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30 de setembro de 2014

Os cristãos são convidados a participar da política, afirma Dom Leonardo


No próximo domingo, 5 de outubro, os brasileiros irão eleger o presidente da República, governadores, deputados distritais, estaduais e federais. Para auxiliar os cristãos na escolha consciente de seus representantes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”, aprovada durante a 52ª Assembleia Geral.

Entre as questões abordadas no texto estão a participação dos cristãos, desafios da realidade sociopolítica, urgência da reforma política, desenvolvimento econômico e sustentabilidade social.

Para o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, "os cristãos são insistentemente convidados a participar da política", por meio das discussões, do voto e da fiscalização.

Leia, abaixo, entrevista com dom Leonardo sobre as eleições 2014.

Dom Leonardo, durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, os bispos aprovaram a mensagem “Pensando o Brasil: Desafios diante das eleições 2014”. O que a CNBB propõe na mensagem?

Dom Leonardo - Propõe a participação ativa dos cristãos na política, isto é, participar da construção da sociedade. A mensagem faz eco às palavras do papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium: “ninguém pode exigir-nos relegar a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos”. A eleição é momento decisivo para a vida das pessoas que vivem no país. Ajudar a pensar o Brasil no tempo que antecede ao voto é uma contribuição que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB não poderia deixar de oferecer.


A mensagem afirma que a mudança de situações de injustiças e de desigualdade requer a intervenção dos cristãos na política. Como os cristãos podem intervir nesta esfera de modo a transformar esta realidade?

Dom Leonardo - As mudanças acontecerão na medida em que houver uma participação maior de pessoas que deixam-se conduzir pela ética e os cristãos também pelos valores do Evangelho. Os cristãos são insistentemente convidados a participar da política em todos os níveis, também nos partidos políticos. Intervir na política é participar das discussões, da votação, da “fiscalização” depois das eleições.
O texto indica também o caminho da reforma política necessária como necessário para as mudanças.

Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Como ser ativo diante das eleições?

Dom Leonardo - Como cristão refletir, discutir os projetos dos partidos e dos candidatos. Identificar os candidatos “Ficha Limpa”. Votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. Como cristãos continuar contribuindo para que haja um diálogo que aponte para as mudanças necessárias no modo de fazer política. Como já lembrado, acompanhar, com rigor, o trabalho dos eleitos. Para construir a sociedade justa e fraterna faz-se necessário como cristãos acompanhar, monitorar as ações, projetos e gastos dos eleitos. Exigir que exercitem a representação digna que lhes foi conferida pelo voto.

Que mensagem de esperança o senhor pode deixar para aqueles que em outubro vão escolher quem os representa?

Dom Leonardo - Lembro as palavras do Santo Padre Francisco na Evangelii guadium: “Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente respeito à sociedade, ao povo, à vida dos pobres. É indispensável que os governadores (...) levantem o olhar e alarguem as suas perspectivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados sanitários para os cidadãos”. Elegermos mulheres e homens que estejam a serviço do bem comum; homens e mulheres que saibam superar a dicotomia entre política e econômica, a dicotomia entre a economia e o bem comum social. O cristão é pessoa de esperança! Vive de esperança em esperança! As mudanças acontecem pela ação de pessoas que tem uma causa comum: o bem do outro!



Comunicar a família" é tema do Dia Mundial das Comunicações 2015



A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou esta segunda-feira, 29 de setembro, o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2015: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”.

O tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano se insere em continuidade com o precedente e ao mesmo tempo contextualiza-se com aquele que será o tema central do próximos dois Sínodos: a família.

Os fatos diários nos dizem também sobre a fadiga da família. As mudanças culturais muitas vezes não ajudam a entender o quanto a família seja um bem.

“As relações entre os membros da comunidade familiar são inspiradas e guiadas pela lei da «gratuidade» que, respeitando e favorecendo em todos e em cada um a dignidade pessoal como único título de valor, se torna acolhimento cordial, encontro e diálogo, disponibilidade desinteressada, serviço generoso, solidariedade profunda”. (João Paulo II, Familiaris Consortio, N. 43)

“Como ainda dizer em nossos dias, ao homem ferido e desiludido, que o amor entre um homem e uma mulher é uma coisa boa? Como fazer com que os filhos experimentem que são um dom precioso? Como aquecer o coração da sociedade ferida e provada por tantas desilusões de amor e dizer a ela: força, recomecemos? Como dizer que a família é o primeiro e significativo ambiente no qual se experimenta a beleza da vida, a alegria do amor, a gratuidade do dom, a consolação do perdão oferecido e recebido, e onde se inicia a encontrar-se com o outro”, lê-se no texto publicado pela Sala de Imprensa, que prossegue:

“A Igreja hoje deve novamente aprender a dizer o quanto a família seja um grande dom, bom e belo. É chamada a encontrar o modo para expressar que a gratuidade do amor, que se oferece aos esposos, aproxima todos os homens a Deus e esta é uma tarefa magnífica. Por que? Porque direciona o olhar a verdadeira realidade do homem e abre as portas para o futuro, a vida.”

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia estabelecido no Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963). É celebrado em muitos países, com a recomendação dos bispos de todo o mundo, no Domingo que antecede Pentecostes (2015, 17 de maio).

A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicada em ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro).



São José de Anchieta Padroeiro dos catequistas do Brasil


A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé confirmou São José de Anchieta como Padroeiro dos catequistas do Brasil e o Beato Francisco de Paula Castelló i Aleu como Patrono dos profissionais Químicos do Brasil. A decisão foi tomada atendendo ao pedido do Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, feito em julho de 2013.

Dom Damasceno alegou em sua solicitação a “veneração fervorosa e contínua” dada pelo clero e dioceses do país ao santo que “se dedicou ao ensino e à transmissão da catequese no território brasileiro” e ao bem-aventurado “que não hesitou doar a sua vida totalmente a Cristo”.

São José de Anchieta

Canonizado pelo Papa Francisco, no dia 03 de abril de 2014, o chamado Apóstolo do Brasil é considerado pelo presidente da CNBB um modelo evangelizador e missionário. “Nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve ser inculturado, levando em conta a cultura das pessoas ao qual se destina”, disse dom Damasceno na ocasião da canonização.

Natural de Tenerife, nas Ilhas de Canárias, na Espanha, Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534 e chegou ao Brasil em 1553. Foi responsável pela criação do colégio de Piratininga no dia 25 de janeiro de 1554, que deu origem à cidade de São Paulo.

No decorrer de sua vida, o santo passou por lugares como São Paulo, Espírito Santo e Bahia propagando os ensinamentos do Evangelho. Faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta, no Estado do Espírito Santo), em 9 de junho de 1597.

Beato Francisco de Paula Castelló i Aleu
Francês da cidade de Alicante, o beato nasceu em 19 de abril de 1914. Considerado mártir, Francisco Castelló foi condenado à morte por não negar sua fé católica. Em 1936, diante de um Tribunal Popular, respondia às perguntas dizendo com firmeza: “Sim, sou católico”. A relação com os químicos surge de sua formação em Química pela Universidade de Oviedo, no Principado de Astúrias, na Espanha.

Francisco de Paula Castelló i Aleu atuou em sua vida religiosa com pobres e trabalhadores. Faltando algumas horas para ser fuzilado, o beato escreveu uma carta a um amigo, Padre Galán, entregando o seu “pobre testamento intelectual”, no qual havia um projeto de “compressor de amoníaco”.

São João Paulo II foi o responsável pela sua beatificação, em 11 de março de 2001. Em sua homilia, ressaltou o testemunho de mártir. “Ofereceu a sua juventude em sacrifício de amor a Deus e aos irmãos”, disse João Paulo II.



Anjos têm a missão de nos proteger na luta contra satanás, afirma Francisco


Satanás apresenta as coisas como se fossem boas, mas a sua intenção é destruir o homem, até mesmo com motivações “humanísticas”. Os anjos lutam contra o diabo e nos defendem. Isto foi, em síntese, o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.

As leituras do dia nos apresentam imagens muito fortes: a visão da glória de Deus narrada pelo Profeta Daniel com o Filho do Homem, Jesus Cristo, diante do Pai; a luta do Arcanjo Miguel e os seus anjos contra “o grande dragão, a serpente antiga, aquele que é chamado diabo” e “seduz toda a terra habitada”, mas é derrotado, como afirma o Apocalipse; e o Evangelho em que Jesus diz a Natanael: ‘Verás o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do homem”. O Papa Francisco fala da “luta entre o demônio e Deus”:

“Mas esta luta ocorre depois que Satanás procura destruir a mulher que está para parir o filho. Satanás sempre procura destruir o homem: o homem que Daniel via ali, na glória, e que Jesus dizia a Natanael que viria na gloria. Desde o início a Bíblia nos fala disto: desta sedução de Satanás para destruir. Por inveja. Nós lemos no Salmo 8: ‘Tu fizeste o homem superior aos anjos’, e esta inteligência tão grande do anjo não podia suportar esta humilhação, que uma criatura inferior fosse feita superior; e buscava destruí-la”.

Satanás, portanto, procura destruir a humanidade, a todos nós:

“Tantos projetos, exceto os próprios pecados, mas tantos projetos de desumanização do homem são obra dele; simplesmente porque odeia o homem. É astuto: está escrito na primeira página do Gênesis; é astuto. Apresenta as coisas como se fossem boas. Mas a sua intenção é a destruição. E os anjos nos defendem. Defendem o homem e defendem o Homem-Deus, o Homem superior, Jesus Cristo que é a perfeição da humanidade, o mais perfeito. Por isto a Igreja honra os anjos, porque são aqueles que estarão na glória de Deus – estão na gloria de Deus – porque defendem o grande mistério escondido de Deus, isto é, que o Verbo veio na carne”.

“A missão do povo de Deus – afirmou o Papa – é guardar em si mesmo o homem: o homem Jesus”, pois “é o Homem que dá vida a todos os homens”. Ao contrário, nos seus projetos de destruição, Satanás inventa “explicações humanísticas que vão justamente contra o homem, contra a humanidade e contra Deus”:

“A luta é uma realidade cotidiana, na vida cristã: no nosso coração, na nossa vida, na nossa família, no nosso povo, nas nossas igrejas... Se não se luta, seremos derrotados. Mas o Senhor deu esta missão principalmente aos anjos, de lutar e vencer. E o canto final do Apocalipse, após esta luta, é tão bonito: ‘Agora se cumpriu a salvação, a força e o Reino de nosso Deus e o poder do seu Cristo, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava diante do nosso Deus dia e noite”.

O Papa, por fim, convida a rezar aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a recitar “aquela oração antiga, mas tão bonita, do Arcanjo Miguel, para que continue a lutar para defender o maior mistério da humanidade: que o Verbo se fez homem, morreu e ressuscitou. Este é o nosso tesouro. Que ele continue a lutar para guardá-lo”.


Cardeal Parolin: ação contra ataques terroristas


Para preservar a paz no mundo, há necessidade de uma renovada ação da ONU contra os ataques terroristas. Foi o que disse nesta segunda-feira, 29, durante a 69ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin falando sobre a crise atual no mundo. Central em seu discurso também a perseguição contra os cristãos e minorias.

“A minha delegação – disse o Cardeal Parolin – deseja recordar que é lícito e urgente para deter a agressão recorrer à ação multilateral e a um uso proporcional da força, mas “temos a responsabilidade - afirmou - de proteger os mais vulneráveis”.

No seu discurso o purpurado não deixou de expressar a desilusão pelo fato que até o momento, a comunidade internacional se caracterizou pelas suas vozes contraditórias, e até mesmo de silêncio, no que se refere aos conflitos na Síria, no Oriente Médio e Ucrânia.

“Aqui com os senhores hoje, não posso deixar de mencionar os muitos cristãos e minorias étnicas, que nos últimos meses padeceram a perseguição atroz no Iraque e Síria. Os seus pedidos – sublinhou o Cardeal Parolin em um trecho do seu discurso – devem ser para nós um compromisso constante para respeitar e promover a dignidade de cada pessoa, como desejada e criada por Deus”.

Além do mais no seu discurso o Secretário de Estado sublinha que é fundamental que exista uma unidade de ação para o bem comum, evitando o fogo cruzado de vetos e auspicia uma ação renovada das Nações Unidas.



Rezar pelos que realmente sofrem e preparar-se para os momentos de escuridão, diz Papa Francisco


A homilia do Papa na missa celebrada na manhã de terça-feira, 30, na Casa Santa Marta, se inspirou na Primeira Leitura do dia, extraída do livro de Jó.

Jó amaldiçoou o dia em que nasceu, amaldiçoou a sua vida. “Ele foi colocado à prova, perdeu toda a família, todos os bens e a saúde, todo o seu corpo se transformou numa chaga, uma nojenta ferida”. Naquele momento, prosseguiu Francisco, “acabou a paciência e ele diz estas coisas, coisas feias! Mas ele estava acostumado a dizer a verdade, e esta é a verdade que ele sentia naquele momento”. Jeremias também usa estas mesmas palavras: “Maldito o dia em que nasci”! A partir daí, Francisco fez a pergunta: “Este homem, tão só, está dizendo uma blasfêmia?”

Muitas vezes, ouço pessoas que estão passando por situações difíceis, dolorosas, em que perderam tudo, se sentem sós e abandonadas... vêm reclamar e me pergutam: por que? E se rebelam contra Deus. Eu então lhes digo: “Continue a rezar assim, porque isto é uma oração. Quando Jesus disse a seu Pai ‘Por que me abandonou?’ ele estava rezando!”

E Jó também está fazendo uma oração, porque rezar é se tornar verdade diante de Deus. Jó não podia rezar de outro modo. “Reza-se com a verdade; a verdadeira oração vem do coração, do momento que vivemos; é a oração dos momentos da escuridão, quando não vemos esperanças, não vemos o horizonte”.

“Muita gente, hoje, está na situação de Jó. Muita gente boa, como Jó, não entende o que lhe aconteceu, porque está assim. Muitos irmãos e irmãs estão sem esperança. Pensemos nas grandes tragédias, por exemplo, nestes nossos irmãos que por serem cristãos são expulsos de suas casas e ficam sem nada. ‘Senhor, eu acreditei em você. Por que? Crer foi uma maldição, Seenhor?’”

O Papa continuou convidando a pensar nos anciãos deixados de lado, nos doentes, nas pessoas sozinhas, em hospitais. A Igreja reza por todas estas pessoas, e também por nós, quando caminhamos pelas trevas. A Igreja assume esta nossa dor e reza. Mas nós, quando estamos sem doenças, sem fome, sem necessidades urgentes – advertiu – quando temos a escuridão na alma, pensamos que somos mártires e paramos de rezar. Alguns até dizem: ‘Não vou mais à Igreja! Francisco recordou que Santa Teresa do Menino Jesus, nos últimos meses de sua vida, tentava pensar no céu, dentro de si, como se uma voz lhe dissesse: ‘Não seja boba, não invente coisas; sabe o que te espera? Nada!’

"Tantas vezes passamos por esta situação, vivemos esta situação. E tanta gente que somente pensa em acabar no nada. E ela, Santa Teresa, orava e pedia força para seguir em frente, na escuridão. Isto se chama 'entrar na paciência'. A nossa vida é muito fácil, as nossas lamentações são lamentações de teatro. Diante das lamentações de tanta gente, de irmãos e irmãs que estão na escuridão, que quase perderam a memória, a esperança - que vivem aquele 'exílio de si mesmo', estão exilados também de si próprios - nada! E Jesus percorreu este caminho: da noite no Monte das Oliveiras até a última palavra na Cruz: 'Pai, porque me abandonaste?'".

Francisco, então, indicou duas "coisas" que podem servir. "Primeiro: preparar-se, para quando vier a escuridão", que talvez não será tão dura como foi para Jó, "mas teremos um tempo de escuridão. Preparar o coração para este momento".
E segundo: "Rezar, como reza a Igreja, com a Igreja, por tantos irmãos e irmãs que sofrem o exílio de si próprios, na escuridão e no sofrimento, sem uma esperança palpável". É a oração da Igreja - concluiu - por estes 'Jesus sofredores', que existem por tudo".



Refletindo Evangelho do dia: Evangelho de São Lucas 9,51-56


Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém.

51 Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. 
Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 
52 e enviou mensageiros à sua frente. 
Estes puseram-se a caminho 
e entraram num povoado de samaritanos, 
para preparar hospedagem para Jesus. 
53 Mas os samaritanos não o receberam, 
pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 
54 Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: 
'Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu 
para destruí-los?' 
55 Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 
56 E partiram para outro povoado. Palavra da Salvação. 

Reflexão

A mentalidade dos homens é bem diferente da mentalidade de Deus e o Evangelho de hoje nos mostra muito bem essa verdade. Deus não abandona o homem ao poder do pecado e da morte, mas vem em seu socorro através do seu próprio Filho que, com sua morte, destrói o pecado e a morte, e conquista para todos nós a vida. Os apóstolos agem de maneira completamente diferente. Diante da resistência do povo da Samaria em receber Jesus, querem que caia fogo do céu e devore a todos. Os homens querem punição e morte, enquanto Deus quer misericórdia e vida.



25 de setembro de 2014

Bispos da Terra Santa denunciam que Israel tenta separar os cristãos dos outros palestinos


 A decisão do Ministério do Interior Israelense de consentir a qualificação “arameu” à de “cristão”, para substituir o termo “árabe” nas carteiras de identidade dos cristãos palestinos cidadãos de Israel, foi denunciada pelos bispos católicos da Terra Santa como “uma tentativa de separar os cristãos palestinos dos outros palestinos”.

Conforme informa a agência vaticana Fides, a Comissão Justiça e Paz do Conselho dos Bispos Católicos da Terra Santa emitiu um documento no qual denuncia como um pretexto ideológico as medidas adotadas neste sentido pelo Governo de Israel.

Em 16 de setembro, o Ministro do Interior de Israel assinou a decisão de reconhecer a identidade “arameia” como uma identidade nacional distinta, a ser acrescentada no registro das nacionalidades no país. A decisão foi tomada especialmente para permitir que 200 famílias cristãs se identifiquem como pertencentes às antigas nacionalidades, por isso se registrarão como “arameus” e não como árabes nos documentos de identidade.

No documento redigido em 16 de setembro pela Comissão Justiça e Paz dos Bispos católicos da Terra Santa, se denuncia como operação artificial e politicamente orientada a recuperar no passado remoto dos povos do Oriente Médio uma identidade nacional separada, a ser atribuída aos cristãos presentes em Israel.

“A língua aramaica, lê-se no documento enviado à Agência Fides, foi a língua dos judeus durante séculos. Isto ocorreu até a reintrodução do hebraico, somente no final do século dezenove. Os árabes, nos países do Levante, falaram através da história e nos séculos, o aramaico, grego e árabe até a difusão definitiva do árabe”.

“Hoje em Israel somos palestinos árabes. Se esta tentativa de separar os cristãos palestinos dos outros palestinos tem como objetivo defender os cristãos ou protegê-los, como afirmam algumas autoridades israelenses, e o comunicado se dirige ao Governo israelense, nós declaramos: restituam primeiramente as nossas casas, nossas terras e nossos povoados que vocês confiscaram. Segunda coisa: a melhor proteção para nós será de nos deixar com o nosso povo. Terceira: a melhor proteção para nós é que vocês entrem seriamente no caminho da paz”.

O pronunciamento episcopal também contém um apelo a "alguns cristãos palestinos em Israel que apoiam esta ideia", e estão prontos para recuperar a sua identidade nacional "arameia" afastando-se de sua arabicidade e poder ver garantido o seu acesso ao serviço militar no Exército israelense.

“Não é possível -diz o documento dos bispos- que vocês façam mal ao seu povo para atender seus interesses pessoais do momento. Com este inclinação, vocês não fazem bem nem a si mesmos nem a Israel. Israel precisa de cristãos aos quais Cristo disse: "Bem-aventurados os promotores da paz" e não bem-aventurado quem desfigura a sua identidade”.


Religioso contagiado com vírus ebola se encontra em grave estado de saúde


O religioso espanhol Manuel García Viejo, que ingressou na madrugada de ontem no Complexo Hospitalar La Paz-Carlos III em Madri infectado com o vírus ebola, encontra-se em estado grave, com uma "importante desidratação" assim como um grande comprometimento hepato-renal, conforme consta no laudo médico.

O conselheiro de Saúde da Comunidade de Madri, Javier Rodríguez, informou em roda de imprensa de última hora que o diretor médico do Hospital São João de Deus da cidade de Lunsar (Serra Leoa), ingressou no centro madrilenho às 3h46 desta segunda-feira, repatriado de uma zona endêmica do vírus.

Assim que ingressou foi atendido por uma junta médica e imediatamente lhe fizeram exames de sangue para estudo do hemograma completo, bioquímico e coagulação do sangue assim como exames específicos do ebola e malária.  Estas mostras de sangue foram enviadas ao laboratório de alta segurança do Instituto de Saúde Carlos III, dependente do Ministério de Saúde.


A vaidade é uma doença espiritual muito grave!



Não nos deixemos levar pela vaidade que nos afasta da verdade e nos faz assemelhar a uma bola de sabão – disse o Papa na homilia da missa de quinta-feira na Casa Santa Marta.

Deixando-se inspirar pela primeira leitura do dia, tirada do Livro de Qoelet, o Papa deteve-se sobre a questão da vaidade – uma tentação não só para os pagãos, mas também para os cristãos, para pessoas de fé – afirmou, recordando que Jesus repreendia sempre aqueles que se vangloriavam, e recomendava a não exibição de vestes luxuosas e a reza só para mostrar aos outros. O mesmo frisou o Papa deve ser feito quando se ajudam os pobres: “Não mandar tocar a tromba, fazei-lo às escondidas. O Pai vê, é suficiente”:

“Mas o vaidoso: “Mas olha, eu dou este cheque para as obras da Igreja, e mostra o cheque; depois trufa a Igreja. É o vaidoso que faz isto: viver para mostrar. “Quando jejuas – dizia Jesus a esses tais, por favor não te mostres melancólico, triste para que os outros vejam que estás a jejuar; não, jejua com alegria; faz penitência com alegria, que ninguém se dê conta. A vaidade é assim: é viver para mostrar, viver para se fazer ver” .

Os cristãos que vivem assim para mostrar, por vaidade, assemelham-se a pavões. Há quem diga ”eu sou cristão, eu sou parente daquele padre, daquela irmã, daquele bispo, a minha família é uma família cristã. Se vangloriam. Mas, e a tua vida com o Senhor?, como é que rezas? A tua vida nas obras de misericórdia como é que está? Visitas os doentes? – perguntou o Papa frisando que tal como recordava Jesus - quando a nossa vida cristã não é construída sobre a verdade sólida, cedemos facilmente às tentações. E acrescentou:


“Quantos cristãos vivem só para a aparência. A vida deles parece uma bola de sabão. É bela a bola de sabão. Muitas cores, eh! Mas dura um segundo, e depois? Também quando olhamos para alguns monumentos fúnebres, achamos que é vaidade, porque a verdade é voltar para a terra nua, como dizia o Servo de Deus Paulo VI. Espera-nos a terra nua, esta é a nossa verdade final. Entretanto vanglorio-me ou faço alguma coisa? Faço o bem? Procuro o bem? Procuro Deus? Rezo? As coisas consistentes? A vaidade é mentirosa, é fantasiosa, engana a si mesma, engana o vaidoso, porque primeiro ele finge ser, mas depois acaba por pensar ser aquilo mesmo. Acredita. Pobrezinho!”

A vaidade – prossegui o Papa - semeia uma má inquietude, tira a paz. A vaidade não nos traz a paz, somente a verdade nos dá a paz. Jesus é a única rocha em que podemos edificar a nossa vida. Ele foi tentado pelo Diabo a assumir atitudes de vaidade, mas não cedeu – deixou entender o Papa, definindo a vaidade “uma doença espiritual grave” contra a qual temos de lutar sempre:

“Os Padres egípcios no deserto diziam que a vaidade é uma tentação contra a qual devemos lutar a vida inteira, porque está sempre ali pronta a afastar-nos da verdade. É por isso que diziam: é come a cebola, pegas nela tiras uma casca, tiras outra… assim também é a vaidade, evitas um pouco hoje, um pouco amanhã e acabas por ficar contente: ah, venci a vaidade!… mas é como a cebola, tiras uma casca, tiras outra, até acabar, mas no fim fica-te o cheiro nas mãos… Peçamos ao Senhor a graça de não se vaidosos, de ser verdadeiros, com a verdade da realidade e do Evangelho”


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