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3 de janeiro de 2014

"Efeito Francisco" nos Museus do Vaticano

Recorde de presenças nos Museus do Vaticano: em 2013, 5.459.000 pessoas visitaram a estrutura, o que é considerado por seu diretor, Antonio Paolucci, como mais um reflexo do chamado “efeito Francisco”. 

Em nota divulgada à imprensa, Paolocci se diz preocupado com o que acontecerá no próximo tempo de Páscoa, quando as canonizações de João XXIII e João Paulo II devem trazer a Roma milhões de católicos de todo o mundo.

O diretor reflete sobre a prioridade da constante manutenção e conservação preventiva do patrimônio abrigado no Museu. Para isso, serão precisos recursos sempre mais importantes.

O ano de 2014 começa com a preocupação do ponto de vista climatológico, ou seja, da areação, da eliminação de agentes poluidores e controle da temperatura e da umidade na Capela Sistina.

O projeto já está em andamento há três anos e em maio de 2014 será colocado em prática e apresentado à comunidade científica e à imprensa internacional.

Papa: "Como São Fabro, jesuítas devem despojar-se e preencher-se de Deus"


“O Evangelho deve ser anunciado com doçura e não à força”. Foi o que recordou Francisco nesta sexta-feira, 03, a seus irmãos jesuítas, na homilia da missa celebrada na Igreja de Jesus, no centro de Roma. Da cerimônia participaram 350 membros da Ordem, a quem o Papa convidou a seguir o exemplo de São Pedro Fabro, um dos primeiros companheiros de Santo Inácio e fundador da Companhia de Jesus.

Uma multidão recebeu Francisco em sua chegada à igreja. Descendo do carro, o Pontífice cumprimentou os fiéis retidos atrás de barreiras e entrou no templo. No dia em que a Igreja recorda o Santíssimo nome de Jesus, a celebração teve caráter de ação de graças pela inscrição no catálogo dos Santos, no dia 17 de dezembro passado, de Pedro Fabro, primeiro sacerdote jesuíta.

“Pedro Fabro era completamente centrado em Deus e por isso, podia ir, em espírito de obediência e muitas vezes a pé, a qualquer lugar da Europa e dialogar com todos com doçura, anunciando o Evangelho”.

“Um dos maiores desejos de Fabro era ser ‘dilatado’ em Deus, ele tinha queria dedicar o centro de seu coração a Jesus, era devorado pelo anseio de comunicar o Senhor”. “E nós também – acrescentou Francisco – devemos deixar agir em nós o fascínio de Jesus”.

Ainda na homilia, o Pontífice lembrou os dizeres de São Paulo: “Tenham os mesmos sentimentos de Jesus Cristo, que mesmo estando na mesma situação de Deus, não viu isto como um privilégio, mas despojou-se de tudo e assumiu a condição de servo”.

“Nós jesuítas – frisou forte o Papa – queremos atuar sob a sua insígnia, e isto significa ter os mesmos sentimentos de Cristo. Significa pensar como Ele, querer bem como Ele, ver como Ele, caminhar como Ele. Significar fazer tudo o que Ele fez, com os sentimentos de seu coração”.

Continuando, o Papa disse que “se o Deus das surpresas não estiver no centro, a Companhia se desorienta”:

“Por isso, ser jesuíta significa ser uma pessoa de pensamento incompleto, aberto, porque pensa sempre mirando no horizonte que é a glória de Deus, que nos surpreende sempre. É esta a inquietude de nossa profunda voragem. A santa e bela inquietude”, completou.

Francisco observou que é necessário “procurar Deus para encontrá-lo, e encontrá-lo para procurá-lo e achá-lo ainda e sempre”:

“É esta inquietude que dá paz ao coração de um jesuíta, uma inquietude apostólica, que não nos deixa jamais cansar de anunciar o querigma, de evangelizar com coragem. Sem inquietude, somos estéreis”, concluiu. 

Deus não é Deus dos interesseiros



 Lembre-se sempre que, Jesus Cristo não veio ao mundo para dar bens materiais, carros, cargos, status, maridos, namorados e barcos etc...

E se o conseguir, e conquistar algum desses itens, tenha certeza, que não foi ação de Deus, não mesmo!! e essa tal felicidade é falsa, não vem de Deus, 

Engana-se grandiosamente quem tem esse conceito à respeito de Deus, que chegam até a minimiza-lo ao extremo com esse tipo de pensamento,

Deus é muito Maior, muito mais do que tudo isso, Ele é O CRIADOR, AUTOR DA VIDA, Ele deu-nos JESUS CRISTO, para nos salvar,dar a paz de espirito e nos ajudar a alcançar a vida eterna,
E o resto, as dores e os sofrimentos que passamos, fazem parte dessa caminhada, da nossa trajetória para alcançarmos a vida eterna,

Pois bem, analise o seguinte: Se JESUS CRISTO, o filho de Deus, sofreu extremamente, estupidamente, tendo pedaços de sua carne lançados ao chão,por conta das terríveis e dolorosas chibatadas, foi tratado muito pior do que um assassino, sem ter feito mal algum, à quem quer fosse, muito pelo contrário,
Porque então nós não passaríamos também pelo sofrimento, acaso somos melhores do que Ele?? melhores em que?


" Acreditar que DEUS é O DEUS das "NOSSAS VONTADES", é entender então, que todo SACRIFÍCIO E SANGUE DERRAMADO (SANGUE DE UM INOCENTE) foi em vão, é colocá-lo em condição Extremamente Inferior à sua Real e Verdadeira Condição, esse tipo de CRENÇA é chamada de; A CRENÇA DOS INTERESSEIROS" 



Sendo assim, desconfie daqueles que prometem, bens materiais, a tranquilidade e saúde aqui na terra.

Dom Orani confirma ajuda econômica do Papa à Arquidiocese do Rio

A Assessoria de Imprensa do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 informou sexta-feira, 3 de janeiro, que o Papa Francisco dispôs a contribuição de R$ 11,7 milhões para saldar parte dos últimos investimentos feitos para a realização da Jornada.

Ouça a entrevista exclusiva da RV ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, clicando acima.

Segundo a nota divulgada pelo COL, "quando o Papa Francisco esteve no Rio, em julho de 2013, ficou bem impressionado com tudo que experimentou naqueles dias, manifestando a intenção de contribuir financeiramente com a Jornada Mundial da Juventude. Foi uma iniciativa que partiu dele, reconhecendo a importância da JMJ para a juventude, a sociedade e a Igreja".

“A JMJ foi pensada pelo Papa João Paulo II e trata-se do maior evento católico do mundo e de grande importância para a evangelização. O Papa Francisco reconhece o grande trabalho que o Comitê Organizador Local (COL) realizou. Esta foi sua primeira viagem internacional e primeiro retorno a América Latina após o início de seu Pontificado. No Rio de Janeiro o Pontífice encontrou uma Igreja jovem, viva e atuante. Tudo reverbera o projeto da Nova Evangelização. Sensibilizado, ele propôs contribuir com a ajuda financeira para saldar parte dos últimos investimentos da JMJ Rio2013”.

Igreja local mobilizada para saldar compromissos assumidos

Há um esforço local para saldar os compromissos financeiros assumidos pelo COL. Os contratos que ainda estão em aberto estão sendo renegociados e os valores pendentes devem ser quitados o mais breve possível. Após o evento, com a negociação com fornecedores da JMJ e venda de um imóvel, o saldo da dívida com credores ficou em R$ 43,2 milhões. O imóvel, de propriedade da Casa do Pobre de Nossa Senhora de Copacabana, foi vendido a título de empréstimo.

Desde outubro está sendo realizada uma campanha de doações. A JMJ também lançou quatro produtos, cujas vendas serão fonte de recursos. São três DVDs e um CD. O DVD “Papa Francisco no Brasil - A Santa Missa” traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. O documentário “Rio de Fé, um encontro com Papa Francisco”, dirigido por Cacá Diegues, foi lançado em 6 de dezembro. O terceiro DVD da JMJ Rio2013 chegou às lojas a no dia 10 de dezembro. É um DVD duplo, chamado "Uma Jornada de Esperança", que traz a cobertura completa da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Recursos própios

Todos os gastos da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 estão sendo pagos com recursos próprios. O COL esclareceu que não houve qualquer aporte de dinheiro público, sendo inverídica a informação publicada pela imprensa, de que a Jornada teria recebido R$ 118 milhões dos Governos Federal, Estadual e Municipal. A participação da administração pública se deu exclusivamente para assegurar o funcionamento dos serviços públicos essenciais durante o evento, sem qualquer repasse financeiro.

A JMJ Rio2013 considera a isenção fiscal a prestadores de serviços como uma forma de apoio, mas não um aporte financeiro para o evento. Consideramos aporte financeiro a injeção direta de recursos públicos nas contas da JMJ, o que não ocorreu. A Jornada foi equiparada aos grandes eventos, como Copa e Olimpíadas, considerados de interesse público. A JMJ deixou um valioso legado econômico, social e, principalmente, uma juventude que quer ser protagonista de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
(CM-Arquidiocese RJ)

Pe. Lombardi: Papa manifestou aos jesuítas sua profunda fraternidade espiritual

A missa presidida nesta sexta-feira – Festa do Santíssimo Nome de Jesus – pelo Papa Francisco na "Chiesa del Gesù" (Igreja de Jesus), situada no centro histórico de Roma, estava repleta de jesuítas: entre eles, o prepósito geral da Companhia, Pe. Adolfo Nicolás. Sobre como se viveu esta celebração com o Santo Padre a Rádio Vaticano entrevistou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, também ele jesuíta e presente nesta missa:

Pe. Federico Lombardi:- "A missa foi vivida num clima extremamente sereno, tranqüilo e alegre. Basta pensar que é a Festa do Santíssimo Nome de Jesus, portanto, a festa "titular" da Companhia, que é dedicada, propriamente, ao Nome de Jesus, e foi muito bonito poder vivê-la junto com o Santo Padre, mais ainda nesta ocasião em que poucos dias atrás foi canonizado São Pedro Fabro, que é o primeiro companheiro de Santo Inácio. Eis que então fomos ajudados a reviver justamente a inspiração originária da Companhia de Jesus, a sua dedicação ao apostolado, a um apostolado profundamente motivado pelo amor pessoal a Cristo."

Quais palavras da homilia mais impressionaram?

Pe. Federico Lombardi:- "Houve dois temas: o do Nome de Jesus como tal e o da figura de São Pedro Fabro como pessoa de grandes aspirações. O espírito de São Pedro Fabro é o de cultivar verdadeiramente o grandíssimo desejo de fazer conhecer não somente o Nome de Jesus, mas o amor de Deus por todos, mesmo em situações difíceis como aquela em que atuava no tempo da divisão entre os cristãos. Portanto, com um sentido de reconciliação, de doçura: um traço muito característico da personalidade deste Santo, que não fez coisas grandes de um ponto de vista exterior, mas coisas grandíssimas do ponto de vista da atuação espiritual, do agir nos corações, do fazer conhecer o amor de Deus e justamente em força deste amor reconciliar as pessoas divididas."

O Papa definiu o jesuíta um homem inquieto...

Pe. Federico Lombardi:- "Certamente. O dinamismo da espiritualidade da Companhia é muito característico: buscar e encontrar o Senhor e a sua vontade, não para parar por aí, mas para continuar a buscá-lo ainda. Uma vez que o Senhor foi encontrado, Ele nos surpreende e nos chama para além do ponto em que chegamos. Eis, esse Deus que é rico de surpresas, do qual o Papa sempre nos fala, é verdadeiramente um conhecimento de Deus que é muito característico de uma espiritualidade dinâmica, de caminho, como o da Companhia de Jesus e também de Pedro Fabro, que era, justamente, um peregrino do serviço do Senhor na Europa de seu tempo."

Ao término da celebração, o Papa deteve a saudar, um a um, todos os jesuítas presentes, mais de 350:

Pe. Federico Lombardi:- "Sim. Sabemos que é característico do Papa ter esta atenção e esta paciência de saudar todos, um a um. De fato, encontravam-se muitos coirmãos seus, reunidos nesta belíssima circunstância: quis saudá-los todos de modo a manifestar a sua profunda fraternidade espiritual." (RL)

Dom João Braz: o Dia da Vida Consagrada

No próximo dia 2 de fevereiro, Solenidade da Apresentação do Senhor, é também o Dia da Vida Consagrada.
A vida consagrada,nos faz viver uma experiência de sentir o chamado de Deus na comunidade cristã.
O Código do Direito Canônico,amplia a seguinte norma:

“A vida consagrada pela profissão dos conselhos evangélicos é uma forma estável de viver,pela qual os fiéis,seguindo mais pero a Cristo sob a ação do Espírito Santo, consagram-se totalmente a Deus sumamente amado, para assim, dedicados por título novo e especial a sua honra, à construção da Igreja e à salvação do mundo,alcançarem a perfeição da caridade no serviço do Reino de Deus e transformados em sinal preclaro na Igreja,preanunciarem a glória celeste.”(CDC,Cân.574 § 1).

Sobre a expectativa desse dia eis o que nos disse o Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz. (SP)

Manuscrito da Terceira Parte do Segredo é objeto de estudo diplomático e paleográfico

Maria José Azevedo Santos é a primeira a destacar a decisão histórica do Santuário de Fátima ao solicitar o estudo diplomático e paleográfico do Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima.

O estudo ainda decorre, mas a investigadora, em entrevista ao jornal oficial do Santuário de Fátima “Voz da Fátima” (edição de 13.01.2014), adianta algumas conclusões e especificidades do documento: trata-se do manuscrito autêntico, foi escrito em papel de carta sem marca de água e, curiosamente, não tem a assinatura da Irmã Lúcia.

Professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em Diplomática e Paleografia, Maria José Azevedo Santos foi convidada a analisar, à luz destas duas ciências, o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, propriedade do Vaticano, atualmente confiado ao Santuário de Fátima que o colocou na exposição temporária “Segredo e Revelação”, patente ao público
até ao final de outubro de 2014.

“Sou mulher, leiga. O convite que me foi feito mostra que a Igreja está aberta a receber contributos das áreas científicas nas quais trabalho, aliás, fundadas por religiosos no século XVII”, afirmou ao destacar “o grande interesse na aliança entre a abordagem pastoral e teológica”, que deixa “para os teólogos e para os que estudam a vida da Irmã Lúcia”, e esta abordagem pelas ciências da Diplomática e Paleografia.

“Este meu testemunho é verdadeiramente um testemunho singular, porque o encargo que recebi é também singular. Fui a primeira mulher leiga a entrar em contato direto com o documento em apreço, com prévia autorização de Sua Santidade, o Papa Francisco, concedida aos delegados do Bispo de Leiria-Fátima”, destaca a investigadora.

Escolhida pelo Reitor do Santuário de Fátima pelas reconhecidas “qualidades técnicas e científicas” nas áreas disciplinares em que é especialista, segundo as palavras do próprio na carta-convite que lhe foi endereçada, Maria José Azevedo Santos diz ter-se sentido “emocionada” com o convite que recebeu, em agosto de 2013.

“É um convite raro, com dimensão e um impacto internacional, o que confere um sentimento de emoção e uma responsabilidade muito grandes a quem o recebe”, refere.

O primeiro contacto

Com a autorização do Arquivo da Congregação para a Doutrina Fé, onde o manuscrito estava depositado, Maria José Azevedo Santos, acompanhada pelo então diretor do serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, padre Luciano Cristino, e pelo diretor do Museu do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte (atual diretor do SESDI), partiram rumo a Roma em inícios de setembro de 2013, onde, durante uma semana, recolheram os elementos necessários ao estudo diplomático e paleográfico do documento.

“Recolhi os elementos que nem a melhor reprodução tecnológica permite; estar em contato com o produto natural é muito importante para a investigação; para recolher todos os elementos era obrigatório contatar diretamente com o Manuscrito”, sublinha Maria José Azevedo Santos, que revela que os métodos que utilizou são os habituais neste tipo de estudo: “trabalhei com todos os métodos, princípios e regras das duas ciências, estudei o documento do ponto de vista interno e extrínseco”.

Entre outras, foram alvo de análise a letra, o uso de abreviaturas, o esmero na execução gráfica, a assinatura (que o documento não possui), a data de lugar e a data cronológica, o tipo e tamanho de papel, a tinta.

As primeiras conclusões

“A Igreja nunca teve dúvidas de que o documento era original. Se a Igreja reclama à Ciência que apresente a sua leitura, poderíamos, é óbvio, encontrar algum elemento contraditório, o que não aconteceu”, refere Maria José Azevedo Santos, para confirmar que “estamos na presença de um documento autêntico, verdadeiro, que saiu das mãos da Irmã Lúcia”.

Maria José Azevedo Santos destaca algumas as caraterísticas do Manuscrito em investigação. Talvez a mais curiosa seja o não ter a assinatura da autora, a Irmã Lúcia. “Não é a ausência de assinatura que invalida a autenticidade do documento; pudemos comparar a letra com outros documentos manuscritos pela Irmã Lúcia e chegar à conclusão de que este, que não está assinado, é da mesma autora. Esta é a conclusão científica”, explica.

Maria José Azevedo Santos, autora da primeira dissertação de doutoramento das áreas da Diplomática e da Paleografia em Portugal – apresentada em 1989 e publicada em 1994 – e acadêmica de número da Academia Portuguesa da História, sublinha que “o documento tem uma dimensão universal, porque o interesse dele não se restringe só à comunidade cristã católica”.

A seu ver, o Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima é “patrimônio da humanidade”.

LeopolDina Simões

Fotografia: Análise do Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, no Arquivo da Congregação para a Doutrina da Fé,
em setembro de 2013.

Manuscrito da Terceira Parte do Segredo escrito há 70 anos


Documento original encontra-se em exposição no Santuário de Fátima 

Faz hoje setenta anos que o manuscrito com a terceira parte do chamado Segredo de Fátima foi escrito pela Irmã Lúcia. Pertença do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, o manuscrito encontra-se atualmente em Fátima, na exposição temporária “Segredo e Revelação”, mostra que pode ser visitada, diariamente, até final de outubro, entre as 9:00 e as 19:00, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Inaugurada a 30 de novembro de 2013, a exposição registou até ao dia de ontem, 2 de janeiro de 2014, 11 220 visitantes.

Entretanto, por iniciativa do Santuário de Fátima, decorre o estudo diplomático e paleográfico do documento, a cargo de Maria José Azevedo Santos, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em Diplomática e Paleografia.

A história do documento

Em declarações divulgadas na manhã de hoje pela Postulação para a Causa da Causa de Beatificação da Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, é recordado o contexto do pedido à irmã Lúcia: “Nossa Senhora voltou a mostrar a Lúcia o cenário apocalíptico da terceira parte do Segredo, porém com alguma diferença, a vidente apenas foi autorizada por Nossa Senhora a escrever na carta aquilo que viu e não aquilo que lhe foi dado entender”.

Segundo os arquivos do Serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, a 3 de janeiro de 1944, em Tui, Espanha, Lúcia redige o documento com o conteúdo relativo à terceira parte do Segredo, respeitante à revelação da Virgem Maria a 13 de julho de 1917. O documento é, posteriormente, enviado ao bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, num sobrescrito lacrado.

De entre os vários momentos por que passou o documento até aos dias de hoje, passíveis de serem conhecidos através da cronologia mostrada na exposição “Segredo e Revelação”, o SESDI sublinha a entrega do Manuscrito à Nunciatura Apostólica de Lisboa, por D. João Pereira Venâncio, bispo auxiliar de Leiria, a 1 de março de 1957.

No mês seguinte, a 4 de abril, o manuscrito da terceira parte do Segredo de Fátima chega ao Vaticano, sendo guardado no Arquivo Secreto do Santo Ofício, atual Congregação para a Doutrina da Fé.

Dois anos depois, a 17 de agosto, o Papa João XXIII solicita que o documento lhe seja levado, mas decide não revelar o seu teor.

Ainda de acordo com a investigação do SESDI, a 27 de março de 1965, o Papa Paulo VI lê o documento, tomando dessa forma conhecimento da terceira parte do Segredo de Fátima; depois de o ler, decide que o mesmo não seja revelado.

João Paulo II agiria primeiramente da mesma forma. Entre 18 de julho e 11 de agosto de 1981, uns meses após o atentado de que fora alvo em Roma (13.05.1981), o Papa lê o texto original do documento, assim como a tradução do mesmo em italiano, mas decide reenviá-lo para o Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé.

Só dezanove anos depois, ainda no pontificado de João Paulo II, a 13 de maio de 2000, o cardeal Angelo Sodano, no final da celebração da beatificação de Francisco e Jacinta Marto, que decorreu no Santuário de Fátima, revelaria o conteúdo da terceira parte do Segredo.

Assim como a sua revelação, também a interpretação do conteúdo do manuscrito ficou ao cuidado da Igreja. A 26 de junho do ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé apresenta publicamente a terceira parte do Segredo de Fátima, numa conferência de imprensa realizada no Vaticano, presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger, autor do comentário teológico.

Reitor sublinha ambiente participativo nas celebrações de Natal e de Ano Novo no Santuário de Fáti

Contemplar o amor de Deus no Menino do Presépio

O balanço do Reitor do Santuário de Fátima relativamente às celebrações de fim de ano e início de novo ano é bastante positivo: “Muita gente esteve presente na vigília de fim de ano e início de novo ano e o ambiente foi participativo. O número de peregrinos que se deslocam ao Santuário para esta vigília de oração, que começa com a missa de ação de graças pelo ano que termina e se conclui com a consagração a Nossa Senhora do novo ano, tem vindo a aumentar de ano para ano”.

As estatísticas apontam para a presença no Santuário de Fátima entre as 2 500 a 3 000 pessoas. A Vigília festiva terminou com um convívio na Casa de Nossa Senhora das Dores.

As missas do dia de ano novo foram também muito participadas, sobretudo as oficiais das 11:00 e das 15:00. “A missa das 15:00 terminou com a procissão do Santíssimo Sacramento da Basílica da Santíssima Trindade até ao Presbitério do Recinto de Oração. Apesar do mau tempo, foi muito participada. Nela os fiéis pediram, de modo especial, pela paz no mundo”, recorda o padre Carlos Cabecinhas.

Na sua mensagem para o dia 1 de janeiro, o reitor lembrou que “este Dia Mundial da Paz não nos permite esquecer estas vítimas da guerra e convida-nos a não cedermos espaço à indiferença diante do sofrimento de tantos irmãos nossos”.

Na noite e no dia de Natal a mensagem do padre Carlos Cabecinhas foi um convite à contemplação do amor de Deus, “que Se faz próximo, que vem ao nosso encontro e assim manifesta o seu amor sem medida!”.

“A lógica do amor é aproximar-se: quem ama, procura estar próximo daqueles que ama. Sabermo-nos amados por Deus é a grande fonte de alegria, a que o Natal nos convida”, afirmou na homilia da missa da noite de Natal, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade e na qual participaram 2 000 pessoas.

“Ao logo de todo o tempo do Advento, e de modo especial na parte final, fomos repetidas vezes convidados à alegria de quem sabe que o Senhor está próximo e Se faz presente, de muitos modos na nossa vida. Hoje, celebramos festivamente essa certeza que nos vem da fé”, disse o padre Carlos Cabecinhas, sublinhando que “sabermo -nos amados por Deus implica procurarmos corresponder a esse amor de Deus também na relação com os nossos irmãos”.

“O Natal é a grande celebração da dignidade inalienável de cada pessoa humana. É por cada um de nós, por cada homem e mulher, que Jesus vem ao nosso mundo e se identifica connosco e com os nossos sofrimentos da humanidade”, concluiu.

1 de janeiro de 2014

Papa celebra Missa na Solenidade da Santa Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz

O Papa Francisco presidiu nesta manhã de 1° de Janeiro, Dia Mundial da Paz, na Basílica Vaticana, a celebração Eucarística da Solenidade da Santa Mãe de Deus.

Participaram da Santa Missa, inúmeros Cardeais, Arcebispos, Bispos, sacerdotes e uma multidão de fiéis, peregrinos, e turistas, provenientes da Itália e de diversos países do mundo, que superlotaram a Basílica Vaticana e a Praça São Pedro, inclusive até a Avenida da Conciliazione.

Em sua homilia, o Santo Padre partiu da Liturgia do dia, citando uma antiga súplica de bênção, que Deus sugeriu a Moisés, para que fosse transmitida e ensinada à sua posteridade: “O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz”. E o Papa explicou:

“É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início de um novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingênua, que imagina melhor o futuro, simplesmente por ser futuro. Esta esperança tem suas raízes precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da proteção amorosa do Senhor e da sua ajuda providencial”.

Os votos contidos nesta bênção, acrescentou o Papa, realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, destinada a ser a Mãe de Deus! É este o título principal e essencial de Nossa Senhora: ele tem um significado de qualidade e de função, que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre reconheceu. Depois, recordou o importante evento, na história da Igreja, o Concílio de Éfeso, que definiu a maternidade divina da Virgem:

“Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, onde se venera a imagem da Mãe de Deus, sob o título de “Salus populi romani”.”

Dizem que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, teriam se reunido diante da basílica, onde estavam os Padres conciliares, e gritavam: “Mãe de Deus!” Desta forma, os fiéis pediam que fosse definido, oficialmente, este título de Nossa Senhora, como reconhecimento da sua maternidade divina. É a atitude sincera dos filhos, que conhecem e amam a sua Mãe. E o Pontífice afirmou:

“Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e, sobretudo, no caminho de fé do povo cristão. A Igreja caminha no tempo... Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria, que coincide com o nosso itinerário de fé. Eis porque sentimos Maria uma pessoa bem próxima de nós! A Mãe de Deus partilhou a nossa condição, trilhou os nossos mesmos caminhos, às vezes difíceis e obscuros, sobretudo o caminho da fé”.

O nosso caminho de fé, disse o Papa, está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus a apresentou a São João como Mãe: “Eis a tua mãe!”. Estas palavras têm o valor de um testamento e dão ao mundo uma Mãe. No Calvário ela mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho e a comunica aos homens. Desde então, Maria se torna fonte de esperança, de alegria e de salvação; a Mãe de Deus se torna nossa Mãe. E o Santo Padre concluiu:

“A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e de disponibilidade à vontade de Deus, ela nos ajuda a traduzir a nossa fé em anúncio jubiloso e sem fronteiras do Evangelho. Assim, a nossa missão será fecunda por ser forjada pela maternidade de Maria”.

Por fim, o Bispo de Roma recomenda aos fiéis confiarem na Santa Mãe de Deus o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz.

Após a celebração da Eucaristia da Solenidade da Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, na Basílica Vaticana, o Papa Francisco subiu à terceira loggia do Palácio Apostólico para rezar a oração mariana do Angelus com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro e adjacências. (MT)

Eis a homilia na íntegra:

Amados Irmãos e Irmãs,

A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início dum novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.

Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.

Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.

Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do santo fiel Povo de Deus, que nunca - na sua unidade - nunca se engana.

Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (...). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen gentium, 58).

O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.

A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus! (Sedoc)

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