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5 de junho de 2014

Vaticano: leigo australiano será o responsável por seção do dicastério econômico


Sydney - O gerente de negócios da Arquidiocese de Sydney e responsável de operações da Jornada Mundial da Juventude de 2008, Danny Casey, será o responsável por uma seção do “Projeto de Gerenciamento” do dicastério econômico solicitado pelo Papa Francisco.

A notícia foi divulgada pelo próprio Casey, em uma carta aos sacerdotes de Sydney, à Arquidiocese e ao Prefeito da recém-criada Secretaria para a Economia, informando que logo vai se transferir para Roma com a sua esposa Annie.

O órgão será composto de membros da Cúria Vaticana, tais como consultores, especialistas e conselheiros, afirma Casey na carta publicada na The Catholic Weekly de Sydney. O departamento “será importante para a introdução de novas políticas, sistemas e práticas”, e coordenará a programação e a realização do trabalho do dicastério.

O gerente explica ter passado muitas horas de oração e reflexão antes de aceitar a nomeação de Roma. Segundo a imprensa australiana, Casey foi também consultor da Diocese de Sydney nas causas judiciárias arquivadas das vítimas dos padres pedófilos.


Papa: "Igreja não é para uniformizadores, alternativos ou aproveitadores"

A Igreja “não é rígida”, “é livre”. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.

Na sua homilia, o Pontífice advertiu para três grupos que se declaram cristãos: os “uniformizadores”, os “alternativos” e os “aproveitadores”. Para eles, a Igreja não é casa própria, mas vivem de aluguel:

Jesus reza pela Igreja e pede ao Pai que entre os seus discípulos “não existam divisões e brigas”. Muitos afirmam que pertencem à Igreja, mas estão com um pé dentro e outro fora. Deste modo, se outorgam a possibilidade de estar em ambos os lugares, “dentro e fora”. “Para essas pessoas, a Igreja não é a casa deles. É um aluguel. E falou de três grupos, começando por aqueles que querem que todos sejam iguais na Igreja:

“A uniformidade. A rigidez. São rígidos! Não têm aquela liberdade que o Espírito Santo dá. E confundem aquilo que Jesus pregou no Evangelho com a doutrina deles de igualdade. E Jesus nunca quis que a sua Igreja fosse rígida. Nunca. E essas pessoas, por esta atitude, não entram na Igreja. Declaram-se cristãos, católicos, mas sua atitude rígida os afasta da Igreja”.

Outro grupo – prosseguiu - é formado pelos que sempre têm uma ideia própria, "que não querem que seja como a da Igreja, têm uma alternativa”. O Papa os definiu alternativos:

“Eu entro na Igreja, mas com esta ideia, com esta ideologia. E assim sua pertença à Igreja é parcial. Também eles têm um pé fora da Igreja. Também para eles a Igreja não é casa própria. Alugam a Igreja a um certo ponto. Eles não estavam presentes no início da pregação evangélica! Pensemos nos gnósticos que o Apóstolo João repreende fortemente ‘Somos... sim católicos, mas com essas ideias’. Uma alternativa. Não compartilham aquele sentimento próprio da Igreja”.
O terceiro grupo, disse, é formado por aqueles “que se dizem cristãos, mas não entram no coração da Igreja. São os “aproveitadores”, que querem tirar vantagem, que acabam fazendo “negócios na Igreja”.

"Aproveitadores, nós os conhecemos bem, existem desde o início: Simão o mago, Ananias e Safira, que aproveitavam da Igreja para seus interesses próprios”. Nós os vimos em comunidades paroquiais, dioceses, congregações religiosas, em benfeitores da Igreja... são muitos! Vangloriam-se de serem benfeitores, mas do outro lado da mesa, fazem seus negócios. Eles também não sentem a Igreja como mãe, como sua. Jesus disse: “Não, a Igreja não é rígida, uma ou única: a Igreja é livre!”.

Francisco prosseguiu assim sua reflexão: “Existem muitos carismas, há uma grande diversidade de pessoas e dons do Espírito!”. O Senhor nos diz: “Se quiser entrar na Igreja, que seja por amor, para dar todo o coração e não para fazer lucrar com seus negócios”. “A Igreja não é uma casa para se alugar, é uma casa onde se vive, como uma mãe”.

O Papa reconhece que isso não é fácil, porque “as tentações são muitas”, mas evidenciou que “a unidade na Igreja, na diversidade, na liberdade e na generosidade, é dever exclusivo do Espírito Santo, que faz unidade, que é harmonia na Igreja”. “Todos somos diferentes: não somos iguais, graças a Deus, senão seria um inferno!”.

Continuando, Francisco lembrou que “somos chamados à docilidade ao Espírito Santo, e esta docilidade é a virtude que nos salva de sermos rígidos, interesseiros ou aproveitadores na Igreja”. “A docilidade, explicou finalizando, é o que transforma a Igreja de casa de aluguel em casa própria”.

“Que o Senhor - invocou o Pontífice - nos envie o Espírito Santo para trazer esta harmonia em nossas comunidades, paróquias e movimentos, porque como dizia um Pai da Igreja: é o Espírito a própria harmonia”.


3 de junho de 2014

Vaticanista recorda reflexões de Bento XVI no aniversário de sua renúncia ao pontificado


O vaticanista italiano Sandro Magister conta as reflexões do Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, ao cumprir um ano de sua renúncia ao pontificado, anunciada em 11 de fevereiro de 2012.

Magister no artigo publicado em 10 de fevereiro no jornal italiano “La Voce di Romagna” relata o encontro entre “o grande Ratzinger” e dois amigos seus de longa data: o Arcebispo de Ferrara-Comacchio, Dom Luigi Negri e o professor Marco Ferrini, respectivamente presidente e diretor geral da Fundação Internacional João Paulo II para o magistério social da Igreja.

Sobre o encontro, Ferrini conta que “recebeu-nos no seu quarto no Vaticano, no convento Mater Ecclesiae. Estivemos juntos durante 40 minutos. Vimo-lo com aparência de mais velho para os seus 87 anos de idade, mas muito vivo e muito presente”.

Quanto ao diálogo, relata que “dissemos que graças ao magistério de João Paulo II e ao seu (de Bento XVI) recuperamos a continuidade da fé e da cultura com o esforço social e políticos, com um pouco de preocupação porque há em algumas partes da Igreja um retorno a certo tipo de dualismo, que parece fazer com que a Igreja volte a uma posição de automarginalização. E Bento XVI disse: ‘qualquer dualismo é cristãmente negativo’. Falou-nos das dificuldades do contexto no qual a Igreja serve hoje em dia, sofrendo o ataque virulento de parte do mundo e acrescentou: ‘se não houver batalha, não há cristianismo’”.

Ferrini indicou também que o encontro “verdadeiramente me tocou lá no fundo, pela profundidade e a doçura de sua pessoa, um testemunho vivo para todos”.


Nunca deixar de procurar a Verdade nem de buscar Deus, como Santo Agostinho: alenta o Papa Bento XVI

Cada um deveria ter algum santo que lhe seja familiar, para senti-lo próximo na oração e na intercessão, mas também para imitá-lo". Por isso é necessário conhecer mais os santos, começando por aqueles de quem a pessoa leva o nome, lendo suas vidas e escritos.

Estejam certos de que se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e serão ajudas válidas para o crescimento humano e cristão de vocês. Como sabem, também eu estou unido de maneira especial às figuras de alguns Santos: entre eles, além de São José e São Bento de que levo o nome, e a outros, está Santo Agostinho, que tive o grande dom de conhecer, por dizê-lo de alguma forma, de perto por meio do estudo e da oração e que se converteu em um bom ‘companheiro de viagem’, em minha vida e em meu ministério.

Vejam o exemplo de Santo Agostinho, quem se caracterizou por "a busca inquieta e constante da Verdade". Uma característica, atual também em nossa época, em que parece que o relativismo é paradoxalmente a "verdade" que deve guiar o pensamento, as opções, os comportamentos. O Santo Bispo de Hipona, é um homem que não viveu jamais levianamente", não procurou a "pseudo-verdade incapaz de dar paz duradoura ao coração", mas "aquela Verdade que dá sentido à existência e que obtém que "o coração encontre serenidade e alegria".

"Sabemos que o seu não foi um caminho fácil: pensou encontrar a verdade no prestígio, na carreira, na posse de coisas, nas vozes que prometiam felicidade imediata; cometeu enganos, atravessou tristezas, confrontou decepções, mas – e isto é o importante– nunca se deteve, não se conformou com o que lhe oferecia uns brilhos de luz; soube olhar no interior de si mesmo e percebeu, como escreve em suas Confissões, que essa Verdade, esse Deus que procurava com todas suas forças, era mais íntimo a ele que ele mesmo, tinha estado sempre ao lado, não o havia abandonado, estava à espera de poder entrar de maneira definitiva em sua vida".

Santo Agostinho, prosseguiu, "percatou-se que não era ele quem tinha encontrado a Verdade, a Verdade que é Deus é quem o havia encontrado". E precisamente neste caminho para a verdade é imprescindível o silêncio: "as criaturas – escrevia Santo Agostinho – devem estar em silêncio se querem entrar no silêncio no qual Deus os fala". Por isso, a mensagem deste santo é hoje mais atual que nunca:

 "às vezes tem - se uma espécie de temor ao silêncio, ao recolhimento, a pensar nas próprias ações, ou no sentido profundo da vida".

"Prefere - se viver –porque parece mais fácil – com superficialidade, sem pensar, é mais, tem-se medo a procurar a Verdade, ou possivelmente  tem - se medo de que a Verdade nos encontre, nos aferre  e mude a nossa vida, como sucedeu a Santo Agostinho".

Não tenham medo da Verdade, mesmo os que passam por dificuldades em seu caminho na fé, que não interrompam jamais o caminho para a verdade, que nunca cessem de procurar a verdade profunda sobre nós mesmos e sobre as coisas, com os olhos do coração. Deus nos dá sua luz para que vejamos o calor que faz sentir o coração que nos ama e que deseja ser amada".


Papa Bento XVI


A morte não é nada. Eu somente passei...Santo Agostinho


A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.


Semana ecumênica no Brasil: mutirão pela unidade



Brasília  – Está em andamento em todo o Brasil a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

O tema “Acaso Cristo está dividido?” quer refletir sobre as diversas expressões de fé, em torno do mesmo Cristo. A atividade é promovida pelo Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos (CPUC) e Conselho Mundial de Igrejas (CMI) de 1º a 8 de junho.

Em mensagem enviada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), as igrejas desejam que a Semana de Oração possa ser ocasião de “convívio fraternal”.

“Convidamos a cada um de vocês a se unirem a este grande mutirão pela Unidade, que é a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Cada um é chamado a transformar a realidade onde vive e a construir um mundo melhor, vencendo preconceitos e buscando o respeito e a unidade”, diz o texto.

Confira a íntegra da carta do Conic para a Semana de Oração:

Irmãos e Irmãs da Caminhada Ecumênica!

Nós, representantes das igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), nos dirigimos a vocês na paz e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo.

Mais uma vez estaremos unidos, celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no período de 1 a 8 de junho. Refletiremos este ano o tema “Acaso Cristo está dividido?”, motivados pelo lema de 1 Cor 1, 1-17.

Esta Semana foi organizada pelos irmãos e irmãs do Canadá, país marcado pela diversidade de idiomas, cultura, clima e diversas expressões de fé. Nossos irmãos do Canadá afirmam: “A primeira carta aos Coríntios também aponta um caminho pelo qual podemos valorizar e acolher os dons dos outros, mesmo agora no meio das nossas divisões”.

“Convidamos a cada um de vocês a se unirem a este grande mutirão pela Unidade, que é a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Cada um é chamado a transformar a realidade onde vive e a construir um mundo melhor, vencendo preconceitos e buscando o respeito e a unidade”.

Que a reflexão desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos anime a confiar, sempre mais, na transformação possível e no convívio fraternal. Que sejamos fortalecidos na fé que brota da certeza que vem da vitória do Ressuscitado.

Com nossa benção e fraterna saudação,

Dom Francisco de Assis da Silva (Bispo Primaz da IEAB)
Pastor Dr. Nestor Paulo Friedrich (Pastor Presidente da IECLB)
Dom Leonardo Ulrich Steiner (Secretário-Geral da CNBB)
Presbítera Anita Sue Wright Torres (Moderadora da IPU)
Dom Titos Paulo George Hanna (Arcebispo da ISOA)



LEV publica "As causas dos santos", um manual com aspectos teológicos, históricos e jurídicos da santidade

O que se entende por “fama de santidade?” Quando uma virtude é definida como “heróica”? Como se reconhece um milagre? Em que período histórico a canonização torna-se uma prerrogativa do Pontífice e não mais uma competência dos bispos? O que é uma canonização equipolente? Estas e outras perguntas são respondidas no livro publicado pela Livraria Editora Vaticana (LEV) “As causas dos santos”, um manual de fácil leitura, encontrado nas livrarias a partir desta terça-feira, 3 de junho.

“A santidade pertence ao DNA da Igreja, una, santa, católica e apostólica”, escreve no prefácio da obra o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. “Ao longo dos séculos os Santos constituíram as bússolas espirituais, que orientaram a humanidade para Deus. Eles são os autênticos inovadores da história. Com o seu exemplo humano e espiritual melhoram o mundo, porque o fecundam beneficamente com a verdade e a caridade infinita de Deus”.

Publicado para a Congregação das Causas dos Santos aos cuidados de Vincenzo Criscuolo, Daniel Ols e Robert J. Sarno, o livro articulado em três seções reúne os estudos e pesquisas deste Dicastérico vaticano, desenvolvidos no âmbito do curso anual promovido no “Studium” – a escola instituída em 1984 pelo então Papa João Paulo II, destinada à formação específica dos postuladores e colaboradores, internos e externos.

A primeira, que trata do aspecto teológico, aborda inicialmente o conceito de santidade, portanto, os sinais que a caracterizam, o significado e a importância dos milagres e os procedimentos adotados para o seu exame, os eventos da beatificação e da canonização e a sua relevância pastoral e espiritual, os fenômenos místicos e sobrenaturais.

A segunda seção da obra é de natureza histórico-hagiográfica e está subdividida em quatro partes: a história do culto e dos procedimentos canônicos, o culto das relíquias, a hagiografia cristã ao longo dos séculos, a história e as normas para a composição.

A terceira seção, de conteúdo jurídico, percorre as várias etapas do caminho inquisitorial e investigativo no âmbito diocesano, portanto, o procedimento utilizado na fase romana, com a descrição do papel desempenhado por cada um dos membros envolvidos no processo. (Congregação para a Causa dos Santos, “As causas dos santos”, LEV 2014, 530 pág., EU$ 36,00).



1 minuto pela paz


Das paróquias às escolas, sem esquecer dos escritórios, das praças, e de todas as realidades de agremiações. Todos foram convocados para observar 1 minuto de silêncio e de oração, às 13 horas, do dia 6 de junho. O gesto é para acompanhar o encontro de oração pela paz no Oriente Médio a ser realizado na tarde do Domingo de Pentecostes, 8 de junho, no Vaticano, e que reunirá o Papa Francisco e os Presidentes de Israel, Shimon Peres e da Palestina, Abu Mazen.

A iniciativa é da Ação Católica argentina, à qual aderiram a Ação Católica italiana, o Fórum Internacional da Ação Católica (Fiac) e a União Mundial das Organizações Femininas Católicas (Umofc).

A Ação Católica italiana convida a todos que queiram unir-se à iniciativa, para parar, inclinar a cabeça e rezar segundo a sua tradição, no trabalho, nas escolas, na universidade, nos bairros, nas famílias, nas paróquias. Aos sacerdotes é pedido que saiam das igrejas e rezem com as pessoas pela paz nas ruas, atendendo ao pedido do Papa Francisco.

“6 de junho é uma sexta-feira, dia de oração para o Islã, véspera do tempo de oração para o judaísmo, explica uma nota. Ocasião especial de oração e de reflexão. Pede-se aos fiéis das comunhões radicadas em Abraão, para invocarem juntos o dom da paz”.

A iniciativa também está no Facebook Facebook/unminutoporlapaz e no Twitter #unminutoperlapaz.


Oração pela paz na Terra Santa é uma convocação


“Não deve ser considerado somente um momento para pedir o dom da paz. É uma convocação espiritual e moral para todos”. Sergio Paronetto, vice-presidente nacional da Pax Christi, comentou para a Rádio Vaticano o convite do Papa Francisco aos presidentes de Israel e Palestina, para rezar no Vaticano, pela paz na Terra Santa no próximo dia 8 de junho.

“Espero que seja uma ocasião capaz de despertar a escuta recíproca, de modo a alcançar uma forma de desarmamento mental e emocional. Desarmamento dos medos, das obsessões, dos preconceitos, das arrogâncias, dos fanatismos. Devemos despertar as energias da família humana, redescobrindo a nossa carteira de identidade relacional. Como escreve David Grossman – recorda Paronetto – é preciso ressuscitar a pessoa dentro das armaduras”.

Indicativa a data escolhida para o encontro, que recai no dia da Solenidade de Pentecostes: “A paz é uma pessoa, - repete frequentemente Francisco - é o Espírito Santo”.
Paronetto convida a pegar nas mãos, nos dias de preparação, o livro do Cardeal Martini “Rumo a Jerusalém”, no qual se recorda que “a oração pela paz é uma oração de intercessão, no sentido bíblico de ‘dar um passo no meio’, de colocar-se entre as partes em conflito, sem malidicência, abandonados ao sopro do Espírito”.


Patriarca Ecumênico deverá participar do encontro oração pela paz


O Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I deverá participar do encontro de oração pela paz na Terra Santa, convocado pelo Papa Francisco para o domingo 8 de junho. A informação foi dada ao Vaticaninsider por fontes do Patriarcado. A decisão será oficializada amanhã, quarta-feira, após a reunião do Sínodo durante a qual o Patriarca apresentará a iniciativa.

O convite a Bartolomeu I foi feito pelo Santo Padre durante o encontro realizado na sede do Patriarcado Greco-ortodoxo em Jerusalém. O Patriarca Ecumênico acolheu o convite, pedindo no entanto algum tempo antes de dar uma resposta.

A presença do sucessor do Apóstolo André ao lado do sucessor do Apóstolo Pedro no encontro de oração, junto aos Presidente da Palestina, Abu Mazen, e de Israel, Shimon Peres, mostra como as duas “Igrejas irmãs” pretendem continuar o caminho iniciado em Jerusalém.

Como revelado pelo Papa Francisco aos jornalistas no vôo de volta a Roma, vindo de Tel Aviv, o desejo era de que o encontro de oração pela paz fosse realizado na Terra Santa. Problemas políticos e logísticos impediram tal feito, levando o Santo Padre a fazer o convite a Abu Mazen no domingo 25 de maio, durante a Missa celebrada na Praça da Manjedoura em Belém e a repeti-lo posteriormente ao Presidente Shimon Peres, em Jerusalém.

Também Bartolomeu I, durante sua peregrinação à Terra Santa, encontrou os dois presidentes que estarão no Vaticano do Domingo de Pentecostes. O Papa Francisco reiterou que não se trata de uma iniciativa diplomática ou de mediação, mas somente um encontro de oração pela paz. (JE)


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