15 de fevereiro de 2012
Santo Sudário de Turim
Terá sido para nos amparar nessa fragilidade que a Providência Divina reservou exatamente para nossa época a descoberta do tesouro que se encontra no Santo Sudário de Turim? Pois foi só com o desenvolvimento da ciência e dos mais sofisticados equipamentos modernos que se descobriram as maravilhas nele encerradas, como as marcas da coroa de espinhos, da flagelação, da lançada, e até de sinais que se pode supor terem sido impressos pela ressurreição de Nosso Senhor.
Cientistas que pesquisaram longamente essa sagrada relíquia afirmam que o Santo Sudário é mais completo e minucioso, no narrar a Paixão de Cristo, do que os próprios Evangelhos. E que "nada, em todas as descobertas da `turma do Sudário', em três anos [de pesquisas e análises], continha uma única informação que contestasse as narrativas dos Evangelhos" 2*. Por isso alguns chegaram a qualificar o Santo Sudário como o "5º Evangelho" ou o "Evangelho para o século XX".O eminente católico e competente cirurgião e escritor francês, Dr. Pierre Barbet, ponderou em um de seus livros sobre o Sudário: "Um cirurgião [no nosso caso, qualquer leitor] que já tenha meditado sobre os sofrimentos da Paixão, .... que já se tenha aplicado a reconstituir metodicamente todas as etapas desse martírio de uma noite e de um dia, poderá, melhor que o pregador mais eloqüente, melhor que o mais santo dos ascetas (deixando de lado os que disso tiveram diretas visões, e esses se aniquilavam com elas), compadecer, isto é, padecer com os sofrimentos de Cristo" 3*.
É o que vamos fazer, com base em depoimentos de cirurgiões, cientistas e especialistas que analisaram o Sudário, seguindo passo a passo a Paixão de Cristo como nos narram os Evangelhos e a Tradição, e como aparece no Santo Sudário.
Oração no Horto
"Ele [Jesus] entrou em agonia, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra" (Lc 22, 44).
"Notemos que o único evangelista que relata o fato é um médico [São Lucas], e o faz com a precisão e a concisão de um clínico. A hematidrose [excreção de suor sanguinolento] é fenômeno raro, mas bem descrito. Aparece, segundo o Dr. Le Bec, `em condições completamente especiais: uma grande debilidade física, acompanhada de um abalo moral, seguido de profunda emoção e de grande medo'. .... O medo, o terror e o abalo moral estão aqui no auge. É o que Lucas exprime por `agonia', que em grego significa luta, ansiedade, angústia. .... Uma vasodilatação intensa de capilares subcutâneos, que se rompem em contato com a base de milhões de glândulas sudoríparas. O sangue se mistura ao suor e se coagula na pele após a exsudação.
É esta mistura de suor e de coágulos que se reúne e escorre por todo o corpo em quantidade suficiente para cair por terra" 4*.
O Prof. Giovanni Tamburelli, analisando a foto tridimensional da face da figura do Santo Sudário por meio de um computador, verificou, além de inumeráveis escorrimentos e pequenos coágulos de sangue que o marcam, que parece estar todo borrado de sangue, como deveria ter ficado o rosto de Nosso Senhor no momento da agonia no Horto das Oliveiras 5*.
A bofetada em casa de Anás
"Um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo:
‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’" (Jo 18, 18,22).
Os cientistas, analisando o Sudário, constataram que, no lado direito da face que ali aparece, há uma grande contusão, e a cartilagem do nariz está rompida e desviada para a direita.
Explica o Dr. Judica Cordiglia que a ruptura da cartilagem do nariz e o subseqüente desvio nasal que se observam no Sudário se devem a uma pancada infligida por um pedaço de pau curto, cilíndrico, de 4 a 5cm de diâmetro 6*. Isso provocaria uma abundante saída de sangue, o que se constata no Sudário pelo fato de o bigode estar impregnado de sangue, que desce do nariz perdendo-se na barba 7.
Ora, especialistas em lingüística opinam que a palavra utilizada por São João para "bofetada" pode ser traduzida por "bastonada".
O que estaria conforme com as conclusões a que chegaram os cientistas que examinaram o Sudário 8*.
Injúrias e maus tratos
"E começaram a saudá-Lo: ‘Salve, rei dos judeus!' Davam-Lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-Lo" (Mc 15, 18-19).
Com os avançados aparelhos modernos, podem-se perceber na figura do Santo Sudário "inchaços em diferentes partes do rosto e um enorme escarro que desce da ponta interna do olho direito até a parte inferior do nariz"9*.
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| imagem em 3D |
A sobrancelha direita está claramente inflamada"11*.
"Sobre o rosto se encontram escoriações um pouco por toda parte, mas sobretudo do lado direito, que está também deformado como se, sob as esfoladuras sangrentas, houvesse também hematomas. As duas arcadas superciliares apresentam aquelas chagas contusas, que tão bem conhecemos, e que se fazem de dentro para fora, sob a influência de um soco ou paulada; os ossos da arcada cortam a pele pelo lado interno"12*.
"A face direita está notavelmente inchada.... É um inchaço que se estende e aumenta no sulco entre o nariz, a face e os lábios"13*.
"Portanto, temos diante de nós um rosto que foi profundamente maltratado com golpes de bastão, socos, tapas, bofetadas, cusparadas, puxões na barba"14*.
Em suma, conclui o professor Giovanni Tamburelli analisando a fotografia tridimensional do Sudário: "O rosto acaba se mostrando coberto de uma angustiante máscara de sangue, à vista da qual parece incrivelmente cruel o sofrimento do Homem do Sudário. É algo perturbador"15*.
A Flagelação
"Pilatos mandou então flagelar a Jesus" (Jo 19, 1).
"O Sudário nos dá um quadro muito mais completo, preciso e horrendo da flagelação: mais de 120 golpes ternários, infligidos por dois homens fortes, um mais alto que o outro, peritos em seu ofício; um de cada lado do réu, lhe cobrem metodicamente com seus golpes toda a superfície do corpo .... com exceção da parte do peito sobre o coração, sem poupar nenhum espaço"16*.
Ao longo de todo o corpo, especialmente nas costas, podem ver-se marcas idênticas às que deixaria o instrumento que os romanos utilizavam para flagelar um réu (o flagellum taxillatum, composto de três ramais terminados em pequenas bolas de metal com relevos e unidas entre si por um arame). Esse objeto não era utilizado na Idade Média, e só se conhece em nossos dias depois de ter sido encontrado em escavações arqueológicas. Cada golpe arrancava a pele provocando pequenos escorrimentos de sangue17*.
Estudando a direção desses escorrimentos e a direção dos golpes, foi possível deduzir a posição encurvada em que Jesus se encontrava sobre uma coluna baixa para a flagelação. O Prof. Pier Luigi Bollone pôde contar mais de 600 contusões e feridas em todo o corpo do Homem do Sudário, e 120 marcas de açoite18*.
"Os milhões de microscópicas hemorragias intradérmicas, próprias da hematidrose ou suor de sangue, surgem em toda a pele do corpo, que fica assim `toda machucada, dolorida e bastante sensível aos golpes'. Portanto, não se deve estranhar que aqueles brutais açoites tenham aberto e arrancado a pele com efusão de sangue a cada golpe.
"As chagas da flagelação têm um realismo, uma abundância, uma tal conformidade aos dados arqueológicos, que ficam em notável contraste com as pobres imaginações dos pintores de todos os tempos"19*.
A coroação de espinhos
"Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça, e cobriram-no com um manto de púrpura" (Jo 19, 2).
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No Sudário "a cabeça mostra mais de 50 feridas pequenas e profundas que evidenciam a aplicação de uma coroa de espinhos. As manchas maiores coincidem exatamente com locais onde estariam as veias e artérias reais, quando na Idade Média se desconhecia a circulação do sangue"20*.
E disso "o Santo Sudário não dá margem a dúvidas. Deixa supor claramente uma coroa em forma de capacete que cobria toda a cabeça do homem, da fronte até a nuca"21*.
"Nesta região da cabeça, cheia de terminações nervosas e grande quantidade de vasos sangüíneos, a dor produzida pela coroa, carregada na cruz, e portanto cravando-se a cada movimento, certamente era insuportável"22*.
Nota-se no Sudário, no lado direito da fronte do supliciado, um grosso fluxo de sangue bastante espesso na forma do número "3". "Sabe-se que nesta região, em muitas pessoas, existe uma veia bastante calibrosa e que, aos grandes esforços, se torna bastante dilatada. Um dos espinhos terá perfurado esta veia e estudos geométricos e anatômicos confirmam esta assertiva causando um sangramento constante, mesmo após a retirada do objeto que produziu o ferimento"23*.
"As hemorragias da coroa de espinhos e os coágulos por elas formados são de uma veracidade inimaginável"24*, impossível de serem concebidas por qualquer artista que não o divino.
A Via Crucis
"Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção do lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota" (Jo 19, 17).
O réu "levava apenas o patíbulo [a trave horizontal] nas costas, com ambos os braços a ele amarrados. É o que nos conta a arqueologia. O stipes, ou poste vertical da cruz, era fincado antecipadamente no lugar do suplício"25*.
"Verificando a imagem do Sudário, vamos encontrar duas marcas mais profundas na região dorsal, com forma oval e transversal.
Os estudos feitos demonstraram que aquelas marcas correspondem a uma lesão da pele, provocada por alguma coisa bastante pesada que fora transportada apoiando naquela região. E que esta peça deslizava para um lado e para o outro, produzindo algumas escoriações"26*.
É "principalmente na imagem dorsal que encontramos os vestígios do transporte da cruz. Há ali, sobre a espádua direita, na parte externa da região subescapulária, uma larga zona de escoriação, oblíqua para baixo e para dentro, com a forma de um retângulo de 10 cm por 9 cm (Vê-se, de resto, que esta zona se prolonga pela frente, sobre a região clavicular externa, por largas placas de escoriação).
A região posterior parece formada por um acúmulo de escoriações, sobrepostas a numerosas chagas da flagelação que estão esmagadas e alargadas em relação às do lado. Parece que um corpo pesado, rugoso, mal fixado, comprimiu esta espádua, e que esmagou, reabriu e alargou, através da túnica, as chagas precedentes da flagelação"27*.
As três quedas
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"Jesus cai pela primeira vez .... Jesus cai pela segunda vez .... Jesus cai pela terceira vez" (Via Sacra, III, VII e IX Estações)
Os Evangelhos não falam a respeito das três quedas que Nosso Senhor sofreu no caminho do Calvário, mas conta-o a Tradição. Por isso estão integradas à Via Sacra.
Essas quedas, "o Sudário as constata claramente.
O Homem do Sudário apresenta os joelhos feridos por violentas quedas sobre terreno pedregoso, estando o joelho esquerdo sujo de terra misturada com sangue.
As escoriações do nariz também estão sujas de terra, sinal de que o rosto de Jesus bateu violentamente contra o solo. .... Impossibilitado de amortecer o tombo com as mãos, amarradas ao patíbulo que levava às costas, a cabeça de Jesus iria fatalmente bater com força contra o solo pedregoso; o patíbulo escorregaria em direção à cabeça, batendo fortemente contra a nuca, coberta com os espinhos.
É fácil compreender por que a nuca aparece tão horrivelmente machucada na imagem do Sudário"28*.
A Crucifixão
"Ali O crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio" (Jo 19, 18).
Primeiro O despiram de suas vestes. Isso deve ter provocado uma dor terrível, pois o tecido da túnica secara sobre as feridas do corpo divino, colando-se a ele. Às vezes, num caso semelhante, para retirar-se um tecido colado a um corpo muito chagado, é necessário aplicar-se anestesia geral. "Mas como aquela dor pungente e atroz não acarreta a síncope? É porque, do princípio ao fim, Ele [Jesus] domina toda a sua paixão e a dirige"29*.
Depois estenderam-no no chão, puxando seus braços para os pregar no patíbulo da cruz.
Onde foram fincados os cravos? Não na palma da mão, segundo a iconografia comum. Estudos de especialistas demonstram que essa região não tem estrutura suficiente para suportar o peso de um corpo adulto. Mas entre o punho e a mão, na região chamada em anatomia de "espaço de Destot". "Neste espaço, um cravo penetra com a maior facilidade, sem romper nenhum osso, e fica firmemente seguro. .... Examinando-se o Sudário, vamos ver que o grande coágulo de sangue correspondente à chaga do braço está situado exatamente nessa região"30*.
Ao penetrar aí, entre a palma da mão e o punho, o cravo provocou "uma dor inenarrável, fulgurante, que se espalhou por seus dedos, subiu como uma língua de fogo até a espádua e prorrompeu no cérebro. Bem sabemos que a dor mais insuportável que um homem possa experimentar é a do ferimento de um dos grandes troncos nervosos. Jesus experimentará isto ainda durante três horas"31*.
Depois o sentenciado tinha de levantar-se, pregado ao patíbulo da cruz. O carrasco e um ajudante erguiam o patíbulo, para o encaixarem na stipes, ou poste vertical da cruz. Isso era feito com indescritíveis dores para o crucificado.
Estando Jesus suspenso no ar somente pelos cravos das mãos, os carrascos passaram a prender seus pés ao madeiro da cruz. Trespassaram o pé esquerdo, fazendo com que a ponta do cravo surgisse na planta do pé; colocaram-no depois sobre o peito do pé direito, fazendo com que o cravo também o trespassasse, fixando-os assim, um sobre o outro, no madeiro da cruz.
"A suspensão pelas mãos provoca nos crucificados um conjunto de cãibras, de contrações, que se vão generalizando até o que chamamos de `tetania'. Atinge ela, por fim, os músculos inspiradores, impedindo a expiração; os supliciados, não mais podendo esvaziar os pulmões, morrem por asfixia"32*. Para apressar a morte dos condenados, quebravam-lhes os joelhos, impedindo assim o soerguimento que lhes permitiria respirar.
A morte
"Jesus deu então um grande brado e disse: `Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'.
E dizendo isto, expirou" (Lc 23, 46). "Observando as marcas do Sudário vamos ver que, na imagem frontal, o tórax aparece com a sua musculatura contraída num espasmo, o diafragma elevado, visível pelo afundamento do abdômen. São imagens típicas de uma tetania causada pela asfixia e ânsia respiratória"33*.
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"Jamais poderia acreditar nem sequer imaginar que a crucifixão fosse tão atroz e cruel como nos permite entender o Santo Sudário com sua muda, porém eloqüentíssima linguagem .... A crucificação excede em crueldade tudo o que podemos imaginar"34*.
A lançada de Longinus
"Um dos soldados abriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu
sangue e água" (Jo 19, 34).
No Santo Sudário "a ferida da qual escorre este sangue é claramente visível e foi produzida por um instrumento de ponta e corte, com duas aletas ou rebordes em suas extremidades; daí sua forma elíptica".
"A chaga do lado direito do supliciado tem uma forma elíptica do mesmo diâmetro de 4,4 cm por 1,4 cm, diâmetro de uma lança romana. Segundo especialistas da história romana, o fato de estar no lado direito explicar-se-ia pelo fato de os romanos darem esse golpe contra um inimigo que protege seu coração com o escudo"35*.
"Na parte superior da imagem sangüínea se distingue nitidamente, tanto no original [do Sudário] quanto nas fotografias, uma mancha oval com o eixo maior um tanto oblíquo de dentro para fora e de baixo para cima, que dá, nitidamente, a impressão da chaga do lado de onde saiu este sangue. .... Notemos de passagem que a relíquia do ferro da lança que se encontra no Vaticano tem 45 mm em sua parte mais larga. As chagas são sempre mais estreitas do que os agentes perfurantes, por causa da elasticidade da pele"36*.
O Sepultamento
"Tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar" (Jo 19, 40).
São João narra em seu Evangelho que, depois que Nosso Senhor expirou entre os dois ladrões, "José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente por medo dos judeus, rogou a Pilatos autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu" (Id. ib., 38).
Quando os discípulos desceram da cruz o corpo de Jesus, ficaram maravilhados com sua aparência de paz e de uma resignação completa. Isto porque, para Ele, "tudo estava consumado", quer dizer, sua missão estava cumprida, a finalidade para a qual Ele veio à Terra realizara-se completamente. Nossa Redenção fora feita com todos os sofrimentos de corpo e de alma que ela comportava.
"Realmente é inexplicável que um Homem tão maltratado fisicamente, como aparece diante de nossos olhos o Homem do Sudário, não apresente no rosto sinais de enrugamento, de ódio, de ira impotente, de esgotamento, de perversão moral .... Apenas um super-homem, um homem não apenas inocente, mas o próprio Filho de Deus, de tanta grandeza moral, de tanto domínio de Si, de um coração tão grande que ama, desculpa e perdoa seus próprios carrascos e viscerais inimigos, enquanto eles estavam se cevando de seu sangue .... apenas Jesus Cristo podia apresentar, já morto, um rosto com tanta paz, tanta majestade, tão resignada aceitação da morte, tão serena beleza .... como aparece no Sudário"37*.
"Nesse rosto nitidamente semita encontra-se, apesar das torturas e das chagas, uma tão serena majestade, que dele ressalta uma impressão inexprimível. Para o compreender um pouco, é necessário recordar que, se nesse corpo a Humanidade acaba de morrer, a Divindade continua sempre presente; com a certeza da ressurreição, aliás, bem próxima"38*.
O Apóstolo virgem ressalta que os discípulos envolveram o corpo de Jesus "em panos e com aromas, como os judeus costumam sepultar".
Como era esse costume na época de Nosso Senhor?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que aqueles que sofriam o suplício da crucifixão (os grandes criminosos) não eram sepultados, mas lançados numa vala comum. Quando os judeus "rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados" das cruzes, visavam eles que Jesus tivesse o mesmo tratamento que os dois malfeitores, isto é, que Lhe partissem as pernas e depois O jogassem na vala comum, para que sua memória desaparecesse para sempre.
Mas as humilhações e sofrimentos a que Se submetera o Homem-Deus para a salvação da humanidade pecadora tinham atingido seu auge e se consumado no sacrifício da cruz. Aproximava-se a hora de sua glorificação. Por isso José de Arimatéia, influente judeu, obteve de Pôncio Pilatos a permissão de retirar Jesus da cruz e dar-Lhe digna sepultura. Para isso adquiriu um sepulcro ainda novo, sem uso, perto do Calvário, que viria a ser a testemunha da ressurreição de Cristo.
Em geral as sepulturas judias eram cavadas na rocha, constando de dois compartimentos: um menor, à entrada, e um subseqüente, onde ficava a sepultura propriamente dita. Uma pedra, como a de moinho, era rolada por dois homens, fechando a sepultura.
Retirado o divino corpo do Salvador da cruz por José de Arimatéia, Nicodemos e talvez São João e algum outro discípulo foi depositado sobre o longo lençol que Lhe serviria de mortalha. São Marcos, em seu Evangelho (15, 46), esclarece que José de Arimatéia, depois de obtida a licença para sepultar Jesus, comprou um pano de linho para envolvê-Lo.
Esse lençol, segundo o costume, era longo e deveria ser dobrado na altura da cabeça sobre o cadáver a ser sepultado. Algumas faixas de tecido serviriam para prender o lençol ao longo do corpo.
Não tiveram tempo para lavar o corpo nem barbear o rosto, como era costume, pois já estava tarde e, com o pôr do sol, começaria o sábado, dia em que não se podia trabalhar; esse ritual, aliás, não se observava com sentenciados. Os discípulos puseram então algumas ervas aromáticas junto ao corpo ainda ensangüentado de Jesus, e O depositaram no sepulcro.
Parecia tudo terminado, mas era exatamente o momento em que tudo começava...
A Ressurreição
"No primeiro dia da semana, muito cedo, [as santas mulheres] dirigiram-se ao sepulcro com os aromas que haviam preparado. Acharam a pedra removida longe da abertura do sepulcro. Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Não sabiam o que pensar, quando apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: ‘Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou’" (Lc 24, 1-6).
De acordo com Julio Marvizón Preney, "a maior surpresa [dos cientistas] foi ao examinar a parte dorsal da imagem [do Sudário], em que os músculos dorsais e deltóides apareciam abaulados, e não planos como deveriam estar na espádua de um corpo morto que se apóia em uma pedra sepulcral".
E continua: "Na palavra dos cientistas: `parecia que o cadáver se vaporizara, emitindo uma estranha radiação que teria sido a responsável pela formação dos sinais do Santo Sudário. .... É muito provável que, no momento em que se produziu a radiação, o corpo estivesse leve, em levitação, e por isso os músculos não ficaram aplainados'".
Pergunta Preney: "Para aqueles que são crentes, isto não é a ressurreição?".... Neste caso, o Sudário é uma quase fotografia de Cristo no momento de retornar à vida, produzida por uma radiação ou incandescência de efeitos parcialmente análogos àqueles do calor"39*.
Os dois cientistas americanos do STURP (Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim), Kenneth E. Stevenson e Gary R. Habermas acrescentam:
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| Coroa de Espinhos Segundo Santo Sudário |
"A outra linha de evidência sobre a ressurreição vem dos estudos científicos a propósito do Sudário de Turim .... O fato de que não houve decomposição do corpo (indício da saída do corpo de dentro do Sudário), de que as manchas de sangue revelam que o corpo não foi desenrolado, de que os corpos mortos por vias naturais não provocam tais chamuscaduras, e de que o Sudário de Jesus corresponde muito estreitamente à história e aos Evangelhos, representam, todos eles, sinais bem sólidos de que o Sudário dá testemunho da ressurreição de Jesus"41*.
Conclusão
Em face de tudo quanto vimos, compreende-se este penetrante comentário do Professor Plinio Corrêa de Oliveira: "O Santo Sudário é um milagre permanente. Nosso Senhor fez um ato de misericórdia soberbo, especialmente para nosso tempo, ao permitir que a fotografia revelasse sua face divina.
"Ele é uma tal maravilha, uma tal prova da existência de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma tal prova de que Ele ressuscitou, uma tal prova daquilo que cremos, que se poderia e se deveria ficar verdadeiramente encantado se em todos os ambientes religiosos se falasse do Santo Sudário.
"[Ali] é a majestade e a dignidade do Homem-Deus que se manifesta na dor e na humilhação, com a mansidão do cordeiro mas com a altaneria de um leão.
"Eu incitaria a todos a procurarem uma bela reprodução do Santo Sudário e tê-lo entre seus objetos de piedade, para contemplarem, admirarem, meditarem, porque ele é como uma fotografia de Nosso Senhor Jesus Cristo. E essa fotografia lembra-nos certos episódios que estão no Evangelho, e que dão idéia da grandeza de Nosso Redentor"42*.
Fonte: Extarído da revista Catolicismo
14 de fevereiro de 2012
Padroeira do Paraguai - Nossa Senhora de Caacupê
Nossa Senhora de Caacupê – é a padroeira do Paraguai, sua história como outras das Américas está ligada a um índio.
Conta-se que um índio guarani fugitivo escondeu-se atrás de uma árvore e invocou à Nossa Senhora para que seus perseguidores não o encontrassem.Se ela o atendesse ele iria esculpir uma imagem com o tronco daquela árvore.
Ele não foi encontrado e cumpriu a promessa, esculpiu uma linda imagem da Virgem e ofereceu-a a igreja da aldeia.
Fez ainda uma outra pequena para sua própria devoção. Tempos depois houve uma grande inundação no lago Ypacaraí que levou barracos , pertences e fez muitas vítimas.
Os índios ficavam às margens esperando para recuperar seus pertences e corpos das vítimas.
Eis que um deles, José, viu uma maleta de couro boiando próximo à margem.
Ele pegou e abriu a maleta. Dentro estava uma imagem da Virgem de Caacupê envolta em panos.
Todos sabiam a quem pertencia, mas seu dono, jamais apareceu. José ficou com a imagem e testemunhou muitos milagres e graças conseguidas através da santinha.
Até que ela foi levada para a aldeia de Tobati e lhe construíram uma capela.
As graças e milagres atraíram mais e mais peregrinos e a pequena aldeia se transformou na cidade de Caacupê.
Hoje é um centro mariano e as romarias continuam crescendo.
A principal festa de Nossa Senhora de Caacupê realiza-se no dia 8 de dezembro.
11 de fevereiro de 2012
BRASIL - Nossa Senhora Aparecida
Em 1717, na cidade de Guaratinguetá, estado de São Paulo, Brasil, após várias horas pescando sem resultados, três pescadores retiraram do rio Paraíba o corpo de uma imagem sem cabeça.
Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. Surpresos, lançaram a rede pela terceira vez e a pescaria foi tanta que puderam encher suas canoas.
Esses três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
A imagem foi levada, a princípio, ao oratório de sua humilde casa, e diante dela realizavam suas orações.
E desde aquele tempo Nossa Senhora começou a fazer milagres ali devido à crescente devoção do povo.
Em 1745 foi construída uma capela no morro dos coqueiros, que margeia o Paraíba e uma missa foi celebrada. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome. Em 1888 a antiga capela foi substituída por outra maior.
Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, e em 1908, o santuário foi elevado à dignidade de Basílica pelo Papa.
Em 1930, o Papa Pio XI, proclamou Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em 1967, no aniversário de 250 anos de devoção, o Papa Paulo VI ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário Nacional inteiramente dedicado à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias.
O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.
Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. Surpresos, lançaram a rede pela terceira vez e a pescaria foi tanta que puderam encher suas canoas.
Esses três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
A imagem foi levada, a princípio, ao oratório de sua humilde casa, e diante dela realizavam suas orações.
E desde aquele tempo Nossa Senhora começou a fazer milagres ali devido à crescente devoção do povo.
Em 1745 foi construída uma capela no morro dos coqueiros, que margeia o Paraíba e uma missa foi celebrada. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome. Em 1888 a antiga capela foi substituída por outra maior.
Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, e em 1908, o santuário foi elevado à dignidade de Basílica pelo Papa.
Em 1930, o Papa Pio XI, proclamou Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em 1967, no aniversário de 250 anos de devoção, o Papa Paulo VI ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário Nacional inteiramente dedicado à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias.
O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.
4 de fevereiro de 2012
Padroeira do Chile - Nossa Senhora do Carmo
No dia 16 de junho de 1251, a Virgem do Carmo apareceu para São Simão Stock e entregou-lhe o escapulário contendo muitas promessas.
A partir dessa data as monjas carmelitas expandiram-se pelo mundo todo, especialmente no Chile.
A primeira imagem de Nossa Senhora do Carmo no Chile foi trazida pelo colonizador espanhol D.Pedro de Valdívia. Nossa Senhora do Carmo é cultuada no Chile desde o século XVI, época em que foi construída a Igreja “La Tirana”, onde hoje são realizados os bailes religiosos. Em 1643, na Igreja dos Agostinianos, foi fundada a primeira confraria do Carmo.
Proclamada Patrona e Generala do exército andino durante as batalhas pela independência, os corpos dos soldados mortos durante as lutas estão em seu santuário nacional localizado na cidade de Maipu.
Na bandeira chilena há uma estrela branca no céu azul para representar a Virgem do Carmo.
A cruz de Maipu é um precioso símbolo da religiosidade e da luta do povo chileno, apresentando nas cores azul e vermelho, uma estrela branca de Maria. Nossa Senhora do Carmo é carinhosamente chamada pelo povo chileno de Carmelita.
A partir dessa data as monjas carmelitas expandiram-se pelo mundo todo, especialmente no Chile.
A primeira imagem de Nossa Senhora do Carmo no Chile foi trazida pelo colonizador espanhol D.Pedro de Valdívia. Nossa Senhora do Carmo é cultuada no Chile desde o século XVI, época em que foi construída a Igreja “La Tirana”, onde hoje são realizados os bailes religiosos. Em 1643, na Igreja dos Agostinianos, foi fundada a primeira confraria do Carmo.
Proclamada Patrona e Generala do exército andino durante as batalhas pela independência, os corpos dos soldados mortos durante as lutas estão em seu santuário nacional localizado na cidade de Maipu.
Na bandeira chilena há uma estrela branca no céu azul para representar a Virgem do Carmo.
A cruz de Maipu é um precioso símbolo da religiosidade e da luta do povo chileno, apresentando nas cores azul e vermelho, uma estrela branca de Maria. Nossa Senhora do Carmo é carinhosamente chamada pelo povo chileno de Carmelita.
Padroeirra da Bolívia - Nossa Senhora de Copacabana
Naquele tempo, o recém-convertido ao cristianismo, dom Francisco Tito Yupanqui, descendente da família real, , estabeleceu voto de trazer aos seus irmãos de Copacabana uma imagem da mãe de Deus, pois assim poderia libertá-los da falta de conhecimento das coisas de Deus.
Certo dia, em seu quarto, ele teve uma visão: Uma senhora coberta com um longo manto carregava no braço direito um menino e na mão esquerda segurava uma vela acesa.
Dom Francisco tentou reproduzir na arte a imagem de sua visão, porém como não tinha talento para tanto, pediu a Virgem que o ajudasse.
Depois de várias tentativas, conseguiu esculpir uma imagem, no entanto sem o brilho e a mesma beleza da Virgem de sua visão.
Quando já estava pensando em desistir, recebeu uma inspiração divina, que lhe possibilitou retocar a imagem e deixá-la belíssima.
A lenda conta que dois anjos vieram do céu para dourá-la e envolvê-la num grande resplendor.
A imagem original de Nossa Senhora de Copacabana tem um metro de altura e pode ser encontrada no altar principal do santuário da cidade de Copacabana, às margens do lago Titicaca (o lago mais alto do mundo), na Bolívia.
Padroeira da Argentina - Nossa Senhora da Luján
Comemora-se no dia 8 de maio a festa de Nossa Senhora de Luján.
Seu santuário fica a cerca de 60 km a oeste de Buenos Aires, Argentina.
Sua história conta que um grande fazendeiro, Antonio Farias de Sá, habitante de Sumampa (hoje Santiago del Estero), com o intuito de construir uma capela em sua fazenda em Buenos Aires, encomendou de um amigo do Brasil, uma imagem da Imaculada Conceição.
A imagem chegou de navio e foi transportada num carro de bois, junto com outras mercadorias.
Quando chegaram às margens do rio Luján, os mercadores resolveram descansar e fizeram uma parada.
No entanto, quando resolveram seguir viagem, os bois empacaram.
Os mercadores começaram a descer as mercadorias do carro de boi para que os bois pudessem puxá-lo. Somente quando o caixote que guardava a imagem da santa foi retirado do carro, os bois começaram a andar. Todos entenderam que aquele lugar, às margens do rio Luján, era o local onde a Virgem queria ficar.
Foi, então, por isso, realizada uma procissão e mais tarde construída uma capela onde hoje se encontra o santuário de Luján. Esse local ficou conhecido como “detenção da carreta” ou “milagre de Luján”.
A partir de então, a devoção a Nossa Senhora de Luján espalhou-se por toda a América Latina.
Seu santuário fica a cerca de 60 km a oeste de Buenos Aires, Argentina.
Sua história conta que um grande fazendeiro, Antonio Farias de Sá, habitante de Sumampa (hoje Santiago del Estero), com o intuito de construir uma capela em sua fazenda em Buenos Aires, encomendou de um amigo do Brasil, uma imagem da Imaculada Conceição.
A imagem chegou de navio e foi transportada num carro de bois, junto com outras mercadorias.
Quando chegaram às margens do rio Luján, os mercadores resolveram descansar e fizeram uma parada.
No entanto, quando resolveram seguir viagem, os bois empacaram.
Os mercadores começaram a descer as mercadorias do carro de boi para que os bois pudessem puxá-lo. Somente quando o caixote que guardava a imagem da santa foi retirado do carro, os bois começaram a andar. Todos entenderam que aquele lugar, às margens do rio Luján, era o local onde a Virgem queria ficar.Foi, então, por isso, realizada uma procissão e mais tarde construída uma capela onde hoje se encontra o santuário de Luján. Esse local ficou conhecido como “detenção da carreta” ou “milagre de Luján”.
A partir de então, a devoção a Nossa Senhora de Luján espalhou-se por toda a América Latina.
3 de fevereiro de 2012
Padroeira de Honduras - Nossa Senhora de Suyapa
Nossa Senhora de Suyapa é padroeira de Honduras.
Ela foi encontrada por um lavrador, Alejandro Colindes, que juntamente com seu companheiro, Lorenzo Martinez, trabalhava diariamente na roça, e a noite voltava para sua casa em Suyapa.
No dia 2 de fevereiro de 1747, os lavradores saíram mais tarde do trabalho e resolveram dormir no meio do caminho.
Deitaram-se na relva e adormeceram.
Mas Alejandro acordou-se com algo machucando-lhe as costas.
Passou a mão e atirou longe o que pensou ser uma pedra. Adormeceu novamente e acordou com a mesma sensação anterior, algo embaixo das costas o incomodava.
Pegou o objeto que pensou ser uma pedra ou raiz e guardou-o na mochila, para não ser incomodado novamente.
Quando chegou em casa, a descoberta, o objeto era uma imagem da Imaculada Conceição esculpida em madeira! O primeiro milagre aconteceu logo, com um capitão dos granadeiros.
Ele sofria de sérios problemas renais, e nada resolvia seu grande sofrimento.
Alguém lhe falou da imagem.
O capitão pediu para vê-la, e a mãe de Alessandro mandou levá-la a casa do capitão.
Este recebeu a imagem de joelhos, pedindo-lhe que o curasse e se a Virgem o atendesse, ele construiria uma capela para a sua devoção. Três dias depois o capitão estava curado. Ele construiu, como prometeu, a capela para a Virgem no Vale de Suyapa.
Após numerosas transformações é hoje o Santuário de Nossa Senhora de Suyapa, cuja festa é celebrada no dia 2 de fevereiro. 1 de fevereiro de 2012
Depressão tem cura
A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma
Depressão significa buraco.
O Vaticano fez um congresso sobre esse assunto, porque eles estão preocupados com esse mal.
Eu li o resumo do congresso e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com esse mal. Precisamos tratar desse povo.
A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma.
E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo.
E quem cuida da alma é o psicólogo e a religião.
Essa enfermidade tem cura e a cura tem três caminhos:
- Procure um médico psiquiatra, ele pode dar remédio;
- É preciso um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis;
- O tratamento tem de ser físico e espiritual.
Não tenha medo de procurar os três tratamentos.
A depressão é muito difícil de ser diagnosticada.
Uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são causas.
Mas o que ela sente?
Muitos podem ser os sintomas da depressão, como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelo, entre outros.
O importante é saber que esse mal tem cura. Deus nos deu os psicólogos e temos também a família.
Esta tem de cercar a pessoa e não deixá-la no buraco. Todos têm de se juntar e se unir.
Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco.
Tem de ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete... Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e vagarosamente.
É um ato de amor e caridade - e a família é importantíssima.
O deprimido tem de agir contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Ele precisa cultivar a alegria e lutar para sair do buraco em que se encontra. Como sair da depressão? Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no fundo do poço. Só fica nesse local quem não dá valor a si mesmo.
Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que você deixa a obra d'Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus! A primeira coisa que um deprimido tem de entender é que ele tem valor, que ele é alguém muito importante para Deus. Quando louvamos ao Senhor, damos voz e sentimentos a este mundo. Por que Jesus morreu na cruz? Por causa dos macacos, das galinhas? Não.
Ele entregou a vida na cruz por causa de você, do valor que você tem. E Ele o ama individualmente. Nenhum de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série, mas individualmente. A história do mundo é a história de cada um de nós. Ele sabe o meu nome, a minha angústia, a minha dor.
Quando Cristo morreu na cruz, Ele não carregava somente seus pecados, mas suas angústias e dores.
Ele já venceu suas tendências, por isso você não precisa ficar deprimido por causa dos erros, pois Deus é "louco" de amor por você. Só o amor é mais forte que a dor e a morte.
Olhe para a cruz e você verá o quanto Deus o ama. Você quer a prova de que Deus o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscar você.
Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscar você. Diga para sua depressão:
"Eu não morrerei nesta depressão, porque sou filho de Deus - e filho de Deus não pode morrer no buraco!" Não podemos abaixar a cabeça para a depressão.
Se você perdeu um namorado e está com essa enfermidade, não olhe para o barulho do mar, olhe para Cristo. Para Deus não existe "beco sem saída".
O Todo-poderoso está pronto para mover o céu a fim de que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move um palha para fazer aquilo que você pode fazer.
Fonte: Felipe Aquino
O Vaticano fez um congresso sobre esse assunto, porque eles estão preocupados com esse mal.
Eu li o resumo do congresso e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com esse mal. Precisamos tratar desse povo.
A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma.
E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo.
E quem cuida da alma é o psicólogo e a religião.
Essa enfermidade tem cura e a cura tem três caminhos:
- Procure um médico psiquiatra, ele pode dar remédio;
- É preciso um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis;
- O tratamento tem de ser físico e espiritual.
Não tenha medo de procurar os três tratamentos.
A depressão é muito difícil de ser diagnosticada.
Uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são causas.
Mas o que ela sente?
Muitos podem ser os sintomas da depressão, como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelo, entre outros.
O importante é saber que esse mal tem cura. Deus nos deu os psicólogos e temos também a família.
Esta tem de cercar a pessoa e não deixá-la no buraco. Todos têm de se juntar e se unir.
Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco.
Tem de ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete... Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e vagarosamente.
É um ato de amor e caridade - e a família é importantíssima.
O deprimido tem de agir contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Ele precisa cultivar a alegria e lutar para sair do buraco em que se encontra. Como sair da depressão? Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no fundo do poço. Só fica nesse local quem não dá valor a si mesmo.
Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que você deixa a obra d'Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus! A primeira coisa que um deprimido tem de entender é que ele tem valor, que ele é alguém muito importante para Deus. Quando louvamos ao Senhor, damos voz e sentimentos a este mundo. Por que Jesus morreu na cruz? Por causa dos macacos, das galinhas? Não.
Ele entregou a vida na cruz por causa de você, do valor que você tem. E Ele o ama individualmente. Nenhum de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série, mas individualmente. A história do mundo é a história de cada um de nós. Ele sabe o meu nome, a minha angústia, a minha dor.
Quando Cristo morreu na cruz, Ele não carregava somente seus pecados, mas suas angústias e dores.
Ele já venceu suas tendências, por isso você não precisa ficar deprimido por causa dos erros, pois Deus é "louco" de amor por você. Só o amor é mais forte que a dor e a morte.
Olhe para a cruz e você verá o quanto Deus o ama. Você quer a prova de que Deus o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscar você.
Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscar você. Diga para sua depressão:
"Eu não morrerei nesta depressão, porque sou filho de Deus - e filho de Deus não pode morrer no buraco!" Não podemos abaixar a cabeça para a depressão.
Se você perdeu um namorado e está com essa enfermidade, não olhe para o barulho do mar, olhe para Cristo. Para Deus não existe "beco sem saída".
O Todo-poderoso está pronto para mover o céu a fim de que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move um palha para fazer aquilo que você pode fazer.
Fonte: Felipe Aquino
Como evangelizar os meus filhos?
Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los
A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais.
É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.
Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições.
Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais.
É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina... Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.
Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda:
“Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar.
Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor - estudo - religião. Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe.
Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.
Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões.
A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais.
Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.
Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas.
A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança.
Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela. Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los.
O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele.
Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro "O Pequeno Príncipe":
“Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais.
Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.
Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.
Fonte: Felipe Aquino
A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais.
É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.
Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições.
Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais.
É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina... Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.
Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda:
“Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar.
Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor - estudo - religião. Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe.
Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.
Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões.
A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais.
Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.
Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas.
A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança.
Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela. Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los.
O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele.
Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro "O Pequeno Príncipe":
“Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais.
Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.
Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.
Fonte: Felipe Aquino
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