.

.

25 de setembro de 2014

Papa Francisco manda prender ex-arcebispo acusado de pedofilia



Polônes Jozef Wesolowski está sendo julgado por tribunal criminal da instituição

Um ex-arcebispo polonês suspeito de pedofilia foi preso no Vaticano nesta terça-feira. Segundo a instituição, a prisão contou com o apoio do papa Francisco. Jozef Wesolowski, de 66 anos, foi núncio (embaixador) da Igreja Católica na República Dominicana entre 2008 e 2013 e deixou o cargo em meio a suspeitas de que teria pago para fazer sexo com crianças.

Segundo o Vaticano, a promotoria de Justiça do Vaticano, que vinha investigando as acusações contra Wesolowski, notificou o ex-arcebispo sobre as acusações contra ele e determinou sua prisão domiciliar na cidade-estado enquanto o processo continuar. Segundo o Vaticano, o estado de saúde do polonês foi levado em conta no momento de determinar o peso do procedimento judicial.

Em junho, Wesolowski já havia perdido seus privilégios e títulos após uma primeira análise de um tribunal canônico, o que reduziu seu status ao de leigo.

Em agosto, foi anunciado que ele havia perdido sua imunidade diplomática e que seria julgado criminalmente. Foi a primeira vez que um caso envolvendo abuso sexual passou a ser julgado dentro do Vaticano.

Wesolowski vem morando no Vaticano desde que foi chamado pelo papa Francisco em agosto de 2013, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre ele.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, em declarações reproduzidas pela imprensa italiana, a iniciativa de determinar a prisão domiciliar foi “tomada pelos órgãos judiciais do Estado” e “deve-se ao desejo expresso pelo Papa para que um caso tão sério e delicado seja abordado sem demora, com o direito e o rigor necessário”.

Pena

Wesolowski pode pegar até doze anos de prisão e como o Vaticano não dispõe de um presídio, o ex-arcebispo pode cumprir sua pena em uma prisão da Itália, em um acordo entre a Santa Sé e o sistema penitenciário italiano.

O Vaticano possui um sistema judiciário formal desde 1889, mas estava desatualizado e por isso foi alterado a pedido do papa Francisco, em 2013. Hoje a Justiça do Vaticano inclui uma série de convenções das Nações Unidas que o Estado assinou ao longo dos anos. O novo Código Penal do Vaticano adotou especificidades como lavagem de dinheiro, crimes sexuais, e de violação de confidencialidade e privacidade. A prisão perpétua foi abolida pelo papa Francisco, também em 2013, a pena máxima da Justiça do Vaticano é de 35 anos de prisão.

Além do processo penal que enfrenta no Vaticano, tanto a Justiça polonesa como a República Dominicana já apresentaram acusações contra o ex-núncio pelos casos de pedofilia. O escândalo veio à tona após uma reportagem da jornalista dominicana Nuria Piera, que assegurava que Wesolowski pagava para manter relações sexuais com menores.

Fonte: veja



Religiosa conta ao Papa como batizou a filha de um comunista retirando água de um canal com o seu sapato



Durante o encontro que o Papa Francisco teve ontem com os religiosos, religiosas, seminaristas e movimentos leigos na Catedral São Paulo de Tirana, a irmã religiosa da Congregação Franciscana Estigmatina, Irmã Maria Caleta (85) relatou como em meio ao regime comunista brutal ela dava testemunho de fé.

Irmã Maria contou ao Santo Padre que desde muito jovem havia sentido o “chamado do Senhor sem saber ainda o que significava ser religiosa”, ela morava com os seus pais, era filha única e graças às orações e aos conselhos do seu tio sacerdote, teve a ajuda “para empreender este caminho”.

A religiosa frequentou o convento das Irmãs Franciscanas Estigmatinas por sete anos, mas por causa do regime comunista se viu obrigada a abandoná-lo e voltou para casa junto com os seus pais e a cuidar do seu tio sacerdote que estava na prisão. O sacerdote e uma grande amiga estão em processo de canonização, ela é a única mulher da lista e era irmã de sua mesma congregação.

Com a morte de seus pais, Irmã Maria viveu sozinha e soube “manter a fé viva no coração dos fiéis embora de maneira clandestina. O Senhor me deu de presente tanta fé que pude ajudar também os outros batizados, não só as crianças dos povoados, mas também aqueles que se aproximavam da minha porta e só depois de ter a certeza que não tinham me denunciado”.

Lembrou-se particularmente da vez que estava voltando de seu trabalho para a casa e “pelo caminho senti que uma voz me chamava, era uma mulher com uma menina no colo e que chegou correndo e me pediu para batizá-la”.

Irmã Maria que ainda era leiga “tinha medo porque sabia que era a mulher de um comunista e lhe disse que não tinha com o que batizá-la porque estávamos na estrada, mas pelo grande desejo que tinha me disse que num canal próximo havia água, eu lhe disse que não tinha com o que retirar a água, mas ela insistia que eu batizasse a sua menina, como vi a sua fé, retirei o meu sapato que era de plástico e com ele peguei a água do canal e batizei a menina”.

Continuando com o seu testemunho ao Santo Padre, a religiosa contou-lhe sobre outras bênçãos que tinha recebido em meio à perseguição. “Além disso, graças ao consentimento dos sacerdotes guardei o Santíssimo Sacramento em um gabinete da minha casa, e o levava às pessoas doentes que estavam prestes a morrer”.

“Prestei um serviço religioso que nem mesmo eu sei como o fiz, quando penso nisso não sei como pudemos suportar tantos e terríveis sofrimentos, mas sei que o Senhor nos deu a força a paciência e a esperança”, ressaltou.

“O Senhor deu a força àqueles que chamou, de fato me recompensou de todos os sofrimentos também aqui na terra”, expressando que depois que as Igrejas abriram quando terminou o regime comunista “tive a sorte de me tornar religiosa desejo comum de tantos outros sacerdotes e irmãs”.

A religiosa também assinalou que não sabe como dar graças a Deus por este dia “tive o privilégio de estar com sua Santidade e pedir a bênção para mim e para o meu tio sacerdote e para as irmãs Estimatinas para a paróquia onde nasci e desempenhei meus serviços até hoje, para os bispos, os sacerdotes, as religiosas e para todo o povo albanês”, concluiu.



Papa Francisco sobre a viagem a Albânia: Ouvir um mártir falar do próprio martírio é forte!


No voo de regresso da Albânia a Roma, o Papa Francisco respondeu às perguntas de três jornalistas albaneses que cobriram a sua viagem apostólica à Albânia. O Santo Padre fez um pedido explícito para que só se tratasse o tema da visita para não ofusca-la. À continuação, o diálogo completo entre o Pontífice e os profissionais da imprensa.

Pergunta: Sua Santidade começou a viagem com uma ideia sobre os albaneses? Pessoas que sofreram, mas que também são tolerantes. Encontrou alguma outra qualidade... justa para que a águia volte ao ninho?

Papa Francisco: O albanês não é somente tolerante: é irmão. Tem a capacidade da fraternidade, e ainda mais: isto se nota na convivência, na colaboração entre: islâmicos, ortodoxos e católicos. Colaboram juntos, mas como irmãos. E logo, algo que me chamou a atenção desde o começo, é a juventude do país… o mais jovem da Europa. Mas se vê que a Albânia tem um desenvolvimento superior na cultura e também no governo, graças a esta irmandade.

Pergunta: Deslocando-se pelo bulevar principal de Tirana, sob os retratos dos sacerdotes martirizados durante o regime comunista, em um país onde o ateísmo de Estado esteve imposto até 25 anos atrás, o que você sentiu?

Papa Francisco: Estive estudando durante dois meses esse período tão difícil da Albânia, para entendê-lo e estudei também as suas origens. Suas raízes culturais são belas e fortes, de grande cultura, desde o começo.

Por isso com relação àquele período, foi um período cruel: o nível de crueldade era terrível. Quando vi aquelas fotos... mas não foram apenas católicos, também os ortodoxos, também os muçulmanos... e quando pensei no que lhes diziam: "Não têm que acreditar em Deus". "Eu acredito". E bum! Matavam-nos. Por isso digo que os três componentes religiosos deram testemunho de Deus e agora dão testemunho da fraternidade.

Pergunta: Albânia é um país de maioria muçulmana. Mas a sua visita aconteceu em um momento no qual a situação mundial é muito instável: Você mesmo disse que a terceira guerra mundial já começou. Sua mensagem nesta visita é só para os albaneses, ou vai mais além?

Papa Francisco: Não, vai mais além. Albânia construiu um caminho de paz, de convivência e de cooperação que vai mais além, toca a outros países que também têm raízes étnicas diferentes… É um país de maioria muçulmana em si, mas não é um país muçulmano. É um país europeu... Albânia é um país da Europa, por sua cultura, a cultura da convivência, também pela cultura histórica que teve.

Pergunta: Depois da Albânia quais são as próximas viagens?

Papa Francisco: Em 25 de novembro a Estrasburgo, para falar ao Conselho da Europa e ao Parlamento Europeu. E depois, no dia 28 - talvez - Turquia, para estar lá na festividade de Santo André, com o patriarca Bartolomeu'.

Pergunta: Vimos que tem uma visão da Albânia diferente da dos europeus... escolheu visitar como primeiro país da Europa um país da periferia, que não pertence à União Europeia. O que pode dizer aos que olham só a Europa dos capitalistas?

Papa Francisco: É uma mensagem, esta minha viagem, é um sinal: é um sinal que eu quero dar.

Pergunta: Todos lhe vimos chorar, acredito que pela primeira vez. Comoveu-se muito no encontro com o clero que parece ter sido o momento mais emotivo de sua viagem?

Papa Francisco: Ouvir um mártir falar do próprio martírio é forte! Creio que todos nós que estávamos ali ficamos comovidos. E aquelas testemunhas falavam como se falassem de um outro, com uma naturalidade, uma humildade. Isso me fez muito bem...


Sacerdote relata como é a missão em um país de maioria muçulmana


O trabalho pastoral em um país de maioria muçulmana é “certamente todo um desafio”, afirmou o sacerdote Luis Montes, que há anos acompanha os fiéis católicos em Bagdá (Iraque), e que hoje enfrenta o desafio de apoiar os cristãos que fogem da violência do Estado Islâmico (ISIS).

Em declarações à Ajuda à Igreja que Sofre, o Pe. Montes indicou que a realidade que vive a Igreja local é “algo totalmente diferente do que nós conhecemos no Ocidente”, pois enquanto nas nações onde predomina o cristianismo é possível manifestar publicamente a fé, no Iraque “é tudo mais a conta gotas: não se podem realizar atividades pastorais fora da igreja, como, por exemplo: procissões”.

“Aqui os cristãos não têm nada disso. Todo nosso apostolado é dentro da igreja, tudo mais reduzido, com menos fiéis e com muita gente que é hostil ao cristianismo”, expressou.

Entretanto, a isto se soma a insegurança que o país vive há anos, desde antes da aparição do Estado Islâmico. “Há anos se calcula que há uns vinte atentados por dia no Iraque. Em Bagdá quase todos os dias há atentados nas ruas. Isto certamente cria um cenário perigoso”.

“Nós –indicou-, vivemos de um lugar onde os cristãos não podem viver a sua fé livremente, onde são minoria e onde são discriminados na prática. É um lugar onde até as crianças sofrem discriminação nas escolas. A isto se soma a situação de insegurança e violência de um país que vive a pós-guerra. É um desafio grande para nós, para fazer que o Evangelho continue vivo”.

Apesar disso e com a chegada dos refugiados, a Igreja local tenta fazer de tudo. “Continuamos realizando a mesma ação pastoral de sempre para oferecer um sustento espiritual, só que com maior dificuldade para chegar a todos. Quanto à ajuda humanitária, estamos tentando conseguir ajuda para cobrir as necessidades básicas e também coordenamos sua distribuição. Este é nosso dia a dia”.

O Pe. Montes, junto com o Pe. Jorge Cortês - ambos do Instituto do Verbo Encarnado-, atendem atualmente aos fiéis que fogem da violência dos extremistas islâmicos.

Para ajudá-los ingresse em: http://amigosdeiraque.verboencarnado.net/como-nos-ajudar/

Também pode segui-los no facebook: https://www.facebook.com/amigosdoiraque



Bispo denuncia que Boko Haram assassinou mais de 2.500 fiéis na Nigéria


O Bispo de Maiduguri (Nigéria), Dom Oliver Dashe Doeme, denunciou que o grupo islamista Boko Haram assassinou nesta diocese mais de 2.500 fiéis e provocou a separação de pais e filhos em meio ao desespero para fugir da violência.

Conforme informou nesta segunda-feira a agência Fides, o Prelado fez esta revelação numa entrevista ao jornal Thisday. O Bispo atualmente está refugiado na paróquia de Santa Teresa de Yola no Estado de Adamawa, junto com milhares de fiéis.

A Diocese de Maiduguri é a capital do Estado de Borno, no nordeste da Nigéria; e inclui os estados de Borno, Yobe e algumas áreas de Adamawa.

Nestes três estados, onde se concentram as ações do Boko Haram, em 2013 o presidente Goodluck Jonathan decretou o estado de emergência, que não impediu, porém, à guerrilha islâmica de continuar suas ações, passando recentemente à conquista de algumas localidades onde foi proclamado o califado.

Dom Doeme indicou que a maior parte dos deslocados acolhidos na paróquia de Yola escaparam por pouco de serem mortos por membros do Boko Haram. Entretanto, na fuga muitas famílias se dividiram e agora os pais continuam procurando os seus filhos desaparecidos. O bispo denunciou ainda que em várias ocasiões os militares nigerianos fogem sem combater, e isto se deve principalmente à corrupção.

A situação dramática dos deslocados está no centro do documento da Caritas Nigéria e da Comissão Episcopal “Justiça e Paz” intitulado “Adaptar as nossas vidas à guerra em andamento” no qual se afirma textualmente: “a simples verdade é que a Nigéria está em guerra”.


“O Estado Islâmico vem do inferno”, expressa Bispo do Iraque


“O Estado Islâmico vem do inferno, nem os demônios saberiam encontrar piores meios para fazer tanto mal às pessoas”, foram as palavras de Dom Shlemon Warduni, Bispo auxiliar de Bagdá dos caldeus para descrever as atrocidades cometidas pelos Jihadistas contra os cristãos e outras minorias no Iraque, que estão sendo decapitadas ou escravizadas por negar-se a converter-se ao Islã.

O Prelado, que participou recentemente no Meeting de Rimini, na Itália, assinalou que “o destino de todos os iraquianos é o mesmo. Todos estão inquietos, não só os cristãos, porque não há paz nem segurança há muitos anos”.

Entretanto, nos últimos meses acontece algo que “nunca pudemos nem imaginar: que estes malfeitores obrigaram aos cristãos e a todas as minorias a fugirem em massa. Os cristãos vivem em Mosul há dois mil anos”, mas já não há mais uma oração na cidade.

“Provavelmente estas pessoas (do Estado Islâmico) vêm do inferno, são piores que os demônios. Por isso gritamos em voz alta para pedir ajuda a todo mundo: aos cristãos, muçulmanos, ateus, a todas as pessoas de boa vontade. Para que nosso povo, nossos fiéis, nossos idosos, nossas crianças não sejam maltratados deste modo duro e terrível”, expressou em declarações a I Tempi difundidas em 29 de agosto.

Dom Warduni assinalou que os milhares de refugiados no Curdistão iraquiano necessitam moradia, comida, roupa e remédios. “Muitos deles dormem sob o sol com este calor terrível”.

Sobre as ações dos Jihadistas, relatou que inclusive se atreveram a “roubar os brincos de uma menina de dois anos e arrancar 15 euros da mão de uma idosa”. “Semearam o terror nos corações das pessoas. Inclusive antes que entrassem na planície de Nínive, de fato, esses povoados estavam quase todos vazios. Pedimos tantas coisas ao mundo para que os cristãos e os demais possam primeiramente viver e depois que possam fazê-lo com dignidade”, expressou.

Por isso, pediu à comunidade internacional para  impedir que os Jihadistas possam adquirir mais armas, assim como enviar uma força internacional que proteja os refugiados e a “libertar nossos vilarejos e cidades das mãos destes criminosos para devolver aos cristãos e aos membros de outras minorias”, porque o Estado Islâmico quer “nos desarraigar desta terra”.

“Todas as semanas se rezava e se celebrava a Missa em Mosul. Quantas pessoas agora choram: ‘Outra semana sem Missa, sem participar do Corpo e do Sangue de Cristo”, expressou.

Querem criar “um mundo sanguinário”

Esta foi a advertência do novo Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU, o jordano Zeid Ra'ad al Husein, ao referir-se à ação do Estado Islâmico.

"Como poderia funcionar no futuro um Estado takfiri? (termo que designa os extremistas sunitas) Seria um mundo violento, mal-intencionado, onde não haveria sombra nem refúgio para os que não sejam takfiri”, expressou nesta segunda-feira na abertura da 27ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra (Suíça).

Nesse sentido, assinalou que é uma “prioridade imediata e absoluta” pôr fim aos conflitos do Iraque e Síria, “onde os Jihadistas demonstraram a sua indiferença absoluta e deliberada dos direitos humanos”.

Coalizão da OTAN

Por sua parte, o presidente norte-americano Barack Obama confirmou na sexta-feira a criação de uma coalizão internacional com outros membros da OTAN para “destruir” o Estado Islâmico.

Na reunião da sexta-feira participaram, junto com os Estados Unidos e Grã-Bretanha, os ministros de Relações Exteriores da Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Polônia e Turquia. Conforme se informou, a coalizão não enviaria tropas em terra, mas ajudaria os curdos e o exército Iraquiano com armas e apoio aéreo, tal como já estão fazendo alguns destes países.

Do mesmo modo, será pedido às nações da região que também participem desta luta contra os extremistas islâmicos. Outro dos objetivos da coalizão é deter a chegada de mais militantes estrangeiros ao ISIS e cortar suas fontes de financiamento.



Ficarei com os cristãos até o final, afirma padre argentino no Iraque



O padre argentino Luis Montes, do Instituto do Verbo Encarnado, serve há três anos e meio em Bagdá (Iraque), e afirmou em recentes declarações ao jornal argentino Clarín que apesar do perigo que representa o avanço do Estado Islâmico (ISIS), ficará com o Pe. Jorge Cortês acompanhando os cristãos “até o final”.

“A princípio nós ficaríamos. Enquanto haja cristãos. Nós estamos aqui por eles e queremos estar com eles até o final. Mas ninguém sabe o que vai acontecer. Pode ser que aconteça o pior, pode ser que não. Mas o princípio é ficar com eles, com o povo que escolhemos servir”, afirmou o sacerdote natural de Mendoza (Argentina).

Durante a entrevista difundida no dia 12 de agosto, o sacerdote assinalou que os Jihadistas do Estado Islâmico odeiam o cristianismo e por isso a primeira coisa que fazem ao conquistar uma cidade “é destruir as cruzes pelo grande ódio que têm à cruz. Mas, em geral, o ISIS odeia todos os que não são eles. Frente aos que não aceitam o que eles dizem, a solução é a espada. Sejam eles cristãos, yazidis ou xiitas. Os cristãos são os que sofrem mais porque, como são uma minoria, não têm proteção de ninguém”.

Nesse sentido, explicou que desde 2003 –quando os Estados Unidos interveio para derrubar Sadam Hussein-, “o número de cristãos passou de um milhão e meio para 400.000. E com este tipo de ações, se acentua o êxodo”.

“Como pároco na catedral, eu devo assinar os certificados de batismo que precisam para o visto e mais pessoas estão solicitando agora. Mais do que antes. Muitas pessoas fazem isso simplesmente para estarem preparadas, caso aconteça alguma coisa grave. Não o fazem porque queiram ir embora. Mas estão pensando”, afirmou.

O Pe. Montes assinalou que o objetivo do Estado Islâmico “é exterminar os seus adversários e o fazem como uma forma de limpeza étnica ou limpeza religiosa”, o que pode converter-se em um genocídio, pois nos últimos dias mais de 250.000 cristãos fugiram de suas casas.

“Há crianças morrendo no caminho por causa do sol de 50 graus. Algumas pessoas não têm o que comer, estão ficando doentes. Não se sabe o que vai acontecer, se vão poder abrir as escolas. A situação é absolutamente terrível. Estamos falando de centenas de milhares de pessoas. E ficarão marcas no futuro destas pessoas. Marcas físicas para os que foram feridos, marcas psicológicas para a grande maioria”.

Os do Estado Islâmico, relatou, “sequestram famílias inteiras, matam os homens, escravizam as mulheres, vendem as crianças, eliminam os adversários, fazem represálias desproporcionais contra todos os que combatem contra eles. Essas atrocidades são verdades. Depois, outros detalhes em concretos, eu não os conheço. Mas alguns dados são certos: eles queimam tudo o que é cultura antiga, dessacralizam as Igrejas, transformam-nas em mesquitas, e está comprovado”.

No caso de Mosul, acabaram com “uma igreja com uma tradição cristã antiquíssima, de pelo menos 1600 anos”. “É uma catástrofe a todo nível. Estão destruindo a convivência que houve aqui durante muitos anos produzindo mais ódios, mais ressentimentos, mais desconfiança. Quando vai se solucionar isso?”, perguntou.

“Não há perdão entre os muçulmanos. Para eles, fazer mal àqueles que fizeram o mal, não só está permitido, mas é também uma obrigação. Olho por olho, dente por dente. Eles têm que devolver o mal. O perdão para eles é um defeito. Por isso, o problema que há na Terra Santa: judeus e muçulmanos desconhecem o perdão”.

Nesse sentido, recordou que “o grande rabino de Roma, que se converteu ao cristianismo na segunda guerra mundial, dizia que o perdão para um judeu é uma falta contra a justiça”.
“Quando você tira os cristãos que afirmam que o perdão é algo positivo, você está trazendo um dano imenso a essa sociedade”.

Para ajudar os cristãos no Iraque ingresse em: http://amigosdeiraque.verboencarnado.net/como-nos-ajudar/


Dom Sako pede um mandato da ONU para solucionar a crise no Iraque



O Patriarca católico caldeu, Dom Louis Sako, advertiu que o Estado Islâmico (EI) é um desafio para o mundo inteiro e que os bombardeios aéreos não são a solução para a crise iraquiana, mas é necessário um mandato das Nações Unidas e a participação dos países árabes porque eles conhecem a realidade do Oriente Médio.

Em declarações difundidas pela Rádio Vaticano, o Prelado afirmou que um mandato da ONU “é muito importante. Não se pode ir assim, bombardear, às cegas ... muitas pessoas vão morrer, e se as pessoas que estão ali e são bombardeadas não estão com o Estado Islâmico!”.

“Devemos procurar uma solução mais adequada e salvar as vidas daquelas pessoas, não destruir as infraestruturas, as casas ... Então eu acho que o mandato da ONU seja muito importante”, assinalou Dom Sako, que também pediu que os países árabes tenham iniciativa própria porque “eles conhecem a nossa situação, a nossa cultura, a nossa língua, e eles podem também negociar com o grupo EI, sem fazer uma guerra”.

Entretanto, diante da realidade que se vive, pediu ajuda para o exército iraquiano e curdo que combatem o Estado Islâmico para que os refugiados possam retornar às suas casas. “é preciso tropas terrestres, e não apenas bombardeios, porque bombardear não é uma solução”, insistiu.

Nesse sentido, Dom Sako advertiu que a crise vai mais além do território iraquiano, pois os Jihadistas também se encontram na Síria. Do mesmo modo, assinalou a necessidade de cortar as fontes de financiamento dos fundamentalistas islâmicos.

O Patriarca pediu continuar enviando ajuda humanitária aos refugiados e buscar a libertação das cidades tomadas pelo Estado Islâmico, uma organização fundamentalista “que representa verdadeiramente um desafio para o mundo inteiro”.


Estado Islâmico: “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres”


Estado Islâmico fez um apelo aos seus milicianos e seguidores para que matem “de qualquer forma” os cidadãos norte-americanos, europeus e dos países que apoiam a coalizão militar contra eles no Iraque e na Síria, e advertiram a estas nações que pagarão um “preço alto” por atacar-lhe.

“Ataquem os soldados, patrões e tropas dos tawaghit (aqueles que excedem os limites fixados por Alá). Ataquem os seus policiais, agentes de segurança e de Inteligência, assim como os seus agentes traidores. Destruam as suas camas. Amarguem as suas vidas e ocupem-se deles”, indicou Abú Muhamad al Adnani, o porta-voz do Estado Islâmico, em um comunicado publicado na Internet e difundido pelo jornal digital 'The Long War Journal'.

“Se podem matar um infiel norte-americano ou europeu, especialmente os franceses sujos e vingativos, ou um australiano, um canadense ou qualquer infiel que promova a guerra infiel, incluindo aqueles cidadãos que aderiram à coalizão contra o Estado Islâmico, confiem mais uma vez em Alá e os matem de qualquer forma que se possa fazer”, destacou. "Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes, escravizaremos as suas mulheres com a permissão de Alá, o elevado", assegurou.

No seu comunicado, intitulado “Em verdade, o vosso senhor está sempre vigilante”, o porta-voz do Estado Islâmico ameaça aos Estados Unidos e a “todos” os seus “aliados”, definindo-os como “cruzados”. “Saibam que o tema é mais perigoso do que imaginaram e maior do que previram”, assegurou. “Advertimos-lhes que hoje estamos em uma nova era, onde o Estado, seus soldados e seus filhos não são escravos. São pessoas que não conhecem a derrota faz tempo", explicou.

Não há “cura” contra o Estado Islâmico

“Cruzados, notaram a ameaça do Estado Islâmico, mas não conhecem a cura e não a descobrirão porque não há cura. Se lutarem contra nós, isso nos faz mais fortes e duros. Se nos deixarem sozinhos, crescemos e nos expandimos”, avisou.

Al Adnani fez insistência em que a operação dos Estados Unidos e seus aliados contra o Estado Islâmico no Iraque e Síria será a sua “campanha final”. “Terminará mal e em derrota, como as campanhas prévias que foram derrotadas, embora nesta ocasião vamos persegui-los depois e vocês não nos perseguirão. Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres, com a permissão de Alá, o elevado", afirmou.

Al Adnani advertiu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que terminará “decepcionado” por não conseguir os seus objetivos militares, mas deixou claro que tanto os norte-americanos como os europeus devem temer ao Estado Islâmico.

"O Estado Islâmico não começou a guerra"

"Aos norte-americanos e aos europeus: o Estado Islâmico não iniciou a guerra, como os seus governos e meios de comunicação querem fazer acreditar. Foram vocês que começaram a agressão contra nós e, portanto, são os culpados e pagarão um grande preço. Pagarão o preço quando as suas economias se paralisem. Pagarão o preço quando os seus filhos enviados à guerra contra nós voltem deficientes, mutilados, dentro de caixões ou mentalmente doentes", assegurou.

O porta-voz do Estado Islâmico fez um apelo aos milicianos do grupo para que o defendam. "Levantem-se e defendam o nosso estado do lugar onde estejam", destacou.


Centenas de Católicos se unem em Adoração Eucarística de desagravo pela Missa Negra acontecida em Oklahoma, EUA



 Centenas de católicos em Oklahoma se unem em adoração eucarística, procissões e orações por causa da “missa negra” realizada no domingo passado, 21 de setembro, em Oklahoma (Estados Unidos).

Durante a celebração da Hora Santa, na Igreja de São Francisco de Assis, o Arcebispo de Oklahoma City, Dom Paul Coakle, indicou que “estamos reunidos como testemunhas da esperança em um tempo em que a escuridão parece estar ganhando terreno, tanto aqui como ao redor do mundo”.

“Sabemos que Cristo é vitorioso! Ele venceu Satanás. Ele destruiu o reino do pecado e o poder da morte através da sua Santa Cruz e da sua gloriosa Ressurreição”.

A 3 quilômetros de distância, algumas horas mais tarde do mesmo domingo, centenas de católicos chegaram ao lado de fora do Salão Musical do Centro Cívico de Oklahoma City para manifestar-se contra a “missa negra”.

Alguns levaram crucifixos e outros imagens de Nossa Senhora. Também levaram diversos cartazes com a frase “Eu acredito na Santa Igreja Católica”.

Estefani Martínez, uma das manifestantes, lamentou em declarações à emissora local News 9 que alguns “adorem o demônio no lugar de Deus”.

O grupo ocultista Dakhma de Angra Mainyu programou uma “missa negra” no salão musical administrado pela cidade. Uma missa negra é uma cerimônia sacrílega que invoca a Satanás e zomba da Missa católica. Envolve a profanação da Eucaristia, geralmente depois do roubo de uma Hóstia consagrada de uma igreja católica, e a usa em um ritual profano e sexual.

Adam Daniels, que organizou o evento, assegurou ter em sua posse uma Hóstia consagrada que recebeu de um amigo pelo correio. Entretanto, em 21 de agosto, seu advogado entregou a suposta Hóstia a um sacerdote da arquidiocese de Oklahoma City, depois de ter sido denunciado por roubo.

Foram vendidas 100 entradas para a “missa negra”, no entanto, participaram apenas 40 pessoas. O custo de cada entrada era de 15 dólares.

O rito satânico começou às 19h (hora local), com três músicos e Daniels vestido com uma túnica negra, que assegurou que seu propósito era destruir o temor pela Igreja Católica, conforme informou News 9.

Horas antes, na igreja de São Francisco de Assis, Dom Paul Coakley alertou que a “missa negra” requer “corromper e profanar a Eucaristia”, porque “os satanistas, e seu amo, sabem quem está presente”. “Eles reconhecem a Presença Real do Senhor Jesus, não para adorá-lo, mas só para zombar e desprezar com ódio”, disse.

“Não estamos aqui, entretanto, para protestar”, acrescentou. “Por um momento, coloquemos de lado a nossa indignação. Estamos aqui para louvar e adorar. Estamos aqui para agradecer pelos dons da nossa fé e pelo tesouro incomensurável da presença permanente do Senhor conosco no Sacramento do seu Corpo e Sangue”.

Dom Coakley disse que os católicos se reúnem diante de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento “para escutar a sua Santa Palavra e abrir-se às inspirações de seu Espírito, para que assim nos tornemos mais fiéis e testemunhas autênticas de seu amor e misericórdia em meio de nossa família humana, quebrada e sofredora”.

O Prelado e muitos outros católicos participaram de uma procissão Eucarística depois da Hora Santa.

Por sua parte, o Bispo de Tulsa, Dom Edward Slattery, presidiu uma procissão Eucarística e uma exposição do Santíssimo Sacramento na Catedral da Sagrada Família como reparação pelo ato satânico.

“Estamos fazendo isto para fortalecer a fé do nosso povo, e para lhes dar uma oportunidade de reagir de uma forma muito positiva ao anúncio da missa negra”, disse o Prelado.

Dom Slattery assinalou que esta “é uma forma de exercer a sua fé e uma oportunidade para rezar juntos em uma reação ao que é realmente uma maldição e blasfêmia porque acreditam que o Sagrado Sacramento é Deus mesmo”.

O Bispo disse que os organizadores da “missa negra” na realidade “abraçam o mal, a ira e a vingança, enquanto os católicos pregam “o amor de Deus à humanidade. Perdão, amor, misericórdia e paz”.

“Respondemos ao ódio com o perdão, com o amor e mostrando o que é belo”, disse.

Michael Ortega, um católico que participou do evento em Tulsa, disse à Tulsa World que compareceu “devido ao amor e apoio a minha Igreja, e o amor e devoção que tenho por Nosso Senhor Jesus Cristo”.


Ratings and Recommendations by outbrain