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2 de outubro de 2014

Ateu defende cristãos, em comparação com islamismo, e indica que o cristianismo não é radical


O apresentador Bill Maher aponta que os cristãos são mais tolerantes

Famoso nos EUA, por abordagens polêmicas sobre religião, o apresentador ateu Bill Maher surpreendeu ao defender o cristianismo, durante debate em que a doutrina cristã foi comparada ao islamismo. O debate foi realizado em um programa do PBS, canal público norte-americano.

Quando o entrevistador Charlie Rose fez menção de que o comportamento cristão se assemelha ao dos muçulmanos, Maher o repreendeu e ressaltou que a grande diferença é que o Islã infelizmente deixa brechas para radicalistas.

O apresentador do programa Real Time, da HBO, defendeu os cristãos, destacando que a maior parte dos fiéis não acreditam ou não aceitam violência, ou sequer tratam as mulheres como cidadãos de segunda classe, condição que ele rejeita entre os muçulmanos.

Na sequência, Charlie Rose interrompeu Maher para apontar então se ele pensa que todos os islâmicos então têm uma certa tendência ou desvio de caráter para sucumbir ao terrorismo. "Por trás de cada muçulmano há um futuro membro de alguma seita radical?", indagou Rose.

Maher então respondeu que os cristãos têm a vantagem de acatar pacificamente quando alguém abandona o cristianismo. "Um grande número de cristãos não acreditam que se você deixar a religião cristã, você deve ser morto por isso", observou o apresentador, autoproclamado como ateu.

Em outros comentários, Maher criticou veementemente o comportamento mulçumano, ao sugerir que seus atos são marcos por uma indevida intransigência, que acaba resultando em uma doutrina tida para ele como intolerante.

"Um vasto número de cristãos não acredita que uma charge com Jesus Cristo é motivo para morte declarada. Então, sim, o [grupo] Estado Islâmico (ISIS) deseja agir como o Khmer Vermelho (política de genocídio implementada no Camboja na década de 70)", resume o apresentador.

Para concluir, Maher critica o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, por exibir um conteúdo desagradável sobre a forma de lidar com quem deixa o islamismo. "Há coisas horríveis sobre como os infiéis devem ser tratados.

Embora tenha defendido o cristianismo desta vez, Maher também já fez duras críticas ao cristianismo, como quando questionou que Jesus veio ao mundo para corrigir o que Deus fez de errado, ou quando chamou Deus de "psicopata", em uma crítica à história de Noé.

The Christian Post
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Extremistas muçulmanos estupram adolescente cristã, filmam o ato e ameaçam a família da moça


Quatro jovens muçulmanos de Sialkot violentaram uma adolescente cristã de quinze anos e filmaram este ato lamentável. Segundo a informação recebida pela agência vaticana Fides através do advogado cristão Mushtaq Gill, o pai da vítima denunciou o ocorrido e dois dos agressores foram presos pela polícia. Outros dois estão sendo procurados.

O advogado Gill se reuniu com os familiares e está oferecendo assistência legal à família, que é indigente. O pai da moça disse ter sofrido pressões e ameaças para impedi-lo de apresentar denúncia, mas o homem corajosamente denunciou também quem o acusou. A polícia confirmou a existência de um vídeo da violência, que constituirá uma prova contra os culpados.

“Muitas jovens cristãs continuam sendo vítimas de violência sexual por parte de jovens muçulmanos que contam ficar impunes”, diz o advogado Gill à agência Fides, assinalando que “neste caso, acrescenta-se o vídeo, exibido como um troféu”.

Fides assinala deste modo que no Paquistão, o estupro é utilizado pelos jovens muçulmanos como um instrumento de poder contra as mulheres de minorias religiosas, de famílias pobres ou marginalizadas. É uma forma de violência que tem como objetivo reafirmar a submissão dos cristãos aos muçulmanos.

As vítimas de estupro enfrentam dificuldades terríveis e traumas psicológicos. Estima-se que os casos de estupros de jovens hindus e cristãs no Paquistão sejam cerca de mil por ano, conclui Fides.
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Bispo inglês renuncia após revelar relacionamento amoroso com uma mulher casada seis anos atrás



O Bispo de Arundel e Brighton (Inglaterra), Dom Kieran Conry, anunciou sua renúncia ao cargo logo após revelar que seis anos atrás foi “infiel” às suas “promessas de sacerdote católico” por ter mantido um relacionamento com uma mulher e mais recentemente um outro caso amoroso com uma mulher casada. O bispo se lamentou pela vergonha trazida à diocese pelo fato, mas negou ter tido relações sexuais com a pessoa envolvida no episódio mais recente. Até o momento não houve pronunciamento da Santa Sé ou da Congregação para os bispos sobre o caso. O pedido de renúncia já foi levado ao Santo Padre.

O bispo, que era conhecido pela sua aproximação liberal a diversas áreas do ensinamento da Igreja como a anticoncepção, disse em um comunicado em 27 de setembro que “eu sinto muito pela vergonha que trouxe para a diocese e para a Igreja e peço suas orações e perdão”.

No texto que foi lido nas igrejas da diocese durante o fim de semana passado, o Prelado explica que “faz alguns anos, fui infiel às minhas promessas como sacerdote católico” e “como resultado, no entanto, decidi renunciar como bispo, com efeito imediato e tomarei um tempo para considerar meu futuro”.

“Quero pedir desculpas em primeiro lugar a todas as pessoas afetadas pelas minhas ações e também a todos aqueles, de dentro e fora da diocese, que ficaram chocados, magoados e entristecidos ao ouvir estas palavras”.

O anúncio da renúncia foi feito algumas horas antes da publicação de um artigo pelo jornal britânico The Daily Mail sobre a relação do bispo com uma mulher há seis anos. O jornal também assinala que o prelado manteve recentemente um relacionamento amoroso com uma mulher casada e mãe de dois filhos.

O Bispo Conry reconheceu ao Daily Mail que no verão a mulher casada tinha passado a noite duas vezes em sua casa e indicou que não era a única mulher que tinha feito isso. Entretanto, negou ter tido relações sexuais com ela. O marido da mulher deu entrada recentemente no pedido de divórcio e está considerando tomar ações legais contra a Igreja, conforme disse seu advogado.

De acordo com a informação, o bispo também negou que a suposta relação com a mulher casada tivesse alguma relação com a sua decisão de renunciar.

Dom Conry disse que o motivo da sua renúncia é “a relação de seis anos atrás” e comentou que é “libertador e um alívio” ter terminado com estes anos de segredo. Também negou que alguma autoridade da Igreja soubesse desta situação.

Em seu comunicado, o bispo assegura que os seus atos não são ilegais e que não envolveram menores de idade.

O Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, Cardeal Vincent Nichols, escreveu sobre este caso e disse que “é um momento triste e doloroso” que “deixa claro que somos uma Igreja de pecadores chamados ao arrependimento e à conversão, necessitados da misericórdia de Deus”. “Todos os envolvidos nesta situação precisam agora de muita oração”, acrescentou.
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Paz nas regiões mais afetadas pela guerra nas intenções do Papa para outubro


Nas intenções do Papa Francisco para este mês de outubro está a paz para as regiões mais afetadas pela guerra e o Dia Mundial das Missões para que desperte o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo.

A intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de outubro de 2014 é: “Para que o Senhor conceda a paz às regiões do mundo mais afetadas pela guerra e pela violência”.

Sua intenção evangelizadora é: “Para que o Dia Mundial das Missões desperte em cada cristão a paixão e o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo”.



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Sacerdote brasileiro escolhido para a Comissão Teológica Internacional: Francisco quer uma reforma espiritual na Igreja



Monsenhor Luiz Catelán, assessor da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recentemente escolhido pelo Papa para a Comissão Teológica Internacional junto com outros peritos dos cinco continentes, comentou sua nomeação e destacou que o Santo Padre ao falar da reforma que deseja para a Igreja não se refere à reforma de estruturas, como por exemplo, a da Cúria Romana, mas uma reforma espiritual com base nos ensinamentos do Concílio Vaticano II.

Falando em entrevista a ACI Digital sobre como recebeu a notícia da nomeação, Monsenhor Catelán partilhou: “No princípio pensei que se tratava de um trote. No começo eu não acreditava, mas, conferi com um contato na Congregação para a Doutrina da Fé, com quem já me comuniquei outras vezes e este me confirmou que a notícia era verdade. Falei depois com Mons. Ladaria e recebi um e-mail do Vaticano que me chegou perto de 15 dias antes da divulgação da notícia. Nestes dias prévios pude refletir com calma sobre o significado e a missão de Comissão em toda sua amplitude e de quão delicado consistia nossa missão. Mas devo dizer que o primeiro sentimento foi de um susto”.

Comentando também sobre a contribuição que ele os outros teólogos latino-americanos eleitos para Comissão poderiam levar a este importante órgão do Vaticano, disse: “podemos dizer que tradicionalmente a teologia na América Latina sempre se distinguiu por uma particular proximidade à Pastoral, aos desafios próprios da Pastoral. Nós estaremos disponíveis, sem dúvida, para levar à Comissão esta sensibilidade sem perder a profundidade de reflexão sobre a Doutrina Católica. Em concreto poderíamos dizer que a teologia na América Latina traz como riqueza a teologia da comunhão; comunhão das Igrejas particulares entre si e delas com Roma e com o Santo Padre no serviço à Igreja. Acredito que esta perspectiva de comunhão que trazemos os latino-americanos também será uma contribuição valiosa”.

Sobre os temas teológicos do Pontificado do Papa Francisco até o momento, e que possivelmente estarão nas pautas das reuniões, Mons. Catelán afirmou: “Primeiro está o tema da Reforma da Igreja. Pelo nome não devemos entender uma reforma da estrutura da Cúria Romana. A constituição curial varia de acordo com os tempos e os desafios de cada tempo e está ao serviço do Papa e da Igreja. Mas, e isso vemos nitidamente na Evangelii Gaudium, a reforma que o Papa promove é a reforma pastoral, uma reforma espiritual”.

“O outro tema que se vem destacando nas catequese e discursos do Papa Francisco é a pneumatologia. Para que veja, o Espírito Santo é citado 36 vezes na Evangelii Gaudium e o tema vem sendo abordado pelo Papa em seus discursos com certa frequência. Assim, os acentos da presença do Espírito na Igreja e o tema da Reforma estão presentes no pensamento de Sua Santidade, e podemos afirmar que se complementam e se desenvolvem sempre sobre as bases do Concílio Vaticano II”.

O sacerdote brasileiro, também fez algumas considerações sobre um tema teológico controvertido no continente latino-americano: a Teologia Marxista da Libertação que encontra no peruano Gustavo Gutiérrez e no brasileiro Leonardo Boff, cujas propostas teológicas foram ambas condenadas pela Santa Sé, seus mais expressivos pensadores.

Primeiramente, sublinha Mons. Antônio, “deveríamos usar o termo no plural, ou seja, falar das teologias da libertação (é difícil falar de uma só, houve várias propostas). Sobre estas, poderia dizer que pecam por reduzir a libertação a aspectos intramundanos perdendo o fundo escatológico que o próprio termo possui. Ao perder de vista o escatológico, então perde-se o que há de cristão em qualquer colocação teológica. Isso não é cristianismo. Para corroborá-lo temos a Doutrina Social da Igreja, que acentua como a fé tem incidência na política, na cultura na sociedade, mas entende que a libertação autenticamente cristã é aquela libertação do mal, da escravidão do pecado. Portanto, uma proposta teológica assim, como o caso da teologia da libertação centrada nas lutas de classes, não passa de uma vertente ideológica, e isso porque expõe que o Reino de Deus é produto da ação humana. Esta posição já havia condenada pela Igreja nos seus primórdios como Pelagianismo”.

“A opção preferencial pelos pobres –continuou- deve-se entender segundo o espírito do Concílio Vaticano II, concretamente na Constituição Dogmática Lumen Gentium no número 8. Primeiramente, entendemos a prioridade do tema dos pobres porque Cristo se fez um deles. A fé Cristológica não pode deixar de ter em conta os mais necessitados. Em segundo lugar, Cristo é enviado aos pobres e não só aos pobres em termos materiais, mas a todos aqueles que estão nas periferias, como diz o Papa Francisco, incluindo as periferias existenciais. Por último, amamos os pobres pelo que Cristo nos ensinou: ‘O que fazem aos mais pequenos dos meus irmãos, a mim o fazem’”, acrescentou o teólogo.

Natural de Cidade Gaúcha, região de Umuarama (PR), Monsenhor Catelán foi ordenado sacerdote em fevereiro de 2005. Atualmente exerce a função de assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB e possui mestrado em Direito Canônico e doutorado em Teologia, ambos pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

A Comissão Teológica foi instituída em 1982, por São João Paulo II, e sua competência consiste em estudar as questões doutrinais de maior importância para o momento eclesial e assim oferecer uma contribuição ao Magistério da Igreja e, de modo especial, à Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, atualmente presidida pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, tendo como secretário geral o Padre Serge-Thomas Bonino.
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Bispos brasileiros pedem aos católicos para elegerem candidatos que promovam os valores cristãos



Os brasileiros terão, neste domingo, dia 5, a responsabilidade de escolher um dos candidatos que vai ocupar a presidência da República pelos próximos quatro anos. Para auxiliar os cristãos nessa tarefa, a Igreja propõe alguns princípios que devem nortear essa escolha que também vai definir os próximos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Com o intuito de reforçar a importância da consciência na escolha bispos brasileiros e a Conferência Episcopal brasileira em peso pedem que os católicos votem nos candidatos que apresentam uma proposta que contenha os valores cristãs, morais e éticos, e não apenas promessas de mudança.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, os cristãos são insistentemente convidados a participar da política, por meio das discussões, do voto e da fiscalização.

"A mensagem da CNBB "Pensando o Brasil: Desafios diante das Eleições 2014" faz eco às palavras do Papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium: 'Ninguém pode exigir-nos relegar a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos'. A eleição é momento decisivo para a vida das pessoas que vivem no país", reforçou Dom Leonardo.

O Santo Padre, em sua homilia matutina no dia 16 de junho, na Casa Santa Marta, alertou: "Quem paga o preço da corrupção política ou econômica? Pagam os hospitais sem remédios, os doentes que não são cuidados, as crianças sem escolas. São sempre os pobres que pagam pela corrupção".

O bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio e animador da Formação Política, Dom Pedro Cunha, reforçou que é essencial acompanhar todos os candidatos que foram eleitos pelo apoio do voto católico. "É preciso escolher políticos que promovam e defendam a família, igreja doméstica, como um dom inigualável. É importante que os candidatos escolhidos também entendam a identidade natural da família segundo o plano de Deus, por meio da união entre um homem e uma mulher", orientou Dom Pedro.

O documento emitido pela CNBB para estas eleições gerais toma em conta que os cristãos são chamados a conhecer e refletir sobre os projetos e propostas dos partidos e candidatos que receberão seus votos.  É necessário identificar os que são “Ficha Limpa” e votar naqueles que sigam os valores cristãos, como o respeito à vida humana em todas as suas etapas, a defesa da família e a liberdade religiosa.

Vale recordar ainda a participação da CNBB na aprovação da Lei da Ficha Limpa, que já impediu que centenas de candidatos que respondem ou são acusadas de delitos como corrupção, suborno venham a tentar assumir um cargo público.

O documento da CNBB pode ser descarregado do seguinte link:
http://www.cnbb.org.br/publicacoes-2/documentos-para-downloads-2/cat_view/450-projeto-pensando-o-brasil-eleicoes-2014
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Caritas in veritate: Encíclica de Bento XVI completa cinco anos e é tema de encontro no Vaticano

O Pontifício Conselho da Justiça e da Paz inaugurou esta manhã sua 28ª Assembleia Plenária.

Os temas centrais do encontro, que será realizado até o dia 3, são o quinto aniversário da Encíclica de Bento XVI Caritas in veritate e o 10° aniversário do Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Na abertura do evento, o Secretário do Pontifício Conselho, Dom Mario Toso, afirmou que a finalidade da Plenária é analisar a recepção da Encíclica de Bento XVI nos vários continentes e evidenciar os aspectos de continuidade com o magistério social do Papa Francisco, para ressaltar as consequências práticas no plano pastoral.

Dom Toso citou os inúmeros congressos e iniciativas organizados nos últimos cinco anos inspirados na Caritas in veritate, em especial sobre a questão da autoridade política mundial.

O Secretário do Pontifício Conselho também anunciou que durante a Plenária será divulgado o documento “Energia, justiça e paz” e está em preparação outro volume sobre o tema “Terra e alimento”.




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Papa à Gendarmaria vaticana: resguardar-se dos mexericos, ameaçam a vida da Igreja



O diabo é quem semeia "a cizânia dos mexericos", que são como "bombas" que destroem "a vida dos outros" e também "a vida da Igreja". Foi o que disse o Papa na missa celebrada sábado passado, na capela do Governatorato, para a Gendarmaria do Estado da Cidade do Vaticano, reporta o jornal L'Osservatore Romano. A homilia teve como referência São Miguel Arcanjo que, disse o Pontífice, "nos ensina esta virtude do custodiar".

A vocação da Gendarmaria vaticana é "custodiar este Estado que está a serviço da liberdade da Igreja", a serviço do Papa "a fim de que possa ser livre". Foi o que ressaltou Francisco evidenciando que o Arcanjo que louva a Deus é exemplo do custodiar.

"Vocês – disse – estejam atentos ao diabo, às tentações externas." Em seguida, o L'Osservatore Romano ressalta que, "referindo-se a presumíveis ameaças terroristas contra o Vaticano, enfatizadas nestes dias pela mídia, o Papa evocou a tarefa de vigilância dos gendarmes".

"Vocês – disse o Papa Francisco – vigiam as portas, as janelas, para que não entre uma bomba", mas "existem bombas perigosíssimas dentro. Por favor, estejam atentos. Porque na noite de tantas vidas ruins, o inimigo semeia a cizânia". Toda semente de cizânia é uma bomba que destrói.

E existem muitas bombas, embora "a pior delas dentro do Vaticano seja o mexerico", que ameaça "todo dia a vida da Igreja e a vida do Estado", porque "todo homem que faz mexericos aqui dentro semeia bombas", vez que "mata a vida dos outros" – acrescentou.

E mesmo se suas palavras correspondessem à verdade, mesmo assim não teria "o direito de dizer a todos", mas somente "a quem tem a responsabilidade". Em seguida, convidou os gendarmes a estarem atentos em relação aos mexeriqueiros, no sentido de resguardar-se.

E enquanto "muitos leigos, sacerdotes, irmãs, muitas consagradas, bispos, semeiam a boa semente", o diabo "usa também leigos, alguns sacerdotes, consagrados, irmãs, bispos, cardeais", até mesmo "Papas, para semear a cizânia". Um perigo que, disse o Pontífice, "também eu corro", porque o diabo procura colocar o querer.

Francisco pediu aos gendarmes que estejam vigilantes inclusive encontrando a coragem de dizer: "Por favor Sr., por favor Sra., por favor Padre, por favor Irmã, por favor Excelência, por favor Eminência, por favor Santidade, não faça mexericos, aqui não se pode!"

Por fim, o Santo Padre recordou que os mexeriqueiros "cometem iniquidades" e que, como adverte o profeta Daniel, serão condenados "à vergonha e à infâmia eterna". E concluiu fazendo votos de que a última página de nossa vida seja: "semeou a boa semente" e não "a bomba da cizânia".

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"Igreja na linha de frente pela paz", é tema de encontro sobre Oriente Médio no Vaticano:diz Dom Zenari


De 2 a 4 de outubro realiza-se no Vaticano um encontro sobre a crise no Oriente Médio. Junto ao Papa Francisco estarão reunidos os Núncios Apostólicos da região e os Superiores da Cúria Romana. O Santo Padre fará uma saudação aos presentes na abertura dos trabalhos. A Rádio Vaticano perguntou ao Núncio de Damasco, Arcebispo Mario Zenari, quais as expectativas para este importante encontro:

Dom Zenari: “É necessário sempre ter a esperança, pois a humanidade, e não somente os cristãos, está nas mãos de Deus. Este encontro dos núncios é um momento de oração, porque o programa prevê também a oração; o encontro será aberto pelo Santo Padre amanhã de manhã e após haverá a partilha destes problemas, que em sua maior parte, são problemas comuns ‘além-fronteira’, como se diz. Pensemos aos problemas da Síria, do Iraque, do Líbano, da Jordânia: são problemas comuns. Em um momento em que a comunidade internacional é chamada à agir para vencer este flagelo da violência, do terrorismo e para encontrar uma solução aos conflitos, a Igreja está na linha de frente com seus próprios meios. A este propósito, gostaria de precisar o plano da Igreja, um plano complementar àquele da comunidade internacional e onde cada um deve fazer a sua parte. A Igreja, que não tem armas bélicas, tem uma arma espiritual que é muito, muito eficaz; como Igreja somos chamados a utilizar estes meios eficazes como a oração, buscar o encontro com as pessoas, procurar fazer refletir. Eu diria que este plano espiritual é muito eficiente e é isto de se que tem necessidade neste momento, sobretudo a região do Oriente Médio”.

As comunidades cristãs destas regiões acompanharão estes trabalhos...

Dom Zenari: “Creio que saber que o Santo Padre, que os Prefeitos dos vários dicastérios romanos relacionados com este tema, que os Núncios Apostólicos, seus representantes nesta zona martirizada, se encontram para rezar juntos, para refletir, para buscar – se possível – alguma solução, acredito que isto seja um encorajamento para as nossas comunidades cristãs, mas eu diria também, se olho para a Síria, mas acredito que por tudo, seja um encorajamento também para todas as pessoas daquela região que aspiram, anseiam e esperam com impaciência a solução destes sanguinários conflitos”.

Quais são as suas esperanças para um retorno à convivência pacífica entre as religiões nestas regiões assim martirizadas?

Dom Zenari: “Se olho para a Síria e para a experiência que tenho há seis anos neste país, eu diria que as premissas são boas, antes de tudo a nível das pessoas. Existe, até agora, uma convivência boa – e esperemos que não seja arruinada pelo conflito – e às vezes exemplar entre as várias pertenças religiosas, em particular entre cristãos e muçulmanos; existe respeito recíproco, estima recíproca, assim como respeito e estima recíproca entre os líderes religiosos. Eu diria que esta já é uma boa base sobre a qual construir, e assim, destacar estes aspectos positivos, para dar uma contribuição vital por parte das religiões – especialmente as religiões monoteístas que nasceram naquela região – que têm um papel fundamental a ser desenvolvido neste momento. Assim, eu diria que também neste encontro, se pensará provavelmente em reforçar este diálogo, sobretudo entre estas três religiões monoteístas presentes na região e que devem desempenhar um papel fundamental para resolver estes conflitos”.

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Audiência Geral: Carismas são um dom na Igreja, e não motivo de inveja ou divisão


Os carismas na Igreja foram o tema da Audiência Geral desta quarta-feira.

O Papa Francisco chegou cedo à Praça S. Pedro, percorrendo-a em seu papamóvel para saudar os cerca de 40 mil fiéis.

Prosseguindo sua série de catequeses sobre a Igreja, o Pontífice falou dos dons que o Espírito Santo lhe oferece para a sua caminhada na história. Na linguagem comum, quando se fala de “carisma”, se entende um talento, uma habilidade natural. Mas na perspectiva cristã, assume outra conotação que vai além de uma qualidade pessoal.

O carisma é uma graça, um dom dispensado por Deus Pai, através da ação do Espirito Santo, para que seja colocado a serviço de todos. De fato, é no seio da comunidade que alguém pode reconhecer os carismas que tem. E Francisco brincou com a multidão, dizendo que uma pessoa não pode achar que tem o dom de cantar. São os outros que têm que reconhecer este carisma.

Mas é importante se questionar: “Há qualquer carisma que o Senhor fez nascer em mim e que os meus irmãos, na comunidade cristã, reconheceram e encorajaram? E como me comporto em relação a este dom: com generosidade ou como motivo de orgulho?”

Todavia, acrescentou o Papa, a mais bela experiência é descobrir a diversidade e a multiplicidade de carismas na Igreja, pois todos são um dom do Pai à comunidade para que esta cresça harmoniosamente como um só corpo: o corpo de Cristo. “Ai de nós se fizermos de tais dons motivo de inveja ou de divisão!”, advertiu.

Como nos recorda São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, todos os carismas são importantes aos olhos de Deus e ninguém é insubstituível; isto quer dizer que, na comunidade cristã, precisamos uns dos outros e cada dom recebido só se realiza plenamente quando é partilhado com os irmãos para o bem de todos. “Quando a Igreja se expressa em comunhão, não pode errar”, disse o Papa.

Por fim, o Pontífice recordou que hoje celebramos Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu aos 24 anos. “Ela queria ter todos os carismas”, disse o Papa. Porém, foi na oração que Santa Teresinha descobriu que seu carisma é o amor, dizendo a frase: “No coração da Igreja, serei amor”.

E este carisma, reforçou Francisco, todos temos: “Peçamos então a Santa Teresinha esta capacidade de amar a Igreja e aceitar todos os carismas, com o amor de seus filhos.”

Antes da Audiência, o Papa recebeu na Sala Paulo VI os membros do Instituto Secular Pequenas Apóstolos da Caridade, por seus 60 anos de fundação. O Instituto assiste crianças e jovens com dificuldades, que também estavam presente na Sala Paulo VI. Que o carisma desse Instituto, disse o Papa, “seja um exemplo para as famílias e para os que têm responsabilidades públicas”.




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