.

.

20 de setembro de 2014

Putin ameaça invadir Polónia, Roménia e países bálticos, diz jornal alemão



A notícia foi avançada pelo jornal alemão Suddeutsche Zeitung, que refere que a ameça foi feita por Vladimir Putin ao presidente ucraniano Petro Poroshenko, numa conversa privada, pelo telefone.

É a primeira vez que Putin ameaça invadir países membros da NATO ou da União Europeia, diz o The Telegraph
AFP/Getty Images
Autor

O presidente russo Vladimir Putin ameaçou invadir a Polónia, Roménia e os países bálticos numa conversa privada com o presidente ucraniano Petro Poroshenko, diz o The Telegraph. A notícia foi avançada pelo jornal alemão Suddeutsche Zeitung esta quinta-feira e, a ser verdade, é a primeira vez que Putin ameaça invadir países membros da NATO ou da União Europeia.

“Se eu quiser, em dois dias tenho tropas russas não só em Kiev, como em Riga [Letónia], Vilnius [Lituânia], Tallin [Estónia], Varsóvia [Polónia] e Bucareste [Roménia]“, disse alegadamente Putin ao presidente ucraniano, segundo o jornal alemão.

Caso Putin avance com as ameaças, o Reino Unido pode entrar em guerra com a Rússia, avança o Telegraph. Todos os países nomeados por Putin estão cobertos pela garantia de segurança da NATO, que diz que “um ataque a um dos países é um ataque a todos”. No início do mês, o presidente dos Estados Unidos da América confirmou o compromisso com esta doutrina num discurso em Tallinn.

No início de setembro, Vladimir Putin também disse ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso que, se quisesse, poderia tomar a capital ucraniana em duas semanas, segundo o jornal italiano La Repubblica. Depois de Putin ter ameaçado divulgar a conversa toda, Durão Barroso veio a público lamentar que a conversa privada com o presidente russo tenha sido divulgada de forma “distorcida” e “fora do contexto”.

Segundo a publicação alemã, Durão Barroso ter-se-á encontrado com o presidente ucraniano Poroshenko na semana passada, onde terá surgido a divulgação sobre a ameaça decorrente das conversas que os líderes dos dois países tiveram durante o cessar-fogo.

Além de ameaçar com a invasão de mais países, Putin alertou o presidente ucraniano para que não tenha “muita fé” na União Europeia, porque a Rússia poderia exercer a sua influência e lançar uma “minoria de bloqueio” entre os Estados membros.

Os países bálticos estão particularmente nervosos com as intenções da Rússia, mas o presidente norte-americano Barck Obama tentou tranquilizá-los com o discurso que fez em Tallinn no início do mês, dizendo que a NATO “está com a Estónia, com a Letónia e com a Lituânia”.

A Comissão Europeia não confirmou nem negou se é verdade que Durão Barroso se reuniu com Poroshenko. “O que importa para a Comissão e para a União Europeia é contribuir para que haja uma paz duradoura, estabilidade e prosperidade na Ucrânia”, disse Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz da Comissão Europeia.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko reuniu-se esta quinta-feira com Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, para pedir mais assistência militar norte-americana na luta contra os rebeldes russos, segundo a Fox News.

“A imagem do presidente Poroshenko sentado na Sala Oval vai valer mais do que mil palavras – em inglês e em russo”, disse Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.


“Estado Islâmico quer matar Papa Francisco”, avisa embaixador iraquiano


O Papa Francisco deslocar-se-á à Albânia e à Turquia

"As ameaças são reais", disse Habeeb Al Sadr, o embaixador do Iraque junto da Santa Sé, numa altura em que o Papa prepara duas visitas consideradas de alto risco. Vaticano desvaloriza ameaças.

O embaixador do Iraque junto da Santa Sé lançou o alerta para os perigos relacionados com as próximas visitas oficiais do Papa Francisco, consideradas de alto risco, numa altura em que se prepara para se deslocar à Albânia e planeia uma ida à Turquia, países de maioria muçulmana,

“O autoproclamado Estado Islâmico foi claro — eles querem matar o Papa. As ameaças são reais”, disse o iraquiano Habeeb Al Sadr ao jornal italiano La Nazione. “Acredito que o podem tentar matar durante uma das suas viagens ao estrangeiro, ou até em Roma. Há membros do Estado Islâmico que não são árabes. Há canadianos, americanos, franceses, britânicos e até italianos”, avisa.

Na segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, desvalorizou as declarações do embaixador e disse que não estavam previstas medidas de segurança extraordinárias durante a visita do Papa à Albânia, no sábado.


17 de setembro de 2014

Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia: esperamos a presença do Papa, diz Dom Chaput

Realizou-se na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a coletiva de apresentação da preparação para o VIII Encontro Mundial das Famílias, que terá lugar em Filadélfia, EUA, de 22 a 27 de setembro do próximo ano.

Participaram da apresentação o presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia; o arcebispo de Filadélfia, Dom Joseph Chaput; e uma família da cidade estadunidense engajada na vida da Igreja local.

Teve início a contagem regressiva para o Encontro Mundial das Famílias. Com essas palavras, o arcebispo de Filadélfia sintetizou o clima de expectativa com o qual se aguarda, se vive, e se está preparando para o grande evento de setembro de 2015. O prelado não dissimulou a grande esperança no coração de todos em Filadélfia:

"Esperamos fortemente que o Santo Padre esteja entre nós em Filadélfia. O evento do próximo ano se torna mais real com o passar das horas. Filadélfia tem profundas raízes religiosas e o Papa Francisco é muito amado, dentro e fora da Igreja nos EUA. Como já disse em outra ocasião, estão previstos entre 10 mil e 15 mil participantes do Congresso sobre a família, provenientes do mundo inteiro. Uma missa celebrada pelo Papa poderia facilmente atrair mais de um milhão de pessoas..."

Em seguida, o arcebispo Chaput recordou o tema do Encontro, "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva", e ressaltou que foi preparado um texto de catequese sobre temas candentes relacionados à família.

Ademais, o prelado recordou os dois patronos do evento: São João Paulo II, que justamente 20 anos atrás iniciava os Encontros Mundiais das Famílias, e Santa Gianna Beretta Molla, exemplo extraordinário de mãe e mulher cristã.

Como citado precedentemente, também uma família de Filadélfia encontrava-se presente na coletiva de imprensa. Trata-se da família Riley, engajada nos preparativos do Encontro. Eis o testemunho de Barbara Riley:

"Sentimo-nos comovidos por acolher em Filadélfia um evento de tal alcance, centralizado na família. A família é muito importante, determinante para o crescimento dos filhos. 20 anos atrás me converti ao catolicismo: fui atraída por sua atenção às mulheres, às mães e à família."

Por sua vez, o Arcebispo Vincenzo Paglia enumerou uma série de eventos e iniciativas que precederão o Encontro de Filadélfia: em particular, na próxima quinta-feira, 18 de setembro, o simpósio "Família e pobreza", promovido em parceria com a "Caritas Internacional" e, sobretudo, o encontro do Papa Francisco com os avôs, no último domingo deste mês, 28 de setembro, na Praça São Pedro.

Espera-se a participação de cerca de 40 mil pessoas – provenientes de 20 países –, entre as quais um casal de anciãos refugiados do Iraque que dará seu testemunho sobre os sofrimentos do povo iraquiano, ressaltou o presidente do Pontifício Conselho para a Família.

Todos esses eventos, ressaltou Dom Paglia, evidenciam a importância da família, apesar das dificuldades que deve enfrentar:

"Muitas vezes as famílias são esquecidas e por vezes fustigadas, mas, graças a Deus, existem milhões e milhões delas que literalmente mantêm a Igreja e a sociedade em vida."

Respondendo às perguntas dos jornalistas, Dom Paglia fez um comentário sobre o movimento popular francês "Manif pour tous", movimento em defesa da família que surgiu na França após a aprovação, no país, da lei sobre uniões homossexuais:

"Diria que é um exemplo muito bonito o que aconteceu na França, ou seja, o de envolver o mais largamente possível fiéis, fiéis de outro modo, não-crentes, quem quer que seja, para apoiar esta dimensão da família como célula fundadora de nossas sociedades."

Durante a coletiva foi ressaltado que o Encontro de Filadélfia será uma ocasião fecunda de ulterior debate e reflexão após o Sínodo extraordinário sobre a família. Em seguida, Dom Chaput quis evidenciar que não se deve falar somente dos problemas da família, mas de sua beleza no projeto de Deus:

"Trataremos de temas reais: de fato, deveremos falar do projeto de Deus partindo da realidade de nossas próprias experiências, inclusive das experiências difíceis. Porém, a finalidade é encorajar as famílias a fim de que acolham o projeto de Deus com alegria. A Igreja tem dois mil anos de experiência no empenho em ajudar-nos a fazer essa reflexão, a ajudar as famílias a incorporar essa experiência em sua vida." (RL)



Francisco: se você não está próximo às pessoas e não dá esperança as pregações são vaidades


Podem-se fazer belas pregações, mas se você não está próximo às pessoas, se você não sofre com as pessoas e não dá esperança, essas pregações não servem, elas são vaidades: foi o que disse o Papa durante a sua homilia nesta manhã de terça-feira na Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda o papa São Cornélio, e o bispo São Cipriano, mártires.

O Evangelho do dia fala de Jesus que se aproxima de um cortejo fúnebre: uma viúva de Naim perdeu seu único filho. O Senhor realiza o milagre de trazer à vida o jovem - afirma o Papa -, mas faz muito mais: ele está próximo. “Deus – dizem as pessoas - visitou o seu povo”. Quando Deus visita “há algo a mais, há algo de novo”, “quer dizer que a sua presença está especialmente ali”. Jesus está próximo:

“Estava próximo do povo. Deus está próximo e é capaz de entender o coração das pessoas, o coração do seu povo. Então o Senhor vê aquele cortejo, e se aproxima. Deus visita o seu povo, em meio a seu povo, e se aproxima. Proximidade: é o modo de Deus. Depois, há uma expressão que se repete na Bíblia, muitas vezes: ‘O Senhor, movido de grande compaixão’. A mesma compaixão que, diz o Evangelho, teve quando viu tantas pessoas como ovelhas sem pastor. Quando Deus visita o seu povo, Ele está próximo, Ele se aproxima e sente compaixão: comove-se”.

“O Senhor – continuou o Papa Francisco - ficou profundamente comovido, como tinha ficado diante do túmulo de Lázaro”. Assim como também ficou comovido o pai, “quando viu voltar para casa o filho pródigo”:

Proximidade e compaixão: assim o Senhor visita o seu povo. E quando nós queremos anunciar o Evangelho, levar adiante a Palavra de Jesus, o caminho é esse. O outro caminho é o dos mestres, dos pregadores do templo: os doutores da Lei, os escribas, os fariseus... Afastados do povo, falavam...bem: falavam bem. Ensinavam a Lei, bem. Mas afastados. E isto não era um olhar do Senhor: era outra coisa. O povo não sentia isso como uma graça, porque faltava a proximidade, faltava a compaixão, isto é, sofrer com o povo.”

“E tem outra palavra – sublinhou o Papa – que é própria de quando o Senhor visita o seu povo: ‘O morto se sentou e começou a falar, e ele – Jesus – o restituiu à sua mãe’”:

“Quando Deus visita o seu povo, restitui ao povo a esperança. Sempre. Pode-se pregar a Palavra de Deus brilhantemente: encontramos grandes pregadores na história. Mas se estes pregadores não conseguem semear a esperança, essa pregação não serve. É vaidade!”

Olhando Jesus que restituiu à mãe o filho vivo – concluiu o Papa – “podemos entender o que significa uma visita de Deus a seu povo. E pedir a graça que nosso testemunho de cristãos seja testemunho portador da visita de Deus ao seu povo, isto é, da proximidade que semeia a esperança.”


Presidenciáveis respondem pergunta da CNBB sobre Reforma Política


A primeira pergunta respondida pelos candidatos no debate presidencial foi elaborada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) a respeito do projeto da Coalizão pela Reforma Política Democrática - entregue nesta tarde aos candidatos por Dom Raimundo Damasceno Assis, presidente da instituição.
Todos os candidatos agradeceram a oportunidade e se mostraram favoráveis e receptivos ao projeto. Confira a pergunta e o posicionamento dos candidatos por ordem de resposta:
Pergunta: Conhecem o projeto de reforma política encampado pela CNBB. Que opinião têm dos pontos: impedir financiamento de campanha por empresas privadas, eleições em dois turnos, maior participação das mulheres e regulamentação do artigo 14 da Constituição (sobre voto universal e secreto)?
Respostas:

José Maria Eymael (PSDC)

Para responder, quero fazer uma breve história da democracia cristã e da minha história. Nasci em Porto Alegre e comecei a trabalhar com 14 anos de idade. Estudei em escola pública e depois recebi uma bolsa de estudos. Me formei em filosofia e direito. Sou de família católica e cresci e me desenvolvi nos quadros da Igreja.

Aécio Neves (PSDB)

Estou imensamente feliz de estar aqui mais uma vez na casa de Nossa Senhora de Aparecida. A minha proposta de governo, que tenho debatido intensamente, nós debatemos uma reforma política que enxugue o quadro partidário, instaure o voto distrital misto e ponha um fim à reeleição, assegurando maior isonomia nas eleições.

Marina Silva (PSB)

Hoje há uma forte impressão que os políticos não representam o povo. Daí a necessidade de uma reforma política, com uma melhoria das instituições políticas. Defendemos o financiamento público de campanha. Vamos considerar o conjunto dessas propostas para fazer um debate a altura do processo político da sociedade brasileira.

Dilma Rousseff (PT)

Tenho certeza de que precisamos de uma profunda reforma política por meio de um plebiscito. Concordo com o fim do financiamento por empresas, quero o financiamento público de campanhas e o fim das coligações proporcionais. Acredito que essa reforma política tem de renovar e transformar os partidos políticos existentes.

Eduardo Jorge (PV)

Eu vi e recebi das mãos do Dom Raymundo o seu texto e concordo. Não só o financiamento por empresas. Já estou praticando isso. Não concordamos com o voto distrital misto, como no modelo alemão. Não concordo mas já mandei a resposta ao Dom Raymundo com as propostas do PV. Entre elas, temos as propostas do Voto facultativo, a proposta do Parlamentarismo (...).

Luciana Genro (PSOL)

Não só o PSOL concorda como foi parceiro da elaboração dessa proposta de reforma política da CNBB e de outras entidades. Nós entendemos que o financiamento de campanha de empresas causam relações perigosas que estamos vendo se reproduzirem agora na Petrobras, envolvendo grandes empreiteiras e partidos.

Pastor Everaldo (PSC)

Já apresentamos em 2011 o fim do voto obrigatório, somos a favor do voto facultativo. Somos 100% favoráveis ao fim das coligações proporcionais. Somos a favor do fim da compra do tempo de TV. Cada partido tem seu tempo, e quem se associa com ele, se associa pelo programa e não para agregar tempo de campanha.

Levy Fidelix (PRTB)

Nós somos contra a obrigatoriedade do voto, que pode ser comprado, e faz com que eleitores sejam cooptados pelas feras dos grandes candidatos. As doações também são problemáticas, pois são um investimento das empresas e só são feitas para partidos que têm chances de ganhar.


Fonte: a12.com


Dom Damasceno recebe presidenciáveis em Aparecida-SP


Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e arcebispo da Arquidiocese de Aparecida recebeu nesta tarde os candidatos à presidência do Brasil. O encontro aconteceu no Seminário e pousada Bom Jesus.

Durante o encontro, o arcebispo apresentou projeto da Coalizão pela Reforma Política Democrática – uma iniciativa popular lançada em 2013 pela CNBB e por demais entidades para fortalecer os mecanismos de democracia direta do país.
Estiveram presentes os candidatos José Maria Eymael (PSDC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eduardo Jorge (PV) e Pastor Everaldo (PSC). O candidato Aécio Neves (PSDB) não chegou a tempo para a conversa, mas também recebeu o projeto.

As candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) foram convidadas mas não compareceram.

Os quatro pontos principais da Coalizão pela Reforma Política são:

1-Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha;
2- Eleições proporcionais em dois turnos;
3- Paridade de gênero na lista pré-ordenada;
4- Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

A recepcionista Margareth Guimarães conta que todos os candidatos foram muito simpáticos, e que tudo ocorreu sem maiores problemas.
Alguns candidatos vão passar a noite na Pousada Bom Jesus, local que também acolheu o Papa Francisco em 2013 e o Papa Emérito Bento XVI.


Fonte: a12.com



Debate presidencial: Candidatos avaliam iniciativa da CNBB


Os oitos candidatos que participam do debate presidencial em Aparecida (SP) concederam entrevista à imprensa assim que chegaram ao Centro de Eventos do Santuário Nacional. Confira os depoimentos (postados de acordo com a ordem de chegada dos candidatos) sobre a iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a realização da TV Aparecida:
“Segundo estatísticas, cerca de 60% da população brasileira é católica. O fato de a CNBB organizar este evento reflete o espírito democrático dela de querer que vários concorrentes tenham direito de falar de igual para igual”. Eduardo Jorge (PV)
“A igreja católica tem feito ao longo da história para um papel muito importante para a democracia brasileira. É importante externar os ideais que defendemos, como a vida e a família”. Pastor Everaldo (PSC)
“Há 20 anos, quando eu tinha um programa de televisão, eu pre-diagnostiquei que a Igreja devia ter mais força na comunicação e agora temos a felicidade de ver que recuperamos o terreno, com TV Aparecida, Canção Nova e Rede Vida”. Levy Fidelix (PRTB)
“Neste debate, posso mostrar minha profunda fé religiosa e o que poderei fazer pelo Brasil. É oportunidade de os cidadãos aprofundarem a análise sobre as propostas de cada candidato”. (Aécio Neves – PSDB)
“Os temas que interessam à Igreja católica são os mesmos que interessam à sociedade. E a Igreja através da CNBB tem apresentado posições muito progressistas com as quais temos afinidade, como a questão da auditoria da dívida pública e do privilégio dos bancos”. Luciana Genro (PSOL)
“Este é meu primeiro debate, nos dois anteriores me impediram de participar. A CNBB realiza justiça e me permite falar aos brasileiros. A TV Aparecida, com sua programação, realiza justiça ao Brasil e ao candidato”. José Maria Eymael (PSDC)
“Estamos trabalhando para que os brasileiros vejam em nossa proposta a melhor alternativa para o Brasil e a TV Aparecida é mais uma emissora voltada a fazer um debate com temas relevantes para o país” Marina Silva (PSB)
“Acredito que as propostas da CNBB são muito boas. (Sobre o projeto de Reforma Política) eu aprovo basicamente as quatro propostas, tanto o fim do financiamento empresarial de campanha, necessidade de lista em dois turnos e igualdade entre homens e mulheres” Dilma Roussef (PT)


Fonte: a12.com


10 de setembro de 2014

Bispos franceses escolhem uma mulher e leiga para conduzir os trabalhos da catequese em nível nacional


É uma mulher, a mais nova responsável pela catequese dentro da Conferência Episcopal Francesa. Pauline Dawace, de 54 anos, é casada e mãe de quatro filhos. Desde o início do mês de setembro, ela está conduzindo o Serviço Nacional da catequese e do catecumenato – papel que exercia o Pe. Luc Mellet, que voltou à diocese de Nimes, onde é pároco da catedral.

Pauline considera uma aventura “exaltante e que promete”, explicando que a escolha de uma mulher e de uma leiga não é insignificante: “é uma forma de reconhecimento para os leigos comprometidos nesse campo, que estão no mundo e têm uma vida ‘normal’. E, talvez, em modo especial, para as mulheres envolvidas na catequese”. Atualmente responsável pelo Serviço da catequese da Arquidiocese de Paris, Pauline enfatiza a importância da complementariedade entre sacerdotes e leigos, da colaboração de ambos.

Com a ajuda de um bom conhecimento do mundo da comunicação, com a força das mulheres em campo e o seu papel como mãe de família, Pauline pretende recolher e identificar as necessidades oriundas de cada região francesa para dar impulso a uma catequese “de todas as idades, a todos os níveis”.



Religiosos brasileiros expressam pesar pelo assassinato de missionárias no Burundi


A Presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, com toda a Vida Religiosa do Brasil, manifesta seu pesar pelo assassinato neste domingo, 07, das irmãs xaverianas em Kamenge, no Burundi.

Em nota, Irmã Maria Inês expressou condolências à família do Diretor do Centro Cultural Missionário, Padre Estevão Raschietti, sobrinho de uma das vítimas, Irmã Olga Raschietti, e à Congregação das Missionárias Xaverianas de Maria.

Eis a mensagem da CRB Nacional:

"Mais uma vez, nos deparamos com a morte de missionários. Vivemos na escassez de missionários para assumir a missão e recebemos essa notícia tão dolorosa de perda das três Religiosas Olga, Bernadetta e Lucia. A CRB e todos os Religiosos e Religiosas do Brasil nos unimos neste momento de dor com toda a Congregação que tem suas províncias e comunidades espalhadas pelo Brasil, principalmente no norte, com um trabalho lindo na ação e animação missionária que é o seu específico.

De modo particular, como Conferência dos Religiosos do Brasil queremos manifestar nossa solidariedade e comunhão com o nosso amigo padre Estevão Raschietti, diretor do Centro Cultural Missionário e membro da Equipe Interdisciplinar da CRB Nacional. A nossa posição é de solidariedade. Queremos acreditar mais uma vez que o sangue de mártires é garantia de sementes de novos cristãos. Que essa vida plantada na terra, vidas que caem em solo africano, façam crescer e florescer a Igreja neste continente, mas apelamos também pelos direitos humanos das pessoas naquele país, onde muitas vidas são sacrificadas."

As Irmãs Olga Raschietti, 82, Bernadetta Boggian, 79, e Lucia Pulici (que trabalhou no Brasil na década de 1970), 75, foram assassinadas na casa onde residiam na paróquia de Kamenge na tarde e noite deste domingo, 7 de setembro.


Papa recebe o Clube de Cricket São Pedro: ecumenismo e combate à escravidão

O Papa Francisco recebeu na Casa Santa Marta, no Vaticano, de forma privada, um grupo de sacerdotes e seminaristas do St. Peter's Cricket Club (Clube de Cricket São Pedro), proveniente de várias Universidades e Colégios Pontifícios de Roma, que neste 19 de setembro jogará em Cantuária, na Inglaterra, com um time da Igreja Anglicana.

A iniciativa, promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura, com o apoio do Arcebispado de Cantuária, se realizará no âmbito da peregrinação intitulada "A luz da Fé". A partida, a realizar-se por vontade do Santo Padre, será ocasião para uma coleta de fundos que serão utilizados no combate ao tráfico de seres humanos e à escravidão.

Portanto, pela primeira vez o Papa Francisco abençoou um time de cricket. A propósito, a Rádio Vaticano ouviu o subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Mons. Melchor Sánchez de Toca. Eis o que disse:

Mons. Melchor Sánchez de Toca:- "O Papa fez isso com uma formação de futebol, por ocasião da partida inter-religiosa pela paz. O cricket é o esporte mais popular no subcontinente indiano. Se a Igreja é católica, é católica também do ponto de vista esportivo, é aberta a todos os esportes."

RV: Embora talvez o Papa não conheça bem as regras do jogo, mesmo assim, se interessa por toda e qualquer iniciativa que promova este espírito de encontro...

Mons. Melchor Sánchez de Toca:- "Não somente o Papa, provavelmente, no Vaticano, são pouquíssimos os que sabem como se joga uma partida de cricket... Porém, o esporte, qualquer esporte tem um potencial educativo, cultural e espiritual. E por isso o Pontifício Conselho para a Cultura promove também a prática do esporte popular, o esporte para todos."

RV: No centro desta iniciativa do St. Peter's Cricket Club encontra-se também uma importante dimensão ecumênica...

Mons. Melchor Sánchez de Toca:- "É uma nova forma de ecumenismo, através do esporte, num diálogo simpático, usando o fair play, um esporte que queremos estender também a estudantes ou formações análogas de outras confissões.
Por exemplo, seria um sonho jogar contra estudantes de uma madrassa (escola muçulmana, ndr), estudantes do mundo islâmico que queiram encontrar-se conosco no âmbito do esporte." (RL)


Ratings and Recommendations by outbrain