção de uma cultura de diálogo”. A Delegação Católica guiada pelo Presidente do Pontifício Conselho, Cardeal Jean Louis Tauran, é formada por 12 membros, entre eles o colega Nagui Rizk, do Programa Árabe da Rádio Vaticano. (RB)


Igreja não seja um museu ou ONG, diz papa aos bispos da Suíça


Papa exortou os bispos da Conferência Espiscopal da Suíça para buscarem inspiração na fé viva de Cristo

Que a Igreja na Suiça seja sinal visível do Corpo de Cristo e de seu povo e não somente uma bela organização, uma ONG. Palavras do Papa Francisco no discurso entregue aos bispos suiços em visita ‘ad Limina’, na manhã desta segunda-feira, 1º/12.

Palavras claras e diretas do Santo Padre aos prelados da Suiça, um país de pacífica “coexistência cultural e religiosa”, “sede de instituições internacionais importantes para a paz, o trabalho, a ciência e o ecumenismo”, onde não obstante “muitos habitantes mantenham-se afastados da fé, a maioria reconhece o papel positivo dos católicos e protestantes no âmbito social”.
Mas “sem uma fé viva em Cristo ressuscitado – observou o Papa -  as belas igrejas e mosteiros, como a Abadia de São Maurício, prestes a celebrar 1.500 anos de vida religiosa initerrupta, ‘fato excepcional em toda a Igreja’, se transformarão, pouco a pouco em museus; todas as louváveis obras e instituições perderão o seu espírito, deixando somente ambientes vazios e pessoas abandonadas”.
“A vossa missão – disse o Pontífice aos bispos suiços – é a de apascentar o rebanho, caminhando segundo as circunstâncias adiante, no centro e atrás”, porque “o povo de Deus não pode subsistir sem os seus pastores, bispos e padres”.

O Papa então, encoraja os prelados “a dar uma resposta clara e comum aos problemas da sociedade, em um momento onde muitos, mesmo na Igreja, são tentados a afastar-se da real dimensão do Evangelho, que tem uma força própria originária para elaborar propostas”. Cabe a nós, portanto, continuou o Pontífice, apresentar esta mensagem completa e torná-la acessível a todos, sem obscurecer a beleza do Evangelho, também àqueles que encontram dificuldades na vida cotidiana ou buscam um sentido à própria existência ou se afastaram da Igreja”. Os quais “confusos ou concentrados em si mesmos, deixam-se seduzir por formas de pensar que negam deliberadamente a dimensão transcendente do homem, da vida e das relações humanas, em particular diante do sofrimento e da morte”.

“O testemunho dos cristãos e das paróquias – disse o Papa – pode realmente iluminar o caminho deles e apoiar sua busca da felicidade. Deste modo a Igreja Suiça pode ser ela própria e não somente uma bela organização, uma outra ONG”.
Assim – conclui Francisco – é necessário “anunciar a Boa Nova, não ceder aos caprichos dos homens”. “Muitas vezes nos cansamos em responder sem nos dar conta que nossos interlocutores não buscam respostas”. É necessário, isto sim, “interrogações com a visão apostólica nunca superada: ‘Este é Jesus, Deus o ressuscitou, nós somos testemunhas disto’”.



Papa Francisco aos consagrados: Sejam corajosos e contagiem a alegria


O Papa Francisco pediu ontem aos religiosos que “contagiem a alegria” e “sejam corajosos”, em uma mensagem enviada pelo início do Ano da Vida Consagrada que será celebrado até o dia 2 de fevereiro de 2016.

O Papa, que estava na Turquia, enviou uma mensagem na qual afirma que “com a força do Espírito Santo que vos acompanha, andai pelos caminhos do mundo e mostrai a potência inovadora do Evangelho” que “posto em prática pode também hoje responder a todas as interrogantes do homem”.

O texto foi lido na missa de início do Ano da Vida Consagrada que, a pedido do Papa, foi presidida pelo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, o cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz.

No texto, o Pontífice expressa a “grande alegria” que sente pelo começo do Ano da Vida Consagrada.

“Quis, sobretudo, propor a toda a Igreja a beleza e a preciosidade desta peculiar forma de seguimento Christi, representada por todos vós que decidistes deixar tudo para imitar Cristo”.

O Santo Padre assinala deste modo que “através de uma multiplicidade de iniciativas nos próximos meses em Roma como em todas as partes do mundo, seu luminoso testemunho de vida será como uma lâmpada colocada sobre o candelabro para dar luz e calor a todo o povo de Deus”.

Além disso, quis “renovar” o convite a todos os superiores gerais a “despertai o mundo” e “Iluminai-o com o vosso testemunho profético e contra-a-corrente”.

Para isso o Papa indicou que se deve “viver com alegria”, “mostrar a todos que seguir Cristo e colocar em prática o seu Evangelho enche o coração de felicidade”.



Os três desafios do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu na Turquia


Uma declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu sobre a ecologia e a pobreza seria natural é previsível para o futuro, declarou um assessor teológico do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla na Turquia.

“Hoje, não há desculpa para a indiferença e a inação. Uma resposta conjunta entre o Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu pode resultar potente e permanente ao mesmo tempo”, sublinhou o Pe. John Chrissavgis, quem é também parte da Igreja Ortodoxa da América.

O Papa Francisco estará na Turquia até o dia 30 de novembro. Durante sua visita, o Santo Padre se reunirá com o Bartolomeu para uma oração ecumênica na noite do sábado em Phanar, sede do Patriarcado Ecumênico de Istambul. Segundo o Pe. Chrissavgis há três principais desafios que ambos os líderes podem enfrentar juntos.

Em primeiro lugar, assinala o sacerdote, ambos os líderes deveriam fomentar “um sentido de humildade e arrependimento pela suspeita arrogante e polêmicas hostis do passado. Já não devemos cair na tentação do isolamento e do fanatismo que caracterizaram as relações entre as duas Igrejas nos séculos anteriores”.

Em segundo lugar, prossegue, “deveríamos honestamente examinar as diferenças teológicas que continuam nos separando, especialmente o ponto da autoridade e a primazia (do Papa), assim como a infalibilidade e a colegialidade. O Papa Francisco realmente tem demonstrado sua disposição e abertura para explorar a tradição comum da Igreja primitiva, uma Igreja não dividida nestes assuntos”.

Finalmente, assinalou o Pe. Chrissavgis, “inclusive enquanto abordamos temas doutrinais, não deveríamos ignorar os problemas globais que se enfrenta em cada lugar, incluindo a pobreza, a guerra, a injustiça e a crise ecológica”.

Por isso, no que se refere à ecologia, o Papa Francisco demonstrou estar muito atento, pois anunciou que trabalha em uma encíclica sobre este tema para inícios do próximo ano, e frequentemente mencionou a noção de ecologia humana em seus discursos, o último deles no dia  25 de novembro no Parlamento Europeu.

“O amor do Papa aos pobres e vulneráveis da sociedade o faz igualmente sensível ao meio ambiente”, afirmou

Pelo outro lado, o Patriarca Bartolomeu trabalhou incansavelmente para despertar a consciência das pessoas sobre a mudança climática. Daí o título que os jornalistas lhe deram de ‘Patriarca Verde’”.

O Pe. Chrissavgis indicou que “é verdade que ecologia natural e humana estão inseparavelmente unidas. A maneira como tratamos as pessoas e especialmente aos pobres, está diretamente refletida na maneira como respondemos aos aspectos ambientais; e a maneira como respeitamos a criação de Deus está manifestada em nossa atitude para os seres humanos criados à imagem de Deus. De fato, ambos os líderes visionários podem discernir esta verdade”.

“Seria maravilhoso – e natural-, para o Papa e o Patriarca seguirem juntos este tema e assinar uma declaração comum, da mesma forma que o Patriarca Bartolomeu assinou a declaração de Veneza em 2002 com João Paulo II. Certamente posso prever que isto aconteça no futuro próximo”, afirmou o Pe. Chrissavgis.



As intenções de oração do Papa Francisco para o mês de dezembro


 A Santa Sé divulgou nesta segunda-feira as intenções do Papa Francisco para o mês de dezembro, dedicadas ao Natal, à paz, e ao papel dos pais como “autênticos evangelizadores”.

Assim, “a intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de dezembro de 2014 é:

"Para que o nascimento do Redentor traga paz e esperança a todos os homens de boa vontade".

“Sua intenção evangelizadora é:

"Para que os pais sejam autênticos evangelizadores, transmitindo aos filhos o dom precioso da fé’”, informou a Santa Sé".



Declaração conjunta do Papa Francisco e o Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I - texto completo


Em um momento histórico para o diálogo católico-ortodoxo, no domingo, 30 de novembro o Papa Francisco em sua viagem apostólica à Turquia emitiu uma declaração conjunta com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, expressando o desejo mútuo de paz para o Oriente Médio e Ucrânia e a liberdade religiosa para os cristãos do mundo inteiro. Abaixo ACI Digital reproduz na íntegra o texto da declaração.

“Nós, Papa Francisco e Patriarca Ecuménico Bartolomeu I, expressamos a nossa profunda gratidão a Deus pelo dom deste novo encontro, que nos permite celebrar juntos a Festa de São André, o primeiro-chamado e irmão do apóstolo Pedro, na presença dos membros do Santo Sínodo, do clero e dos fiéis do Patriarcado Ecuménico. A nossa recordação dos Apóstolos, que proclamaram ao mundo a feliz notícia do Evangelho através da sua pregação e do testemunho do martírio, revigora em nós o desejo de continuar a caminhar juntos a fim de superarmos, com amor e confiança, os obstáculos que nos dividem.

Por ocasião do encontro de Maio passado em Jerusalém, no qual recordámos o abraço histórico entre os nossos venerados predecessores Paulo VI e Patriarca Ecuménico Atenágoras, assinámos uma declaração conjunta. Hoje, na feliz ocasião dum novo encontro fraterno, queremos reafirmar, juntos, as nossas intenções e preocupações comuns.

Expressamos a nossa intenção sincera e firme de, em obediência à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, intensificar os nossos esforços pela promoção da unidade plena entre todos os cristãos, e sobretudo entre católicos e ortodoxos. Além disso, queremos apoiar o diálogo teológico promovido pela Comissão Mista Internacional – instituída, exactamente há trinta e cinco anos, pelo Patriarca Ecuménico Dimitrios e o Papa João Paulo II aqui, no Fanar –, a qual se encontra atualmente a tratar das questões mais difíceis que marcaram a história da nossa divisão e que requerem um estudo cuidadoso e profundo. Por esta finalidade, asseguramos a nossa oração fervorosa como Pastores da Igreja, pedindo aos fiéis que se unam a nós na imploração comum por que «todos sejam um só (...) para que o mundo creia» (Jo 17, 21).

Expressamos a nossa preocupação comum pela situação no Iraque, na Síria e em todo o Médio Oriente. Estamos unidos no desejo de paz e estabilidade e na vontade de promover a resolução dos conflitos através do diálogo e da reconciliação. Ao mesmo tempo que reconhecemos os esforços que já estão a ser feitos para dar assistência à região, apelamos a quantos têm a responsabilidade dos destinos dos povos que intensifiquem o seu empenho a favor das comunidades que sofrem, consentindo a todas, incluindo as cristãs, de permanecerem na sua terra natal. Não podemos resignar-nos com um Médio Oriente sem os cristãos, que ali professaram o nome de Jesus durante dois mil anos. Muitos dos nossos irmãos e irmãs são perseguidos e, com a violência, foram forçados a deixar as suas casas. Até parece que se perdeu o valor da vida humana e que a pessoa humana já não tem importância alguma, podendo ser sacrificada a outros interesses. E, tragicamente, tudo isto se passa perante a indiferença de muitos. Ora, como nos lembra São Paulo, «se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26). Esta é a lei da vida cristã e, neste sentido, podemos dizer que há também um ecumenismo do sofrimento. Tal como o sangue dos mártires foi semente de fortaleza e fecundidade para a Igreja, assim também a partilha dos sofrimentos diários pode ser um instrumento eficaz de unidade. A dramática situação dos cristãos e de todos aqueles que sofrem no Médio Oriente exige não só uma oração constante, mas também uma resposta apropriada por parte da comunidade internacional.

Os grandes desafios, que o mundo enfrenta na situação atual, exigem a solidariedade de todas as pessoas de boa vontade. Por isso, reconhecemos a importância também da promoção dum diálogo construtivo com o Islã, assente no respeito mútuo e na amizade. Inspirados por valores comuns e animados por um genuíno sentimento fraterno, muçulmanos e cristãos são chamados a trabalhar, juntos, por amor da justiça, da paz e do respeito pela dignidade e os direitos de cada pessoa, especialmente nas regiões onde durante séculos viveram em coexistência pacífica e agora, tragicamente, sofrem juntos os horrores da guerra. Além disso, como líderes cristãos, exortamos todos os líderes religiosos a continuarem com maior intensidade o diálogo inter-religioso e fazerem todo o esforço possível para se construir uma cultura de paz e solidariedade entre as pessoas e entre os povos.

Recordamos também todos os povos que sofrem por causa da guerra. Em particular, rezamos pela paz na Ucrânia, país com uma antiga tradição cristã, e apelamos às partes envolvidas no conflito para que procurem o caminho do diálogo e do respeito pelo direito internacional para pôr fim ao conflito e permitir que todos os ucranianos vivam em harmonia.

Os nossos pensamentos voltam-se para todos os fiéis das nossas Igrejas no mundo, que saudamos, confiando-os a Cristo, nosso Salvador, para que possam ser incansáveis testemunhas do amor de Deus. Erguemos a nossa fervorosa oração a Deus, pedindo-Lhe que conceda o dom da paz, no amor e na unidade, a toda a família humana.

«O Senhor da paz, Ele próprio, vos dê a paz, sempre e em todos os lugares. O Senhor esteja com todos vós» (2 Ts 3,16).



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