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5 de dezembro de 2012

PROIBIDO OU PERMITIDO NA LITURGIA?

Muitos se interrogam: "Se no Missal Romano atual não proíbe tal conduta litúrgica, então posso prosseguir com ela? ".Não é bem assim.

Bem, nem tudo está escrito nas rubricas.
Deve-se usar o que chamo de BOM SENSO. Como algumas coisas como na elevação da hóstia o padre em vez de só elevar , ele faz uma exposição de 180º para os fieis.

Deve-se também evitar as MISTURAS LITÚRGICAS, como realizar rubricas tridentinas juntamente com as atuais (pós Concilio Vaticano II). Exemplo: se ajoelhar na hora da benção final, ao entregar a comunhão traçar uma cruz em frente do fiel, na hora de colocar o incenso no turibulo fazer uma oração (que é do rito tridentino).

Alguns fieis idosos seguem até hoje algumas regras litúrgicas do antigo rito romano, como também algumas tradições, como por exemplo falar na hora das elevações do Pão e do Vinho: "Senhor eu creio, mas aumentai minha fé".

E foi passando de geração a geração, mesmo com a mudança do ritual romano. Em algumas paróquias se fala em voz baixa em outras se fala no microfone pelo "ministério de música", em outras todos ficam em profundo silêncio.

Um erro clássico realizado por alguns padres que querem ser litúrgicos é o uso da Pluvial. Seguem a norma tridentina dentro da Missa Nova. Exemplo: Entram de capa e ficam com ela até o "Glória",o que é errado para a Missa Nova.(ver: O uso do Pluvial )

Na Missa Atual Romana, o padre pode sim entrar em procissão de pluvial, mas ao "pé do altar" ele deve retira-la e vestir a casula e aspergir os fieis de casula. Lembrando que o rito da Missa começa quando o padre diz "Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

Se ele for fazer alguma benção fora do rito da Missa , ai sim o rito novo , permite que ele faça uso da capa pluvial para aspergir.

O padre deve se policiar de não misturar regras litúrgicas de um rito "A" dentro de uma celebração de um rito "B".
Se fosse assim todo padre na missa romana de Paulo VI, poderia dar a benção seguindo as normas bizantinas (pois se trata de um dos ritos da Igreja Católica).

Como diz um velho ditado "cada macaco no seu galho".

Pesquisar, ler as rubricas (se possível até em latim) do Missal, Pontifical Romano, Cerimonial dos Bispos ...etc.

A literatura é vasta , basta só paciência e interesse de ler, decorar e executar a coisa certa. Mas muitos padres não tem essa paciência e seguem o que viu com os padres antigos do período de sua formação no seminário ou em sua paroquia de origem.

Não podemos confundir tradição religiosa com normas litúrgicas, como por exemplo, colocar o terço amarrado no punho esquerdo, após comungar se ajoelhar para meditar, beijar a mão do padre , pedir a benção ao padre, beijar um ícone, usar véu (apesar que já foi lei canônica).

Por fim, evitemos praticar normas tridentinas que não estejam contidas na liturgia Romana de Paulo VI. E nem normas atuais na Missa Tridentina.

A Liturgia é como uma partitura de música. Pois guando se muda uma nota musical, muda todo o andamento da música original. PAX !

Fonte de pesquisa: liturgia católica romana

Homossexualidade e Consciência

A consciência é um assunto muito negligenciado na psicologia e psiquiatria modernas.
O seu substituto neutro, o assim chamado superego freudiano, não pode explicar a dinâmica psicológica da consciência moral autêntica do homem.
O superego é definido como a soma de todas as regras aprendidas de comportamento.

O “bom” e o “mau” comportamento não dependem de valores absolutos, mas de códigos culturais essencialmente arbitrários.
A filosofia que está por trás dessa teoria afirma que as normas e os valores são relativos e subjetivos: “Quem sou eu para dizer o que é bom ou não para você, o que é normal ou anormal?”

Mas, na verdade, todos, inclusive o homem moderno, de um modo, ou de outro, ora com maior clareza, ora com menos precisão, “sabe” da existência de leis morais “eternas”, como já eram chamadas pelos antigos, e reconhece espontaneamente o roubo, a mentira, a fraude, a infidelidade, o assassinato, o estupro e assim por diante, como intrinsecamente maus (maus em si mesmo) e a generosidade, a coragem, a honestidade e a fidelidade como intrinsecamente boas, belas. Embora a imoralidade e a moralidade sejam em geral mais evidentes no comportamento dos outros (Wilson 1993, 11), ainda percebemos essas qualidades em nosso próprio comportamento.

Há uma percepção interior da iniqüidade intrínseca de certos atos e planos, por mais que o ego esteja inclinado a reprimir essa percepção para não precisar abandonar esses atos e planos. Esse juízo interior moral do eu é obra da consciência autêntica. Embora seja verdade que certas manifestações de autocrítica moral sejam neuróticas e que as percepções da consciência possam ser distorcidas, de modo geral a consciência humana aponta para realidades morais objetivas, que são mais do que simples “preconceitos culturais”. Iríamos longe demais se quiséssemos reforçar esta opinião com dados e fatos da psicologia. Para o observador crítico, entretanto, as evidências da “consciência autêntica” estão em toda parte.

Essas notas não são supérfluas, porque a consciência é um fator psíquico facilmente esquecido na discussão de um tema como a homossexualidade. Por exemplo, não podemos passar por alto o fenômeno da repressão da consciência, que de acordo com Kierkegaard é muito mais importante do que a repressão da sexualidade. A repressão da consciência jamais é perfeita, nem mesmo no chamado psicopata. No fundo do coração, permanece certa consciência da culpa ou, segundo a terminologia cristã, de pecado.

O conhecimento da consciência autêntica e sua repressão é extremamente importante para todo tipo de “psicoterapia”. Porque a consciência é sempre um participante na motivação e no comportamento. Os terapeutas que não têm visão destes fatos não podem realmente entender o que se passa na vida interior de muitos clientes e correm o risco de interpretar mal aspectos importantes de sua vida de um modo prejudicial. Não utilizar a luz da consciência de seu cliente, por mais obscura que seja, significa que fracassaremos em descobrir os melhores meios, as melhores estratégias. Dentre os cientistas modernos do comportamento, ninguém mais do que o famoso psiquiatra francês Henry Baruk (1979) destacou tão enfaticamente a função central da consciência autêntica – mais que o seu sucedâneo freudiano – na personalidade, mesmo em pacientes com sérios distúrbios mentais.

Em nosso tempo, porém é muito difícil para muitos convencer-se de que, além da existência dos valores morais absolutos, deve haver também valores morais universais no campo da sexualidade. Mas apesar da ética sexual liberal predominante, muitos tipos e desejos de comportamento sexual ainda são geralmente chamados “sujos” ou “repugnantes”; em outras palavras, os sentimentos dessas pessoas com relação ao sexo imoral na verdade não mudaram (sobretudo quando se referem ao comportamento dos outros). O prazer sexual procurado exclusivamente para sua própria satisfação, com ou sem a assistência de outra pessoa, desperta sobretudo sentimentos de aversão e até repugnância em outras pessoas. Por outro lado, a autodisciplina na sexualidade normal – castidade é o termo cristão – é quase universalmente respeitada e honrada.

O fato de as perversões sexuais serem sempre vistas em toda parte como imorais se deve ao seu caráter antinatural e à sua falta de sentido e objetivo, como também à sua natureza totalmente centrada no eu. Da mesma forma, entregar-se à gula sem freios, beber desbragadamente e cobiçar as coisas materiais são comportamentos sentidos pelos outros, por aqueles que observam tais comportamentos como repulsivos.
O comportamento homossexual por isso é um comportamento sexual que inspira nojo nas outras pessoas. Esta é a razão por que os homossexuais que defendem seu estilo de vida não chamam atenção para suas práticas sexuais, mas em vez disso, concentram-se na representação do “amor” homossexual. E para contra-atacar a aversão psicologicamente normal às atividades homossexuais, eles inventaram a idéia da “homofobia”, pervertendo assim o que é normal em algo anormal. Muitos deles, porém, admitem que se sentem culpados por seu comportamento (uma ex-lésbica, por exemplo, descreve seu “senso de pecado” em Howard 1991), e não só os de formação cristã. Muitos exprimem a aversão de si mesmos depois de terem tido contatos homossexuais. Sintomas de culpa estão presentes mesmo naqueles que proclamam que seus contatos são coisas apenas lindas. Certas manifestações de inquietação, de tensão, uma incapacidade de verdadeira alegria, uma propensão para acusar e provocar podem ser atribuídas às reações da “consciência culpada”. É difícil realmente para os viciados em sexo reconhecer subjacente nas suas profundezas da alma uma insatisfação moral consigo mesmos. O desejo sexual tende a obscurecer os sentimentos morais geralmente mais fracos que, entretanto, não podem ser totalmente sufocados.

Na verdade, o argumento melhor e mais decisivo para um homossexual usar contra a condescendência com suas fantasias é seu mais íntimo sentimento com relação ao que é puro e ao que é impuro. Como, porém, trazer isso à luz clara da consciência? Pela sinceridade consigo mesmo e pela reflexão serena, aprendendo a ouvir a consciência e aprendendo a não ouvir em seu íntimo argumentos deste teor: “Por que não?” ou “Não posso deixar de satisfazer essas exigências” ou “Tenho o direito de seguir a minha natureza”. Reserve algum tempo, algumas semanas, para esse processo de aprender a ouvir. Caminhe um pouco e coloque para si mesmo esta questão: Se eu cuidadosamente e sem preconceito me abrisse aos estímulos mais profundos da consciência, como me sentiria com relação ao meu modo de vida homossexual? E me afastaria desse comportamento? Só um ouvido sincero e corajoso, disposto a ouvir a resposta, é capaz de perceber as diretrizes da consciência.

Extraído de “A batalha pela normalidade sexual – Gerard J. M. Van Den Aardweg, PH.D.”

DEZ MANDAMENTOS PARA PAZ NA FAMÍLIA

1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo...

2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor...

3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando, e a diversão aproxima as pessoas...

4. Eduque se filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater...

5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivem a violência...

6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo...

7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer...

8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo...

9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser...

10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar... Ame sua família e alegre-se com os resultados!

4 de dezembro de 2012

Símbolos natalinos

Presépio - Palavra hebraica que significa manjedoura, estábulo.

Boi e jumento - Imagem presente nos escritos apócrifos. No imaginário popular, estes animais representam o calor da criação que quer ver vivo tudo o que nasce e deve viver.

Anjos cantores - Anunciam uma boa notícia: “Glória no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade”. Mensageiros dos céus que confirmam o nascimento do Filho de Deus. Os traços infantis dos anjos representam, na tradição cristã do Natal, sinal de pureza e inocência.

Estrela - Tem 4 pontas e 1 cauda luminosa. As 4 pontas representam as 4 direções da terra: norte, sul, este e oeste, de onde vêm os homens para adorar a grande luz que é o Filho de Deus. Lembra que Ele veio para todos. 

Os três Reis Magos - Receberam nomes populares: Baltazar (deformação de Baal-Shur-Usur-Baal, que protege a vida do rei), Belquior e Gaspar. Eles trazem ouro, incenso e mirra para o Menino Rei, Deus e Salvador. Significam três grandes dimensões do ser humano: espírito, corpo e coração. No século XV, lhes são atribuídas etnias: Belquior (ou Melchior) passa a ser da raça branca; Gaspar, amarelo, e Baltazar, negro, para simbolizar o conjunto da humanidade que vê e conhece o Salvador.

Pinheiro de Natal - Da tradição medievais, de fundo cristão, que reúne dois símbolos religiosos: a luz e a vida. Faziam alusão ao Paraíso, representado plasticamente por uma árvore carregada de frutos. Representa a fecundidade.

Bolas coloridas - Simbolizam os frutos, dons maravilhosos daquela árvore viva que é Jesus. São as boas ações daqueles que vivem em Jesus e como Jesus.

Velas - Na chama da vela estão presentes todas as forças da natureza. Vela acesa é símbolo de individuação dos anos vividos. Tantas velas, tantos anos. E um sopro pode apagá-las para que de novo possamos reacendê-las no ano vindouro. Para os cristãos, as velas simbolizam a fé e o amor consumido em favor da causa do Reino de Deus. Velas são como vidas entregues para viver.

Sinos natalinos - As renas carregam sinos de anúncio e de convocação. Os sinos simbolizam o respeito ao chamado divino e evocam, quando presos em torres, tudo o que está suspenso entre o céu e a terra, e portanto, são o ponto de comunicação entre ambos.

Cartões, presentes e ceia de Natal - A ceia nos lembra o ato de Amor de Jesus.
Lembra também nossa origem judaica enquanto religião que celebra a fé em torno de uma mesa de família.

Fonte de pesquisa: Pró-Reitoria Comunitária da Universidade São Francisco

NATAL O NASCIMENTO DO SENHOR

“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”!

Natal Deus se comunica!
Deus não quis permanecer só em seu indecifrável mistério. Não quis ficar isolado na sua inacessível onipotência.
Quis mostrar-se, fazer-se presente, de um modo pleno e definitivo.
Foi do seu desejo estabelecer uma comunhão conosco. Por isso veio a nós! Penetrou na fragilidade da criação.
Ele quis nos presentear.
Não com um presente qualquer, uma sobra, algo que não mais lhe fazia falta…
Deus presenteia nada mais nada menos do que a si mesmo.
Veio ao encontro de uma criatura especial, capaz de recebê-lo.
Para poder se dar, precisa de alguém que possa receber.
Este alguém é o ser humano.O homem é o receptáculo de Deus.Nossa vida somente encontra sentido e verdadeira realização quando é capaz de receber e hospedar a Deus.

NATAL – Deus se fez homem!

Assume o homem na sua totalidade, na realidade e condição que ele mesmo é.
Assume o homem que:

- Cresce;

 - Aprende;

- Pergunta e responde;

- Tem história, conquistas e derrotas;

- Tem uma raça, religião, pátria e costumes…

- Um homem que trabalha;

- Que ama, é amigo;

- Conhece preocupações, medo, angústia, traumas;

- Perigo, a sede e a fome..

- A saudade, a distância, a tentação, o abandono, a incompreensão, solidão, finitude e morte.Enfim…

- Deus assume o homem por inteiro: menos no pecado, na ingratidão e indiferença.

A dimensão cósmica do Natal:

“Alegres pelo nascimento de Cristo, as montanhas e as colinas se inclinam e os elementos do mundo, num inefável gozo, executam neste dia uma melodia sublime” (PL 86, 118 – Liturgia Antiga)

“Deus em seu Filho que nasce, enobrece toda a criação, fazendo-a divina… (St. Atanásio). Há, pois, um caráter filial e fraternal em toda a criação. Em Cristo, somos irmãos de todas as coisas… o mundo foi visitado definitivamente por Deus. A criação se alegra, canta e se extasia com o Hóspede divino.

Demos, neste dia santo, água às nossas flores. Tratemos bem nossos animais. Saudemos a natureza de nossas janelas. Pisemos com cuidado o chão dos nossos caminhos para não atropelarmos nenhuma vida. Todos somos cristificados. Somos irmãos. E o irmãos se tratam com carinho e cortesia.

“Demo-nos presentes porque Deus nos deu um presente sem preço: deu-se a si mesmo num menino!”
São Francisco queria, neste dia em que o Verbo se fez carne, que todos comessem carne fartamente.

Que se jogassem sementes pelas estradas para que as aves tivessem com que comer. Que aqueles que possuíssem um asno e um boi lhes dessem muita forragem. Porque na noite santa do Natal, a Virgem colocou seu gracioso Menino entre o asno e o boi.
Que todos se lembrassem de que somos irmãos uns dos outros e que se presenteassem mutuamente.

“O Natal ensina que o homem chegou em Deus porque Deus chegou primeiro ao homem. E Deus chegou ao homem porque havia, feita por Deus mesmo, uma abertura infinita nele. Ele era um vazio à espera de uma plenitude. Eis que com a encarnação de Deus a abertura se plenificou e o vazio se saciou.

Assim, o homem tornou-se Deus porque Deus se tornou homem. É a encarnação! “Na realidade, o mistério do homem só se ilumina verdadeiramente no mistério do verbo encarnado… Cristo manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre a sua altíssima vocação” (Gaudium et Spes, 22).

“Sempre haverá uma estrela no caminho de quem procura. Importa procurar…”

Fonte de pesquisa: Pró-Reitoria Comunitária da Universidade São Francisco

Casamento e Família Família luzes e sombras

O Capítulo Ordinário Nacional da OFS, realizado em Brasília de 24 a 26 de agosto de 2012, determinou que o tema da família fosse uma das prioridades do triênio 2012-2015. Assim lemos no Documento Final:

Evangelização da Família

Tendo em vista as profundas transformações sociais, culturais, religiosas pelas quais passam as famílias, e porque o XIII Capítulo Geral da OFS escolheu como uma de duas prioridades a “família”, queremos priorizar a Evangelização da Família neste triênio. Estratégias: publicação de temas na revista “Paz e Bem” para estudo e reflexão; elaborar subsídios para os Regionais, para que consagrem um ano de estudos sobre a família, com temas como: Luzes e sombras sobre a família; a construção do casal; o sacramento do matrimônio; Igreja doméstica; princípios para a educação; viúvos, doentes e casos especiais, uma família franciscana e outros.

Pensamento de abertura

Somos marcados pelo olhar profético que nos lançaram em pequenos, como a maldição ou a bênção das fadas nos contos infantis. Os dramáticos ou trágicos personagens que inventei em meus romances foram frutos de famílias particularmente doentes onde imperavam o desamor, a hipocrisia e o isolamento. Às vezes eram inibidos pela impossibilidade de manifestar afetos – que murchavam sem serem exercidos. Se viver sozinho já é duro, viver em família pode ser onerado e oneroso. Sofremos com a precariedade dos laços amorosos. Sofremos com a falta de dinheiro e de tempo. Sofremos com a necessidade de suprir cada vez mais os mandatos do consumo. Sofremos com o pouco espaço para o diálogo, ternura, solidariedade dentro da própria casa. Principalmente não temos tempo ou disponibilidade para o natural exercício da alegria do afeto (Lya Lutf, in Perdas e Ganhos, Record, p.25)

1. A família é um assunto “quente” em nossos dias. Apesar de todas as profecias anunciando sua extinção, a experiência mostra que sua sobrevivência está garantida. Ela continua sendo a célula fundamental da sociedade e, no plano da fé, a Igreja doméstica. Realidade viva, ela está sujeita às transformações sociais, históricas, religiosas e culturais. Xavier Lacroix, leigo francês, na Introdução de uma de suas obras sobre o tema, escreve: “Como vai a família? Sociologicamente falando de maneira muito contrastante.
De um lado nossos contemporâneos continuam atribuindo muito valor aos laços familiares: a família é dos primeiros lugares de solidariedade, os laços entre as gerações permanecem, as refeições em torno da mesa permanecem imagens chaves da felicidade. De outro lado, no entanto, os laços se desfazem, frequentes as rupturas conjugais e com elas a ausência dos dois genitores, do pai e da mãe. As famílias se dispersam, se decompõem e se recompõem.

A família é percebida mais como uma nebulosa de relacionamentos afetivos do que como princípio de estabilidade, de uma forma definida, em uma palavra, uma instituição” (Xavier Lacroix, De la chair et de la parole. Fonder la famille, Bayard, Paris 2007, p. 9). Não se duvida de sua importância. A questão é sempre esta: como construir um casamento e uma família com sólidos fundamentos? Por aí vai o sentido dessa prioridade da OFS em termos internacionais e em nosso caso da OFS do Brasil. Queremos fortalecer nossas famílias e preparar os franciscanos para agirem na pastoral familiar. Temos o desejo de que um bom número de casados ingressem em nossa família secular.

2. Diga-se logo: a OFS não é feita primordialmente para o casal ou para a família. É escola de santidade para todos indistintamente. É sempre, no entanto, enriquecedor para os irmãos e para a Fraternidade quando alguns casais ingressam na Ordem. Na busca da santidade franciscana, muitos irmãos e irmãs casados não contam com a ajuda do parceiro(a). Há mesmo cônjuges que apenas toleram a pertença do outro a um grupo como o da OFS, sem apoiar. Bom seria se marido e mulher pudessem crescer juntos conjugal e franciscanamente. Normal e urgente que os franciscanos seculares reflitam sobre as transformações da família para serem casais mais santos e melhores educadores de seus filhos. Os franciscanos, seguidores do Evangelho, haverão de evangelizar o mundo através do testemunho de um casamento belo e simples, feito de alegria e de cores franciscanas. Será de bom alvitre que nossas Fraternidades sejam lugar de encontro dos membros de nossas e de outras famílias. As reuniões festivas precisarão ter a presença de filhos, netos, parentes. Elas deverão ser espaços onde as famílias possam se sentir à vontade, como se fosse sua pátria…

3. Quando queremos refletir sobre o tema da família, convém ter diante dos olhos aquilo que a Regra fala a respeito do tema: “Em sua família vivam o espírito franciscano da paz, da fidelidade e de respeito à vida, esforçando-se por fazer dela um sinal de um mundo já renovado em Cristo. Os esposos, em particular, vivendo as graças do matrimônio, testemunhem no mundo, o amor de Cristo por sua Igreja. Mediante uma educação cristã simples e aberta de seus filhos, atentos à vocação de cada um, caminhem alegremente com eles em seu itinerário humano e espiritual” ( n. 17). Precisamos agora nos deter nas luzes e sombras que incidem sobre a realidade do casal e da família.

4. Considerações gerais: João Paulo II escreveu uma frase que vai atravessando os tempos: “O futuro da humanidade passa pela família”. A família é a primeira célula da sociedade, berço da humanidade, escola de humanismo e Igreja doméstica. Trata-se de um pano de fundo de nossas existências. Nascemos, crescemos no seio de uma família que deixamos para constituir uma nova família. Realidade em constante transformação, muda de cores como um camaleão. Uma coisa é a família somente com o casal, outra nos primeiros anos de casamento com a chegada dos filhos, com os filhos adolescentes, com os pais (avós) com saúde ou sem saúde, depois das bodas de ouro de casamento. Deixamos nossa família, constituímos uma outra. De alguma forma continuamos ligados à família de origem. Entramos em contato também com a família de origem de nosso cônjuge. Um emaranhado de relacionamentos! Família de gente jovem, de idosos, ou de idosos bem doentes, família que administra os nascimentos e a morte. Família no batizado dos novos e no sepultamento dos idosos. Espaço onde, as mais das vezes, fazemos nossa primeira experiência de fé e de descoberta de Jesus. Há um momento em que as asas estão fortes e os filhos precisam aprender a voar, a deixar o ninho para darem sua colaboração mais direta na construção do mundo. Somos marcados por nossas experiências familiares, sejam elas positivas ou traumáticas.

5. Luzes: Não podemos canonizar todos os modelos de família do passado. Nem sempre as pessoas se sentiam amadas e promovidas. Muitas vezes ouvia-se a esta frase: “família é apenas bom para fotografia”, ou então, “família é uma camisa de força”.

● Sabemos que a mulher nem sempre foi respeitada e colocada em seu devido lugar: hoje vemos mulheres se realizando conjugal, maternalmente e profissionalmente. Acontecia, por vezes, como que um ditatorialismo por parte do marido, não por má vontade mas porque era assim… O trabalho profissional da mulher vai colocar outros problemas. A família é menos discriminatória. Hoje, notamos o homem procurando sua nova identidade no seio do casal e da famílias. As tarefas domésticas são divididas mais equitativamente. Com as separações, os homens aprendem a ser pais e mães.

● Hoje, os filhos contam. Antigamente eram colocados no mundo e pronto. Por vezes, eram educados com muito rigor e corrigidos com surras. Hoje contam demais. Os pais evitam traumatizá-los, fazem o impossível para que estudem, para que sejam bem-sucedidos. Procura-se respeitar a criança e fazer com que suas riquezas sejam descobertas e levadas em consideração. Talvez demais. Com o medo de traumatizar os filhos, não são preparados para o negativo da vida. São criados molemente.

● Tem-se a impressão de que a família está em estado de construção. Há mais conversa no sentido de se discutir a relação. Movimentos de espiritualidade conjugal fazem com que casais aprendam a construir a conjugalidade. A família é hoje, deveria ser hoje, terra de diálogo e de compreensão. Muitas vezes o é.

● Pode-se dizer que a tentativa da transmissão da fé aos filhos se faz com menos imposições e esquemas de “religiosidade” e mais na linha de uma proposta que respeita a liberdade. Há famílias que conseguem ser famílias cristãs onde se respira o Evangelho.

● Num mundo massificado e marcado pela comunicação mais ou menos impessoal, a família foi se tornando mais do que nunca um lugar de afetividade.

● “As famílias de hoje reúnem pessoas de uma individualidade muito marcante que não concebem o casamento como no passado. A família nascida desses casamentos, baseados na autonomia de cada um, na igualdade dos sexos e no equilíbrio entre o que se dá e o que se recebe, é uma família mais frágil, por natureza, mas cujas relações são também mais profundas” (Ser família na Igreja e no mundo, Equipes de Nossa Senhora, Vozes, 1993, p. 16). 17 6. Sombras : Há muitos motivos de preocupações no tocante à família. Há sombras e regiões obscuras que nos levam a pensar.

● Resultados de pesquisas sérias apontam para um grande numero de famílias constituídas apenas pela mãe e o filho (ou os filhos). Normalmente, a criança só pode nascer quando um homem e uma mulher se unem a partir de uma profundo bem-querer. Os filhos são fruto desse amor superabundante. Os filhos só podem nascer e crescer sob o olhar do pai e da mãe.

● Lembramos a questão da “produção independente” e do aborto como grandes sombras.

● Preocupa o fato de que muitos rapazes e moças, na realidade adolescentes, vivam experiências de intimidade sexual muito precocemente desvinculando o verdadeiro amor da prática da sexualidade. 

● Não é normal que os casamentos durem tão pouco tempo. Há casais que não dão tempo ao tempo, não esperam brotar as riquezas escondidas no parceiro e na parceira. Imaturamente se unem, imaturamente se separam, imaturamente se recasam.

● Há ainda muita violência na família: violência física contra os mais fracos, falta de respeito à dignidade do outro, violência até mesmo porque não se educam os filhos e nem lhes é proposta a fé para a esta possam livremente aderir.

● Devido a diferentes razões, de modo particular ao trabalho excessivo dos esposos e estudo e atividades dos filhos, não há presença de vida a vida. Não há encontros regulares entre os membros de uma família. Os contatos se fazem pelo celular e pelo correio eletrônico. Não se come juntos, não se reza juntos, não se nutre o espírito de família.

● Alguns casais não sabem construir sua conjugalidade. Vivem juntos. Aos poucos, porque o amor não foi alimentado, se tornam estranhos uns aos outros. As relações íntimas são feitas meio eroticamente, espacejadas e não são realmente expressão de um bem-querer que abarque a vida. Há necessidade de se cuidar de uma harmonia sexual.

● Os pais não estão preparando seus filhos para voarem com as próprias asas. Meninas e rapazes, já homens feitos, exercendo a profissão, mas morando em casa dos pais, mantendo relacionamento com parceiros sem casamento. Os pais “torcem” para que os filhos se casem mais tarde. Há esses homens e mulheres que passam a viver juntos sem casamento ou com casamento a partir dos 35 anos e excluem os filhos.

● Não podemos deixar de mencionar a delicadíssima situação dos casamentos e da prole em certas camadas mais pobres e sem formação humana. São colocados filhos no mundo e estes vivem ao deus dará. Numa casa, a mulher reúne filhos de mais de um parceiro. Muitos desses meninos e meninas, bem cedo, entram no mundo da contravenção, do roubo, do crime. As estatísticas dizem que são assassinados um grande número de rapazes com menos de trinta anos.

● Vivemos um tempo com uma cultura marcada pelo individualismo, hedonismo, pelo prazer, cultura do provisório, do consumismo. Toda essa mentalidade é contrária ao casamento e à família. O grande desafio que é colocado diante dos pais é precisamente este: educar para o amor e a solidariedade, para a vida familiar de doação num conjunto de todos esses desvalores.

● Entre as sombras não podemos deixar de lembrar que os pais, primeiros catequistas dos filhos, têm a mente crivada de dúvidas e de inseguranças. Acreditam mal. Não conseguem transmitir. Não sabem o que é uma Igreja doméstica. A insegurança dos pais na educação e na formação cristã dos filhos é notória. 

● As pessoas vivem “antenadas”. Não querem pensar. Música, celular, internet… agitação interna e externa. Ninguém visita seu interior. Tudo é feito por fazer, para ganhar dinheiro, para ter lucro, para aproveitar a vida. As pessoas crescem sem terem adquirido uma certa maturidade. Tudo é barulho. Barulho em casa, barulho nas celebrações, barulho que dopa e tonteiam as pessoas. Não podemos nos deixar educar pela televisão. Precisamos pensar, discernir, escolher.

Concluindo sem concluir Eis alguns aspectos da vida do casal e da família com luzes e com sombras. São apenas alguns. Importante ver as coisas com lucidez. A partir de uma visão realista podemos construir o novo. Nada de saudosismo, de querer refazer uma família do passado. Nada de adotar as fantasias de hoje. Será preciso criar o novo e, nós, cristãos, empenhar-nos-emos em evangelizar a família, sem pieguice: criar o casal, educar de maneira nova, rever nosso modo de viver a fé, construir uma família franciscana.

Textos para a reflexão

1. “Antigamente a família corria o perigo de anular a personalidade individual para preservar o bem da entidade familiar. Nos nossos dias, a família enfrenta o perigo do individualismo. Jurídica e economicamente, o indivíduo é mais privilegiado que a família. Os meios de comunicação exaltam o herói solitário. Os valores oferecidos são individuais (criatividade, profissionalismo, etc ) ou então universais (pacifismo, ecologia etc.). As biografias dos grandes homens raramente mostram, de maneira clara, que toda realização pessoal tem seu ponto de partida num fato familiar. Hoje, após termos cantado os louvores do individualismo para libertar o homem do jugo dos laços sociais, este mesmo homem está arriscado a se ver fechado numa prisão ainda mais insuportável: a solidão” (Ser família…op.cit, p. 17).

2. “Conheci a educação pelo terror que imperava antigamente (antes que os conhecimentos de psicologia nos ensinassem a sermos menos cruéis) até em famílias estruturadas e funcionais: Se você engolir as sementes, essa noite vai nascer uma árvore na sua barriga; se você mentir seu nariz vai crescer e vem polícia cortar com uma tesoura enorme; se você comer fruta sem lavar, vai ficar com a barriga cheia de vermes horríveis… Hoje caímos no outro extremo.

Pais atônitos com a invasão do psicologismo fácil e nem sempre consistente receiam impor limites aos filhos para que não fiquem traumatizados. Pais inseguros ou desinformados levam os filhos aos mais variados especialistas para tratamento nem sempre necessários e oportunos. Sei de pais que procuram a emergência de um hospital para que as enfermeiras cortem as unhas de um bebê, ou meçam a temperatura simplesmente “hoje eu achei ele meio quentinho” (…).

A psicologia ajuda a entender e aliviar a personalidade. Assim, a escola, a creche, o jardim de infância não são lar nem família, as professoras não são mães e tias, e não se deveriam incumbir esses terceiros, por mais dignos e respeitáveis que sejam, dos deveres do nosso coração.

Que deveres são esses?
Abrir um espaço de ternura no cotidiano apressado e difícil, eventualmente cruel. Deixar aberta a porta do diálogos não convencionais, com hora marcada, mas no fluxo habitual do interesse e do carinho. Amor em família é uma arte, um malabarismo, por vezes um heroísmo.
Essencial como o ar que respirarmos”

( Lya Luft, Perdas e Ganhos, op.cit, p. 46-47).
Fonte de pesquisa: Frei Almir Ribeiro Guimarães , site Franciscanos.org.br 

28 de novembro de 2012

Novo ano litúrgico - Advento: vem Senhor Jesus


No último dia 27 de novembro, a Igreja iniciou o novo Ano Litúrgico com a celebração do 1º Domingo do Advento.Diferentemente do ano civil, com o Tempo do Advento, a Liturgia da Igreja inicia um novo ciclo para as leituras bíblicas dominicais, do ano B, no conjunto, marcadas pelo evangelista Marcos.

Se o ano A, em certo sentido, o ano eclesiológico (pela presença da teologia mateana da Igreja como verdadeiro Israel), podemos dizer que o ano B é, principalmente, cristológico, pois é caracterizado pela meditação de Marcos sobre o caráter messiânico de Jesus e do Reino que ele inaugura, ainda que de modo inesperado e não manifesto. Marcos é também chamado o evangelho querigmático, porque nele transparece claramente a estrutura do querigma ou anúncio da atuação, morte e ressurreição do Cristo, como era proclamado no início da pregação cristã.

Tempo de Advento no Ano B 

O Advento do ano B parece caracterizado sobretudo pela idéia do encontro com Deus, a realização da promessa de sua irrestrita presença junto a nós.
O primeiro domingo sugere uma atitude de preparação geral para o encontro com o Senhor, no fim dos tempos, no “último dia”. Isso, porém, nada tem de trágico. Pelo contrário, a liturgia transborda de confiante esperança: “Se rasgasses os céus!”
A vinda do Juiz e Senhor da História não é, para os cristãos, a destruição da História, mas seu arremate.
Os cristãos estão vigiando para, por sua dedicação aqui e agora, participarem do Reino transcendente.

O segundo passo do encontro é a conversão, ou seja, a transformação da vida, com vistas ao grande encontro final. A liturgia evoca aqui a pregação escatológica do Batista e as imagens isaianas da terraplanagem do caminho para o Deus libertador.
No 3º domingo já ressoa a alegria por causa da presença de Deus, testemunhada pelo Batista e pelo arauto de Is 61, que anuncia a boa-nova aos pobres. No 4º domingo – o domingo de Maria – são confrontados o “sim” de Deus (promessa) e o “sim” da pessoa humana (Maria, “fiat”).
Realiza-se a promessa do Messias da linhagem de Davi, graças à disponibilidade da Serva.

Fonte de pesquisa:
Franciscanos.org.br
 Konins, J., Liturgia Dominical, Vozes, Petrópolis, 2004, p.33.
Idem.

Qual o dia certo para montar a árvore de Natal?


Deve-se montar a árvore de Natal no Primeiro Domingo do Tempo do Advento.

A decoração natalina deve ser desmontada no Dia de Reis, em 6 de janeiro

Um dos grandes símbolos do período natalino, a árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Mas, em meio a dias de expectativa para a chegada das festas de fim de ano, qual o dia adequado para montar a árvore?

De acordo com o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a árvore deve começar a ser montada no Primeiro Domingo do Tempo do Advento , quando se inicia o tempo do advento para a Igreja.

Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, que é, para os católicos, tempo de preparação.

 “Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso, a árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o nascimento do menino Jesus”.

De acordo com o religioso, a preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal.
“Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento , tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento.

É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa.
Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”, afirma.

 As lojas de artigos natalinos , em todo o país, tem seu pico de vendas de enfeites de Natal, entre eles os usados para incrementar as tradicionais árvores, entre a segunda quinzena do mês de novembro e a primeira quinzena de dezembro. “É justamente nessa época que a procura por enfeites se intensifica”,

- Presépios

A montagem do presépio, também tradicional em tempos de Natal, deve seguir a mesma linha da preparação da árvore de natal.

“Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas Maria, José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo do Natal”.

O presépio, foi uma invenção de São Francisco de Assis para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no nascimento de Jesus.
A orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites.

“Costumamos dizer sempre também que é muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, e o ideal seria que eles fossem feitos nas próprias casas, pelas crianças, para que eles percebam o real sentido do natal”.

- Hora de desmontar 

Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis.
“É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações.
Termina então o tempo de Natal, o tempo de expectativa, e começa o tempo comum para a Igreja”.

- Advento 

 Um dos grandes símbolos do Natal para a Igreja é a coroa do advento.
Formada com ramos verdes e em formato de círculo, a coroa simboliza, a unidade e a perfeição, sem começo e sem fim.

“A coroa representa o nascimento do rei. Em cada um dos quatro domingos do advento uma vela é acesa. Com a proximidade do nascimento de Jesus, a luz se torna mais intensa, e é o Natal enquanto festa da luz que celebramos”.


Fonte de pesquisa: site catequese católica

20 de novembro de 2012

Fanátismo

O fanatismo é baseado em rejeição de qualquer outra ideia que não a da interpretação particular de quem o possui, não raro considerando-se quem diverge como inimigo.
Existe no meio religioso, científico, político, esportivo.
O fanático é o indivíduo que não aceita opiniões diferentes da dele, e se torna um crítico severo aos outros. Por exemplo, um eleitor tucano (PSDB) que não é capaz de admitir que o PT também faz coisas boas, ou um eleitor petista que não é capaz de admitir que o PSDB também faz coisas boas.
O conflito de uso de véus por parte das mulheres entre a Assembleia de Deus e a Congregação Cristã no Brasil é um exemplo de fanatismo de ambas as partes.
A perseguição que os Adventistas do Sétimo Dia faz a outras denominações por não guardarem o dia do Sábado e por comerem alimentos proibidos pela Lei de Moisés é outra evidência de fanatismo. 
O fanático é aquele que pega no pé dos outros, fica enchendo o saco das pessoas.
Agora, por que existem religiosos fanáticos?
A causa mais comum é o baixo nível de instrução.
O sujeito pode saber ler e escrever muito bem em mais de um idioma, pode ser um mestre no conhecimento da Bíblia, mas não tem um conhecimento científico que suporte o entendimento correto sobre o que significam os versículos bíblicos.
Não leva em consideração que tem detalhes na Bíblia que está de acordo com outras épocas e não a atual, e que foi escrita por outro povo, uma cultura diferente da nossa, figuras de linguagens de um idioma que não é o nosso.
A Bíblia foi compilada numa época que nem o Brasil e nem os Estados Unidos existiam.
A pessoa lê e interpreta tudo o que está lá literalmente, não sabem fazer exegese e hermenêutica.
Outra causa, tem muita gente que é fraca da cabeça. Mas fraca no aspecto emocional, sentimental.
Pessoas histéricas, pessoas com neurose obsessiva, pessoas muito metódicas, são propensas ao fanatismo por alguma coisa.
E pessoas que antes de se converterem a religião eram "vidas tortas", pessoas que se envolveram com vícios, alcoolismo, drogas, promiscuidade sexual, nos casos piores, chegaram a cometer crime, quando chegam ao fundo do poço, não têm mais nada a perder, se convertem, e querem compensar o seu passado fazendo de tudo para agradar a Deus, querem ser perfeitas, infalíveis, e por se tratarem de pessoas muito emotivas, passionais, não têm a noção do bom senso.

14 de novembro de 2012

Ano Litúrgico - Formação - parte II

ESTUDO PORMENORIZADO DE CADA CICLO COM SUAS CELEBRAÇÕES

CICLO DO NATAL

32 - Vejamos agora um pouco de cada momento do ciclo natalino, afim de se ter uma noção mais exata. Preparação: Advento Celebração: Natal Prolongamento: Tempo do Natal

• ADVENTO

33 - O Advento é um tempo forte na Igreja, onde nos preparamos para a celebração do Natal. Tem duas características, marcadas por dois momentos. O primeiro vai do primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro. Neste primeiro momento, a liturgia nos fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã. Já o segundo momento vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro. É como que a "semana santa" do Natal. Neste período, a liturgia vai nos falar mais diretamente da primeira vinda do Senhor, no Natal.

34 - No Advento temos quatro domingos, o terceiro chamado "Gaudete", isto é, domingo da alegria. Podemos dizer que os quatro domingos do Advento simbolizam os quatro grandes períodos em que Deus preparou a humanidade, de maneira progressiva, para a grande obra da redenção em Cristo.

Esses quatro períodos são:

1º) O tempo que vai de Adão a Noé

 2º) O tempo de Noé a Abraão

 3º) O tempo de Abraão a Moisés

 4º) O tempo que vai de Moisés a Cristo. Com Abraão começa, historicamente, a caminhada da salvação (Cf. Gn 12).

35 - Os quatro domingos simbolizam também as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Aqui se pode ver a harmonia entre tempo histórico e tempo cósmico. Também a coroa do Advento, em sua forma circular, com suas quatro velas, quer chamar nossa atenção, já no início do Ano Litúrgico, para o mistério de Deus que nele vamos celebrar. A cor verde dos ramos da coroa (pinheiro, principalmente), fala do mistério cristão, que nunca perde o seu verdor, e simboliza então a esperança e a vida eterna.

36 - Três personagens bíblicos marcam o tempo do Advento. São eles: o profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Mãe de Deus. Não é tempo penitencial, no sentido próprio e litúrgico, mas tempo de expectativa, de moderação e de esperança. Por isso, a cor roxa não é muito apropriada para o Advento, mas, oficialmente, ela é a que se deve usar, como foi esclarecido no número 27 deste trabalho.

• NATAL

37 - O Natal é a celebração principal de todo o ciclo natalino. Constitui portanto o seu centro. Cristo nasce em Belém da Judéia, em noite fria (inverno), mas traz do céu o calor vitalizante da santidade de Deus, em mensagem de paz dirigida sobretudo aos pobres, com quem se identifica mais plenamente, cumulando-os das riquezas do Reino. Sua "noite feliz" sinaliza para a "noite fulgurante" da Sagrada Vigília Pascal do Sábado Santo, onde as trevas são dissipadas, definitivamente, pela luz do Cristo Ressuscitado.

38 - No Natal se dá a união hipostática, ou seja, a natureza divina se une à natureza humana, numa só pessoa, a pessoa do Verbo Encarnado (Cf. Jo 1,14), mistério que transcende a compreensão humana.
É pura humildade de Deus e pura gratuidade do amor divino.

• TEMPO DO NATAL

39 - Como o Advento, tem também o Tempo do Natal dois momentos. Um, imediato: é a Oitava do Natal, que prolonga a solenidade natalina por oito dias, encerrando-se no dia primeiro de janeiro. O segundo momento vai de 2 de janeiro até a Festa do Batismo do Senhor, quando então se encerra o ciclo natalino. 

40 - Vejamos agora as festas e solenidades do ciclo do Natal, nomeando-as, mas sem referência a aspectos celebrativos.

No Advento (além dos quatro domingos)

• Solenidade da Imaculada Conceição - em 8 de dezembro

• Festa de Nossa Senhora de Guadalupe - em 12 de dezembro

 No Natal

• Solenidade principal do ciclo natalino, com vigília e três missas.

No Tempo do Natal

São duas as solenidades e duas também as festas celebradas no Tempo do Natal, além, é claro, da solenidade principal de 25 de dezembro.
São elas:

• Solenidade da Santa Mãe de Deus

 Esta solenidade é celebrada em 1º de janeiro, com a qual se encerra, como vimos, a Oitava do Natal.

• Solenidade da Epifania

Epifania significa manifestação. É, pois, a manifestação de Jesus ao mundo, como salvador universal. Os magos simbolizam o conjunto das nações e dos povos. A Epifania marca, assim, a universalidade da redenção de maneira viva e simbólica. No Brasil, celebra-se a Epifania no domingo que cai entre os dias 2 a 8 de janeiro.

• Festa da Sagrada Família

Esta festa é celebrada no domingo que cai entre os dias 26 e 31 de dezembro. Se não houver domingo neste período, então a Festa da Sagrada família é celebrada no dia 30 de dezembro, em qualquer dia da semana.

• Festa do Batismo do Senhor

Com a Festa do Batismo do Senhor encerra-se o ciclo do Natal.
A data de sua celebração depende da Solenidade da Epifania.
Se a Epifania for celebrada até o dia 6 de janeiro, então o Batismo do Senhor se celebra no domingo seguinte.
Se, porém, a Epifania for celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, então a Festa do Batismo do Senhor será celebrada no dia seguinte, isto é, na segunda-feira.

A Festa do Batismo do Senhor marca o início da vida pública e missionária de Cristo.

41 - Três celebrações natalinas ainda existem, mas são comemoradas fora do ciclo do Natal: a festa da Apresentação do Senhor, em 2 de fevereiro, no Tempo Comum portanto; a solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem, em 19 de março, e a solenidade da Anunciação do Senhor, em 25 de março, estas duas últimas na Quaresma, sendo que, com referência à Anunciação, esta também pode cair, eventualmente, na Semana Santa. Nesta última hipótese, tal solenidade é transferida para depois da Oitava da Páscoa, uma vez que na Semana Santa não se pode fazer nenhuma comemoração que não seja a da sua própria liturgia.

42 - Dentro ainda da Oitava do Natal, três festas do "Santoral" são celebradas, mas com Vésperas da Oitava. São elas: Santo Estêvão, diácono e protomártir, em 26 de dezembro; São João, Apóstolo e Evangelista, em 27 de dezembro; e Santos Inocentes, em 28 de dezembro.

CICLO DA PÁSCOA

43 - Após pequenas considerações sobre o ciclo do Natal, vejamos agora alguns pontos do ciclo pascal, na riqueza também de sua estrutura celebrativa. Preparação: Quaresma Celebração: Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Prolongamento: Tempo Pascal

44 - A exemplo do que se fez no Ciclo do Natal, aqui se explicita também um pouco cada momento do Ciclo da Páscoa.

• QUARESMA

45 - Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo da Paixão e de Ramos, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até a tarde de Quinta-Feira Santa, quando se encerra então o tempo quaresmal.

46 - O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É o chamado tempo forte, de conversão e de mudança de vida. Sua palavra-chave é: "metanóia", ou seja, conversão. Nesse tempo se registram os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje recomendáveis, na imitação da espiritualidade judaica. No Brasil, realiza-se a Campanha da Fraternidade, com sua proposta concreta de ajuda aos irmãos, focalizando sempre um tema da vida social. 

47 - Seis são os domingos da Quaresma, sendo o sexto já o Domingo de Ramos. Como se viu no Advento, tem também a Quaresma o seu domingo da alegria, o 4º domingo, chamado "Laetare".

48 - A palavra "Quaresma" vem do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: jejum de Moisés no Monte Sinai, caminhada de Elias para o Monte Horeb, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc..

• TRÍDUO PASCAL DA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DO SENHOR

49 - O Tríduo Pascal é o centro não só da Páscoa, mas também de toda a vida da Igreja. Na liturgia ocupa o primeiro lugar em ordem de grandeza, não havendo, pois, nenhuma outra celebração que se possa colocar em seu nível. É portanto o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção. Por isso, deveria estar mais presente, como tema, em toda catequese e ser objeto de interiorização nos encontros eclesiais.

50 - Começa o Tríduo Pascal na Quinta-Feira Santa, na missa vespertina, chamada "Ceia do Senhor", tem seu centro na Vigília Pascal do Sábado Santo e encerra-se com a missa vespertina do Domingo da Páscoa.

51 - O Tríduo Pascal não é - diga-se - um tríduo que nos prepara para o Domingo da Páscoa, mas um tríduo celebrativo do Mistério Pascal de Cristo, que culmina no domingo, "Dia do Senhor". Trata-se, pois, de uma única celebração, em três momentos distintos.

52 - É tão fundamental o Tríduo Pascal que, sem ele, não existiria a liturgia, e o que teríamos era então uma Igreja sem sacramentos e sem a missionaridade redentora. Por que se diz isto? Porque, sem a ressurreição de Cristo - ensina-nos São Paulo (Cf. 1Cor 15,14) - vazia seria toda a pregação apostólica, como vã, vazia e sem sentido seria também a nossa fé.
Estaríamos ainda acorrentados nos "Egitos" do mundo e presos aos grilhões do pecado e da morte.

53 - Aplica-se sobretudo ao Domingo da Páscoa tudo o que se disse sobre o domingo, como fundamento do Ano Litúrgico. E mais: o Domingo da Páscoa deve ser visto, celebrado e vivido como o "domingo dos domingos", dia, pois, sagrado por excelência.
Se todos os domingos do ano já têm primazia fundamental sobre todos os outros dias, o Domingo da Páscoa destaca-se ainda mais pela sua notoriedade cristã, dada a sua relação teológica com o Cristo Kyrios (Senhor).

• TEMPO PASCAL

54 - Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, somente duas celebrações hoje na Igreja têm "oitava", isto é, um prolongamento festivo por oito dias, durante o qual a liturgia se volta para a solenidade principal. Estas duas celebrações são Natal e Páscoa. A Oitava da Páscoa vai, assim, do Domingo da Páscoa ao domingo seguinte.

55 - Os domingos do Tempo Pascal são chamados de "Domingos da Páscoa", com a identificação de 1º, 2º etc.. São sete tais domingos, e, no sétimo, no Brasil se celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. Como se vê, o prolongamento mais extenso da Páscoa se dá então até a Solenidade de Pentecostes. Segundo Santo Atanásio, o Tempo Pascal deve ser celebrado como um "grande domingo", ou seja, um domingo com duração de 50 dias.

SOLENIDADES DO TEMPO PASCAL

56 - Como já ficou evidenciado acima, além do Tríduo Pascal, que é a celebração principal da Páscoa, duas outras solenidades marcam também o Tempo Pascal. São elas:

• Ascensão do Senhor

57 - No Brasil, é o domingo que celebra a subida do Senhor ao céu, quarenta dias após a ressurreição (Cf. At 1,1-3). A data certa da solenidade seria na quinta-feira precedente, mas, como no Brasil não é feriado, transferiu-se então tal comemoração para o domingo seguinte, ocupando, pois, tal solenidade o lugar do 7º Domingo da Páscoa.

• Pentecostes

58 - Como sabemos, Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa. É a solenidade que celebramos após 50 dias da ressurreição. Marca o início solene da vida da Igreja (Cf. At 2,1-41), não o seu nascimento, pois este se dá, misteriosamente, na Sexta-Feira Santa, do lado do Cristo Crucificado, como sua esposa imaculada.

59 - Pentecostes, como já foi dito, coroa a obra da redenção, pois nela Cristo cumpre a promessa feita aos apóstolos, segundo a qual enviaria o Espírito Santo Consolador, para os confirmar e os fortalecer na missão apostólica. A vinda do Espírito Santo, no episódio bíblico de At 2,1-4, deve ser entendida em dimensão também eclesiológica, ou seja, como ação estendida a toda a Igreja, no desejo do Pai e do Filho. Com Pentecostes encerra-se, pois, o ciclo da Páscoa.

TEMPO COMUM

60 - Após pequenas considerações sobre os dois ciclos do Ano Litúrgico, vamos agora a um pequeno comentário sobre o Tempo Comum. Por "Tempo Comum", devemos entender - repetimos - aquele longo período, que se encontra entre os ciclos do Natal e da Páscoa. Na prática são 33 ou 34 semanas.

61 - Começa esse tempo litúrgico na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a Epifania é celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, hipótese em que o Batismo do Senhor é celebrado então na segunda-feira. Na terça-feira de Carnaval, o Tempo Comum se interrompe, reiniciando-se na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e prolongando-se até o sábado que precede o primeiro Domingo do Advento.

62 - No Tempo Comum não se celebra um aspecto de nossa fé, como é o caso do Natal (Encarnação), e Páscoa (Redenção), mas celebra-se todo o mistério de Deus, em sua plenitude. Uma temática pode, porém, nele aparecer, quando nele se celebram algumas solenidades, como "Santíssima Trindade", "Corpus Christi" etc., chamadas na liturgia de "Solenidades do Senhor no Tempo Comum".

63 - Não existe uma liturgia para o 1º Domingo do Tempo Comum, porque, neste, a Igreja celebra, nas hipóteses já referidas, a Festa do Batismo do Senhor. Diz-se então, iniciando esse período, "primeira semana do Tempo Comum", que começa na segunda-feira ou na terça-feira, como já vimos. A partir do segundo domingo é que começa, oficialmente, a enumeração dos domingos do Tempo Comum, como conhecemos.

64 - Dadas como foram as festas e solenidades dos dois ciclos litúrgicos, aqui são dadas também, agora, as festas e solenidades do "Santoral", celebradas, em sua maioria, no Tempo Comum, salvo aquelas já referidas nos ciclos comentados. Vejamos então:

SOLENIDADES DO SENHOR NO TEMPO COMUM

65 - São quatro as celebrações assim denominadas. São também móveis, isto é, sua data de celebração depende da Páscoa. Ei-las: • Santíssima Trindade Celebra-se no domingo seguinte ao de Pentecostes • Sagrado Corpo e Sangue do Senhor Celebra-se na quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade • Sagrado Coração de Jesus Sua celebração se dá na 2ª sexta-feira após "Corpus Christi" • Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo É celebrada no último domingo do Tempo Comum, ocupando o lugar do 34º domingo.

66 - Também no Tempo Comum são celebradas algumas

FESTAS DO SENHOR.

Estas, quando caem no domingo, ocupam o seu lugar. São elas: • Apresentação do Senhor Celebra-se no dia 2 de fevereiro • Transfiguração do Senhor Sua celebração é em 6 de agosto • Exaltação da Santa Cruz Celebra-se em 14 de setembro

67 - Além das "festas do Senhor" acima referidas, outras festas e solenidades são celebradas no Tempo Comum, pertencentes então ao "Santoral". Ei-las:

SOLENIDADES

• Natividade de São João Batista - em 24 de junho

• São Pedro e São Paulo - em 29 de junho (ou no domingo seguinte)

• Assunção de Nossa Senhora - em 15 de agosto (no Brasil, no domingo seguinte)

• Nossa Senhora Aparecida - em 12 de outubro

• Todos os Santos - no 1º domingo de novembro. Se, porém, o dia de "Finados" for domingo, a solenidade de "Todos os Santos" é celebrada então no dia primeiro, sábado. Isto porque "Finados" tem precedência litúrgica e é celebração fixa de 2 de novembro.

Nota: As solenidades do "Santoral", quando caem no Domingo Comum, ocupam também o seu lugar. É o caso aqui da "Natividade de São João Batista" e "Nossa Senhora da Conceição Aparecida".

FESTAS DO "SANTORAL" CELEBRADAS NO TEMPO COMUM

• Conversão de São Paulo, Apóstolo - em 25 de janeirO

• Cátedra de São Pedro - em 22 de fevereiro • São Marcos, Evangelista - em 25 de abril

• São Filipe e São Tiago - em 3 de maio • São Matias, Apóstolo - em 14 de maio • Visitação de Nossa Senhora - em 31 de maio • São Tomé, Apóstolo - em 3 de julho

• São Tiago Maior, Apóstolo - em 25 de julho

• São Lourenço, Diácono e mártir - em 10 de agosto

• Santa Rosa de Lima - em 23 de agosto • São Bartolomeu, Apóstolo - em 24 de agosto

• Natividade de Nossa Senhora - em 8 de setembro

• São Mateus, apóstolo e evangelista - em 21 de setembro

• São Miguel, São Gabriel e São Rafael, arcanjos - em 29 de setembro • São Lucas, evangelista - em 18 de outubro

• São Simão e São Judas Tadeu - em 28 de outubro (apóstolos)

• Dedicação da Basílica de Latrão - em 9 de novembro

• Santo André, Apóstolo - em 30 de novembro

68 - Neste trabalho não houve referência às memórias (obrigatórias ou facultativas), que a Igreja celebra também durante todo o ano litúrgico. As memórias são omitidas quando caem no domingo e nos tempos privilegiados, podendo contudo ser celebradas como facultativas, nas normas litúrgicas. Quanto às festas dos santos, são também omitidas quando caem nos domingos, mas são celebradas nos dias de semana dos tempos privilegiados.

69 - Chamam-se "Próprio do Tempo" as celebrações dos ciclos festivos (Natal e Páscoa), como também as do Tempo Comum, ligadas ao mistério da redenção. As celebrações dos santos são chamadas "Próprio dos Santos", ou "Santoral".

GRAUS DAS CELEBRAÇÕES E PRECEDÊNCIA DOS DIAS LITÚRGICOS

70 - Um dado importante vamos ver agora: é que o aspecto hierárquico da Igreja estende-se também à liturgia. Assim, entende-se que, na liturgia, não só os ritos têm grau de importância diferente, como também as próprias celebrações divergem quanto à sua importância litúrgica.

71 - Podemos afirmar então que existem graus e precedência nas celebrações, e se dizemos genericamente "festas", três na verdade são os graus da celebração: "solenidade", "festa" e "memória", podendo esta última ser ainda obrigatória ou facultativa.
Neste subsídio, a palavra "festa" sempre é usada no conceito aqui ora exposto, a fim de evitar mal-entendidos.
Vejamos então:

• Solenidade

72 - É o grau máximo da celebração litúrgica, isto é, aquele que admite, como o próprio nome sugere, todos os aspectos solenes e próprios da liturgia. Na "solenidade", então, três são as leituras bíblicas, canta-se o "Glória" e faz-se a profissão de fé. Para a maioria das solenidades existe também prefácio próprio. Embora no mesmo grau, as "solenidades" distinguem-se ainda, entre si, quanto à precedência. Somente o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e ressurreição do Senhor está na liturgia em posição única. As demais solenidades portanto se acham na tabela oficial distinguindo-se apenas quanto ao lugar que ocupam no mesmo nível. Assim, depois do Tríduo Pascal, temos: Natal, Epifania, Ascensão e Pentecostes, o que equivale a dizer que estas quatro solenidades são as mais importantes depois do Tríduo Pascal, mas Natal vem em primeiro lugar, na ordem descrita.

• Festa

73 - "Festa" é a celebração um pouco inferior à "solenidade". Identifica-se, inicialmente, com as do dia comum, mas nela canta-se o "Glória" e pode ter prefácio próprio, dependendo de sua importância. Com referência a "festa" e "solenidade", na Liturgia das Horas (Ofício das Leituras), canta-se ainda o "Te Deum", fora, porém, da Quaresma. Como já se falou , as "festas" do Santoral são omitidas quando caem em domingo.
• Memória

74 - "Memória" é, sempre, celebração de santos, um pouco ainda inferior ao grau de "festa". Na celebração da "memória", não se canta o "Glória". A "memória" é obrigatória quando o santo goza de veneração universal. Isto quer dizer que em toda a Igreja se celebra a sua memória. É, porém, facultativa quando se dá o contrário, ou seja, quando somente em alguns países ou regiões ele é cultuado.

75 - As "memórias" não são celebradas nos chamados tempos privilegiados, a não ser como facultativas, e dentro das normas litúrgicas para a missa e Liturgia das Horas, conforme já se falou neste trabalho. Quando caem em domingo, são também omitidas, repetindo-se aqui o que já foi explanado.

76 - A "memória" pode tornar-se "festa", ou mesmo "solenidade", quando celebração própria, ou seja, quando o santo festejado for padroeiro principal de um lugar ou cidade, titular de uma catedral, como também quando for titular, fundador ou padroeiro principal de uma Ordem ou Congregação. Também a "festa" pode tornar-se "solenidade" nas circunstâncias litúrgicas aqui descritas, estendendo-se esse entendimento às celebrações de aniversário de dedicação ou consagração de igrejas.

BIBLIOGRAFIA
1 - Missal Romano
2 - Normas Universais do Ano Litúrgico e do Calendário
3 - Documento da CNBB - nº 43 4 – ADAM, Adolf. Ano Litúrgico
5 - Documentos Pontifícios nº 144 (SC) - Concílio Vaticano II

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