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20 de outubro de 2013

Primeira mensagem do Secretário de Estado Dom Pietro Parolin

O Secretário de Estado Dom Pietro Parolim assinou sua primeira mensagem pública, manifestando em nome do Papa Francisco solidariedade e proximidade às populações da Austrália atingidas pelos graves incêndios que atingem a região perto do Sydney.

“O Santo Padre - escreve Dom Parolin -, reza por aqueles que perderam a vida, suas casas e o trabalho”, bem como “por aqueles que lutam e trabalham para apagar esses incêndios”. O Secretário de Estado transmite, ainda, àquelass populações uma especial Bênção Apostólica do Papa.

Na região sudeste da Austrália voltou, nesses dias, “íncubo dos incêndios” que destruíram algumas dezenas de casas na região dos Blue Mountains e no Estado do Novo Gales do Sul, cobrindo com a fumaça dos incêndios até a própria capital Sydney.

O balanço das casas destruídas ainda não é completo, mas – disse o Vice-primeiro-ministro do Estado, Barry O’Farrell - “poderão chegar a uma centena”.

O ministro explicou ainda que serão necessários vários dias para deter o avanço das chamas e alertou que “se não houver outras vítimas, será um milagre”. (SP)

Reflexão dominical: Pedir insistentemente!

A primeira leitura extraída do livro do Êxodo, nos fala da necessidade da oração insistente. O povo luta contra seus inimigos e, apesar de sua bravura e do grande conhecimento de batalhas de seu comandante Josué, o líder religioso Moisés rezava. Contudo, quando o líder,cansado, parava de orar, o povo ficava em situação desfavorável e pedras foram colocadas sob os braços de Moisés para que suas mãos permanecessem estendidas em direção a Deus e, assim, o povo obtivesse a vitória.

A grande lição dessa cena é mostrar para todos nós que a sabedoria humana é muito importante, mas acima dela está o poder de Deus, seu amor por seus filhos. O homem deve ser humilde e confiar apenas em Deus. Fazer tudo, como se tudo dele dependesse, mas entregar e confiar em Deus, sabendo que d’Ele emana toda força, poder e amor.

No Evangelho, Lucas nos fala de Jesus contando a parábola da viúva e do juiz iníquo. Apesar desse juiz ser um mau caráter, a viúva não cessa de insistir e o vence exatamente por ser inoportuna. Do mesmo modo, devemos ser insistentes com o Pai, nos diz Jesus. Se a viúva foi insistente com um homem que não era bom e conseguiu, quanto mais nós com o Deus de bondade, de amor, que é nosso Pai, que nos criou por amor e por amor enviou Seu Filho para nos salvar!

Orar sem cessar! Mais que ser insistente, orar sem cessar significa levar uma vida de oração, de estar permanentemente em atitude de escuta, de discernimento.
Inácio de Loyola nos ensina à luz de Deus, todo dia passar os principais acontecimentos do dia, aqueles que nos chamaram atenção porque nos disseram algo. Ver aí o que o Senhor nos falou neles. Isso é orar sem cessar, é uma atitude de vida orante. (CA)

Angelus: “A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”


“A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”: foi o que recordou o Papa Francisco, na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro. “Assim – explica o Santo Padre – há uma luta que deve ser levada avante todos os dias. Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé”.

Inspirando-se na parábola da viúva que pede com insistência a um juiz desonesto para ter justiça, o Papa observa:

“Clamar dia e noite” a Deus! Impressiona-nos esta imagem da oração. Mas vamos nos perguntar: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem “insistir” com Deus? Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor.

No nosso caminho cotidiano, - continuou o Papa Francisco, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal fora e dentro de nós, o Senhor está ao nosso lado; nós lutamos com ele ao lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir a sua presença, a sua misericórdia, a sua ajuda.

Mas a luta contra o mal é difícil e longa, exige paciência e resistência - como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13 ) . É assim: há uma luta que deve continuar a cada dia; Deus é o nosso aliado, a fé n’Ele é a nossa força, e a oração é a expressão da fé.

Por isso, Jesus nos garante a vitória, mas pergunta: "O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18:08 ). Se se apaga a fé, se se apaga a oração, e nós caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida, disse o Papa.

Francisco continuou dizendo que devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar:

“Era notável esta viúva! Ela sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamtento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem”.

Após a oração do Angelus o Papa Francisco recordou que neste domingo comemoramos o Dia Mundial das Missões. Qual é a missão da Igreja, perguntou? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã – acrescentou - não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma.

O Pontífice agradeceu a todos aqueles que, através da oração e da ajuda concreta apóiam o trabalho missionário, em especial, a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho.

“Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: dias atrás, foi assassinada, num assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho que realizou, um centro de educação; assim espalhar a chama da fé, combateu o bom combate!”

Em seguida o Santo Padre recordou Stefano Sándor, que neste sábado foi beatificado em Budapeste. “Ele era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e na educação profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, - disse o Papa - ele enfrentou a perseguição com coragem, e foi morto aos 39 anos. Vamos nos unir à ação de graças da Família Salesiana e da Igreja húngara.

O Santo Padre expressou ainda sua proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto, e convidou todos a rezarem por aquela “querida nação, que recentemente sofreu diversas calamidades”.

O Papa Francisco saudou também os jovens que deram vida à manifestação “100 metros de corrida e de fé”, promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura, recordando que “o crente é um atleta do espírito”!

Nas saudações conclusivas saudou o grupo de oração “Raio de Luz”, do Brasil e as Fraternidades da Ordem Secular Trinitária (SP)

Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela - Genêsis 3, 15

É principalmente a essas últimas e cruéis perseguições do demônio, que se multiplicarão todos os dias até ao reino do anticristo, que se refere àquela primeira e célebre predição e maldição que Deus lançou contra a serpente no paraíso terrestre. Vem a propósito explicá-la aqui, para glória da Santíssima Virgem, salvação de seus filhos e confusão do demônio: "Inimicitias ponam inter te et mulierem, et semen tuum et semen illius; ipsa conteret caput tuum, et tu insidiaberis calcaneo ejus" (Gn 3, 15). "Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao teu calcanhar".


Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até o fim:

a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. 

Ele lhe deu até, desde o paraíso, tanto ódio a esse amaldiçoado inimigo de Deus, tanta clarividência para descobrir a malícia dessa velha serpente, tanta força para vencer, esmagar e aniquilar esse ímpio orgulhoso, que o temor que Maria inspira ao demônio é maior que o que lhe inspiram todos os anjos e homens e, em certo sentido, o próprio Deus...

Deus não pôs somente inimizade entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem e a posteridade de demônio. Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do demônio. Não há entre eles a menor sombra de amor, nem correspondência íntima existe entre uns e outros.
Os filhos de Belial, os escravos de Satã, nos dias de hoje os PROTESTANTES ,os amigos do mundo sempre perseguiram até hoje e perseguirão no futuro aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú, seu irmão Jacó, figurando os réprobos e os predestinados.

Mas a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao ponto de esmagar-lhe a cabeça, sede de todo orgulho. Ela descobrirá sempre sua malícia de serpente, desvendará suas tramas infernais, desfará seus conselhos diabólicos, e até ao fim dos tempos garantirá seus fiéis servidores contra as garras de tão cruel inimigo.

Mas o poder de Maria sobre todos os demônios há de patentear-se com mais intensidade nos últimos tempos, quando Satanás começar a armas insídias ao seu calcanhar, isto é, aos seus humildes servos, aos seus pobres filhos, os quais ela suscitará para combater o príncipe das trevas.

Eles serão pequenos e pobres aos olhos do mundo, e rebaixados diante de todos como o calcanhar, calcados e perseguidos como o calcanhar em comparação com os outros membros do corpo.

Mas, em troca, eles serão ricos em graças de Deus, graças que Maria lhes distribuirá abundantemente. Serão grandes e notáveis em santidade diante de Deus, superiores a toda criatura por seu zelo ativo, e tão fortemente amparados pelo poder divino, que, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, esmagarão a cabeça do demônio e promoverão o triunfo de Jesus Cristo...

Mas quem serão esses servidores, esses escravos e filhos de Maria?

Serão ministros do Senhor, ardendo em chamas abrasadoras, que lançarão por toda parte o fogo do divino amor.

Serão "sicut sagittae in manu potentis" (Sl 126, 4) - flechas agudas nas mãos de Maria todo-poderosa, pronta a transpassar seus inimigos...

Serão nuvens trovejantes esvoaçando pelo ar, ao menor sopro do Espírito Santo, que, sem apegar-se a coisa alguma nem admirar-se de nada, nem preocupar-se, derramarão a chuva da palavra de Deus e da vida eterna. Trovejarão contra o pecado, e lançarão brados contra o mundo, fustigarão o demônio e seus asseclas, e, para a vida ou para a morte, traspassarão lado a lado, com a espada de dois gumes da palavra de Deus (cf. Ef 6, 17), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo"

E ainda: Como Deus predisse, o demônio há de armar, grandes ciladas ao calcanhar dessa Mulher Bendita, isto é, à pequena Companhia de seus filhos que hão de surgir perto do fim do mundo; é verdade que há de haver grandes inimizades entre Essa Bendita Posteridade de Maria Santíssima e a raça maldita de satanás: mas é essa uma inimizade toda divina, a única de que sejais autor: Inimicitias ponam. 

Porém, esses combates e essas perseguições dos filhos da raça de Belial contra a raça de vossa Mãe Santíssima só servirão para melhor fazer resplandecer o poder de vossa graça, a coragem da virtude de vossos servos, e a autoridade de vossa Mãe, pois que lhes destes, desde o começo do mundo, a missão de esmagar esse soberbo pela humildade de seu coração: Ipsa conteret caput tuum.

Portanto não se esqueçam, A SERPENTE NOS DIAS ATUAIS, SÃO TODOS OS PROTESTANTES, aqueles que tentam arrancar o povo de Deus da Igreja de Cristo, e também arrancar o AMOR que temos por Maria Santíssima de dentro de nossos corações.

"Que Jesus e Maria Santíssima nos dê Sabedoria e Discernimento, para que não Caíamos nas Armadilhas e Ciladas do demônio" Amém

19 de outubro de 2013

Refletindo Evangelho de São Lucas 12,8-12


Nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 
Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 
Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. 
Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 
Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. Pois nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer.' Palavra da Salvação. 

Reflexão

Durante o trabalho evangelizador, sempre somos assistidos pelo Espírito Santo. Somente com a sua ação é que podemos ser verdadeiras testemunhas de Jesus e o nosso trabalho pode produzir frutos que permanecem para a vida eterna. O Espírito Santo nos dá coragem e sabedoria para que possamos testemunhar Jesus e permanecer fiéis a ele até mesmo nos momentos mais difíceis. 
A história da Igreja está repleta de exemplos de santos e santas que, no momento do martírio, foram fiéis ao Espírito Santo e, além do derramamento de sangue, nos deixaram belas páginas sobre o amor a Deus.

Igreja no Brasil promove Coleta Missionária no domingo, 20 de outubro

No ano em que a Igreja no Brasil dá destaque especial para a evangelização da juventude, a Campanha Missionária, realizada neste mês de outubro, também enfatiza o dinamismo dos jovens.

Com o lema "A quem eu te enviar, irás" (Jr 1, 7b), a Coleta Missionária se realiza em todas as comunidades no Dia Mundial das Missões, celebrado no próximo domingo, 20 de outubro.

"Estes recursos são importantes: uma pequena parte fica para a organização da Campanha e a manutenção das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a maior parte é enviada ao Fundo Mundial de Solidariedade, em Roma, que financia projetos de ajuda a missões em todo mundo, especialmente na Ásia e na África. São projetos como sustento de dioceses, manutenção de seminários, obras sociais e assistência aos missionários", disse o diretor nacional das POM, Pe. Camilo Pauletti.

A organização da Campanha no Brasil é de responsabilidade das POM em parceria com duas Comissões Episcopais da CNBB: Ação Missionária e Amazônia. Os subsídios foram enviados para as comunidades de todo o país: 190 mil livretos da novena missionária; 22 mil DVD’s com testemunhos; 8 milhões de folhetos com orações para as missas dominicais; 11 milhões de envelopes para a coleta.

"A Igreja é por sua natureza missionária. A campanha deseja recordar essa dimensão", afirmou o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, Dom Sérgio Braschi.

"Pelo batismo e pela Crisma, somos ungidos para levar o Evangelho, levar a missão de Jesus. Essa campanha quer nos comprometer, de uma maneira concreta, no apoio aos missionários além fronteiras", concluiu. (MJ/CNBB)

"Não Existe Católico Praticante....Existe Católico"


Até mesmo porque Católico que é Católico, Professa sua Fé à Defende se preciso for, Vive em comunhão com Deus e a Igreja, e principalmente nunca se volta contra Ela!
Católico que é Católico nunca compartilha posts protestantes, até mesmo porque conhece a história da Igreja e entende o quão má são as intenções protestantes, e que eles Visam apenas a destruição da Igreja de Cristo.
Portante não se engane com esses falsos sorrisos, com a aparente simpatia e atenção, porque no fundo, bem lá no fundo do "coração" a única coisa que os protestantes querem, é arranca-lo (a) da Igreja de Cristo, para arrastar sua Alma até o Inferno e desfilar ao seu lado, como se você fosse um troféu para eles, e de certa forma você acaba sendo, e isso é fato!!
Católico que é Católico vive verdadeiramente a sua FÉ e jamais a "fé" dos outros, não se vende por uma falsa liberdade e jamais se deixa seduzir com balelas protestantes, pois têm sua FÉ Cravada e Gravada na Igreja de Cristo, com Sucessão Apostólica e Tradição e nunca, jamais, baseada em um qualquer, tão pouco na leitura FUNDAMENTALISTA, do "eu acho"

"Não Existe Católico Praticante...Existe Católico."

Não vamos esquecer dos sacerdotes e religiosas que vivem em casas de repouso, eles são verdadeiros “santuários de santidade e apostolicidade” Papa Francisco


Moisés, João Batista, São Paulo. O Papa Francisco focou sua homilia na missa desta manhã na Casa Santa Marta sobre esses três personagens, lembrando que a cada um deles não foram poupadas angústias, mas o Senhor nunca os abandonou. Pensando depois nos muitos sacerdotes e religiosas que vivem em casas de repouso, convidou os fiéis a visitá-los, porque eles, disse, são verdadeiros “santuários de santidade e apostolicidade”.

O início da vida apostólica e o crepúsculo do Apóstolo Paulo. O Papa Francisco inspirou-se nas leituras do dia para deter-se sobre esses dois extremos da existência do cristão. No início da vida apostólica, observou comentando o Evangelho de hoje, os discípulos eram “jovens” e “fortes” e também os “demônios fugiam diante de suas pregações”. A Primeira Leitura, prosseguiu, nos mostra, ao invés, São Paulo no final de sua vida. “É o crepúsculo do Apóstolo”:

“O Apóstolo tem um começo alegre, entusiasmado, animado com Deus, não é? Mas também não lhe é poupado o crepúsculo. E isso me faz pensar no crepúsculo do Apóstolo... Faz-me pensar em três ícones: Moisés, João Batista e Paulo. Moisés é aquele que é o chefe do Povo de Deus, corajoso, lutava contra os inimigos e também lutava com Deus para salvar o povo: forte! E no final está sozinho no Monte Nebo, olhando para a terra prometida, mas sem poder entrar nela. Ele não podia entrar na promessa. João Batista; nos últimos anos de vida, não lhe foram poupadas as angústias”.

João Batista, continuou o Papa, teve também que enfrentar uma “angústia duvidosa que o atormentava” e “acaba sob o poder de um governante fraco, bêbado e corrupto, sob o poder da inveja de uma adúltera e do capricho de uma dançarina”. E até mesmo o Apóstolo Paulo, na Primeira Leitura, nos fala daqueles que o abandonaram, de quem lhe prejudicou nas suas pregações. Ele conta que ninguém o ajudou no tribunal. Todos o abandonaram. Porém, diz São Paulo: “o Senhor esteve ao meu lado. Ele me deu força para que eu pudesse realizar o anúncio do Evangelho”:

“Isso é o grande do Apóstolo, que, com a sua vida faz o que João Batista dizia: É necessário que ele cresça, e eu diminua”. O Apóstolo é aquele que dá a vida para que o Senhor cresça. E no final o seu crepúsculo é assim ... Também Pedro com a promessa: ‘Quando você ficar velho irão levá-lo aonde você não quer ir’. E quando eu penso no crepúsculo do Apóstolo, me vem ao coração a lembrança daqueles santuários de apostolicidade e santidade que são as casas de repouso dos sacerdotes e religiosas: bravos sacerdotes e bravas religiosas, envelhecidos, com o peso da solidão, esperando que o Senhor venha bater à porta de seu coração. Eles são verdadeiros santuários da apostolicidade e santidade que temos na Igreja. Não vamos esquecer deles, hein”.

Se olharmos “mais profundamente”, disse o Papa, estes lugares “são lindos”. Ouço frequentemente, que “se faz uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora”, “de São Francisco, de São Bento”, “muitas peregrinações”:

“Mas eu me pergunto se nós cristãos temos o desejo de fazer uma visita – que será uma verdadeira peregrinação! – por que não fazer a esses santuários de santidade e apostolicidade, às casas de repouso dos sacerdotes e religiosas? Um de vocês me disse dias atrás que, quando ia a um país de missão, ia ao cemitério e via todos os túmulos dos antigos missionários, padres e freiras, ali há 50, 100, 200 anos, desconhecidos. E dizia-me: “Mas, todos esses podem ser canonizados, porque no final conta só essa santidade cotidiana, essa santidade de todos os dias. Nas casas de repouso, essas irmãs e esses sacerdotes esperam o Senhor um pouco como Paulo: um pouco tristes, realmente, mas também com certa paz, com o rosto alegre”.

“Fará bem a todos nós - concluiu o Papa - pensar nessa fase da vida que é o crepúsculo do Apóstolo e rezar ao Senhor: Preserve aqueles que estão naquele derradeiro momento, para dizer mais uma vez: 'Sim, Senhor, eu quero segui-lo”. (SP)

18 de outubro de 2013

Refletindo Evangelho de São Lucas 10,1-9


A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.

Naquele tempo:

O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente,
a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.
E dizia-lhes:
"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.
Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!
Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: `A paz esteja nesta casa!'
Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver
e dizei ao povo: `O Reino de Deus está próximo de vós'". Palavra da Salvação.

Reflexão

O Evangelho de hoje, reconhecidamente vocacional, nos traz frases chaves, que são essenciais para que a nossa missão tenha êxito: “pedi ao dono da messe”, ou seja, a prática da oração; “eis que vos envio”, porque agimos em nome de Jesus e na sua obra; “não leveis bolsa...” porque os valores materiais não dão garantia do sucesso do trabalho evangelizador; “dizei primeiro: ‘a paz...’”, porque devemos ser anunciadores do Evangelho da paz; “permanecei”, pois se não há comunhão, não pode haver evangelização; “curai os doentes”, ou seja, entregue-se à prática libertadora para que haja vida em abundância; “e dizei ao povo”, para que a Palavra seja anunciada, mas o anúncio seja acompanhado da prática evangélica.

A história da Aliança de Amor - Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt


Um título que se faz com a história

Nossa Senhora é venerada em Schoenstatt sob o título: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O título desenvolve-se num processo histórico.

Em 1914, não havia uma imagem ou quadro de Nossa Senhora na Capelinha. Após selar a Aliança de Amor, Pe. Kentenich e os seminaristas refletem sobre a imagem de Maria que a Divina Providência lhes indicaria. Um professor do seminário, em 1915, presenteia-lhes um quadro de Nossa Senhora, cujo título era Refúgio dos Pecadores. Mas, eles não sabiam disso. Então, buscam um título para a imagem.

Um título com missão mundial

Fazendo um paralelo com a Congregação Mariana de Ingolstatt, cuja padroeira era Mãe Três Vezes Admirável, eles decidem invocar a nova Imagem com o mesmo nome. Suplicando a ela que, da mesma forma como a Congregação de Ingolstatt conseguiu assegurar a genuinidade da fé católica em grande parte da Alemanha, durante o período da Reforma, também de Schoenstatt partisse um movimento de renovação para todo o mundo. Para manifestar esse pedido, acrescenta-se Schoenstatt ao título. Ficando então: Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Os perigos da Guerra aprofundam a confiança

No decorrer da segunda guerra mundial, quando os ideais nazistas destruíam a terra alemã, Hitler se posicionava como o único soberano. Em contrapartida Pe. Kentenich anuncia a Imagem de Cristo como Rei e Senhor. A Obra de Schoenstatt sofre duras perseguições e é ameaçada de destruição. Isso leva os membros da Obra a aprofundarem sua doação a Maria, e coroá-la, em 1939, como sua única Rainha, a quem davam todos os direitos de reinar sobre suas vidas.

Após a II guerra, o Fundador acrescenta ao título a invocação de Rainha, por tudo o que ela realizou na Obra de Schoenstatt nesses anos difíceis . Padre Kentenich estimula os membros da Família de Schoenstatt a uma confiante entrega total ao seu poder intercessor. Ela passa a ser invocada como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

A vitória divina pela comprovação da fidelidade

Entre os anos de 1951 a 1965, mais uma vez, a Obra de Schoenstatt passa pelo cadinho da purificação por meio do sofrimento. Dessa vez trata-se da comprovação por parte da Igreja. O Fundador é exilado por 14 anos e nesse período, muitas vezes sua Obra esteve suspensa no sinal da cruz, em grande perigo de ser dissolvida por autoridades eclesiásticas.

Pe. Kentenich e seus filhos espirituais vêem tudo isso como uma permissão divina para que tanto mais possam amar a Igreja e aprofundarem a confiança no poder de Maria. Entregam a ela todas as dificuldades, julgadas humanamente impossíveis de se resolverem a favor de Schoenstatt. Ela haveria de vencer! E venceu! Após o Concílio, o Fundador é reabilitado pela Santa Sé e toda a Obra é reconhecida como fruto do atuar do Espírito Santo.

O divino, mais uma vez, irrompe em Schoenstatt e a Mãe de Deus comprova-se como a Vencedora das grandes batalhas. Por isso, em 1966, Pe. Kentenich a proclama Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.  Enquanto os filhos de Schoenstatt permanecerem fiéis a Aliança de Amor, ela continuará cuidando de sua Obra.

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