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9 de setembro de 2014

Papa Francisco proíbe canto da paz e outras bagunças!


A Santa Sé por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou por ordem do Santo Padre Francisco um novo documento.

Neste documento a Santa Sé ordena que acabem com os abusos no momento da Paz, o popular "abraço da paz".

- Nada de sair do lugar para dar a paz, mas dar-se-á apenas para as pessoas que estão mais próximas.

- Nada de músicas, pois isso além de não estar previsto, aumenta bastante um momento que não deve ser longo.

- Nada de o celebrante sair do presbitério para dar a paz a outras pessoas.
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CONFERÊNCIA EPISCOPAL ESPANHOLA
JOSÉ MARÍA GIL TAMAYO
SECRETÁRIO GERAL
Madrid, 28 de julho de 2014

Aos senhores bispos membros da Conferência Episcopal Espanhola
Eminência/Excelência:
Com a data de 12 de julho, o Sr. Cardeal D. Antonio Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, remeteu uma carta ao Presidente da Conferência Episcopal, sobre a questão levantada na sequência dos debates do Sínodo dos bispos sobre a Eucaristia (2005; Propositio 23) na questão da oportunidade ou não do "sinal" da paz, no modo e o momento que se encontra hoje no Ordinário da Missa. Também, o Santo Padre Bento XVI, na exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis (22 de fevereiro de 2007), no nº 49 (com a nota n. 150), convidava as congregações competentes a estudar a questão.
Por sua parte a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, empreendeu a tarefa começando por tomar em consideração os pareceres das diversas Conferências Episcopais do mundo, que, com ampla maioria, pronunciaram-se a favor de manter o "rito" e "sinal" da paz no lugar que hoje tem no Ordinário da Missa, por motivo de considerá-lo uma característica do Rito romano e por não crer que seja conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na Celebração Eucarística, no momento.
A esse respeito, o Sr. Cardeal Cañizares roga que se faça chegar a todos os senhores bispos a presente "Carta Circular: O significado ritual do Dom da Paz na Missa", fruto deste trabalho e de consultas aos Sumos Pontífices Bento XVI e Francisco.
No mesmo tempo que cumpro com esta incumbência, aproveito a ocasião para manifestar-lhe minha consideração e apreço no Senhor,

José María Gil Tamayo
Secretário Geral da Conferência Episcopal Espanhola

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
CARTA CIRCULAR: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA

1. "Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz"[1], são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz, para infundir-lhes a gozosa certeza de sua presença permanente. Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam por temor aos Judeus, dizendo: "A paz esteja convosco!"[2]. A paz, fruto da Redenção que Cristo trouxe ao mundo com sua morte e ressurreição, é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.
2. Na tradição litúrgica romana o sinal da paz, colocado antes da Comunhão, tem um significado teológico próprio. Este encontra seu ponto de referência na contemplação eucarística do mistério pascal - diversamente de como fazem outras famílias litúrgicas que se inspiram na passagem evangélica de Mateus (cf. Mt 5, 23) - apresentando-se assim como o "beijo pascal" de Cristo ressuscitado presente no altar [3]. Os ritos que preparam a comunhão constituem um conjunto bem articulado dentro do qual cada elemento tem seu próprio significado e contribui ao sentido do conjunto da sequência ritual, que conduz à participação sacramental no mistério celebrado. O sinal da paz, portanto, se encontra entre o Pater noster - ao qual se une mediante o embolismo que prepara ao gesto da paz - e a fração do pão - durante a qual se implora ao Cordeiro de Deus que nos dê sua paz -. Com este gesto, que significa a paz, a comunhão e a caridade"[4], a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana, e os fiéis expressam a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes da comunhão sacramental"[5], isto é, a comunhão no Corpo de Cristo Senhor.
3. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis o papa Bento XVI havia confiado a esta Congregação a tarefa de considerar a problemática referente ao sinal da paz[6], com o fim de salvaguardar o valor sagrado da celebração eucarística e o sentido do mistério no mundo da Comunhão sacramental: "A Eucaristia é por sua natureza sacramento da paz. Esta dimensão do Mistério eucarístico se expressa na celebração litúrgica de maneira específica com o gesto da paz. Trata-se indubitavelmente de um sinal de grande valor (cf. Jo 14, 28). Em nosso tempo, tão cheio de conflitos, este gesto adquire, também a partir ponto de vista da sensibilidade comum, um relevo especial, já que a Igreja sente cada vez mais como tarefa própria pedir a Deus o dom da paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. [...] Por isso se compreende a intensidade com que se vive frequentemente o rito da paz na celebração litúrgica. A este propósito, contudo, durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembléia precisamente antes da Comunhão. Seria bom recordar que o alto valor do gesto não fica diminuído pela sobriedade necessária para manter um clima adequado à celebração, limitando por exemplo a troca da paz aos mais próximos"[7].
4. O Papa Bento XVI, além de destacar o verdadeiro sentido do rito e do sinal da paz, punha em evidência seu grande valor como colaboração dos cristãos, para preencher,  mediante sua oração e testemunho, as angústias mais profundas e inquietantes da humanidade contemporânea. Por esta razão, renovava seu convite para cuidar este rito e para realizar este sinal litúrgico com sentido religioso e sobriedade.
5. O Discasterio, baseado pelas disposições do Papa Bento XVI, dirigiu-se às Conferências dos bispos em maio de 2008 pedindo seu parecer sobre se manter o sinal da paz antes da Comunhão, onde se encontra agora, ou se mudá-lo a outro momento, com o fim de melhorar a compreensão e o desenvolvimento de tal gesto. Traz uma profunda reflexão, se viu conveniente conservar na liturgia romana o rito da paz em seu lugar tradicional e não introduzir mudanças estruturais no Missal Romano. Oferecem-se na continuação algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão na assembléias litúrgica antes da Comunhão.
6. O tema tratado é importante. Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia. Portanto, junto às precedentes reflexões, que podem constituir o núcleo de uma oportuna catequese a respeito, para a qual se ofereceram algumas linhas orientativas, submete-se a prudente consideração das Conferências dos bispos algumas sugestões práticas:
a) Esclarece-se definitivamente que o rito da paz alcança já seu profundo significado com a oração e o oferecimento da paz no contexto da Eucaristia. O dar-se a paz corretamente entre os participantes na Missa enriquece seu significado e confere expressividade ao próprio rito. Portanto, é totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar "mecanicamente" para se dar a paz. Se se prevê que tal troca não se levará ao fim adequadamente por circunstâncias concretas, ou se retem pedagogicamente conveniente não realizá-lo em determinadas ocasiões, pode-se omitir, e inclusive, deve ser omitido. Recorda-se que a rúbrica do Missal disse: Deinde, pro opportunitate, diaconus, vel sacerdos, subiungit: Offerte vobis pacem"[8].
b) Baseado nas presentes reflexões, pode ser aconselhável que, com ocasião da publicação da terceira edição típica do Missal Romano no próprio País, ou quando se façam novas edições do mesmo, as Conferências considerem se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento. Por exemplo, naqueles lugares em nos quais se optou por gesto familiares e profanos de saudação, traz a experiência destes anos, poderiam-se substituir por gestos mais apropriados.
c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano [9].
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].
d) Convida-se igualmente a todas as Conferências dos bispos a preparar catequeses lirtúgicas sobre o significado do rito da paz na liturgia romana e sobre seu correto desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disiciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas.
7. A íntima relação entre lex orandi e lex credendi deve obviamente estender-se a lex vivendi. Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente a construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica. Convida-se, então, com insistência a dar passos eficazes em tal matéria já que dele depende a qualidade de nossa participação eucarística e o que nos vejamos incluídos entre os que merecem a graça prometida nas bem-aventuranças aos que trabalham e constroem a paz[11].
8. Ao finalizar estas considerações, exorta-se aos bispos, e sob sua guia, aos sacerdotes a considerar e aprofundar no significado espiritual do rito da paz, tanto na celebração da Santa Missa como na própria formação litúrgica e espiritual ou na oportuna catequese aos fiéis. Cristo é nossa paz[12],a paz divina, anunciada pelos profetas e pelos anjos, e que Ele trouxe ao mundo com seu mistério pascal. Esta paz do Senhor Ressuscitado é invocada, anunciada e difundida nas celebração, também através de um gesto humano elevado ao âmbito sagrado.
O Santo Padre Francisco, no dia 7 de junho de 2014, aprovou e confirmou o que se contém nesta Carta circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e ordenou sua publicação.
Na sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ao dia 08 de junho de 2014, na solenidade de Pentecostes.

Antonio Card. CAÑIZARES LLOVERA
Prefeito

Arthur ROCHE
Arcebispo Secretário


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Vatican Insider - Disponível em Desde 01/08/2014.




7 de setembro de 2014

Mensagem do Papa Leão XIII sobre o rosário



CARTA ENCÍCLICA OCTOBRI MENSEDE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIII 

A todos os Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos, Bispos do Orbe Católico
em graça e comunhão com a Sé Apostólica,
sobre o Rosário de Nossa Senhora.
Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.

Convite ao Rosário

1. Ao aproximar-se o mês de Outubro, já agora consagrado à beatíssima Virgem, é para Nós coisa sumamente grata relembrar as solícitas recomendações que, nos anos precedentes, vos dirigimos, ó Veneráveis Irmãos, a fim de que em toda parte os fiéis, impelidos pelo vosso zelo autorizado, se volvessem, com reavivada piedade, para a grande Mãe de Deus, para a poderosa auxiliadora do povo cristão; a ela recorrendo suplicantes, durante o mês inteiro, com o rito do santo Rosário: Rosário que a Igreja habitualmente usou e divulgou, sobretudo nos tempos mais tempestuosos; e sempre com o desejado êxito.

2. Temos a peito manifestar-vos, também este ano, o mesmo desejo, e renovar-vos a mesma exortação. Impele-nos a isto urgentemente, e a isso nos estimula, o Nosso amor à Igreja, cujas angústias, antes que se aligeirarem, crescem cada dia mais em número e em aspereza.

Males que afligem a Igreja

3. A todos são conhecidos os males que Nós deploramos: a luta desapiedada contra os sagrados e intangíveis dogmas, que a Igreja guarda e transmite; a zombaria da integridade da virtude cristã, que a Igreja defende; a trama de calúnias de mil modos urdidas; o ódio fomentado contra a sagrada ordem dos bispos, e principalmente contra o Romano Pontífice; os ataques dirigidos, com a mais impudente audácia e a criminosa impiedade, contra a própria divindade de Cristo, no intuito de extirpar pelas raízes e de destruir a obra divina da Redenção, que força alguma poderá jamais destruir nem cancelar.

4. Estes ataques não são, certamente, uma novidade para a Igreja militante. Porquanto, depois do aviso dado por Cristo aos Apóstolos, ela sabe que, para instruir os homens no caminho da verdade e guiá-los à salvação eterna, ela deve todo dia descer a campo e travar combate. E, na realidade, nos séculos ela sempre lutou intrepidamente até ao martírio, considerando como sua precípua alegria e glória o poder unir o seu sangue ao do seu Fundador: no qual está depositada a segura esperança da prometida vitória.

5. Por outra parte, entretanto, não podemos ocultar nos o profundo senso de tristeza que penetra os melhores, ante esta contínua tensão de batalha. De fato, é motivo de imensa tristeza ver o grande número dos que, pela perversidade dos erros e por esta insolente atitude contra Deus, são arrastados para longe e impelidos para o abismo; o grande número dos que, pondo num mesmo plano todas as formas de religião, pode-se dizer que já estão na iminência de abandonar a fé divina; o número notável dos que são cristãos só de nome, e não cumprem os deveres da sua fé.

E ainda mais nos aflige e nos atormenta o ânimo o considerarmos que a causa principal de tais ruinosos tais ruinosos e deploráveis males está na exclusão completa da Igreja das ordenações sociais, enquanto de propósito se hostiliza a sua salutar influencia. E nisto é de reconhecer um grande e merecido castigo de Deus, o qual cega miseravelmente as nações que se afastam d’Ele.

A necessidade da oração

6. Este estado de coisas mostra, com evidência sempre maior, o quanto é necessário que os católicos orem e supliquem a Deus com fervor e perseverança "sem nunca cessar" (1Tim 5, 17); e não somente em particular, porém ainda mais em público. Reunidos nos sagrados templos, conjurem Deus a se dignar, na sua infinita bondade, de livrar a sua Igreja "dos homens insolentes e malvados" (2 Tim 3, 2), e a reconduzir os povos ao caminho da salvação e da razão, na luz e no amor de Cristo.

7. Espetáculo incrível e maravilhoso! Enquanto o mundo percorre o seu caminho tormentoso, fiado nas suas riquezas, na sua força, nas suas armas e no seu engenho, a Igreja, com passo veloz e seguro, atravessa os séculos, depositando a sua confiança somente em Deus, a quem, de dia e de noite, ergue o olhar e estende as mãos súplices. Porque, embora na sua prudência não desdenhe os socorros humanos que, pela bondade divina, os tempos lhe oferecem, todavia não é nestes meios que ela deposita a sua principal esperança; mas sim na oração, coletiva e insistente, elevada ao seu Deus. Nesta fonte ela alimenta e fortifica a sua vida; porque, elevando-se, mediante a oração assídua, acima das vicissitudes humanas, e mantendo-se constantemente unida a Deus, é-lhe dado viver, plácida e tranquila, da própria vida de Cristo. E nisto ela é fiel imagem de Cristo, a quem o horror dos tormentos, sofridos pelo nosso bem, nada diminuiu nem tirou da beatíssima luz e da felicidade que lhe são próprias.

Exemplos de oração na Sagrada Escritura

8. Este grande ensinamento do cristianismo sempre foi escrupulosamente praticado pelos cristãos dignos deste nome. Quando à Igreja ou a quem lhe regia os supremos destinos estava iminente algum perigo, mercê da perfídia e da violência de homens perversos, então com maior insistência e freqüência elevavam os cristãos suas preces a Deus.

9. De tal costume achamos luminoso exemplo nos fiéis da Igreja nascente, exemplo digno de ser proposto à imitação de todos os pósteros. Pedro, Vigário de Cristo, Pontífice supremo de toda a Igreja, por ordem do ímpio Herodes fora lançado no cárcere, e destinado a segura morte. Ninguém estava em condições de lhe levar auxílio para o subtrair àquele perigo. Mas não faltava esse auxílio único que a devota oração sabe obter de Deus. Como nos testemunha a Sagrada Escritura, a .Igreja elevava a Deus fervorosíssimas preces por ele: "Mas a Igreja fazia a Deus contínuas preces por ele" (At 12, 5). E tanto mais ardente se tornava o empenho da sua oração, quanto mais grave era a angústia que eles experimentavam por aquela desventura. Todos sabem que essas preces foram atendidas. Antes, todos os anos o povo cristão celebra sempre com agradecida alegria a lembrança da miraculosa libertação de S. Pedro.

10. Outro exemplo, ainda mais luminoso, antes divino, dá-no-lo o próprio Cristo, que se propusera encaminhar e formar na perfeição a sua Igreja não só com os novos preceitos, mas também com a sua vida. Durante e curso de toda a sua vida Ele se dedicara mui freqüente e longamente à oração.

Mas, nas suas horas supremas, quando, no horto de Getsêmani, a sua alma foi invadida de uma angústia imensa e oprimida por uma tristeza mortal, Ele não somente orava, porém "orava mais intensamente" (Lc 22, 43). E isto Ele fez não para si mesmo, pois, como Deus, nada podia temer e de nada precisava; mas fê-lo para nossa vantagem, e para vantagem da sua Igreja, cujas futuras orações e futuras lágrimas desde então Ele generosamente fazia suas, tornando fecundas umas e outras com a sua graça.

Maria mediadora de todas as graças

11. Mas, depois que, por virtude do mistério da Cruz, foi realizar a salvação do gênero humano, e depois que, com o triunfo de Cristo, a Igreja foi plenamente constituída dispensadora da sua salvação, desde então a Providência preparou e estabeleceu para este novo povo uma ordem nova.

12. As disposições da divina Sabedoria devem ser olhadas com profunda veneração. O Filho eterno de Deus, querendo assumir a natureza humana para redimi-la e nobilitá-la, e portanto para contrair um místico consórcio com o gênero humano, não deu cumprimento a este seu desígnio senão depois de obter o livre consentimento daquela que fora designada para sua Mãe, e que, em certo sentido, representava todo o gênero humano; segundo a célebre e veracíssima sentença do Aquinate: "Por meio da Anunciação aguardava-se o consentimento da Virgem, em nome e em representação de toda a natureza humana" (S. Tomás, 3, q. 30, a. 1).

Por conseqüência, pode-se com toda verdade e rigor afirmar que, por divina disposição, nada nos pode ser comunicado, do imenso tesouro da graça de Cristo - sabe-se que "a glória e a verdade vieram de Jesus Cristo" (Jo 1, 17), - senão por meio de Maria. De modo que, assim como ninguém pode achegar-se ao Pai Supremo senão por meio do Filho, assim também, ordinariamente, ninguém pode achegar-se a Cristo senão por meio de sua Mãe.

13. Quanta sabedoria e misericórdia resplandece nesta disposição da Divina Providência! Que compreensão da debilidade e fragilidade humana! De fato, nós cremos na infinita bondade de Cristo, e por ela lhe rendemos louvor; mas também cremos na sua infinita justiça, e desta temos temor. Sentimos uma profunda gratidão pelo amor do Salvador, que por nós deu generosamente o seu Sangue e a sua vida; mas, ao mesmo tempo, tememo-lo no seu caráter de juiz inexorável. Apreensivos pela consciência dos nossos pecados, precisamos, por isto, de um intercessor e de um patrono que, de um lado, goze em alto grau do favor divino, e, de outro, seja de ânimo tão benévolo que a ninguém recuse o seu patrocínio, nem mesmo aos mais desesperados, e ao mesmo tempo infunda confiança na divina clemência àqueles que, abatidos, jazem no desconforto.

Mãe de Deus e Mãe dos homens

14. Pois bem: essa eminentíssima criatura é justamente Maria: certamente Ela é poderosa, porque é Mãe de Deus onipotente, porém - o que é mais consolador -é amorosa, de uma extrema benevolência, de uma indulgência sem limites. Tal no-la deu o próprio Deus, que, havendo-a escolhido para Mãe de seu Unigênito, infundiu-lhe, por isso mesmo, sentimentos requintadamente maternos, capazes somente de bondade e de perdão. Tal no-la mostrou Jesus, quer quando consentiu em ser sujeito e obedecer a Maria, como um filho a sua mãe, quer quando, do alto da Cruz, confiou às suas amorosas solicitudes todo o gênero humano, na pessoa do discípulo João. Tal, enfim, se mostrou ela mesma quando, acolhendo generosamente a pesada herança que lhe deixava seu Filho moribundo, desde aquele momento começou a cumprir, para com todos, os seus deveres de Mãe.

O recurso a Maria na tradição cristã

15. Este plano de terna misericórdia executado por Deus em Maria e ratificado por Cristo com a sua última vontade, foi desde o início compreendido com imensa alegria pelos santos Apóstolos e pelos primeiros fiéis; foi compreendido e ensinado pelos venerandos Padres da Igreja; foi concordemente compreendido, em todos os tempos, pelo povo cristão. E mesmo quando a tradição e a literatura se calassem, esta verdade seria igualmente atestada com grandíssima eloquência pela voz que irrompe do coração de cada cristão.

Sem uma fé divina não se explicaria o imperioso impulso que nos impele e docemente nos arrasta para Maria; o vivo desejo, ou, melhor, a necessidade que sentimos de procurar refúgio na proteção e no auxílio daquela a quem podemos confiar plenamente os nossos projetos e as nossas ações, a nossa inocência e o nosso pensamento, os nossos tormentos e as nossas alegrias, as nossas preces e os nossos votos, em suma todas as nossas coisas; a doce esperança e a confiança, por nós nutridas, de que aquilo que seria menos aceito a Deus, porque apresentado por nós, indignos pecadores, poderá tornar-se-lhe agradabilíssimo se o confiarmos a sua Mãe Santíssima.

Quanto mais a alma se alegra com a verdade e suavidade destes pensamentos, outro tanto se entristece por causa daqueles que, privados da fé divina, não honram Maria: antes, não a consideram nem mesmo como Mãe. E ainda mais se contrista o Nosso coração por causa daqueles que, embora participantes da santa fé, ousam acusar os bons de excessivo e exagerado culto para com Maria, ofendendo com isto grandemente a piedade filial.

16. Portanto, no meio da tempestade de males que tão duramente atormentam a Igreja, todos os devotos filhos desta mesma Igreja vêem claramente que urgente dever têm de orar insistentemente a Deus onipotente, e, sobretudo, de que modo devem aplicar-se a isso para que as suas preces tenham máxima eficácia. Seguindo o exemplo de nossos piedosíssimos pais e antepassados, recorramos a Maria, nossa santa Rainha; e, concordemente, supliquemos a Maria, Mãe de Jesus Cristo e Mãe nossa: "Mostra-te nossa Mãe, e por meio de ti acolha nossas preces Aquele que, nascido para nós, quis ser teu Filho" (Da sagrada liturgia).

Excelência do Rosário

17. Ora, como quer que, entre a diversas formas e maneiras de honrar a divina Mãe, são de preferir aquelas que por si mesmas são julgadas mais excelentes e a ela mais agradáveis, apraz-nos expressamente apontar e vivamente recomendar o santo Rosário. A este modo de orar foi dado, na linguagem comum, o nome de "coroa", porque ela também recorda, num feliz enredo, os grandes mistérios de Jesus e de Maria: as suas alegrias, as suas dores e os seus triunfos. Se os fiéis meditarem e contemplarem devotamente, na ordem, devida, estes augustos mistérios, haurirão deles um admirável auxílio, quer em alimentar a sua fé e em preservá-la da ignorância e do contágio dos erros, quer em elevar e fortalecer o vigor do seu espírito.

De feito, por esse modo o pensamento e a memória de quem reza são, à luz da fé, atraídos com suavíssimo ardor para estes mistérios. Neles concentrados e imersos, nunca se cansarão de admirar a obra inenarrável da Redenção humana, levada a efeito a tão caro preço e com uma sucessão de tão grandes acontecimentos. E, diante destas provas da divina caridade, a alma se inflamará de amor e de gratidão, consolidará e aumentará a sua esperança, e avidamente visará à recompensa celeste, preparada por Cristo para aqueles que se Lhe houverem unido pela imitação dos seus exemplos e pela participação das suas dores. E, enquanto isso, com os lábios se pronunciam as orações ensinadas pelo próprio Cristo, pelo Arcanjo Gabriel e pela Igreja. Orações tão cheias de louvores e de salutares aspirações não poderão ser repetidas e continuadas, na sua vária e determinada ordem, sem produzirem sempre novos e suaves frutos de piedade.

Origem e glórias do Rosário

18. Que, pois, a própria Rainha do Céu haja ligado a esta oração uma grande eficácia, demonstra-o o fato de haver ela sido instituída e propagada pelo ínclito S. Domingos, por impulso e inspiração dela, em tempos especialmente tristes para a causa católica, e bem pouco diferentes dos nossos, e instituída como um instrumento de guerra eficacíssimo para combater os inimigos da fé.

19. Com efeito, a seita herética dos Albigenses, ora sorrateira, ora abertamente, invadira numerosas regiões; espantosa descendência dos Maniqueus, repetia ela os monstruosos erros destes, e renovava as suas hostilidades, as suas violências e o seu ódio profundo contra a Igreja. Contra essa turba tão perniciosa e arrogante, já agora pouco ou nada se podia contar com os auxílios humanos, quando o socorro veio manifestamente de Deus, por meio do Rosário de Maria.

Assim, graças à Virgem, gloriosa e debeladora de todas as heresias, as forças dos ímpios foram abatidas e quebradas, e a fé de muitíssimos ficou salva e intacta. E pede-se dizer que semelhantes fatos se verificaram no seio de todos os povos. Quantos perigos conjurados! Quantos benefícios alcançados! A história antiga e moderna aí está para o demonstrar com os mais luminosos testemunhos.

Difusão e vitalidade do Rosário

20. Porém outra prova evidente também nos é fornecida pelo fato de, apenas instituída a oração do Rosário, haver-se a sua prática em brevíssimo tempo propagado por toda parte, entre toda classe de pessoas. E, de feito, se é verdade que o povo cristão tem achado diversas formas e títulos insignes para honrar a Mãe de Deus, que sozinha se eleva, entre todas as criaturas, por tantas excelsas prerrogativas, todavia é inegável que os fiéis sempre amaram de modo todo particular o título do Rosário: isto é, essa maneira de orar que é considerada como a senha da nossa fé e o compêndio do culto a ela devido.

E têm-na praticado particularmente e em público, no interior das casas e no seio das famílias; instituindo confrarias, consagrando altares, promovendo solenes procissões; convencidos de que de nenhum outro modo poderiam melhor honrar as suas festas e merecer o seu patrocínio e as suas graças.

21. Nem passe em silêncio um fato que focaliza uma particular providência de Nossa Senhora acerca do Rosário. E é este. Quando, com o correr do tempo, no seio de algum povo pareceu enfraquecer-se o gosto pela piedade, e relaxar-se também a prática desta oração, mal se desenhou, pelo lado do Estado, algum gravíssimo perigo, ou se apresentou qualquer necessidade pública, por voto unânime foi a prática do Rosário, de preferência a outras manifestações religiosas, que foi como que por encanto revocada a uso e recolocada no seu lugar de honra, com geral benefício. E desta asserção não se faz mister ir buscar as provas no passado, porque temos ao alcance da mão uma insigne nos nossos dias.

Como dissemos desde o princípio, estes nossos tempos são cheios de amargura para a Igreja de Deus, e ainda mais para Nós, chamado pela Providência Divina a governá-la. Ora, justamente nestes tempos é que nos é dado notar e admirar, em toda parte do orbe católico, um fervoroso despertar na prática e na devoção do Rosário. E, visto que este fato, antes que à diligência humana, se deve efetivamente atribuir a Deus, que dirige e conduz os homens, isto consola, e levanta o Nosso ânimo, enchendo-o de grande confiança em que, pela intercessão de Maria, a Igreja poderá alcançar novos e mais extensos triunfos.

Como se deve orar

22. Há alguns que crêem as coisas que havemos relembrado; mas, depois, vendo não haver sido ainda alcançado nada daquilo que se esperava - e em primeiro lugar a paz e a tranqüilidade da Igreja, antes, vendo a situação tornar-se sempre mais ameaçadora, como que cansados e desconfiados diminuem a assiduidade e o ardor da sua oração. Mas estes deveriam, em primeiro lugar, refletir, e fazer com que as orações por eles dirigidas a Deus sejam dotadas dos requisitos que, segundo o preceito de Cristo Senhor Nosso, são necessários.

E, depois, se as suas orações fossem realmente tais, deveriam eles além disso considerar que é coisa indigna e culposa o querer fixar a Deus o momento e o modo de vir em nosso socorro, a Deus que não nos deve nada; tanto que, quando Ele atende a quem lhe ora, e quando "coroa os nossos méritos, na realidade não coroa outra coisa senão os seus próprios dons" (S. Agostinho, Epistola 194 al. 105 ad Sixtum, c. 5, n. 19); e, quando não secunda os nossos desejos, comporta-se providencialmente como um bom pai para com seus filhos, o qual tem piedade da estultícia destes, e olha sempre à sua verdadeira utilidade.

A oração pela Igreja e a oração da Igreja

23. Mas Deus acolhe benignamente e atende as orações que amparadas pela intercessão dos Santos, devotamente lhe erguemos para torná-lo propício à sua Igreja; seja quando para a sua Igreja pedimos os bens mais altos e eternos, seja quando pedimos bens importantes e temporais, mas, em todo caso, úteis àqueles. Com efeito, a tais orações adita valor e imensa eficácia, com suas orações e seus méritos, Nosso Senhor Jesus Cristo, que "amou a Igreja e deu-se a si mesmo por ela, com o fim de santificá-la... para fazer aparecer diante de Si mesmo, gloriosa, a Igreja" (Ef 5, 25-27); Ele que lhe é o Pontífice supremo, santo, inocente, "sempre estando vivo, para poder interceder por nós"; Ele que, nas suas orações e súplicas - cremo-lo por fé divina - sempre consegue o seu intento.

24. Portanto, no que diz respeito aos interesses da Igreja, é sabido que as mais das vezes ela deve lutar com adversários formidáveis por ódio e poder; e sobejas vezes deve ela doer-se de que pelos seus inimigos lhe sejam arrancados os seus bens, limitada e oprimida a sua liberdade, atacada e desprezada a sua autoridade, e, em suma, infligidos danos e violências de todo gênero.

E, se nos perguntarem por que razão a maldade destes não chega ao cúmulo de injustiça que eles se propõem e se esforçam por atingir, e, de outra parte, por que razão a Igreja, mesmo no meio de tantas vicissitudes, refulge sempre, conquanto de modos diversos, da mesma grandeza e da mesma glória, e continua a progredir, justo é atribuir à verdadeira causa de um e de outro fato ao poder da oração unânime da Igreja; não podendo humanamente explicar-se como a iniquidade, mesmo tão descarada, seja contida dentro de limites tão estreitos ao passo que a Igreja, embora mantida em opressão, alcança sem embargo, tão esplêndidos triunfos.

E isto aparece ainda mais evidente no campo desses bens de que a Igreja se serve para conduzir os homens à posse do bem supremo. Visto haver ela nascido justamente para esta missão, a sua oração deve ter uma grande eficácia em obter que se cumpra perfeitamente sobre os homens o desígnio da providência e misericórdia de Deus; de modo que, quando os homens oram com a Igreja e por meio da Igreja, em definitivo impetram e obtêm aquilo que "desde a eternidade Deus onipotente dispusera conceder" (S. Tomás, II-II, q. 83, a. 2: de S. Greg. Magno).

Os milagres da oração

25. Neste mundo a mente humana falha em face dos excelsos planos da Divina Providência; mas dia virá em que o próprio Deus, na sua grande bondade, nos manifestará as causas e o enredo dos acontecimentos; e então aparecerá claramente que poderosa eficácia de impetração teve nesta ordem de coisas o dever da oração.

Então ver-se-á que foi justamente por virtude da oração que muitos, mesmo em meio à grande corrupção do mundo depravado, se conservaram puros e isentos "de toda contaminação de carne e de espírito, realizando a santificação no temor de Deus" (2 Cor, 7, 1); que outros, quando estavam a ponto de ceder ao mal, não somente se contiveram, mas do perigo e da tentação tiraram um acréscimo de virtude; que outros, já derrubados, por um estímulo interior foram impelidos a levantar-se e a lançar-se no amplexo de Deus misericordioso.

26. Por isto Nós conjuramos todos a quererem meditar atentamente estas verdades; a não se deixarem seduzir pelos ardis do antigo inimigo; a nunca abandonarem, por motivo algum, a prática da oração; antes os exortamos a perseverarem nela, sem nunca se cansarem. E, em primeiro lugar, lembrem-se de implorar o mais alto de todos os bens: a salvação eterna de todos, e a incolumidade da Igreja. Depois disto poderão invocar de Deus os outros bens que concernem à prosperidade temporal; contanto que sejam resignados à sua justíssima vontade, e que, atendidos ou não nas suas orações, saibam render-Lhe graças como ao mais benfazejo dos pais.

Por último, recomendamo-lhes orarem com esse espírito de religião e de piedade que sempre convém quando se trata com Deus: como costumavam fazer os Santos, e como fazia o nosso próprio Redentor e Mestre, "com fortes gritos e lágrimas" (Heb 5, 7).

Com a oração, a mortificação

27. A esta altura, a dor e o afeto de Pai impele-nos a implorar de Deus, dador de todos os bens, para todos os filhos da Igreja, não somente o espírito da oração, mas também o da mortificação. Isto fazendo de todo coração, Nós exortamos todos, com a mesma solicitude, a praticarem esta virtude, tão estreitamente unida à outra.

Porquanto, se a oração conforta a alma, robustece-a e eleva-a às coisas celestes, a mortificação habitua-nos a dominar-nos a nós mesmos, e especialmente o corpo, que, por motivo de antiga culpa, é o mais perigoso inimigo da razão e da lei evangélica. Há entre estas virtudes - como é evidente um nexo indissolúvel. Elas se ajudam reciprocamente, e juntas tendem ao mesmo fim, que é o de desapegar o homem, nascido para o Céu, das coisas caducas deste mundo, para elevá-lo quase a uma celeste intimidade com Deus. Ao contrário, aquele que tem o ânimo aceso pelas paixões e amolecido pelos prazeres tem náusea das alegrias celestes, que nunca experimentou. A sua oração não passa de uma voz fria e lânguida, certamente indigna de ser escutada por Deus.

O exemplo dos santos

28. Temos sob os olhos os exemplos de mortificação a nós deixados pelos Santos. Pois bem: era justamente esse espírito de mortificação que tornava aceitas a Deus as suas orações; tanto que, como nos atesta a história sagrada, eles tiveram até mesmo o poder de operar milagres. Esses Santos eram assíduos em regular e refrear a mente, o coração e as paixões; submetiam-se sempre com grande docilidade e humildade à doutrina de Cristo, aos ensinamentos e aos preceitos da sua Igreja; nada queriam, nada recusavam, sem antes haver sondado a vontade de Deus; nas suas ações não se propunham outro escopo senão a maior glória de Deus; continham e reprimiam energicamente os apetites da carne; tratavam o próprio corpo duramente e sem piedade; e, por amor da virtude, abstinham-se até mesmo das coisas por si mesmas lícitas. Assim podiam com razão aplicar a si mesmos as palavras que o Apóstolo Paulo dizia de si: "já que a nossa cidadania é nos céus" (Filip 3, 20); e, pela mesma razão, as suas orações eram tão eficazes em lhe tornar Deus propício e benigno.

Necessidades da penitência

29. Certamente, nem a todos é dada a possibilidade, nem todos têm a obrigação de fazer o mesmo; mas cada um é obrigado, segundo o seu poder, a mortificar a sua vida e os seus costumes. Exige-o a justiça divina, à qual é dada estrita satisfação das culpas cometidas; e é preferível dar essa satisfação enquanto se está em vida, com penitências voluntárias, porque assim também se tem o mérito da virtude.

Além disto, já que nós todos estamos unidos e vivemos no corpo místico de Cristo, que é a Igreja, daí se segue, consoante S. Paulo, que, tal como os gozos, assim também as dores de um membro são comuns a todos os outros membros: quer dizer que os irmãos cristãos devem vir voluntariamente em auxílio dos outros irmãos nas suas enfermidades espirituais ou corporais, e, na medida em que estiver em seu poder, cuidar da cura deles; "os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros; e, se um membro sofre, sofrem com ele todos os membros; ou, se tem glória um membro, todos os membros se regozijam com ele.

Ora, vós sois corpo de Cristo, e particularmente sois membros deste" (1 Cor 12,25-27). Nesta prova que a caridade nos pede, de expiarmos as culpas de outrem, a exemplo de Jesus Cristo, que com imenso amor deu a sua vida para redimir todos do pecado, está esse grande vínculo de perfeição que une estreitamente os fiéis entre si, com os Santos e com Deus.

30. Em suma, o espírito da santa mortificação é tão vário, industrioso e extenso, que qualquer um desde que animado de piedade e de boa vontade pode praticá-lo com muita freqüência e sem esforço excessivo.

Exortações e esperanças

31. Depois do que até aqui expusemos, não nos resta, Veneráveis Irmãos, senão esperar dos Nossos avisos e das Nossas exortações o êxito mais consolador. E de fato o esperamos da vossa singular e profunda piedade para com a augusta Mãe de Deus, da vossa solicitude e do vosso zelo pelo rebanho a vós confiado. E já a nossa alma se alegra em prever frutos felizes e abundantes, como aqueles que os católicos souberam colher da sua notável piedade para com Maria. Que, pois, graças aos vossos convites, às vossas recomendações e ao vosso exemplo, os fiéis, especialmente no próximo mês, acorram e se reúnam em torno dos altares, solenemente ornados, da augusta Rainha, da benigníssima Mãe; e com coração filial lhe entreteçam e lhe ofereçam místicas coroas com a recitação, a ela tão grata, do Rosário.

De Nossa parte, confirmamos e ratificamos não só as prescrições já outras vezes dadas a propósito, mas também as sagradas Indulgências já concedidas (Encíclica "Supremi Apostolatus", 1 Set. 1883. Encíclica "Superiore Anno",

30 Ag. 1884; Decreto S. R. C. "Inter Plurimos", 20 Ag. 1885; Encíclica "Quanquam Pluries", 15 Ag. 1889). Oh! como será belo e vantajoso o espetáculo de milhões de fiéis que, em todo o orbe católico - nas cidades, nas aldeias, nos campos, em terra e no mar, - fundindo juntos os seus louvores e as suas preces, os seus pensamentos e as suas vozes, saudarem a todas as horas do dia Maria, invocarem Maria, e tudo esperarem de Maria! Roguem-lhe todos, com confiança, queira Ela obter de seu Filho que as nações transviadas voltem às instituições e aos princípios cristãos, nos quais assenta a base do bem-estar público, e da qual jorram os benefícios da desejada paz e da verdadeira felicidade.

Porém ainda mais insistentemente lhe peçam aquilo que deve estar no ápice dos desejos de todos os bons, ou seja a liberdade da Igreja e a pacífica posse dessa liberdade, de que ela não se serve senão para proporcionar aos homens o bem supremo. Desta liberdade, nem indivíduos nem Estados sofreram jamais dano algum; antes, dela hauriram sempre inúmeros e inestimáveis benefícios.

32. Finalmente, Veneráveis Irmãos, que pela intercessão da Rainha do Rosário Deus vos conceda os favores e as graças celestes, das quais possais haurir, em sempre maior abundância, auxílio e força para cumprirdes santamente os deveres do vosso ministério pastoral. E delas seja penhor e auspício a Bênção Apostólica que de coração concedemos a vós, ao vosso clero e ao povo confiado aos vossos cuidados.

Dado em Roma, junto a S. Pedro, a 22 de Setembro de 1891, décimo quarto ano do Nosso Pontificado.

LEÃO PP.IIII 



Os três tipos de católicos


"Existia uma alma que se encontrava em cima de um muro. De um lado do muro haviam anjos que pediam para que a alma fosse para o lado deles. Do outro lado havia os demônios que estavam calados diante de tudo aquilo. A alma perguntou aos anjos o porquê deles clamarem tanto enquanto os demônios se calavam. Eis que a resposta veio justamente de um dos demônios, que disse: "O muro a nós pertence"."

"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te." (Apocalipse 3, 15-16)

Desta pequena crônica, podemos fazer as seguintes análises e a seguinte conclusão: Existem três tipos de católicos:

Os modernistas - (Os aceita-tudo)

São aqueles que aceitam as novidades propostas pelo modernismo, este já condenado abertamente pelo Magistério Infalível da Santa Igreja e pelos santos.

"NÃO importa se estas novidades são contrárias à fé, o que importa é "modernizar a Igreja, pois, afinal, estamos no século XXI" - Dizem eles.

O mundo moderno faz com que homem se esqueça daquilo que é verdadeiramente importante, como Deus, a Santa Igreja, o pecado e a morte. De que vale ao homem conquistar o mundo e perder sua alma? O modernismo é falso. É preciso virar as costas ao modernismo. É obra do inferno. Mesmo os Sacerdotes que difundem o modernismo nem sequer estão de acordo entre si. Nenhum está de acordo quando estes se encontram nesta situação: aderindo ao modernismo.

São estes os do tipo que aceitam todas as religiões, que transformam a Missa em um palco, que participam de seitas protestantes, argumentando que apenas pretendem "estar em plena comunhão com nossos irmãos de outras religiões".

Ainda podem ser chamados de católicos ou simplesmente de católicos protestantes?

O que já disse João Paulo II, que continuou o seu papado afirmando abertamente que este seria totalmente nas diretrizes do Vaticano II? (ler artigo: O Vaticano II e seus frutos)

«Temos que admitir realisticamente e com sentimentos de intensa dor que hoje os Cristãos, na sua grande parte, sentem-se perdidos, confusos, perplexos e mesmo desapontados; abundantemente se espalham ideias contrárias à verdade que foi revelada e que sempre foi ensinada; heresias, no sentido lato e próprio da palavra, propagaram-se na área do dogma e da moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Imersos num relativismo intelectual e moral e, portanto, no permissivismo, os Cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, por um iluminismo vagamente moral e por um Cristianismo sociológico desprovido de dogmas definidos ou de uma moralidade objectiva». declarou o Papa João Paulo II e foi citado no L'Osservatore Romano de 7 de Fevereiro de 1981.

Os "Neo-tradicionais" ou os "encima do muro":

(Defendem a tradição mas apoiam o modernismo)

Exite os que se auto-intitulam "tradicionais" ou "tradicionalistas" mas que aceitam tanto a tradição quanto o modernismo apenas para agradar aos dois lados. Quem fica encima do muro está com o demônio e não com Deus. Deus Pai vomitará os que são mornos. Estes são piores que os modernistas, pois eles ao menos escolheram um lado, enquanto estes pretendem agradar a Deus e ao mundo, mas se esquecem que "não se pode agradar a dois senhores ao mesmo tempo".

É mais que comum ver católicos que assistem à Santa Missa no Rito de Sempre e participam das chamadas "Missas Carismáticas"; são os primeiros a rebolarem, cantarem e rezarem em línguas dentro de uma igreja, profanando assim o local onde Nosso Senhor habita.

Repetindo o versículo do início do artigo:
"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te."

São estes os que estão encima do muro; que rezam o confiteor na Missa de Sempre mas que são simpatizantes ou até mesmo participantes das sacrílegas "Missas de Cura e Libertação" e/ou carismáticas.

Se Deus vai vomitar os que são mornos, seriam estes ainda católicos?

E por fim os Católicos, vulgo "tradicionais"

São estes os católicos, propriamente ditos. Todos os CATÓLICOS são tradicionais, apenas por seguirem tradições e repetirem o que é verdadeiramente da Fé Católica, rejeitando o que é estranho e contrário aos ensinamentos da Igreja. Antes de serem chamados de tradicionais, devem ser chamados de Católicos. São estes os que repetem o que os Papas disseram ao longo dos séculos. São estes os que não têm medo de condenarem as seitas, as outras religiões e tudo aquilo que é de moderno, ofensivo e perigoso à Fé, mas que não fazem isto por caprichos ou gostos pessoais, mas apenas repetem o que a Santa Igreja sempre declarou acerca de cada um destes assuntos.

Mas estes católicos devem ter medo de serem chamados de "radicais" por dizerem: "Extra Ecclesiam nulla salus" (Fora da Igreja não há salvação)? Resposta: Não.

Os Papas já afirmaram isto. Os católicos verdadeiros são fiéis aos sucessores de São Pedro, estes que repetem ao povo católico o que os seus antecessores ensinaram, pois, afinal, é melhor ser "radical" com os papas, ou, "amigo de todos" sem eles?

Rezamos na Santa Missa: "...quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere..." (...porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras...);
A omissão é um ato pecaminoso. Negar o que os papas e o que a Igreja afirma, é pecado, é omissão gravíssima, tanto que em alguns casos bastante específicos pode até mesmo gerar uma pena de excomunhão, pois afinal, por que ser católico se não queremos seguir o que a Igreja afirma em sua infalibilidade? Na realidade, a quem queremos agradar...?
A Deus, mesmíssimo de ontem, hoje e amanhã, ou ao mundo moderno que apenas tende a decair mais e mais?
Repetindo o que foi dito no início do artigo: De que vale ao homem conquistar o mundo e perder sua alma?

Mas... o que os papas dizem?

Papa Pio XII: "Para definir e descrever esta verdadeira Igreja de Cristo - que é a Santa, Católica, Apostólica Igreja Romana - nada há mais nobre, nem mais excelente, nem mais divino do que o conceito expresso na denominação "corpo místico de Jesus Cristo" (Mystici Corporis)

Papa Pio XI: "Só uma Religião pode ser verdadeira: a revelada por Deus; a única Religião revelada por Deus é a Igreja Católica" (Mortalium Animos)

Papa S. Pio X "Os verdadeiros amigos do povo não são revolucionários, nem inovadores, mas tradicionalistas" (Notre charge Apostolique)

A quem os católicos devem seguir? Ao senso do "politicamente correto" proposto pelo mundo moderno, ou aos santos e Papas que afirmaram categoricamente que apenas existe uma única Igreja, um único meio de Salvação, e este meio que é o de rejeitar todas as outras religiões, aceitar e seguir apenas o que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou? O que vem dos hereges, não pode ser algo de bom. Deveria o católico aceitar as outras religiões? Assim como o modernismo, as falsas religiões existem para acabar com as tradições bi milenares, costumes e o sentido universal da salvação que viveram os santos. Se o Papa São X condenou o modernismo, com qual autoridade um padre moderno pode exaltar e propagar o mesmo? Se alguma pessoa ousar argumentar: "O dito Papa já morreu, devemos seguir o que os papas atuais pregam", esta pessoa não é católica.

A razão do porquê os católicos dos dias de hoje têm medo de afirmar a Doutrina de Sempre, o que os Santos e Papas afirmaram ao longo dos séculos, da Salvação existir apenas no seio da Santa Madre Igreja, se dá ao fato de os últimos papas não afirmarem abertamente (ou simplesmente não afirmarem) que a salvação existe apenas na Igreja Católica, mas que "subsiste" Nela, dando abertura ao pensamento de que a Salvação Eterna também é possível nas outras religiões, dando ao homem uma grande abertura ao famoso direito de escolher a sua religião, no sentido que seja "a gosto do freguês".

Em uma família onde os pais não dão educação religiosa e moral aos filhos, quando eles crescerem, naturalmente, eles não serão verdadeiros cristãos e possuirão valores morais duvidosos. Mas convém lembrar que até mesmo Cipriano, o Feiticeiro, se converteu após anos de bruxaria, e Santo Agostinho após anos como pagão e herege. É óbvio que cristãos mal educados quando crianças poderão sim reverter a situação e se tornarem verdadeiros católicos, mas não é esta a nossa questão, mas sim que o princípio da educação cristã está na base ensinada pelos pais.

Se os bispos e padres dos tempos atuais não ensinam o que os seus antecessores ensinaram por séculos, onde os "jovens modernos" poderão se inspirar e tomar exemplo para serem CATÓLICOS?

"Em tudo me sujeito ao que professa a Santa Igreja Católica Romana, em cuja fé vivo, afirmei viver e prometo viver e morrer"



Por: católicos tradicionais

O que os santos falam de Nossa Senhora


Sobre Nossa Senhora:

Santo Afonso Maria de Ligório; “Senhora amabilíssima, Senhora sublimíssima, Senhora graciosíssima, volvei vosso olhar para um pobre pecador que a Vós se recomenda e em Vós põe a sua confiança.”

São Pio de Pietrelcina; “Amai Nossa Senhora e fazei que a amem.”

São Francisco de Sales;“Ninguém terá a Jesus Cristo por irmão, que não tenha a Maria Santíssima por Mãe.”

São Francisco de Sales; “Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem.”

São Bernardo; “Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.”

São João d’Ávila: “Um dos principais remédios contra o demônio é recorrer à Virgem Maria.”

São Luís Maria Grignion de Monfort; “Quando o Espírito Santo encontra Maria Santíssima numa alma, sente-se atraído a Ela irresistivelmente e nela faz sua morada.”

São Fulgêncio; “Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à terra e os homens sobem a Deus.”

São Boaventura; “Jamais li que algum Santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem Maria.”

São Leonardo de Porto Maurício; “Sois devoto de Nossa Senhora? Ouvi pois e consolai-vos. Vivereis bem, morrereis melhor, salvar-vos-eis.”

São Luís Maria Grignion de Monfort; “Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.”

São Bernardo; “Por vós, ó Maria, se encheu o céu e se despovoou o inferno.”

São Boaventura; “Maria é obra prima de Deus que nela esgotou sua sabedoria, seu poder e sua riquezas.”

Santo Epifânio; “Excetuando-se a Deus só, é Maria Santíssima superior a todas as criaturas.”

Santa Madalena Sofia Barat; “A morte de um filho de Maria Santíssima é o salto de uma criança nos braços de sua Mãe.”

Santo Antonino; Se Maria é por nós, quem será conta nós?

São Francisco de Sales; “Na devoção a Nosso Senhor nasce a de sua Mãe. Ninguém pode amar a um sem amar o outro.”

João Paulo II; “Ao pedir ao discípulo predileto que tratasse Maria Santíssima como sua Mãe, Jesus instituiu o culto mariano.”

Santo Afonso; “Se na hora da morte tivermos Maria a nosso favor, o que poderemos temer?”

Santo Agostinho; “Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria Santíssima é pouco em relação ao que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.”

Santo Anselmo; “Deus que criou todas as coisas, fez-se a si mesmo por meio de Maria Santíssima.”

Santo Afonso; “É impossível que se condene um devoto de Maria Santíssima que fielmente a obsequia e a Ela se recomenda.”

Santo Ambrósio; “Com razão só Ela é chamada cheia de graça, porque só Ela conseguiu a graça que nenhuma outra merecera, a de ser cheia do Auto da graça.”

São Bernardo; “A piedosa invocação da Virgem Maria é sinal de salvação.”

Santo Anselmo; “Nada igual a Maria, nada maior que Maria, senão só Deus.”

São Metódio; “Vosso nome, ó Mãe de Deus, está cheio de graças e de bênçãos divinas.”

São Sofrônio; “Nada há que se iguale à graça que possuís.”

São Pedro Crisólogo; “Ó Virgem Santíssima, Vosso Criador foi concebido por Vós!”

Santo Eutímio; “Depois de Deus tudo podes, e teu Filho, Deus e Senhor de todos nós, Te concede tudo como à Mãe, pois com toda a justiça se rende a tuas entranhas maternais.”

São Lourenço de Brundisio: “Que pode faltar ao homem que tem a Maria por onipotente advogada diante de Deus onipotente?”

São Luís Maria Grignion de Monfort: “Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade, em que Deus está mais magnifica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem excetuar seu trono sobre os serafins e querubins.”

São Bernardino de Sena: “Deus outorgou à Santíssima Virgem tanta graça que mais é impossível conceder a uma criatura, exceto Jesus Cristo.”

Santo Irineu: “O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria.”

São Luís Maria Grignion de Monfort: “As grandezas e as excelências de Maria Santíssima, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória.”

São João Berchmans: “Não estarei seguro da minha salvação, enquanto não estiver seguro da minha devoção à Virgem Maria.”

São Leonardo de Porto Maurício: “Abracemos todos com grande fervor a verdadeira devoção a Maria Santíssima e assim seremos todos salvos.”

Santo Cura d’Ars: “O Coração de Maria é tão terno conosco, que o de todas as mães não são mais que pedras de gelo ao lado do Seu.”

Santo Antônio Maria Claret: “Ditoso quem invoca Maria Santíssima, quem recorre ao Imaculado Coração de Maria com confiança, porque alcançará o perdão dos pecados, a graça e, por fim, a glória do Céu.”

São Gabriel da Virgem Dolorosa: “Se possuímos Maria Santíssima, temos tudo com Ela.”

Santa Maria Madalena de Pazzi: “E parecia-me que a plataforma deste templo foi a elevada mente e o alto entendimento da Virgem Maria. Havia também um altar, e percebi que era a vontade da Virgem. E a toalha do mesmo altar era a sua puríssima virgindade. E o cibório onde Jesus se encontra é o Coração da Virgem. E diante do altar vi sete lâmpadas que entendi serem os Sete Dons do Espírito Santo que igual e perfeitamente se encontravam na Virgem Maria. E sobre o altar encontravam-se doze formosíssimos candelabros que eu percebi serem os Doze Frutos do Espírito Santo que a Virgem possuía”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “As Três Pessoas Divinas contemplam a Santíssima Virgem Maria. Ela é sem mancha, está ornada de todas as virtudes que a tornam tão formosa e agradável à Santíssima Trindade”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Deus podia ter criado um mundo mais belo do que este que existe, mas não podia ter dado o ser a uma criatura mais perfeita que Maria Santíssima”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “O Pai compraz-se em olhar o Coração da Santíssima Virgem como a obra-prima das suas mãos.”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Se um pai ou uma mãe muito ricos tivessem muitos filhos e todos eles viessem a morrer, restando apenas um, esse herdaria todos os bens. Pelo pecado original, todos os filhos de Adão morreram para a graça, e somente Maria Santíssima, isenta do pecado, herdou as graças de inocência e favores que caberiam aos filhos de Adão, se eles tivessem permanecido em estado de inocência. Deus tornou Maria Santíssima depositária das suas graças”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Maria Santíssima deseja tanto que sejamos felizes!”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “São Bernardo diz que converteu mais almas por meio da Ave-Maria que por meio de todos os seus sermões.”

São João Maria Vianney: “A Ave-Maria é uma oração que jamais cansa.”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “O meio mais seguro de conhecermos a vontade de Deus é rezarmos à nossa boa Mãe, Maria .”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Se o inferno pudesse arrepender-se, Maria Santíssima alcançaria essa graça.”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Tenho bebido tanto nessa fonte, no coração da Santíssima Virgem Maria, que há muito tempo teria secado se não fosse inesgotável.”

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars: “Quando as nossas mãos tocam uma substância aromática, perfumam tudo o que tocam. Façamos passar as nossas orações pelas mãos da Santíssima Virgem Maria. Ela as perfumará.”

São Luiz Maria de Montfort: “Deus ajuntou todas as águas e deu nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria.”

Santo Agostinho: “As orações de Maria Santíssima junto a Deus têm mais poder junto da Majestade Divina que as preces e intercessão de todos os anjos e Santos do Céu e da Terra.”

São Pio de Pietrelcina: “Lembre-se de que você tem no Céu não somente um Pai, mas também uma doce Mãe.”

São Pio de Pietrelcina: “Que Maria Santíssima sempre enfeite sua alma com as flores e o perfume de novas virtudes e coloque a mão materna sobre sua cabeça.
Fique sempre e cada vez mais perto de nossa Mãe celeste, pois ela é o mar que deve ser atravessado para se atingir as praias do esplendor eterno no reino do amanhecer.”

São Pio X: “O Santo Rosário é a mais bela de todas as orações, a mais rica em graças e a que mais agrada a Santíssima Virgem. Os erros modernos serão destruídos pelo Rosário.”

Santa Rosa de Lima: “O Santo Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental.”

Santa Teresa de Jesus: “No Santo Rosário encontrei os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus.”

Santo Afonso Maria de Ligório: “O Santo Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus.”

São Pio V: “O Santo Rosário incendiou os fiéis de amor, e deu-lhes nova vida.”

Santo Antonio Maria Claret: “Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu.”

Santo Antonio Maria Claret: “Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Santo Rosário.”

São Francisco de Sales: “O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

São Carlos Borromeu: “O Santo Rosário é a mais divina das devoções.”

São Maximiliano Kolbe: “Toda graça de Deus chega até nós através da intercessão de Maria Santíssima.”

São Maximiliano Kolbe: “Não te aflijas pelas contrariedades e as dificuldades, mas entrega cada coisa à Mãe Imaculada.”

São Tomás de Aquino:“A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes.”

São Tomás de Aquino: “A Virgem Maria ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor.”

São Tomás de Aquino: A Bem-aventurada Virgem Maria goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica.”

Santo Agostinho: “O fato de ser Mãe de Cristo traz à Maria Santíssima lugar único no Mistério da Redenção, já que por meio dela é que veio ao mundo o Salvador.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “Deus A escolheu para tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as suas graças; de sorte que todas as suas graças e todos os seus dons passam por suas mãos; e segundo o poder que ela recebeu, como diz São Bernardino, Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “Deus A escolheu para tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as suas graças; de sorte que todas as suas graças e todos os seus dons passam por suas mãos.”

São Bernardino: “Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “A devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “Maria é a Fonte Selada e a esposa do Espírito Santo.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “Deus quer servir-se de Maria Santíssima na santificação das almas.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “A devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular.”

Santo Hilário: “A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.”

São Vicente Palloti: “Que o meu amor por Maria Santíssima seja igual ao amor de Seu Filho Jesus por Ela.”

São Luiz Maria de Montfort: “Deus ajuntou todas as águas e deu o nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu o nome de Maria.”

São Boaventura: “Jamais li que algum Santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem Maria.”

São Marcelino Champagnat: “Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus.”

Santo Idelfonso: “Redunda em honra do Filho tudo quanto se oferece à Mãe Santíssima.”

Santo André Corsino: “A menor oração à Mãe de Deus não fica sem resposta.”

São João Maria Vianney: “O meio mais seguro de conhecermos a vontade de Deus é rezarmos à nossa boa Mãe, Maria Santíssima.”

Santo Agostinho: “As orações de Maria Santíssima junto a Deus têm mais poder junto da Majestade Divina que as preces e intercessão de todos os anjos e Santos do Céu e da Terra.”

São João Bosco: “Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima.”

João Paulo II: “A devoção a Nossa Senhora faz parte essencial dos deveres de um Cristão.”

São João Bosco: “Maria protege todos os seus devotos, em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte”.

São João Bosco: “Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado.”

São João Bosco: “Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz.”

São João Bosco: “Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa Mãe Celeste e não tenha sido prontamente socorrido.”

São João Bosco: “Diante de Deus declaro: basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção”.

São Luís Maria Grignion de Monfort: “Onde está Maria, não entra o espírito maligno; e um dos sinais mais infalíveis de que se está sendo conduzido pelo bom espírito é a circunstância de ser muito devoto de Maria, de pensar n’Ela muitas vezes e de falar-lhe freqüentemente.”

São Boaventura: “Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria Santíssima, para que nisso conhecêsse-mos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, Dela deriva até nós.”

São Pio de Pietrelcina: “Invoquemos sempre o auxílio de Nossa Senhora.”

São Pio de Pietrelcina: “O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas.”

São Pio de Pietrelcina: “O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas.”

Beata Jacinta Marto – Aparições de Nossa Senhora de Fátima
“Diz a toda gente, que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria; que peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Coração Imaculado de Maria.”

São João Damasceno: “Deus só concede a graça da devoção à Maria Santíssima, àqueles que quer salvar.”

São João Bosco: “Nunca deixar passar um sábado, sem fazer um obséquio à Maria Santíssima.”

São Luis Maria Grignion de Montfort: “Um só suspiro de Nossa Senhora tem mais poder do que as orações de todos os anjos, santos e homens juntos.”

Santo Alberto Magno: “Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer a Maria Santíssima.”

Santo Antonino: “Todos os devotos de Maria Santíssima necessariamente se salvam.”

São Felipe de Nery: “Se quereis perseverar, sede devotos de Maria Santíssima.”

São João Berchmans: “O que tem amor à Maria Santíssima, esse terá a perseverança.”

Santo Cura d’Ars: “O coração dessa boa Mãe é só amor e misericórdia. Ela só deseja ver-vos felizes. Basta somente volver-se para Ela a fim de serdes ouvidos.”

São Luís Maria Grignion de Montfort: “A devoção do Santo Rosário cotidiano defronta-se com tantos e tais inimigos, que julgo uma das mais assinaladas mercês de Deus perseverar na mesma até a morte.”

São Vicente de Paulo: “Depois da Santa Missa, a devoção do Santo Rosário faz cair sobre as almas bem mais graças que qualquer outra, e pelas Ave-Marias se opera muito mais milagres que qualquer outra oração.”

São João Bosco:“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Santa Missa e o Santo Rosário.”

Maria Santíssima revelou à São Radbod: “Meu filho, nunca esqueço os serviços, mínimos que sejam, que me prestam meus caros filhos. Tende isso por coisa indubitável.”

Santo Afonso de Ligório: “O Santo Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus.”

São Francisco de Sales: “O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

São João Bosco: “Quem confia em Maria Santíssima jamais será iludido”.

São João Bosco: “Amai a vossa terna Mãe Celeste, recorrei a Ela de coração.”

São João Bosco: “Amai, honrai e servi a Maria Santíssima”.


Bento XVI, o Papa do sonho de Dom Bosco?


O mundo se surpreendeu na última segunda-feira, 11 de fevereiro, pela renúncia do Santo Padre o papa Bento XVI.
Muito se tem falando sobre esse gesto do papa que, embora já tenha ocorrido por três vezes na história bimilenar da Igreja e também previsto pelo Código de Direito Canônico, não deixa de ser para nós algo “ novo”, inusitado, visto que a enorme maioria dos Pontífices envelheceram, foram amparados em suas enfermidades e morreram no Trono de S. Pedro.

Segundo a Lei da Igreja, um papa pode renunciar, e para isso apenas basta manifestar o seu desejo publicamente e de forma inteiramente livre. Essa renúncia não pode ser aceita por nenhum dos cardeais, visto que a única autoridade acima do Vigário de Cristo é o próprio Cristo.

No canon nº 332, par. 2,, encontramos: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja feita livremente e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguem”.

E foi assim que Bento XVI procedeu, deixando claro que tem plena consciência de seu ato e com pleno uso de sua liberdade, renuncia ao Trono de S. Pedro, “ para o bem da Igreja”

O envelhecimento e o sumir das forças do Santo Padre é visível a todos , e justamente é esta explicação que o Sumo Pontífice coloca para justificar o seu ato.
Em seu comunicado aos cardeais e à cúria, determina o dia e a hora que a Sé de Pedro deve ser considerada vacante: dia 28 de fevereiro, às 20h ( horário Vaticano).

Sabemos, sem ingenuidades, que muitos lhe faziam oposição, inclusive dentro do próprio Vaticano: disputas, intrigas, escândalos e outras coisas lhe cercaram de perto, todavia sou de plena opinião que nada faria o Papa renunciar, nenhuma pressão; nem de um lado nem do outro. Embora de certa timidez, Bento XVI é incisivo naquilo que deseja realizar. Ficaria, sim, até o martírio se fosse necessário.
Mas enfim, o que o levou à renuncia?

Após a morte de João Paulo II, era da intenção de Ratzinger o recolhimento para descanso e sobretudo vida de oração.
De grande perspicácia , o Papa nada fazia que não falasse alto em gestos, desde o primeiro, na basílica de S. Pedro, quando, de forma diferente saudou os fiéis. Nenhum papa, que eu saiba, até hoje, fez aquele gesto: gesto de quem sai da batalha, ganhando a vitória e, claro, não era ele o vencedor, mas a Santa Igreja. Outro que deve nos falar muito é antes de tudo, a escolha de seu nome: Bento , com clara referência a S. Bento, patrono da Europa, fundador da “Escola do serviço do Senhor”. Aliás, Bento XVI, no inicio de seu reinado se colocou como um “humilde trabalhador na vinha do Senhor.”
Não! O papa não renunciou por fuga, deixando suas ovelhas à mercê dos lobos. Aliás no início ele nos pediu oração para que “ não sucumbisse diante dos lobos”.

Tenho a convicção que esse gesto do Santo Padre, mais que humano é sobrenatural. Nossa Senhora, nas bodas de Caná, antecipa a hora da Graça. Bento XVI, com sua renuncia, antecipa todas as coisas na Igreja. Como Moisés que conduziu o povo, mas não entrou na terra da promessa, necessitando de um novo líder, assim Bento XVI quer entregar o leme da Igreja àquele que já viria por vontade divina.
Nas aparições de Fátima, Jacinta assim exclama em relação à sua visão:

“Não sei como foi, eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!”
Aqui Lúcia a repreende dizendo que se ela continuar a falar poderá revelar o segredo.

Na época das aparições era Vigário de Cristo o papa Bento XV e, não nos consta que a profecia de Jacinta tenha se cumprido nos papas posteriores, a não ser no papa Bento XVI que foi o papa mais odiado pelo mundo inteiro, após Fátima. E claro, essa visão de Jacinta está diretamente ligada ao Segredo, visto que Lúcia lhe proíbe de continuar para não terminar revelando o segredo.
Muito se tem falado no Segredo de Fátima.

É verdade que por ocasião da beatificação de Francisco e Jacinta houve uma “ revelação” do que seria o Segredo, mas acredita-se e, com muita propriedade que, tratou-se de uma revelação parcial, não total do Segredo.

Outro fato também importante e que não pode ficar de lado é o sonho de D. Bosco, vejamos, vale a pena ler na integralidade:
http://www.padremarcelotenorio.com/2013/02/o-sonho-de-dom-bosco.html

Destacamos aqui alguns fatos do sonho:

a) O navio majestoso é a Barca de Pedro onde está o Papa e as barcas menores, que recebem comandos são as igrejas particulares.
b) As duas colunas são uma clara alusão à Santíssima Eucaristia, cento de nossa fé e à Virgem Imaculada, a onipotência suplicante que sempre teve, na história da Igreja um papel extremamente importante através de suas poderosas intervenções.
c) A primeira conferência convocada pelo comandante supremo e logo interrompida pelos ataques dos inimigos, é claro tratar-se do Concílio Vaticano I, interrompido pela guerra e a segunda reunião convocada pelo papa é o Concílio Vaticano II.
O Papa, inesperadamente, é atingido e cai:
“De súbito, o Papa cai gravemente ferido. Imediatamente, os que estão com ele o ajudam e o levantam”. Percebam que o papa não morre aqui. É apenas ferido e logo ajudado a levantar-se. Seria João Paulo II no atentado de 13 de maio de 1980?

Continua o sonho:

“Uma segunda vez, o Papa é atingido; ele cai de novo e morre. Um grito de júbilo e vitória irrompe dentre os inimigos; de seus navios eleva-se uma indizível zombaria. Mas assim que o Pontífice cai, um outro assume seu lugar. Os pilotos, tendo-se reunido, elegeram outro tão prontamente que, com a notícia da morte do anterior já se apresentam as boas novas da eleição do sucessor. “
Nessa última parte vemos um papa que é atingido “cai” e “ morre”. Primeiro cai, depois é que morre.
A renúncia de um papa não poderia ser visto também como uma queda? A morte acontece logo depois da “queda”, mas tão rapidamente é eleito o seu sucessor que a notícia da morte do ultimo se mistura com a da eleição do novo.

Ora mas me dirão que no sonho de Dom Bosco são dois os papas que aparecem e aqui, em nosso pensamento aparecem três: o que cai ferido, o que cai ferido e morre e o que coloca a Barca em seu devido lugar. O próprio D. Bosco, retrucando a quem dizia diferente, exclama que eram três os papas do sonho, confira:

http://www.montfort.org.br/fatima-um-segredo-contendo-um-enigma-envolto-em-um-misterio/#fatima4

É um sonho tremendo e que não pode ser desprezado.
Toda essa luta dos papas era para recolocar a barca de Pedro em segurança, presa às duas colunas.
Ora, todos sabemos os esforços que Bento XVI travou pela pureza do culto, sobretudo da Missa. Seu trabalho incansável pela restauração litúrgica, favorecendo a Missa antiga, como bem explicou em seu Motu Proprio “ Summorum Pontificum”, como também a correção dos desvios provocados pelo o que ele chamou de “espírito de ruptura”.
Isso não seria a busca urgente de atracar a Barca na coluna da Eucaristia?

E o que dizer do culto à Nossa Senhora, tão precioso para a Igreja e que chegou ao ápice no reinado de Pio XII?
Não precisa fazer análises delongadas para se constatar que o culto à Nossa Senhora, após o Concílio, sofreu uma baixa enorme. Já na época de Pacelli houve várias oposições à proclamação dogmática da Assunção, devido aos protestantes, todas ignoradas pelo Papa que queria e fez tal proclamação.

Era do desejo de Bento XVI a proclamação do dogma da Mediação Universal. Eu mesmo li a consulta que o papa enviou a todos os bispos do mundo inteiro sobre isso.
Em Castel Gandolfo, conversando com um monsenhor da Cúria sobre o desejo do papa, ele se colocou desfavorável, devido ao diálogo ecumênico. Para esse monsenhor, bastava a Mediação Universal ficar nas litanias.
Eu guardava muita esperança que o papa tomasse a decisão de proclamar Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, mas infelizmente não aconteceu. Entretanto o seu desejo em realizar tal ato sinaliza que esse papa não estava longe de fazer a barca ser amarrada, também, na coluna da Virgem. E, se ele não estava longe…logo podemos acreditar, de alguma maneira, que o sonho de D. Bosco está chegando à sua plena realização.

No dia 28 de fevereiro, Bento XVI vai se retirar do Trono e a Sé ficará vacante. Quais os reais motivos de seu afastamento? Com a “queda” do papa também cai toda a Cúria Romana ou pelo menos, os cargos chefes.
Tive a oportunidade de no verão de 2010, entregar ao Santo Padre um belo quadro pintado por um artista de Campo Grande, Moacir Queiroz, no qual ele retratou o “Sonho de D. Bosco”. O pintor colocou no papa timoneiro o rosto de Bento XVI. Quando ele avistou o quadro, exclamou, olhando a figura do papa: “ Sou Eu!”…O “ Sou Eu” do papa fez-me lembrar a resposta de Deus a Moisés. Não sei se o papa estava dizendo isso porque se achou parecido com o do quadro, ou porque mesmo se identificou com o sonho. Nesse momento disse-lhe: “ O senhor é o Papa do sonho de D. Bosco”!

Bento XVI demorou-se, em silêncio, com seu dedo indicador percorrendo as duas colunas: primeiro, a da Eucaristia, segundo a de Nossa Senhora. O silêncio e a demora do papa foi notada não só por mim, mas por outras pessoas que comigo estavam.
Em que pensava o Santo Padre? Qual a razão de sua demora sobre a tela?…..Não saberei dizer. Só sei que em Bento XVI repousa um mistério, não humano, mais divino que silenciosamente avança….


Por: Padre Marcelo Ten´rotio

Por que divorciados não podem comungar e ex padres podem?


Algumas pessoas afirmam que a Igreja usa dois pesos e duas medidas ao permitir que ex-padres comunguem, mas não as pessoas divorciadas. Estas mesmas pessoas dizem que a Igreja protege os ex-padres dando a eles um regime disciplinar mais ameno, enquanto pune os divorciados, afastando-os da mesa da Comunhão. Isso é verdade?

Para responder a essa questão, primeiro é necessário esclarecer que a Igreja não usa dois pesos e duas medidas: a regra única válida para todos é: não é possível realizar atos sexuais fora do santo matrimônio. Como dito, essa regra vale para todos: leigo, padre, ex-padre, bispo, Papa, até o último fiel, no último lugar da Igreja. É para todos: a sexualidade só pode ser exercida dentro do sacramento do matrimônio.

Ora, dizer que o matrimônio é um sacramento é o mesmo que dizer que ele foi instituído por Jesus Cristo, ou seja, é um vínculo indissolúvel entre um homem e uma mulher e, uma vez contraído, nem mesmo a Igreja tem o poder de dissolvê-lo. Somente a morte pode quebrar esse vínculo.

Sendo assim, o que dizer dos Tribunais Eclesiásticos? Para que servem? Eles existem para, na maior parte dos casos, averiguar se aquele matrimônio realmente aconteceu. O que o Tribunal faz é declarar, após a devida investigação, que aquele matrimônio foi nulo, ou seja, jamais aconteceu. Assim sendo, ambos são livres e podem namorar, até mesmo casar.

O celibato sacerdotal, por sua vez, não é um sacramento, mas tão somente uma forma de Igreja enxergar que o sacerdote ordenado configura-se ao Cristo celibatário. É um estilo de vida, uma promessa que o sacerdote realiza na ordenação diaconal. A promessa é feita à Igreja. Sendo assim, ela tem o poder para dispensá-lo da promessa.

A Igreja, porém, não é tão pródiga ao conferir a dispensa do celibato. É necessário um processo diocesano ser apresentado à Santa Sé e a Congregação para o Clero julgar. Quando esses juízes apresentarem seu parecer, a causa é encaminhada ao Santo Padre em pessoa que decidirá, por fim, se concede ou não a dispensa solicitada. A dispensa é concedida aos diáconos por causas graves e aos sacerdotes por causas gravíssimas.

Assim, é preciso atentar para a natureza diversa das duas realidades, pois, uma coisa é o sacramento do matrimônio, sobre o qual a Igreja não tem poder, e outra coisa é o celibato, uma promessa sobre a qual a Igreja pode exercer o poder das chaves.


Fonte:https://www.facebook.com/dominustecumpage

2 de setembro de 2014

São Domingos de Gusmão e a importância do Santo Rosário



A difusão e posterior expansão do Rosário, a Igreja atribui à São Domingos de Gusmão (século XII), conhecido como o "Apóstolo do Rosário", cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o pecado e contra a heresia albigense , que assolava Toulose (França).
Segundo respeitosa tradição, Nossa Senhora numa Aparição revelou a devoção ao Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214, como meio para salvar a Europa de uma heresia.
Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França. De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto nomeavam.

Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a abolição das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a semelhança com o comunismo.

Várias regiões da Europa do século XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramar muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos.

São Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate à seita albigense, não conseguindo, porém, sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados.

Desolado, São Domingos suplicou à Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja.
A Aparição da Santíssima Virgem
Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal.


O Bem-aventurado Alain de la Roche (1428 – 1475), célebre pregador da Ordem Dominicana, no livro Da dignidade do Saltério, narra aaparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214. Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário (também chamado Saltério de Maria, em lembrança dos 150 salmos de Davi)para salvação das almas e conversão dos hereges.

Na obra de São Luís Grignion de Montfort acima citada, ele transcreve tal narração:

Vendo São Domingos que os crimes dos homens criavam obstáculos à conversão dos albigenses, entrou em um bosque próximo a Toulouse e passou nele três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessando de gemer, de chorar e de macerar seu corpo com disciplinas para aplacar a cólera de Deus, até cair meio morto.

A Santíssima Virgem, acompanhada de três princesas do Céu, lhe apareceu e disse:

— Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo?

— Ó Senhora! – respondeu ele – Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salvação’.

Ela acrescentou:

— Saiba que a peça principal da bateria foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, reza meu Saltério.

Rosário esmaga heresia albigense

O Santo se levantou muito consolado e abrasado de zelo pelo bem daquela gente; entrou na igreja catedral; no mesmo momento os sinos tocaram, pela intervenção dos anjos, para reunir os habitantes. No princípio da pregação, formou-se uma espantosa tormenta; a terra tremeu, o sol se obscureceu, os repetidos trovões e os relâmpagos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes; e aumentou seu terror ao ver uma imagem da Santíssima Virgem, exposta em lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus.

O Céu queria por esses prodígios aumentar a nova devoção do Santo Rosário e torná-la mais notória.

A tormenta cessou por fim, pelas orações de São Domingos. Ele continuou seu sermão, e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do santo Rosário, que os moradores de Toulouse (um dos principais focos da heresia) o abraçaram quase todos e renunciaram a seus erros, vendo-se em pouco tempo uma grande mudança na vida e nos costumes da cidade.

Melhor artilharia contra o demônio e sequazes.

Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses.

Tudo por meio da melhor artilharia contra o demônio e seus seguidores: O Santo Rosário.

O herói Conde Simão de Montfort.

Mas restavam ainda aqueles hereges empedernidos, que não se convertiam de nenhum modo, e procuravam reverter a derrota fazendo estragos em alguns outros países. Para resolver o problema, Nossa Senhora, além do heroico São Domingos, suscitou outro herói para erradicar da Europa a heresia: o admirável Conde Simão de Montfort. O primeiro empunhou como arma o Rosário, o segundo empunhou a espada. Uma combinação perfeita: o espírito de oração com o espírito de cruzada em defesa da Fé Católica.

A história de Simão de Montfort é, além de admirável, extensa. Citemos a propósito, apenas de passagem, um trecho extraído do livro de São Luís Grignion de Montfort (o sobrenome de ambos é o mesmo, embora, segundo parece, não fossem parentes – pelo menos não há dados concludentes a respeito):

Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida. Com quinhentos homens, desbaratou um exército de dez mil hereges.

Outra vez, com trinta homens, venceu a três mil. Depois, com mil infantes e quinhentos cavaleiros, fez em pedaços o exército do rei de Aragão, composto de cem mil homens, perdendo somente oito soldados de infantaria e um de cavalaria.

Livre a França da heresia albigense, a devoção ao Santo Rosário atravessou as fronteiras. São Domingos pregou incansavelmente, até o fim de seus dias, esta milagrosa e eficientíssima devoção nos países vizinhos, colhendo neles semelhantes frutos. Atravessou não somente as fronteiras europeias, mas os continentes e também os séculos, uma vez que, até os presentes dias, o Rosário é rezado com grande fruto em todos os países do mundo.



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