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13 de maio de 2013

As Quinze Promessas de Nossa Senhora Aos Cristãos Que Recitam O Rosário

Quem me servir fielmente através da recitação do Rosário receberá sinais de graça divina.

Prometo a minha proteção especial e as graças mais grandes àqueles que recitarem o Rosário.

O Rosário será uma arma poderosa contra o inferno, destruirá o vício, diminuirá o pecado, e derrotará a heresia.

Causará que a virtude e os bons trabalhos floresçam; obterá a mercê abundante de Deus para as almas; retirará os corações do homem do amor ao mundo e às suas vanidades para os erguer ao desejo de coisas mais eternas. Oxalá que as almas se santifiquem assim.

A alma que se encomenda a mim através da recitação do Rosário não perecerá.

Quem recitar devotamente o Rosário, aplicando-se à consideração de seus mistérios sagrados, nunca será conquistado pelo infortúnio. Deus não o repreenderá em sua justícia, e não perecerá por uma morte desprovida; se fôr justo permanecerá na graça de Deus e tornar-se-á digno da vida eterna.

Quem tiver devoção vedadeira ao Rosário não morrerá sem os sacramentos da Igreja.

Aqueles que são fieis em recitar o Rosário terão na sua vida e na sua morte a luz de Deus e a plenitude de sua graça divina.

Livrarei do purgatório aqueles que foram devotos ao Rosário.

As crianças fieis do Rosário serão dignas de um alto nível de glória no Céu.

Tereis tudo o que pedires de mim com a recitação do Rosário.

Todos os que propagarem o sagrado Rosário serão ajudados por mim nas suas necessidades.

Consegui do Meu Filho Divino que todos os defensores do Rosário terão por intercessores toda a côrte celestial durante a sua vida e na hora da morte.

Todos os que recitam o Rosário são Meus filhos, e irmã os do meu único filho Jesus Cristo.

A devoção ao Rosário é um grande sinal de predestinação.

7 de maio de 2013

A Importância dos valores

O escândalo pode ser provocado pela lei ou pelas instituições, pela moda ou pela opinião.

Tomam-se, portanto, culpados de escândalo aqueles que instituem leis ou estruturas sociais que levam à degradação dos costumes e à corrupção da vida religiosa ou a "condições sociais que, voluntariamente ou não, tomam difícil e praticamente impossível uma conduta cristã conforme aos mandamentos". O mesmo vale para chefes de empresas que fazem regulamentos que incitam à fraude, para professores que "exasperam" os alunos ou para aqueles que, manipulando a opinião pública, a afastam dos valores morais.

Ciência técnica e valores morais

A pesquisa científica de base, como a pesquisa aplicada, constituem uma expressão significativa do domínio do homem sobre a criação. A ciência e a técnica são recursos preciosos postos a serviço do homem e promovem seu desenvolvimento integral em benefício de todos; contudo, não podem indicar sozinhas o sentido da existência e do progresso humano. A ciência e a técnica estão ordenadas para o homem, do qual provêm sua origem e seu crescimento; portanto, encontram na pessoa e em seus valores morais a indicação de sua finalidade e a consciência de seus limites.

Família lugar da assimilação dos valores

A família e a sociedade A família é a célula originária da vida social. E a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida. A autoridade, a estabilidade e a vida de relações dentro dela constituem os fundamentos da liberdade, da segurança e da fraternidade no conjunto social. A família é a comunidade na qual, desde a infância se podem assimilar os valores morais, tais como honrar a Deus e usar corretamente a liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade.

Hierarquia de valores e atividade econômica

A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao "comunismo" ou ao "socialismo". Além disso, na prática do "capitalismo", ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano. A regulamentação da economia exclusivamente por meio planejamento centralizado perverte na base os vínculos sociais; sua regulamentação unicamente pela lei do mercado vai contra a justiça social, "pois há muitas necessidades humanas que não podem atendidas pelo mercado". É preciso preconizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas econômicas, de acordo com uma justa hierarquia de valores e em vista do bem comum.

Hierarquia de valores e instituições sociais

A COMUNIDADE POLÍTICA E A IGREJA

Toda instituição se inspira, ainda que implicitamente, numa visão do homem e de seu destino, da qual deduz os critérios de seus juízos, sua hierarquia de valores, sua linha de conduta. A maior parte das sociedades tem referido suas instituições a um certa preeminência do homem sobre as coisas. Só a religião divinamente revelada reconheceu claramente em Deus, Criador e Redentor, a origem e o destino do homem. A Igreja convida os poderes políticos a referir seu julgamento e suas decisões a esta inspiração da verdade sobre Deus e sobre o homem:

As sociedades que ignoram esta inspiração ou a recusam em nome de sua independência em relação a Deus são levadas a procurar em si mesmas ou a tomar de uma ideologia os seus referenciais e os seu objetivos e, não admitindo que se defenda um critério objetivo do bem e do mal, arrogam a si, sobre o homem e sobre seu destino, um poder totalitário, declarado ou dissimulado, como mostra a história.

Hierarquia de valores e sociedade

A conversão e a sociedade

A sociedade é indispensável à realização da vocação humana. Para alcançar este objetivo, é necessário que seja respeitada a justa hierarquia dos valores que "subordina as necessidades materiais e instintivas às interiores e espirituais.

A convivência humana deve ser considerada como realidade eminentemente espiritual, intercomunicação de conhecimentos à luz da verdade, exercício de direitos e cumprimentos de deveres, incentivo e apelo aos bens morais, gozo comum do belo em todas as suas legítimas expressões, disponibilidade permanente para comunicar a outrem o melhor de si mesmo e aspiração comum a um constante enriquecimento espiritual. Tais são os valores que devem animar e orientar a atividade cultural, a vida econômica, a organização social, os movimentos e os regimes políticos, a legislação e todas as outras expressões da vida social em contínua evolução.

A sociedade deve favorecer o exercício das virtudes, não pôr-lhe obstáculos. Deve inspirá-la uma justa hierarquia de valores.

O exercício da autoridade visa tornar manifesta uma justa hierarquia de valores, a fim de facilitar o exercício da liberdade e da responsabilidade de todos. Que os superiores exerçam a justiça distributiva com sabedoria, levando em conta as necessidades e a contribuição de cada um e tendo em vista a concórdia e a paz. Zelem para que as regras e disposições que tomarem não induzam em tentação, opondo o interesse pessoal ao da comunidade

Valores humanos e cristãos no Matrimônio

Para que o "sim" dos esposos seja um ato livre e responsável e para que a aliança matrimonial tenha bases humanas e cristãs sólidas e duráveis, a preparação para o casamento é de primeira importância:

O exemplo e o ensinamento dos pais e da família continuam sendo o caminho privilegiado desta preparação

O papel dos pastores e da comunidade cristã como "família de Deus" é indispensável para a transmissão dos valores humanos e cristãos do Matrimônio e da família, e mais ainda porque em nossa época muitos jovens conhecem a experiência dos lares desfeitos que não garantem mais suficientemente esta iniciação (feita dentro da família):

Os jovens devem ser instruídos convenientemente e a tempo sobre a dignidade, a função e o exercício do amor conjugal, a fim de que, preparados no cultivo da castidade, possam passar, na idade própria, do noivado honesto para as núpcias.

Os bens e as exigências do amor conjugal "O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade;
O amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade. Numa palavra, trata-se das características normais de todo amor conjugal natural, mas com um significado novo que não só as purifica e as consolida, mas eleva-as, a ponto de torná-las a expressão dos valores propriamente cristãos."

Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família.

Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade.



6 de maio de 2013

Padre. Fábio de Melo contra a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia - um herege na Igreja de Cristo

O que nos ensina Pe. Fábio de Melo sobre a presença real de Nosso Senhor na Eucaristia?

Segundo ele:

“O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente?
Não. Juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.”. (do seu livro – MELO, Fábio de, CHALITA, Gabriel. Cartas entre amigos. São Paulo: Ediouro, 2009. p. 31 (o negrito é nosso).

Ora, no Sacramento da Eucaristia a matéria consagrada é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo! Isso é o que nos ensina o catecismo:
“Qual é a matéria do Sacramento da Eucaristia? A matéria do Sacramento da Eucaristia é a que foi empregada por Jesus Cristo, a saber: o pão de trigo e o vinho de uva.Que é consagração? A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus Cristo na última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.”. (
Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã (Catecismo Maior de São Pio X).
Parte IV. Cap. IV. § 1)

Portanto: “na Eucaristia, o que antes da Consagração era simples pão e vinho, é verdadeira substância do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, desde que se efetuou a Consagração.”. (Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 9)
Logo, é na matéria consagrada que se dá, de fato, a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo. E negar essa verdade é defender a mentira. É ensinar heresia.
Vejamos. O que é a Eucaristia para o Pe. Fábio de Melo?
“eucaristia, acontecimento ritual que nós, católicos, chamamos de ‘presença real de Cristo’. O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente? Não. Juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.”. (Fábio de Melo e Gabriel Chalita. op. cit. p. 31.)

Desse modo, para Pe. Fábio de Melo, a Eucaristia seria: um acontecimento ritual, que nós católicos chamamos de presença real de Cristo, onde juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.

Portanto, podemos concluir que para o Pe. Fábio de Melo:

1. Na Eucaristia há duas substâncias: a do pão e a do vinho.

2. Ou, forçando o sentido para ser mais benévolo, na Eucaristia haveria duas substâncias:
a da matéria necessária para o Sacramento (pão e vinho) e a substância de Cristo.
No primeiro caso ele seria condenado pelo Concílio de Trento (ses. XIII, c.I):
“Se alguém negar que o Santíssimo Sacramento da Eucaristia contém verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue, juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e, portanto, Cristo inteiro; mas disser que somente está em sinal, figura ou virtude: Seja Anátema.”. (ALASTRUEY. Gregório. Tratado de la Santisima Eucaristia. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos. 1952, p. 69)

E no segundo caso?

Também não escaparia:

“Seja anátema quem disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia remanesce a substância do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo”.( Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 36 )
Logo, Pe. Fábio de Melo nega a presença real e incorre em heresia não ensinando o que todo católico deveria saber, ou seja, que na Eucaristia há apenas uma substância: a de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por fim, Pe. Fábio de Melo faz uma afirmação estranhíssima, que corrobora sua negação da presença real. Segundo ele, na Eucaristia há, também, um “bonito e sugestivo significado da ausência.”. Absurdo! Na Eucaristia não há significado de ausência coisa nenhuma, mas, pelo contrário, existe a presença real e – para que o Pe. Fábio de Melo não esqueça – substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tudo isso é triste, lastimável e condenável.
Nós sabemos que o Pe. Fábio de Melo defende a evolução dos dogmas.( Ficamos sabendo, pela internet, que o Pe. Fábio de Melo defendeu abertamente – num ambiente asqueroso – a evolução dos dogmas. Link:

http://www.youtube.com/results?feature=moby&search_query=pe.+F%C3%A1bio+de+Melo+no+J%C3%B4&search_type=&aq=f (30/07/09). ) Mas a santa doutrina é imutável como o Deus que ela nos revela. Tanto é assim que essa heresia ensinada pelo Pe. Fábio de Melo foi condenada, não só pelo Concílio de Trento (séc. XVI), mas por toda a santa e milenar Tradição da Igreja Católica.

Vejamos.

No II século, São Justino, descrevendo a Missa, afirmou: “Este alimento chama-se entre nós Eucaristia… E não tomamos este como pão comum, nem como bebida comum; mas assim como pelo Verbo de Deus feito carne, Jesus Cristo nosso Salvador teve carne e sangue por causa de nossa salvação, assim também se tem nos ensinado que naquele alimento no qual se deram graças pela súplica que contém as palavras Dele… é a carne e o sangue daquele Jesus encarnado.”.( Gregório Alastruey. op. cit. p. 84)

No século V, o Papa São Leão Magno afirmou: “Dizendo o Senhor: Se não comerdes a carne do Filho do homem e beberdes seu sangue, não tereis vida em vós (Io. VI, 53), deveis participar da sagrada mesa, de tal maneira que nada duvideis sobre a verdade do corpo e do sangue de Cristo.”.( Idem. p. 86 )

E no século IV nos fala São Cirilo de Jerusalém:
“Havendo ele mesmo pronunciado e dito do pão: Isto é meu corpo. Quem se atreverá a duvidar? E havendo Ele mesmo assegurado e dito: Este é meu sangue. Quem o porá em dúvida, dizendo que não é seu sangue?”.(Idem. p. 85)
O Pe. Fábio de Melo negou. Pesam sobre ele as condenações da Igreja Católica.
fonte: http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=fabio-de-melo&lang=bra

Pe. Fábio de Melo contra a Ressurreição de Jesus Cristo.

O que Pe. Fábio de Melo nos ensina sobre a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo? Segundo ele:

“Gosto de compreender a ressurreição de Jesus da mesma forma. Diante da ausência sentida, a saudade fez o apóstolo intuir e proclamar: ‘Ele está no meio de nós!’”.[Fábio de Melo e Gabriel Chalita. op. cit. p. 30.)

A ausência sentida e a saudade fizeram o apóstolo intuir? Por que ausência? Pela Ressurreição Nosso Senhor não voltou a estar, inclusive com corpo (portanto, materialmente), entre os apóstolos?[“No terceiro dia depois da morte, que era um domingo, pela madrugada, Sua Alma se uniu ao Corpo. Deste modo, Aquele que por três dias estivera morto, tornou à vida que, com a morte, havia deixado, e ressuscitou.” (Catecismo Romano. Parte I. Cap. VI, 7)].
Não são eles mesmos que nos afirmam: “Nós vimos o Senhor” (Jo XX, 25). Ou Santa Maria Madalena: “Vi o Senhor e ele me disse essas coisas.” (Jo XX, 18). Por que saudade? Ora, só se tem saudade de quem não está presente, mas diz o Evagelho:

 “Chegada, pois, a tarde daquele dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos judeus, foi Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois os discípulos ao ver o Senhor.” (Jo XX, 19-20).
Disso tudo, podemos concluir três coisas:

1. Nosso Senhor não estava ausente, mas presente – inclusive materialmente – entre os apóstolos.

2. É difícil imaginar como os apóstolos podiam ter saudades de Cristo, sendo que Cristo estava com eles.

3. Nosso Senhor deu-lhes uma prova material daRessurreição ao mostrar-lhes as mãos perfuradas pelos cravos e o lado perfurado pela lança.
O que é, portanto, que Pe. Fábio de Melo quer dizer com tudo isso?
Falando sobre seu modo de pensar a Ressurreição, ele nos afirma:

“Não importa que haja um corpo encontrado ou um corpo desaparecido.
O que a ressurreição nos sugere é muito mais que um corpo material. O mais importante, e o que verdadeiramente pode mover o cristianismo no tempo, não está na prova material da ressurreição, mesmo porque não a temos.”.[Fábio de Melo e Gabriel Chalita. op. cit. p. 30]
E num artigo de seu Blog, ao falar da Ressurreição, declara:
“O que me instiga em tudo isso é a falta de provas para o fato. O sepulcro estava aberto, vazio. (…) A imposição dessa verdade não passa pela materialidade do mundo, nem tampouco pode ser explicada através das claras regras que foram postuladas por nossa razão cartesiana. (…) Estamos falando de algo maior, superior.
O que despertou o grito da ressurreição foi o encontro dos olhares de quem havia estado com Ele. Foi o momento em que João reconheceu em Pedro a presença do Mestre.”.[Encontrado no site: www.fabiodemelo.com.br (30/07/09 – negrito nosso)
(link: http://www.fabiodemelo.com.br/novo/blog/index.php?cd_fotolog=33)]

Agora fica mais claro. Pe. Fábio de Melo nega que existem provas da Ressurreição.

Mas o que nos diz o Evangelho a respeito?

Vejamos:

“Enquanto falavam nisto, apresentou-se Jesus no meio deles e disse-lhes: A paz seja convosco. Mas eles turbados e espantados, julgavam ver um espírito. Jesus disse-lhes: porque estais turbados e que pensamentos são esses que vos sobem aos corações? Olhai para minhas mãos e pés, porque sou eu mesmo; apalpai, e vede, porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas, não crendo eles ainda e estando fora de si com a alegria, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que se coma? Eles apresentaram-lhe uma posta de peixe assado e um favo de mel. Tendo-os tomado comeu-os à vista deles. Depois disse-lhes: Isto são as coisas que eu vos dizia, quando ainda estava convosco, que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos.

Então abriu-lhes o entendimento, para compreenderam as Escrituras; e disse-lhes:
Assim está escrito, e assim é necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos ao terceiro dia, e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas dessas coisas.” (Lv XXIV, 36-48).
Desse modo podemos concluir, contra o Pe. Fábio de Melo, que:

1. Havia provas de sobra para o fato. Aliás, bem materiais, diga-se de passagem.
2. O que fez os apóstolos crerem na Ressurreição não foi o encontro dos olhares coisa nenhuma, mas ver Nosso Senhor ressuscitado, falando e comendo com eles.
3. Deus Nosso Senhor quis provar com um milagre visível sua Ressurreição.
4. Negar que existem provas da Ressurreição é o mesmo que negar as Sagradas Escrituras e, por conseqüência, a própria Ressurreição.

Como não poderia deixar de ser, a Santa Madre Igreja, para proteger a fé dos erros modernistas, condenou no Decreto Lamentabili de São Pio X a seguinte afirmação:

“A ressurreição do Salvador não é propriamente um fato de ordem histórica, mas de ordem meramente sobrenatural que não foi demonstrado, nem é demonstrável, e que a consciência cristã insensivelmente deduziu de outros fatos.”.

[Papa S. Pio X - "Lamentabili Sine Exitu" MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=lamentabili&lang=bra
Online, 30/07/2009 às 14:51h]

Negar a existência de provas é negar que a Ressurreição seja demonstrável. E negar que haja provas é negar o caráter histórico do fato (Ressurreição) narrado pelas Sagradas Escrituras.

Portanto, Pe. Fábio de Melo, infelizmente, incorre em mais uma condenação da Igreja.
http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=fabio-de-melo&lang=bra


Fonte: fim dos tempos.net
          mantfort.org.br

4 de maio de 2013

O Valor Eclesial do Sacramento da Penitência

Todo e qualquer pecado é pecado contra Deus, contra si mesmo e contra o irmão. Contra Deus porque é uma rejeição ao seu amor, última razão pela qual fomos criados e chamados a participar de sua felicidade; rejeição, portanto de seu apelo gratuito, de seu plano salvífico para conosco, de sua vontade, de seus mandamentos; recusa de sermos filhos do Pai, irmãos de Cristo e templos do Espírito Santo.

O Concílio quer inculcar na alma dos fiéis, juntamente com as conseqüências sociais do pecado, a natureza própria da penitência que detesta o pecado como ofensa feita a Deus (SC 109). O motivo primeiro do arrependimento dos pecados é a ofensa feita a Deus, isto é, a resistência ao seu amor, à recusa ou pouca estima de sua amizade, a ingratidão para com seus benefícios, o desprezo ou pouco caso da vontade divina, expressa na lei.

Evidentemente, o pecado não pode prejudicar a Deus. Sempre, porém, o ofende. O pecado ofende sempre a Deus, mesmo quando, diretamente, só atinge o próximo, porque Deus ama todos os seus filhos, quer e protege o bem deles. Por isso, o pecado só pode ser perdoado por Deus; e deve ser detestado, acima de tudo, como ofensa à sua bondade infinita. Precisamos, porém, recordar que todo pecado comporta também conseqüências sociais mais ou menos graves, mais ou menos evidentes, segundo sua natureza.

Na Igreja dos primeiros séculos, havia um senso muito vivo, do aspecto social do pecado: aos pecadores públicos eram impostas penitências públicas, e só depois de expiarem suas culpas, eram readmitidos na comunidade. Mudada com o tempo esta disciplina não se mudou o espírito. Também hoje, quem pecou gravemente é excluído da Comunhão eucarística até que se reconcilie com Deus e com a Igreja, pelo sacramento da confissão.

Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência ensina o Concílio, obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, bom exemplo e orações (LG 11).

Embora seja a confissão um ato secreto e estritamente privado, o fato de chegar o perdão de Deus ao penitente através do sacerdote exprime não só a presença da Igreja, mas também a reconciliação com ela. Por isso, o sacramento da penitência, enquanto tem valor íntimo, pessoal, para quem o recebe, tem também valor eclesial. Restabelece ou aumenta as relações de amizade com a Igreja; purifica o indivíduo, e ao mesmo tempo cura a ferida que seus pecados produziram na Igreja.

Embora sejamos muitos. Diz S. Paulo: somos um só corpo em Cristo e cada um de nós, membros uns dos outros (Rm 12, 5). Por causa da solidariedade que une todos os fiéis em Cristo aponto de formarem, nele, um só corpo, tanto o bem como o mal de cada um é bem ou mal de todos. O pecado ofende a Cristo, cabeça do Corpo místico, enquanto é ofensa a Deus e fere os membros do mesmo Corpo, enquanto prejudica espiritual ou materialmente os irmãos. Qualquer pecado, mesmo o mais oculto e pessoal, tem conseqüências prejudiciais à comunidade, porque diminui nela o nível da graça, da virtude, da santidade e aumenta aquele peso de misérias que impede o caminho para Deus. Assim como um só ato de caridade aumenta o amor em toda a Igreja, assim também um só ato de desamor o diminui.

Muitas vezes o pecado prejudica o próximo, de modo mais direto, como acontece com as faltas contra a justiça, a sinceridade, a caridade, o respeito pela pessoa e pelas coisas alheias. Assim exige justa reparação, e o sacramento da penitência a isto provê, seja porque o sacerdote, sendo, ao mesmo tempo, representante de Deus e da Igreja, perdoa os pecados em nome de Deus e da Igreja e, portanto, também em nome da comunidade, seja porque, impondo a penitência sacramental, indica ao penitente como reparar o prejuízo causado ao próximo.

Em todos os casos, deve o penitente aproximar-se desse sacramento com consciência eclesial, comunitária, ou seja, não unicamente em vista da conversão pessoal ou do progresso e salvação da própria alma, e sim também em vista do proveito dos irmãos. Há de desejar reparar o mal que fez aos irmãos com os próprios pecados; há de esforçar-se por levar à sociedade e à Igreja aquela contribuição de santidade a que é obrigado, por força do batismo.

A Igreja só resplandece no mundo e atrai os homens a Deus, na medida de sua própria santidade. E é ela mais ou menos santa conforme a santidade de seus filhos. Necessita de maior ou menor purificação conforme as culpas e deficiências deles. O que já existe de censurável na Igreja, cuidem muito os fiéis de não aumentar com os próprios pecados. Ao contrário. Para diminuir o mal na sua Mãe Igreja, não cesse de fazer penitência e de renovar-se (LG 8). Assim, quanto dele depende, será a Igreja, como a quer Cristo, sem mancha, nem ruga... Mas imaculada e santa (Ef 5,27).



Eduardo Rocha Quintella - Bacharel em Teologia

Mês de Maria

Na piedade popular, dedica-se o mês, em que estamos, à Virgem Maria, Mãe de Deus. Com os Evangelhos nas mãos e mesmo em outras partes do Novo Testamento, fica difícil – para não dizer impossível – negar a Maria o papel preponderante que Ela teve na história da nossa salvação.

Já no Concílio de Éfeso em 431, após a negação de Nestório, a Igreja proclamou a Virgem “theotokos”, isto é, “genitora de Deus”, não no sentido de ter Ela dado a divindade ao Verbo de Deus, mas no sentido de ter Ela dado a natureza humana ao Verbo, segunda pessoa da Trindade. Santo Tomás, como sempre lúcido e preciso, explica: “da Pessoa que possui a humanidade e a divindade, Maria é mãe segundo a humanidade”.

O Evangelho de Lucas (1, 43), narra a saudação de Isabel, ao receber a visita de Maria: “Mãe do meu Senhor”. A figura de Maria como Mãe de Jesus, é repetidamente mencionada no Evangelho. Os misteriosos magos, recém-chegados do Oriente, entraram na casa e “viram o Menino com Maria, sua Mãe” (Mt 2, 11). E quando José foi avisado pelo anjo que Herodes queria matar a criança, Mateus relata a ordem do anjo: “toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito” (Mt 2, 13).

São muitos os textos evangélicos que afirmam que Maria é a Mãe deste Jesus, que o Evangelho de João registra ser o Verbo de Deus, isto é, a Pessoa divina que criou tudo que foi feito.

Fica pois difícil ao cristão que conhece os Evangelhos não ter por Maria o respeito, a admiração, o carinho que Ela merece por nos ter dado Jesus, o Salvador, a quem revestiu virginalmente da natureza humana, sem a qual era impossível a Deus sofrer e morrer para a nossa salvação.

Isto tudo, que a Teologia bíblica nos ensina e nos parece meridiano como o sol, é ponto nevrálgico para o dialogo ecumênico, como reconhece o teólogo evangélico Moltmann.

Os cristãos evangélicos, que têm pela Bíblia invejável amor e respeito, quando se trata de Maria, Mãe de Deus, fecham-se e retraem-se. Não reconhecem a valorosa presença dEla na Igreja de Jesus, como o livro dos Atos dos Apóstolos nos atesta (Atos 1, 14).

Há uma indiscutível riqueza do patrimônio bíblico, que deveria ser, sem dúvida, um elemento fundamental da unidade entre nós, cristãos, e infelizmente não tem sido.

Maio, mês de Maria, Mãe de Deus. Que ela nos abençoe e nos ajude a viver integralmente o Evangelho de seu Filho Jesus Cristo.



Dom benedicto de Ulhoa Vieira - Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Uberaba/MG

A Missa explicada por Padre Pio

Do sinal da cruz inicial até o ofertório, é preciso encontrar Jesus

Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar.
Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na missa.

Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917).

Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.

Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. É preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem, nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente.

O Ofertório: É a prisão, chegou a hora...

O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".

Desde o início da oração Eucarística até a Consagração: Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.

A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.

Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.

"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso..."

A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...

A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar.

A Benção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!

Pe Jean Derobert.

Palavras do padre Pio

Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suportá-lo sem chorar..."

Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.

Confidências a seus filhos espirituais

"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.

"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".

"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?"

"A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão." "Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas."

"A consagração?" - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação."

"A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor."

"Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?" - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz."

"Como nós devemos ouvir a Santa Missa?"
- Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz ".


Entendeu, o porque de não bater palmas na santa missa?

Fonte: Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.

O socorro Divino

A vida e a liberdade são marcas fundamentais no ser humano. São condições que facilitam o encontro com o Criador, com Aquele que vem ao mundo e se solidariza com as pessoas que sofrem, tirando-as da opressão e dos males que as sacrificam. É Deus que vem em socorro dos que são ameaçados e sem liberdade.

As palavras “coragem” e “esperança” traduzem o sentimento e o nível de realização de todos os indivíduos. Não podemos ficar cegos diante das realidades que nos cercam e nem da ação que resgata a dignidade dos irmãos sofredores. De um lado, enfrentamos a força destruidora da sociedade e, de outro, a ação revitalizadora que vem em socorro dos marginalizados.

Temos que projetar um futuro de paz, de liberdade e de alegria. Significa não agir com libertinagem, sem responsabilidade e desconectado com o contexto social. O “deus individualismo”, da atualidade, não pode continuar sendo a marca da nova cultura, excluindo da convivência comunitária a força da solidariedade e do amor fraterno, aquilo que dá sentido ao viver.

O socorro divino acontece para libertar os oprimidos dos mais fortes. Deus é Pai de todos e quer reunir seus filhos em família, não deixando ninguém de fora. Até podemos dizer que uma terra de liberdade e vida para todos é da vontade essencial de Deus e constitui tarefa nossa.

Somos sacrificados pelas ideologias dominantes, tendo como centro irradiador, o mundo urbano. As possibilidades das grandes cidades fragilizam nossa capacidade de ação concreta a favor do bem, do que produz frutos sociais e do que causa alienação e descompromisso com o bem comum. Absorvemos, com muita facilidade, uma mentalidade individualista.

Diante da vontade divina firmada na Sagrada Escritura, devemos acolher a verdade que liberta, que abre nossos olhos para abandonar o egoísmo e construir um mundo como casa de vida digna e sem exclusão. Temos que quebrar as barreiras que impedem as pessoas de enxergar o caminho e os instrumentos que conduzem a uma vida de acordo com a vontade de Deus.


Fonte: Dom Paulo Mendes Peixoto
          Arcebispo de Uberaba/MG

3 de maio de 2013

DIVÓRCIO ENTRE CÔNJUGES CATÓLICOS

A separação dos esposos com a manutenção do vínculo matrimonial pode ser legítima em certos casos previstos pelo Direito canônico (cf. CIC, cânones 1151-1155).

Se o divórcio civil for a única maneira possível de garantir certos direitos legítimos, o cuidado dos filhos ou a defesa do patrimônio, pode ser tolerado sem constituir uma falta moral.

Conseqüências do divórcio entre cônjuges católicos

São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civicamente uma nova união.
A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo ("Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério":
Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido.

Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais.

A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa.

A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade essenciais ao Matrimônio.
A poligamia é incompatível com unidade do matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal de seu mais excelente": a prole.

O divórcio é uma ofensa grave à lei natural. Pretende romper o contrato livremente consentido pelos esposos de viver um com o outro até a morte. O divórcio lesa a Aliança de salvação da qual o matrimônio sacramental é o sinal. O fato de contrair nova união, mesmo que reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura; o cônjuge recasado passa a encontrar-se em situação de adultério público e permanente:

Se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra.

O caráter imoral do divórcio deriva também da desordem que introduz na célula familiar e na sociedade. Esta desordem acarreta graves danos: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados pela separação dos pais, e muitas vezes disputados entre eles (cada um dos cônjuges querendo os filhos para si); e seu efeito de contágio, que faz dele urna verdadeira praga social.

O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do casamento.

O divórcio é uma ofensa grave à lei natural. Pretende romper o contrato livremente consentido pelos esposos de viver um com o outro até a morte. O divórcio lesa a Aliança de salvação da qual o matrimônio sacramental é o sinal. O fato de contrair nova união, mesmo que reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura; o cônjuge recasado passa a encontrar-se em situação de adultério público e permanente:

Se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra.

Indissolubilidade do Matrimônio e divórcio

O Senhor Jesus insistiu na intenção original do Criador, que queria um casamento indissolúvel. Ab-roga as tolerâncias que se tinham introduzido na Lei antiga.

Entre batizados, o matrimonio ratificado e consumado não pode ser dissolvido por nenhum poder humano nem por nenhuma causa, exceto a morte".

Inocência do cônjuge injustamente abandonado

Pode acontecer que um dos cônjuges seja a vítima inocente do divórcio decidido pela lei civil; neste caso, ele não viola o preceito moral. Existe uma diferença considerável entre o cônjuge que se esforçou sinceramente por ser fiel ao sacramento do Matrimônio e se vê injustamente abandonado e aquele que, por uma falta grave de sua parte, destrói um casamento canonicamente válido.

Obra de caridade para com os divorciados

A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:

Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a freqüentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus.



1 de maio de 2013

Deus quer nos curar

O mundo acha que tudo o que se vive por aí é normal...

A cura, na verdade, é salvação, e salvação é cura. No grego, assim como no hebraico, línguas nas quais a Bíblia foi escrita, a palavra salvação também quer dizer cura, saúde.

Em algumas traduções das Bíblias, lemos assim: "Jesus disse: vai, a tua fé te curou". E em outras: "Vai, a tua fé te salvou". Na verdade, curar e salvar falam da mesma realidade, na Sagrada Escritura.

Jesus pagou o preço do nosso resgate. Podemos falar de salvação como pagamento de uma dívida somente se entendermos isso apenas como uma metáfora. Para entendermos a salvação, precisamos de várias metáforas, nenhuma delas é completa, pois são comparações que nos dizem o que é a salvação. Uma delas está neste conceito de cura: estamos doentes e precisamos ser curados, precisamos ser salvos. Este não é um conceito absoluto, mas bastante rico, cujo fruto espiritual é muito grande. Deus quer nos salvar, ou seja, Ele quer nos curar. Este conceito funciona bastante porque está enraizado na constatação de que não estamos totalmente conforme o sonho que Deus teve para nós. Este sonho foi realizado somente em Jesus Cristo, que é um Homem como Deus pensou.

Podemos dizer, com toda certeza, que nunca vimos uma pessoa inteira. Só temos experiência de "pedaços" de homens, pessoas "deformadas" que trazem em si a marca do pecado. A nossa condição é a de pessoas marcadas pelo pecado, pois somos doentes e precisamos tomar consciência disso, para que vivamos uma mudança de mentalidade.

O mundo acha que tudo o que se vive por aí é normal. É assim que a nossa sociedade decide o que está certo ou errado. Por exemplo, segunda ela a "masturbação é normal porque todo mundo faz". Primeiro, não é verdade que todo mundo a pratica, e depois, mesmo que seja a maioria, isso não constitui a normalidade. No século XIX, metade da população de Cuiabá (MT) morreu de varíola, depois da guerra do Paraguai. Mas isso não fez com que essa doença se tornasse normal, continua sendo uma doença. Todo mundo tem gripe ou alguma virose, mas nem por isso estas enfermidades são normais.

Somos pessoas marcadas pela "doença" do pecado original. Nossas reações não são todas normais. Se não nos dermos conta disso, não vamos nos converter. O primeiro passo que o doente tem de dar para se curar é o de se convencer de que está doente. Se ele achar que está muito bem, não vai mudar.

É muito mais fácil uma espiritualidade "otimista" que aplauda e canonize tudo aquilo que as pessoas fazem. "Todo mundo faz, é assim mesmo. Tudo o que Deus fez é bonito, precisamos aplaudir, apoiar e aceitar". Precisamos levar a sério as conseqüências do pecado original. Se sou obcecado pela felicidade que encontro na comida, na bebida, este tipo de pensamento diz que a fome é um instinto natural, criado por Deus, logo, é bom e não tem nenhum problema. Embora isso tenha sido criado por Deus, traz a marca do pecado original, pois nos afasta d'Ele.

Santo Agostinho faz a comparação: Imaginemos que um noivo dê um presente para sua noiva. E ela fica tão fascinada com o presente que esquece do noivo e vai para casa. Aquilo que o noivo deu como sinal de amor se torna um caminho de separação. Deus nos deu este mundo como um presente, mas a nossa tendência é transformá-lo em deus, colocar os presentes de Deus no lugar d'Ele. É aqui que está a nossa doença.

Dizer que uma pessoa é saudável é diferente de dizer que um alimento é saudável. Uma pessoa é saudável quando tem saúde e um alimento é saudável quando traz saúde. Da mesma forma, podemos falar de pecado original de formas diferentes:

Uma coisa é dizer "eu cometi um pecado", que é uma transgressão, algo que ofende a Deus e destrói a quem o pratica. Quando dizemos que Adão e Eva pecaram, posso chamar esta primeira transgressão de pecado original. E quando digo que tenho este pecado [original], isso tem outro sentido pois é algo recebido, hereditário. Podemos tentar explicar isso por meio da liberdade que Deus nos dá, como filhos. Ele está do nosso lado, nos protege, mas leva a sério a nossa liberdade. Se você fizer algo de mal, Ele vai respeitar sua liberdade, e vai sofrer por isso, já que nos ama.

Os pecados que cometemos afetam aos demais, às vezes, até de forma irreparável. Se você contrair AIDS, não tem como fazer de conta que isso não existe, pois pode morrer com esta doença ou contaminar outras pessoas. O pecado tem conseqüências, assim como a partir do pecado original surgiu em nós uma tendência para o mal.

Os mesmos instintos que os animais têm, nós também o temos. Assim como um macaco gosta de comer, beber, ter relações sexuais, nosso instinto é o mesmo. Porém existe uma grande diferença: nós temos alma. Nós não fomos feitos só para isso, temos uma sede maior. Não adianta apenas comer, beber, ter relações sexuais, porque dentro de você vai permanecer um vazio. Seu coração vai permanecer inquieto, como disse, com clareza, Santo Agostinho. Nós não nos satisfazemos com nada, nós queremos muitas coisas, mas nosso coração só vai se apaziguar em Deus.

Proponho, então, uma conscientização das "doenças" que estão dentro de nós. E uma vida espiritual que as combata numa tentativa de reverter as conseqüências do pecado original. É claro que a cura total não será neste mundo, mas em nossa ressurreição. Mas, por mais que seja assim, nós podemos e devemos viver uma vida ascética, de ascese – esforço para curar estas más tendências que existem dentro de nós.
Quando falo de ascese, falo de jejum, vigílias, sacrifícios, abstinências, esforços espirituais. Tudo isso não para "pagar os pecados", – pois eles já foram pagos por Jesus – mas para combater a tendência ao pecado que, dentro de nós, é como a lei da gravidade, puxando-nos para baixo. Precisamos fazer algo para não acabar nos "envenenando" espiritualmente, pois sabemos da nossa condição, de nossa "doença" espiritual. Não é só na Quaresma que precisamos fazer jejuns e oferecer sacrifícios. Se não combatermos estas "enfermidades", seremos vítimas delas.



Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil) e é reitor do Seminário Cristo Rei, de Cuiabá.
Nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992.
Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia, além de servir à Câmara Eclesiástica de Cuiabá, à Paróquia Nossa Senhora das Dores (Barão de Melgaço – MT) e ao Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá.
Em 2002, a Santa Sé o nomeou consultor da Congregação do Clero, em assuntos de catequese.

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